sexta-feira, 19 de outubro de 2018

Jane's Addiction


O Jane’s Addiction começou a ser concebido ainda nos últimos dias do Psi-Com, a primeira banda de Perry Bernstein, mais conhecido como Perry Farrell. Nesta época, Perry já vinha fazendo jams com o baixista Eric Avery, com a intenção de integrá-lo ao Psi-Com, o que acabou não se concretizando. Mas Eric e Perry continuaram tocando juntos e, logo após a dissolução do Psi-Com, a irmã de Eric apresentou à dupla o baterista Stephen Perkins. Este trouxe consigo um amigo guitarrista, Dave Navarro, e assim surgiu o Jane’s, cujo nome foi uma homenagem a uma amiga de Perry. Corria o ano de 1986 na ensolarada Los Angeles.

Desde o início, a música do Jane’s Addiction caracterizou-se por ser extremamente enérgica e original. Ligeiramente falando, um hard-rock com toques de punk-rock, funk, folk, rap e o que mais aparecesse na cabeça do criativo líder, vocalista e letrista Perry Farrell. A banda logo foi arrebanhando fãs em suas apresentações pelos clubes californianos e atraindo o interesse dos selos musicais. Mas antes de assinar com algum dos grandes que se apresentavam, a banda lançou seu debut autointitulado pela Triple X Records. Jane’s Addiction, o disco, traz músicas gravadas diretamente dos shows da banda, mas com vários retoques de estúdio, para tornar a coisa mais apresentável. O setlist da banda, que virou o tracklist do disco, já tinha algum corpo; além das canções próprias, o álbum é complementado pelos covers Rock & Roll do Velvet Underground e Sympathy for the Devil do Rolling Stones.

Depois de assinar com a Warner Brothers, a banda iniciou os trabalhos para seu primeiro disco de estúdio. Já neste momento algumas rusgas começaram a aparecer entre os membros, motivados por questões de ordem financeira. Com algum esforço conciliador, a banda permaneceu unida e lançou o clássico Nothing’s Shocking em 1988. Apesar das críticas positivas que recebeu, o disco não foi exatamente um grande sucesso de vendas, em parte pela recusa de muitas lojas em tê-lo em suas prateleiras devido à sua polêmica capa. Nothing’s Shocking traz já um punhado de grandes canções, como a instrumental de abertura Up the Beach, Ocean Size, Had a Dad e Summertime Rolls. Dois outros destaques, Jane Says e Pigs in Zen, são regravações de músicas que já tinham aparecido no primeiro disco. E há ainda Mountain Song, cujo clipe foi vetado pela MTV por apresentar cenas de nudez. O clipe foi posteriormente lançado no documentário Soul Kiss.

Na gravação do terceiro disco, novamente problemas de ordem interna quase botaram tudo a perder. Mesmo aos trancos e barrancos, o resultado das gravações foi memorável: Ritual De Lo Habitual, lançado em 1990, consolidou o Jane’s Addiction como uma das bandas-mãe do cenário alternativo que começava a despontar.

Em 1991, com a situação da banda cada vez mais insustentável (Dave Navarro e Eric Avery praticamente já não falavam com Perry Farrell), nasceu o Lollapalooza, idealizado por Farrell para ser o canto do cisne do Jane’s Addiction. Ao lado de nomes como Nine Inch Nails, Living Colour, Siouxsie and the Banshees, Butthole Surfers, Rollins Band e Violent Femmes, o Jane’s fez do festival um sucesso estrondoso, que se estendeu por várias cidades, incluindo até Toronto e Ontário, no Canadá, e tornou-se um evento anual. Após o Lollapalooza e mais algumas apresentações na Austrália e no Havaí, a banda separou-se. Nesse ano, ainda foi lançada pela Warner uma coletânea chamada Live and Rare, que traz faixas ao vivo, demos e uma remixagem de Been Caught Steeling, um dos hits do Ritual De Lo Habitual.

O Jane’s finalizou suas atividades, mas o Lollapalooza continuou e foi um dos suportes para a explosão do rock alternativo na primeira metade da década de 90, liderado pelas bandas de Seattle. A edição de 1992, por exemplo, teve em seus palcos Red Hot Chili Peppers, Ministry, Soundgarden, Jesus and Mary Chain, Pearl Jam, Seaweed, Stone Temple Pilots, Rage Against the Machine e ainda o Porno For Pyros, banda que Perry Farrell montou com Stephen Perkins. Farrell e Perkins também trabalharam juntos, montando o Deconstruction. Em paralelo a essas novas empreitadas, o legado do Jane’s foi tornando-se mais e mais admirado, com a banda ganhando uma importância tal que não chegou a desfrutar nos anos em que esteve na ativa.

Passados alguns anos, as desavenças esfriaram-se e, em 1996, Dave Navarro topou participar do disco Good God’s Urge do Porno For Pyros. Navarro estava então tocando no Red Hot Chili Peppers e de lá trouxe consigo Flea, para também contribuir no novo disco da banda de Perry. Em 1997 aconteceu uma nova parceria entre o Porno For Pyros, Flea e Navarro, dessa vez na gravação de uma música para a trilha-sonora de Private Parts. O encontro acabou evoluindo para uma turnê de reunião do Jane’s Addiction, com Flea como baixista, uma vez que Eric Avery decidiu não participar. A I-Its M-My Party Tour foi muito bem sucedida e rendeu até uma nova coletânea, a ótima Kettle Whistle, que traz faixas ao vivo, demos e algumas canções inéditas. Apesar desta confirmação fatual do crédito e dos muitos fãs que a banda ainda possuía, a reunião ficou somente nos shows. Ao final da turnê de pouco mais de um mês, novamente cada membro seguiu seu caminho.

Mas o fim definitivo do Jane’s Addiction ainda está para ser escrito. Em 2001, os mesmos três membros originais que haviam reunido-se em 1997 juntaram-se novamente para a Jubilee Tour, que teve ainda apresentações de Dave Navarro, divulgando seu primeiro disco solo, Trust No One. Novamente Eric Avery preferiu ficar de fora, e, como Flea estava envolvido com o Red Hot Chili Peppers, Martyn LeNoble, baixista do Porno For Pyros, se juntou ao grupo.

Porém desta feita a história teve um prosseguimento diferente da de 1997: a banda empolgou-se com o sucesso de sua nova turnê e decidiu entrar em estúdio para gravar um novo disco. Com o baixista Chris Chaney substituindo LeNoble e a produção de Bob Ezrin, Strays foi lançado em 2003. O disco não foi aclamado como foram os trabalhos iniciais do Jane’s Addiction, o que não impediu a banda de partir para uma grande turnê de divulgação, incluindo aí participação na edição de 2003 do Lollapalooza, que voltava a ser realizado depois de ter tido sua última edição em 1997.

Mas não demorou para que alguns antigos problemas de relacionamento voltassem a assombrar a banda. Em 2004 o Jane’s novamente separou-se e cada membro segue outra vez seu caminho: Navarro, Perkins e Chaney formaram The Panic Channel, e Perry Farrell, o Satellite Party.

Em 2006 tivemos mais uma coletânea, mas dessa vez sem maiores atrativos: Up From the Catacombs - The Best of Jane’s Addiction traz uma compilação de faixas de Ritual De Lo Habitual, Nothing’s Shocking e Strays, além da clássica versão ao vivo de Jane Says que aparece no Kettle Whistle.

