Feliz Ano Novo


"Não existem sonhos impossíveis para aqueles que realmente acreditam que o poder realizador reside no interior de cada ser humano, sempre que alguém descobre esse poder algo antes considerado impossível se torna realidade." (Albert Einstein)

Feliz Ano Novo a todos !

Serge Gainsbourg

Filme sobre a vida de Serge Gainsbourg resgata o estilo de Brigitte Bardot e Jane Birkin

Por: Maíra Liguori

Ele era franzino, orelhudo, fumante inveterado e se autointitulava “o homem da cabeça de repolho”. Ainda assim, o cantor e compositor Serge Gainsbourg foi capaz de conquistar algumas das mulheres mais belas de sua época e protagonizou, junto com elas, a liberação sexual francesa dos anos 1970. Sua história boêmia, seus romances polêmicos e suas canções irônicas estão no filme “Gainsbourg – O Homem que Amava as Mulheres”, do diretor Joann Sfar.

No centro da narrativa estão a atriz francesa Brigitte Bardot, com quem Gainsbourg viveu um tórrido romance em 1967, e a atriz inglesa Jane Birkin, sua principal musa e esposa por mais de 13 anos. Dois ícones de estilo, cujas contribuições à moda, à beleza e ao comportamento feminino permanecem até hoje. “Estamos falando de exemplos de mulheres que transcendem épocas e gerações. São ícones que surgem de tempos em tempos e vão diretamente ao encontro das aspirações femininas de suas épocas”, diz a consultora de moda e jornalista Erika Palomino, em entrevista ao UOL Estilo.

“Je t’aime....moi non plus”

Na primeira parte do filme, Brigitte ganha vida na pele da atriz Laetitia Casta. Vivendo romance escandaloso e proibido com o compositor, ela participa de uma das fases mais criativas de sua carreira e compõe, ao seu lado, algumas canções, entre elas “Je t'aime... moi non plus”. A música, de conteúdo considerado erótico – a letra é como um diálogo entre dois amantes -, foi lançada alguns anos depois e chegou a ser condenada pelo Vaticano e proibida nos Estados Unidos, na Itália, na Espanha e no Reino Unido.

Além de linda e ousada, Brigitte era também uma artista múltipla. Era dançarina de balé clássico desde pequena e foi modelo precoce (estampou uma capa da revista Elle com apenas 16 anos), atuou como atriz em mais de 40 filmes e lançou, entre os anos 1960 e 1970, 14 discos como intérprete e compositora. Seu corpo curvilíneo impactou os padrões estéticos da época ao evidenciar decotes ousados, saias curtas e roupas muito justas. “Bardot tinha uma sensualidade decodificável, com um forte impacto no imaginário masculino”, afirma Erika.

Brigitte Bardot popularizou o biquíni em célebres aparições em Búzios (RJ) - ela teve um namorado brasileiro - e em Saint-Tropez, na França, e provocou reações moralistas ao se casar com um minivestido com pernas à mostra. “Bardot é uma das mulheres mais sensuais que já existiram. É a representação perfeita de ‘E Deus criou a mulher’”, afirma a jornalista e apresentadora Lorena Calábria, referindo-se ao filme de 1956 estrelado pela francesa. “Suas curvas e sua boca são ícones máximos da feminilidade de todos os tempos”, conta. O lado musa de Brigitte serviu de inspiração ainda para outros artistas, como Bob Dylan, Andy Warhol, John Lennon e Stevie Wonder.

Cabelos ondulados, lábios carnudos e olhos marcados transformaram Bardot em “sex kitten”, frágil e provocante ao mesmo tempo. Para a maquiadora Vanessa Rozan, do Liceu de Maquiagem, “Brigitte Bardot é uma das principais referências de beleza de todos os tempos, ao lado de Farrah Fawcet”. “Os olhos bem pintados conferem um ar misterioso e fazem contraponto com a boca quase nude, que junto com os dentes separados davam um ar infantil. Era um jogo perfeito entre a mulher fatal e a menina ingênua”, diz ela. Cílios postiços, sombra esfumada e o penteado colmeia (com volume no topo da cabeça), sua marca registrada, são hoje clássicos da beleza.

“I love you, me neither”

Após alguns meses do fim do romance com Bardot, Jane Birkin surgiu na vida do cantor e com ele viveu um casamento turbulento de mais de 13 anos, que resultou ainda em uma filha: Charlotte Gainsbourg. Interpretada por Lucy Gordon, Jane aparece no filme como uma inglesa frágil, chorando às margens do rio Sena, mas que logo se apropria de uma postura icônica para se equiparar à imagem de Gainsbourg.

JANE BIRKIN E A HERMÈS

O estilo de Jane Birkin se concretizou como produto com a grife francesa Hermès, que criou uma bolsa com seu nome em 1980. A peça, de couro e com design elegante, se tornou um clássico da marca e pode custar até R$ 200 mil. Hoje, a Birkin, bolsa, é um dos principais símbolos de status e costuma ser vista nas mãos de celebridades como Victoria Beckham, Katie Holmes e Kim Kardashian.

