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domingo, 2 de setembro de 2018

Black Country Communion


Black Country Communion é um grupo musical anglo-americano de rock formado por Glenn Hughes, Jason Bonham, Derek Sherinian e Joe Bonamassa.

Glenn Hughes afirmou que ele e Bonamassa vinham trabalhando juntos por mais de um ano, quando ambos se apresentaram no evento Guitar Center: King of the Blues em Los Angeles em novembro de 2009 e decidiram gravar juntos. O produtor Kevin Shirley, em seguida, sugeriu que o grupo trabalhasse com o filho de John Bonham, Jason Bonham. Bonamassa não queria que a banda fosse um power trio, então ele e os outros decidiram incorporar à formação o ex-tecladista do Dream Theater, Derek Sherinian, por recomendação de Kevin Shirley.

A banda começou a realizar sessões no Shangri La Studios em Malibu, na Califórnia. Segundo Bonham, a banda estava gravando desde janeiro de 2010. Ele afirma: "Eu, literalmente, entrei em estúdio na semana passada por dois dias com uma pessoa que eu tinha feito um álbum antes, muito rapidamente, e com outro que era um amigo de meu pai que conheci mais tarde, Joe Bonamassa e Glenn Hughes, e estamos trabalhando em um novo projeto com um título de trabalho de Black Country." A banda recebeu o nome da área industrial inglesa de onde Hughes e Bonham são oriundos.

Em 23 de março de 2013, Glenn Hughes anunciou o fim da banda, afirmando ainda que Joe, que deixou o grupo dez dias antes, não permitiria mais que os membros restantes continuassem com o nome Black Country Communion. Contudo, ele disse que ele, Jason e Derek continuariam juntos com outro nome na "hora certa".

Em abril de 2016 o gupo anunciou o retorno às atividades.

Texto | Wikipédia

2010 | BLACK COUNTRY COMMUNION

01. Black Country
02. One Last Soul
03. The Great Divide
04. Down Again
05. Beggarman
06. Song Of Yesterday
07. No Time
08. Medusa
09. The Revolution In Me
10. Stand (At The Burning Tree)
11. Sista Jane
12. Too Late For The Sun

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2011 | 2

01. The Outsider
02. Man In The Middle
03. The Battle For Hadrian's Wall
04. Save Me
05. Smokestack Woman
06. Faithless
07. An Ordinary Son
08. I Can See Your Spirit
09. Little Secret
10. Crossfire
11. Cold

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2012 | LIVE OVER EUROPE

CD 1
01. Revolutions Of The Machine (Intro)
02. Black Country
03. One Last Soul
04. Crossfire
05. Save Me
06. The Battle For Hadrian's Wall
07. Beggarman
08. Faithless
09. Song Of Yesterday
10. I Can See Your Spirit

CD 2
01. Cold
02. The Ballad Of John Henry
03. The Outsider
04. The Great Divide
05. Sista Jane
06. Man In The Middle
07. Burn

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2012 | AFTERGLOW

01. Big Train
02. This Is Your Time
03. Midnight Sun
04. Confessor
05. Cry Freedom
06. Afterglow
07. Dandelion
08. The Circle
09. Common Man
10. The Giver
11. Crawl

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2017 | BCCIV

01. Collide
02. Over My Head
03. The Last Song For My Resting Place
04. Sway
05. The Cove
06. The Crow
07. Wanderlust
08. Love Remains
09. Awake
10. When the Morning Comes

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quarta-feira, 26 de novembro de 2014

Black Country Communion


Parece que os trabalhos na carreira de Glenn Hughes costumam ser trilogias – três discos com o Trapeze, três com o Deep Purple e, considerando Seventh Star, mais três ao lado de Tony Iommi. Pelas tensões que estão sendo expostas dentro da banda através de declarações de seus integrantes, parece que o Black Country Communion pode seguir o mesmo caminho. E, se isso já era lamentável antes, se torna ainda mais ao ouvirmos Afterglow.

Quando questionado sobre os preparativos do terceiro álbum do supergrupo, Glenn Hughes dizia que grande parte teria sido escrita por ele – por recomendação do próprio produtor Kevin Shirley –, mas se Hughes escreveu a maior parte de Afterglow, isso definitivamente não o deixa com maior destaque no conjunto da obra. Não que sua performance deixe a desejar – muito pelo contrário. Seus vocais e baixo continuam matadores. E, fora isso, entre os três discos da banda, Afterglow marca o auge do entrosamento entre os músicos.

