domingo, 30 de julho de 2017

Daniela Lasalvia


A paulistana Dani LaSalvia ingressou cedo na música. Estudou piano dos 7 aos 15 anos. Na adolescência, fez três anos de canto lírico. Depois, estudou percussão vocal e corporal com Stênio Mendes, e violão com Paulinho Paraná. Mais tarde, passou uma temporada em Moscou para aperfeiçoamento em canto lírico, no Conservatório Tchaikovsky. Logo voltou ao Brasil e focou seu trabalho em canto popular.

A cantora, compositora e instrumentista chega ao disco com Madregaia, lançado no final de 2006 e dirigido artisticamente em parceria com o cantor e multi-instrumentista mineiro Dércio Marques, depois de participar de três edições do projeto Prata da Casa, espaço para novos talentos, idealizado pelo Sesc Pompéia, em São Paulo.

O resultado é uma seleção variada, com influência da world music e da música regional brasileira, uma das conseqüências de sua parceria com o multi-instrumentista Dércio Marques, que assina a direção artística do disco.

Gaia significa deusa da fertilidade ou mãe terra, em grego. “Madregaia é uma redundância, por termos a palavra mãe duas vezes. Escolhi esse nome porque as canções selecionadas celebram a vida”, diz Dani Lasalvia. O repertório do CD foi determinado pela estética da letra, melodia e estilo de cada canção. “O objetivo era que o trabalho não ficasse linear.”

No repertório do CD duplo com 26 faixas, criações próprias e de outros autores, como Jean Garfunkel, Nô Stopa e Amauri Falabella, além de obras compositores renomados e participações especiais, como Trenzinho do Caipira (com Stênio Mendes na craviola) e Melodia Sentimental, de Heitor Villa-Lobos, em parcerias com Ferreira Gullar e Dora Vasconcelos; Valsinha, de Chico Buarque & Vinícius de Moraes); e Feixe, de Chico César. Completam ainda a seleção, o fado Samba das Índias (Edu Santana & Juca Novaes), com Toninho Ferragutti no acordeom, e o alerta ambiental Quiquiô (Kykyó), de Geraldo Espíndola, que aborda a formação do povo indígena brasileiro.

Tietê Meu Rio (Jean Garfunkel & Lony Rosa); Vida de Água (Amauri Falabella); Manacá da Serra (Luís Perequê Açu); e Meninos (Juraildes da Luz) são algumas faixas de temática “verde”. Madregaia busca também resgatar a identidade cultural do país.

Duas canções de domínio público, inseridas, são bons exemplos disso. Água de Mani conta a história antiqüíssima de hábitos ritualísticos dos já extintos índios Tremembé de Almofala (CE). Olê Caninana mostra a influência negra da dança folclórica potiguar Coco de Zambê.

A religiosidade brasileira também é homenageada com Ave Maria (Charles Gounod/Vicente Paiva & Jayme Redondo), Romaria (Renato Teixeira) e Procissão de Fogaréu (Luís Perequê Açu) – que aborda a festa popular de origem portuguesa feita em Paraty. Prece do Ó (letra recolhida por Cassiano Ricardo) conta a história do santo negro Santo Antonio do Catigeró, muito cultuado na Bahia. “Foi o êxtase, a vontade do êxtase, que levou Dani pelos quadrantes da Terra de Vera Cruz. Por mais de dez anos, ela andou por aí, à própria custa, ouvindo aprendendo, conversando com as lavadeiras das Alagoas, com os violeiros do Mato Grosso, com os catireiros do interior paulista, com os jongueiros daqui e dali, os quilombolas, os índios das tribos tais e quais, aprendendo idiomas, incorporando gestos e gostos, entendendo as lendas, reconstruindo-se, ampliando-se, maravilhando-se”, fala sobre Dani Lasalvia o crítico de música Mauro Dias, responsável pela apresentação do CD de estréia.

