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sábado, 20 de junho de 2020

Walter Franco


Walter Rosciano Franco iniciou sua carreira artística musicando peças teatrais na Escola de Arte Dramática, onde estudou.

Fez a trilha sonora de várias peças, entre as quais "Caminho que fazem Darro e Genil até o mar", de Renata Pallottini, "A caixa de areia", de Edward Albee, e o clássico grego "As bacantes", de Ésquilo.

Seu primeiro disco foi um compacto simples com a música "No fundo do poço", tema da novela "O hospital", da TV Tupi.

Em 1973, lançou o LP "Ou não", com arranjos de Rogério Duprat, provocando estranhamento ao misturar elementos pop e ritmos nordestinos com referências eruditas que extrapolavam o plano musical para se manifestarem também nas letras, bastante influenciadas pelo concretismo.

Participou dos seguintes festivais, geralmente provocando polêmica com suas letras e canções pouco convencionais: I Festival Universitário da TV Tupi (SP), com "Não se queima um sonho", interpretada por Geraldo Vandré; II Festival Universitário da TV Tupi (SP), com "Sol de vidro", defendida por Eneida e classificada em terceiro lugar; III Festival Universitário da TV Tupi (SP), com "Animal sentimental" e "Pátio dos loucos"; VII Festival Internacional da Canção, realizado pela Rede Globo, em 1972, com "Cabeça", que recebeu um prêmio especial; na mesma Rede Globo participou ainda do Festival Abertura, em 1973, com a música "Muito tudo", que ficou em terceiro lugar e tinha arranjo de Júlio Medaglia; Festival da TV Tupi, com "Canalha"; e do MPB Shell, com "Serra do luar".

Em 1974, Chico Buarque, no disco "Sinal fechado", gravou sua canção "Me deixe mudo". Ainda na década de 1970, lançou os LPs "Revolver" (1975) e "Respire fundo" (1978).

Na década de 1980, lançou os LPs "Vela aberta" e "Walter Franco" (1982), atuou como compositor de jingles e destacou-se com sua canção "Seja feita a vontade do povo", em 1984, durante a campanha das "Diretas Já". O disco "Ou não", considerado o seu melhor trabalho, foi reeditado em CD, em 1994, pela mesma gravadora que lançou o LP.

Em 1997, excursionou pelo Brasil com o show "Não violência", no qual apresentou uma série de novas composições como "Quem puxa aos seus não degenera", "Na ponta da língua", "É natureza criando natureza", "Nasça", esta parceria com o ex-Titã Arnaldo Antunes, "Sargento Pimenta", em homenagem a John Lennon, e "Totem", baseada em poema de José Carlos Costa Neto.

Em 2000, participou do Festival da Música Brasileira (Rede Globo) com sua canção "Zen" (c/ Cristina Villaboim). Ainda no ano 2000 foi homenageado no documentário , “Muito Tudo” , dos cineastas Bel Bechara e Sandro Serpa , destaque da mostra de audiovisual do MIS-SP (Museu da Imagem e do Som) e vencedor do Festival “É Tudo Verdade” do ano seguinte. “Muito tudo” também contou com a participação e os depoimentos de Augusto de Campos, Rogério Duprat , Júlio Medaglia , Arnaldo Antunes , Jards Macalé , Lívio Tratemberg , Jorge Mautner e Itamar Assumpção. Lançou, em 2001, o CD "Tutano", contendo suas composições "Zen", "Gema do novo" e "Acerto com a natureza", todas com Cristina Villaboim, "Nasça" (c/ Arnaldo Antunes), "Totem" (c/ José Carlos Costa Neto), "Quem puxa aos seus não degenera", "Na ponta da língua", "Ai, essa mulher", "Intradução", "Senha do motim", "Cabeça", "Distâncias" e "Muito tudo", além da faixa-título.

