quinta-feira, 20 de setembro de 2018

Atlanta International Pop Festival


O segundo Atlanta International Pop Festival foi um festival de rock realizado em um campo de soja ao lado do ao Middle Georgia Raceway em Byron, Georgia , de 3 a 5 de julho de 1970, embora não tenha terminado até o amanhecer do dia 6.

Foi o único sucessor do primeiro Atlanta Pop Festival , realizado no verão anterior, perto de Hampton, na Geórgia. O evento foi promovido por Alex Cooley, que ajudou a organizar o festival de 1969 em Atlanta, assim como o Festival Pop Internacional do Texas em 1969, e dois anos depois promoveria o Festival Pop Mar Y Sol em Porto Rico de 1 a 3 de abril de 1972. .

Como o Festival de Woodstock de 1969, o evento foi promovido como "três dias de paz, amor e música". Os ingressos para o festival custavam 14 dólares. Também como Woodstock, tornou-se um evento gratuito quando os promotores abriram os portões depois que a grande multidão do lado de fora começou a gritar: "Livre, livre, livre. A música pertence ao povo" e ameaçou sobrecarregar até mesmo a equipe de segurança que os promotores haviam contratado. Foram estimativa nos dias de festival de 200.000 a 600.000 mil pessoas.

As equipes de construção trabalharam no local do festival por mais de um mês antes da abertura do evento, construindo o palco principal, duas torres de luz sobre tripés de tronco de árvore, uma cerca de dois metros de altura cercando toda a área de audiência de 24 acres. Um palco separado e menor - o “Free Stage” - também foi construído a uma certa distância em uma área de camping arborizado para acomodar performances improvisadas de músicos locais da Geórgia que queriam tocar durante o festival, e muitos fizeram - incluindo The Allman Brothers Band .

O sistema de som do festival foi fornecido pela Hanley Sound de Medford, Massachusetts, e um show de luzes de projeção traseira foi fornecido pela The Electric Collage de Atlanta, ambas as quais forneceram serviços semelhantes no primeiro Atlanta Pop Festival no verão anterior.

As temperaturas no festival foram sufocantes, a nudez e o uso de drogas eram generalizados, mas os policiais locais, que sabiam que estavam em desvantagem numérica, ficaram do lado de fora dos portões do festival e empregaram uma política geral de “não-participação” para a maioria do público durante o evento.

No entanto, o governador da Geórgia, Lester Maddox , que tentou várias vezes evitar que o festival acontecesse, prometeu que faria o que fosse necessário para bloquear qualquer evento similar no futuro. O legislativo estadual aceitou de bom grado e promulgou restrições suficientes para tornar muito mais difícil a organização de outro festival de rock no estado.

Um terceiro Atlanta Pop Festival nunca aconteceu.

Texto | Wikipédia

1971 | THE FIRST GREAT ROCK FESTIVALS OF THE 70'S
Isle Of Wight | Atlanta Pop Festival


CD 1: ATLANTA POP FESTIVAL
01. The Allman Brothers | Whipping Post
02. Mountain | Stormy Monday
03. Johnny Winter And | Mean Mistreater
04. Poco | Kind Woman
05. Poco | Grand Junction
06. The Chambers Brothers | Love, Peace And Happiness
07. The Allman Brothers | Statesboro Blues

ISLE OF WIGHT
08. Sly & The Family Stone | Stand
09. Sly & The Family Stone | You Can Make It If You Try
10. Cactus | No Need To Worry
11. Cactus | Parchman Farm
12. David Bromberg | Mr. Bojangles

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CD 2: ISLE OF WIGHT
01. Ten Years After | I Can‘t Keep From Cryin‘ Sometimes
02. Procol Harum | Salty Dog
03. Leonard Cohen | Tonight Will Be Fine
04. Jimi Hendrix | Message To Love
05. Jimi Hendrix | Midnight Lightning
06. Jimi Hendrix | Foxy Lady
07. Kris Kristofferson | Blame It On The Stones
08. Kris Kristofferson | The Pilgrim – Chapter 33
09. Miles Davis | Call It Anythin'

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2003 | LIVE AT THE ATLANTA INTERNATIONAL POP FESTIVAL
July 3 & 5, 1970

CD 1
01. Introduction
02. Statesboro Blues McTell
03. Trouble No More Morganfield
04. Don't Keep Me Wonderin' Allman
05. Dreams Allman
06. Every Hungry Woman Allman
07. (I'm Your) Hoochie Coochie Man Dixon
08. In Memory of Elizabeth Reed Betts
09. Whipping Post Allman
10. Mountain Jam, Pt. 1 Allman, Betts, Donovan ...
11. Rain Delay
12. Mountain Jam, Pt. 2 Allman, Betts, Donovan ...

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CD 2
01. Introduction
02. Don't Keep Me Wonderin' Allman
03. Statesboro Blues McTell
04. In Memory of Elizabeth Reed Betts
05. Stormy Monday Walker
06. Whipping Post Allman
07. Mountain Jam Allman, Betts, Donovan ...

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2015 | FREEDOM: ATLANTA POP FESTIVAL 1970

CD 1
01. Fire
02. Lover Man
03. Spanish Castle Magic
04. Red House
05. Room Full Of Mirrors
06. Hear My Train A Comin’
07. Message To Love

CD 2
01. All Along The Watchtower
02. Freedom
03. Foxey Lady
04. Purple Haze
05. Hey Joe
06. Voodoo Child (Slight Return)
07. Stone Free
08. Star Spangled Banner
09. Straight Ahead

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segunda-feira, 17 de setembro de 2018

Sam Yahel


Um projeto audacioso. Partindo da estrutura musical do álbum de Pink Floyd, Sam Yahel, ao lado de grandes músicos, constroem elaboradas jazz sessions, empenhados em encontrar rotas mais aventureiras para o jazz-rock. Se você gosta de Weather Report, Miles Davis, The Crusaders e Pat Metheny, e um dia imaginou progressões jazzísticas neste cenário, aqui se encontram provavelmente os melhores exemplos. Em minha opinião uma bela homenagem para um álbum incomparável.

O trabalho do baterista Ari Hoenig é um grande destaque neste registro. Grande intensidade, constantes mudanças rítmicas, mas o tempo é sempre sólido. Sam Yahel é um músico técnico e criativo, em seu Hammond B-3, muitas vezes alcança um desempenho quase hipnótico. Quando ele assume a liderança, nunca há uma nota desperdiçada - tudo sempre de muito bom gosto. Mike Moreno, é uma boa adição para a banda, ele é um solista muito fluido, e adiciona agradáveis texturas ​​e colorações. Abaixo inclui algumas citações por parte de críticos referendados:

"Sam Yahel é claramente um dos organistas mais promissores de Nova York e na cena internacional ..." - Michael G. Nascos, Jazziz. "Ari Hoenig é um mágico!" Revista Batteur. "Mike Moreno é muito versátil e cada vez mais um proeminente guitarrista ... " - The New York Times. "Seamus Blake está ganhando crescente reconhecimento como um dos melhores e mais criativos jovens instrumentistas emergentes do jazz". - All About Jazz.

Comparar este registro com a criação original não é importante, na verdade acho impossível qualquer abordagem da obra-prima do "Pink Floyd" com este objetivo. Soa como equivaler "Mona Lisa" à uma reprodução da mesma. Talvez um exemplo um tanto irônico, tanto quanto este olhar ao lado que parece concordar com o fato. Contudo, trata-se de um excelente trabalho. Boa audição!

Texto retirado do blog | ThinkFloyd61

2008 | JAZZ SIDE OF THE MOON
(The Music Of Pink Floyd)


01. Breathe
02. On The Run (Part 1)
03. Time
04. The Great Gig In The Sky
05. Money
06. Us And Them
007. Brain Damage
08. On The Run (Part 2)

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sexta-feira, 14 de setembro de 2018

Shawn Lee's Ping Pong Orchestra


World Of Funk trata-se de uma viagem por todos os continentes com o funk como tema principal.

O cara aproveitou e meteu a mão na massa em diversos instrumentos, digamos, exóticos: ektar, balaphone, tanpura, kalimba, vibraphone, xylophone, charango, bouzouki e muitos outros.