Texto | Dani LaSalvia

207 | MADREGAIA

CD 1
01. Kikyô
02. Água de Mani - Eternecendo a Espera
03. Olê Caninana
04. Vinheta Vida de Água
05. Fuga 19
06. Samba das Índias
07. Vinheta da Juréia - Procissão do Fogaréu
08. Mandu
09. Ciranda Lunar
10. Canto Lunar
11. Madre Latina
12. Prece do Ó - Ausência - Romaria
13. Trenzinho do Caipira

CD 2
01. Rota das sereias
02. Feixe
03. Vida de água
04. Tietê, meu rio
05. Variante
06. Ave Maria
07. Valsinha
08. Andaluz
09. Melodia sentimental
10. Manacá da serra
11. Meninos-Sabiá laranjeira
12. Criança
13. Cala-te boca-Pamas d'água

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terça-feira, 25 de julho de 2017

Ricardo Vignini & Zé Helder


Em 2007, dois violeiros nascidos em 1973 e membros da banda Matuto Moderno, se juntaram para tocar e adaptar clássicos do rock para viola caipira. A ideia inicial de Ricardo Vignini e Zé Helder era mostrar a potencialidade do instrumento para seus alunos e lembrar-se das diversões da adolescência que tinham essa música como trilha sonora.

O lançamento do CD “Moda de Rock & Viola Extrema” em 2011 se tornou um sucesso de mídia, vendas e de shows realizados em diversas regiões do Brasil e nos EUA. Transformando In the Flesh do Pink Floyd em uma singela valsinha, Aces High do Iron Maiden e Master of Puppets do Metallica ganharam uma levada de pagode de viola. Além destas, o CD conta com faixas de Led Zeppelin, Beatles, Jimi Hendrix, Megadeth, Sepultura, Nirvana, Jethro Tull e Ozzy Osbourne executadas apenas com duas violas de forma instrumental. A faixa Aqualung, Jethro Tull, tem a participação do também violeiro Renato Caetano e Kaiowas, Sepultura, tem o palmeado e sapateado de catira de Edson Fontes dos grupos Os Favoritos da Catira e Matuto Moderno.

O CD foi masterizado no Abbey Road Studios em Londres, estúdio que gravou 90% da obra dos Beatles, Pink Floyd, Foo Fighters, Green Day. Produzido por Ricardo Vignini, lançado pelo selo Folguedo, que é exclusivamente dedicado a música de viola “Moda de Rock” tem a distribuição da Tratore.

Para 2012 está programado o lançamedo do primeiro DVD do “Moda de Rock” com as participações de Pepeu Gomes, Kiko Loureiro e Os Favoritos da Catira, as gravações aconteceram nos SESCs Pinheiros e Pompéia. E também a primeira turnê pela Europa.


Moda de Rock

Viola Extrema é o novo trabalho dos violeiros Ricardo Vignini e Zé Helder, dois dos principais expoentes da nova geração da viola brasilera..

O que torna o trabalho de Ricardo e Zé Helder diferente é que ao mesmo tempo que veneram Tião Carreiro, rendem homenagens a suas raízes no Rock’n Roll.

Ambos fazem parte do Matuto Moderno, uma banda que já toca o som caipira raiz com uma pegada rocker: viola com pedais de distorção, slide, teremim, o que puder ser utilizado para dar uma roupagem moderna e pessoal no som.
“Moda de Rock – Viola Extrema” é um resgate de suas origens roqueiras. Foram escolhidas músicas que fizeram parte da trajetória musical dos dois músicos. Uma forma de prestar homenagem aos artistas que os incentivaram a pegar o primeiro violão e dar os primeiros acordes e também para fazer um trabalho novo.

É também uma maneira de apresentar a viola, um dos instrumentos mais importantes da cultura brasileira á roqueiros, através de músicas já conhecidas por todos.

2010 | MODA DE ROCK

01. Kashimir | Led Zeppelin
02. Master of Puppets | Metallica
03. Norwegian Wood | This Bird Has Flown | The Beatles
04. In The Flesh | Pink Floyd
05. Kaiowas | Sepultura
06. May This Be Love | The Jimi Hendrix Experience
07. Aces High | Iron Maiden
08. Mr. Crowley | Ozzy Osbourne
09. Smell Like Teen Spirit | Nirvana
10. Hangar 18 | Megadeth
11. Aqualung | Jethro Tull

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Moda de Rock II

De certa maneira, Ricardo Vignini & Zé Helder formam uma dupla sertaneja. Só que os músicos, diplomados na escola do rock, seguem toada bem diversa da turma do sertanejo universitário. Em Moda de rock II (Folguedo / Tratore), álbum instrumental produzido por Vignini e lançado neste mês de janeiro de 2016 por via independente, a dupla de violeiros inventa mais moda - de (e com) viola, claro - e traz para o mundo caipira outras músicas associadas ao universo do rock.