No segundo álbum, o tecladista Derek Sherinian ganhou mais destaque em relação ao debut, e dessa vez ganhou mais ainda. O mesmo vale para Jason Bonham, que honra o sobrenome que carrega. Cada integrante tem nitidamente mais liberdade do que nos álbuns anteriores. Certamente, o que possibilitou isso foi a sonoridade mais leve adotada pela banda, que carrega o mesmo nome de uma região industrial da Inglaterra que foi o berço do heavy metal. Os dois primeiros álbuns – especialmente o segundo – fizeram valer esse nome, mas agora o Black Country Communion traz um disco muito mais baseado no rock britânico tradicional do final dos anos 1960 e começo dos 70. Bandas como Free e The Who ilustram bem essa roupagem por oferecerem uma sonoridade não tão amarrada, onde cada membro é igualmente notável. Percebe-se a inspiração na banda de Pete Townshend principalmente na faixa “Midnight Sun”, cujos teclados já remetem ao clássico Who’s Next. É seguida de “Confessor”, já conhecida pelo público, que traz um dos ótimos solos de teclado presentes no disco.

Joe Bonamassa canta menos nesse álbum, mas a única aparição de sua voz já o faz valer enquanto vocalista. “Cry Freedom” é um blues malicioso e dançante que oferece o melhor dueto do bluesman com Glenn Hughes. A guitarra de Bonamassa também merece ser comentada. Ainda que goste de tocar algo mais pesado – e o faz muito bem por sinal – em Afterglow, o americano parece estar mais em casa trazendo seu estilo de fato – o blues – fazendo-o soar mais orgânico. “Common Man” começa com um riff que torna impossível não lembrar do clássico “Tom Sawyer” do Rush, certamente uma das melhores faixas do disco e uma das que podem resumi-lo, mostrando ótima performance de todos os membros.

O álbum fecha com a dramática “The Giver”, característica essa que é acentuada pelas precisas viradas de bateria de Jason Bonham, e a pesada “Crawl”, com suas passagens épicas e um duelo entre guitarra e teclado.

Como o próprio Bonamassa declarou – e pode-se perceber conferindo o disco –, a crise dentro da banda surgiu após a finalização de Afterglow, que, se for realmente o último álbum do Black Country Communion, estará fechando a trilogia com chave de ouro, pois não só é o melhor da banda como também pode facilmente figurar entre os melhores trabalhos das carreiras de cada integrante.

Por | Igor Luis Seeman

2012 | AFTERGLOW

01 | Big Train
02 | This Is Your Time
03 | Midnight Sun
04 | Confessor
05 | Cry Freedom
06 | Afterglow
07 | Dandelion
08 | The Circle
09 | Common Man
10 | The Giver
11 | Crawl

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sexta-feira, 26 de outubro de 2012

Black Country Communion

BLACK COUNTRY (2010)
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A expectativa era grande. Houve até a ameaça de não sair mais, graças a fatores externos. Mas aqui está o Black Country Communion, o novo dream team do rock. A ideia nasceu em 2009, após uma jam session envolvendo Glenn Hughes e Joe Bonamassa durante o Guitar Center’s King of the Blues, na cidade de Los Angeles. Para completar o line-up de feras, foram chamados ninguém menos que o tecladista Derek Sherinian, com sua folha corrida mais que extensa, e o baterista Jason Bonham, simplesmente o “filho do homem”. Após alguns ensaios, ficou provado o potencial para criar músicas próprias. Para ajudá-los, o produtor também deveria ser algum craque. Sendo assim, Kevin “Caveman” Shirley foi convocado.

Uma introdução de baixo seguida de uma verdadeira pedrada tipicamente setentista apresenta o poder de fogo da turma em “Black Country”, som que traz aquele clima nostálgico na cabeça automaticamente. O clima vintage prossegue em “One Last Soul”, com uma pegada simplesmente absurda de Jason em um hard rock dos bons. A veia black do grupo dá as caras em “The Great Divide”, música que é a cara de Glenn Hughes, que dá um show de interpretação, nos remetendo a tempos longínquos. Um riff aparentemente composto às margens do rio Mississipi dá a partida em “Down Again”, com Sherinian realizando sua primeira participação de efeito maior, além de uma sincronia vocal perfeita entre Glenn e Joe.

