quinta-feira, 18 de novembro de 2010

AC/DC


Uma capa pode ser descrita apenas como preta? Ok. Um vocalista principal morto, afogado no próprio vômito? Sim. Perspectivas pré-históricas sobre sexualidade nos títulos das músicas? É isso aí. É perfeitamente possível confundir o AC/DC com o Spinal Tap, já que os dois grupos preenchem tudo o que é necessário para ser uma paródia de banda de heavy metal. Mas os australianos escaparam dessa caricatura ao produzirem um rock básico, divertido e poderoso.

Quando o cantor Bon Scott morreu, em fevereiro de 1980, o AC/DC já tinha conquistado a Europa, mas os Estados Unidos ainda era um território distante. O grupo era extremamente ambicioso e recrutou o vocalista Brian Johnson, seguindo uma recomendação do produtor Robert Lange.

A única insinuação real de Tappery está logo no início de Hells Bells, quando as badaladas de um sino sinistro nos fazem temer que a banda esteja a ponto de embarcar em seu próprio Stonehenge. Logo em seguida, contudo, as guitarras dos irmãos Young entram e a pauleira rola solta.

Back In Black e Have A Drink On Me são homenagens a Scott, mas quase não sentimos sua falta no restante do disco, já que os poderosos gritos de Johnson se encaixam perfeitamente na mixagem.

A libertinagem rude de Let Me Put My Love... - "deixe que eu corte seu bolo com minha faca" - reafirma que a morte de Scott não mudou em nada a cabeça dos rapazes. A última faixa, Rock And Roll Ain't Noise Pollution, é uma alfinetada nos críticos mais intelectualizados.

O AC/DC finalmente fez sucesso nos Estados Unidos com Back In Black, atingindo a soma de um milhão de discos vendidos por ano nos cinco anos seguintes. Eles, bem como todos aqueles que curtiram seu rock, nunca olharam para trás.

Por: Seth Jacbson

1980 | BACK IN BLACK

01 | Hells Bells
02 | Shoot To Thrill
03 | What Do You Do for Money Honey
04 | Givin' The Dog A Bone
05 | Let Me Put My Love Into You
06 | Back In Black
07 | You Shook Me All Night Long
08 | Have A Drink On Me
09 | Shake A Leg
10 | Rock And Roll Ain't Noise Pollution

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Ira!

Um dos mais subestimados discos dos anos 80, Psicoacústica é um dos últimos bons momentos do Ira!, apesar do fracasso comercial do álbum. Um disco difícil, com apenas oito faixas e sem nenhuma faixa de trabalho que quase decretou o final do quarteto, após dois LPs de sucessos.

Dois discos de sucessos, cheios de hits e trilha-sonora até em uma novela da Globo.

Certamente, o Ira! era uma das mais bem-sucedidas bandas dos anos 80 e dono de um dos melhores shows da década, com performances sempre fortes, contundentes e precisas. Encharcados do espírito mod, a primeira grande inspiração de Edgard Scandurra, desde menino apaixonado pelo filme e disco Quadrophenia, do The Who, o Ira! tinha alcançado uma posição extremamente confortável no cenário brasileiro. Por isso, causou tamanha perplexidade o terceiro LP do Ira!, Psicoacústica.

O título fazia alusão a um fenômeno físico. A psicoacústica estuda a percepção subjetiva das qualidades (características) do som: intensidade, tom e timbre. Estas qualidades ou características do som estão, por sua vez, determinadas pelos próprios parâmetros do som, principalmente, freqüência e amplitude (explicação retirada do Wikipedia). E o grupo queria uma obra ousada, como o rock brasileiro não havia tentado.

O Ira! passava um momento complicado. A visão romântica e sonhadora dos primeiros tempos era substituída por uma visão mais crua e real do mundo. Os integrantes começavam a constituir família, as responsabilidades cresciam, as drogas eram consumidas em maior escala e os gostos musicais dos integrantes iam se alargando. Nasi e o baterista André Jung estavam interessados em rap e acabaram produzindo o primeiro LP de Thaíde e DJ Hum, Pergunte a Quem Conhece, em 1989. E os dois participariam de forma mais ativa no disco.