Como era de se esperar, passado tempo suficiente para curar as rusgas entre os membros do Jane’s, a banda voltou a juntar-se. Em abril de 2008, em uma apresentação organizada pela NME para premiar a banda pela sua carreira, o Jane’s tocou com seu line-up original — Perry Farrell, Dave Navarro, Stephen Perkins e Eric Avery — pela primeira vez desde 1991. Depois disso, a banda voltou a tocar em novembro, em Los Angeles.

Em fevereiro de 2009 tivemos novos shows do Jane’s Addiction em sua terra natal, e logo depois a banda entrou em estúdio para gravar algumas faixas, com o apoio de Trent Reznor na produção. O resultado foi um EP chamado NINJA 2009 Tour Sampler, que traz duas músicas do Jane’s, duas no Nine Inch Nails e duas do Street Sweeper, a banda atual de Tom Morello. O disquinho serviu como aperitivo para uma tour que o Jane’s fez com o NIN ao longo do ano de 2009. Também neste ano tivemos o lançamento de A Cabinet of Curiosities, box set de raridades e faixas ao vivo, e uma passagem pelo Brasil, onde a banda tocou no Maquinaria Festival, em novembro, junto com o Faith No More.

No início de 2010, Eric Avery deixa o grupo e Duff McKagan, ex-Guns ‘n’ Roses, assume o baixo, ao mesmo tempo que a banda inicia os trabalhos para a gravação de um novo disco. Duff não fica muito tempo e para o seu lugar é convocado Dave Sitek, do TV on the Radio. The Great Escape Artist é lançado em 17 de outubro de 2011, e para os próximos shows, Chris Chaney volta a assumir o baixo, uma vez que Dave Sitek não irá participar das apresentações da banda.

Biografia retirada de | Dying Days

1985 | PSI COM

Membros:
Perry Farrell
Aaron Sherer
Vince Duran
Kelly Wheeler
Eric Avery

Faixas:
01. Ho Ka Hey
02. Human Condition
03. Xiola
04. City of 9 Gates
05. Winds

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1987 | JANE'S ADDICTION

01. Trip Away
02. Whores
03. Pigs in Zen
04. 1%
05. I Would for You
06. My Time
07. Jane Says
08. Rock & Roll
09. Sympathy
10. Chip Away

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1988 | NOTHING'S SHOCKING

01. Up the Beach
02. Ocean Size
03. Had a Dad
04. Ted, Just Admit It
05. Standing in the Shower...Thinking
06. Summertime Rolls
07. Mountain Song
08. Idiots Rule
09. Jane Says
10. Thank You Boys
11. Pigs in Zen

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1990 | RITUAL DE LO HABITUAL

01. Stop
02. No One's Leaving
03. Ain't No Right
04. Obvious
05. Been Caught Stealing
06. Three Days
07. Then She Did
08. Of Course
09. Classic Girl

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1991 | LIVE AND RARE

01. Been Caught Stealing (Remix)
02. Had A Dad (Demo)
03. L.A. Medley (Live): L.A. Woman/Nausea/Lexicon Devil
04. Had A Dad (Live)
05. Three Days (Part 1)
06. Three Days (Part 2)
07. I Would For You (Demo)
08. Jane Says (Demo)
09. No One's Leaving (Live)
10. Ain't No Right

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1994 | ADDICTED (Box Set Live)

DISCO 1
01.Up The Beaches
02. Up The Beach
03. Whores
04. 1%
05. No One’s Leaving
06. Ain’t No Right
07. Had A Dad (Then She Did…)
08. Been Caught Stealing (Had A Dad)
09. Three Days (Been Caught Stealing)
10. Mountain Song
11. Stop!
12. Summertime Rolls
13. My Time
14. Whores
15. Pigs In Zen
16. Ain’t No Right
17. I Would For You
18. Idiots Rule

DISCO 2
01 .Trip Away
02. Mountain Song
03. Up The Beach
04. Mountain Song
05. 1%
06. Idiots Rule
07. Ain’t No Right
08. Ted, Just Admit It…
09. Had A Dad
10. Chip Away
11. Been Caught Stealing (remix)
12. Had A Dad (demo)
13. L.A. Medley
14. Had A Dad
15. I Wold For You (demo)
16. Jane Says (demo)
17. No One’s Leaving
18. Ain’t No Right
19. Classic Girl

DISCO 3
01. Kettle Whistle
02. Obvious
03. Bobhaus
04. Chip Away
05. Ocean Size
06. Idiots Rule (Slow Divers)
07. Summertime Rolls (Idiots Rule)
08. Mountain Song (Summertime Rolls)
09. Slow Diver (Mountain Song)
10. My Cat’s Name is Maceo
11. Idiots Rule
12. Classic Girl
13. Up The Beach
14. Suffer Some
15. Thank You Boys
16. Summertime Rolls
17. City
18. Ocean Size

DISCO 4
01. Stop!
02. Standing In The Shower… Thinking
03. Ain’t No Right
04. Three Days
05. Up The Beach
06. Whores
07. Standing In The Shower… Thinking
08. Ain’t No Right
09. Three Days
10. Been Caught Stealing
11. Obvious
12. Trip Away
13. Mountain Song

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1997 | KETTLE WHISTLE

01. Kettle Whistle
02. Ocean Size
03. My Cat's Name is Maceo
04. Had a Dad
05. So What
06. Jane Says
07. Mountain Song
08. Slow Drivers
09. Three Days
10. Ain't No Right
11. Up the Beach
12. Stop
13. Been Caught Stealing
14. Whores
15. City Song

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2003 | STRAYS

01. True Nature
02. Strays
03. Just Because
04. Price I Pay
05. The Riches
06. Superhero
07. Wrong Girl
08. Everybody's Friend
09. Suffer Some
10. Hypersonic
11. To Match the Sum

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2006 | UP FROM THE CATACOMBS
The Best of Jane's Addiction

01. Stop
02. Ocean Size
03. Whores
04. Ted, Just Admit It
05. Ain't No Right
06. Had a Dad
07. Superhero
08. Been Caught Stealing
09. Just Because
10. Three Days
11. I Would For You
12. Classic Girl
13. Summertime Rolls
14. Mountain Song
15. Pigs in Zen
16. Jane Says (live)

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2009 | A CABINET OF CURIOSITIES (BOX SET)

DISCO 1
01. Jane Says (Radio Tokyo Demo)
02. Pigs In Zen (Radio Tokyo Demo)
03. Mountain Song (Radio Tokyo Demo)
04. Had A Dad (Radio Tokyo Demo)
05. I Would For You (Radio Tokyo Demo)
06. Idiots Rule (Demo)
07. Classic Girl (Demo)
08. Up The Beach (Demo)
09. Suffer Home (Demo)
10. Thank You Boys (Demo)
11. Summertime Rolls (Demo)
12. City (Demo)
13. Ocean Size (Demo)
14. Stop! (Demo)
15. Standing In The Shower…Thinking (Demo)
16. Ain’t No Right (Demo)
17. Three Days (Demo)

DISCO 2
01. Ted, Just Admit It… (Demo)
02. Maceo (Demo)
03. No One’s Leaving (Demo)
04. My Time (Rehearsal)
05. Been Caught Stealing (12” Remix Version)
06. Ripple
07. Don’t Call Me Nigger, White (With Ice-T & Ernie-C)
08. L.A Medley: L.A Woman/Nausea/Lexicon Devil (Live 1989)
09. Kettle Whistle (Live 1987)
10. Whole Lotta Love (Live 1987)
11. 1970 (Live 1987)
12. Bobhaus (Live 1989)

