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domingo, 12 de abril de 2020

V.A. - Substance - A Brazilian Gothic Collection [Versão 2009]


2008 | SUBSTANCE: A BRAZILIAN GOTHIC COLLECTION

01. Lua Nigra | Fogos
02. Scarlet Leaves | Absinthe Tears
03. The Knutz | You Are The Wonder
04. Plastique Noir | Empty Streets
05. Days are Nights | Guerra Fria
06. Escarlatina Obsessiva | Where Sank One Million Ships
07. Jardim do Silêncio | A Minha Tragédia
08. Projeto Reinfield | Mists
09. Bells of Soul | I See Your Name In The Sky
10. Discotronike | Convict
11. Enjoylive | My Favorite Sin
12. A Industrya e Rodrigo Helfenstein | Lies
13. Alle Sterne Sterben | Me Restaram Somente Flores
14. Elegia | Bunker de Papel
15. A Última Dança | 11 de junho
16. Vitrine | Estranhos Sonhos
17. Low Hipnóise | The Sanctuary
18. Gargula Valzer | Carrions Hunger
19. The Silent Party | An Instant of Difference
20. A Banda Invisível | Quando As Almas Se Encontram

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terça-feira, 19 de novembro de 2019

V.A. - Two Rooms: Celebrating the Songs of Elton John & Bernie Taupin


Two Rooms: Celebrating the Songs of Elton John e Bernie Taupin é uma coletânea de interpretações de canções de Elton John feitas por diversos artistas. Foi lançada em 1991.

1991 | TWO ROOMS
(Celebrating the Songs of Elton John & Bernie Taupin)


01. Eric Clapton | Border Song
02. Kate Bush | Rocket Man (I Think It's Going To Be A Long, Long Time)
03. Sting | Come Down In Time
04. The Who | Saturday Night's Alright (For Fighting)
05. Beach Boys | Crocodile Rock
06. Wilson Phillips | Daniel
07. Joe Cocker | Sorry Seems To Be The Hardest Word
08. Jon Bon Jovi | Levon
09. ina Turner | The Bitch Is Back
10. Daryl Hall & John Oates | Philadelphia Freedom
11. Rod Stewart | Your Song
12. Oleta Adams | Don't Let The Sun Go Down On Me
13. Bruce Hornsby | Madman Across The Water
14. Sinead O'Connor | Sacrifice
15. Phil Collins | Burn Down The Mission
16. George Michael | Tonight

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domingo, 20 de outubro de 2019

Secos & Molhados | Tributos


Álbum de 2003 em comemoração aos 30 anos do Secos e Molhados.

O disco traz a participação de vários artistas da nova geração reinterpretando todas as faixas do primeiro álbum de 1973 do grupo.

2003 | ASSIM ASSADO
(Tributo ao Secos & Molhados)


01. Nando Reis | Sangue Latino
02. Falamansa e Maskavo | O Vira
03. Toni Garrido | O Patrão Nosso de Cada Dia
04. Ira! | Amor
05. Eduardo Dussek | Primavera nos Dentes
06. Capital Inicial | Assim Assado
07. Pitty | Mulher Barriguda
08. Matanza | El Rey
09. Arnaldo Antunes | Rosa de Hiroshima
10. Raimundos | Prece Cósmica
11. Pato Fu | Rondó do Capitão
12. Marcelinho da Lua | As Andorinhas
13. Ritchie | Fala

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Completando 40 anos, a personalíssima estreia fonográfica dos Secos e Molhados tem mais uma tentativa de modernização de sonoridade com 13 componentes da nova cena roqueira (indie?) brasileira. Em 2003, tal empreitada já havia sido alavancada por nomes, hoje estrelados, como Arnaldo Antunes, Nando Reis, Ira!, Pato Fú e até Falamansa. Na ocasião o saldo foi pífio.

Dez anos depois, o selo RockinPress faz outro mergulho neste repertório com resultados que, se não soam tão rasos, também não empolgam muito. Como todo trabalho sem direção artística – no caso, cada artista fez sua versão livremente, sem conceito musical definido – a irregularidade dá a tônica do álbum. Sejamos justos, o álbum original é tão marcante que, hoje, depois de uma revisão histórica, se configura como uma das melhores estreias musicais brasileiras em todos os tempos. Não é trabalho fácil fugir de símbolos como “O Vira”, “Sangue Latino” e “Assim Assado”. Deixar de lado as comparações então, é impossível.

Mas há bons momentos em “Armazém 73″. A banda sergipana Bicicletas de Atalaia acerta o tom roqueiro de“Mulher Barriguda”. Nevilton vai pelo mesmo caminho acrescentando doses de psicodelia à “Prece Cósmica” e também se sai bem. Mais reverente, Phillip Long, não se arrisca muito e vai no caminho do folk em “O Patrão Nosso de Cada Dia”. Curiosa é a versão feita pelo carioca Thiago El Niño, apontando um surpreendente fraseado rap para “Primavera Nos Dentes”. No meio do caminho ficam, com suas pálidas leituras, A Banda Mais Bonita da Cidade com “Assim Assado” e Leo Fressato com “Rondó do Capitão”. Não dizem muito a que vieram.

Nome muito comentado na cena independente, a baiana Nana erra mão em “Rosa de Hiroshima” ao apostar na eletrônica, overdubs e afins que soterram a melodia de Gerson Conrad e um fiapo de voz que fazem banais os belos versos de Vinicius de Moraes. Também errática, abrindo o cd, é a versão do maior sucesso dos Secos e Molhados, ”Sangue Latino”, por Mahmundi.

2013 | ARMAZÉM 73
(Tributo ao Secos & Molhados)


01. Mahmundi | Sangue Latino
02. Rafael Castro | O Vira
03. Phillip Long | O Patrão Nosso de Cada Dia
04. Lucas Vasconcellos | Amor
05. Thiago Elniño | Primavera nos Dentes
06. A Banda Mais Bonita da Cidade | Assim Assado
07. Bicicletas de Atalaia | Mulher Barriguda
08. Phill Veras | El Rey
09. Nana | Rosa de Hiroshima
10. Nevilton | Prece Cósmica
11. Leo Fressato | Rondó do Capitão
12. Ana Larousse | As Andorinhas
13. Maglore | Fala
14. Daniel Peixoto | O Vira

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A gravadora Deck lançou, em formato digital, o álbum Primavera nos Dentes. O trabalho conta com releituras de 11 das 26 canções lançadas pelo Secos & Molhados durante a fase inicial do grupo (1973 a 1974).

A Secos & Molhados surgiu, durante os anos 70, influenciada pela explosão da Tropicália. A partir da iniciativa do guitarrista João Ricardo, os demais membros da formação inicial foram recrutados para participar. A escolha de Ney Matogrosso como vocalista se encaixava nos planos originais de João, que queria um vocalista com um timbre mais feminino. O grupo ganhou o status de um dos mais importantes da música brasileira dos anos 70.

O Primavera nos Dentes começou através do baterista e pesquisador (e também ex-Titãs) Charles Gavin. Ele se juntou a mais alguns nomes de peso para dar vida ao álbum: Pedro Coelho (que participou da peça “Cássia Eller – O Musical“) no baixo, Paulo Rafael (que já tocou com Alceu Valença) na guitarra e Felipe Ventura (da banda Baleia) mesclando violino e guitarra. Os vocais principais ficaram por responsabilidade da cantora Duda Brack.

