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quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Michael Jackson | Dangerous


Lançado por Michael Jackson pela Epic em 1991 que figura como o segundo melhor desempenho de vendas da carreira do cantor. Até 2002, havia sido adquirido por 32 milhões de pessoas no mundo, segundo estimativas da gravadora. O álbum marca o término da parceria de 12 anos entre Jackson e Quincy Jones na produção, que nesse disco fica a cargo, essencialmente, de Teddy Riley - considerado um dos criadores de um então-novo tipo de som chamado 'new jack swing'.

Dangerous figura como o álbum de um artista masculino mais vendido da década de 90.É a primeira coleção de músicas inéditas lançada pelo astro nos Anos 90 e o primeio álbum distribuído como parte do contrato recorde de 890 milhões de dólares firmado entre Jackson e a Sony em 1990. Dangerous reúne 14 canções e gerou nove compactos, incluindo três números um: "Black Or White" (Hard Rock), "Remember The Time" (R&B) e "In The Closet" (R&B). Outras canções, como "Heal The World" e "Will You Be There", tema do filme Free Willy (1993), também se tornaram imeditamente reconhecidas.A turnê Dangerous consagrou definitivamente Michael Jackson como ícone pop. No dia 10 de fevereiro de 1993, uma entrevista de Michael com Oprah Winfrey é assistida por 100 milhões de pessoas, sendo o quarto evento mais assistido ao mesmo tempo na história da televisão.Como já estava se tornando hábito para Michael, os video clips ficaram entre os mais caros e inovativos de sua época.

Give in to Me teve Slash, da banda Guns N' Roses, participando do clip. O clip foi filmado alguns dias antes do início da turnê de Dangerous, em 1992 em Munique. Os diretores foram os austríacos Rossacher e Dolezal, responsáveis por muitos (senão todos) os videos e especiais de Freddie Mercury e do Queen. O video de Heal the World mostrou crianças e adultos ao redor do mundo, em alusão à campanha de caridade de Michael de mesmo nome. Will You Be There mostou Michael cantando em frente a cenas do filme Free Willy, do qual a música foi tema. Muitos dos outros clips têm histórias e seqüencias de dança complexas, e a presença de celebridades fazendo pontas. O clip de Jam, dirigido por David Kellogg, mostou Michael dançando e jogando basquete junto com Michael Jordan, enquanto Remember the Time se passava num palácio do Antigo Egito e estrelava Eddie Murphy e Iman Abdulmajid como o faraó e sua rainha, e Magic Johnson também fez uma ponta. In the Closet mostrava Michael Jackson e Naomi Campbell como amantes.

O diretor do clip foi o fotógrafo Herb Ritts, que também foi responsável por uma série de fotos promocionais para o álbum Dangerous.Black or White provavelmente perdura como o clip mais visto e lembrado de Dangerous. Originalmente tinha 10 minutos e foi estreado simultaneamente em 14 de novembro de 1991 nos canais MTV, VH1, BET e FOX em Dolby Surround, tornando-se uma das estréias mais assistidas de todos os tempos. O clip é tecnicamente relevante por mostrar uma das primeiras metamorfoses geradas em computador. Os últimos 4 minutos do clip geraram muita controvérsia por mostrarem um agressivo Michael quebrando vitrines de lojas e destruindo um carro com um pé-de-cabra.

A MTV e outras emissoras decidiram cortar esses últimos 4 minutos, e Michael escreveu um termo desculpando-se a todos os que houvessem se sentido ofendidos, e explicando que ele havia tentado personificar os instintos selvagens da pantera que aparece no clip. O então ator-mirim Macaulay Culkin também aparece no clip, que foi dirigido por John Landis, o diretor do curta-metragem Thriller.

1991 | DANGEROUS

01 | Jam
02 | Why You Wanna Trip On Me
03 | In The Closet
04 | She Drives Me Wild
05 | Remember the Time
06 | Can't Let Her Get Away
07 | Heal The World
08 | Black Or White
09 | Who Is It
10 | Give In To Me
11 | Will You Be There
12 | Keep The Faith
13 | Gone Too Soon
14 | Dangerous


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segunda-feira, 5 de outubro de 2009

Michael Jackson | Bad


Sétimo álbum de estúdio em carreira solo lançado por Michael Jackson pela Epic em 31 de agosto de 1987, que figura como a última das três colaborações do cantor com o produtor Quincy Jones. Nos anos 1980, recebeu críticas severas da imprensa e foi considerado pouco ousado na comparação com álbuns anteriores do astro, principalmente em comparação à Thriller, seu álbum anterior de 1982 — O mais vendido e bem sucedido de todos os tempos.

Em contrapartida, porém, foi bem recebido pelo público e vendeu mais de 30 milhões de cópias em todo o mundo, segundo listas do ano de 2012. Estreou em 1º das paradas de sucesso em 25 países, e permaneceu, durante algum tempo, como o segundo disco mais vendido da história.