Moda de rock II dá continuidade ao projeto idealizado em 2007 pelos violeiros - ambos egressos do grupo Matuto Moderno - e registrado em disco quatro anos depois com o lançamento de Moda de rock - Viola extrema (Independente, Tratore, 2011).

Conduzido pelo toque da viola caipira, Moda de rock II apresenta seleção de repertório que vai de sucessos do Queen (I want to break free - John Deacon, 1984) ao Dire Straits (a balada Why worry - Mark Knopfler, 1985), passando por clássicos das discografias de Iron Maiden (Wasted years - Adam Smith, 1986), Rolling Stones (Paint it black - Mick Jagger e Keith Richards, 1966) e Sepultura (Refuse / Resist - Andreas Kisser, Iggor Cavalera, Max Cavalera e Paulo Xisto Pinto Jr, 1993).

O toque virtuoso de Vignini e Helder valoriza o projeto.

2016 | MODA DE ROCK II

01. Refuse/Resist | Sepultura
02. Why Worry | Dire Straits
03. Fearless | Pink Floyd
04. Pant It, Black | The Rolling Stones
05. I Want to Break Free | Queen
06. Raining Blood | Slayer
07. Laguna Sunrise | Black Sabbath
08. Diary of Madman | Ozzy Osbourne
09. Thunderstruck | AC/DC
10. Fade to Black | Metallica
11. We Want the Airwaves | Ramones
12. Wasted Years | Iron Maiden

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Texto extraído do blog| Armazém do Rock Nacional

sábado, 15 de julho de 2017

Lonnie Liston Smith & The Cosmic Echoes


Lonnie Liston Smith, Jr. músico americano de jazz, soul e funk.

Já tocou com notáveis artistas do jazz como Pharoah Sanders e Miles Davis antes de formar a Lonnie Liston Smith & the Cosmic Echoes, gravando álbuns amplamente considerados clássicos dos gêneros fusion, quiet storm, smooth jazz and acid jazz.

1966 | SOULIN'

01. Expansions
02. Desert Nights
03. Summerdays
04. Voodoo Woman
05. Peace
06. Shadows
07. My Love

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segunda-feira, 10 de julho de 2017

Lou Rawls


Eu sinto falta de olhar para a capa de um disco e pensar: queria ser esse cara. Na verdade eu acho que quase nunca passei por isso, mas quando encaro a capa de Soulin’, acima, só um pensamento vem à mente: eu queria ser Lou Rawls.

Não o Lou jazzista de Stormy Monday (1962), álbum de estreia do cantor lançado pela Blue Note, onde ele brilhava com o seu vocal potente acompanhado pelo piano de Les McCann.

Pois apesar de Lou estar sempre imprimindo o seu passado gospel/soul em todas as suas canções, Stormy Monday é um disco mais frio e cool, enquanto Soulin’, lançado em 1966, é bem mais, obviamente, soul e com ótimas pitadas de jazz à Frank Sinatra. O início com “A Whole Lotta Love” e o hit “Love Is a Hurtin’ Thing” vêm com um vocal rasgado o suficiente para nos afundarmos no sofrimento amoroso de Lou e talvez por isso “So Hard to Laugh, So Easy to Cry” e “You’re the One” aparecem logo na sequência com um Lou encarnando Sinatra novamente.

Um resumo do que nos aguarda no restante do álbum, pois Soulin’ é uma constante alternância desses dois Lous. Em “Don’t Explain”, de Billie Holiday, ele se mostra mais cool e no controle, e “On a Clear Day” só poderia ser descrita com uma valsinha pelas ruas congeladas de Nova York, enquanto em “What Now My Love”, apesar do clima big band, e em “Breaking My Back”, a última, ele volta a trazer o coração mais pra boca e a vontade de ser esse baixinho olhando para trás com um fundo rosa avermelhado só fica mais forte ao fim do álbum.

Texto | Denis Fujito

1966 | SOULIN'

01. A Whole Lotta Woman
02. Love Is A Hurtin' Thing
03. So Hard To Laugh, So Easy To Cry
04. You're The One
05. Don't Explain
06. What Now My Love
07. Memory Lane
08. Old Man's Memories (Monologue)
09. It Was A Very Good Year
10. Growing Old Gracefully (Monologue)
11. Old Folks
12. Autumn Leaves
13. On A Clear Day (You Can See Forever)
14. Breaking My Back (Instead Of Using My Mind)

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quarta-feira, 5 de julho de 2017

Supertramp


Supertramp, banda britânica de rock progressivo que obteve grande sucesso nos anos 70 e início dos anos 80 e que venderam mais de 70 milhões de álbuns.

