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sábado, 18 de novembro de 2017

Louis Armstrong


Texto: Clube de Jazz

"Eu tive o meu trompete, uma vida linda, uma família, o Jazz. Agora estou completo."

Um dos mais importantes músicos do século XX, o pioneiro do jazz, Louis Armstrong, nasceu em New Orleans no dia quatro de julho de 1900. Teve uma infância pobre, quase sempre cantando nas ruas por sobrevivência.

Em 1912 ele foi preso por dar tiros de pistola na festa de ano novo e portanto, conduzido a um reformatório. Apesar do infortúnio, foi nesse instituição que Armstrong aprendeu a tocar corneta e quando saiu do reformatório em 1914 ele começou a tocar nas bandas de jazz.

Como demonstrava talento, acabou nas graças do grande jazzista da época, o seu padrinho King Oliver, tocando em diversas formações, tanto em New Orleans quanto em Chicago.

No início dos anos vinte, Armstrong depois de gravar com Oliver seus primeiros discos, mudou para New York e lá trabalhou na orquestra de Fletcher Henderson. Durante esse período, Amstrong uma série de clássicos, tanto com os grupos de Henderson quanto com cantores de jazz e blues.

Através da interferência de sua mulher, a pianista Lil Hardin, Louis formou seus famosos Hot Five e Hot Seven, e durante essa época foi apelidado de "Satchmo" – abreviação de "Satchel Mouth" – devido às grande volume das bochechas obtido quando tocava trompete.

Em 1927 Armstrong trocou a corneta pelo trompete e nesse mesmo ano ele popularizou o estilo "scat" cantando "Heebies Jeebies". Com o passar do tempo, a popularidade de Armstrong cresceu muito, como seu estilo único de suingar, com sua voz grave dominando as ondas do rádio, tudo isso fazendo dele o músico de jazz mais famoso de sua época.

Em meados dos anos trinta ele fez sua primeira excursão na Europa, entre as inúmeras que realizou para difundir a cultura americana através de uma música única e vibrante. O estilo de tocar e cantar de Armstrong se tornou uma grande referência tanto para músicos quanto para cantores, como Bing Crosby e Ella Fitzgerald.

Seus poderosos solos transformaram o jazz de conjuntos que tocavam a música uniformemente para outras formações centradas nos solos e improvisos. Desafortunadamente, na metade dos anos 40, o jazz passou a ser comandado pelo bebop tornando o estilo de Armstrong ultrapassado, deixando de ser uma referência para os novos músicos.

Armstrong fundou um sextet denominado de All-Stars, um conjunto que se baseava nos estilos New Orleans e swing, grupo esse que tinha sempre a sua presença cativante e bem humorada. Continuou a excursionar com o seu grupo, como embaixador do jazz, até a sua morte ocorrida no dia seis de julho de 1971.

1999 | LOUIS ARMSTRONG
Essential Masters Of Jazz


01. West End Blues
02. Dinah
03. When It's Sleepy Time Down South
04. Weather Bird
05. Nobody Knows The Trouble I've Seen
06. Cornet Shop Suey
07. Solitude
08. When The Saints Go Marching In
09. I Can't Give You Anything But Love
10. Tight Like This
11. Lazy River
12. Willie The Weeper
13. Dear Old Southland
14. Swing That Music
15. I Wonder
16. St Louis Blues
17. Basin Street Blues
18. Stardust
19. Where The Blues Were Born In New Orleans
20. What Did I Do To Be So Black And Blue

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segunda-feira, 2 de março de 2015

Duke Ellington & Louis Armstrong



O compositor e bandleader Ellington conduziu um das orquestras mais notáveis e autodefinidas do jazz durante 50 anos. Não só manteve uma visão musical consistente onde pode desenvolver o seu trabalho como um compositor, mas se sustentou durante décadas com um núcleo leal de solistas que construiram suas próprias marcas na história do jazz.

Dentro do contexto de direção de uma banda, Ellington se tornou figura única no mundo do jazz ao produzir um songbook da canção popular americana comparável em amplitude e profundidade ao que foi gerado por Gershwin, Rodgers, Berlim e Arlen.