Em entrevista ao jornal “New York Times”, Jane contou como a peça foi criada: “Estava em um vôo de Paris a Londres, quando a sacola de plástico que carregava se rompeu e espalhou todas as minhas coisas pelo chão. Naquele momento, pensei em voz alta como adoraria que a Hermès fizesse uma bolsa na qual pudesse guardar todas aquelas coisas. Coincidentemente, o homem que se sentava ao meu lado era Jean-Louis Dumas, o coordenador de estilo da marca. Eles já haviam lançado a bolsa Kelly, em homenagem a Grace Kelly, e então começaram a desenhar uma para mim. Fiz algumas visitas ao ateliê, discutimos os desenhos, dei sugestões, pedi bolsos maiores e ela ganhou esta forma que tem hoje”.

“Birkin tinha uma beleza sofisticada, nada vulgar. Soube explorar seu tipo físico em função do que os homens projetavam sobre seu corpo, sem jamais perder a elegância”, acredita Erika.

Se Brigitte Bardot ajudou a compor “Je t’aime.... moi non plus”, foi na voz de Jane Birkin que a música ganhou força, transformou-se em hit e chegou a ocupar as primeiras posições das listas de canções mais tocadas da Europa. Suas fotos estampam as primeiras páginas dos jornais, Jane é convidada a protagonizar com o marido editoriais de moda e se consagra como ícone de estilo - anos mais tarde seu nome vira sinônimo de uma das bolsas mais cobiçadas, a Birkin, da Hermès.


Diferente de Brigitte, sua beleza tinha um apelo natural, com mais charme e menos exuberância. “Birkin veio para mostrar que a sensualidade independe de curvas. Era longilínea, suave, linda sem pretensão. Parecia uma fada”, disse Lorena Calábria. “Fazendo um paralelo com uma personalidade atual, acho que ela se compararia a Kate Moss, que é dona de uma beleza selvagem, sem artifícios”, completou. Erika Palomino concorda com a comparação: “Kate Moss é, como Jane Birkin, uma mulher verdadeira, fiel ao seu estilo e às suas convicções. Ela já não é mais uma garotinha e ainda assim continua interessante. Consegue usar peças que podem ser consideradas até de gosto duvidoso, mas que ganham outra leitura com sua força e estilo”.

A jovem Jane Birkin tinha um estilo natural e era linda ao seu jeito, fosse descalça ou apenas com uma camiseta branca. “Ela era clean, simples, sexy quase sem querer. Maquiagem nada, um cabelo meio despenteado, com aquela franjona hit dos 1960, uma verdadeira lolita”, disse a maquiadora Vanessa Rozan. “Adoro a Charlotte Gainsbourg, que além de carregar os mesmos genes, herdou o estilo da mãe e o aprimorou”, completa.

SERGE GAINSBOURG
Les Annees Psychedeliques 1966-1971


01 | Requiem Pour Un Con
02 | Requiem Pour Un Con Bonus Beats
03 | Je Navais Qu Un Seul Mot a Lui Dire
04 | Sous Le Soleil Exactement
05 | Chanson Du Forcat
06 | Pas Mal Pas Mal Du Tout
07 | New Delire
08 | Bonnie and Clyde
09 | Premiere Blessure
10 | Danger
11 | Danger Bonus Beats
12 | Generique Pop 2
13 | Photographes Et Religieuses
14 | Boomerang
15 | Psychastenie
16 | Cadavres En Serie
17 | La Horse
18 | La Horse Bonus Beats
19 | L'Alouette
20 | Breakdown Suite
21 | No No Yes Yes
22 | En Melody

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Lobão

:: A VIDA É DOCE ::

por Paulo Jonas de Lima Piva

A desmedida é a medida certa, a conduta ideal para a criatividade inconformada. O transbordamento, quando ocorre com sutileza e inteligência, embevece, embasbaca, redime da apatia até o mais exausto dos blasés. E os malditos e virtuoses da história da sensibilidade e das idéias fazem isso sem o menor esforço. Sade, Rimbaud, Satie, Cioran e Dali são alguns desses privilegiados. Mas há um momento em que os rebeldes da introspecção e os gênios do passado não conseguem verbalizar, esboçar ou sonorizar inquietações e pruridos próprios da contemporaneidade. Quando isso ocorre, onde devemos buscar os tradutores e os porta-vozes das angústias que a estupidez do cotidiano neoliberal produz a cada alta ou queda do dólar?

A indústria cultural só nos oferece lixo. Trata nossos olhos e ouvidos como vasos sanitários e nossas consciências como um material amoldável e reciclável. Difunde a vileza e o pior dos arremedos como “inovações culturais” e proclama a morte da inteligência e da crítica com a ideologia conciliatória de que “gosto não se discute”. A intenção camuflada disso é muito clara: explorar ao máximo o nosso obscurantismo herdado de péssimos professores e da inexistência de políticas culturais, e fazer de nós um rebanho alegremente domado e euforicamente consumidor. E esta merda está por todos os cantos para quem quiser cheirar. Do pagode aos livros de auto-ajuda, da música sertaneja a Paulo Coelho, dos enlatados de Hollywood ao axé music, passando pelas novelas mexicanas, pela MPB tucana e pelos deliciosos corpanzis das Sheilas. Até Pavarotti não escapou da decadência da massificação. Mas tudo isso é mesmo irremediável? Temos de nos conformar doravante com essa indigência cultural, com toda essa mesmice e pasmaceira que o mercado nos impõe como paradigma e que configura a subjetividade do ser humano do próximo milênio?


