Carole King


Carole King havia entrado para o panteão pop, durante os anos 60, numa legendária parceria com seu então marido, Gerry Goffin, como autora de vários sucessos gravados por diferentes artistas. Mas se reinventou de forma dramática e surgiu como uma estrela solo com este álbum marcante.

A capa é claramente doméstica - King, de jeans, bordado nas mãos, com seu gato em primeiro plano - e seu clima caseiro se reflete na produção despojada e nos arranjos. Os vocais sem enfeites de King variam entre estridentes e pesados e pesados ("I Feel The Earth Move"), melancólicos ("So Far Away", "Home Again") e divertidos ("Smackwater Jack"). Músicas como "Will You Still Love Me Tomorrow" e "(You Make Me Feel Like) A Natural Woman" já tinham sido gravdas pelas Shirelles e por Aretha Franklin, respectivamente. Mas as versões nuas de King - em especial a primeira, que ela canta com uma tocante tristeza - são releituras que valeram a pena.

A qualidade absoluta do disco não demorou a dar frutos. A honestidade dolorida de "It's Too Late" garantiu a King o 1º lugar nos EUA. O álbum ficou no topo das paradas americanas durante 15 semanas seguidas, vendendo mais de 15 milhões de cópias no mundo inteiro.

Há uma tradição não escrita nos EUA de que os calouros tem de conhecer Simon & Garfunkel - as reflexões literárias, muitas vezes melancólicas, da dupla parecem casar com a cabeça dos universitários. No mesmo espírito, Tapestry deveria fazer parte do currículo do 1º ano, como exemplo de uma artista empenhada em deixar seu próprio legado, mas fazendo o público se sentir em casa.

Do livro: 1001 Discos Para Ouvir Antes de Morrer

1971 | TAPESTRY

01 | I Feel The Earth Move
02 | So Far Away
03 | It's Too Late
04 | Home Again
05 | Beautiful
06 | Way Over Yonder
07 | You've Got a Friend
08 | Where You Lead
09 | Will You Still Love Me Tomorrow?
10 | Smackwater Jack
11 | Tapestry
12 | (You Make Me Feel Like) A Natural Woman

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