A concepção foi extremamente complicada. Primeiro, fizeram uma faixa em homenagem ao filme ao filme O Bandido da Luz Vermelha, de Rogério Sganzerla, Rubro Zorro, onde desejavam usar algumas falas da película, ao fundo. Nasi procurou o diretor para a liberação da mesma e ouviu um ok, desde que ele dirigisse um vídeo para a música. A idéia foi aceita pela a WEA, a gravadora, mas que refugou ao saber do montante pedido pelo diretor para o trabalho. Irritado, o diretor ligou para o vocalista várias vezes, ameaçando embargar a faixa.

O segundo problema aconteceu com a faixa Receita Para Se Fazer Um Herói. Edgard havia utilizado uma parte de uma letra feito por um colega de exército de Edgard, Esteves. Contudo, Esteves pediu uma grana alta para a liberação da mesma e ameaçou também embargar a obra. A confusão só foi resolvida quando a viúva do escritor português Reinaldo Edgar de Azevedo e Silva Ferreira, que era o verdadeiro dono do poema, foi encontrada e liberou a utilização.

O disco foi editado no estúdio Nas Nuvens, de Liminha, no Rio de Janeiro, em um clima pesadíssimo. Nasi conta que a banda passou boa parte do tempo fumando maconha que havia sido encontrada em uma grande lata do iate Solano Star, que havia despejado 20.000 delas com 1,5 quilos de maconha prensada com mel e glicose, nas costas litorâneas de São Paulo e Rio de Janeiro, para não ser preso pela Polícia Federal. A polícia conseguiu recuperar apenas 2500 delas, e a restante abasteceu a capital fluminense, que viveu o famoso "Verão da Lata". A produção foi assinada pela banda e pelo engenheiro de som português Paulo Junqueiro e o LP foi gravado em um clima de caos, improviso e caos.

O disco causou apreensão na gravadora. Não havia uma faixa de trabalho evidente, as músicas eram longas, difíceis e pretendia uma ruptura com o passado do grupo. Ao invés de hinos à juventude, feitos por Edgar, o Ira! entregava um álbum com samplers, rap e temas pesados. Além disso, o álbum original trazia, no encarte, um óculo de 3D para brincar com os efeitos da imagem da capa. E, pela primeira vez, o Ira! gravava uma música que não tivesse a participação do guitarrista; Advogado do Diabo era uma parceria de Nasi e de André Jung e uma grande inspiração para o músico Chico Science, que a apresentava nos shows do ação Zumbi.

O grupo abusava dos efeitos na guitarra de Edgard, que foi a voz principal em Farto de Rock'n'Roll. Edgard fez uma letra que atacava o estilo de uma maneira sutil, mas Nasi não quis cantar a letra, preferindo fazer scratches. Rubro Zorro é, certamente, uma das melhores faixas do grupo, uma mistura muito bem feita de um solo ácido de Edgar, combinando com violão, samplers do filme de Sganzerla, porém, ousado demais para o público brasileiro. Outra bela faixa é Manhãs de Domingo, um dos últimos momentos "adolescentes" do grupo.

Por Mofo

1988 | PSICOACÚSTICA

01 | Rubro Zorro
02 | Manhãs de Domingo
03 | Poder, Sorriso, Fama
04 | Receita Para Se Fazer um Herói
05 | Peguei Essa Arma
06 | Farto do Rock 'n' Roll
07 | Advogado do Diabo
08 | Mesmo Distante


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The Cult

Ian Astbury jamais gostou de ver o Cult condicionado ao estilo gótico.

Segundo ele, isso limitou demais o começo do grupo, inclusive, na América, apesar do enorme sucesso que faziam no Reino Unido e outros países europeus. Após o sucesso de Love, o Cult queria se aproximar do rock que sempre amaram, dos anos 70, e grupos como Led Zeppelin, Bad Company, Free e Jimi Hendrix.