Pra dar ainda mais credibilidade as diversas sonoridades, cercou-se de nomes como o brasileiro Curumim, Chhom Nimol (Dengue Fever), a cantora egípcia Natacha Atlas, além companheiros como Clutchy Hopkins e Elliot Bergman (NOMO).

Texto | Daniel Tamenpi

2004 | ARTICLES OF CONFEDERATION

01. Bina
02. Ghost In The Rain (ft. Clutchy Hopkins & Chhom Nimol)
03. Ethio (ft. Michael Leonhart)
04. Cairo Cairo (ft. Natacha Atlas)
05. Nao Vacila (ft. Curumin)
06. La Eterna Felicidad (ft. Bardo Martinez)
07. Nanny Jee (ft. Nanny G)
08. Iceberg (ft. Elliot Bergman of NOMO)
09. Booya (ft. Michael Leonhart)
10. The Mighty Atlas (ft. Natacha Atlas)
11. Mi Ilusion (ft. Cava)
12. Accelerate
13. Tablacadabra
14. Hairy Krishner

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terça-feira, 11 de setembro de 2018

Woodstock Music & Art Fair | Festival de Woodstock


FESTIVAL DE WOODSTOCK | O FESTIVAL DA CONTRACULTURA

O Festival de Woodstock aconteceu entre os dias 15 e 18 de agosto na cidade de Bethel, interior de Nova York, e foi o maior festival de música de todos os tempos. Teve como combustível muita música folk, muito rock psicodélico, drogas alucinógenas e nudez descompromissada. Tudo começou quando dois jovens queriam aplicar o capital que tinham para gerar ainda mais grana: John Roberts e Joel Rosenman. Roberts tinha uma pequena fortuna gerada pelos lucros da indústria farmacêutica e Rosenman estava preocupado em conseguir fazer este dinheiro se multiplicar. Nada muito diferente.

Foi quando colocaram em um jornal da cidade um anúncio tentador: “jovens com capital ilimitado procuram por oportunidades legítimas e interessantes de investimento para negócios”. Artie Kornfeld e Mike Lang os contataram e explicaram todo seu plano. De início, um estúdio seria montado, já o festival seria unicamente para arrecadar dinheiro para montar o estúdio sem sair no prejuízo. Um negócio pagaria o outro e nenhum dinheiro seria perdido ou demoraria para ser recuperado.

O LUGAR

Primeiramente, o festival aconteceria em Woodstock, no interior de Nova York, mas os moradores locais conseguiram entrar na justiça para impedir que o evento acontecesse. Os ingressos estavam já vendidos (lojas especializadas vendiam ingressos para os três dias, dois, ou para algum dia em separado, além dos pedidos via correio que poderiam ser feitos) e muitas pessoas pediam o dinheiro de volta ao receberem a notícia de que não havia um lugar fixo para o festival acontecer.

Então, de última hora, uma fazenda de 600 acres foi oferecida na cidade de Bethel. Parece que – diferente de Woodstock – os moradores de Bethel não se importavam com milhares de hippies nus em sua cidade, e foi exatamente isso que ocorreu. A cidade parou e o festival que deveria contar com “somente” 50 mil pessoas, teve um público esperado de 200 mil almas, que se multiplicaram para 500 mil nos dias do evento. Muitos pularam as grades e invadiram o local, muito mais comida precisou ser conseguida no último instante, além de mais banheiros e mais espaço para o estacionamento de carros e barracas.

AS PESSOAS

O público do Woodstock era formado pelos jovens da contracultura americana. Diferente da contracultura na Europa, que foi fascinada pelos movimentos de autogestão, pela incitação de incendiários como Guy Debord e por grupos maoístas, nos Estados Unidos o clima era de não-violência. Paz e amor. Vida hippie. O nu era algo normal e o consumo de drogas lisérgicas não precisa nem mesmo ser lembrado.

A contracultura batia de frente com a indústria cultural. Se hoje um Jimi Hendrix estampa qualquer camiseta, nos anos 60 ele era quase como o anticristo empunhando uma guitarra. Paz, amor, e viagens lisérgicas são o oposto dos valores burgueses normais de “família”, “trabalho”, “disciplina” e etc e etc.

Como choveu muito e o lugar era uma fazenda, os pedaços sem grama formaram um enorme lamaçal, onde algumas pessoas se divertiam pulando e se “banhando” na lama. O palco foi instalado no alto de um cume, mas estavam tão abarrotado de público que foi necessário construir uma passarela só para músicos, em direção ao palco. O público também parou todas as vias da cidade, era comum ver gente saindo dos carros no meio do trânsito parado para andar 20km até a fazenda.

A MÚSICA

O festival tinha como data de início o dia 15 de agosto e acabaria no dia 18, um domingo. Na verdade, o último show, de Jimi Hendrix, aconteceu já na segunda às 9 horas da manhã, com um público reduzido de 25 mil pessoas. Janis Joplin, Grateful Dead, The Who, Johnny Winter e seu irmão Edgar Winter, além de Jefferson Airplane, Ravi Shankar, Joe Cocker e Creedence Clearwater Revival tocaram durantes os dias do festival. Diversos outros artistas também fizeram sua aparição e o festival contou as melhores bandas da época, apesar de ter alguns convites recusados.

Segundo o site do evento, The Doors teria recusado por achar que o festival seria imitação do Festival de Monterey; os Beatles já estavam perto de se separar e não faziam show há 3 anos, também acabaram por não participar; o Led Zeppelin decidiu “não ser somente mais uma banda” e fez um turnê solo no ano do festival, recusando tocar entre outras bandas da época; e Bob Dylan recusou o convite depois que seu filho ficou doente e por não gostar de ver um monte de hippies acampando perto de sua casa.

O IMPACTO

No fim dos três dias de evento, os organizadores (que não tinham mais de 27 anos) estavam com uma dívida de 1 milhão de dólares, que foi reduzia em 90% após a venda do filme do festival. Mesmo assim, o sucesso cultural foi um fracasso empresarial, mas não deixou de mostrar o lado alternativo da cultura dos jovens americanos, deixando explícito que havia algo diferente do padronizado american way of life.

Não cabe a nós dizer qual a eficiência deste tipo de expressão artística para uma luta direta com este jeito americano consumista de viver, que mais tarde engoliu toda a geração da contracultura. É necessário entender que ela foi uma barreira contra a hierarquia de valores que se estabeleciam. Ela simbolizou a despreocupação num mundo de pessoas ultrapreocupadas, num momento de guerra-fria, em que as tensões se acumulavam para ambos os lados dos grandes blocos econômicos capitalista e comunista.

Texto | Vinicius Siqueira


1969 | WOODSTOCK MUSIC & ART FAIR
(Woodstock Festival | 4 CD's)


CD 1

Richie Havens
01. Handsome Johnny
02. Freedom
Country Joe McDonald
03. The ‘Fish’ Cheer/I-Feel-Like-I’m-Fixin’-To-Die Rag
John B. Sebastian
04. Rainbows All Over Your Blues
05. I Had A Dream
Tim Hardin
06. If I Were A Carpenter
Melanie
07. Beautiful People
Arlo Guthrie
08. Coming Into Los Angeles
09. Walking Down The Line
Joan Baez
10. Joe Hill
11. Sweet Sir Galahad
12. Drug Store Truck Drivin’ Man
Carlos Santana
13. Soul Sacrifice
Mountain
14. Blood Of The Sun
15. Theme For An Imaginary Western

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CD 2

Canned Heat
01. Leaving This Town
02. Going Up The Country
Creedence Clearwater Revival
03. Commotion
04. Green River
05. Ninety-Nine And A Half (Won’t Do)
06. I Put A Spell On You
Janis Joplin
07. Try
08. Work Me Lord
09. Ball & Chain
10. Medley:
Dance To The Music
Music Lover
I Want To Take You Higher (Sly & The Family Stone)
The Who
11. We’re Not Gonna Take It

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CD 3

Jefferson Airplane
01. Volunteers
02. Somebody To Love
03. Saturday Afternoon/Won’t You Try
04. Uncle Sam Blues
05. White Rabbit
Joe Cocker
06. Let’s Go Get Stoned
07. With A Little Help From My Friends
Country Joe & The Fish.
08. Rock & Soul Music
Ten Years After
09. I’m Going Home
The Band
10. Long Black Veil
11. Loving You Is Sweeter Than Ever
12. The Weight
Johnny Winter
13. Mean Town Blues

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CD 4

Crosby, Stills, & Nash
01. Suite: Judy Blue Eyes
Crosby, Stills, Nash & Young
02. Guinnevere
03. Marrakesh Express
04. 4 + 20
05. Sea Of Madness
06. Find The Cost Of Freedom
Paul Butterfeild Blues Band
07. Love March
Sha Na Na
08. At The Hop
Jimi Hendrix
09. Voodoo Chile (Slight Return) / Stepping Stone
10. Star Spangled Banner
11. Purple Haze

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“I got a telephone in my bosom and I can call it from my heart.
When I need my brother”.

