quarta-feira, 23 de junho de 2010

Aretha Franklin

::: ARETHA: LADY SOUL :::

"Quando fui para a Atlantic, pude fazer as coisas do meu jeito.
E os sucessos vieram..."
Aretha Franklin, 1989


Do livro: 1001 Discos Para Ouvir Antes de Morrer

Filha do cantor de gospel C. L. Franklin, ela tinha pedigree. Mas só ao ser contratada pela Atlantic Records, depois de 12 anos de carreira, Aretha Franklin foi coroada como Lady Soul. Sua antiga gravadora, a Columbia, queria que ela cantasse um pop insosso, mas Jerry Wexley, produtor da Atlantic, combinou sua voz poderosa com o Muscle Shoals Rhythm Section, de Memphis, e o soul radioso da cantora foi posto em liberdade.

Lady Soul foi o terceiro álbum deles juntos, e o melhor de todos. Aretha havia ficado mais segura desde a estréia na Atlantic com I Never Loved A Man The Way I Love You, e seu disco seguinte, Aretha Arrives, mais eclético, destacou a força de seu talento. Lady Soul aciona essa força ao exibir a dupla paixão da cantora pelo R&B - "Chain Of Fools", de Don Conway, um hino contra a cretinice, e "Since You've Been Gone", em que as cantoras do The Sweet Inspirations fazem um coro furioso contra o namorado ausente do título - e pelo gospel (a gravação oerquestrada de "People Get Ready", de Curtis Mayfield, arranjada por Arif Martin).

Ao mesmo tempo que o solo de Eric Clapton no blues "Good To Me As I Am To You" é uma aproximação como o rock'n roll da época, Lady Soul canta os mestres do gênero (Mayfield, James Brown, Ray Charles) com talento e autoridade. "A Natural Woman" é o destaque: a peregrinação dos músicos do Muscle Shoals aos estúdios da Atlantic, em Nova York, para três sessões de gravação espelha a própria jornada de Aretha, imbuindo a rica canção de Carole King e Gerry Goffin da honestidade e paixão que a cantora adquiriu em Memphis e dando a ela a chance de mostrar sua verdadeira voz.

1968 | ARETHA: LADY SOUL

01 | Chain of Fools
02 | Money Won’t Change You
03 | People Get Ready
04 | Niki Hoeky
05 | (You Make Me Feel Like) A Natural Woman
06 | (Sweet Sweet Baby) Since You’ve Been Gone
07 | Good to Me As I Am to You
08 | Come Back Baby
09 | Groovin’
10 | Ain’t No Way

Bônus tracks:
11 | Chain Of Fools (Unedited Version)
12 | (You Make Me Feel Like) A Natural Woman (Mono Single Version)
13 | Since You've Been Gone (Sweet Sweet Baby) (Mono Single Version)
14 | Ain't No Way (Mono Single Version)

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sexta-feira, 18 de junho de 2010

Manassas

Texto: 1001 albuns


Assim como o seu parceiro musical, Neil Young, Stephen Stills era genioso demais para compartilhar seu talento com outros músicos. Isso em parte explica o fato de sua participação em conjuntos seja tão efêmera. Aliás, a convivência dele com Neil no Buffalo Springfield era por demais problemática, e foi um milagre que eles chegassem a se reconciliar para compor, junto com David Crosby e Graham Nash, uma obra-prima da envergadura de Deja Vu. Contudo, como não podia deixar de ser, a parceria acabou, e Stills finalmente partiu para uma carreira-solo.

O irônico nisso tudo é que, a despeito de todo o seu trabalho individual não tinha a mística dos seus discos lançados 'coletivamente'. Tanto que, dois anos depois de deixar o CSNY, Stephen compôs a sua grande obra-prima mas, no entanto, como não podia deixar de ser, ele estava — mais uma vez — envolvido num projeto com outros músicos numa banda — o Manassas. Seu segundo álbum, com exceção de Change Partners (não confundir com a canção de Cole Porter de mesmo nome), passou ligeiramente batido.

E o Manassas surgiu da idéia de juntar os antigos colaboradores do CSN junto com o ex-Byrds Chris Hilmann que, naquele momento, havia recém se demitido do Flying Burrito Brothers, junto com Gram Parsons. Enquanto o intrépido "Grevious Angel" partiu para a Riviera Francesa ficar doidão com Keith Richards, Hilman foi reforçar o ensamble de Stills.