“Não se pode ser normal e estar vivo ao mesmo tempo”

Se depender do compositor e cantor Lobão, uma resistência e reação já existem. Rebento rebelde da mesma indústria cultural que nos embrutece, Lobão finalmente concretizou o seu matricídio. Ele acabou de lançar por uma gravadora independente A vida é doce, um CD que só é encontrado em bancas de jornal. É a última peça de uma trilogia iniciada em 95 com Nostalgia da modernidade e prosseguida em 98 com Noite, ambos excelentes. Com isso, Lobão libertou-se de vez das imposições e da “pirataria oficial” das grandes gravadoras. Compôs com toda a liberdade 11 canções extraordinariamente marcantes na sonoridade e nas letras, onde o autor revela toda a sua sofisticada cultura literária e musical, fundamentada em Deleuze, Blake, Bach, Nietzsche, Ginsberg, Tom Jobim, Valéry e outros. Trata-se de uma demonstração de que uma criação para ser admirável depende da convivência íntima do seu criador com a fina flor das letras e das partituras, uma retumbante exceção num cenário musical onde o máximo que Daniel ou Ivete Sangalo talvez tenham lido seja a Bíblia ou a Caras, e Renato Russo, os poemas de Camões das apostilas da época em que se preparou para o vestibular.

Acompanhando o CD vem um livrete com as letras, com poesias e fotos denominado Manifesto. Merecem destaque as faixas “Universo paralelo”, “A vida é doce”, “Ipanema no ar”, “Mais uma vez”, “Amanhecendo na lagoa” e o poema “Eu sou Londres”. A esta altura da deterioração das últimas ilusões civilizadoras, a ousadia de Lobão em A vida é doce - uma obra-prima, vale insistir - representa, além de uma ruptura com o megamercado musical e de um clamor vigoroso pela liberdade plena de expressão, um elogio ao insucesso e à impopularidade, ou seja, a defesa da idéia clássica de que ser levado a sério e conclamado por uma opinião pública convencional e imbecilizada é o maior dos opróbrios para todo artista e pensador que se preze.

1999 - A VIDA É DOCE

01. Desdichado II
02. Universo Paralelo
03. Pra Onde Você Vai
04. Tão Menina
05. Vida é Doce
06. Uma Delicada Forma de Calor
07. Tão Perto, Tão Longe
08. Ipanema No Ar
09. Vou Te Levar
10. Mais uma Vez
11. Amanhecendo Na Lagoa

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Os Mutantes


Os Mutantes são uma banda muito conceituada no Brasil e no mundo, seja pela comparação aos Beatles (desmedida em certo ponto) ou à importância de suas composições que ainda vigora até hoje. Com sua discografia em mãos, resolvi conhecer um pouco mais a banda e fui ouvir o disco “Jardim Elétrico”. Se você já conhece a sonoridade do grupo, não vai se surpreender com o álbum: é psicodelia e deboche puro.

A primeira faixa, “Top Top”, já entra com um instrumental enlouquecido (a bateria, principalmente, é bem frenética), e uns vocais agudos bem irritantes. A letra, fala de amor, como quase todas as poesias da obra. Aí depois o disco dá uma desacelerada, com “Benvinda”, que não é nada demais. Uma música realmente bonita e bem-feita, que possui um espírito muito Beatles, é “Technicolor”. Os instrumentos parecem estar sendo tocados pelo próprio Fab Four (essa foi a impressão que me deu), e o arranjo vai fazer você pirar, com certeza, é um dos momentos altos de inspiração dos Mutantes no álbum.

“El Justiciero” é outra canção que merece destaque, com letra em inglês e em espanhol e um violão de Sérgio Dias de arrepiar, é uma música de detalhes e esmero, revelando que a veia latina dos paulistas é ainda mais abrangente. Há ainda outras faixas divertidas como “It’s Very Nice Pra Xuxu” (com referências a outras músicas dos Mutantes) e “Portugal de Navio”. De volta a uma vibe meio Beatles, temos “Vírginia”, que é uma bela canção de amor, com um bonito solo de corneta (ou algo parecido).

De resto, Os Mutantes garantem muita psicodelia “em tecnicolor” com seu instrumental afiado na faixa “Jardim Elétrico”. Um fato curioso é que a banda parecia muito preocupada com a sonoridade do álbum, buscando recursos eletrônicos comparáveis aos discos mais modernos da época, com viagens em “3D” e um som de guitarra bem ousado. Um dos momentos mais bonitos da guitarra é na música “Lady, Lady”, com um solo lento, poucas notas, bem no sentimento. Ainda possui uma flauta inusitada. Aliás, alguém reparou alguma semelhança entre o início de “Saravá” e a música “Billy Jean”, do Michael Jackson?

Por fim, em inglês, a música “Baby”, que ficou famosa na voz de Gal Costa no álbum “Tropicália ou Panis Et Circenses”. Talvez a poesia não fique tão forte quanto em português, com as rimas doidas de “margarina, gasolina, Carolina”, mas ainda está boa na voz de Rita Lee, que é uma bela intérprete. No fim das contas, o disco “Jardim Elétrico” deixa muito satisfeito quem esperava boa música, seja ela brasileira ou inglesa, já que para os Mutantes não há fronteiras. Na mistureba que é a sonoridade da banda, vale tudo! E vale muito a pena conhecer mais esse álbum da banda.

