segunda-feira, 5 de outubro de 2009

Michael Jackson | Bad


Sétimo álbum de estúdio em carreira solo lançado por Michael Jackson pela Epic em 31 de agosto de 1987, que figura como a última das três colaborações do cantor com o produtor Quincy Jones. Nos anos 1980, recebeu críticas severas da imprensa e foi considerado pouco ousado na comparação com álbuns anteriores do astro, principalmente em comparação à Thriller, seu álbum anterior de 1982 — O mais vendido e bem sucedido de todos os tempos.

Em contrapartida, porém, foi bem recebido pelo público e vendeu mais de 30 milhões de cópias em todo o mundo, segundo listas do ano de 2012. Estreou em 1º das paradas de sucesso em 25 países, e permaneceu, durante algum tempo, como o segundo disco mais vendido da história.

Um recorde de nove canções foram lançadas como compacto durante a divulgação de Bad. Cinco delas chegaram à primeira posição nos Estados Unidos: "I Just Can't Stop Loving You", "Bad", "The Way You Make Me Feel", "Man in the Mirror" e "Dirty Diana". Foi a primeira vez que um artista colocou cinco músicas de um mesmo álbum em 1º lugar na história da música, feito apenas igualado em 2011 por Teenage Dream, de Katy Perry. Uma sexta canção, "Another Part of Me", ainda chegou ao topo da lista de black music. Nos EUA foram cinco singles em #1 e seis no restante do mundo.

1987 | BAD

01 | Bad
02 | The Way You Make Me Feel
03 | Speed Demon
04 | Liberian Girl
05 | Just Good Friends
06 | Another Part Of Me
07 | Man In The Mirror
08 | I Just Can't Stop Loving You
09 | Dirty Diana
10 | Smooth Criminal
11 | Leave Me Alone

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quinta-feira, 1 de outubro de 2009

Bread


Bread foi uma banda norte-americana de rock, formada em 1968, em Los Angeles, na Califórnia. O grupo foi um dos mais populares do início da década de 1970, que se notabilizou por belas composições melódicas e harmonia bem trabalhada.

O Bread foi formado em 1968, a partir do encontro entre David Gates e Jimmy Griffin. Acrescidos da presença de Robb Royer, o grupo começou a tocar nos bares de Los Angeles e contratado pela gravadora Warner/Elektra - inicialmente apenas para ser uma banda de estúdio. O baterista Mike Botts se juntou a eles em seguida.

O primeiro single da banda, "Make It With You", alcançou o primeiro lugar da parada norte-americana da Billboard, em 1970. O sucesso inesperado com o álbum "Bread", de 1969, fez com que a banda começasse a realizar apresentações ao vivo pelos Estados Unidos.

O soft-rock de fácil assimilação conquistou as paradas norte-americanas, com destaque para "If", "Everything I Own", "Baby I'm-A Want You", "Guitar Man", "infringement" e "Aubrey". Ao mesmo tempo, criou-se um choque de egos entre seus componentes Gates e Griffin. A banda iria acabar em 1973.

Três anos mais tarde, reencontraram-se para lançar um último trabalho, "Lost Without Your Love", também bem recebido pela crítica e público.

1972 | GUITAR MAN

01 | Welcome to the Music
02 | The Guitar Man
03 | Make It by Yourself
04 | Aubrey
05 | Fancy Dancer
06 | Sweet Surrender
07 | Tecolote
08 | Let Me Go
09 | Yours For Life
10 | Picture in Your Mind
11 | Don't Tell Me No
12 | Didn't Even Know Her Name

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Genesis

THE LAMB LIES DOWN ON BROADWAY

Em cinco anos e tanto de BIZZ, esta é a terceira vez que um grupo progressivo "clássico" chega à Discoteca Básica (os outros dois grupos que compareceram a esta coluna da revista foram: King Crimson, com In The Court Of The Crimson King (1969), na Bizz 6, e Pink Floyd, com The Dark Side Of The Moon (1973), na Bizz 21). Por mais controversa que seja a posição deste "movimento" dentro da história do rock, ele marcou seus tentos. The Lamb Lies Down On Broadway faz parte do score favorável ao time dos dinossauros.