DISCO 3
01. Drum Intro (Live)
02. Up The Beach (Live)
03. Whores (Live)
04. 1% (Live)
05. No One’s Leaving (Live)
06. Ain’t No Right (Live)
07. Then She Did… (Live)
08. Had A Dad (Live)
09. Been Caught Stealing (Live)
10. Three Days (Live)
11. Mountain Song (Live)
12. Stop! (Live)
13. Summertime Rolls (Live)
14. Ocean Size (Live)

DISCO 4: DVD
Documentário Soul Kiss: The Fan's Video
01. Mountain Song
02. City

Videoclips
01. Had A Dad
02. Ocean Size
03. Stop!
04. Been Caught Stealing
05. Classic Girl
06. Ain’t No Right

Live At The City Square, Milan, Italy, For MTV Italy (10/11/1990)
01. Whores
02. Then She Did…
03. Three Days

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2011 | THE GREAT ESCAPE ARTIST

01. Underground
02. End to the Lies
03. Curiosity Kills
04. Irresistible Force (Met the Immovable Object)
05. I'll Hit You Back
06. Twisted Tales
07. Ultimate Reason
08. Splash a Little Water on It
09. Broken People
10. Words Right Out of My Mouth

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BOOTLEGS


1987 | CATTLE CLUB, SACRAMENTO | DOWNLOAD
1987 | LIVE & PROFANE | DOWNLOAD
1989 | LIVE BOOTLEG | DOWNLOAD
1990 | LIVE & INSANE - L.A. PALADIUM | DOWNLOAD
1991 | DOWN IN FLAME | DOWNLOAD
1991 | LIVE AT KING COUNTY FAIRGROUNDS | DOWNLOAD
1998 | CAT CLUB NYC | DOWNLOAD
2003 | DAT MASTER | DOWNLOAD

quarta-feira, 17 de outubro de 2018

Almost Famous | Quase Famosos

Direção | Cameron Crowe
Produção | Cameron Crowe | Ian Bryce
Roteiro | Cameron Crowe
Estados Unidos | 2000

Elenco
Billy Crudup | Frances McDormand
Kate Hudson | Jason Lee | Philip Seymour Hoffman

Música | Nancy Wilson

Dirigido por Cameron Crowe, o longa se passa em 1973 e conta a história do jovem Willie (Patrick Fugit), de 15 anos. O garoto, que vem de uma educação superprotetora da mãe Elaine (Frances McDormand), é um apaixonado pelo rock and roll, influenciado por sua irmã mais velha, Anita (Zooey Deschanel).

Willie escreve para pequenas revistas de Los Angeles até conhecer o crítico musical Lester Bangs (Phillip Seymour Hoffman), que passa a lhe dar dicas preciosas, além da oportunidade de escrever para uma revista de maior porte, a Cream. Ao tentar acompanhar uma apresentação do Black Sabbat, Willian é barrado na entrada, porém, com o auxílio da banda emergente Stillwater, consegue entrar no show. Por lá, faz amizades com os integrantes da banda e com a jovem Penny Lane ( Kate Hudson), que o leva a conhecer os bastidores das turnês do rock.

Já inserido no meio dos rockeiros, o garoto recebe um convite da revista Rolling Stone para escrever algum artigo. O jovem propõe a elaboração de uma matéria sobre o Stillwater, que em seu entendimento, é uma grande promessa do rock. A revista aceita, e o garoto, contra a vontade da mãe, sai para acompanhar a turnê dos roqueiros pelo país.

A aventura do garoto é cheia de aprendizados, em que ele vivencia todos os elementos do mundo do rock: guerra de egos, problemas com drogas, o fanatismo das groupies, a conturbada relação dos músicos com produtores e imprensa. Além disso, ele vive uma incessante dúvida : ser leal aos seus amigos do Stilwatter ou relatar com fidelidade tudo o que acompanha, inclusive as coisas negativas? Para complicar ainda mais, o rapaz se vê envolvido emocionalmente com Penny Lane, que tem uma relaçao com o guitarrista da banda, Russel Ramond (Billy Crudup).

Com todo esse cenário e questões, o filme é obrigatório a qualquer fã de rock’and roll. Possui uma trilha sonora para agradar qualquer roqueiro: Black Sabbath, Led Zeppelin, Deep Purple, Yes, entre outros. Tem uma visão nostálgica e apaixonante de uma época em que nós, fãs do rock, com certeza iríamos querer ser ou integrante de uma banda ou jornalista, para estar, no mínimo, próximo aos ídolos desse fascinante período. Além disso, possui uma crítica bastante perspicaz, ao deixar claro como apenas uma linha tênue pode separar a fama do anonimato.

2000 | ALMOST FAMOUS
(Quase Famosos)
Music From The Motion Picture


THE COMPLETE SOUNDTRACK
(In Alphabetic Order)


01. Black Sabbath | Paranoid
02. Black Sabbath | Sweet Leaf
03. Blodwyn Pig | Dear Jill
04. Brenton Wood | Oogum Boogum Song
05. Buddy Holly | Peggy Sue
06. Cat Stevens | The Wind
07. Chicago | Colour My World
08. Clarence Carter | Slip Away
09. David Bowie | I'm Waiting For The Man
10. Deep Purple | Burn
11. Dr. Hook | Cover Of The Rolling Stones
12. Elton John | Mona Lisa's And Mad Hatters
13. Elton John | Tiny Dancer
14. Fleetwood Mac | Future Games
15. Free | Wishing Well
16. Iggy Pop & The Stooges | Search And Destroy
17. Jethro Tull | Teacher
18. Jimi Hendrix | Voodoo Child (Slight Return)
19. Joni Mitchel | River
20. Led Zeppelin | Bron|Yr|Aur
21. Led Zeppelin | Misty Mountain Hop
22. Led Zeppelin | Tangerine
23. Led Zeppelin | That's the Way
24. Led Zeppelin | The Rain Song
25. Little Feat | Easy To Slip
26. Lynyrd Skynyrd | Simple Man
27. MC5 | Looking At You
28. Nancy Wilson | Cabin In The Air
29. Nancy Wilson | Lucky Trumble
30. Neil Young & Crazy Horse | Cortez The Killer
31. Neil Young & Crazy Horse | Everybody Knows This Is Nowhere
32. Pete Droge | Small Time Blues
33. Rod Stewart | Every Picture Tells A Story
34. Simon & Garfunkel | America
35. Steely Dan | Reeling in the Years
36. Stevie Wonder | My Cherie Amour
37. Stillwater | Chance Upon You
38. Stillwater | Fever Dog
39. Stillwater | Hour of Need
40. Stillwater | Love Comes and Goes
41. Stillwater | Love Thing
42. Stillwater | You Had To Be There
43. The Allman Brothers Band | One Way Out
44. The Beach Boys | Feel Flows
45. The Chipmunks | The Chipmunk Song
46. The Guess Who | Albert Flasher
47. The Raspberries | Go All The Way
48. The Seeds | Mr. Farmer
49. The Who | Sparks
50. Thunderclap Newman | Something In The Air
51. Todd Rundgren | It Wouldn't Have Made Any Difference
52. Yes | Roundabout
53. Yes | Your Move (Single Version)

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terça-feira, 16 de outubro de 2018

The Walkabouts


Durante estes onze anos, os Walkabouts têm desenvolvido uma folk music profundamente humana, muito além de toda a superficialidade americana: música para e sobre as pessoas. Música que mescla a vida, o poder dos cantores de gospel e folk, os antigos compositores americanos e o punk britânico.