“Brother! Brother! Brother! Brother”!


Passados 49 anos do festival de Woodstock, os free-downloads e as facilidades da internet propiciaram uma autêntica viagem ao passado. Quem não esteve lá, e quem esteve e sente falta, pode agora escutar quase que integralmente os shows daqueles três dias de paz, amor e música.

O Projeto Woodstock, iniciativa que compilou as várias apresentações no evento valendo-se de todas as gravações disponíveis, alcançou quase a exatidão dos shows daqueles três dias. Algo impensado antes da era dos free-downloads. Mas hoje em dia... Tudo é possível!

No primeiro dia, 15 de agosto de 1969, as estradas impediram a chegada da banda ‘Sweetwater’, escalada para abrir o festival. Foi por isso que Richie Havens, que já estava em seu quarto de hotel, foi o primeiro a se apresentar, logo depois de ser transportado às pressas de helicóptero e visto o mar de 500 mil pessoas e carros espalhados pela estrada.

Depois de se despedir oito vezes e retornar ao palco para cantar mais um pouco, Havens não já tinha esgotado seu repertório, então olhou para a platéia e falou “liberdade não é o que fazem a gente acreditar que é, nós já a temos. Tudo que devemos fazer é exercê-la, e é isso que estamos fazendo bem aqui”. Ele olhou para a colina e começou a tocar algumas notas e logo cantou a famosa palavra “freedom”. Então ele juntou um pedaço de ‘Motherless child’ – canção espiritual norte-americana – com outra que não ouvia há muito tempo.

Foi assim que Richie Havens escreveu seu nome como a primeira apresentação da Feira de Artes e Música Woodstock. O resto é história... Entretanto algumas bandas que poderiam ter feito o show de suas vidas, como o próprio ‘Sweetwater’, ‘Gratefull Dead’, ‘Quil’, ‘Mountain’ e até Janis Joplin e ‘Creedence Clearwater Revival’, acabaram tendo problemas de atraso, técnicos ou físicos, e não fizeram boas apresentações. Enquanto outros artistas como o próprio Havens, Joe Cocker ou Santana, que até então era desconhecido, fizeram a cabeça de meio milhão de pessoas em momentos memoráveis que entraram para a história.

Texto retirado do blog | Eu Ovo


THE COMPLETE BOOTLEG WOODSTOCK

CD 1

Richie Havens
01. Intro
02. High Flyin' Bird
03. Unknown Song
04. I Can't Make It Anymore
05. Strawberry Fields Forever
06. With a Little Help From My Friends
Sweetwater
07. Motherless Child
08. Day Song
Bert Sommer
09. Jennifer
Arlo Guthrie
10. Amazing Grace
Quill
11. They Live the Life
12. Bby
13. Waitin' For You
14. Jam
Country Joe McDonald
15. Country Joe Intro
16. Janis
17. Rockin' All Around the World
18. Flyin' High All Over the World
19. Seen a Rocket
Carlos Santana
20. Waiting
21. You Just Don't Care

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CD 2

Keef Hartley Band
01. Spanish Fly
The Incredible String Band
02. Invocation
03. The Letter
04. This Moment
05. When You Find Out Who You Are - Chip Monck Outro
Mountain
06. Stormy Monday
07. Theme From An Imaginary Western
08. Long Red
09. For Yasgur's Farm
10. You And Me
11. Waiting to Take You Away
12. Dreams of Milk And Honey
The Grateful Dead
13. Stage Problems Announcement
14. Ken Babbs - Chip Monck Intro-St. Stephen

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CD 3

The Grateful Dead
01. Mama Tried
02. Equipment Failure And Stage Raps
03. Dark Star
04. High Time

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CD 4

The Grateful Dead
01. Turn on Your Lovelight

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CD 5

Creedence Clearwater Revival
01. Chip Monck Intro - Born On The Bayou
02. Green River
03. Ninety-Nine And a Half (Won't Do)
04. Commotion
05. Bootleg
06. Bad Moon Rising
07. Proud Mary
08. I Put a Spell on You
09. Night Time is the Right Time
10. Keep on Chooglin'
11. Suzy Q

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CD 6

Janis Joplin And The Kozmic Blues Band
01. Raise Your Hand
02. As Good As You've Been To This World
03. To Love Somebody
04. Summertime
05. Try (Just A Little Bit Harder)
06. Cozmic Blues
07. Can Turn You Loose
08. Work Me Lord
09. Piece Of My Heart
10. Ball And Chain

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CD 7

Sly & the Family Stone
01. Chip Monck Intro - M'Lady
02. Sing a Simple Song
03. You Can Make it If You Try
04. Everyday People - Dance To The Music
05. Music Lover
06. I Want To Take You Higher
07. Love City
08. Stand

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CD 8

The Who
01. Chip Monck Intro - Heaven And Hell
02. I Can't Explain
03. It's a Boy
04. 1921
05. Amazing Journey
06. Sparks
07. Eyesight to the Blind
08. Christmas
09. Acid Queen
10. Pinball Wizard
11. Abbie Hoffmann Incident
12. Fiddle About
13. There's a Doctor I've Found
14. Go to the Mirror Boy
15. Smash the Mirror
16. I'm Free
17. Tommy's Holiday Camp
18. We're Not Gonna Take it
19. See Me Feel Me
20. Summertime Blues
21. Shakin' All Over - Chip Monck Intro - Pete Townshend Intro
22. My Generation-Naked Eye - Chip Monck Outro

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CD 9

Doctor Request - Grace Slick Intro
01. Chip Monck Intro
Jefferson Airplane
02. The Other Side of This Life
Joe Cocker
03. Something's Coming on
04. Dear Landlord
Country Joe & the Fish
05. Thing Called Love
06. Not So Sweet Martha Lorraine
The Band
07. Chip Monck Intro - Chest Fever
08. Baby Don't Do it
09. Tears of Rage
10. We Can Talk
11. Don't You Tell Henry
12. This Wheel's on Fire
Johnny Winter
13. Mama Talk to Your Daughter
14. Rock Me Baby
Blood Sweat And Tears
15. Chip Monck Intro - More And More
16. Something's Coming On - More Than You'll Ever Know
17. Spinning Wheel

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CD 10

Crosby, Stills, Nash & Young
01. Blackbird Source
02. Helplessly Hoping
03. Mr Soul Source
04. Long Time Gone Source
Paul Butterfield Blues Band
05. All In A Day Source
06. All My Love Comin' Through To You Source
07. Drifting Blues Source
08. Everything's Gonna Be Alright Source
Sha-Na-Na
09. Teen Angel Source
10. Wipe Out Source
11. Who Wrote The Book Of Love Source
12. Duke Of Earl Source

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CD 11

Jimi Hendrix
01. Introduction
02. Message to the Universe
03. Getting My Heart Back Together
04. Spanish Castle Magic
05. Red House
06. Master Mind
07. Here Comes Your Lover Man
08. Foxy Lady
09. Jam Back at the House

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CD 12

Jimi Hendrix
01. Izabella
02. Gypsy Woman
03. Fire
04. Voodoo Child (Slight Return) - Stepping Stone
06. Star Spangled Banner
07. Purple Haze
08. Woodstock Improvisation - Villanova Junction
09. Hey Joe
10. Woodstock Farewell
11. Woodstock Farewell

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sábado, 8 de setembro de 2018

The Cramps


The Cramps foi uma banda de garage rock americana formada em 1976. Sua formação passou por várias mudanças, sendo o casal Lux Interior (vocais) e Poison Ivy (guitarra) os dois únicos integrantes permanentes.