Em 2003, apresentou-se no Centro Cultural Banco do Brasil (RJ), dentro da série "Transgressores". Em 2015 comemorou 70 anos de vida em sua volta aos palcos com o show “Revolver!”, de seu LP homônimo de 1975. No mesmo ano se apresentou na Casa de Francisca (SP) na companhia do seu filho, Diogo Franco. Em 2016 se apresentou no programa Altas Horas da TV Globo, interpretando a música “Canalha”. Em 2017, em entrevista ao jornal O Tempo, renegou o título de “maldito” com que a imprensa o etiquetou durante as décadas de 70 e 80 ao lado de artistas como Jards Macalé, Sérgio Sampaio, Luiz Melodia, Itamar Assumpção, Fausto Fawcett, Jorge Mautner, Luís Capucho e Arrigo Barnabé.

Segundo ele, “essa história é uma balela e um equívoco. Por muito tempo tentaram nos estigmatizar com essa corrente, restringir o nosso público, sendo que, aonde vamos, o teatro lota, com pessoas da minha geração e uma juventude muito curiosa e ávida”, declarou.

Morreu aos 74 anos após sofrer um acidente vascular cerebral.

Texto retirado de | Dicionário Cravo Albin

1971 | TEMA DO HOSPITAL
(Compacto)


01. Tema do Hospital
02. Tire Os Pés do Chão






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1973 | OU NÃO

01. Mixturação
02. Água e Sal
03. No Fundo do Poço
04. Pátio dos Loucos
06. Flexa
07. Me Deixe Mudo
08. Xaxados e Perdidos
09. Doido de Fazê Dó
10. Vão de Boca
11. Cabeça

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1975 | REVOLVER

01. Feito Gente
02. Eternamente
03. Mamãe D´água
04. Partir do Alto / Animal Sentimental
05. Um Pensamento
06. Toque Frágil
07. Nothing
08. Arte e Manha
09. Apesar de Tudo é Muito Leve
10. Cachorro Babucho
11. Bumbo do Mundo
12. Pirâmides
13. Cena Maravilhosa
14. Revolver

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1978 | RESPIRE FUNDO

01. Respire Fundo
02. Fado do Destino
03. Coração Tranquilo
04. Lindo Blue
05. Até Breve
06. Criaturas
07. Os Bichos
08. Plenitude (Ubiqüidade)
09. Govinda
10. Berceuse dos Elefantes

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1980 | VELA ABERTA

01. Vela Aberta
02. O Dia do Criador
03. Canalha
04. Corpo Luminoso
05. Divindade
06. Tire os Pés do Chão
07. Como Tem Passado
08. Feito Gente
09. Me Deixe Mudo
09. Bicho de Pelúcia
10. O Blues é Azul

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1982 | WALTER FRANCO

01. Luz Solar
02. Quem É?
03. Luz da Nossa Luz
04. Pega no Ar
05. Mundo Pensativo
06. Filho Meu
07. Remador
08. No Exemplar de um Velho Livro
09. Paz do Mundo
10. Raça Humana

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2001 | TUTANO

01. Nasça
02. Quem Puxa aos Seus Não Degenera
03. Tutano
04. Na Ponta da Língua
05. Totem
06. Zen
07. Ai, Essa Mulher
08. Intradução
09. Senha do Motim
10. Cabeça
11. Gema do Novo
12. Acerto com a Natureza
13. Distâncias
14. Muito Tudo

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2018 | UM GRITO QUE SE ESPALHA
(Scream & Yell: Tributo a Walter Franco)


01. Dado | Pátio dos Loucos
02. André Prando | Canalha
03. Consuelo | O Dia do Criador
04. BIKE | Mixturação
05. Joe Silhueta | Cena Maravilhosa / Eternamente
06. Tamy | Serra do Luar
07. Juliano Gauche | Revolver
08. Os Gianoukas Papoulas | Quem Puxa aos Seus Não Degenera
09. Seamus Rock | Um Lindo Blue
10. Pão de Hamburguer | Vela Aberta
11. Dadalú | Coração Tranquilo
12. Marcelo Callado | Me Deixe Mudo
13. LaCarne | Feito Gente
14. Buenos Muchachos | Respire Fundo
15. Sergio Gonzalez Ariztizabal | Desprendáte (Bonus Track)