Quando Chris Eckman e Carla Torgerson se encontram pela primeira vez, em 1983, Eckman toca canções dos Buzzcocks, com a sua guitarra eléctrica, enquanto Torgerson, toca guitarra acústica, dominado pela folk. Ao longo da história da banda, este contraste sempre caracterizou os Walkabouts, embora o alcance da expressão musical tenha crescido. Os Walkabouts estão agora longe de serem os designados folkrockers dos primeiros tempos.

Após dois álbuns gravados para a Virgin Records, Devil's Road e Nighttown, ambas as partes não atingem um acordo satisfatório, no que respeita ao futuro da banda e quebram o contrato. Sem animosidades, sem arrependimentos, mas também sem evolução, o passo seguinte é óbvio, quer por motivos emocionais, quer racionais, ou seja, encontrar uma nova editora. O convite para efectuarem múltiplos álbuns, bem como projectos paralelos vem da Glitterhouse Records, com quem continuam a trabalhar.

See Beautiful Rattlesnake Gardens, o álbum de estreia da banda, foi recebido entusiasticamente pela imprensa, apesar de algumas insuficiências sonoras. A banda, porém, não parecia ajustar-se ao panorama musical que dominava Seattle, uma vez que o punk de garagem, o metal e o provincialismo americano acabavam de gerar um bastardo chamado grunge, que escolhe para representante a editora Sub Pop, a mesma dos Walkabouts. A Sub Pop passa a ser uma espécie de editora oficial do grunge, negligenciando os Walkabouts, e caracterizando-os, algo desdenhosamente, como "uma banda não grunge".

Entre 1989 e 1991, os Walkabouts (Chris Eckman e Carla Torgerson, acompanhados de Grant Eckman na bateria, Michael Wells no baixo e Glenn Slater nas teclas), lançam Cataract e Scavenger, bem como o EP Rag And Bone (actualmente disponíves num único CD).

Antes de deixaram a Sub Pop, em 1992, partem em tourné com temas como Camper Van Beethoven e Verlaines, e a Sub Pop Europe aproveita ainda para lançar New West Motel (1993), Satisfied Mind (1993), Setting The Woods On Fire (1994), To Hell And Back (1994), e a compilação Death Valley Days - Lost Songs And Rarities, 1985 – 1995, que posiciona os Walkabouts no topo do mercado independente europeu.

New West Motel aparece com sonoridades na esteira de Neil Young e Satisfied Mind revela um novo lado dos Walkabouts: versões algo desconhecidas, executadas, principalmente, com instrumentos acústicos, e interpretadas em conjunto com numerosos amigos.

Setting The Woods On Fire denota as habilidades da banda para novas realizações no género da música pop: baladas tristes e escuras revezam-se com canções intrusas, e prescrevem o desenvolvimento da indie-folk na pop urbana.

À medida que se envolvem no panorama internacional, as suas canções transformam-se em autênticos hinos urbanos de crepúsculo. A sensação melancólica da realidade conduz a banda a uma consistência profunda.

Devil's Road e Nighttown tocam as pessoas pelas suas características de música de câmara, bem como pela sua engenhosa organização dos instrumentos de cordas. A cooperação com a Warsaw Philharmonics, em Devil's Road, provoca grande agitação e as actuações ao vivo atingem momentos triunfais.

Nighttown refina esta nova tendência da música dos Walkabouts, alimentando já o nascimento de Trail Of Stars, numa espécie de perseguição fascinante pelo desenvolvimento recursivo, o que deixa as canções respirarem de um modo mais profundo. Em cada nota, este álbum eleva as habilidades expressivas da banda e controla, disciplinadamente, a música no seu melhor.

Tudo é um pouco melhor, um pouco mais surpreendente. A bateria de Terri Moeller é acentuada por ritmos jazzísticos e fragmentos electrónicos harmoniosos. Fred Chalenor abandona as suas habilidades rítmicas e, apoiando-se em experiências passadas com John Zorn e outros, recria interpretações tangíveis a um máximo sensível. Phil Brown regista e co-produz o álbum. O seu talento morno e os seus arranjos explicam o segredo de cada nota: é um reflexo evidente do seu trabalho com os Talk Talk, (nos últimos dois álbuns, Spirit Of Eden e Laughing Stock), com Mark Hollis e Kristin Hersh, entre outros.

Os Walkabouts acabam de ver lançada, no mercado português, uma edição limitada do álbum Train Leaves at Eight, com versões de Jacques Brel, José Mário Branco, dEUS, Neu!, François Breut, Ivano Fossati, entre outros, numa interessantretirado do blog e homenagem à música europeia.

Texto | Nardo Barrini

2011 | DEVIL'S ROAD

01. The Light Will Stay On
02. Rebecca Wild
03. The Stopping Off Place
04. Cold Eyes
05. Christmas Valley
06. Blue Head Flame
07. When Fortune Smiles
08. All For This
09. Fairground Blues
10. The Leaving Kind
11. Forgiveness Song

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sábado, 13 de outubro de 2018

Peter Tosh


Peter Tosh é uma figura icônica que vai além da música: além de gravar alguns dos discos mais importantes de reggae, era incontrolável. Era mais ou menos isso que Chris Blackwell, empresário da Island Records que alçou a carreira solo de Bob Marley, achava de Tosh quando recusou-se a gravar um disco solo do ex-membro do The Wailers. Tosh ficou puto, rompeu com o Wailers e entrou em discussão diversas vezes com seu parceiro Bob.

Então, Peter conseguiu um contrato com a CBS e gravou Legalize It em 1976, quase um disco-manifesto que refletia sua indignação com os rumos da Jamaica nas mãos dos republicanos, ao mesmo tempo em que mostrava sua postura decidida em relação à marijuana. A própria faixa-título, que viria a se tornar sua música mais conhecida, é um hino regueiro geralmente entoado por junkies que adoram procurar motivos para enaltecer o uso da maconha.

Peter Tosh já apanhou da polícia, sofreu com a repressão do governo jamaicano, foi rejeitado. E também ajudou a construir a discografia básica do reggae junto a Bob Marley e Bunny Wailer em discos como Burnin’ e Catch a Fire. Mas o disco mais maduro e talvez mais beligerante de todo o universo reggae veio em 1977, com o lançamento de Equal Rights.

‘Se quiser viver/É melhor me tratar bem‘, avisa Peter Tosh em “Stepping Razor” (escrita por Joe Higgs), que diz passar como uma navalha por cima daqueles que duvidam de sua crueldade. Ele poderia estar atuando, mas a canção soa como uma versão sincera de sua visão de mundo. Entre as inúmeras características que poderiam denominá-lo de revolucionário, a principal delas é que ele era muito combativo. E a música era a sua principal arma.

Equal Rights também é um disco muito idiossincrático. O maior exemplo disso é a canção “I Am That I Am”, um rocksteady mais íntimo levado pelo teclado quase melancólico de Earl Lindo e backing vocals de Bunny Wailer. Na canção, ele diz que não veio ao mundo para surpreender alguém e nem espera o mesmo de qualquer outro.