Eles foram parte dos primórdios do movimento punk no CBGB, em Nova York. Por serem a primeira banda conhecida a misturar punk com rockabilly, o Cramps é considerado um precursor do estilo psychobilly, assim como do garage punk.

As músicas do Cramps tratam de temas como filmes-B de horror, fetichismo e assuntos relacionados, com apresentações bastante teatrais.

Em 4 de fevereiro de 2009, Lux Interior morreu, aos 62 anos de idade, no Glendale Memorial Hospital em Glendale, Califórnia, vítima de problemas cardíacos, o que levou a banda a encerrar suas atividades.

Texto | Wikipédia

1983 | SMELL OF FEMALE

01. Thee Most Exaulted Potentate of Love
02. You Got Good Taste
03. Call of the Wighat
04. Faster Pussycat
05. I Aint Nuthin But A Gorehound
06. Psychotic Reaction
07. Beautiful Gardens
08. She Said
09. Surfin Dead

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quarta-feira, 5 de setembro de 2018

The Beach Boys


Apenas três meses depois do lançamento de Surfin' Safari, os Beach Boys conquistaram um sucesso razoável – o disco vendeu mais de 40 mil cópias, o que impressionou algumas pessoas do circulo da banda no anos de 1963. O grande destaque era, sem dúvida alguma, Brian Wilson. Talentoso para tocar, ele também se destacou rapidamente pela habilidade em compor canções, e isso colaborou para a rápida ascensão de todos.

Eles precisavam de mais repertório, e como era tradição lançar discos em curtos intervalos de tempo, começaram a trabalhar forte em um novo projeto. E foi dessa necessidadeo que saiu Surfin’ U.S.A., o segundo álbum de estúdio da banda e que colocou os Beach Boys nos trilhos do sucesso por longos anos.

Com relação ao trabalho anterior, nenhuma medida drástica foi tomada. Ou seja, a base harmônica e estrutural das canções foi mantida, deixando a banda dentro de suas características: com longos coros, muita parte instrumental e os cantores se revezando nas faixas, criando um som único e bem a cara da Califórnia.

Surfin’ U.S.A também completou o trabalho de colocar Brian Wilson entre os principais compositores daquela época. A facilidade dele em trabalhar a harmonia vocal e as canções foi determinante para alça-lo ao topo como principal nome da banda – gerando ciúmes de alguns membros, como se veria no futuro. O segundo disco foi tão organizado, que até hoje muitos historiadores musicais afirmam que foi Brian o verdadeiro produtor, não Nick Venet.

Como era comum à época, algumas canções era totalmente ou parcialmente copiadas sem o devido crédito, e isso aconteceu com os Beach Boys. A canção título do trabalho foi inspirada em “Sweet Little Sixteen”, de Chuck Berry – só que foi tão inspirada, que acabou sendo quase uma cópia da original. Claro que Berry não deixou barato, acionou a justiça e teve seu nome creditado no disco, embolsando mais alguns milhares de dólares em sua gorda conta bancária. Mas apesar do problema, isso não impediu o sucesso imediato, o primeiro grande hit single da banda em sua curta história.

Cinco das 12 faixas são instrumentais, o que se tornaria uma marca dos Beach Boys nos trabalhos. Além disso, o uso de instrumentos até então inéditos para o rock, como saxofone, orgão e xilofone, também foram inovadores à época em que o rock and roll passava por sua segunda transformação após sua explosão nos anos 1950.

A foto da capa foi tirada por John Severson em janeiro de 1960 e mostra Leslie Williams em Sunset Beach, no Havaí, e mostra exatamente o que o título do disco sugere. O que o título do trabalho não sugeriu é que a banda da Califórnia rivalizaria com os Beatles durante os anos 1960, uma rivalidade que acabaria com o lançamento de um disco que entrou para a história. E com um não-lançamento que ficou na mente de todos para sempre.

Texto retirado do blog | Music On The Run

1963 | SURFIN' USA

01. Surfin' USA
02. Farmer's Daughter
03. Misirlou
04. Stoked
05. Lonely Sea
06. Shut Down
07. Noble Surfer
08. Honky Tonk
09. Lana
10. Surf Jam
11. Let's Go Tippin'
12. Finders Keepers

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domingo, 2 de setembro de 2018

Black Country Communion


Black Country Communion é um grupo musical anglo-americano de rock formado por Glenn Hughes, Jason Bonham, Derek Sherinian e Joe Bonamassa.

Glenn Hughes afirmou que ele e Bonamassa vinham trabalhando juntos por mais de um ano, quando ambos se apresentaram no evento Guitar Center: King of the Blues em Los Angeles em novembro de 2009 e decidiram gravar juntos. O produtor Kevin Shirley, em seguida, sugeriu que o grupo trabalhasse com o filho de John Bonham, Jason Bonham. Bonamassa não queria que a banda fosse um power trio, então ele e os outros decidiram incorporar à formação o ex-tecladista do Dream Theater, Derek Sherinian, por recomendação de Kevin Shirley.

A banda começou a realizar sessões no Shangri La Studios em Malibu, na Califórnia. Segundo Bonham, a banda estava gravando desde janeiro de 2010. Ele afirma: "Eu, literalmente, entrei em estúdio na semana passada por dois dias com uma pessoa que eu tinha feito um álbum antes, muito rapidamente, e com outro que era um amigo de meu pai que conheci mais tarde, Joe Bonamassa e Glenn Hughes, e estamos trabalhando em um novo projeto com um título de trabalho de Black Country." A banda recebeu o nome da área industrial inglesa de onde Hughes e Bonham são oriundos.

Em 23 de março de 2013, Glenn Hughes anunciou o fim da banda, afirmando ainda que Joe, que deixou o grupo dez dias antes, não permitiria mais que os membros restantes continuassem com o nome Black Country Communion. Contudo, ele disse que ele, Jason e Derek continuariam juntos com outro nome na "hora certa".

Em abril de 2016 o gupo anunciou o retorno às atividades.

Texto | Wikipédia

2010 | BLACK COUNTRY COMMUNION

01. Black Country
02. One Last Soul
03. The Great Divide
04. Down Again
05. Beggarman
06. Song Of Yesterday
07. No Time
08. Medusa
09. The Revolution In Me
10. Stand (At The Burning Tree)
11. Sista Jane
12. Too Late For The Sun

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2011 | 2

01. The Outsider
02. Man In The Middle
03. The Battle For Hadrian's Wall
04. Save Me
05. Smokestack Woman
06. Faithless
07. An Ordinary Son
08. I Can See Your Spirit
09. Little Secret
10. Crossfire
11. Cold

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2012 | LIVE OVER EUROPE

CD 1
01. Revolutions Of The Machine (Intro)
02. Black Country
03. One Last Soul
04. Crossfire
05. Save Me
06. The Battle For Hadrian's Wall
07. Beggarman
08. Faithless
09. Song Of Yesterday
10. I Can See Your Spirit

CD 2
01. Cold
02. The Ballad Of John Henry
03. The Outsider
04. The Great Divide
05. Sista Jane
06. Man In The Middle
07. Burn

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2012 | AFTERGLOW

01. Big Train
02. This Is Your Time
03. Midnight Sun
04. Confessor
05. Cry Freedom
06. Afterglow
07. Dandelion
08. The Circle
09. Common Man
10. The Giver
11. Crawl

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2017 | BCCIV

01. Collide
02. Over My Head
03. The Last Song For My Resting Place
04. Sway
05. The Cove
06. The Crow
07. Wanderlust
08. Love Remains
09. Awake
10. When the Morning Comes

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quinta-feira, 30 de agosto de 2018

Shivkumar Sharma, Brij Bhushan Kabra & Hariprasad Chaurasia


Call Of The Valley é um álbum maravilhoso da música clássica indiana, um clássico e um marco na música do mundo, lançado em 1967 pelos músicos hindus Hariprasad Chaurasia, Brij Bhushan Kabra e Shivkumar Sharma.

Quando os músicos gravaram este álbum todos tinham cerca de 30 anos, Shivkumar Sharma, maestro do Santoor (instrumento de cordas percussão), e que tinha feito seu primeiro álbum solo em 1960, foi responsável por estabelecer e popularizar o instrumento círculos clássicos, o guitarrista Brij Bhushan Kabra tinha que provar a si mesmo por causa da concepção e associações de ocidental e indiana que era a música popular guitarra, e Hariprasad Chaurasia teve que também enfrentar o desafio de implementar o seu instrumento o Bansuri (flauta transversal alta nativa da Índia, feita de um pedaço de bambu), uma vez que não era um instrumento concebido muito popular.

