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quarta-feira, 4 de dezembro de 2019

The Kinks


KINKS: "LOLA", O CONFLITO DO INDIVÍDUO COM A SOCIEDADE

Saída da Invasão Britânica dos anos 60, o The Kinks, conhecido pela música ''You Really Got Me'', nunca teve, nos anos 60, sucesso nos EUA e em outras partes ao redor do mundo, a não ser na Inglaterra.

No começo dos anos 60, os Kinks estavam em completa ascensão, e tudo coincidia para um sucesso estrondoso da banda nos EUA. Em 1965, após uma turnê bem sucedida na terra do Tio Sam, a banda, por motivos misteriosos, foi proibida de entrar em território norte - americano por quatro anos. O que, obviamente, impediu um sucesso da banda em outros lugares do mundo.

Restrito ao território britânico, o The Kinks, começaram a lançar álbuns que criticavam os costumes ingleses da época. Após os álbuns The Kinks Are The Village Green Preservation Society, de 1968 e Arthur Or The Decline Of The British Empire, de 1969, a banda extrapolou os limites de crítica, e foram execrados pela mídia. Tendo como consequência, baixas vendagens e pouca repercussão.

Em 1970, já com a proibição de entrada ao território norte - americano acabada, a banda lança o álbum ''Lola Versus Powerman and the Moneygoround'', que faz com que a banda retorne ao topo das paradas britânicas, e inicia uma repercussão positiva no território norte-americano, dando uma maior visibilidade à banda.

Sendo sucesso de crítica e público, o disco ''Lola...'', é um álbum conceitual, que discute o tema da indústria musical e suas vertentes, incluindo editoras, sindicatos, imprensa, contadores, empresários e a estrada. A banda aborda o tema de forma satírica e sarcástica, o que estava de certa forma, presente em álbuns anteriores do The Kinks.

O universo musical que permeia o álbum é bem diverso. Tendo canções que flertam com o hard rock, folk, pop e, obviamente, o British rock.

Mais do que a musicalidade contida neste álbum, deve-se levar em conta as letras, impregnadas de uma crítica à um sistema que aprisiona as pessoas ao dinheiro, anulando a única característica que nos diferencia dos animais, a liberdade.

Nunca veremos tal obra na música por muitos anos.

Texto | R.C. Sanches

1970 | LOLA VERSUS POWERMAN AND THE MONEYGOROUND PART ONE

01. The Contenders
02. Strangers
03. Denmark Street
04. Get Back In Line
05. Lola
06. Top Of The Tops
07. The Moneygoround
08. This Time Tomorrow
09. A Long Way From Home
10. Rats
11. Apeman
12. Powerman
13. Got To Be Free
Bonus Tracks
14. Lola (Mono)
15. Apeman (Demo/Mono)
16. Powerman (Demo/Mono)

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sábado, 5 de outubro de 2019

The Kinks


THE KINKS: UMA DAS MAIS SUBLIMES ÓPERAS ROCK JÁ GRAVADAS

O ano de 1969 foi bastante produtivo para o grupo inglês The Kinks. Neste ano o grupo havia lançado o clássico disco "The Village Green Preservation Society", considerado por muitos o melhor de sua carreira, recheado com composições belíssimas de Ray Davis, vocalista principal, acompanhadas de melodia igualmente belas como a faixa homônima que dá titulo ao álbum e "Starstruck", entre outras.

Aproveitando a boa fase de sua carreira no final do mesmo ano os Kinks lançam aquela que seria considerado por muitos como a melhor Ópera Rock já feita na história da música "Arthur (Or the Decline and Fall of the British Empire)". E com absoluta razão. Este trabalho é magistral em todos os sentidos.

Ray Davis estava em sua melhor fase como compositor e acabou criando uma verdadeira epopeia em apenas 12 faixas, ao narrar a aventura de um personagem que se muda do Reino Unido para a Austrália. A narrativa tem como cenário de fundo a decadência do Antigo Império Britânico, Reino Unido que no inicio do século XX era a maior potencia econômica e militar do planeta e que após o período das grandes Guerras(1914-1918, 1939-1945) foi perdendo gradativamente status no contexto mundial. Nas letras das canções podem ser percebidas ferrenhas críticas ao estilo de vida britânico; por causa disso, na época de seu lançamento o disco foi fortemente censurado pelo governo inglês que proibiu a sua execução nas rádios ao redor do país.

Também é importante salientar o papel dos demais membros da banda: o baixista John Dalton, que substituiu de forma brilhante o baixista Peter Quaife; Dave Davis, sempre criando uma série de riffs e solos fantásticos, sem dúvida um dos grandes gênios da guitarra; e o sempre criativo baterista Mick Avory. Juntos criaram linhas melódicas inspiradíssimas, únicas na história da musica, com quebras de ritmo e andamentos ainda impressionantes durante a n-ésima audição deste álbum, tamanha a perfeição alcançada, e que combinam perfeitamente com as composições de Ray Davis, que de modo desafiador carrega uma elevada dose de sarcasmo nos vocais principais ao longo do disco.