Neste disco, Tosh também fez questão de cravar a sua versão para “Get Up, Stand Up” – que ganha uma intensidade maior tratando-se de Peter Tosh, já que ele era bem mais agitador que Bob. Esta canção abre o disco com um solo rhytm’n blues cativante de Al Anderson. O vocal não é tão marcante quanto a versão de Bob Marley, mas esta canção tem uma relação empírica incontestável com a biografia do cantor que nunca ‘desistiu da luta‘.

De todas as músicas do disco, as duas em que mais percebemos sua maturidade como compositor são “Downpressor Man” e “Apartheid”. A primeira tem uma bela profusão instrumental e soa quase como uma ironia do destino quando se relaciona com sua morte, em 1987. A canção fala da impossibilidade de se esconder de seus atos; Tosh nunca fez isso, mas foi assassinado em sua casa por bandidos com quem mantinha contato. Não quis se esconder, nem fugir. Tiraram-lhe a vida, mas a honra ficou intacta.

Já “Apartheid” soa como um prelúdio para Bob Marley gravar o disco Survival dois anos depois. A canção fala de resistência, mas sempre evocando o ouvinte a não ficar passivo. Todas as músicas de Peter Tosh causam alguma reação no ouvinte, e “Apartheid” é um de seus melhores exemplos. “Você conquistou suas forças/Através de poderes coloniais/Pegando meus diamantes/Abastecendo mísseis balísticos”.

Texto | Tiago Ferreira

1977 | EQUAL RIGHTS

01. Get Up, Stand Up
02. Downpressor Man
03. I Am That I Am
04. Stepping Razor
05. Equal Rights
06. African
07. Jah Guide
08. Apartheid


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quarta-feira, 10 de outubro de 2018

Chicago Transit Authority


Quando o nome da banda Chicago é citado a maior parte das pessoas se recorda apenas dos sucessos melosos que marcaram a carreira da banda a partir da segunda metade da década de 70 especialmente a enjoadíssima (embora muito bem estruturada) balada "If You Leave Me Now" do disco Chicago X de 1976.

O que poucos sabem é que a banda que havia começado em 1967 como o nome de The Big Thing era uma das bandas mais inovadoras do rock na transição dos anos 60 para os anos 70. A banda promovia uma mistura de altíssima octanagem de Rock, música clássica e Jazz e certamente estão entre os grupos chaves para se compreender melhor o estilo conhecido como Jazz Rock.

Em 1968 já com sua formação mais clássica fechada com Robert Lamm (teclados e voz), Peter Cetera (baixo voz), Danny Seraphine (Bateria), Terry Kath (guitarra e voz), Lee Loughnane (trompete e voz), James Pankow (Trompete) Walter Parazaider (instrumentos de sopros em geral e voz); e sob a tutela do produtor James William Guercio (que também produziu o histórico segundo álbum do Blood, Sweat & Tears) a banda passou a se chamar para Chicago Transit Authority. Porém, ao ser informado dessa situação a companhia de trânsito da referida cidade ameaçou processar o grupo que teve reduzir seu nome para Chicago.

No fim do ano o grupo assinou contrato com a Columbia Records e em janeiro de 1969 se iniciaram as gravações do debut do grupo o hoje clássico "Chicago Transit Authority".

Ao fim das gravações ficou claro que o trabalho deveria ser lançado como um LP duplo, o que era uma ousadia para um grupo estreante segundo os diretores da gravadora que só concordaram com a ideia após a banda desistir de parte dos Royalties ganhos com a venda de discos.

O disco abre com "Introduction", um frenético tema de jazz trazendo a seção de metais em primeiro plano que vem assinado por um curto porém marcante solo de guitarra por cortesia de Mr Kath.

Quebrando o clima da faixa anterior, o disco prossegue com uma das mais belas baladas já feitas por uma banda de Rock "Does Anybody Really Knows What Time It Is?", que se inicia com uma bela paisagem voz e piano, ganhando contorno definitivo com uma "suculenta" seção de metais.

"Beginnings" é daquelas faixas que cativam logo de cara com sua bela introdução ao violão, harmonias luminosas e sopros/metais em estado de levitação. A variedade de vozes solistas dessa formação do Chicago era um elemento que se destacava nas músicas do grupo, principalmente o contraste entre a vozes de tenor Peter Cetera e a um pouco mais grave de Robert Lamm ou a de barítono de Terry Kath.

A contagiante "Questions 67 And 68", com o seu marcante refrão, traz novamente os instrumentos de sopros em destaque, enquanto Kath toma de assalto os rock "Listen" e "Poem 58" com uma performance no mínimo soberba.

"Free Form Guitar" traz apenas Kath explorando a distorção e o feedback para o guitarra em um momento totalmente experimental. Segundo consta encarte do disco essa faixa foi concebida sem a utilização de pedais de efeito e gravada em apenas um único take com a guitarra plugada diretamente no amplificador. É interessante abrir aqui um parênteses para mencionar o fato de que Terry é considerado um dos mais versáteis guitarristas de sua geração, especialmente nas apresentações ao vivo do grupo.

A banda explora uma sonoridade mais pesada no hard rock rasgado de "South California Purples", um dos destaques do disco. Mas o álbum chega ao se clímax é com a releitura incendiária de "I'm A Man" do Spencer Davis Group, com direito a uma incansável quebradeira de percussão.

"Prologue" e "Someday" foram gravadas ao vivo em 29 de agosto de 1968 durante a convenção do partido democrata na cidade natal da banda e demonstrava o interesse da banda por questões políticas. O disco se encerra com "Liberation" uma deliciosa jam onde Kath reina absoluto com um magnânimo solo de guitarra.

O disco alcançou relativo sucesso em seu lançamento atingindo a 17ª e a 9ª posição nas paradas de sucesso americana e britânica respectivamente. Visto como uma obra cuja força se concentrava no conjunto de canções o disco demorou a produzir singles de sucesso e "Does Anybody Really Knows What Time It Is?" (7ª posição) e "Beginnings"/"Question 67 And 68" (7ª e 21ª posições)só foram editadas no formato de single em 197 0e 1971 respectivamente.

Um dos mais impressionantes trabalhos de estreia na história do Rock "Chicago Transit Authority" é presença obrigatória em uma boa discoteca básica.

Texto | Tiago Ferreira

1969 | CHICAGO TRANSITY AUTHORITY

01. Introduction
02. Does Anybody Knows Really What Time It Is?
03. Beginnings
04. Question 67 And 68
05. Listen
06. Poem 58
07. Free Form Guitar
08. South California Purples
09. I'm A Man
10. Prologue (29 August,1968)
11. Someday (29 August,1968)
12. Liberation

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domingo, 7 de outubro de 2018

Peter Frampton


Fingerprints , lançado em 2006, éo 13º álbum de estúdio de Peter Frampton e seu primeiro álbum instrumental, e conta com participações de amigos e conhecidos musicais.

Ganhou um Grammy em 2007 pelo Melhor Álbum Instrumental Pop

2006 | FINGERPRINTS

01. Boot It Up
02. Ida y Vuelta (Out and Back)
03. Black Hole Sun
04. Float
05. My Cup of Tea
06. Shewango Way
07. Blooze
08. Cornerstones
09. Grab a Chicken
10. Double Nickels
11. Smoky
12. Blowin’ Smoke
13. Oh When…
14. Souvenirs de Nos Peres (Memories of Our Fathers)

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quinta-feira, 4 de outubro de 2018

Rebel Son


Rebel Son é uma banda norte-americana de rockabilly/country rock , fundada em Raleigh, Carolina do Norte. É formada por Tom Warwick (Bateria), Lee Johnson (Vocal e Guitarra) e Dave Schneider (Baixo).