O grupo já está junto tem um tempo, mas a produção do álbum surgiu a partir de um convite do produtor musical Rafael Ramos (Pitty, Los Hermanos, Cachorro Grande). O nome do projeto veio do título da quinta faixa do lado A do álbum de estreia Secos & Molhados, lançado em 73.

Mesmo passados 40 anos, as canções continuam atuais

Mas não são apenas meras releituras. Com arranjos que deram às músicas uma nova roupagem, o projeto mostra a atemporalidade presente nas letras do grupo. Novas linguagens musicais foram adicionadas às canções originais.

O resultado final acaba por misturar diversos estilos. Tem MPB, rock tradicional, indie, psicodelia, música nordestina e ainda influências da cultura musical de outros países, mostrando as faces musicais de cada membro do projeto.

Charles Gavin conta que:

"A sonoridade e os arranjos se distanciaram bastante dos originais, diria que cada versão que fizemos tem a assinatura de cada um de nós. Também foi surpreendente constatar o fato de que a poesia das letras permanece extremamente atual e assertiva após décadas, deliciosamente doce e ácida, ingênua e politizada ao mesmo tempo, conectando-se com pessoas de qualquer geração e qualquer lugar."

2017 | PRIMAVERA NOS DENTES

01. Delírio
02. Angústia
03. Primavera nos Dentes
04. O Patrão Nosso de Cada Dia
05. Vira
06. O Doce e O Amargo
07. Hierofante
08. Rosa de Hiroshima
09. Tercer Mundo
10. Fala
11. Sangue Latino

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quarta-feira, 25 de setembro de 2019

V.A. O Triângulo Sem Bermudas | Mutantes - Uma Homenagem À Trois


"Os Mutantes foram pioneiros em misturar o rock com ritmos e estilos brasileiros, abrindo as portas para que bandas como Novos Baianos, Secos & Molhados, Paralamas do Sucesso e Chico Science & Nação Zumbi operassem caminhos similares, a partir de outras influências e bases peculiares, mas também misturando influências estrangeiras com sonoridades tipicamente nacionais."

Leia a íntegra em | Hypeness

1996 | O TRIÂNGULO SEM BERMUDAS
(Mutantes - Uma Homenagem À Trois)


01. Pato Fú | Vida De Cachorro
02. Gilberto Gil e Jorge Mautner | Não Vá Se Perder Por Aí
03. Kid | Quem Tem Medo De Brincar De Amor
04. Barão Vermelho | Beijo Exagerado
05. Lulu Santos | Ave Lúcifer
06. Ney Matogrosso | El Justiciero
07. Tiburón Caribe | Cantor De Mambo
08. Planet Hemp | Top Top
09. Arnaldo Antunes | Dia 36
10. Daúde e Toni Garrido | Desculpe Babe
11. Celso Fonseca e Paulinho Moska | Panis Et Circenses
12. Edgard Scandurra e Taciana | Ando Meio Desligado
13. André Abujamra, Lucia Turnbull e Tom Zé | 2001

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quinta-feira, 19 de setembro de 2019

V.A. Rio Grande do Rock


Esta coletânea veio para atualizar as amostras de rock gaúcho que já haviam surgido nacionalmente através do disco “Rock Grande do Sul” (Plug/RCA, 1986) e regionalmente pelos dois volumes do compilado “Rock Garagem”.

“Rio Grande do Rock” apresenta cinco novas bandas de Porto Alegre e se divide entre formações até então recentes, Prize, Apartheid e Justa Causa, com outras já tidas como veteranas, Julio Reny & Expresso Oriente e Cascavelettes. Por sinal, estas duas dão um banho nos demais nomes de “Rio Grande do Rock”. Julio Reny e sua banda suavizam o rock em “Expresso Oriente” e “Anita”, duas preciosidades também presentes no primeiro disco do crooner do rock gaúcho. Já os Cascavelettes não deixam as crianças na sala com suas duas canções, as não menos clássicas “Morte por tesão” e “Estou amando uma mulher”.

Apartheid e Prize mostram um trabalho bastante influenciado pelo pós-punk. Enquanto o Justa Causa não parece muito certo de sua própria estética sonora, a canção “Exilados” é pavorosa

O disco foi lançado pelo selo SBK, propriedade de Jairo Pires, experiente executivo de gravadoras que enveredara pelos independentes. A SBK tinha um acordo de distribuição nacional, mas como de costume, afundou diante do serviço precário oferecido pelos conluios com grandes empresas do disco.

O trabalho teve uma boa repercussão e, consequentemente, boas vendas, ainda que tenha ficado restrito ao Rio Grande do Sul. Hoje item colecionável e totalmente fora de cogitação de ser relançado.

Texto retirado de | Disco Furado

1988 | RIO GRANDE DO ROCK

01. Julio Reny & Expresso Oriente | Expresso Oriente
02. Apartheid | Roleta Russa
03. Prize | Forças do Interesse
04. Justa Causa | Exilados
05. Os Cascavelettes | Estou Amando uma Mulher
06. Os Cascavelletes | Morte por Tesão
07. Justa Causa | Status
08. Apartheid | Criticos
09. Julio Reny & Expresso Oriente | Anita
10. Prize | Brasil

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segunda-feira, 26 de agosto de 2019

V.A. Sub


Sub é uma coletânea lançada em 1983 pelo selo Estúdios Vermelhos (o primeiro selo de Redson, vocalista e guitarrista do Cólera).

É uma das primeiras coletâneas de hardcore punk da America Latina (a primeira é Grito Suburbano, com as bandas Cólera, Inocentes e Olho Seco), sendo respeitado e aclamado internacionalmente.

Inicialmente era para ser um álbum inteiro do Coléra, mas devido as idéias comunistas do músico na época, ele resolveu chamar mais três bandas: Ratos de Porão, Psykóze e Fogo Cruzado.

A edição original teve uma tiragem de 1000 cópias, todas elas na cor vermelha. Tinha três defeitos graves na capa: o primeiro era a abertura da capa, feita pelo lado contrário. O segundo era a cor vermelha em outro tom, diferente do planejado. Por fim, as músicas da banda Psykóze e Ratos de Porão tinham os nomes diferentes do vinil.

A segunda edição (lançada pelo selo Ataque Frontal) corrigiu esses defeitos e lançou o disco conforme o planejado originalmente. Essa edição contou com 1000 cópias na cor vermelha, 500 cópias na cor verde e 500 cópias pretas.

Foi relançado em CD pela Devil Discos.