Não quero aqui salientar um ou outro aspecto de determinada música, nem ao menos dar destaque a uma ou outra canção, por acreditar que cada uma carrega em si uma particularidade no contexto do álbum que transcende qualquer afirmação deste gênero. Além disto, as músicas deste álbum se completam de uma maneira simplesmente fantástica e quando ouvidas em sequência possuem uma força incrível raríssimas vezes experimentada na história da música.

Na época de seu lançamento "Arthur" passou um pouco despercebido ao grande público, devido ao recém-lançamento da ópera Rock "Tommy" que invadiria as paradas de sucesso naquele período, encabeçada pelo hit "Pinball Wizard". Este trabalho só teria o seu merecido reconhecimento vários anos após o seu lançamento e nos dias de hoje é aclamado pela crítica especializada como uma das mais sublimes (e possivelmente, a melhor) Óperas Rock já realizada na história do Rock.

Em 1970 a banda lançaria outro clássico absoluto do Rock o disco "Lola Vs Powerman And The Moneygoround Part One", uma fábula sobre travestis. Uma das canções que dá nome ao álbum "Lola" até hoje é uma das mais emblemáticas da banda. A fase áurea da banda atingiria o fim em 1971 com o lançamento do mediano "Muswell Hillbillies". Depois a banda se aventuraria por Óperas Rock pouco inspiradas antes de seu trágico final.

Os Kinks, legítimos representantes da British Invasion, sempre foram uma das bandas mais injustiçadas da história da música durante sua existência, tendo sua importância reconhecidas somente anos após o seu fim, apesar de ter brindado os amantes do rock com vários momentos agradabilíssimos.

Em resumo, mais um disco que merece ser ouvido por todo bom apreciador do bom e velho Rock & Roll, que dia 13 de julho (data em que esta resenha foi escrita) comemora mais um ano de existência.

Texto | Elias Rodigues Emidio

1969 | ARTHUR, OR THE DECLINE AND FALL OF THE BRITISH EMPIRE

01. Victoria
02. Yes Sir, No Sir
03. Some Mother's Son
04. Drivin'
05. Brainwashed
06. Australia
07. Shangri-La
08. Mr. Churchill Says
09. She's Bought A Hat Like Princess Marina
10. Young And Innocent Days
11. Nothing To Say
12. Arthur

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2011 | DOUBLE DISC JAPAN SHM REMASTER

CD 1 | THE ORIGINAL MONO ALBUM

01. Victoria
02. Yes Sir, No Sir
03. Some Mother's Son
04. Drivin'
05. Brainwashed
06. Australia
07. Shangri La
08. Mr. Churchill Says
09. She's Bought A Hat Like Princess Marina
10. Young And Innocent Days
11. Nothing To Say
12. Arthur
Bonus Tracks | ORIGINAL MONO SINGLES
13. Plastic Man
14. This Man He Weeps Tonight
15. Mindless Child Of Motherhood
16. Creeping Jean
17. Lincoln County
18. Hold My Hand
Studio Recordings For The BBC:
19. Victoria
20. Mr. Churchill Says
21. Arthur

CD 2 | THE ORIGINAL STEREO ALBUM

01. Victoria
02. Yes Sir, No Sir
03. Some Mother's Son
04. Drivin'
05. Brainwashed
06. Australia
07. Shangri La
08. Mr. Churchill Says
09. She's Bought A Hat Like Princess Marina
10. Young And Innocent Days
11. Nothing To Say
12. Arthur
Bonus Track
13. Plastic Man (Stereo)
14. This Man He Weeps Tonight (Stereo)
15. Drivin' (Alternative Mix)
16. Mindless Child Of Motherhood (Stereo)
17. Hold My Hand (Alternative Take)
18. Lincoln County (Stereo)
19. Mr. Shoemaker's Daughter (Stereo)
20. Mr. Reporter (Stereo)
21. Shangri La (Backing Track)

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terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

The Kinks


Lola Versus Powerman and the Moneygoround, Part One é um álbum conceitual da banda de rock britânica The Kinks. Lançado em 1970, é uma análise satírica das diversas facetas da indústria da música, incluindo editoras, sindicatos, imprensa, contadores, empresários e a estrada. Musicalmente Lola é eclético, transitando entre os gêneros folk, hard rock e a tradicional música de salão britânica.

Embora tenha surgido em um período de transição para o Kinks, Lola Versus Powerman foi um sucesso tanto comercial quando de crítica, entrando para o Top 40 nos Estados Unidos e ajudando a resgatar a fama do grupo, o que acabou fazendo deste um álbum de "retorno". Deu origem também a dois hit singles, "Lola", que ficou entre as 10 mais nos Estados Unidos, e "Apeman", que alcançou a 5ª colocação nas paradas britânicas.

1970 | LOLA vs. POWERMAN AND THE MONEYGOROUND, PART ONE

01 | Introduction
02 | The Contenders
03 | Strangers
04 | Denmark Street
05 | Get Back in Line
06 | Lola
07 | Top of the Pops
08 | The Moneygoround
09 | This Time Tomorrow
10 | A Long Way From Home
11 | Rats
12 | Apeman
13 | Powerman
14 | Got to Be Free
15 | Lola" (Mono)
16 | Apeman" (Alternate)
17 | Powerman" (Demo Acoustic)

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