Canções como "Mood Indigo", "Solitude", "In A Sentimental Mood", "Don't Get Around Much Anymore" e muitos outros foram executados amplamente e se tornaram standards americanos.

Ellington nasceu em 29 de abril de 1899, e cresceu em um ambiente de classe-média em Washington, D.C. Ele começou a tocar piano com sete anos nos estilos de ragtime e stride. Ele veio para New York com os Washingtonians, e logo assumiu liderança quando Snowden partiu.

Ellington ficou com um grupo de instrumentistas que permaneceriam com ele durante anos e o seguiriam até o topo: Sonny Greer, Otto Hardwick, Arthur Whetsol e Fred Guy. Antes do final dos anos vinte, entraram para o grupo: Harry Carney, Johnny Hodges e Cootie Williams, cada um permanecendo com Ellington até nos anos sessenta.

Os anos de formação da banda de Ellington cobrem de 1924 até 1935. Na seção rítmica a tuba e o banjo foram substituídos pelo baixo e violão e Lawrence Brown trouxe um som único para o trombone. O período também rendeu uma combinação de sucessos para Ellington, como "Rockin'In Rhythm", "Black And Tan Fantasy", "Creole Love Call, que permaneceriam no seu repertório até o fim.

O período de maturidade começa em meados dos anos trinta e atinge o auge no período de 1940-45. As presenças de Jimmy Blanton no baixo e de Ben Webster no sax-alto foram fundamentais na construção de "Ko Ko", "Concerto For Cootie", "Jack The Bear", "Cotton Tail", "Harlem Airshaft" e "Take The A Train", todas gravadas pela RCA.

Este período de intensa criatividade estende até sua composição mais ambiciosa de Ellington, o épico "Black, Brown And Beige", concebido em 1943. Depois da guerra, seu som sobreviveu, mas a intensidade compositional caiu muito até o final da década, Ellington perdeu muito das suas distintas vozes.

O período moderno, ou a Era de Newport começa em 1951 quando Sonny Greer foi substituído por Louis Bellson e a banda ganhou uma nova agilidade rítmica. Bellson ficou durante aproximadamente três anos, no final sendo substituído por Sam Woodyard.

Mas a flutuação rítmica da banda sempre era fixa com um rasto moderno e melhorias sutis inspiradas em sua musicabilidade. Quando Johnny Hodges voltou depois de uma ausência de cinco anos, Ellington sentiu-se revigorado e pronto para seguir adiante.

O desempenho histórico de "Diminuendo And Crescendo In Blue" no Newport Jazz Festival de 1956 abriu uma era nova de prosperidade para Ellington que reavivou a composição e produziu uma sucessão de trabalhos estimulantes, de "Such Sweet Thunder" (1957) para "The Far East Suite" (1966).

Durante os anos finais da banda, início de 60 até 1974, a morte cortou fora o que tinha parecia ser imutável. Duke Ellington morreu de câncer no dia 24 de maio de 1974, mas a banda continuou de forma irregular, sob a direção de seu filho Mercer Ellington.

Texto: Clube de Jazz

1961 | LOUIS ARMSTRONG & DUKE ELLINGTON
The Great Summit | The Master Takes

01 | Duke’s Place
02 | I’m Just a Lucky So and So
03 | Cottontail
04 | Mood Indigo
05 | Do Nothin’ Till You Hear from Me
06 | Beautiful American
07 | Black and Tan Fantasy
08 | Drop Me off in Harlem
09 | Mooche
10 | In a Mellow Tone
11 | It Don’t Mean a Thing (If It Ain’t Got…
12 | Solitude
13 | Don’t Get Around Much Anymore
14 | I’m Beginning to See the Light
15 | Just Squeeze Me
16 | I Got It Bad (And That Ain’t Good)
17 | Azalea

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quarta-feira, 18 de agosto de 2010

Gershwin, Ella & Louis

ELLA FITZGERALD

Ella Fitzgerald nasceu a 25 de abril de 1917 em Newport News, Virginia. Vivendo dentro de uma família pobre, Fitzgerald foi uma sem-teto durante algum tempo antes de se lançar na carreira profissional em 1934, com sua vitória numa competição amadora no Apolo Theater.