Texto | Wikipédia

1982 | SUB

01. Ratos de Porão | Parasita
02. Ratos de Porão | Vida Ruim
03. Ratos de Porão | Poluição Atômica
04. Cólera | X.O.T.
05. Cólera | Bloqueio Mental
06. Cólera | Quanto Vale a Liberdade?
07. Psykóze | Terceira Guerra Mundial
08. Psykóze | Buracos Suburbanos
09. Psykóze | Fim do Mundo
10. Fogo Cruzado | Desemprego
11. Fogo Cruzado | União Entre Punks do Brasil
12. Fogo Cruzado | Delinqüentes
13. Ratos de Porão | Não Podemos Falar
14. Ratos de Porão | Realidades da Guerra
15. Ratos de Porão | Por Quê
16. Cólera | Histeria
17. Cólera | Zero-Zero
18. Cólera | Sub-Ratos
19. Psykóze | Vítimas da Guerra
20. Psykóze | Alienação do Homem Moderno
21. Psykóze | Desilusão
22. Fogo Cruzado | Inimizade
23. Fogo Cruzado | Punk Inglês
24. Fogo Cruzado | Terceira Guerra

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quarta-feira, 14 de agosto de 2019

V.A. O Começo do Fim do Mundo


'O Começo do Fim do Mundo' e a invasão punk na fábrica da Pompeia

“Faça você mesmo”, traduzido do inglês Do it Yourself, foi um dos grandes lemas do movimento punk, que surgiu em meados dos anos 1970 nos Estados Unidos e se espalhou pelo mundo ocidental nos anos seguintes. Foi também o lema que conduziu, em novembro de 1982, a organização do festival O Começo do Fim do Mundo, realizado no recém-inaugurado Sesc Pompeia com a presença de 20 bandas de punk rock de São Paulo e do ABC paulista. Se o Sesc ainda não possuía o equipamento de som necessário, alguns amplificadores, microfones e caixas de som resolveram a situação; se os membros de algumas bandas nem tinham seus próprios instrumentos, pegaram emprestado de outras; se não havia espaço para divulgação na mídia, alguns cartazes, flyers e o boca a boca cumpriram o papel. Difícil seria imaginar que, apesar do improviso – ou talvez por isso mesmo –, o evento se tornaria um marco na história da música nacional, com grande repercussão inclusive no exterior.

A ideia partiu do escritor e dramaturgo Antônio Bivar, importante agitador da contracultura brasileira, que percebeu a força que o movimento punk ganhara entre jovens de origem proletária da região metropolitana de São Paulo. Ainda sob o regime militar, em tempos de crise econômica e desesperança no futuro, os jovens punks flertavam com o anarquismo e questionavam o sistema como um todo – governo, polícia, mídia, burguesia, etc. Por isso mesmo, a própria aceitação do Sesc (Serviço Social do Comércio, ligado ao empresariado) em realizar o evento foi uma surpresa vista com desconfiança por algumas bandas, acostumadas a tocar em “buracos” e festas sem nenhuma estrutura ou vínculo oficial. Mas o novo espaço projetado por Lina Bo Bardi de fato se mostrava aberto a novas propostas e surgia ali uma oportunidade para o punk mostrar sua cara para um público mais amplo. Segundo Bivar, deu certo: “Acho que o festival colocou, espontaneamente, o punk na história do Brasil”.

Era uma oportunidade, também, para tentar unificar um movimento fortemente rachado pela rivalidade entre bandas e gangues do ABC contra as de São Paulo. Após uma preparação cautelosa, que envolveu a aceitação de uma trégua entre grupos rivais, O Começo do Fim do Mundo aconteceu, com casa lotada, em dois dias no espaço externo do Sesc. Além dos shows – de Inocentes, Ratos de Porão, Cólera, Negligentes, Olho Seco, Desertores e muitas outras –, exposições e barracas montadas para a divulgação de material punk (discos, fitas, fotos e fanzines) ocuparam a antiga fábrica da Pompeia. “Foi um festival mágico, que a gente conseguiu fazer em momento de crise do movimento, quando estava tendo várias tretas com as gangues. E a gente conseguiu juntar todos. Tudo que tinha de produção punk a gente juntou nesses dias. Porque basicamente só tinha 20 bandas, e foram as 20 que tocaram”, conta Ariel Invasor, ex-membro de Restos de Nada e Inocentes, hoje do Invasores de Cérebros.

Ao contrário do que muitos temiam, o evento aconteceu com poucas brigas que, de algum modo, também faziam parte do espetáculo maior. “A postura toda tinha um tanto de teatro. Eu, como dramaturgo, vi o festival um pouco como um grande espetáculo espontâneo”, conta Bivar. E ele completa: “Os punks não gostam muito que eu fale isso, mas eu acho que uma das grandes coisas do punk, para além da revolta contra o sistema e tal, é um grande humor. Tem uma verve humorada que me fascinou”.

Mas se os jovens não arranjaram tanta confusão, não se pode dizer o mesmo da Polícia Militar, que, sem motivo aparente, invadiu o Sesc para expulsar e prender os punks, levando embora inclusive a fita em que era gravado o evento em vídeo. O material foi resgatado por Bivar na delegacia, ainda no mesmo dia, e possibilitou, mais de 30 anos depois, a realização do documentário O Fim do Mundo, Enfim – de mesmo nome do show comemorativo realizado no Sesc Pompeia em 2012 com cinco das bandas presentes em 1982 e outras convidadas.

Documentário e filmagem do novo show, que novamente lotou a antiga fábrica da Pompeia, saem agora em DVD pelo Selo Sesc. Porque, como dizem por aí, o punk não morreu: “O punk não acabou. Ele continua contestando, continua com uma ideologia viva, do ‘faça você mesmo’, de que não precisa ter uma grande gravadora atrás nem a mídia em cima”, diz o jornalista Ricardo Cachorrão Flávio em cena do filme. “O movimento sobrevive, está indo, andando pelos esgotos, mas está vivo. Seja no Sesc Pompeia, seja num buraco qualquer na periferia, ainda existe punk.”

Texto | Marcos Grinspum Ferraz

1982 | O COMEÇO DO FIM DO MUNDO

01. Dose Brutal | Faces da Morte
02. M-19 | 19 de Abril
03. Neuróticos | Carecas
04. Inocentes | Salvem El Salvador
05. Psykóze | Papo Furado
06. Fogo Cruzado | Ratos de Esgoto
07. Juízo Final | Liberdade
08. Desertores | Não Quero
09. Cólera | C.D.M.P (Cidade dos Meus Pesadelos)
10. Negligentes | Herói
11. Extermínio | Holocausto
12. Suburbanos | Era Suburbanos
13. Passeatas | Direito de Protestar
14. Lixomania | Punk!
15. Olho Seco | Haverá Futuro?
16. Decadência Social | Decadência Social
17. Estado de Coma | Marginal
18. Ratos de Porão | Novo Vietnã
19. Hino Mortal | Desequilíbrio
20. Ulster | Heresia

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domingo, 14 de abril de 2019

Memphis Rockabillies, Hillbillies & Honky Tonkers


ROCK'N ROLL | OS ANOS 50

Em 1945, a partir das alterações que a Segunda Guerra trouxe à cultura norte-americana, surgiram as primeiras casas e estações de rádio especializadas na divulgação da música negra.

Os gêneros blues e country, originários de regiões pobres e caracterizados por letras faladas e ritmos espontâneos, o jazz tocado nas grandes cidades, baseado na improvisação e marcado por bandas maiores e arranjos mais elaborados, com percussão e instrumentos de sopro, e o gospel, desenvolvido nas igrejas evangélicas que, embora obedecendo as escalas do blues, caracterizava-se por ter um ritmo frenético e por vezes sensual.

Da fusão da música negra (blues e gospel) com os ritmos mais dançantes dos brancos (country e jazz) surgiu o rythm and blues, que fez com que a cultura negra ficasse conhecida pela população branca e consumista. Essa foi a época do surgimento e apogeu de nomes como B.B. King, Muddy Waters, Fats Domino e o grupo vocal The Platers, entre outros tantos.