Por: Mateus Pratagy

1971 | JARDIM ELÉTRICO

01. Top Top
02. Benvinda
03. Tecnicolor
04. El Justiciero
05. It's Very Nice Prá Xuxu
06. Portugal de Navio
07. Virgínia
08. Jardim Elétrico
09. Lady Lady
10. Saravá
11. Baby

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An All-Star Tribute To Supertramp - Song Of The Century

Com as músicas sendo executadas por um elenco “estelar” de músicos, como, Annie Haslan, Rick Wakeman, Steve Morse, Joe Lynn Turner, Rod Argent, John Wetton, Peter Banks, Chris Squire, Tony Kaye, Billy Sherwood, Tony Levin e outras feras do rock, que se juntaram para homenagear uma das bandas mais queridas do rock.

Em geral, apesar de gostar de álbuns tributo, eu sempre tenho certo receio, pois muitas vezes o tributo que era para ser uma homenagem, acaba sendo uma punição, deixando muita gente na “saia justa”, seja o homenageado e/ou os seus produtores, pois já vi muita porcaria, do tipo “caça-níqueis”, ser lançada no mercado muitas vezes sem a anuência do homenageado que é surpreendido por um abacaxi podre.

Não é o caso deste álbum, muito pelo contrário, uma vez que a categoria dos músicos acima citados é um indício de ser um material muito bom, não só pela presença deles, mas principalmente pela origem e o berço, que inegavelmente o Supertramp tem, portanto, a grande surpresa fica por conta da união destes músicos com uma música que foi muito bem foi explorada no passado e agora ganha uma nova roupagem.

Obviamente houve uma generalizada renovação musical, provocada naturalmente pela criatividade dos músicos envolvidos neste projeto, que com certeza, participaram com muito gosto, pois é muito difícil alguém não se encantar com o carisma da banda e com a simplicidade das músicas, que em duas décadas, inicialmente flertou de leve com o progressivo e com o Pop dos anos oitenta, com um importante legado deixado, portanto, a homenagem que receberam é muito merecida.

Quanto às músicas escolhidas, todas são clássicas da discografia da banda sem grandes surpresas, mas curiosamente, há uma exceção, pois a última faixa, chamada de “Let The World Revolve”, é produzida por Billy Sherwood, que por sinal é o produtor deste álbum e participa também de algumas canções, mas o porquê, de colocar uma música estranha à discografia do Supertramp, eu ainda não consegui entender.

Apenas para finalizar, o álbum é muito agradável, como não poderia deixar de ser, se levando em conta as músicas escolhidas, pelos novos arranjos feitos, que permitem uma releitura desses sucessos e pelo fato da homenagem ter sido feita por músicos altamente conceituados, o que para o Supertramp, só o qualifica mais ainda no meio musical e solidifica a sua posição como uma grande banda de rock.

Texto: Nas Ondas da Net


2012 | AN ALL-STAR TRIBUTE TO SUPERTRAMP
Songs Of The Century

01. Breakfast In America – John Wetton (Asia) & Larry Fast (Peter Gabriel)
02. Take The Long Way Home – John Wesley (Porcupine Tree)
03. The Logical Song – Mickey Thomas (Starship), Steve Morse (Deep Purple) & Tony Kaye (Yes)
04. Give A Little Bit – Richard Page (Mr. Mister) & Peter Banks (Yes)
05. It’s Raining Again – Colin Moulding (XTC) & Geoff Downes (Yes/Asia)
06. Crime Of The Century – Billy Sherwood (Yes), Rick Wakeman (Yes) & Tony Levin (King Crimson)
07. Dreamer – Annie Haslam (Renaissance) & David Sancious (Bruce Springsteen’s E Street Band)
08. Goodbye Stranger – Billy Sherwood (Yes), Gary Green (Gentle Giant) & Jordan Rudess (Dream Theater)
09. Rudy – Roye Albrighton (Nektar) & Steve Porcaro (Toto)
10. Bloody Well Right – Joe Lynn Turner (Rainbow) & Dave Kerzner
11. School – Rod Argent (The Zombies) & Robby Krieger (The Doors)
12. Let The World Revolve – Chris Squire (Yes) & Tony Kaye (Yes)

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The Durutti Column


The Durutti Column é uma banda britânica de pós-punk, formada em 1978, em Manchester, por Vini Reilly (guitarra e voz), Dave Rowbotham (guitarra), Chris Joyce (bateria), Phil Rainford (voz) e Tony Bowers (baixo).

Embora formada no período pós-punk, os Durutti Column são uma banda de música experimental, e dos primórdios do chill out. Suas características musicais, intimístas e instrumentais, também estariam associadas naquilo que no futuro seria conhecido como post-rock. Seu nome tem origem numa milícia antifascista, formada por anarquistas, da Guerra Civil Espanhola, conhecidos como "Columna Durruti", líderados por Buenaventura Durruti.

1981 | LC

Sketch for Dawn 1
Portrait for Frazer
Jacqueline
Messidor
Sketch for Dawn 2
Never Known
The Act Committed
Detail for Paul
The Missing Boy
The Sweet Cheat Gone

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X


Criada em 1977, 'X' é uma banda de punk rock norte-americana de grande importância para o movimento punk. O dueto inusitado dos líderes John Doe e Exene Cervenka tornou o grupo conhecido, sem no entanto popularizar 'X' para o grande público.