O trio toca o verdadeiro "Rockabilly Redneck", com letras que falam do cotidiano sulista, bebidas e coisas ilegais, só vividas por aqueles que vivem lá no Sul dos Estados Unidos. Um som desbocado e caipira, que simplesmente não dá a mínima para o que você está achando de suas canções.

A Rebel Son passeia por influências que vão desde Waylon Jennings, David Allan Coe, Brian Setzer, Johnny Cash ao Led Zeppelin.

A banda vem lançando um álbum por ano, todos pelo selo da mesma gravadora, a Hot Rod Hell Records. O álbum de estreia da banda é o Articles Of Confederation, gravado em 28 de abril de 2004. O segundo álbum Choke On Smoke veio em 7 de maio de 2005, seguido por Unreconstructed que foi lançado no dia 3 de maio de 2006. Um ano depois, é gravado Declaration Of Disaffection, em 3 de maio de 2007. Em 2008, é gravado All My Demons, o quinto álbum de estúdio, que foi lançado em 9 de maio do mesmo ano. O sexto álbum de estúdio chama-se Bitch, gravado no dia 28 de abril de 2009. Já em 2010, Outhouse Of Representatives é o sétimo álbum de estúdio da banda, gravado no dia 18 de maio de 2010. O último álbum gravado é o Guitar Man, lançado no dia 24 de maio de 2011.

2004 | ARTICLES OF CONFEDERATION

01. 1-2-3
02. This Old Train
03. One Way Or Another
04. Long, Tall Bottle
05. Move Down The Line
05. Move Down The Line
07. I'll Get You Back
08. Tell Me A Little Lie
09. You Can't Wash The Red Out Of My Redneck
10. Dog Named Dammit
11. Drunk As A Skunk
12. Sittin' Up Drinkin' With Robert E. Lee
13. What Part Don't You Understand

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segunda-feira, 1 de outubro de 2018

Marcos Valle


MARCOS VALLE | UM MÚSICO A FRENTE DO TEMPO

“A obra dos irmãos Marcos e Paulo Sérgio Valle não se resume a “Samba de Verão” e tampouco a “Viola Enluarada”. Ela vai além, muito além. O primeiro álbum dos irmão Valle, que data de 1963 e os quatro seguintes, possuem um caráter totalmente Bossa Nova. Mas é a partir de 1969, com o álbum “Mustangue Cor de Sangue”, que isso passa a tomar outro rumo.

Algumas faixas de “Mustang…” mostram o caminho que os irmãos seguiriam dali em diante.

No álbum seguinte eles caem de cabeça na cultura black. Funk, soul, samba, rock, psicodelia, jazz, tropicalismo e mais um milhão de elementos formam a vitamina musical gerada por ambos.”

1969 | MUSTANG COR DE SANGUE
Primeiro disco dessa fase mais “moderna” dele. Ai começaram as misturas do samba com soul, psicodelia e tropicalismo.

No baixo o grande Novelli , o lendário Vitor Manga (da Brazuca de Antônio Adolfo) na bateria e participação de Milton Nascimento nos vocais da última faixa.

Letras totalmente atuais, como a faixa titulo que critica o consumismo da sociedade.

01. Mustang Cor de Sangue
02. Samba de Verão 2
03. Catarina e o Vento
04. Frevo Novo
05. Azimuth
06. Dia de Vitória
07. Os Dentes Brancos do Mundo
08. Mentira Carioca
09. Das Três às Seis
10. Tigre da Esso que Sucesso
11. O Evangelho Segundo San Quentin
12. Diálogo
Faixas bônus:
13. Azymuth (Versão Alternativa)
14. Tigre da Esso que Sucesso (Instrumental)
15. Freio Aerodinâmico (Azymuth nº 2)
16. Beijo Sideral (Compacto)

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1970 | MARCOS VALLE (com Som Imaginário)
Nesse disco ele já vai mais além nas influências soul e funk, com ajuda do Som Imaginário que traz arranjos muito modernos pra epoca e temas também modernos como o sexo.

Participação dos Golden Boys nos vocais da faixa Esperando o Messias, onde também se destaca a Ocarina (flauta indígena) tocada pelo saudoso Zé Rodrix.

Destaque pra versão lisérgica de Grilos com direito a guitarra fuzz e pra suite Imaginária uma música bela e louca com total cara do Som Imaginário e vocais belos de Angela Valle (irmã dele), uma bossa nova progressiva.

01. Quarentão Simpático
02. Ele e Ela
03. Dez Leis (Is That Law)
04. Pigmalião
05. Que eu Canse e Descanse
06. Esperando o Messias
07. Freio Aerodinâmico
08. Os Grilos
09. Suíte Imaginária: Canção – Corrente – Toada – Dança
Faixas bônus
10. Esperando o Messias (Instrumental)
11. Freio Aerodinâmico (Instrumental)
12. Berenice (Compacto)

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1971 | GARRA
Disco com mais pegada Funk ainda, mas sem deixar de lado o samba claro.

Destaques pra Com mais de 30 (Titãs se inspirou nisso pra fazer 32 dentes), 26 anos de Vida Normal que foi gravada também pelo Tremendão e tem uma letra muito boa sobre comodismo e Black is Beautiful que ficou famosa na voz da Elis Regina.

A banda que toca no disco contava com feras como Robertinho Silva na bateria, Capacete que tocou com Tim Maia no baixo, Geraldo Vespar na guitarra e mais o grande pianista Dom Salvador.

01. Jesus Meu Rei
02. Com Mais de 30
03. Garra
04. Black is Beautiful
05. Ao Amigo Tom
06. Paz e Futebol
07. Que Bandeira
08. Wanda Vidal
09. Minha Voz Virá do Sol da América
10. Vinte e Seis Aanos de Vida Normal
11. O Cafona
Faixas bônus
12. Com Mais de 30 (Instrumental)
13. Garra (Instrumental)
14. Black is Beautiful (Instrumental)
15. Que Bandeira (Instrumental Alternativa)
16. Que Bandeira (Instrumental)
17. Wanda Vidal (Instrumental)

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1972 | VENTO SUL (com O Terço)
Em meados de 1972, O Terço participou da gravação do disco “Vento Sul” de Marcos Valle.

Também participaram em algumas faixas o trio “Paulo, Claudio e Maurício”, formado pelos irmãos gêmeos Paulo e Claudio Guimarães (flauta e guitarra) e pelo arranjador Maurício Maestro, além do guitarrista Frederiko (Fredera),e Robertinho Silva (bateria e percurssão) ambos Som Imaginário.

O Terço junto com Marcos Valle fizeram uma turnê por todo país e tocaram no Festival do Midem em Cannes, na França.

Discaço de folk psicodélico com levadas brazucas e latinas e flertando com Rock Progressivo.

01. Revolução Orgânica
02. Malena
03. Pista 02
04. Vôo Cego
05. Bôdas de Sangue
06. Democústico
07. Vento Sul
08. Rosto Barbado
09. Mi Hermoza
10. Paisagem de Mariana
11. Deixa o Mundo e o Sol Entrar
Bônus
12. O Beato (Compacto)

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1973 | PREVISÃO DE TEMPO (com Azymuth)
Discão totalmente Funk com pegada brazuka e participação do Power Trio Azymuth.