A partir de então, passou a ser fundamental a prática cover, ou seja, a adaptação elaborada por cantores brancos de músicas negras, com alterações nas letras, para que pudessem ser aceitas pelo grande público jovem e branco.

A vendagem de discos de 45 rpm cresceu assustadoramente (já que a juventude teve ampliado seu poder aquisitivo no pós-guerra) e o espaço na radiodifusão foi definitivamente conquistado.

A mistura explosiva da empolgante música negra com o consumismo branco adolescente havia sido feita... a explosão era questão de tempo....

Mas quem poderia ser considerado o "Rei do Rock"? É claro que um estilo musical tão complexo e avassalador não poderia ter sua invenção atribuída a apenas uma pessoa ou uma banda.

Há quem diga que o "inventor" foi o compositor, cantor e pianista Little Richard, que, em 1955, incendiou o mundo musical com seu famoso hit "Tutti Frutti". Outros atribuem o surgimento do rock'n'roll ao guitarrista branco Bill Haley, que atingiu o 1º lugar da parada americana, no verão de 1954, com a música "Rock Around the Clock". Ao guitarrista Chuck Berry é também creditada a "invenção" pois foi ele quem personificou a essência do estilo através dos riffs, solos e a inconfundível batida rítmica transformada em sua marca registrada.

Mas foi um disc-jóquei e radialista de Cleveland, Ohio, Allan Freed, quem usou o termo "rock and roll", algo como "deitar e rolar" (uma gíria usada pelos negros americanos quando se referiam ao ato sexual) para denominar o novo estilo musical que surgia criando o programa "Moon Dog Rock and Roll Party" ao mesmo tempo em que promovia festas de dança com o mesmo nome e movidas pelo ritmo que ele havia ajudado a definir e divulgar.

Assim, o termo e o estilo de música "Rock and Roll" se popularizou, e virou uma febre mundial.

E, a partir de então, o universo da música nunca mais seria o mesmo!

Texto | Léo Falabela


2006 | MEMPHIS ROCKABILLIES, HILLBILLIES & HONKY TONKERS
(5 CD's Box Set)


VOLUME 1

01. Leon Starr | Whole Lotta Shakin' Goin' On
02. Pat Ferguson | Fool I Am
03. Larry Mauel | Pin Strpe Suit
04. Eddie Bond | The Monkey & The Baboon
05. Leon Starr | Brown Eyed Handsome Man
06. Jim Morgan | What's Gonna Happen To Me
07. Ronnie Moore | You Have This And More
08. Eddie Bond | Monkey Business
09. Ray Scott | Boy Meets Girl
10. The Four Kings | Rag Mop (Take 2 Master)
11. Doug Stone | She Moved To Kansas City
12. Jim Morgan | Ticket To Nowhere
13. Eddie Bond | Boo Bop Da Caa Caa
14. Bud Deckleman | Barefoot Rock
15. Larry Manuel | Comanche Rock 'n' Roll
16. Leon Starr | My Baby Left Me
17. Jim Morgan | Sittin' In An All Night Cafe
18. Bobby Watkins | I Just Don't Love You
19. Wayne Michael | Belles Of Souther Bell
20. Doug Stone | Brakeman's Blues
21. Ray Scott | Tonight Will Be The Last Time
22. Jim Morgan | Hole In My Pocket
23. Tennessee Rockettes | Polka Dot Cow
24. Eddie Bond | Look Like A Monkey
25. Leon Starr | Back In The Usa
26. Willie Mitchell | Bongo Beat
27. Melvin Endsley | The Blues Don't Mean A Thing
28. Wayne Michael | Wild Woman Tamer
29. Eddie Bond | Can't Win For Losing
30. Bud Deckleman | I'll Be The One
31. The Stompers | Country Shindig
32. Larry Manuel | A Diploma In May & A Wedding Ring In June
33. Adon Jumper | Just A Waste Of Time
34. Eddie Bond | When The Jukebox Plays (Take 1)
35. Tommy Tucker | Sorry About That
36. Larry Manuel | Don't Try To Call Back Tomorrow
37. Adron Jumper | Hello Trouble
38. Tommy Tucker | Everybody's Darlin' Plus Mine

VOLUME 2

01. Hoyt Johnson | Enie Meanie Minie Mo
02. Merdell Floyd | Jukebox Mama
03. Jimmy Evans | The Joint's Really Jumping
04. Ray Scott | Boppin' Wigwam Willie
05. Monarchs IV | Surge
06. Jerry Dion | River Of Love
07. Rex Ellis | Bop Hop Jamboree
08. Retus Blair | Lowdown Feeling
09. Kimball Coburn | Boo|Be|Ah|Bee
10. Hoyt Johnson | Standing In Your Window
11. Eddie Bond | Here Comes The Train
12. Jimmy Roby | Skipping The Strings
13. Harmonica Frank Floyd | Rock A Little Baby
14. Billie High | Wondering If You Still Care
15. Ray Scott | The Train's Done Gone
16. Monarchs Iv | Friday Night
17. Merdell Floyd | Got The Blues From Waiting
18. Lee Carzle | I'm Asking But I M Not Getting
19. Hoyt Johnson | It's A Little More Like Heaven
20. Happ Perry | Got You On My Mind
21. Tex Dixon | Hello Memphis
22. Rex Toran | Memphis Rocking
23. Billy King | Stormy
24. Hoyt Johnson | I Just Can't Learn To Say Goodbye
25. Eddie Bond | Someday I'll Sober Up (Alt)
26. Chuck Raleigh | How Can I Go
27. Jimmy Roby | Roby Ramble
28. Happ Perry | No One But You
29. Carvis Turney | Honky Tonk Ways
30. Walter Dixon | Goodbye She's Gone
31. Monarchs IV | Weekend
32. Eddie Bond | The Way You Shake It
33. Hoyt Johnson | You'll Never Be A Stranger To Me
34. Ray Scott | Just Behind Your Smile
35. Chuck Hensley | Tall Man
36. Rex Ellis | You'll Be The Last To Know
37. Larry Kennon | Monkey Love
38. Len Griffin | Spanish Rock-A-Rolla

VOLUME 3

01. Parker Cunningham | Dry Run
02. Shelby Smith | What's On Your Mind
03. Doug McClure | Rockin' Daddy
04. Virgle Baker | Dissatisfied
05. Jimmy Evans | Dudley Do|Rite
06. Bob Downen | Reaching Out
07. Johnny Seals | My Babe
08. The Four Jacks | Becky Ann
09. Glen A. Linder | I'll Always Care
10. Shelby Smith | Rockin' Mama
11. Eddy Beers | The Open Road
12. Alma Herndon | True Love Where Have You Gone
13. Bobby Davis | Troubles Troubles
14. Shelby Smith | Since My Baby Said Goodbye
15. Doug McClure | I'm A Ramblin' Man
16. Virgle Baker | That's All You Gotta Do
17. Shelby Smith | North To Alaska
18. The Davis Brothers | How Can I Tell Her
19. Eddy Beers | I'm Gonna Be A Wealthy Man
20. Alma Herndon | Oregonian Blues
21. Shelby Smith | Rosalie
22. Jimmy Evans | Call Me Mr. Lonesome
23. Bob Downen | Blue Yodel No.1 (T For Texas)
24. Shelby Smith | Big Boss Man
25. Doug Mcclure | Blue Suede Shoes
26. Eddy Beers | Overdrawn On Heartaches
27. Brenda Kaye Riley | Country Life
28. Jimmy Evans | Give Me One More Chance
29. Johnny Seals | You're The One
30. Eddy Beers | You're Both The Cheating Kind
31. Shelby Smith | Jim Dandy | Handy Man
32. The Davis Brothers | Ain't Gonna Work Tomorrow
33. Shelby Smith | Wake Me Up
34. Brenda Kaye Riley | The Big Hurt