Patrocinado pelo milionário holandês Stanley August Miesegaes, o vocalista, pianista e ex-baterista Rick Davies pôs um anúncio no jornal Melody Maker em busca de integrantes para a formação do grupo, em agosto de 1969. Rick Davies então juntou-se aos músicos Roger Hodgson (vocal, guitarra e teclados), Richard Palmer (guitarra, balalaika e vocais) e Robert Millar (percussão e harmônica). A banda inicialmente chamava-se Daddy, tendo o nome posteriormente alterado para Supertramp, que ao pé da letra quer dizer "super andarilho", inspirado num livro de W.H. Davies, “The Autobiography of a Super-Tramp”.

O recém-batizado Supertramp foi um dos primeiros grupos de rock a assinar com A&M Records inglesa, e o primeiro álbum foi lançado em julho de 1970. Apesar das boas críticas, foi um fracasso comercial – tanto que só saiu oficialmente nos Estados Unidos em 1977. Richard Palmer, desgostoso, resolveu sair seis meses depois do lançamento do primeiro LP, e Robert Millar teve uma crise nervosa logo em seguida. Foram substituídos por Frank Farrell (baixo), Kevin Currie (bateria) e Dave Winthrop (flauta e saxofone).

O álbum com esta formação, Indelibly Stamped, enfim trazia as marcas registradas da banda: as harmonias vocais entre Davies e Hodgson, e solos de saxofone. Mas também foi um fracasso de vendas, o que fez com que Miesegaes retirasse o patrocínio. Novamente o grupo debandou, restando apenas Hodgson e Davies.

No final de 1972, convocaram o baixista Dougie Thomson, o baterista Bob Siebenberg (que era um americano vivendo ilegalmente na Inglaterra, daí seu pseudônimo “Bob C. Benberg”) e o homem que deu o toque final ao som do grupo, John Helliwell (saxofone e sopros em geral, vocais).Essa formação lançou Crime of The Century em 1974 e finalmente fez sucesso com “Dreamer”, “School”, “Bloody Well Right”, entre outros hits. O disco seguinte, Crisis? What Crisis?, de 1975, não foi tão bem nas vendas, mas Even in the Quietest Moments, de 1977, recolocou o Supertramp no topo das paradas musicais com “Give a Little Bit” e “Fool's Overture”. Breakfast in America, de 1979, trouxe mais sucessos ("The Logical Song", "Take the Long Way Home", "Goodbye Stranger", "Breakfast in America") e vendeu 18 milhões de cópias.

O ano de 1982 não foi bom para o grupo. Após tantos anos de sucesso, Roger Hodgson resolveu abandonar a banda após a turnê de …Famous Last Words…. Existem várias especulações sobre sua saída, e nenhuma delas convenceu na época. Alguns diziam que Hodgson se sentia musicalmente limitado (o que não se sustenta, já que seus discos solo são bem parecidos com o material habitual do Supertramp); até que, em uma entrevista, Hodgson revelou que deixou a banda porque sua esposa na época não se dava bem com a esposa de Rick Davies.

Davies resolveu manter o Supertramp na ativa com o álbum Brother Where You Bound, iniciado pelo single "Cannonball". A faixa título do álbum, de 16 minutos de duração, conta com a participação especial de David Gilmour, do Pink Floyd.Em 1996, Davies reformou o Supertramp com Helliwell, Siebenberg e Hart, mais alguns músicos de estúdio. Essa formação gravou o album de estudio Slow Motion em 2002, quando o grupo entra em hiato novamente, a despeito de uma nova e igualmente fracassada tentativa de voltar à ativa com Hodgson em 2005.

Em 2010 o Supertramp,reformado mais uma vez,entra em turnê para comemorar o 40 º aniversário do primeiro lançamento do grupo. Roger Hodgson, que não está incluído nesta turnê.

O tempo não tira o valor do que foi feito, embora o contexto de cada dia, mude a banda, Supertramp sempre terá o seu valor..