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RARIDADES & COVERS

01. Walter Franco | Muito Tudo (Ao Vivo 1977)
02. Walter Franco | Por um Triz (Faixa dos anos 70)
03. Walter Franco | Serra do Luar (1982)
04. Walter Franco | Canalha (Ao Vivo Festival da TV Tupi,1979)
05. Walter Franco | O Relógio (Arca de Noé 1980)
06. Walter Franco | Zen (Ao Vivo Festival da Música Brasileira, TV Globo, 2000
07. Walter Franco | Canalha (com Jards Macalé e Zeca Baleiro, Ao Vivo 2013)
08. Andróide | Cabeça Parte I
09. Andróide | Cabeça Parte II
10. Wanderléa | Feito Gente
11. Chico Buarque | Me Deixe Mudo
12. Leno | Me Deixe Mudo
13. Amelinha | Divindade
14. Jards Macalé | Cachorro Babucho
15. Elba Ramalho | O Dia do Criador
16. Leila Pinheiro | Serra do Luar
17. Camisa de Venus | Canalha
18. Olho Seco | Castidade–Feito Gente
19. Cólera | Feito Gente
20. Pato Fu | Coração Tranquilo (Trilha Sonora do Filme: Houve Uma Vez 2 Verões)
21. Ira! | Feito Gente
22. Patrícia Ahmaral | Mixturação
23. Titãs | Canalha
24. Zeca Baleiro | Respire Fundo (Ao Vivo 2012)

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quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015

Walter Franco


Um dos mais renomados, vanguardistas e geniais compositores brasileiros da década de 70, Walter Franco é um dos nomes mais importantes da música brasileira e um dos primeiros a fazer música concreta no país. Contestador, deixou quatro grandes discos nos anos 70, antes de entrar em uma reclusão e ser recuperado no ano 2000, com um documentário e no ano seguinte, com um novo disco. Desde então, Walter tem se apresentado e mostrado seu talento pelo país. Um enorme talento que merece uma homenagem humilde, mas sempre reverente.

Poucas pessoas sabem quem é Walter Franco, algo bem normal em um país que desconhece os artistas com mais de 10 anos de carreira ou quem busca um caminho totalmente pessoal e não se prende às armadilhas da indústria musical.

Mas, esse paulista nascido em 6 de janeiro de 1945, em São Paulo, foi um dos principais expoentes da música brasileira dos anos 70, ao lado de Jards Macalé, Itamar Assumpção, e por que não, Arnaldo Baptista.

Desde jovem, Walter mostrou tendências artísticas e por isso resolveu estudar teatro, onde compunha trilhas para algumas peças, além de se apresentar em festivais na virada dos anos 60 para os 70. Conseguiu alguma projeção quando Geraldo Vandré defendeu sua canção "Não se Queima um Sonho", entre outras.

Porém, seu primeiro momento solo aconteceu em 1972, no Festival Internacional da Canção, da Rede Globo, quando tocou "Cabeça". A confusão começou quando o júri formado por Nara Leão, Roberto Freire, Rogério Duprat, Júlio Medaglia e Décio Pignatari, resolveu premiar aquela música estranha, experimental, com poesia cortada, com o primeiro lugar, apesar das vaias da platéia.

Se a platéia odiou, o que dirá a conservadora emissora, nos anos de chumbo da ditadura. O resultado é que o júri foi demitido. Mas, o momento de tensão ficou ainda maior, quando Roberto Freire foi ao palco e denunciou toda a armação, junto com o grupo Pholhas. Acabou sendo preso por isso.