Antes de The Lamb..., o Genesis já havia superado sua imagem de mera college band inglesa dos anos 70 com Nursery Crime, em que estabeleceu as coordenadas de seu estilo particular a partir da formação mais consistente do grupo - Peter Gabriel (voz, letras), Steve Hackett (guitarra), Phil Collins (bateria), Michael Rutherford (baixo) e Tony Banks (teclados). Este estilo, para quem gosta de etiquetas, carregaria sem problemas a marca de "rock programático", ou seja, uma música de intenções pop inspirada por uma idéia não-musical, uma espécie de descrição de imagens elaborada através dos sons.
Esta "trilha sonora" das letras alegóricas de Gabriel - que se colocava em posição diametralmente oposta à música absoluta praticada pelo King Crimson, fase 72/74 - chega ao seu ápice em The Lamb... Ao mesmo tempo, Gabriel praticamente monopoliza a concepção do álbum, a ponto de não ser muito difícil considerar o disco como seu primeiro trabalho solo.

Sem dúvida, seus colegas tiveram um trabalho considerável em dar movimento a uma história criada basicamente segundo a velha técnica surrealista da escrita automática. Gabriel concentrou uma massa de referências literárias dentro de uma trip de autoconhecimento. Seu personagem - Rael - é um porto-riquenho líder de gangue juvenil em Nova York. Ele é capturado por um objeto voador e perde-se em um esquisito mundo de alegorias da sociedade de consumo. Durante a viagem, Rael se embaralha em encontros com Marshall McLuhan (em "Broadway Melody Of 1974") ou figuras saídas das visões de William Blake (as "wise and foolish virgins" de "Carpet Crawl"). Por trás das máscaras, simulações e citações que o próprio Gabriel só entenderia nos mais de cem shows que o grupo fez para divulgar o álbum.

No geral, as músicas se revelam brilhantes. Optando por um formato mais compacto de cada canção, o quinteto concentra atenção nas experimentações com timbres e na construção de uma narrativa musical. A faixa-título é uma tijolada conduzida pelo baixo de Rutherford, revidada no lado 2 pelo "quase-blues" apresentado em "Back In N.Y.C.". O primeiro disco perde um pouco de sua unidade no final, deixando o melhor para o lado 3: a condução da bateria de Collins na seção final da desconstruída "The Waiting Room" e a pérola de ironia na conversa de Rael com a morte em "Anyway" ("Dizem que ela vem a cavalo/mas estou certo que ouço um trem."). O lado 4 abre "The Colony Of Slippermen" com uma vinheta instrumental "japonesa", retomando os temas principais em "The Lamb Dies Down On Broadway" e encerrando com a antecipação do que seria o som do Genesis depois da saída de Gabriel, logo depois. Sintomaticamente, é a pior parte do álbum.

The Lamb... é um disco de entrelinhas, com detalhes que demoram a ser assimilados. Contribui para isso a pequena participação de Brian Eno, fazendo "tratamentos" reconhecíveis nas faixas ambientais (como "Silent Sorrow In Empty Boats"). As hierarquizações dos planos vocais, as intervenções de Collins interpretando John - o irmão de Rael - são aspectos do testamento da união entre Gabriel e o Genesis. Depois deste álbum, só o vocalista faria algo que mereça ser acrescentado a outra edição desta coluna.

Marcos Smirkoff
Revista BIZZ - ano 7 - nº 02 - edição 67 - Fevereiro, 1991
página 66 - Discoteca Básica - Editora Azul

1974 - THE LAMB LIES DOWN ON BROADWAY

CD 1:
The Lamb Lies Down on Broadway
Fly on a Windshield
Broadway Melody of 1974
Cuckoo Cocoon
In the Cage
The Grand Parade of Lifeless Packaging
Back in N.Y.C.
Hairless Heart
Counting Out Time
The Carpet Crawlers
The Chamber of 32 Doors

CD 2:
Lilywhite Lilith
The Waiting Room
Anyway
Here Comes The Supernatural Anaesthetist
The Lamia
Silent Sorrow in Empty Boats
The Colony of Slippermen (Arrival – A Visit to the Doktor – Raven)
Ravine
The Light Dies Down on Broadway
Riding the Scree
In the Rapids
It

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