É um dos álbuns mais bem sucedidos da Índia e se tornou popular internacionalmente, pela adaptação do som e do trabalho que os músicos souberam inteligentemente impregnar. Sim, a música é tradicional, ambientais, várias peças de estrutura clássica dentro da música indiana, são '' ragas '' ... padrões melódicos em uma composição e improvisação, e é estabelecido com base em uma determinada coleção notas ( geralmente 5-7) e padrões rítmicos característicos, mas o que lhe dá uma audiência internacional atraente é a maneira como os músicos trabalham a música, brincar com os aspectos mais atraentes música e desenvolver peças dinâmicas a partir do uso inovador do violão e da flauta, tudo isso torna o som mais aceitável para o público ocidental.

Na tradição musical indiana, raga são interpretados com base na hora do dia e da temporada, por isso, nesta música (e neste disco) o conceito de tempo e espaço são de valor muito implícita à terra de onde vivem, além de ser uma música com muitas influências e espirituais, religiosas, culturais, etc implicações, é por isso que a música indiana tem uma aura especial, uma energia mágica capaz de ser percebida imediatamente capaz e transportá-lo para sonhos de plenitude, gozo e regozijo interno...


Texto retirado do blog | El Jardín de las Delicias Psicodélicas

2004 | ARTICLES OF CONFEDERATION

01. Ahir Bhairav/Nat Bhairav
02. Rag Piloo
03. Bhoop Ghara-Dadra
04. Rãg Des
05. Rag Pahadi


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quarta-feira, 29 de agosto de 2018

Ian Curtis


Ian Curtis, representa hoje um legado de música, história e poesia. O ser humano no seu estado de alienação e o dom para a arte que é a música, no seu estado mais puro. Ian sonhou um dia subir ao palco, realizou esse sonho e é até hoje a alma dos Joy Division.

Joy Division representa hoje um nome com história e música. Nasceram em Manchester (Inglaterra) em 1976, numa época sobretudo industrial e no centro do movimento Punk. Influenciados por bandas como os Sex Pistols e os The Clash, três amigos juntaram talentos e decidiram formar os Joy Division. Eram eles, Bernard Sumner(Guitarrista e Teclista), Peter Hook (Baixista) e Stephen Morris (Percussionista e Baterista). Ian Curtis surge mais tarde, como vocalista, após ter conhecido Bernard e Peter num dos concertos dos Sex Pistols. Torna-se desde aí a alma dos Joy Division, devido ao seu dom evidente para a composição musical e para a poesia.

É curioso pensar-mos no nome da banda, de onde surgiu e o que significa. Para os mais curiosos, Joy Division designava a área destinada às mulheres judias que eram abusadas nos campos de concentração nazistas, o nome foi escolhido por Ian Curtis que era dominado por uma revolta contra os horrores do nazismo. De acordo com a época, os Joy Division tiveram a capacidade de reproduzir musicalmente aquilo que se traduzia num ambiente escuro, vivido em Manchester. Sobre a influência da cultura Punk e através da mistura do Rock Underground, algumas nuances de experimentalismo e tons electrónicos, marcaram a diferença sendo hoje uma referência pioneira ao som new wave que iniciou os anos 80.

Ian Curtis desenvolveu um trabalho admirável e persistente na banda, transpirava paixão pela música, desde cedo. Antes de pertencer aos Joy Division, Ian trabalhava numa loja de discos e mais tarde enquanto assistia a concertos, decidiu que um dia estaria em palco. E esteve de facto, tornando os concertos da banda lendários e envoltos numa áurea de mistério, devido ao seu comportamento em palco, caracterizado pela forma maníaca com que se movia e dançava. Mais do que movido pelo ritmo da música, Ian sofria de Epilepsia, os efeitos das luzes e da música provocava esse efeito agravando gradualmente a sua doença. Sofria ataques em palco, e os estímulos do corpo respondiam á doença, criando uma espécie de transe, o que prendia a atenção do público.

Arrepiante era a forma introspectiva com que Ian Curtis escrevia as suas músicas. Recheadas de dor emocional, violência, morte e alienação levando a questões frequentes, e a deduções sobre a sua própria vida. Ian referia apenas que escrevia sobre problemas e a diferente forma com que diferentes pessoas lidam com eles. O certo é que muito do seu estado de espírito transparecia aos olhos dos mais atentos naquilo que escrevia. Era inspirado por escritores como William Burroughs e vocalistas como Jim Morrison e David Bowie.

O grande número de espectáculos marcados ajudou a piorar a Epilepsia de Ian e muitos dos concertos foram sendo cancelados. Deborah Curtis(sua esposa) afirmava frequentemente que o público admirava Ian Curtis por coisas que o iam matando. No fim de um concerto no Rainbow em Londres, Ian teve um ataque Epiléptico, acabando por cair violentamente em cima da bateria, e ainda assim o público não teve consciência do que se estava a passar, colocando a hipótese de todo aquele comportamento fazer eventualmente parte do seu estado já "normal".

Unknow Pleasures, foi o LP de estreia dos Joy Division. Foi gravado em apenas quatro dias e começou a atrair a atenção do público em Inglaterra. Nele destacavam-se as letras de Ian Curtis, por nelas estar presente a angústia e desespero humano. Quando o álbum foi lançado, foi recebido pela crítica inglesa como um dos melhores discos de estreia de sempre.

Ian Curtis é encontrado morto em sua casa, no dia 18 de Maio de 1980. Com apenas 23 anos, Ian comete o suicidio, enforcando-se com uma corda. O motivo aparente poderia ser o agravar da sua doença, e as questões de alienação que caracterizavam a sua personalidade. Ian Curtis falava obsessivamente da morte, em letras como In a lonely place, talvez antecipando o seu próprio fim. A morte de Ian levou ao fim da carreira de uma das mais influentes bandas, precisamente no momento do seu auge.

Ironicamente com o lançamento do compacto Love Will Tear Us Apart, os Joy Division atingiram a sua maior popularidade quando já não existiam enquanto banda, e Ian Curtis nunca chegou a ver o sucesso que tanto desejava para o grupo.

Envolto nesta bolha de mistério, melancolia, desespero, poesia e música, Ian Curtis, é hoje um mito que é relembrado e admirado por muitos e questionado por outros. Sobre ele podemos hoje assistir a milhares de testemunhos, filmes, documentários. Um homem que prova que o ser humano é a sua história, e que esta pode ser relembrada e admirada ao longo de gerações.

Texto | Catarina Pires

IAN CURTIS | JOY DIVISION
Antologia Poética



Autor | Pedro S. Costa e Paulo Da Costa Domingos
Editora | Assírio & Alvim
(Coleção Rei Lagarto - 4)
81 Páginas
Formato | PDF

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segunda-feira, 27 de agosto de 2018

The Traveling Wilburys


The Traveling Wilburys foi um supergrupo formado por George Harrison, Jeff Lynne, Roy Orbison, Bob Dylan e Tom Petty.

A primeira reunião informal teve lugar no estúdio de gravação de Bob Dylan em Santa Mônica, Califórnia, onde se juntaram Roy Orbison, Tom Petty e George Harrison para gravar a canção "Handle with Care", que faria parte do lado B do single "This Is Love", extraído do álbum Cloud Nine de George Harrison.

Devido aos bons momentos que passaram juntos em estúdio de gravação, decidiram gravar um álbum em um período de dez dias, devido principalmente à iminente turnê de Bob Dylan, no que cada membro contribuiu com várias canções. Lançado em outubro de 1988, sob vários pseudônimos o álbum Traveling Wilburys Vol. 1 alcançou o posto número 79 da lista dos 100 melhores discos dos anos 1980 publicada pela revista musical Rolling Stone. Posteriormente, seria indicado como Álbum do Ano no prêmio Grammy.

