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quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

The Cult


Do livro: 1001 Discos Para Ouvir Antes de Morrer

Texto: Joel Mclver


Este é um disco preciso, sem ornamentações, cheio de riffs tirados das prateleiras onde estavam os nomes Jimmy Page e Angus Young. Electic é o som do The Cult depois de abandonar suas raízes góticas e indies e fazer uma memorável tentativa de atingir um público capaz de lotar estádios. Sob o controle firme do extraordinário headbanger Rick Rubin, a audaciosa virada da banda foi um sucesso em todos os sentidos, elevando o cantor Ian Astbury, o guitarrista Billy Duffy, o baixista Jamie Stewart e o baterista Les Warner ao ápice de suas carreiras. Os jovens dos subúrbios britânicos ouviram Electric e descobriram que o rck com atitude não era privilégio dos americanos.

Ainda que as principais carcterísticas de Electric - Astbury deformando "Yee-aah!", os riffs cortantes de Duffy e a capa escandalosa (uma homenagem às capas dos LPs do Grateful Dead criadas por Rick Griffin' nos anos 60) - possam parecer ultrapassadas hoje, o álbum ainda se mantém de pé graças à sua formidável lista de singles. "Lil' Devil" baseava-se num riff contagiante, enquanto "Love Removal Machine" é o som da cena independente deixando crescer seu cabelo e roubando uma guitarra Les Paul. "Aphrodisiac Jacket" representa o lado mais indie da banda. Musicalmente Duffy, o compositor principal, estava conseguindo "cometer o crime perfeito", tendo baseado as duas músicas numa progressão de acordes trivial, ré/dó/sol, como tinha feito no álbum anterior com "Rain" e "She Sells Sanctuary".

"Deixem de lado a cena musical independente inglesa e vamos fazer rock!" - disse Rubin na época. Embora esse grito de guerra em particular tenha sido abusado a ponto de se tornar uma paródia, no caso deste álbum foi totalmente adequado.

1987 - THE CULT - ELECTRIC

01. Wild Flower
02. Peace Dog
03. Lil' Devil
04. Aphrodisiac Jacket
05. Electric Ocean
06. Bad Fun
07. King Contrary Man
08. Love Removal Machine
09. Born to Be Wild" (Mars Bonfire)
10. Outlaw
11. Memphis Hipshake

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quinta-feira, 18 de novembro de 2010

The Cult

Ian Astbury jamais gostou de ver o Cult condicionado ao estilo gótico.

Segundo ele, isso limitou demais o começo do grupo, inclusive, na América, apesar do enorme sucesso que faziam no Reino Unido e outros países europeus. Após o sucesso de Love, o Cult queria se aproximar do rock que sempre amaram, dos anos 70, e grupos como Led Zeppelin, Bad Company, Free e Jimi Hendrix.

Mas as primeiras gravações começaram de maneira diferente. Após a excursão promocional do disco anterior, o grupo se trancou nos estúdios The Manor, em Oxfordshire, com o mesmo produtor de Love, Steve Brown. Foram gravadas 12 novas canções e o álbum se chamaria Peace. "Quando Love saiu, sabíamos que o título iria irritar a crítica. Como alguém poderia chamar de 'amor' um disco, em pleno ano de 1985? Pois, pensamos em chamar o novo de Peace, só para irritá-los ainda mais", conta Ian. Anos depois, o disco apareceria inteiro, na caixa Rare Cult, lançada em 2000.

Mas as sessões desagradaram o grupo, que considerou o som "superficial" demais. Resolveram partir para Nova York atrás do produtor Rick Rubin, que havia feito um tremendo sucesso, primeiro com grupos de rap, como Public Enemy e Run D.M.C e chamando a atenção de meio mundo, com o disco Reign in Blood, do Slayer. "Ao ouvirmos o trabalho de Rick com o Slayer, ficamos chapados. Queríamos aquele peso, aquelas guitarras. Tínhamos que trabalhar com ele", conta o guitarrista Billy Duffy.

A idéia inicial era que ele remixasse Love Removal Machine. Rick gostou da canção, mas sugeriu que a regravassem. Logo, ele estaria gravando o disco todo com o Cult. Rick pegou a banda em um momento difícil. As drogas e as bebidas começavam a tomar conta do grupo, que brigava a todo instante nos estúdios do lendário Electric Lady Sound, construído por Jimi Hendrix. Ian conta que, a certa altura, notaram um homem mais velho, quieto e que ouvia com atenção as músicas. Quando deu por si, percebeu que era nada menos que Robert Plant, o ex-vocalista do Led Zeppelin. "Robert foi extremamente gentil conosco. Disse que havia gostado das músicas, embora elas refletissem um período de transição do grupo. E ele estava certíssimo", relata Ian.

Em fevereiro de 1987, é editado o single Love Removal Machine. O susto dos fãs era grande. Saía os arranjos mais góticos, para entrar um rock vigoroso, forte e que copiava, nos primeiros acordes, "Star Me Up", dos Rolling Stones. "Nós sempre fomos apaixonados pelas bandas dos anos 70, como Led Zeppelin, Free etc. Não somos uma banda muito fã de blues. Na verdade, gostamos das bandas que foram influenciadas pelo blues", explicava Billy.

Em abril é lançado o disco, Electric, que confirmava o que o single espelhava: muito peso, letras mais simples, um rock mais urgente. "Cansei de ser associado ao gótico, nunca fui gótico. Bem, talvez tenha sido mais no meu visual do que na música, mas confesso que nossos discos anteriores tinham coisas supérfluas demais, arranjos pomposos. Mas agora mudamos, queremos algo mais seco, direto."