VOLUME 4

01. Jim Shaw | Rockin' Boppin' Teenager
02. Thomas Ingle | Rockin' At The 'y'
03. Eddie Bond | Here Comes The Train
04. Rebel Rousers | Night Surfing
05. Charlie Feathers | Wild Wild Party
06. Lloyd Arnold | School Days
07. The Runabouts | The Prom
08. Rebel Rousers | The Zombie Walks
09. Eddie Bond | Raunchy (Take 3)
10. Lloyd Arnold | Sugaree
11. Doyle Nelson | Sweet Little Girl Of Mine
12. Le Sabres | Rising Mercury Twist
13. Ramon Maupin | Hey Rena
14. Bobby Davis | Run Don't Walk
15. Jim Shaw | Boogie Beat
16. Mel Smith | They Call Me Shadrach
17. Eddie Bond | Tomorrow I'll Be Gone
18. Rebel Rousers | Rockin' On Union
19. Thomas Ingle | I'll Cry Today
20. The Runabouts | Glad We Talked It Over
21. Charlie Feathers | Today And Tomorrow
22. Lloyd Arnold | Little Boy Blue
23. Ramon Maupin | (Maybe) Tomorrow We'll Know
24. Eddie Bond | Someday I'll Sober Up
25. Jim Shaw | Wishing On A Star
26. Doyle Nelson | Make My Dream Come True
27. Le Sabres | Summer Nights
28. Eddie Bond | (Let's) Make The Parting Sweet
29. Lloyd Arnold | Go Go Go
30. Rebel Rousers | Thunder
31. Lloyd Arnold | Tennessee Twist
32. Gail Ayers | Beans And Cornbread
33. Jim Shaw | Walking Dreaming
34. Eddie Bond | Cold Dark Waters
35. Jim Shaw | Rockin' Boppin' Teenager (Demo)
36. Jim Cannon | Highway Fever
37. Lloyd Arnold | I Got The Blues

VOLUME 5

01. Roy Alden | Crazy Memories
02. Jimmy Evans | Pink Cadillac
03. Jay Hadley | Dance Baby Dance
04. Curtis Little | She Won't Let Me Down
05. Marcus Van Story | Get With It
06. Jimmy Evans | What Am I Gonna Do
07. Roy Jones | Your Pilot Light Went Out
08. Jay Hadley | She Knows How To Rock Me
09. Tiny Fuller | Cocklebur
10. Paul Little | Hollywood
11. Jimmy Evans | American Sound Stomp
12. Malcolm Yevington | Goodbye Maie
13. Bill Scott Davis | Moving South
14. Roland Eaton | Don't Call Me, I'll Call You
15. Jimmy Evans | John's Place
16. Thomas Jernigan | Whole Lot Of You On My Mind
17. Jay Hadley | Cotton Land Jump
18. Jimmy Evans | Little Susie
19. Jay Hadley | Country Beat For A Saturday Night
20. Tiny Fuller | Ho Top
21. Malcolm Yevington | Way Down Blues
22. Jimmy Evans | I Hate To Say Goodbye
23. Red Hadley | Rockin' With Red
24. Jimmy Evans | 706 Union Breakown
25. Jay Hadley | Country Shortnin' Bread
26. Tommy Pierce | Part Time Man
27. Jimmy Evans | Johnny B. Goode
28. Tiny Fuller | Myser Train
29. Jim Waldrop | It Don't Hurt Much Anymore
30. Lannie Lee | Coming Home
31. Tommy Pierce | Take Me To Your Leader
32. Gail Ayers | Beans And Cornbread
33. Jim Waldrop | Wino Of The Year
34. Curtis Little | Where Is Linda
35. Jimmy Evans | Pink Cadillac
36. Jimmy Evans | Memphis 1955

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segunda-feira, 8 de abril de 2019

The Summer Of Love | O Verão do Amor

VERÃO DO AMOR

O chamado “Verão do Amor” aconteceu em 1967, num contexto de revolução cultural e de costumes que veio a ser intitulado contracultura, mudança radical de comportamento de origem na juventude que surgia naquela época, e que terá logo os seus reflexos na arte, sobretudo na música, mais especificamente no rock. Este Verão do Amor tem a sua origem numa passeata pela paz no dia 18 de abril de 1967, em Nova York, num movimento que envolvia o protesto contra a Guerra do Vietnã, formando um grupo composto de intelectuais, músicos, uma parte da classe média, e os hippies.

No meio disso, o movimento de contracultura que surgia migrava para a Califórnia, mais especificamente no distrito de Haight-Ashbury, em San Francisco, que será o epicentro do movimento hippie e do rock psicodélico, distrito no qual nasce uma nova cultura de muita música, consumo de drogas para a expansão da mente, esoterismo oriental, filosofia comunitária, ideal de liberação e liberdade, e a prática do amor livre. Eram pessoas que “fariam amor, não guerra”. E a parte crítica do movimento ia em direção de afirmações contra o racismo, contra a destruição do meio ambiente, contra a guerra e a violência, num mantra de paz e amor, e contra a cultura consumista capitalista.

Todo este movimento tinha os seus gurus, que podiam ser, por exemplo, o professor universitário e pesquisador de drogas sintéticas, como o LSD, Thimothy Leary, e o poeta beat e ativista Allen Ginsberg, prenunciando uma nova era de uma cultura de amor e de paz, utópica, feliz e hedonista.

Um dos começos do movimento de liberação dos costumes foi em janeiro de 1967, quando se deu a reunião ‘World’s First Human Be-In’ no Golden Gate Park, em San Francisco, que tinha milhares de jovens que cantavam e dançavam, cobertos de flores, colares e pulseiras de contas. E então San Francisco recebe logo 100 mil hippies no verão de 1967, que foi logo chamado de “Summer of Love” (Verão do Amor), e que virou na verdade uma reunião de 200 mil pessoas, todos no distrito de Haight-Ashbury.

Na música, que era uma das atividades principais que nutria este movimento, temos a composição “San Francisco”, que tinha um verso que dizia “Be Sure to Wear Flowers in Your Hair”, e que foi lançada em junho de 1967 como uma forma de promoção do Festival Pop de Monterey, música que virou um hino deste verão, composta pelo membro da banda ‘Mamas and The Papas’, John Philips, e que foi cantada por Scott Mackenzie.

O Festival Pop de Monterey foi então realizado na Califórnia em julho de 1967, e no qual figuravam músicos ou bandas como Jimi Hendrix, Ravi Shankar, Janis Joplin - ainda com os Big Brother and the Holding Company -, Otis Redding, os Mamas and Papas, The Who, dentre outros. E um dos acontecimentos marcantes do festival, que tem um registro em vídeo bem conhecido, foi quando Jimi Hendrix incendiou a sua guitarra.