Mas as primeiras gravações começaram de maneira diferente. Após a excursão promocional do disco anterior, o grupo se trancou nos estúdios The Manor, em Oxfordshire, com o mesmo produtor de Love, Steve Brown. Foram gravadas 12 novas canções e o álbum se chamaria Peace. "Quando Love saiu, sabíamos que o título iria irritar a crítica. Como alguém poderia chamar de 'amor' um disco, em pleno ano de 1985? Pois, pensamos em chamar o novo de Peace, só para irritá-los ainda mais", conta Ian. Anos depois, o disco apareceria inteiro, na caixa Rare Cult, lançada em 2000.

Mas as sessões desagradaram o grupo, que considerou o som "superficial" demais. Resolveram partir para Nova York atrás do produtor Rick Rubin, que havia feito um tremendo sucesso, primeiro com grupos de rap, como Public Enemy e Run D.M.C e chamando a atenção de meio mundo, com o disco Reign in Blood, do Slayer. "Ao ouvirmos o trabalho de Rick com o Slayer, ficamos chapados. Queríamos aquele peso, aquelas guitarras. Tínhamos que trabalhar com ele", conta o guitarrista Billy Duffy.

A idéia inicial era que ele remixasse Love Removal Machine. Rick gostou da canção, mas sugeriu que a regravassem. Logo, ele estaria gravando o disco todo com o Cult. Rick pegou a banda em um momento difícil. As drogas e as bebidas começavam a tomar conta do grupo, que brigava a todo instante nos estúdios do lendário Electric Lady Sound, construído por Jimi Hendrix. Ian conta que, a certa altura, notaram um homem mais velho, quieto e que ouvia com atenção as músicas. Quando deu por si, percebeu que era nada menos que Robert Plant, o ex-vocalista do Led Zeppelin. "Robert foi extremamente gentil conosco. Disse que havia gostado das músicas, embora elas refletissem um período de transição do grupo. E ele estava certíssimo", relata Ian.

Em fevereiro de 1987, é editado o single Love Removal Machine. O susto dos fãs era grande. Saía os arranjos mais góticos, para entrar um rock vigoroso, forte e que copiava, nos primeiros acordes, "Star Me Up", dos Rolling Stones. "Nós sempre fomos apaixonados pelas bandas dos anos 70, como Led Zeppelin, Free etc. Não somos uma banda muito fã de blues. Na verdade, gostamos das bandas que foram influenciadas pelo blues", explicava Billy.

Em abril é lançado o disco, Electric, que confirmava o que o single espelhava: muito peso, letras mais simples, um rock mais urgente. "Cansei de ser associado ao gótico, nunca fui gótico. Bem, talvez tenha sido mais no meu visual do que na música, mas confesso que nossos discos anteriores tinham coisas supérfluas demais, arranjos pomposos. Mas agora mudamos, queremos algo mais seco, direto."

O grupo trazia como novo membro o baterista Les Warner, que havia participado da turnê de Love. O resto permanecia igual: Ian Astbury (vocais), Billy Duffy (guitarra) e Jamie Stewart (baixo).

Electric foi recebido com críticas diversas. Alguns gostaram da virada da banda, outros detestaram e os acusaram de "americanizarem" o som em demasia. O disco chegou em quarto lugar na parada britânica, com boas vendagens. Love tinha conseguido somar 300 mil cópias na Inglaterra e 1,5 milhão, nos EUA, enquanto Electric somou 3 milhões de cópias pelo mundo todo.

Por Mofo

1987 | ELECTRIC

01 | Wild Flower
02 | Peace Dog
03 | Lil' Devil
04 | Aphrodisiac Jacket
05 | Electric Ocean
06 | Bad Fun
07 | King Contrary Man
08 | Love Removal Machine
09 | Born to Be Wild" (Mars Bonfire)
10 | Outlaw
11 | Memphis Hipshake

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Supertramp

A música do Supertramp possui características únicas. Virtuoses em seus instrumentos, os membros do grupo, vindos da cena progressiva britânica, no decorrer de suas carreiras aproximaram-se do pop, e o resultado foi uma sonoridade única.

Paris, duplo ao vivo lançado em 1980, talvez seja a maior prova disso. A exuberância instrumental do Supertramp fica evidente em suas faixas, onde a técnica trabalha na construção de pequenas jóias da pop music. Dreamer e suas evoluções vocais é um belo exemplo disso. Breakfast In America, outro.