O grupo trazia como novo membro o baterista Les Warner, que havia participado da turnê de Love. O resto permanecia igual: Ian Astbury (vocais), Billy Duffy (guitarra) e Jamie Stewart (baixo).

Electric foi recebido com críticas diversas. Alguns gostaram da virada da banda, outros detestaram e os acusaram de "americanizarem" o som em demasia. O disco chegou em quarto lugar na parada britânica, com boas vendagens. Love tinha conseguido somar 300 mil cópias na Inglaterra e 1,5 milhão, nos EUA, enquanto Electric somou 3 milhões de cópias pelo mundo todo.

Por Mofo

1987 | ELECTRIC

01 | Wild Flower
02 | Peace Dog
03 | Lil' Devil
04 | Aphrodisiac Jacket
05 | Electric Ocean
06 | Bad Fun
07 | King Contrary Man
08 | Love Removal Machine
09 | Born to Be Wild" (Mars Bonfire)
10 | Outlaw
11 | Memphis Hipshake

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quarta-feira, 19 de maio de 2010

The Cult


Pure Cult: The Singles 1984-1995 é uma compilação de singles de The Cult, autorizado pela banda para substituir a anterior não autorizada High Octane Cult. É também uma reedição da colectânea de 1993, Pure Cult: for Rockers, Ravers, Lovers, and Sinners, com algumas pequenas alterações.


2000 | PURE CULT
The Singles 1984-1995


01 | She Sells Sanctuary
02 | Fire Woman
03 | Lil' Devil
04 | Spiritwalker
05 | The Witch
06 | Revolution
07 | Love Removal Machine
08 | Rain
09 | In The Clouds
10 | Coming Down (Drug Tongue)
11 | Edie (Ciao Baby)
12 | Heart of Soul
13 | Wild Flower
14 | Star
15 | Resurrection Joe
16 | Go West
17 | Sun King
18 | Wild Hearted Son
19 | Sweet Soul Sister

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sábado, 1 de maio de 2010

The Cult

Antes de caírem no rock pesado e virarem uma cópia do Guns N' Roses, o Cult era uma das bandas mais interessantes do anos 80. Começaram como uma banda meio gótica, de batida meio tribal. O vocalista Ian Astbury dizia-se influenciado pelos índios norte-americanos e junto com o fabuloso guitarrista Billy Duffy formou uma das parcerias mais simpáticas da nova fase psicodélica que assolou a Inglaterra nos anos 80. Após formarem o Southern Death Cult, Death Cult e depois finalmente o Cult, a banda arregimentou uma legião de fãs. Fizeram um excepcional disco de hard, Electric, e depois caíram de boca no som mais pesado e foram colocados como uma banda de segunda linha. Uma injustiça para um dos grupos mais promissores da década.

Ian começou com a idéia de montar uma banda de rock influenciado pelos anos 60, logo após largar o exército. Depois de montar o Southern Death Cult, que conquistou um certo público e deu espaço para o cantor, ele resolveu desmontar a banda. Conheceu Billly, montaram o Death Cult, que rendeu a dançante God´s Zoo nas paradas independentes.

A banda debutou com Dreamtime, que trazia "Spiritwalker". Após isso, foi lançado um disco ao vivo, chamado Dreamtime Live at the Lyceum, que chegou a ser lançado na época como um brinde do primeiro álbum. O grupo já tinha sua posição consolidada na Inglaterrra como um dos principais nomes do neo-psicodelismo que atingira a Grã-Bretanha. A letra dizia algo como: "Eu quero minha hora do sonho, eu quero minha hora do sonho, A única coisa intocável que é minha. Eu irei usar meu cabelo comprido, ele é uma extensão do meu coração" - embora na letra do encarte esteja escrita "extensão da minha alma".

A música subiu várias posições nas paradas independentes, já que tinham assinado com a Beggar's Banquet, mesma gravadora do Bauhaus. Ian Astbury deixava seu cabelo cada vez mais comprido. Juntaram o baixista Jamie Stewart e deixaram a bateria com vários membros, sem ter um fixo. O som era bebido dos Doors, Pink Floyd, Love, e outras coisas.

"O Cult era uma banda que te chamava atenção no palco. Ian todo de preto, sendo acompanhado pela selvagem guitarra de Billy, tocando com toda aquela energia saindo deles. O público era formado por góticos, punks, harders, todo tipo. Tinha gosto para tudo. E você saía simplesmente chapado do ginásio. Parecia que tinha acabado de ver uma cerimônia, um ritual", lembra Ian McCulloch, vocalista do Echo and the Bunnymen.

O grupo era simplesmente idolotrado na Inglaterra, sendo cultuado mais até do que o nome sugere. O auge surgiu com o lançamento do álbum Love. Ainda uma excentricidade para o mercado norte-americano, o Cult foi tomando as paradas de sucesso de assalto e ganhando rasgados elogios da mídia, que via naquele quarteto um novo Led Zeppelin, embora a comparação ficasse mais forte com o álbum posterior Electric.

"Não podemos esquecer que o Cult fez ressurgir em muito a volta do Led nos anos 80. Eles tinham uma energia e carisma parecidos em palco", relembra Bono, do U2.

O disco foi gravado em 1985, e o primeiro single "She Sells Sanctuary", foi gravado entre os dias 11 e 15 de março. A versão de 12 polegadas, por incrível que pareça, chegou a sair no Brasil na época, mas passou em branco para variar. Mas nenhuma casa noturna ficava indiferente quando tocava. Era botar todo mundo para dançar.

Texto: Mofo

1985 | LOVE

01 | Nirvana
02 | Big Neon Glitter
03 | Love
04 | Brother Wolf, Sister Moon
05 | Rain
06 | Phoenix
07 | Hollow Man
08 | Revolution
09 | She Sells Sanctuary
10 | Black Angel

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