Mesmo nas entrelinhas, a banda é responsável por influenciar gerações de roqueiros. A discografia inclui sete álbuns de estúdio gravados entre 1980 e 1993. Mas, os dois principais integrantes de 'X' não constituíram carreira apenas na música. John Doe, além de cantor possui atuação em mais de 60 filmes e séries de TV, já a cantora Exene Cervenka além de cantora é poeta.

1983 | MORE FUN IN THE NEW WORLD

01 | The New World
02 | We're Having Much More Fun
03 | True Love
04 | Poor Girl
05 | Make The Music Go Bang
06 | Breathless
07 | I Must Not Think Bad Thoughts
08 | Devil Doll
09 | Painting The Town Blue
10 | Hot House
11 | Drunk In My Past
12 | I See Red
13 | True Love Pt | #2

The Cult


Do livro: 1001 Discos Para Ouvir Antes de Morrer

Texto: Joel Mclver


Este é um disco preciso, sem ornamentações, cheio de riffs tirados das prateleiras onde estavam os nomes Jimmy Page e Angus Young. Electic é o som do The Cult depois de abandonar suas raízes góticas e indies e fazer uma memorável tentativa de atingir um público capaz de lotar estádios. Sob o controle firme do extraordinário headbanger Rick Rubin, a audaciosa virada da banda foi um sucesso em todos os sentidos, elevando o cantor Ian Astbury, o guitarrista Billy Duffy, o baixista Jamie Stewart e o baterista Les Warner ao ápice de suas carreiras. Os jovens dos subúrbios britânicos ouviram Electric e descobriram que o rck com atitude não era privilégio dos americanos.

Ainda que as principais carcterísticas de Electric - Astbury deformando "Yee-aah!", os riffs cortantes de Duffy e a capa escandalosa (uma homenagem às capas dos LPs do Grateful Dead criadas por Rick Griffin' nos anos 60) - possam parecer ultrapassadas hoje, o álbum ainda se mantém de pé graças à sua formidável lista de singles. "Lil' Devil" baseava-se num riff contagiante, enquanto "Love Removal Machine" é o som da cena independente deixando crescer seu cabelo e roubando uma guitarra Les Paul. "Aphrodisiac Jacket" representa o lado mais indie da banda. Musicalmente Duffy, o compositor principal, estava conseguindo "cometer o crime perfeito", tendo baseado as duas músicas numa progressão de acordes trivial, ré/dó/sol, como tinha feito no álbum anterior com "Rain" e "She Sells Sanctuary".

"Deixem de lado a cena musical independente inglesa e vamos fazer rock!" - disse Rubin na época. Embora esse grito de guerra em particular tenha sido abusado a ponto de se tornar uma paródia, no caso deste álbum foi totalmente adequado.

1987 - THE CULT - ELECTRIC

01. Wild Flower
02. Peace Dog
03. Lil' Devil
04. Aphrodisiac Jacket
05. Electric Ocean
06. Bad Fun
07. King Contrary Man
08. Love Removal Machine
09. Born to Be Wild" (Mars Bonfire)
10. Outlaw
11. Memphis Hipshake

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The Who


Depois de lançar Tommy em 1969, o Who começou uma longa turnê para promovê-lo, retornando à Inglaterra no fim do ano com o desejo de lançar um álbum ao vivo tirado daquela turnê. No entanto, o grupo desanimou ante o prospecto de ter de ouvir as centenas de horas de gravações acumuladas para decidir qual renderia o melhor álbum, resolvendo queimar ritualmente as fitas (para evitar que caíssem nas mãos dos pirateadores), agendando dois shows, um no Hull City Hall e outro na Universidade de Leeds, com o único propósito de lançar este álbum ao vivo. O show que ocorreu no Dia dos Namorados britânico é que acabou sendo escolhido.

Talvez devido a estas circunstâncias, ou talvez porque o Who estivesse empolgado com o sucesso internacional de Tommy, ou simplesmente porque eles estavam em forma na época, Live At Leeds acabou se tornando uma gravação extraordinária. A capa do álbum foi projetada para se parecer com a de um disco pirata, e em seu interior trazia alguns fac-símiles de documentos históricos do Who, como o contrato para tocar no Festival de Woodstock, o pôster "Maximum R&B" com Pete girando seu braço e uma carta da gravadora EMI recusando o grupo, entre outros. O selo do disco era escrito à mão (aparentemente por Townshend), e trazia instruções para que os engenheiros de áudio não corrigissem nenhum ruído.

Foi lançado em CD remasterizado em 1995, trazendo as introduções das músicas e outros detalhes que foram editados do lançamento original. Isto também foi disponibilizado na "Edição De Luxo", que elimina "Amazing Journey" e acrescenta mais um pouco de diálogo entre as músicas, além de trazer um segundo CD com a performance de Tommy (incluindo "Amazing Journey"). No show, Tommy foi tocado entre "A Quick One, While He’s Away" e "Summertime Blues". A edição "De Luxo" do CD remasterizado traz praticamente tudo o que foi apresentado no concerto.

"Fortune Teller", "Young Man Blues", "Summertime Blues", e "Shakin' All Over" são sucessos do R&B que eram parte do repertório da banda na época.