Mas os melhores momentos de Paris estão logo no seu início. "School", que abre o álbum, é uma das melhores músicas do grupo. Nela, a voz aguda de Roger Hodgson e o piano onipresente de Rick Davies, as duas maiores características do Supertramp, mostram uma sincronia absurda. O solo de Davies nesta faixa é antológico.

O outro é The Logical Song, talvez a canção mais conhecida do Supertramp, onde percebe-se como a banda soube usar do seu conhecimento musical para criar uma composição repleta de momentos que grudam na cabeça do ouvinte, mas que não soam necessariamente chatos. The Logical Song é um exemplo claro dos tempos em que a música pop possuía outro significado, e não era apenas uma classificação preguiçosa dada a artistas no mínimo medianos, mas que, infelizmente, dominam as paradas atualmente.

Paris é o melhor momento do Supertramp. Se você quer ter apenas um disco da banda, não existe escolha melhor.

Por: Cadao

1980 | PARIS

CD 1
01 | School
02 | Ain't Nobody But Me
03 | The Logical Song
04 | Bloody Well Right
05 | Breakfast In America
06 | You Started Laughing
07 | Hide In Your Shell
08 | From Now On

CD 2
01 | Dreamer
02 | Rudy
03 | A Soapbox Opera
04 | Asylum
05 | Take The Long Way Home
06 | Fool´s Overture
07 | Two Of Us
08 | Crime Of The Century

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Deep Purple

Enquanto os Estados Unidos empurravam o Vietnã do Norte para a mesa de negociações em Paris, o Deep Purple soltava uma carga de canhão na forma de um álbum duplo ao vivo. Depois de uma turnê pela América durante o verão, eles foram ao Japão, onde o selo regional pressionou o grupo a fazer uma gravação ao vivo para saciar os fãs locais, que cantaram cada palavra das letras nas três`noites de shows, em Osaka e Tóquio, no mês de agosto.

A banda insitiu em que o engenheiro Martin Birch coordenasse a gravação. Ian Gillan, que vinha sofrendo com uma inflamação na garganta, estava com "vergonha"de seus vocais, mas sua avaliação foi mais crítica do que a voz. A gravação foi lançada sem overdubs e demonstrou a majestade nua e crua do Deep Purple no auge de seu poder.

O álbum foi lançado na Inglaterra apenas para inibir o mercado pirata. Mas vendeu tão bem nos Estados Unidos que acabou ganhando uma edição local, na primavera de 1973, e chegou ao sexto lugar nas paradas, se tornando o disco do Purple mais vendido no país. Made In Japan, a essa altura, já era considerado um clássico.

Cada faixa traz uma versão sólida e melodramática da gravação em estúdio. Highway Star abre o disco com furiosos teclados, guitarra e percurssão, que se fundem numa tempestade sonora coroada pelos gritos primais de Ian Gillan. Seu vocal dolorido em Child In Time oferece uma pausa antes do balanço de Smoke On The Water e Strange Kind Of Woman. O guitarrista Ritchie Blacmore e o tecladista Joh Lord saem de si nos solos de Lazy, e The Mule é uma vitrine para o virtuosismo de Ian Paice.

A gigantesca Space Truckin' - 20 minutos de caos estratoférico - se enquadra no que a Rolling Stone descreveu como "uma delícia garantida (...) o monstro do metal definitivo do Purple". Imperdível!

Por Tim Jones

1972 | MADE IN JAPAN

01 | Highway Star
02 | Child in Time
03 | Smoke on the Water
04 | The Mule
05 | Strange Kind of Woman
06 | Lazy
07 | Space Truckin'


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Led Zeppelin

Levando pelo menos duas gerações de adolescentes a tocar guitarras imaginárias no quarto, Led Zeppelin IV praticamente definiu o hard rock e o heavy metal. O álbum tem um pouco de folk music, blues, rock'n roll e sons psicodélicos. Mas não há engano: este era também o som de uma banda se preparando para encher estádios.