Muito uso de mini moog dando uma cara meio progressiva ao album, mas sem perder o groove.

Destaque pras faixas Mentira (sampleada pelo Planet Hemp) e Nem Paletó , Nem Gravata que tem uma letra totalmente Punk.

01. Flamengo até Morrer
02. Nem Paletó, Nem Gravata
03. Tira a Mão
04. Mentira
05. Previsão do Tempo
06. Mais Do Que Valsa
07. Os Ossos do Barão
08. Não Tem Nada Não
09. Não Tem Nada Não
10. Samba Fatal
11. Tiu-ba-la-quieba
12. De Repente, Moça Flor

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1974 | MARCOS VALLE
Disco mais pop com harmonias vocais sofisticadas feitas com auxílio do grande Tavito do Som imaginário, que aliás membros da banda como Wagmer Tiso (piano) e Robertinho Silva (bateria) participam do disco, além de parte do Azymuth , Bertrami (piano elétrico), Alex Malheiros (baixo, além dos lendários Luizão Maia (baixo) e Hélio Delmiro (guitarra).

Sonoridade entre os discos dos anos 70 do Elton John e do Clube da Esquina.

01. No Rumo do Sol
02. Meu Herói
03. Só Se Morre Uma Vez
04. Casamento, Filhos e Convenções
05. Remédio Pro Coração
06. Brasil X México
07. Tango
08. Nossa Vida Começa na Gente
09. Novelo de Lã
10. Cobaia
11. Charlie Bravo

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1973 | O FABULOSO FITTIPALDI (Marcos Valle & Azymuth)
(Trilha Sonora do Filme)


Um gênio pouco lembrado da música brasuca, começou na bossa nova mais tradicional e nos anos 70 caiu de cara na música black (funk soul).

Fez desde coisas mais pops e bem manjadas como Samba de Verão, até coisas totalmente ousadas e malucas como o disco Vento Sul que é bem psicodélico.

Fez também várias trilhas sonoras de filmes e novelas, inclusive o tema de fim de ano da Globo é dele.

01. Fittipaldi Show
02. Tema de Maria Helena
03. Vitória
04. Rindt
05. Acidente
06. Vinheta I
07. Vinheta II
08. Azimuth (Mil Milhas)
09. Tema de Maria Helena (Instrumental)
10. Virabrequim

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Texto retirado do blog | Woodstock Sound

sexta-feira, 28 de setembro de 2018

Isle of Wight Festival | Festival da Ilha de Wight


O primeiro festival de grande porte aconteceu em Monterey, California, em 1967. Este foi seguido pelo Miami Pop Festival (1968), Atlanta International Pop Festival (1969 e 1970), Altamont Speedway Free Festival (1969) e pelo mais conhecido deles, o Woodstock (1969), todos na América.

Na Europa, em 1967, o único festival de música importante era o Moutreaux Jazz Festival, que só passou a receber bandas de rock a partir de 1970, com a presença de artistas como Deep Purple e Santana. Mesmo assim, o festival suíço continuou tento características de um evento de jazz, sendo realizado num cassino e para um público seleto.

O “Isle of Wight” foi o primeiro festival europeu a céu aberto, de grande porte e reunindo bandas de rock de expressão. A primeira edição foi realizada em 1968 tendo em seu line-up bandas como Jefferson Airplane, Smiles, Tyrannosaurus Rex de Marc Bolan e foi, até então, o maior festival já realizado na Inglaterra. Só houve um dia de shows, assistido por aproximadamente 10.000 pessoas.


No ano seguinte, o festival já contava com algum prestígio e conseguiu reunir nomes de mais peso como: The Who, Joe Cocker, The Band, The Moody Blues, Free, Richie Havens e Bob Dylan. O sucesso foi ainda maior do que o da primeira edição, e finalmente a Europa entrava no circuito dos grandes festivais de rock. Em dois dias de shows, o festival conseguiu reunir cerca de 150.000 pessoas, um aumento considerável de público.

O auge do Isle of Wight Festival foi em 1970, quando contou com a participação de cerca 50 artistas durante cinco dias consecutivos, reunindo um público de quase 600.000 pessoas, sendo que a população da ilha não chegava a 100.000 habitantes. A grande confusão feita pelos visitantes aterrorizou os moradores de Wight. Foi uma grande movimentação para aquela pacata ilha.

Essa movimentação pode ser vista no documentário “Message to Love – The Isle of Wight Festival”, lançado em 1997. Além disso, o filme mostra trechos de shows antológicos da edição de 1970.

É difícil destacar momentos altos do festival, já que um sem-número de grandes bandas fizeram parte do line-up. Tentarei aqui destacar alguns dos muitos inesquecíveis shows.

O festival foi aberto numa quarta-feita, dia 26 de agosto de 1970, por artistas não muito conhecidos como Judas Jump, Mighty Baby e Kris Kristofferson (mais conhecido por ser o compositor de “Me and Bobby McGee”, mundialmente conhecida na voz de Janis Joplin). Fechou a noite a banda californiana Redbone.

O segundo dia teve como destaques as bandas emergentes do rock progressivo Supertramp, Black Widow e o cantor estadunidense Tony Joe White. Nesse dia, tocaram ainda Terry Reid (hoje conhecido como o cara que recusou convites para cantar no Led Zeppelin e Deep Purple), além do brasileiro Gilberto Gil, convidado como representante do Tropicalismo.

A partir da sexta-feira, as grandes bandas começaram a se apresentar. É certo que em 1970, bandas como Cactus, Family, Chicago, Taste e Procol Harum não eram tão famosas ainda. Mas todas elas alcançaram relativo sucesso, algumas delas sendo consideradas grandes mitos da história do rock.

O festival esquentou de vez no quarto dia, quando se apresentaram Emerson Lake And Palmer, Miles Davis, Sly & The Family Stone, O Free de Paul Rodgers e Simon Kirke, Ten Years After e Joni Mitchell. Mas o grande destaque deste sábado foram as apresentações do The Who e do The Doors. Pete Townshend e companhia executaram, na íntegra, a recém-lançada ópera-rock “Tommy”, além de alguns sucessos antigos e músicas inéditas como “I Don’t Even Know Myself” que acabou nunca sendo lançada em álbuns oficiais da banda.

A apresentação do The Doors no Isle of Wight Festival é considerada uma das mais antológicas da banda e ficou marcada como uma das últimas aparições de Jim Morrison, que viria a falecer menos de um ano depois.

O Festival foi encerrado num domingo, 30 de agosto, com shows de Jethro Tull, The Moody Blues, Joan Baez, entre outros. O Grand Finale ficou por conta de Jimi Hendrix, anunciado ainda como seu trio Experience, mas se apresentando já com sua nova banda, com Billy Cox, no baixo, mas ainda com Mitch Mitchell na batera. Um show antológico, destaque para a inédita “Ezy Rider”. Bela forma de se encerrar um festival.

Depois disso, foram longuíssimos 32 anos até que o rock voltasse a pequena ilha inglesa. O festival foi retomado no início desse século, mas sem o mesmo brilho. O maior destaque das novas edições do Isle of Wight foi o grandioso show dos The Rolling Stones, em 2007. Fora isso, nunca mais aquela ilhota recebera shows com a magia característica de fins dos anos 1960 e início dos 70.