O peso das primeiras reaparece em “Beggarman”, com um riff sincronizado entre guitarra e baixo de cair o queixo. “Song of Yesterday” começa como uma balada e explode em uma levada funkeada de primeira linha, mostrando que o baterista tem “sangue de zepelim” nas veias. Lá pelo meio vira uma jam cheia de feeling, mostrando o porquê desse projeto ser tão aguardado pelos fãs dos bons sons. E o melhor, sem egocentrismo barato. Quando menos se espera, o rock pesado vem à tona na ótima “No Time”, que poderia facilmente se passar por um dos momentos mais hards do MKIII do Deep Purple. E já que o negócio é vasculhar o passado, nada melhor que uma releitura para “Medusa”, do Trapeze. Aí, a gente tem que ressaltar que mesmo após tanto tempo, Glenn ainda consegue driblar as dificuldades impostas pelo tempo e usar sua categoria na interpretação.

Bonamassa toma conta em “The Revolution in Me”, que poderia muito bem estar em um de seus trabalhos solo, apesar das viagens instrumentais mais elaboradas no meio da faixa. “Stand (At the Burning Tree)” é um ótimo exemplo de como fazer uma batida pulsante, quase dançante, sem perder a veia roqueira de foco - algo que Glenn Hughes sempre gostou de fazer. Uma entrada à la AC/DC chega a assustar no começo de “Sista Jane”. Mas logo entra uma levada mais condizente com o que foi feito até aqui, além de uma alternância vocal excelente entre Hughes e Joe. Hardão com alma negra. Para encerrar, a mais longa de todas. Os onze minutos de “Too Late for the Sun” funcionam como uma espécie de resumo de tudo que se ouviu no álbum, com direito a longa parte instrumental, como era de se esperar.

Não é um disco de fácil assimilação. Logo, não é para todos. Mas quem conseguir absorver a atmosfera proposta pelo quarteto tem tudo para colocá-lo na lista dos melhores trabalhos do ano. Portanto, ouçam com seus espíritos preparados para jams e viagens variadas. Partindo desse pressuposto, temos aqui um excelente trabalho, digno dessa união de feras. Interessante notar que, embora sejam gêneros diferentes, há uma semelhança facilmente perceptível com o novo do Iron Maiden. O fato de quase todas as faixas mais diretas estarem no começo, enquanto as mais complexas ficaram pra depois. Não deve ser mera coincidência o produtor ser o mesmo.

2 (2011)
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A fórmula deu tão certo em sua primeira tentativa que o Black Country Communion não demorou a repetir a dose. E essa é a real sensação que temos. Sendo assim, quem gostou do debut pode conferir o segundo álbum sem hesitar. Glenn Hughes continua sendo o fio condutor de todo o processo. E o principal: segue cantando muito! Os outros três integrantes não ficam atrás, especialmente Joe Bonamassa, que parece ter encontrado uma variação maior de timbres, explorando a pegada rocker com mais segurança. Derek Sherinian aparece um pouco mais e Jason Bonham mostra mais uma vez que é de linhagem superior. A grande vantagem de 2 em relação a seu antecessor fica por conta do maior número de melodias grudentas, o que é um fator decisivo.

Para abrir com gás total, “The Outsider”, verdadeira paulada nas fuças alheias, com Glenn lembrando que não apenas é "A" voz, mas um baixista de técnica invejável, com seu instrumento pulsando nos alto-falantes. E tome hard rock mesclando peso e groove em “Man in the Middle”, para ouvir acompanhando a fenomenal pegada de Bonham, que segue ditando o ritmo em “I Can See Your Spirit”, sonzeira com a marca de quem conhece o caminho. Um clima acústico pontuado por um Hammond marca “The Battle for Hadrian's Wall”, com DNA 'zeppeliniano' (vai remeter a vários momentos da terceira obra-prima) e belo jogo de vozes.


Falando no veículo voador de chumbo, “Save Me” é uma faixa que Jason declarou ter composto na época da reunião com os ex-parceiros de seu pai. E ela traz uma interessante batida funkeada misturada com aquelas passagens orquestradas que John Paul Jones tanto gosta. Sete minutos do mais puro deleite para os saudosistas! “Smokestack Woman” é rock and roll com cara da melhor safra, em um clima garageiro anos 1960. A calmaria aparece em “Faithless”, som que começa de maneira mais branda e vai crescendo aos poucos, muito graças a sua interpretação dramática na medida certa.