Um recorde de nove canções foram lançadas como compacto durante a divulgação de Bad. Cinco delas chegaram à primeira posição nos Estados Unidos: "I Just Can't Stop Loving You", "Bad", "The Way You Make Me Feel", "Man in the Mirror" e "Dirty Diana". Foi a primeira vez que um artista colocou cinco músicas de um mesmo álbum em 1º lugar na história da música, feito apenas igualado em 2011 por Teenage Dream, de Katy Perry. Uma sexta canção, "Another Part of Me", ainda chegou ao topo da lista de black music. Nos EUA foram cinco singles em #1 e seis no restante do mundo.

1987 | BAD

01 | Bad
02 | The Way You Make Me Feel
03 | Speed Demon
04 | Liberian Girl
05 | Just Good Friends
06 | Another Part Of Me
07 | Man In The Mirror
08 | I Just Can't Stop Loving You
09 | Dirty Diana
10 | Smooth Criminal
11 | Leave Me Alone

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sábado, 5 de setembro de 2009

Micheal Jackson | Thriller


Sexto álbum de estúdio do artista musical estadunidense Michael Jackson. O seu lançamento ocorreu em 30 de novembro de 1982, através da Epic Records. Assim como o álbum anterior do cantor, Off the Wall (1979), que foi aclamado e bem sucedido comercialmente, Thriller foi inteiramente produzido por Quincy Jones e co-produzido por Jackson. As gravações do projeto ocorreram entre 14 de abril de 1982 e 8 de novembro de 1982 nos estúdios Westlake Recording. O orçamento total da produção do disco foi de 750 mil dólares, financiados por Jones. Jackson compôs e co-produziu quatro das nove faixas do disco. Musicalmente, Thriller explora gêneros semelhantes aos usados em Off the Wall, incluindo o pop, o pop rock, o pós-disco e o funk, além de estilos suaves, como a música contemporânea e o R&B.1 2 3

O álbum foi aclamado por fãs e pela mídia especializada, que frequentemente o citam como "um dos melhores álbuns da história". Consequentemente, venceu um recorde de oito Grammy Awards em 1984, incluindo o de Album of the Year. Thriller foi bem sucedido comercialmente, liderando as tabelas do Canadá, dos Estados Unidos, do Reino Unido e de outras sete nações, enquanto listou-se entre as dez melhores posições em todas as tabelas em que entrou. Em um ano, tornou-se — e continua sendo — o álbum mais vendido de todos os tempos, com diversas fontes citando vendas estimadas entre 51 e 65 milhões de cópias ao redor do mundo.4 5 6 nota 1 Adicionalmente, converteu-se no álbum mais vendido de todos os tempos nos Estados Unidos, vendendo 29 milhões de cópias no país.11 Todos os cinco singles do disco classificaram-se entre as dez melhores posições nos Estados Unidos, dos quais "Billie Jean" e "Beat It" lideraram a tabela musical Billboard Hot 100.

Com Thriller, o cantor quebrou preconceitos e barreiras raciais na música pop com suas apresentações na MTV, além de seu encontro na Casa Branca com Ronald Reagan, então presidente dos Estados Unidos. O disco foi o primeiro a ter vídeos musicais como materiais de divulgação bem sucedidos; os vídeos correspondentes de "Billie Jean", "Beat It" e "Thriller" eram constantemente transmitidos na MTV, sendo que o vídeo musical da última citada tem sido frequentemente citado como o "melhor vídeo musical de todos os tempos". Em 2001, Thriller foi relançado com entrevistas audíveis, uma gravação demonstrativa, a faixa "Someone in the Dark", contida na trilha sonora do filme E.T. the Extra-Terrestrial e vencedora de um Grammy Award, e "Carousel", descartada da lista final de faixas do álbum.12 O disco foi novamente relançado em 2008 intitulado de Thriller 25 com duas novas capas, remixes com artistas contemporâneos, uma canção inédita e um DVD que inclui curtas-metragens do álbum e a apresentação de "Billie Jean" durante o evento Motown 25.

O álbum foi classificado na 20ª posição entre os 500 melhores álbuns de todos os tempos, publicado em 2003 pela revista Rolling Stone;13 a National Association of Recording Merchandisers listou Thriller na terceira colocação entre os 200 álbuns definitivos no Rock and Roll Hall of Fame. O disco foi incluído no National Recording Registry da Biblioteca do Congresso dos Estados Unidos, que lista gravações significativas, e o vídeo musical da faixa homônima compõe o National Film Registry da Preservation Board, que compila os "filmes historicamente, culturalmente ou esteticamente significativos". Em 2012, a revista Slant Magazine qualificou Thriller na primeira posição entre os "melhores álbuns dos anos 1980"