"My Generation" evolui para uma improvisação de quatorze minutos, que repete o refrão "See Me Feel Me/Listening To You" de Tommy, apresenta o riff instrumental que daria origem a "Naked Eye", e diversos outros temas. "Magic Bus" é estendida para mais sete minutos e meio, e o resto das faixas são em sua maioria versões mais avançadas das canções originais, com um consistente som de power trio de rock pesado.

Um concerto similar feito no mesmo ano foi lançado em 1996 como Live At Isle Of Wight Festival 1970, juntamente com um filme intitulado Listening To You: The Who at Isle of Wight Festival. Em geral as músicas de Live At Leeds são superiores, embora a performance de Tommy seja melhor na gravação feita na Ilha de Wight.

1970 | LIVE AT LEEDS

01 | Heaven And Hell
02 | I Can’t Explain
03 | Fortune Teller
04 | Tattoo
05 | Young Man Blues
06 | Substitute
07 | Happy Jack
08 | I’m A Boy
09 | A Quick One, While He’s Away
10 | Amazing Journey/Sparks
11 | Summertime Blues
12 | Shakin’ All Over
13 | My Generation
14 | Magic Bus

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The Byrds

É provável que você nunca tenha ouvido uma música sequer dos Byrds e isso é muito ruim. Ruim porque eles foram a banda de rock mais influente da história da música pop, perdendo, na humilde opinião deste que vos escreve, apenas para os Beatles. Exagero? Senão vejamos: Os Byrds têm sua carreira dividida pelos críticos em dois períodos bem distintos. O primeiro, conhecido como sendo a fase áurea do grupo, compreende o tempo entre 1965 e 1968. O segundo período vai de 1969 até 1973 e é visto como a decadência da banda por motivos vários.

A coisa começou mais ou menos assim. Jim McGuinn e Gene Clark se encontraram num buraco qualquer de Los Angeles durante um show do primeiro. Gene achou o set de McGuinn, composto por canções folk tradicionais e algumas covers dos Beatles, surpreendente. Decidiram apresentar-se em dupla, mantendo o repertório original e logo tiveram a adesão de David Crosby. Como toda formação iniciante, sob o nome de Jet Set, gravaram uma demo que não chegou aos ouvidos de ninguém, mas que começaria uma história na maioria das vezes bastante vitoriosa. Pouco tempo depois, eles gravaram um single para a Elektra, sob o nome de Beefeaters, com a ajuda de músicos de estúdio.

Nada acontecia. McGuinn decidiu mudar seu nome para Roger, agregou ao trio o baterista Michael Clarke e o bandolinista Chris Hillman, que deveria assumir o baixo, mesmo não sabendo tocar. Já como Byrds, os cinco resolveram dar um passo audacioso na carreira. Gravar uma música do ídolo maior, Bob Dylan, como se os Beatles (segundo ídolo maior) estivessem tocando. O resto é a tão falada história.

Os Byrds foram catapultados para o sucesso, para as paradas, para o front contra a invasão britânica, e para as badalações. Mr Tambourine Man, a música de Bob Dylan que os sujeitos rearranjaram estourou nos dois lados do Atlântico, propulsionada pelo timbre inconfundível da guitarra de 12 cordas de Jim McGuinn e pelas harmonias vocais do grupo. Fizeram fãs famosos, inclusive, numa curiosa via de mão dupla, os próprios Beatles, especialmente George Harrison e, glória suprema, Bob Dylan em pessoa. Os Byrds passaram a ser conhecidos como os "Beatles americanos".

Logo contratados pela Columbia, lançaram em 1965 o disco Mr Tambourine Man, recheado de composições de Clarke e covers de Dylan e Peter Seeger, num estilo que se chamaria folk-rock a partir do estouro de Turn! Turn! Turn!, disco de 1966, impulsionado pela cover homônima de Seeger. Outra música desse disco que ficou marcada foi Eight Miles High, que com seu título meio junkie fez sucesso no circuito alternativo de Los Angeles e San Francisco, mas acabou sendo boicotada pelas rádios devido às alusões às drogas.

A partir daí, os Byrds começariam a lidar com um fator que prejudica qualquer banda. O entra e sai de músicos. Gene Clark, principal compositor e segundo vocalista, deixaria a turma por não suportar voar. Todas as turnês traziam a mesma situação: enquanto Clark ia de carro ou trem, a banda ia de avião e chegava muito mais cedo. Como quarteto, os Byrds gravaram Fifht Dimension, disco com um pé pesado na psicodelia nascente, mesclando-a com folk. A faixa-título, John Riley e I See You são clássicos desse período e mostram os vocais a cargo de McGuinn, Crosby e Hillman. O melhor disco da banda, Younger Than Yesterday, de 1967, já mostrava um Crosby mais atuante e sobressaindo-se muito mais que o próprio McGuinn. Em músicas geniais como So You Wanna Be A Rock'n'Roll Star ou My Back Pages (outra cover de Dylan), o trabalho dos Byrds encontra dimensões nunca alcançadas.

