domingo, 9 de maio de 2010

Como morcegos à luz do sol

Mais uma noite em que as pílulas escorreram pela garganta como balas de goma.
Olhos cerrados e cérebro alerta.
A lua já encontra o sol anunciando um novo dia.
Mas não há começo sem fim.
Um moto-contínuo mantém o estado de alerta.
Não há ciclos; apenas permanência.
Mal-estar tomando conta e trajetos a serem trilhados, as vezes acompanhados do medo de não chegar.
Como morcegos à luz do sol.

...:: Jorge Carlet ::...