Texto | Wikipédia

1970 | SUPERTRAMP

01. Surely
02. It’s a Long Road
03. Aubade and I Am Not Like the Other Birds of Prey
04. Words Unspoken
05. Maybe I’m a Beggar
06. Home Again
07. Nothing to Show
08. Shadow Song
09. Try Again
10. Surely

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1970 | INDELIBLY STAMPED

01. Your Poppa Don’t Mind
02. Travelled
03. Rosie Had Everything Planned
04. Remember
05. Forever
06. Potter
07. Coming Home to See You
08. Times Have Changed
09. Friend in Need
10. Aries

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1974 | CRIME OF THE CENTURY

01. School
02. Bloody Well Right
03. Hide In Your Shell
04. Asylum
05. Dreamer
06. Rudy
07. If Everyone Was Listening
08. Crime of the Century

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1975 | CRISIS? WWHAT CRISIS?

01. Easy Does It
02. Sister Moonshine
03. Ain’t Nobody But Me
04. A Soapbox Opera
05. Another Man’s Woman
06. Lady
07. Poor Boy
08. Just a Normal Day
09. The Meaning
10. Two of Us

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1977 | EVEN IN THE QUIETEST MOMENTS

01. Give a Little Bit
02. Lover Boy
03. Even in the Quietest Moments
04. Downstream
05. Babaji
06. From Now On
07. Fool’s Overture


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1979 | BREAKFAST IN AMERICA

01. Gone Hollywood
02. The Logical Song
03. Goodbye Stranger
04. Breakfast in America
05. Oh Darling
06. Take the Long Way Home
07. Lord Is It Mine
08. Just Another Nervous Wreck
09. Casual Conversations
10. Child of Vision

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1980 | PARIS

CD 1
01. School
02. Ain’t Nobody But Me
03. The Logical Song
04. Bloody Well Right
05. Breakfast In America
06. You Started Laughing
07. Hide In Your Shell
08. From Now On

CD 2
01. Dreamer
02. Rudy
03. A Soapbox Opera
04. Asylum
05. Take the Long Way Home
06. Fool’s Overture
07. Two of Us
08. Crime Of The Century

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1982 | "...FAMOUS LAST WORDS..."

01. Crazy
02. Put on Your Old Brown Shoes
03. It’s Raining Again
04. Bonnie
05. Know Who You Are
06. My Kind of Lady
07. C’est le Bon
08. Waiting So Long
09. Don’t Leave Me Now

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1985 | BROTHER WERE YOU BOUND

01. Cannonball
02. Still in Love
03. No Inbetween
04. Better Days
05. Brother Where You Bound
06. Ever Open Door



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1987 | FREE AS A BIRD

01. It’s Alright
02. Not the Moment
03. It Doesn’t Matter
04. Where I Stand
05. Free as a Bird
06. I’m Beggin’ You
07. You Never Can Tell With Friends
08. Thing for You
09. An Awful Thing to Waste

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1988 | LIVE '88

01. You Started Laughing
02. It’s Alright
03. Not the Moment
04. Bloody Well Right
05. Breakfast In America
06. From Now On
07. Free As A Bird
08. Oh Darling
09. Just Another Nervous Wreck
10. The Logical Song
11. I’m Your Hoochie Cooche Man
12. Don’t You Lie To Me
13. Crime Of The Century

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1997 | SOME THINGS NEVER CHANGE

01. It’s a Hard World
02. You Win, I Lose
03. Get Your Act Together
04. Live to Love You
05. Some Things Never Change
06. Listen to Me Please
07. Sooner or Later
08. Help Me Down That Road
09. And the Light
10. Give Me a Chance
11. C’Est What?
12. Where There’s a Will

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2002 | SLOW MOTION

01. Slow Motion
02. Little By Little
03. Broken Hearted
04. Over You
05. Tenth Avenue Breakdown
06. A Sting in the Tail
07. Bee in Your Bonnet
08. Goldrush
09. Dead Man’s Blues

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2005 | RESPECTABLE - THE SUPERTRAMP ANTHOLOGY

CD 1
01. Surely
02. Your Poppa Don’t Mind
03. Land Ho
04. Summer Romance
05. School
06. Bloody Well Right
07. Dreamer
08. Rudy
09. Crime Of The Century
10. Sister Moonshine
11. Ain’t Nobody But Me
12. Lady
13. Two Of Us
14. Give A Little Bit
15. Downstream
16. Even In The Quietest Moments
17. From Now On

CD 2
01. Gone Hollywood
02. Logical Song
03. Goodbye Stranger
04. Breakfast In America
05. Oh Darling
06. Take The Long Way Home
07. You Started Laughing
08. It’s Raining Again
09. My Kind Of Lady
10. Don’t Leave Me Now
11. Cannonball
12. Free As A Bird
13. You Win I Lose
14. Another Man’s Woman
15. Over You

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