Apesar da morte de Roy Orbison em 6 de dezembro de 1988, o grupo gravou um último álbum sob pseudônimos distintos, ainda que conservando o nome Wilbury. A modo de homenagem, no videoclipe da canção "End Of The Line" figura uma guitarra e um retrato de Roy Orbison. Durante certo tempo, a imprensa especulou sobre uma possível entrada no grupo de Del Shannon, mas seu suicídio em 1990 acabou com este projeto. O segundo álbum, chamado Traveling Wilburys Vol. 3, seria o último trabalho do grupo, precedido do single "Nobody's Child". Pular irreverentemente a sequência cronológica ao nomear o album de "Vol.3" ao invés de "Vol.2" foi uma sugestão tipicamente beatle de George, bem ao estilo da sua ilustre banda anterior. O falecimento de Roy Orbison, vocalista do grupo, e a onipresença compositora de Bob Dylan no segundo álbum (mais da metade das canções foram compostas por ele), contribuíram para um final amistoso do grupo.

Aos finais da década de 1990 e começo do novo milênio, os dois álbuns dos Traveling Wilburys estavam fora de catálogo. Harrison, como dono dos direitos sobre os álbuns, trabalhou neles antes de sua morte para um futuro lançamento, embora não tenha chegado a vê-lo devido a sua morte em 2001. Em junho de 2001, depois do anúncio de Tom Petty na XM Satellite Radio, os dois álbuns foram publicados em formato CD junto a um DVD adicional.

O nome "Wilbury" foi um termo familiar utilizado por George Harrison e Jeff Lynne durante a gravação do álbum Cloud Nine. Em inglês "We’ll bury them in the mix" pode ser traduzido como "nós os enterraremos na mistura". No início, George Harrison sugeriu o nome The Trembling Wilburys, mas posteriormente acabaram mudando para The Traveling Wilburys.

1988 | VOL. 1

01. Handle With Care
02. Dirty World
03. Rattled
04. Last Night
05. Not Alone Any More
06. Congratulations
07. Heading For The Light
08. Margarita
09. Tweeter And The Monkey Man
10. End Of The Line
Bonus tracks
11. Maxine
12. Like A Ship


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sexta-feira, 24 de agosto de 2018

Peggy Lee


Peggy Lee (Jamestown, 26 de maio de 1920 — Bel Air, Los Angeles, 21 de janeiro de 2002), nome artístico de Norma Deloris Egstrom, foi uma cantora de jazz tradicional estadunidense conhecida por interpretar as canções "Is That All There Is?" e "Fever". Ao longo de uma carreira de mais de cinco décadas, Peggy gravou mais de 600 canções e chegou a ser comparada às mais importantes cantoras americanas de sua época, como Billie Holiday e Bessie Smith.

Nascida Norma Deloris Egstrom em Jamestown, Dacota do Norte. Conhecida como uma das mais importantes influências musicais do século 20, Lee é citada como inspiração para vários artistas, como Bobby Darin, Paul McCartney, Anni-Frid "Frida" Lyngstad (do ABBA), Bette Midler, Madonna, K. D. Lang, Elvis Costello, Dusty Springfield, Dr. John, Christina Aguilera entre outros.

Como escritora, colaborou com seu ex marido Dave Barbour, Sonny Burke, Victor Young, Francis Lai, Dave Grusin, John Chiodini, e o Duque Ellington, que diz "If I'm the Duke, then Peggy's the Queen" ("Se eu sou o Duque, então Peggy é a rainha").

Como atriz, foi indicada a um Oscar Academy Awards por seu papel em Pete Kelly's Blues.

Frank Sinatra, Ella Fitzgerald, Judy Garland, Dean Martin, Bing Crosby e Louis Armstrong todos citaram Lee como um de seus cantores favoritos.

Foi cremada e suas cinzas depositadas em um monumento no The Garden of Serenity no Westwood Village Memorial Park Cemetery.

Texto | Tiago Ferreira

1997 | THE BEST OF PEGGY LEE
(The Blues & Jazz Sessions)


01. Why Don’t You Do Right
02. For Every Man There’s A Woman
03. Fever
04. Well Alright, OK, You Win
05. Blue Prelude
06. Hallelujah I Love Him So
07. Just For A Thrill
08. Goin’ To Chicago Blues
09. I’m A Woman
10. See See Rider
11. You Don’t Know
12. Call Me
13. Whisper Not
14. The Thrill Is Gone
15. Seventh Son
16. Please Send Me Someone To Love
17. Momma’s Gone, Goodbye
18. I’m Gonna Go Fishin’

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terça-feira, 21 de agosto de 2018

Thomas Mapfumo


O cantor Thomas Mapfumo é conhecido como o Leão do Zimbábue pela sua imensa popularidade e também, em especial, pela grande influência política que exerce por meio de sua música. Foi ele, por exemplo, o criador do estilo musical que se tornou bastante popular, chimurenga.

Nos anos sangrentos da libertação do seu país e, depois, nos anos de profundas crises econômicas, sociais e políticas, Mapfumo usou sua música para denunciar injustiças, falar sobre questões históricas e culturais e desnudar fatos escondidos pelos jornais sob censura do governo do presidente Robert Mugabe.

Em 2000, as condições no Zimbábue ficaram ainda mais difíceis, devido às políticas violentas do presidente Mugabe e as músicas de Mapfumo foram banidas de todas as rádios. O músico optou por sair do país e foi viver nos Estados Unidos. Mas, apesar do risco, Mapfumo continuou retornando regularmente ao seu país natal, uma vez por ano, para fazer um show de fim de ano. Isso aconteceu até 2004, quando ele sentiu que a coisa estava ficando perigosa demais e deixou de ir.

Mapfumo começou a cantar em 1955, aos 10 anos. Durante sua adolescência, quando seu país vivia a luta pela libertação que transformaria a Rodésia em Zimbábue, Mapfumo atuava como artista itinerante, que o fez ter contato com diversas regiões. Suas músicas passaram a refletir as preocupações das pessoas com as quais ele se encotrava, as privações da vida rural, a indignação com o colonizador.

Foi nesse momento que ele desenvolveu a música que chamou de chimurenga. Os guerrilheiros de seu país que lutavam pela libertação eram chamados chimurenga que, em chona significa luta, conflito. A música chimurenga refletia os anseios da nação negra da Rodésia.

Em 1980, ele celebrou a independência do país que passaria a chamar Zimbábue, sob o som de chimurenga, ao lado dos novos líderes do país. No entanto, Mapfumo esteve sempre ao lado do povo. Ele ficou conhecido por cantar músicas em prol da revolução libertadora, mas suas músicas falavam mesmo era de justiça social e liberdade cultural.

Quando os líderes da libertação transformaram-se em governantes corruptos e que misturavam o conceito de nação com o de sua própria casa, quando perderam os limites do poder, quando passaram a também subjugar o povo como os colonizadores, Mapfumo seguiu coerente. Em 1989 lançou a canção Corrupção. No ano seguinte, cantou Jojo, onde ele avisa os jovens sobre os perigos da política no país em que estão.

Foi nessas circunstâncias que as condições para ele ficaram insustentáveis e Mapfumo teve que deixar o país. Mas sua arte continua lá. E ele continua ativo.

Texto retirado do blog | Mosanblog

1984 | MABASA
(Thomas Mapfumo & The Blacks Unlimited)


01. Ndanzwa Ngoma Kurira (I Hear The Sounds Of Drumming)
02. Mari (Money)
03. Mabasa (Work)
04. Chemera Chaunoda (Ask What You Want)
05. Usatambe Nenyoka (Don't Play With A Snake)
06. Muchoni (The Self-Exile)


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sábado, 18 de agosto de 2018

Hall & Oates


Daryl Hall (nascido Daryl Franklin Hohl, em 11 de outubro de 1946) e John Oates (nascido em 7 de abril de 1948) conheceram-se ainda na faculdade, quando Hall estudava música e Oates, jornalismo, na Filadélfia, em meados de 1968. Logo em seguida, Hall saiu desta universidade e participou de diversas empreitadas musicais (como Temptones e Gulliver, calcada dentro de um country folk), seguiu como musico de estúdio, fazendo backing vocal para bandas soul da época, a exemplo do grupo The Stylistics e outros mais. Enquanto isso, Oates viajou pela Europa, também trabalhando como musico de apoio para diversas bandas e cantores como The Masters. No seu retorno montou o duo com Hall, mesclando a Soul Music com o tipo de rock vigente na época, despertando a atenção de Tommy Motolla, proprietário da Champion Entreintament Organization Co., responsável por empresariar a dupla por longos anos.