Faixas cheias de riffs com Black Dog, e Rock And Roll parecem ensurdecedoras perto das meditações mais espirituais de Misty Moutain Hop e Going To California. Starway To Heaven erevelou a crescente obsessão do grupo pelo oculto, a religião e a mitologia inglesa (havia rumores de que, se tocada de trás para frente, a faixa revelaria mensagens satânicas). A performance de Jimmy Page - especialmente os dois ferozes solos de Starway To Heaven (a canção mais tocada,até hoje, nas rádios dos Estados Unidos) - influenciaria legiões de grupos de rock como Aerosmith, Metallica, Guns n'Roses e Tool.

A mística do álbum foi alimentada ainda pela capa, que não contém o nome da banda nem do disco (daí seus apelidos, Four Symbols e Zoso, em referência aos símbolos rúnicos na parte interna).

Isto posto, é bom ressltar que o disco sofre, se bem que apenas ocasionalmente de excesso de pretensão. Se o álbum anterior ...III, predominantemente acústico, era um pouco mais humilde, este mostra o Led Zeppelin em seu estado mais pomposo, e essa grandiosidade sonora deixou espaço para a banda ser ridicularizada. Cinco anos depois, o heavy metal seria superado pelo punk rock, um anúncio fúnebre para grupos como o Led Zeppelin. Mas isso ainda estava por vir. Led Zeppelin IV revela uma banda no auge dos seus poderes - e com muita honra.

Por Burhan Wazir

1971 | LED ZEPPELIN IV

01 | Black Dog
02 | Rock And Roll
03 | The Battle Of Evermore
04 | Stairway To Heaven
05 | Misty Mountain Hop
06 | Four Sticks
07 | Going To California
08 | When The Levee Breaks

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The Doors

Mais conhecido como Morrison Hotel, embora, de acordo com as paradas americanas, o título fosse Morrison Hotel/Hard Rock Café, este foi o quinto álbum do The Doors em três anos (o tecladista Ray Manzarek reparou no hotel quando dava uma volta pelo centro de Los Angeles com sua mulher). O grupo estava sob pressão porque o líder Jim Morrison respondia a um processo por obscenidade. De Fato, a banda gravou vários shows para fazer um disco ao vivo, caso Morrison fosse condenado à prisão, mas o sistema legal dos Estados Unidos era tãop lento que houve tempo para o lançamento de um álbum de estúdio.

The Soft Parade, o disco anterior, havia sido considerado desapontador e sem inovações. Talvez como resultado disso, o novo álbum era um robusto mergulho no R&B, revelando as raízes do grupo. A agressiva Roadhouse Blues causa impacto imediato, com o conhecido Lonnie Mack no baixo e John Sebastian, do Lovin' Spoonful (G Puglese), na harmônica (a música foi regravada por grupos tão diversos como Blue Oyster Cult e Frank Goes To Hollywood). O funk inquieto Peace Frog repercute a convulsão social da época e põe em destaque New Haven, onde Morrison havia sido preso em pleno palco. A estridente You Make Me Real, dominada pelo teclado, mostra o vocalista no auge de sua força; em outras faixas, ele é mais suave, como em Blue Sunday, na sinuosa The Spy e em Indian Summer, uma linda balada que, com sua sinuosa linha de baixo, leva à obra magna do The Doors, The End. A banda estava de volta ao bom caminho.

Por John Tobler

1970 | MORRISON HOTEL

01 | Roadhouse Blues
02 | Waiting For The Sun
03 | You Make Me Real
04 | Peace Frog
05 | Blue Sunday
06 | Ship Of Fools
07 | Land Ho!
08 | The Spy
09 | Queen Of The Highway
10 | Indian Summer
11 | Magiie M'Gill

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sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Uriah Heep



Com este disco e o seguinte, o Uriah Heep atingiu o auge de sua criatividade e do bom uso da mistura de peso e leveza. A estabilização da formação, com Kerslake firme na bateria e Gary Thain assumindo o baixo, deu a química que faltava para a banda atingir todo seu potencial. Foi também aqui que a temática de fantasia se consolidou como assunto principal das canções.