OS HIPPIES

Os Hippies formavam a contracultura, isto junto com o Movimento dos Direitos Civis e a Nova Esquerda, sendo o termo “Hippies” publicado pela primeira vez no artigo “A New Haven For Beatniks”, de 5 de setembro de 1965, no qual o jornalista Michael Fallon em San Francisco se refere com a palavra aos beatniks da nova geração que tinham se mudado de North Beach para o distrito de Haight-Ashbury, sendo o termo massificado apenas em 1967, quando se dá o seu maior fenômeno, que é o Verão do Amor.

Um movimento de afirmação de novos valores revolucionários, sobretudo nos costumes e comportamentos, numa educação liberal ou liberada, crítica do status quo, este que tinha como principal bastião o consumo e seu estilo de vida pré-determinado, movimento hippie que se afirma como um novo tipo de utopia, de filhos egressos da classe média americana tradicional, com uma mistura de maconha, LSD, esoterismo oriental, liberação sexual, expansão da mente, vida comunitária, e claro, paz e amor. Tendo na música um movimento de rock psicodélico, que também tinha a fusão de elementos do folk e do blues.

Aparece então a figura vestida com calças boca de sino, com cabelos e barbas compridos, a imagem da contracultura, com o predomínio do rock, numa luta civil contra todo tipo de opressão, contra a guerra, uma cultura pacifista e muito utópica, em San Francisco, se expandindo para outras cidades dos Estados Unidos, indo parar na Europa, influenciando também a Primavera de Praga, movimento nascente que foi do distrito de Haight-Ashbury, um lugar que passou a viver as cores psicodélicas, o desbunde de incenso, orientalismos e a droga símbolo do movimento hippie e da contracultura, que foi o LSD (dietilamida do ácido lisérgico). E o modo de vida que era a vida em comunidade, um estilo alternativo de um mundo novo. Tudo isso dando origem à psicodelia, fundamento psíquico que nutria a liberação hippie.

O que representava o movimento hippie como tal era a utopia, e esta não se associava, na sua fundação essencialmente comunitária, com a antiga cidade-estado grega ou aquela descrita por Platão na República, e nem se filiava à imaginária concepção da Utopia de Thomas More, tem mais um pé na Arcádia, de uma vida pastoril, romantizada, numa comunhão com a natureza, e que poderia virar um pequenino país paralelo aonde todos os desejos eram realizados, nada mais utópico e revolucionário.

Texto | Gustavo Bastos

1987 | THE SUMMER OF LOVE

Volume 1 | TUNE IN
Good Time & Love Vibrations


01. Scott McKenzie | San Francisco (Be Sure to Wear Flowers in Your Hair)
02. Friend & Lover | Reach Out of the Darkness
03. The Youngbloods | Get Together
04. Marcia Strassman | The Flower Children
05. The Troggs | Love Is All Around
06. The Young Rascals | Groovin'
07. The Cowsills | The Rain, the Park & Other Things
08. The 5th Dimension | Up, Up and Away
09. The Association | Windy
10. Spanky & Our Gang | Lazy Day
11. Harpers Bizarre | The 59th Street Bridge Song (Feelin' Groovy)
12. The Love Generation | Groovy Summertime
13. The Parade | Sunshine Girl
14. The Box Tops | Neon Rainbow
15. The Hollies | King Midas in Reverse
16. Eric Burdon & the Animals | San Franciscan Nights

Volume 2 | TURN ON
Mind Expansion & Signs of the Times


01. The Electric Prunes | I Had Too Much to Dream (Last Night)
02. Strawberry Alarm Clock | Incense and Peppermints
03. The Chocolate Watchband | Are You Gonna Be There (At the Love|In)
04. Donovan | Epistle to Dippy
05. The Byrds | Renaissance Fair
06. Boyce & Hart | Love Every Day
07. Sonny & Cher | The Beat Goes On
08. Hombres | Let It Out (Let It All Hang Out)
09. The Mamas & the Papas | Twelve|Thirty (Young Girls Are Coming to the Canyon)
10. Sunshine Company | Back on the Street Again
11. The Grass Roots | Let's Live for Today
12. Rainy Daze | That Acapulco Gold
13. Peanut Butter Conspiracy | It's a Happening Thing
14. Sagittarius | My World Fell Down
15. The Lovin' Spoonful | Six O'Clock
16. Procol Harum | A Whiter Shade of Pale

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1999 | WOODSTOCK GENERATION

CD 1

01. The Flowerpot Men | Let's Go To San Francisco
02. The Foundations | Baby Now That I've Found You
03. The Marmalade | Reflections Of My Life
04. Gary Puckett And The Union Gap | Lady Will Power
05. Bob & Earl | Harlem Shuffle
06. Ike & Tina Turner | Proud Mary
07. The Small Faces | Itchycoo Park
08. The Jimi Hendrix Experience | Purple Haze
09. Kenny Rogers | Ruby Don't Take Your Love To Town
10. The Yardbirds Featuring Eric Clapton | Good Morning LIttle Schoolgirl
11. James Brown | Give It Up, Turn It Loose
12. Santana | Persuasion
13. Tony Joe White | Roosevelt And Ira Lee
14. Vanity Fare | Hitchin' A Ride
15. Jefferson Airplane | Won't You Try/Saturday Afternoon

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CD 2

01. Van Morrison | Brown Eyed Girl
02. B.J. Thomas | Hooked On A Feeling
03. The Mamas & The Papas | Dream A Little Dream Of Me
04. Mungo Jerry | Alright, Alright, Alright
05. Aaron Neville | Tell It Like It Is
06. Jeff Christie | Yellow River
07. Tommy James | Sweet Cherry Wine
08. The Equals | Baby Come Back
09. The Bar- Kays | Soul Finger
10. New Vaudeville Band | Winchester Cathedral
11. Dave Dee, Dozy, Beaky, Mick & Tich | The Legend Of Xanadu
12. Johnny Winter | Parchman Farm
13. Carl Wayne | BLackberry Way
14. Janis Joplin With The Grateful Dead | Turn On Your Love Light
15. Herman's Hermits | Something Is Happening

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CD 3

01. The Nice | Hang On The A Dream
02. Gary Puckett And The Union Gap | Young Girl
03. Amen Corner | If Paradise Is Half As Nice
04. Melanie & The Edwin Hawkins Singers | Lay Down (Candles In The Rain)
05. Jefferson Airplane | White Rabbit
06. Tony Joe White | Polk Salad Annie
07. Sam & Dave | Soul Sister, Brown Sugar
08. B.J. Thomas | Raindrops Keep Falling On My Head
09. The Bee Gees | Spicks & Specks
10. The Tremeloes | Call Me Number One
11. Paul Revere | Let Me
12. Michel Legrand | The Windmills Of Your Mind
13. The Boxtops | Soul Deep
14. Jay Black Formerly Of Jay & The Americans | This Magic Moment
15. Sly & The Family Stone | Life Of Fortune And Fame