Walter já tinha chamado atenção suficiente para conseguir um contrato e em 1972 assinou com a Continental. O produtor escolhido para a empreitada seria o radialista Walter Silva, o Pica-Pau, mas ele resolveu chamar o amigo Rogério Duprat, para a missão, por não entender muito as idéias de seu xará.

Com total liberdade no estúdio, o apoio de Duprat, e a melhor tecnologia disponível na época, Walter estréia com o clássico disco Ou Não (também conhecido como Disco da Mosca ou Disco Branco). A capa trazia apenas uma mosca ao centro de um capa branca e apenas o título na contra-capa.

Ou Não foi um lançamento revolucionário. Walter utilizava técnicas incomuns, como a poesia concreta, repetições de fragmentos de letras e arranjos extremamente elaborados. Não são poucos os que consideram como a melhor estréia de um artista brasileiro.

No ano seguinte, Walter saiu com o show "A Sagrada Desordem do Espírito" onde se apresentava sozinho, com um violão e em posição de lótus. Seu único companheiro era a mesa de mixagem comandada por Peninha Schmidt e que era usada como uma orquestra, dando liberdade para Walter criar em cima do palco.

Walter e Jards Macalé durante o Festival AberturaEm 1975, Walter participa do Festival Abertura, com a música "Muito Tudo", ao lado de amigos, como Jards Macalé.

A música é uma homenagem a alguns ídolos, casos de João Gilberto e John Lennon. Os arranjos ficaram com o maestro Júlio Medaglia. E, para variar, Walter foi duramente vaiado pela platéia, apesar do terceiro lugar obtido.


Walter conseguiu mais uma polêmica quando ele, o flautista Tony Osanah e Medaglia subiram ao palco para apresentar a canção. Sob vaias intensas, e sem ter como se apresentarem, os três começaram a jogar um estranho jogo de dados, até que Medaglia rasgou a partitura e a atirou no público.

Mas nada disso seria páreo para o novo trabalho de Walter. Gravado em outubro de 1975 e lançado no ano seguinte, Revolver mostrava um Walter totalmente diferente. Antes de mais nada, o nome do disco é tirado do verbo "revolver" e não uma tradução do disco dos Beatles lançado em 1966 (até porque em português seria Revólver).

Contudo, há uma enorme influência de John Lennon na obra. Primeiro, porque Walter se veste de terno branco, como Lennon na capa de Abbey Road e em diagonal. Segundo, porque a sonoridade está mais perto do rock, com guitarras, e principalmente da sonoridade do ex-Beatle com sua Plastic Ono Band.

O álbum é uma pérola do começo ao fim, abrindo com "Feito Gente", um rock enérgico, conciso e com versos maravilhosos: "feito gente / feito fase / eu te amei / como pude / fui inteiro / fui metade / eu te amei / como pude... fui a vela / fui o vento / eu te amei / como pude / a partida / fui a volta...". Outros momentos inesquecíveis são a vinheta de sete segundos "Apesar de tudo é muito leve", a linda "Cachorro Babucho". Um dos discos mais importantes da nossa música, seja rock ou MPB, com Walter mostrando-se mais inspirado do que nunca e buscando novos horizontes.

Walter só voltaria a lançar um novo disco em 1978. O resultado seria outra obra-prima: Respire Fundo, que levou oito meses de gestação e mais de 200 músicos envolvidos.

O disco traz grandes clássicos, casos da faixa-título e de "Coração Tranqüilo", com o belíssimo verso "Tudo é uma questão de manter / a mente quieta / a espinha ereta / e o coração tranqüilo", explicitando a influência da filosofia oriental em sua vida e obra.

No ano seguinte, Walter lança outra obra fundamental, Vela Aberta. O disco trazia a controversa canção "Canalha", que rendeu a ele, novamente, vaias quando foi defendida no Festival da Tupy. Berrada, gritada, Walter recebeu enormes vaias e defendeu sua obra, dizendo que não estava chamando ninguém de canalha e apenas falando de uma dor canalha, que é a dor da existência de todo ser humano.