1982 | THRILLER

01 | Wanna Be Startin' Somethin'
02 | Baby Be Mine
03 | The Girl is Mine
04 | Thriller
05 | Beat It
06 | Billie Jean
07 | Human Nature
08 | P.Y.T (Pretty Young Thing)
09 | The Lady In My Life

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quarta-feira, 5 de agosto de 2009

Michael Jackson | Off The Wall


O ano de 1979 dividiu muitas águas. Ao mesmo tempo em que o punk pedia para alguém desligar os aparelhos na UTI, a disco music mostrava níveis nunca antes alcançados de manipulação de estúdio e aproveitamento máximo de tecnologia (tanto para o bem como para o mal). Era a vez dos anos oitenta: céticos, profissionais, estilosos e obcecados com a imagem. Como seria o pop dessa década? Superproduzido, sem vergonha de ser um produto e polivalente: não bastava ter música, tinha que ter bom clip, uma roupa legal, dançar bem, fazer um show mega, etc.

Quer dizer, o fim da atitude artística e da música em favor da grana e da imagem? Nem tanto. É aí que residia a autenticidade desse novo pop, que acabou levando esses conceitos à categoria de arte.

Se isso acabou sendo bom o ruim é história para contar outro dia, mas isso era um reflexo natural do estágio de então na música pop: uma tentacular indústria triliardária amparada por ultra tecnologia, tanto no estúdio como na promoção de artistas, como provaram os símbolos da década de oitenta: Duran Duran, George Micheal, Janet Jackson, Whitney Houston, Madonna e - claro - Michael Jackson.

Foi ele, em Off the Wall, que lançou o marco zero deste novo conceito. Aperfeiçoou tudo em 1983 com Thriller (só lembrando: o disco mais vendido da história), mas a semente já estava em Off the Wall, em que se apresentava como um artista que compunha, cantava, dançava, atuava em clips superproduzidos e lançava álbuns ultra bem feitos e cheios de hits.

Michael já vinha ensaiando seus passos solo desde 1972 com hits como "Ben" e "Got to be There", mas sem assumir isso full time. Com a consolidação do sucesso do grupo The Jackson 5, Michael ia amadurecendo e as coisas começavam a mudar de figura.

Em 1976 a Epic comprou o passe dos Jacksons da Motown. Fizeram dois contratos: um para o grupo, que virou The Jacksons, e outro para o jovem Michael. Era consenso de que os irmãos reunidos eram bons, mas quem ia render mesmo a longo prazo seria aquele moleque prodígio. A Epic tratou de cuidar para que seu estouro solo fosse certeiro.

Para a produção foi chamado o maestro Quincy Jones, multinstrumentista, arranjador e gênio de estúdio, com um currículo de band leader, jazzista, compositor de trilhas e produtor de soul. Os músicos do disco foram pinçados entre a nata das chamadas feras de estúdios da época (como o baixista Louis Johnson e o tecladista Greg Phillinganes). Paul McCartney e Stevie Wonder contribuíram com duas baladas, "Girlfriend" e "I Can't Help It", respectivamente.

Jones ainda recrutou um colaborador que se mostrou essencial para o resultado final: o inglês Rod Temperton. Líder da banda de disco Heatwave (que fez "The Groove Line"), Temperton tinha o dom de unir ritmos infalíveis, sempre com um efeito sonoro grudento. Acabou escrevendo "Rock With You", "Burn This Disco Out" e a faixa-título. Para ajudar na imagem "já-é-um-homenzinho" do disco, Michael co-produziu três faixas: "Don't Stop Til You Get Enough", "Working Day and Nigth" e "Get On the Floor".

Off the Wall saiu uma coleção sem falhas, fluente, de pop disco e baladas soul pop. "Rock With You" entrou na minha lista de melhores singles de todos os tempos pela virada de bateria que abria a faixa, pelo clima dos violinos e pelo fato de que quando você achava que sabia como era a melodia, ela tomava um rumo novo, mais cool, até cair num solo de teclados simulando sopro. "Working Day and Night" abria com uma percussão rapidinha e um loop de alguém ofegando que não devia nada a equivalentes atuais feitos com samplers. "Girlfriend" mostrava que Michael sabia jogar com economia uma voz doce numa balada, sem melar o resultado.

O disco estabeleceu a figura solo de Michael Jackson, rendeu hits mundiais e vendeu mais de dez milhões ao redor do mundo. E fez jus ao clichê número um dessa seção: depois dele, o pop nunca mais foi o mesmo.

Por | Camilo Rocha, Bizz#096, julho de 1993

1979 | OFF THE WALL

01 | Don't Stop 'til You Get Enough
02 | Rock with You
03 | Working Day and Night
04 | Get on the Floor
05 | Off The Wall
06 | Girlfriend
07 | She's Out of My Life
08 | I Can't Help It
09 | It's The Falling in Love
10 | Burn This Disco Out

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