A mais longa de todas é “An Ordinary Son”, faltando um segundo para cravar os oito minutos. Por conta disso, espere variações de andamento, o que dá um sabor todo especial, especialmente nas passagens mais agitadas. E a emoção pega pra valer em “Little Secret”, um fantástico blues carregado de emoção, cantado por Hughes com coração e alma. “Crossfire” deixa no ar aquela impressão de rock estradeiro, com os vocais mais orgânicos e o balanço rítmico de primeira. A já conhecida “Cold”, que Glenn Hughes executou recentemente em formato acústico, fecha o trabalho. Ouvi-la sendo executada pela banda inteira afirma ainda mais sua força, mas ao mesmo tempo soa como uma música totalmente diferente, com um toque mais progressivo em sua estrutura.

Se ainda havia alguma dúvida sobre o poder de fogo do Black Country Communion, ela está definitivamente encerrada. Adeptos de um som menos complexo podem sentir o mesmo estranhamento sentido no debut, mas não dá para negar que já se trata de um dos maiores supergrupos da história do rock. Que ainda nos ofereçam muitas e muitas obras como essa.

LIVE OVER EUROPE (2012)
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Após gravar dois discos quase sem excursionar, a banda agendou uma extensa turnê européia, com shows varrendo o velho continente. Segundo Kevin Shirley (produtor dos dois discos de estúdio da banda e também deste ao vivo), a idéia era a banda gravar dois álbuns para ter um repertório mais variado e longo que sustentasse um show completo (após o lançamento do primeiro álbum, a banda somente tocou umas poucas vezes, também na Europa). Antes desta turnê, alguns shows nos EUA como aquecimento e preparação para a turnê a ser gravada. A gravação dos shows, segundo a Wikipedia, ocorreu em apresentações feitas na Alemanha, mais especificamente, nas cidades de Munique, Hamburgo e Berlim. Foram utilizadas 14 câmeras de alta definição para a gravação.

O disco mostra o show de uma banda extremamente coesa, bem entrosada e com qualidades em cada instrumento. Glenn Hughes é o destaque, claro, com seu visual rock star, caras, bocas e trejeitos, cortesia de mais de quarenta anos de experiência no mundo do rock. E a voz dele está perfeita, o cara está cantando como nunca. Pra completar, além de estar cantando muito, também está matando no baixo... Joe Bonamassa, o caçula da turma, tem aquele visual meio nerd, meio agente Matrix, mas toca guitarra como poucos atualmente e nos traz riffs, solos e performances memoráveis.

Jason Bonham mostra que seu pai deve estar todo orgulhoso lá em cima, tocando sua bateria com extrema competência e qualidade. Derek Sherinian pode ser chamado de "patinho feio" da turma; fica mais escondido, até mesmo mais contido, mas adiciona suas camadas de teclados e fecha o ciclo, trazendo unidade ao grupo.

O repertório da turnê foi basicamente o mesmo em todos os shows, com pequenas alterações na ordem de execução das canções, mas sempre com o começo arrasador das duas primeiras músicas do primeiro disco - "Black Country" e seu riff de baixo matador por Hughes, mais "One Last Soul" pra manter o pique. A seguir a banda passeia por algumas canções do segundo disco, com grande destaque para as canções "Save Me", com seu estilo kashmiriano (mais uma palavra inventada...) e "The Battle For Hadrian's Wall", onde um Bonamassa inspirado em Jimmy Page até usa uma guitarra de dois braços. Ainda com Bonamassa nos vocais, "Song Of Yesterday" é outro destaque. A banda dá espaço para uma canção de sua carreira solo, a boa "The Ballad Of John Henry".

Na reta final do show, temos uma sequência excelente, começando com o single do segundo disco "The Outsider", a bela "The Great Divide", "Sista Jane" estendida no final com uma bela referência a "Won't Get Fooled Again", do The Who, "Man In The Middle" e o final simplesmente fantástico com o grande clássico do Deep Purple "Burn" (não podia faltar!). Um showzaço desta nova grande banda, que está arrebatando o público roqueiro.


Resenhas por: João Renato Alves e Whiplash
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