A estreia da dupla deu-se em 1972, com o álbum Whole Oats, lançado pela gravadora Atlantic Records, calcado ainda num country folk da Filadélfia. No ano seguinte, lançam o álbum Abandoned Luncheonette, incluindo o hit single "She's Gone" (que, à ocasião, fora regravada por diversos interpretes, como Tavares e Lou Rawls, e a versão da dupla somente atingiu a Billboard no ano de 1976[carece de fontes]. Em 1974, lançaram o War Babies, produzido por Todd Rundgren, que chegou a ter algum sucesso comercial.

Logo em seguida, em 1975 a dupla migra para a gravadora RCA (atual BMG), aonde lança o álbum Daryl Hall & John Oates, também conhecido como silver album, que consegue emplacar o sucesso "Sara Smile" (#4 Billboard em 1976[carece de fontes]), dedicado à namorada de Hall, Sara Allen, que seria sua parceira em muitos outros hits da dupla, no decorrer dos anos.

No ano de 1976, lançam o álbum Bigger Than Both of Us, que consegue chegar ao #1 daos Estados Unidos com o Hit Single "Rich Girl" também escrito por Hall.

No decorrer da década, surgiram mais álbuns, como Beauty on a Back Street (1977), com a música "Why Do Lovers Break Each Other's Heart?" e "Bigger Than Both of Us", que não constou no álbum anterior por fugir da temática composta para o disco); Livetime (1978), uma compilação; Along The Red Ledge (1978), com o single "It's a Laugh" (este álbum foi produzido por Robert Fripp e conta com a participação de George Harrison, Robert Fripp, Steve Lukather, Steve Porcaro e Todd Rundgren); X-Static (1979) com o single "Wait for Me". Este álbum trata da incursão da dupla pela disco music do final dos anos 70, que na época estava em decadência, restando hit singles para Bee Gees, Donna Summer e mais alguns outros.

Em 1977, Daryl Hall grava o solo Sacred Songs, que foi lançado somente em Março de 1980 pela RCA Records (na época, estavam estourando com "Rich Girl", por isso não foi lançado na ocasião).

Sucesso
Em 1980 gravam o single "You've lost that love feeling", que rapidamente torna-se sucesso[carece de fontes] e puxa a vendagem do álbum que viria a seguir: Voices, o primeiro autoproduzido pela dupla. A próxima música de trabalho seria o hit single "Kiss on My List", que atingiria o #1 da Billboard em 1981[carece de fontes].

Aproveitando ainda o sucesso dos singles do álbum Voices, em novembro de 1981 é lançado o álbum Private Eyes, no qual exploram o blue-eyed soul e trazem hits como "Private Eyes", "I Can't Go for That", "Did it a Minute", o funk "Your Imagination" e a homenagem a The Temptations, em "Looking for a Good Sign".

Veio então o álbum H2O (um trocadilho de Hall to Oates), com dois singles: "One on One" e "Family Man".

Ainda no compasso deste disco, a dupla grava o single "Jingle Bells Rock", com duas gravações: uma com Oates (que ficou mundialmente conhecida, ainda mais, depois da trilha sonora do filme Home Alone) e outra com Daryl Hall (que permaneceu rara até recentemente). Gravaram também o single "Say it Isn't So", que foi parar diretamente no #2 na Billboard de outubro de 1983[carece de fontes], justamente na semana de Natal. Logo em seguida, ainda no final de 1983/inicio de 1984, sai a coletânea Rock'n Soul Part 1, com todos os sucessos da dupla de 1974 até os últimos singles, incluindo a inédita "Adult Education". Ainda em 1983, é gravado o show desta coletânea, com todos os sucessos, ainda que não fossem inclusas as duas últimas canções.

Em 29 de setembro de 1984, é lançado o single "Out of Touch", atingindo direto o #1 dos EUA[carece de fontes]. O álbum que viria a seguir, Big Bam Boom, trazia as músicas "Method of Modern Love", "Possession Obsession", "Some Things are Better Left Unsaid" e "Dance on Your Knees".

No ano seguinte, gravam o álbum ao vivo Live at Apollo with D. Ruffin & E. Kendrick. David Ruffin e Erick Kendrick foram vocalistas da banda The Temptations, ícones da Soul Music e ídolos da dupla. O álbum gera um single, "The Way You Do the Things You Do/My Girl", que não atinge o auge como os anteriores, porém, consegue aparecer ao menos nas paradas americanas e inglesas[carece de fontes]. O show é gravado em vídeo, que fora lançado em DVD há alguns anos.[quando?] Nesta mesma ocasião, o cantor Paul Young lança em 1 de junho de 1985 o single "Every Time You Go Away", que chega rapidamente ao #1.[carece de fontes] Esta música fez parte do álbum Voices, de 1980 e não chegou a ser lançada em single.

E, para encerrar o ano, tocam no "Live Aid", acompanhados de David Ruffin e Erick Kendrick e com a participação especial de Mick Jagger nos vocais.

Em 86, a dupla decide dar uma pausa nas atividades, durante a qual Hall lança o disco solo Three Hearts in the Happy Ending Machine, com os singles de sucesso "Foolish Pride" e "Dreamtime". Este álbum foi coproduzido por Dave Stewart (da dupla Eurythmics). Retornam como dupla somente em 1988, com o álbum Oh Yeah, já pelo selo Arista Records (BMG) e com os singles "Everything your Hearts Desire", "Downtown Life" e "Missed Oportunity", sendo este o último trabalho da década. Sairia no ano seguinte o álbum Change of Season, mais acústico e mais rock, com vários produtores (inclusive Jon Bon Jovi).

2002 | LEGENDARY

CD 1
01. Sara Smile
02. Do What You Want, Be What You Are
03. Rich Girl
04. Back Together Again
05. Bigger Than Both of Us
06. It's a Laugh
07. I Don't Wanna Lose You
08. Wait for Me
09. How Does It Feel to Be Back
10. Hard to Be in Love With You
11. Everytime You Go Away
12. You've Lost That Lovin' Feelin'
13. Kiss on My List
14. You Make My Dreams
15. Mano a Mano
16. Tell Me What You Want
17. Some Men

CD 2
01. Private Eyes
02. Looking for a Good Sign
03. I Can't Go for That (No Can Do)
04. Unguarded Minute
05. Did It in a Minute
06. Head Above Water
07. Maneater
08. Delayed Reaction
09. One on One
10. Art of Heartbreak
11. Guessing Games
12. Family Man
13. Open All Night
14. Crime Pays
15. Say It Isn't So
16. Adult Education
17. Going Thru the Motions

CD 3
01. Dance on Your Knees
02. Out of Touch
03. Cold Dark and Yesterday
04. Method of Modern Love
05. Bank on Your Love
06. Some Things Are Better Left Unsaid
07. Possession Obsession
08. All American Girl
09. Way You Do the Things You Do
10. Everything Your Heart Desires
11. So Close
12. Starting All Over Again
13. I Ain't Gonna Take It This Time
14. Don't Hold Back Your Love
15. Change of Season
16. Everywhere I Look

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quarta-feira, 15 de agosto de 2018

Monterey International Pop Music Festival


A Explosão da Contracultura
Há 50 anos, o Verão do Amor marcava o apogeu do movimento hippie e mudava as regras do jogo no rock

Junho de 1967. Por um breve momento, a juventude parecia ter tomado conta do mundo ocidental. Naquele mês, tudo o que vinha sendo fermentado nos anos anteriores explodiu em São Francisco, Califórnia, em um fenômeno social que ficou conhecido como Verão do Amor. Cerca de 100 mil jovens rumaram até a cidade para se estabelecer na vizinhança do distrito de Haight-Ashbury. Foi um movimento espontâneo, com frentes em outras partes dos Estados Unidos e na Inglaterra. Os hippies traziam uma mensagem pacifista e a rejeição de um estilo de vida consumista. E, claro, se opunham aos horrores da Guerra do Vietnã.