Texto | Whiplash

1971 | THE FIRST GREAT ROCK FESTIVALS OF THE 70'S
Isle Of Wight | Atlanta Pop Festival


CD 1: ATLANTA POP FESTIVAL
01. The Allman Brothers | Whipping Post
02. Mountain | Stormy Monday
03. Johnny Winter And | Mean Mistreater
04. Poco | Kind Woman
05. Poco | Grand Junction
06. The Chambers Brothers | Love, Peace And Happiness
07. The Allman Brothers | Statesboro Blues

ISLE OF WIGHT
08. Sly & The Family Stone | Stand
09. Sly & The Family Stone | You Can Make It If You Try
10. Cactus | No Need To Worry
11. Cactus | Parchman Farm
12. David Bromberg | Mr. Bojangles

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CD 2: ISLE OF WIGHT
01. Ten Years After | I Can‘t Keep From Cryin‘ Sometimes
02. Procol Harum | Salty Dog
03. Leonard Cohen | Tonight Will Be Fine
04. Jimi Hendrix | Message To Love
05. Jimi Hendrix | Midnight Lightning
06. Jimi Hendrix | Foxy Lady
07. Kris Kristofferson | Blame It On The Stones
08. Kris Kristofferson | The Pilgrim – Chapter 33
09. Miles Davis | Call It Anythin'

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1995 | MESSAGE TO LOVE: THE ISLE OF WIGHT FESTIVAL 1970

01. Jimi Hendrix | Message To Love
02. The Who | Young Man Blues
03. Free | All Right Now
04. Taste | Sinner Boy
05. Tiny Tim | There'll Always Be An England
06. John Sebastian | Red Eyes Express
07. Ten Years After | Can't Keep From Cryin'
08. The Doors | When The Music's Over
09. The Moody Blues | Night In White Satin
10. Kris Kristofferson | Me And Bobby McGee
11. Joni Mitchell | Woodstock
12. Joni Mitchell | Big Yellow Taxi
13. Miles Davis | Call It Anything
14. Leonard Cohen | Suzanne
15. Emerson Lake & Palmer | Pictures At An Exibition
16. Jimi Hendrix | Machine Gun
17. Jimi Hendrix | Woodoo Chile
18. Joan Baez | Let It Be
19. Jethro Tull | My Sunday Feeling
20. The Doors | The End
21. Jimi Hendrix | Foxy Lady
22. The Who | Naked Eye
23. Family | The Weaver's Answer
24. Taste | Gambling Blues
25. Emerson Lake & Palmer | Blue Rondo A La Turk
26. Jimi Hendrix | Purple Haze

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:: ALGUNS ÁLBUNS ::

TEN YEARS AFTER
1970 | Live At The Isle Of Wight Festival


01. Love Like A Man
02. Good Morning Little Schoolgirl
03. No Title
04. I Can't Keep From Cryin' Sometimes
05. I'm Goin' Home
06. Sweet Little Sixteen


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PROCOL HARUM
1970 | Live At The Isle Of Wight, August 28th 1970


01. A Salty Dog
02. Still They’ll Be More
03. Wish Me Well
04. The Devil Came From Kansas
05. Shine On Brightly
06. Your Own Choice
07. Juicy John Pink


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TASTE
1992 | Live At The Isle Of Wight

01. What's Going On
02. Sugar Mama
03. Morning Sun
04. Sinner Boy
05. I Feel So Good
06. Catfish


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THE WHO
1996 | Live At The Isle Of Wight Festival 1970


CD 1
01. Heaven And Hell
02. I Can’t Explain
03. Young Man Blues
04. I Don’t Even Know Myself
05. Water
06. Overture
07. It’s A Boy
08. 1921
09. Amazing Journey
10. Sparks
11. Eyesight To The Blind (The Hawker)
12. Christmas

CD 2
01. The Acid Queen
02. Pinball Wizard
03. Do You Think It’s Alright?
04. Fiddle About
05. Tommy Can You Hear Me?
06. There’s A Doctor
07. Go To The Mirror!
08. Smash The Mirror
09. Miracle Cure
10. I’m Free
11. Tommy’s Holiday Camp
12. We’re Not Gonna Take It
13. Summertime Blues
14. Shakin’ All Over - Spoonful - Twist And Shout
15. Substitute
16. My Generation
17. Naked Eye
18. Magic Bus

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THE DOORS
1998 | Live At The Isle Of Wight Festival 1970


01. Roadhouse Blues
02. Backdoor Man
03. Break on Through (To The Other Side)
04. When The Music's Over
05. Ship of Fools
06. Light My Fire
07. The End (Medley: Across The Sea/Away in India/Crossroads Blues/Wake Up)

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FREE
1999 | The Complete Live At The Isle Of Wight 1970


01. Introduction
02. Ride On A Pony
03. Woman
04. The Stealer
05. Be My Friend
06. Mr Big
07. Fire And Water
08. I'm A Mover
09. The Hunter
10. All Right Now
11. Crossroads

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JIMI HENDRIX
2002 | Blue Wild Angel: Live At The Isle Of Wight


Disc 1
01. God Save The Queen
02. Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band
03. Spanish Castle Magic
04. All Along The Watchtower
05. Machine Gun
06. Lover Man
07. Freedom
08. Red House
09. Dolly Dagger
10. Midnight Lighting

Disc 2
01. Foxey Lady
02. Message To Love
03. Hey Baby (New Rising Sun)
04. Ezy Ryder
05. Hey Joe
06. Purple Haze
07. Voodoo Child (Slight Return)
08. In From The Storm

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JETHRO TULL
2005 | Nothing Is Easy: Live At The Isle Of Wight 1970


01. My Sunday Feeling
02. My God
03. With You There To Help Me
04. To Cry You A Song
05. Bourée
06. Dharma For One
07. Nothing Is Easy
08. Medley:
We Used To Know
For A Thousand Mothers

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MILES DAVIS
2007 | The Isle Of Wight 1970


01. Directions
02. Bitches Brew
03. It's About That Time
04. Sanctuary
05. Spanish Key
06. The Theme

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LEONARD COHEN
2009 | Live At The Isle Of Wight 1970


01. Introduction
02. Bird On The Wire
03. Intro To So Long, Marianne
04. So Long, Marianne
05. Intro: “Let’s Renew Ourselves Now...”
06. You Know Who I Am
07. Intro To Poems
08. Lady Midnight
09. They Locked Up A Man (Poem) / A Person Who Eats Meat / Intro
10. One Of Us Cannot Be Wrong
11. The Stranger Song
12. Tonight Will Be Fine
13. Hey, That’s No Way To Say Goodbye
14. Diamonds In The Mine
15. Suzanne
16. Sing Another Song, Boys
17. The Partisan
18. Famous Blue Raincoat
19. Seems So Long Ago, Nancy

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THE MOODY BLUES
2009 | Live At The Isle Of Wight 1970


01. Gypsy
02. The Sunset
03. Tuesday Afternoon
04. Minstrel's Song
05. Never Comes The Day
06. Tortoise And The Hare
07. Question
08. Melancholy Man
09. Are You Sitting Comfortably?
10. The Dream
11. Have You Heard (Parts 1&2)
12. Nights In White Satin
13. Legend Of A Mind
14. Ride My See Saw

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