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CD 4

01. The Flowerpot Men | Walk In The Sky
02. American Breed | Bend Me,Shape Me
03. The Dixie Cups | Chapel Of Love
04. Tommy Roe | Dizzy
05. Chris Farlowe | Out Of Time
06. Ben E. King | I Who Have Nothing
07. Herman's Hermits | THere's A Kind Of Hush
08. Tommy James | Crimson And Clover
09. Melanie | Beautiful People
10. Jose Feliciano | LIght My Fire
11. Classics IV Featuring Dennis Yost | Traces
12. Canned Heat | Let's Work Together
13. Johnny Winter | Avocado Green
14. Jerry Butler | Only The Strong Survive
15. Humble Pie | The Sad Bag Of Shaky Jake

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CD 5

01. The Temptations | Papa Was A Rolling Stone
02. The Foundations | Build Me Up, Buttercup
03. Joe South | Games People Play
04. Mungo Jerry | In The Summertime
05. P.P. Arnold | The First Cut Is The Deepest
06. Jefferson Airplane | Somebody To Love
07. Nina Simone | Ain't Got No/I Got Life
08. The Small Faces | If I Were A Carpenter
09. Jimi Hendrix | Voodoo Chile(Slight Return)
10. Canned Heat | Going Up The Country
11. Glen Campbell | Wichita Lineman
12. Jeannie C. Riley | Harper Valley PTA
13. The Ventures | Hawaii- Five-O
14. Roy Clark | Yesterday When I Was Young
15. Rod Stewart | (Just A) Little Misunderstood

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2016 | 100 HITS PEACE & LOVE
100 Psychedelic Sounds


CD 1

01. The 5Th Dimension | Aquarius / Let The Sunshine In (The Flesh Failures)
02. Big Brother & The Holding Company | Summertime
03. Jefferson Airplane | White Rabbit
04. Fleetwood Mac | Black Magic Woman
05. Scott Mckenzie | San Francisco (Be Sure To Wear Flowers In Your Hair)
06. The Byrds | Turn! Turn! Turn! (To Everything There Is A Season)
07. Nina Simone | Ain't Got No / I Got Life (From ""Hair"")
08. Lou Reed | Wild Child
09. Sagittarius | My World Fell Down
10. The End | Loving, Sacred Loving
11. The Yardbirds | Happening Ten Years Time Ago
12. Paul Revere & The Raiders | Steppin' Out
13. The Mccoys | Fever
14. Billy Joe Royal | Hush
15. Grapefruit | Dear Delilah
16. The Cyrkle | Turn Down Day
17. The Creation | Tom Tom
18. Jim Croce | Sun Come Up
19. Johnny Cash | It Ain't Me Babe
20. Jos? Feliciano | Hey Jude

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CD 2

21. Big Brother & The Holding Company | Piece Of My Heart
22. Jefferson Airplane | Volunteers
23. Captain Beefheart & The Magic Band | Sure 'Nuff 'N' Yes, I Do
24. Santana | Soul Sacrifice
25. Chicken Shack | Weekend Love
26. Electric Flag | Sunny
27. Taj Mahal | Leaving Trunk
28. Lou Reed | Ride Into The Sun
29. Stone Country | Magnolias
30. The Guess Who | American Woman
31. Gun | Race With The Devil
32. Crazy Elephant | Gimme Gimme Good Lovin'
33. The Sir Douglas Quintet | She Digs My Love
34. Freda Payne | Bring The Boys Home
35. The Chambers Brothers | Time Has Come Today
36. The Lovin' Spoonful | Summer In The City
37. Melanie | Beautiful People
38. Keith Relf | Mr. Zero
39. Al Kooper; Mike Bloomfield | Albert's Shuffle
40. Zager & Evans | In The Year 2525

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CD 3

41. The Box Tops | Letter
42. The Yardbirds | Over, Under, Sideways, Down
43. Paul Revere & The Raiders | Kicks
44. The Syndicate Of Sound | Little Girl
45. The Remains | Don't Look Back
46. The Groop | Woman You're Breaking Me
47. The Sir Douglas Quintet | She's About A Mover
48. Flamin Groovies | Rockin' Pneumonia And The Boogie Woogie Flu
49. Ruth Copeland | Hare Krishna
50. The Creation | Painter Man
51. Spirit | I Got A Line On You
52. Captain Beefheart & The Magic Band | Zig Zag Wanderer
53. Gun | Head In The Clouds
54. Grapefruit | Deep Water
55. Love Affair | Rainbow Valley
56. The Lemon Pipers | Rice Is Nice
57. The Rainbows | Balla Balla
58. The Spotnicks | Havah Nagila
59. The Cyrkle | Don't Cry, No Fears, No Tears Comin' Your Way
60. Ravi Shankar | Village Dance

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CD 4

61. Nina Simone | To Love Somebody
62. Honey Cone | Aquarius
63. Janis Joplin | Me And Bobby Mcgee
64. Blood, Sweat & Tears | You've Made Me So Very Happy
65. The Sir Douglas Quintet | The Rains Came
66. The Searchers | Don't Throw Your Love Away
67. The Box Tops | Cry Like A Baby
68. The Remains | Ain't That Her
69. The Guess Who | Laughing
70. The Rokes | I Would Give The World
71. The End | Shades Of Orange
72. Chicken Shack | I'd Rather Go Blind
73. Reparata & The Delrons | Captain Of Your Ship
74. The Peddlers | Girlie
75. Gary Puckett & The Union Gap | Young Girl
76. Route 17 | Going To Bethel
77. Merrilee Rush & The Turnabouts | Angel Of The Morning
78. Melanie | Ruby Tuesday
79. Lou Christie | She Sold Me Magic
80. The Strangeloves | I Want Candy

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CD 5

81. Harry Nilsson | Everybody's Talkin'
82. Tim Hardin | Simple Song Of Freedom
83. Fleetwood Mac | Need Your Love So Bad
84. José Feliciano | Light My Fire
85. Santana | She's Not There
86. The Byrds | Mr. Tambourine Man
87. The Lovin' Spoonful | Daydream
88. Jim Croce | Time In A Bottle
89. The Youngbloods | Quicksand
90. New Riders Of The Purple Sage | Garden Of Eden
91. Terry Jacks | Seasons In The Sun
92. Bobby Darin | If I Were A Carpenter
93. Scott Mckenzie | Like An Old Time Movie
94. Kris Kristofferson | Sunday Morning Comin' Down
95. The Youngbloods | Get Together
96. The Creation | Making Time
97. Stone Country | Love Psalm
98. The Lemon Pipers | Green Tambourine
99. The Rokes | When The Wind Arises
100. Sagittarius | Glass

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Veja também:

Monterey International Pop Music Festival
Woodstock Music & Art Fair
Isle of Wight Festival
Texas International Pop Festival
Taking Woodstock OST
Forrest Gump OST

quarta-feira, 12 de dezembro de 2018

Post-Punk


“Post-Punk – ‘Pós-Punk’ – Os leigos costumam confundir com new wave. O que aconteceu foi que, entre 77 e 79, o sopro de vida injetado no rock pelo punk frutificou numa verdadeira selva de estilos e pesquisas de ritmos e efeitos de gravação, com desdobramentos pelo reggae, pelo funk e o ska – mas sem esquecer da economia de recursos, nem a ênfase na guitarra, nem a militância política, nem a postura antimercantilista diante da indústria pop. O Clash e o Jam fizeram à transição e o Joy Division de ‘Unknown Pleasures (79) e o Gang of Four são exemplos nítidos”. Guia do Rock, Revista Bizz, 1987

Tirando o fato de que o PIL foi a principal banda a fazer a transição do punk para o pós-punk (afinal, era John Lydon em pessoa que estava fazendo a travessia), a definição de vinte anos atrás de um Guia do Rock em formato livreto que acompanhava uma Bizz de 1987 com o New Order na capa está bem próxima da definição correta do termo. A Wikipedia (aqui) estende a discussão incluindo no caldeirão aquilo que nos interessa neste texto: “O pós-punk é com freqüência e equivocadamente referido como sinônimo para música gótica ou como sinônimo de indie rock”.