Graças à sua herança cultural e posição geográfica privilegiada, em meio a belas praias e ao clima quente e iluminado, a Califórnia foi um local perfeito para o florescer da contracultura. Inspirados pelos ideais libertários e pelo estilo de vida propagado pela cultura beat, muitos jovens abandonaram a vida “convencional” e passaram a morar em comunidades onde tudo era compartilhado. Grupos organizados, como o Diggers, mantinham a ordem e cuidavam da assistência médica e da alimentação.

Não era apenas um modo alternativo de viver. Era também o retrato de uma efervescência cultural que iria mudar o panorama pop. Em 14 de janeiro de 1967, ocorreu o primeiro ponto alto desse processo, o Human Be-In, evento que juntou diversas tribos na Golden Gate, em São Francisco. Esse prelúdio do Verão do Amor reuniu cerca de 30 mil pessoas e juntou palestras, atividades culturais e shows. O mote inicial era protestar contra o decreto que bania o uso de LSD na Califórnia. As drogas lisérgicas eram uma das principais forças da contracultura e tinham como principal guru o doutor Timothy Leary, um ex-professor universitário que decidiu abandonar o sistema. Foi lá que ele entoou a célebre frase “Turn on, tune in, drop out” (algo como “fique ligado, entre de cabeça, caia fora”). Personalidades como o poeta beat Allen Ginsberg marcaram presença, além de diversos artistas que acabaram estabelecendo a cena musical de São Francisco, entre eles The Jefferson Airplane, The Grateful Dead e Janis Joplin & Big Brother and the Holding Company.

O Human Be-In causou um impacto tão grande que um novo evento foi marcado para o verão que se aproximava. Em maio, o cantor Scott McKenzie lançou a canção “San Francisco (Be Sure to Wear Flowers in Your Hair)”, escrita por John Philips, do grupo The Mamas and the Papas.
Era um convite sedutor, uma poderosa propaganda para o vindouro Verão do Amor. O single vendeu mais de 7 milhões de cópias e se tornou o hino definitivo da era hippie. Mas quando os Beatles lançaram Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band, no dia 1º de junho, a contracultura ganhava mais do que um hino – ganhava uma declaração de princípios.

Como profetizou Scott McKenzie, uma quantidade surpreendente de jovens rumou a São Francisco e entupiu as ruas na região de Haight-Ashbury. Muitos deles também foram a eventos como o Fantasy Fair and Magic Mountain Music Festival e o Monterey Pop Festival, que marcou o ápice do Verão do Amor. O festival, realizado de 16 a 18 de junho, reuniu cerca de 60 mil pessoas e hoje é considerado o primeiro grande evento do tipo na história do rock. Vários ícones se consagraram lá, como Jimi Hendrix e The Who, que eram praticamente desconhecidos nos Estados Unidos. Janis Joplin e Otis Redding viraram superastros depois de Monterey. Filhos da cena local, como Jefferson Airplane e The Grateful Dead, também marcaram presença, além de hitmakers como The Mamas and the Papas, The Byrds, Bufallo Springfield, Johnny Rivers e The Association. Paralelamente, Ravi Shankar mostrou a força da música indiana. As memoráveis apresentações foram registradas em um filme homônimo dirigido por D.A. Pennebaker.

O flower power (“poder da flor”) se tornou palavra de ordem. Mas nem tudo era paz e solidariedade. Haight-Ashbury ficou pequena para tanta gente; houve uma explosão do abuso de drogas e da criminalidade. Quando junho terminou, muitos jovens voltaram para casa e São Francisco retornou, gradativamente, a uma certa normalidade. Independentemente disso, o que hoje é visto como apogeu hippie mudou a música, a moda, a cultura pop. Foi na esteira daquele momento que, inspirados pelos eventos ocorridos em São Francisco, Jann S. Wenner e Ralph Gleason criaram uma publicação chamada Rolling Stone. Não fosse o Verão do Amor, você não teria esta revista em mãos.

Texto | Paulo Cavalcanti


1967 | MONTEREY INTERNATIONAL POP MUSIC FESTIVAL

CD 1 | FRIDAY EVENING 16.06.1967

John Phillips
01. Festival Introduction
The Association
02. Along Comes Mary
03. Windy
Lou Rawls
04. Love Is A Hurtin' Thing
05. Dead End Street
06. Tobacco Road
07. Memphis
Eric Burdon & The Animals
08. Paint It Black
09. San Franciscan Nights
10. Ginhouse Blues
11. Hey Gyp
Simon & Garfunkel
12. Homeward Bound
13. At The Zoo
14. Feelin' Groovy
15. For Emily
16. Sounds Of Silence
17. Benedictus
18. Punky’s Dilemma

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CD 2 | SATURDAY AFTERNOON 17.06.1967

Canned Heat
01. Rollin' And Tumblin'
02. Dust My Broom
03. Bullfrog Blues
Big Brother & The Holding Company
04. Down On Me
05. Combination Of The Two
06. Harry
07. Road Block
08. Ball And Chain
Country Joe & The Fish
09. Not So Sweet Martha Lorraine
10. Fixin' To Die Rag
11. Please Don't Drop That H Bomb
12. Section 43
Al Kooper
13. (I Heard Her Say) Wake Me, Shake Me

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CD 3 | SATURDAY AFTERNOON 17.06.1967

The Butterfield Blues Band
01. Look Over Yonders Wall
02. Mystery Train
03. Born In Chicago
04. Double Trouble
05. Mary Ann
06. Droppin Out
07. One More Headache
Quicksilver Messenger Service
08. All I Ever Wanted To Do (Was To Love You)
The Steve Miller Band
09. Mercury Blues
The Electric Flag
10. Groovin Is Easy
11. Wine
12. Night Time Is The Right Time

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CD 4 | SATURDAY NIGHT 17.06.1967

Moby Grape
01. Tommy Smothers Introduction
02. Indifference
03. Mr Blues
04. Sittin' By The Window
05. Omaha
Hugh Masekela
06. Bajabula Bonke (Healing Song)
The Byrds
07. Renaissance Fair
08. Have You Seen Her Face
09. Hey Joe (Where You Gonna Go)
10. He Was A Friend Of Mine
11. Lady Friend
12. Chimes Of Freedom
13. So You Wanna Be A Rock & Roll Star
Laura Nyro
14. Wedding Song
15. Poverty Train

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CD 5 | SATURDAY NIGHT 17.06.1967

Jefferson Airplane
01. Somebody To Love
02. The Other Side Of This Life
03. White Rabbit
04. High Flying Bird
05. Today
06. She Has Funny Cars
07. Young Girl Sunday Blues
08. Ballad Of You, Me and Pooneil
Booker T & The MG's
09. Booker Loo
10. Hip Hug Her
11. Philly Dog
Otis Redding
12. Shake
13. Respect
14. I've Been Loving You Too Long
15. Satisfaction
16. Try A Little Tenderness

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CD 6 | SUNDAY AFTERNOON 18.06.1967

Ravi Shankar
01. Raga Bhimpalasi
02. Tabla Solo In Ektal
03. Dhun (Dadra and Fast Teental)

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CD 7 | SUNDAY NIGHT 18.06.1967

The Blues Project
01. The Flute Thing
Big Brother & The Holding Company
02. Combination of Two
Buffalo Springfield
03. Introduction
04. For What It's Worth
05. Nowday's Clancy Can't Even Sing
06. Rock & Roll Woman
07. Bluebird
The Who
08. Substitute
09. Summertime Blues
10. Pictures Of Lily
11. A Quick One While He's Away
12. Happy Jack
13. My Generation

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CD 8 | SUNDAY NIGHT 18.06.1967

Grateful Dead
01. Viola Lee Blues
02. Cold Rain and Snow
The Jimi Hendrix Experience
03. Killing Floor
04. Foxey Lady
05. Like A Rolling Stone
06. Rock Me Baby
07. Hey Joe
08. Can You See Me
09. The Wind Cries Mary
10. Purple Haze
11. Wild Thing

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CD 9 | SUNDAY NIGHT 18.06.1967

Scott McKenzie
01. San Francisco (Be Sure To Wear Flowers In Your Hair)
The Mamas & The Papas
02. Straight Shooter
03. Got A Feelin'
04. California Dreamin'
05. Spanish Harlem
06. Somebody Groovy
07. I Call Your Name
08. Monday, Monday
09. Dancing In The Street (Festival Finale)
10. (Outro) Instrumental

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