Outro grande momento é a faixa título, composta com seu pai, Cid Franco, que escreveu a letra.

Em 1981, ele ainda participou do festival, MPB-Shell, com a música "Serra do Luar", grande sucesso posteriormente na voz de Leila Pinheiro. No ano seguinte, lança um último disco antes da reclusão, apenas com seu nome, pela pequena gravadora Lança.

Após o disco, Walter desapareceu da mídia, fazendo poucos e esparsos shows. Sua voz só foi ouvida novamente, quando em 2000, foi realizado o documentário Walter Franco Muito Tudo, de 25 minutos e rodado em 16 mm, e com depoimentos do poeta Augusto de Campos (um de seus grandes fãs e amigo), que traduziu o poema "Um Lance de Dados", de Mallarmè, além de entrevistas com Rogério Duprat, Júlio Medaglia, Jorge Mautner, Nelson Jacobina, Jards Macalé, Lívio Tragtenberg, Leila Pinheiro e Itamar Assumpção.

Em 2001, Walter voltou aos estúdios e lançou Tutano, seu último disco pela pequena yesbrazil? e posteriormente pela Trama e com participações especiais, como a de Arnaldo Antunes.

Ele ainda continua dando seus shows, sendo reverenciado pelos novos músicos e por gente que não o conhecia, mas que acabaram virando novos fãs.

Em 2001, os dois primeiros discos dele foram relançados na série "Clássicos da MPB - Série Dois Momentos", com a edição produzida pelo baterista dos Titãs, Charles Gavin.

Por | Mofo

1971 | TEMA DO HOSPITAL
(Compacto)


01. Tema do Hospital
02. Tire Os Pés do Chão






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1973 | OU NÃO

01. Mixturação
02. Água e Sal
03. No Fundo do Poço
04. Pátio dos Loucos
06. Flexa
07. Me Deixe Mudo
08. Xaxados e Perdidos
09. Doido de Fazê Dó
10. Vão de Boca
11. Cabeça

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1975 | REVOLVER

01. Feito Gente
02. Eternamente
03. Mamãe D´água
04. Partir do Alto / Animal Sentimental
05. Um Pensamento
06. Toque Frágil
07. Nothing
08. Arte e Manha
09. Apesar de Tudo é Muito Leve
10. Cachorro Babucho
11. Bumbo do Mundo
12. Pirâmides
13. Cena Maravilhosa
14. Revolver

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1978 | RESPIRE FUNDO

01. Respire Fundo
02. Fado do Destino
03. Coração Tranquilo
04. Lindo Blue
05. Até Breve
06. Criaturas
07. Os Bichos
08. Plenitude (Ubiqüidade)
09. Govinda
10. Berceuse dos Elefantes

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1980 | VELA ABERTA

01. Vela Aberta
02. O Dia do Criador
03. Canalha
04. Corpo Luminoso
05. Divindade
06. Tire os Pés do Chão
07. Como Tem Passado
08. Feito Gente
09. Me Deixe Mudo
09. Bicho de Pelúcia
10. O Blues é Azul

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1982 | WALTER FRANCO

01. Luz Solar
02. Quem É?
03. Luz da Nossa Luz
04. Pega no Ar
05. Mundo Pensativo
06. Filho Meu
07. Remador
08. No Exemplar de um Velho Livro
09. Paz do Mundo
10. Raça Humana

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2001 | TUTANO

01. Nasça
02. Quem Puxa aos Seus Não Degenera
03. Tutano
04. Na Ponta da Língua
05. Totem
06. Zen
07. Ai, Essa Mulher
08. Intradução
09. Senha do Motim
10. Cabeça
11. Gema do Novo
12. Acerto com a Natureza
13. Distâncias
14. Muito Tudo

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