Um bom exemplo do acerto desta frase da Wikipedia é o imperdível box triplo “Original Anthems From The 70’s and 80’s Post-Punk Scene”, que chega ao Brasil via Music Brokers e até tem alguns nomes do movimento pós-punk entre as 46 canções selecionadas, mas é notadamente um box de gothic rock, o melhor e mais acessível já lançado debaixo do Equador com uma seleção de bandas caprichada (muitas inéditas até então no país), um encarte didático que conta a história de cada grupo/canção presente na compilação e um texto de apresentação de Wayne Hussey, escrito em São Paulo.

O CD 1 abre com “Kick In The Eye”, um clássico do álbum “Mask”, do Bauhaus, que ainda conta também com “Adrenalin”, uma canção de seu retorno, de 2006, no pacote. Na seqüência, “Do You Believe In The Westworld?”, do Theatre of Fate, hit que freqüentou as paradas no começo dos anos 80 numa mistura azeitada de Gang of Four com Joy Division. Daqui pra frente vale tudo: tem Pixies (”Gone Machine”), Jesus and Mary Chain (”Aprol Skies”), o punk rock de The Lords of The New Church (com duas canções do começo dos anos 80) e a versão do Love and Rockets para o clássico da Motown “Ball of Confusion” (1985).

O Joy Division é representado pela dobradinha “Ice Age” / “Shadowplay” (em versão demo), mas você irá ouvir muita coisa entre as 46 canções que lembra – e muito – Joy Division. Por dificuldades de liberação das matrizes, algumas canções não aparecem no box em versões originais, caso de dois clássicos do Echo and The Bunnymen., “The Killing Moon” e “Lips Like Sugar”, que surgem de registros ao vivo de 2001, mas há muita coisa interessante aqui como “I Can’t Escape Myself”, faixa que abre o debute do The Sound, de 1980, ou a versão de Wayne Hussey para o clássico do Cure, “A Night Like This”.

A lista segue imensa com The Fall (”R.O.D.”), Pere Ubu (”Final Solution”), Modern English (”Just a Thought”), Dead Can Dance (”The Fatal Impact”), The Wolfang Press (”Lisa”), Sisters of Mercy (”Black Planet”), Wedding Present (”Waiting on The Guns”), Camper Van Beethoven (”Take The Skinheads Bowling”), Killing Joke (”Love Like Blood”), The Mission (”Wasteland”), Gary Numan (”Cars”), Alien Sex Fiend (”E.S.T Trip To The Moon”), Rownland’s S. Howard com Lydia Lunch (”I Fell In Love With a Ghost”), Tones On Tail (”Go!”) e coisas mais recentes como o Snail, grupo formado por ex-integrantes do Siouxsie and The Banshees, Gene Loves Jezebel e The Soft Boys, que lançou o álbum “Last Dog In Space” em 2006.

Apesar de conter poucas coisas reais de pós-punk, “Original Anthems From The 70’s and 80’s Post-Punk Scene” impressiona com sua seleção que abarca desde o gothic rock, passa pelo indie e ainda encaixa números inclassificáveis e sensacionais como o Birthday Party (com Nick Cave gritando até ficar sem voz em 1981 o refrão de “Release The Bats”), o Einsturzende Neubaten (que marca presença com “Kollaps”, do primeiro álbum da banda, de 1981) ou a perturbadora “Sãeta”, que a cantora Nico lançou em single em 1981. De bônus track, “Nightclubbing”, com Iggy Pop, de alguns daqueles piratas da época da turnê do álbum “The Idiot” (1977). Para ouvir alto e no escuro.

Por: Marcelo Costa

2009 | POST PUNK
ORIGINAL ANTHEMS FROM THE 70'S & 80'S POST-PUNK SCENE

CD 1:

01. Kick In The Eye | Bauhaus
02. Do You Believe In The Westworld? | Theatre Of Hate
03. Bone Machine | Pixies
04. April Skies | The Jesus & Mary Chain
05. Release The Bats | The Birthday Party
06. Lil's Boys Play Woth Dolls | The Lords Of The New Church
07. Ball Of Confusion | Love And Rockets
08. Perfumed Metal | Chrome
09. Shadowplay | Joy Division
10. Just A Thought | Modern English
11. I Can't Escape Myself | The Sound
12. The Fatal Impact | Dead Can Dance
13. Kollaps | Einstürzende Neubaten
14. Lisa (The Passion) | The Wolfgang Press
15. Saeta | Nico

CD 2:

01. R.O.D. | The Fall
02. Final Solution | Pere Ubu
03. Adrenalin | Bauhaus
04. Wasteland | The Mission
05. GO! | Tones On Tail
06. E.S.T. (Trip Yto The Moon) | Alien Sex Friend
07. Los Niños Del Parque | Liaisons Dangereuses
08. Black Planet | The Sisters Of Mercy
09. I Feel In Love With A Ghost | Rwland S. Howard & Lydia Lunch
10. Where Were You? | The Mekons
11. Waiting On The Guns | The Wedding Present
12. Maximum G. | Certain General
13. Sebastiane | Sex Gang Children
14. Israel | Mephisto Walz
15. Take The Skinheads Bowling | Camper Van Beethoven

CD 3:

01. A Night Like This | Wayne Hussey
02. The Killing Moon | Echo & The Bunnymen
03. Russian Roulette | The Lords Of The New Church
04. Live Like Blood | Killing Joke
05. Cars | Gary Numan
06. Lips Like Sugar | Echo And The Bunnymen
07. Ice Age | Joy Division
08. Caged | 1919
09. Evil | 45 Grave
10. Cry For Help | Super Heroines
11. Romeo's Distress | Christian Death
12. Spellbound | Inkubus Sukkubus
13. Video Eyes | The Bongos
14. Waiting | Doctors Of Madness
15. Last Dog In Space | Snail
16. Nightclubbing | Iggy Pop (Bonus track)

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sexta-feira, 25 de agosto de 2017

I Feel The Earth Move | From Jazz To Soul’n’Funk To Blaxploitation


2000 | I FEEL THE EARTH MOVE
(From Jazz To Soul 'n' Funk To Blaxploitation)


01. Leon Spencer | Message From The Meters
02. Jack McDuff & George Benson | Hot Barbecue
03. Boogaloo Joe Jones | I Feel The Earth Move
04. Isaac Hayes | Cafe Regio's
05. Gene Ammons | Jungle Strut
06. Charles Earland | Incense Of Essence
07. Kenny Burrell | Nanã
08. Cannonball Adderley | Walk Tall
09. Ron Holloway & Gil Scott-Heron | Is That Jazz?
10. Funk, Inc. | Memphis Underground
11. Gary Bartz | Dr. Follow's Dance
12. The Blackbyrds | Spaced Out
13. Johnny Hammond | Shifting Gears
14. Pleasure | No Matter What

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