Quer pauleira? "Easy Livin'" dá uma aula, e "Rainbow Demon" não fica atrás. Quer algo mais lisérgico? "The Wizard", "Circle Of Hands" e, claro, a dobradinha final. Eu tenho verdadeiro tesão (não tem outra palavra) pela introdução de "Paradise" e pelo solo de "The Spell". São progressivos na melhor definição do termo.

Ah, a capa é assinada por Roger Dean, mestre dos "visuais chocantes" dos anos 70.

Texto: Dagda

1972 - DEMONS AND WIZARDS

The Wizard
Traveller In Time
Easy Livin'
Poet's Justice
Circle Of Hands
Rainbow Demon
All My Life
Paradise
The Spell

Bônus
Why (B-side)
Why (Original version)
Home Again To You

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sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Genesis

SELLING ENGLAND BY THE POUND

"Você pode me dizer onde está o meu país?", assim começa o hipnótico álbum conceitual do Genesis lançado ao fim de 1973. Selling England By The Pound é a afirmação do Genesis como uma das maiores bandas do progressivo e, para a época, do rock.

Em diversos aspectos, Selling England By The Pound é inovador, não apenas dentro da temática progressiva, mas para a indústria fonográfica em si. Músicas com muitas quebradas de tempo, alterações de estilo, uso indiscriminado de sintetizadores e o teatralismo do seu vocalista Peter Gabriel são os principais trunfos. No palco, porém, os "anjos de Gabriel" (nome que Peter queria para a banda) se portavam de modo inovador, principalmente a partir desta época. Muitos figurinos, arte visual rebuscada (que o diga a linda capa de Selling England By The Pound, versão modificada d'O Sonho de Betty Swanwick) e músicas extremamente rebuscadas e complexas. After The Ordeal e a clássica Cinema Show são extremamente ricas e casam muito bem em sequência.

As músicas "conceituais" do disco, sobre a decadência da Inglaterra no passado e no presente, são fantásticas e cheias de preciosidades ocultas. As interpreções da faixa-título ou da idílica Battle of Epping Forest são épicas e inimagináveis para qualquer outra banda, talvez o Jethro Tull e olhe lá. As lindas baladas More Fool Me e I Know What I Like também são um grande reforço para marcar o disco como uma das grandes obras progressivas e mantendo-o com o toque pop que caracterizaria o fim do Genesis.

Selling England By The Pound não é o auge de Peter Gabriel, mas mostra como seria. Não é o começo da participação mais efetiva de Phil Collins, mas é onde ele mostra que pode ser mais efetivo. Não é o principal disco do Genesis, mas mostra todas as direções que eles poderiam aportar. É, sem dúvida, disco importantíssimo para o cenário musical da época e, por isso, essencial.

1973 | SELLING ENGLAND BY THE POUND

01 | Dancing with the Moonlit Knight
02 | I Know What I Like (In Your Wardrobe)
03 | Firth of Fifth
04 | More Fool Me
05 | The Battle of Epping Forest
06 | After the Ordeal
07 | The Cinema Show
08 | Aisle of Plenty

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quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Meus amigos, meus heróis...

Ana Beatriz e João Lucas

... CONTOS DA LUA VAGA ...

Esperança viva
Que o sangue amansa
Vem lá do espaço aberto
E faz do nosso braço
Um abrigo
Que possa guardar

A vitória do sentimento claro
Vencendo todo medo
Mãos dadas pela rua
Num destino de luz e amor
Vem agora
Quase não há mais tempo
Vem com teu passo firme
E rosto de criança
A maldade já vimos demais

Olha
Sempre poderemos viver em paz
Em tempo
Tanto a fazer pelo nosso bem
Iremos passar
Mas não podemos nunca esquecer
De mais alguém
Que vem
Simples inocentes a nos julgar
Perdidos
As iluminadas crianças
Herdeiras do chão
Solo plantado
Não as ruínas de um caos

Diamantes e cristais
Não valem tal poder
Contos de luar
Ou a história dos homens
Lua vaga vem brincar
E manda teus sinais
Que será de nós
Se estivermos cansados
Da verdade
Do amor

Esperança viva
Que a mão alcança
Vem com teu passo firme
O rosto de criança
A maldade já vimos demais