Contratada pelo baterista e líder de banda Chick Webb, Fitzgerald se tornou a parte mais importante da orquestra de Webb com a magnífica interpretação de "A-Tisket, A-Tasket" entre outros sucessos. Quando Webb morreu em 1939 Fitzgerald assumiu liderança da sua banda durante os próximos dois anos.

Em 1941 ela começou uma carreira de solo, ao mesmo tempo em que se tornava uma das vocalistas mais populares dos anos quarenta graças a uma série de standards lançados pela gravadora Decca.

No final dos anos 40 Fitzgerald começou a deixar o swing e o popular para voltar às raízes do jazz adotando o bop, muito em voga na época. Ela começou a utilizar o scat singing, estilo de canto popularizado por Louis Armstrong, o que aumentou sua credibilidade no cenário de jazz.

No final de 50 Fitzgerald começou a gravar Para a Verve várias séries de álbuns dedicados às canções de artistas como George Gershwin, Cole Porter, Jerome Kern e Duke Ellington.

Fitzgerald entava em seu período "clássico", sendo melhor conhecida do que já era. Para o fim da década de 60 ela adotou material popular mais contemporâneo, seguindo para a Pablo de Norman Granz onde ela se voltaria mais uma vez para o jazz.

Na década de 80 Fitzgerald estava sofrendo de problemas de saúde e com declínio vocal ela deixou de gravar em 1989, vindo a falecer em 14 de junho de 1996.

GEORGE GERSHWIN

Nascido no Brooklyn, Nova York, com o nome de Jacob Gershowitz, filho de pais imigrantes judeus, oriundos da Rússia, aos 15 anos George já era um talentoso pianista e deixou o colégio para trabalhar como sonoplasta no New YorkŽs Tin Pan Alley (onde se encontravam os mais importantes editores de música).

George compôs a maioria das suas obras em parceria com o seu irmão Ira Gershwin. Entre 1920 e 1924, escreveram canções para as revistas de teatro e conheceram Paul Whiteman, que contratou George para escrever uma peça de jazz para um concerto. O resultado foi "Rapsody in Blue".

Depois fez outros trabalhos voltados para o clássico, como "Um americano em Paris" (1928) e "Segunda Rapsódia" (1931). Com seu irmão Ira, compôs os musicais "Lady Be Good" (1924), "Strike Up The Band" (1927), "Girl Crazy" (1930) e "Of Thee I Sing" (1931), a primeira comédia musical a ganhar o prêmio Pulitzer.

Gershwin compôs para a Broadway e para o teatro de concerto clássico e a sua música reúne elementos destes distintos universos. Conheceu igualmente o sucesso na autoria de canções populares. Entre as suas composições, muitas foram para o cinema e algumas se tornaram clássicos do jazz, em particular as gravadas por Ella Fitzgerald, com Louis Armstrong.

Uma das ambições de Gershwin era a criação de uma ópera, e a realizou com "Porgy and Bess", em 1935, baseada num livro de DuBose Hayward, com letras do próprio autor e de Ira Gershwin.

1998 | ELLA FITZGERALD & LOUIS ARMSTRONG
Our Love Is Here To Stay: Ella & Louis Sing Gershwin

01 | I Got Plenty O' Nuttin'
02 | He Loves And She Loves
03 | A Woman Is A Sometime Thing
04 | They Can't Take That Away From Me
05 | Let's Call The Whole Thing Off
06 | Strike Up The Band
07 | Things Are Looking Up
08 | They All Laughed
09 | A Foggy Day
10 | How Long Has This Been Going On?
11 | Summertime
12 | Love Is Here To Stay
13 | There's A Boat Dat's Leavin' Soon For New York
14 | 'S Wonderful
15 | I Was Doing All Right
16 | Oh, Lady Be Good

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