Anita Baker

Do livro: 1001 Discos Para Ouvir Antes de Morrer

Em meados dos anos 80 não havia muita procura por música soul. Baterias eletrônicas e seqüenciadores tinham enrijecido a música, e a chegada de artistas excessivamente afetados, como Whitney Houston, deixava sem muitas escolhas os amantes da autenticidade e da candura. Anita Baker, uma jovem de 29 anos, desafiou as tendências musicais com um álbum tentador: Rapture.

Já era versada em gospel e no estilo Motown quando, em 1975, assinou um contrato com o selo Chapter 8, onde teve um sucesso moderado com "I Want To Be Your Girl". Pelo selo de Otis Smith, Beverly Music, ela gravou o sucesso underground The Songstress (1983). Um contrato com a Elektra foi o empurrão que faltava para que atingisse o verdadeiro sucesso.

Contando com diversos músicos de estúdio de grande talento, Rapture é um álbum digno de uma diva, com uma bela produção e que permanece atual. O produtor e ex-colega do Chapter 8, Michael J. Powell, preparou uma série de versões e faixas originais ideais para a sensual voz de contralto de Baker.

Anita Baker queria cantar apenas músicas de jazz, enquanto Powell queria um R&B suave e com swing. Da negociação enter os dois resultou a intensidade que enche de beleza este trabalho. Dizer que não passa de música de consumo para uma rádio de R&B seria ignorar o preciosismo vocal de Baker - "Sweet Love" tornou-se um grande e irresistível sucesso, enquanto "Been Alone So Long"`'e um blues lento e meditativo.

As críticas da imprensa mundial foram unânimes, e Rapture foi um sucesso mundial. A Revista inglesa The Wire chegou a dizer que "o brilho comercial de Rapture não consegue ofuscar sua intensidade emocional transbordante". Contudo, o disco caiu relativamente rápido no esquecimento.

1986 | RAPTURE

01 | Sweet Love
02 | You Bring Me Joy
03 | Caught up in the Rapture
04 | Been So Long
05 | Mystery
06 | No One in the World
07 | Same Ole Love
08 | Watch Your Step

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