Maturidade total, folk rock encharcado de psicodelia e inovações de timbre por parte de McGuinn e Hillman. O disco seguinte, The Notorious Byrds Brothers começou a ser gravado na base da porrada, literalmente. Crosby batia em McGuinn, que batia em Hillman, que batia em Crosby. Saldo final: Crosby deixaria a banda no meio das gravações para formar o Crosby, Still & Nash, junto com Stephen Stills e Graham Nash, tendo agregado, no ano seguinte, Neil Young, sendo o Crosby, Still, Nash & Young um dos supergrupos da época. Gene Clark foi reconvocado para finalizar o álbum e não permaneceu, além do pacífico baterista Michael Clarke também pedir o boné. Mesmo assim o disco ainda manteve a qualidade dos trabalhos anteriores.

De 1968 em diante, muita coisa mudaria na trajetória dos Byrds. McGuinn e Hillman conceberam a idéia de gravar um disco duplo, onde a banda mostraria suas versões para vários estilos de música pop, desde o jazz, passando pelo blues e chegando ao country. Para isso, recrutaram as seguintes pessoas: o baterista Kevin Kelly e o pianista Gram Parsons, que mudaria todos os planos. Parsons, nascido Cecil Ingram Taylor, em 1945, era um ex-estudante da badalada Universidade de Harvard e fã obsessivo de música country. Ele contaminou os outros Byrds e os convenceu a gravar Sweetheart Of The Rodeo em 1968, onde a banda forjou o termo country-rock. Isso dividiu os fãs da banda, apesar do folk rock dos Byrds sempre ter se aproximado das tonalidades mais country, aqui eles assumiam isso de forma definitiva.

Mas Parsons, sujeito errático por natureza, deixaria os Byrds seis meses após seu ingresso na banda e levaria consigo nada mais nada menos que Chris Hillman, o principal autor das músicas da banda. Juntos eles formariam o Flying Burrito Brothers em 1969, onde Parsons ficaria até 1970, para sair em carreira solo um ano depois e morrer de overdose em 1973. McGuinn se viu completamente perdido e os Byrds, apesar de não encerrarem suas atividades, tornaram-se a banda de apoio de Roger. Com o guitarrista Clarence White agregado ao grupo, eles ainda gravariam The Ballad Of Easy Rider (1969), Byrdmaniax (1969), Untitled (1970) e Farther Along (1972), álbuns renegados na época, mas que agora estão sendo reavaliados e tendo a importância reconhecida, principalmente pela capacidade criativa de McGuinn, um sujeito pacato, mas extremamente competente com uma Rickebacker 12 cordas nas mãos.

Em 1972, com a morte de Clarenc White, os Byrds praticamente deixaram de existir. Em 1973, McGuinn, Hillman, Crosby, Gene Clark e Michael Clarke gravariam o Reunion Album, mas sem uma centelha da criatividade dos primeiros discos. Seguidores dessa cartilha: Tom Petty, REM, Replacements, Big Star, Eagles, America, Crosby Stills And Nash, centenas de milhares de bandas contemporâneas do calibre de Teenage Funclub e Yo La Tengo, além de outros tantos artistas que passaram a fundir o rock e country. Um legado que impressiona tanto pela importância quanto pela total falta de conhecimento da maioria do público consumidor de rock. Ainda há tempo de correr atrás dos relançamentos dos onze discos principais dos Byrds, entre 1965 e 1972, feitos pela Columbia/Legacy, com faixas extras, sobras de estúdio e lados-B, sem falar no importantíssimo Live At Fillmore February 5 - 1969, concerto inédito da banda, somente agora liberado por McGuinn. Boa viagem.

Por: Carlos Eduardo Lima

20 ESSENTIAL TRACK
From The Boxed Set: 1965-1990


Mr. Tambourine Man
I'll Feel a Whole Lot Better
All I Really Want to Do (LP Version)
Turn! Turn! Turn! (To Everything There Is a Season)
5d (Fifth Dimension)
Eight Miles High
Mr. Spaceman
So You Want to Be a Rock & Roll Star
Have You Seen Her Face
Lady Friend
My Back Pages
Goin' Back (LP Version)
The Ballad of Easy Rider
Jesus Is Just Alright
Chestnut Mare
I Wanna Grow up to Be a Politician
He Was a Friend of Mine
Paths of Victory
From a Distance
Love That Never Dies

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The Beach Boys

PET SOUNDS

"Eu realmente não estava completamente pronto para a unidade. Parecia que todas (as músicas) eram juntas. Rubber Soul era uma coleção de canções que de alguma forma eram juntas como nenhum álbum já feito antes, e fiquei muito impressionado. Eu disse, ‘É isso. Eu realmente sou desafiado a fazer um grande álbum."
Brian Wilson


Pet Sounds é o décimo primeiro álbum de estúdio da banda de rock americana The Beach Boys, lançado 16 de maio de 1966 pela Capitol Records.

Tem sido amplamente classificado como um dos mais influentes discos já lançados na música pop ocidental e foi classificado número # 1 em várias listas de maiores álbuns de todos os tempos em revistas de música, incluindo a New Musical Express, The Times e revista Mojo. Em 2003, foi classificado # 2 na lista 500 Greatest Albums of All Time, da revista Rolling Stone.

Pet Sounds foi criado vários meses após Brian Wilson ter parado de excursionar com a banda a fim de concentrar sua atenção na escrita e gravação. Nesse trabalho, ele teceu camadas elaboradas de harmonias vocais, juntamente com efeitos de som e instrumentos não-convencionais, como sinos de bicicleta, órgãos, cravos, flautas, teremim, e apitos para cães, junto com instrumentos mais usuais como teclados e guitarras. Este álbum está na lista dos 200 álbuns definitivos no Rock and Roll Hall of Fame.

Pode-se considerar que este seja o primeiro álbum do art rock, ou seja, rock em forma de arte no sentido adjetivo da palavra. Os principais alicerces para este album são encontrados nos albuns anteriores de 1965, The Beach Boys Today! e Summer Days (and Summer Nights!).

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1966 | PET SOUNDS

01 | Wouldn't It Be Nice
02 | You Still Believe in Me
03 | That's Not Me
04 | Don't Talk (Put Your Head on My Shoulder)
05 | I'm Waiting for the Day
06 | Let's Go Away for Awhile
07 | Sloop John B
08 | God Only Knows
09 | I Know There's an Answer
10 | Here Today
11 | I Just Wasn't Made for These Times
12 | Pet Sounds
13 | Caroline No

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The Allman Brothers Band


The Allman Brothers Band talvez seja a banda de maior talento em capacidade de improvisação do rock de todos os tempos, e também a mais propensa a desgraceiras e roubadas, carregando uma maldição ancestral, onde mortes violentas, overdoses, traições e muita barra pesada se misturam com solos de guitarra inesquecíveis e intermináveis improvisos, sem lugar para a mínima encheção de lingüiça ou enrolação.

Duanne Allman e seu irmão caçula Gregg nasceram em Nashville, no fim dos anos 40 e começaram a sina desgracenta com a morte de seu Pai dando uma carona prum sujeito em 49. Com sólida formação musical os irmãos se criaram ouvindo muito jazz, o que explica muita coisa, com Duanne se entupindo de Kenny Burrel, Django Reinhardt, Coltrane etc... e Greeg ouvindo muito Jimmy Smith, tudo isso misturado com muito blues tradicional tipo BBKing, Muddy Waters, Howlin Wolf e toda aquela gama de sujeitos que faz a gente sofrer como se estivesse num campo de algodão ao ouvi-los.

Chegaram a gravar como Allman Joys alguns covers do Cream e dos Yardbyrds, e depois como Hourglass gravaram dois lps de pouco sucesso. Depois disso Gregg foi pra Califórnia e Duanne se tornou um dos músicos de estúdio mais famosos e requisitados colocando sua guitarra a serviço de astros do soul como Wilson Pickett e Aretha Franklin, ganhando uma reputação enorme como um dos mais criativos músicos de sua época. Numa dessas sessões de gravação com o magistral saxofonista de soul jazz King Curtis, conheceu o percursionista Jaimoe e o baixista virtuose Berry Oakley, formando um trio a lá Cream que, com a soma da guitarra de Dick Betts e a segunda bateria de Butch Trucks, viria a ser a base da banda.

Depois de muita insistência, os executivos da gravadora aceitaram o óbvio, ou seja, a entrada da alma blues na voz e no órgão Hammond de Gregg, e estava pronta a banda que criou uma identidade sonora pro rock sulista com muita improvisação com qualidade, uma forte base de jazz e blues, e gravaram entre outros clássicos o melhor álbum ao vivo de rock de todos os tempos: "Live at Fillmore East".

Texto: Whiplash
1971 - AT FILLMORE EAST

01. Statesboro Blues
02. Done Somebody Wrong
03. Stormy Monday
04. You Don't Love Me
05. Hot 'Lanta
06. In Memory Of Elizabeth Reed
07. Whipping Post

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Seals and Crofts


Seals & Crofts é uma dupla de músicos norte-americanos, formada pelos texanos Jim Seals (guitarra, saxofone, violino) e Dash Crofts (bateria, bandolim e teclado).

Ambos faziam parte de The Champs, onde Dash Crofts tocava bateria. Criaram o grupo The Dawnbreakers, que terminou quando todos seus integrantes se converteram à religião Baha'i. Os dois começaram então a atuar como duo, no início dos anos 70, utilizando a música para propagar sua crença (como por exemplo, no LP "Urborn Child", que condena o aborto).

Por volta de 1973, ganharam o primeiro disco de ouro e, a partir daí, todo seu trabalho é ouro ou platina, embora a crítica os considere uma dupla pop tradicional com pretensões a fazer soul. Autores de todo seu repertório, ficaram muito famosos com a canção " Summer Breeze ", de 1972. Depois vieram "We May Never Pass This Way (Again)", "My Fair Share", "You're The Love" e "The First Years". Em 1976, começaram a utilizar Carolyn Willis nos vocais e já fizeram trilhas sonoras para filmes e desenhos animados de Hanna-Barbera.

1972 | SUMMER BREEZE

01 | Hummingbird
02 | Funny Little Man
03 | Say
04 | Summer Breeze
05 | East Of Ginger Trees
06 | Fiddle In The Sky
07 | The Boy Down The Road
08 | The Enphantes
09 | Advance Guards
10 | Yellow Dirt

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Phantom's Divine Comedy

Muitos dizem que os vocais são de Jim Morrison.
Tirem suas conclusões.


1974 | PHANTOM'S DIVINE COMEDY
Part 1

Tales from a Wizard Listen
Devil's Child Listen
Calm Before the Storm Listen
Half a Life Listen
Spiders Will Dance (On Your Face While You Sleep) Listen
Black Magic/White Magic Listen
Merlin Listen
Stand Beside My Fire Listen
Welcome to Hell

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