O resultado desa reunião, um álbum duplo do mesmo nome, é um trabalho temático perfeitamente enfeixado em seções bem divididas (a saber, The Raven, The Wilderness, Consider e Rock & Roll is Here to Stay) passando a limpo tanto o country-rock do CSNY (Colorado, Hide It So Deep), hillybilly (Don't Look At My shadow), o rock pop do Buffalo Springfield (Bound To Fall) e influências latinas (Both Of Us, It Doesn't Matter), honky tonk (a divertidíssima Falen Eagle), gospel (Jesus Gave Love Away) e blues (Jet Set).

Alguém falou em Rolling Stones? Pois enquanto Keith e Mick Taylor gravavam o que seria o Exile On Main Street em Vilefranche-Sur-Mer, o entediado Bill Wymann fez o caminho inverso: atravessou o Atlântico para uma participação especial no Manassas, mais precisamente na faixa The Love Gangster, em parceria com Stills.

1972 | MANASSAS

01 | Song of Love
02 | Medley
03 | Jet Set (Sigh)
04 | Anyway
05 | Both of Us (Bound to Lose)
06 | Fallen Eagle
07 | Jesus Gave Love Away for Free
08 | Colorado
09 | So Begins the Task
10 | Hide It So Deep
11 | Don’t Look at My Shadow
12 | It Doesn’t Matter
13 | Johnny’s Garden
14 | Bound to Fall
15 | How Far
16 | Move Around
17 | The Love Gangster
18 | What to Do
19 | Right Now
20 | The Treasure
21 | Blues Man

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quinta-feira, 17 de junho de 2010

Malcolm McLaren

Ex-empresário dos Sex Pistols, Malcolm McLaren morre aos 64 anos

Folha Online

O ex-empresário da banda punk Sex Pistols, Malcolm McLaren, 64, morreu hoje, informa o site especializado em música NME.

McLaren enfrentava uma batalha contra o câncer e morreu nesta manhã em uma clínica na Suiça. O corpo do ex-empresário será enviado a Londres para ser enterrado no cemitério Highgate.

McLaren nasceu em 1946 em Londres, e estudou na escola de arte do St Martin's College Of Art e no Goldsmiths College.

Antes de se tornar o empresário dos Sex Pistols, função que ocupou de 1975 a 1977, McLaren fundou a loja de roupas Let It Rock, também na capital britânica, com a estilista Vivienne Westwood, com quem era casado e tinha um filho, Joseph, nascido em 1967.

Mais tarde, a loja passou a se chamar Too Fast To Live Too Young To Die, e então se tornou a famosa SEX. Foi neste local que John Lydon, mais conhecido como Johnny Rotten, que viria a ser o líder dos Sex Pistols, realizou o seu primeiro teste.

Durante o tempo em que foi empresário dos Pistols, McLaren foi acusado pelos membros da banda, principalmente Rotten, de se recusar a pagá-los. Em 1987, o caso foi a tribunal e Rotten venceu. Desde que a banda se separou, os dois deixaram de se falar.

McLaren também foi empresário da banda New York Dolls antes de lançar os Pistols.

Ele também lançou seus próprios projetos musicais, sendo que seu primeiro álbum, "Duck Rock", saiu em 1983 e alcançou grande sucesso no Reino Unido com os hits "Buffalo Gals", "Double Dutch" e "Madame Butterfly".

McLaren continuou lançando álbuns durante as décadas de 90 e 2000, sendo que o mais recente deles foi lançado no ano passado, chamado "Shallow - Musical Paintings".

1983 | DUCK ROCK

01 | Obatalá
02 | Buffalo Gals
03 | Double Dutch
04 | Merengue
05 | Punk It Up
06 | Legba
07 | Jive My Baby
08 | Song for Chango
09 | Soweto
10 | World's Famous
11 | Duck for the Oyster

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terça-feira, 15 de junho de 2010

Steeleye Span


Após o lançamento do antológico álbum “Liege And Leaf”, Ashley “Tyger” Hutchings, baixista do Fairport Convention, ficou desapontado com os caminhos que seus companheiros decidiram trilhar e saiu para montar seu próprio grupo, onde pudesse continuar a misturar a música folk britânica com o rock.

Para isso começou por chamar uma dupla da cidadezinha de St. Albans (Inglaterra), Tim Hart e Maddy Prior. Logo após veio o casal galês Terry e Gay Woods. O grupo começou a preparar o material para seu primeiro disco, com Gay e Maddy revezando-se nos vocais, apoiadas por Tim e Terry. O nome da banda, Steeleye Span (personagem central de uma velha balada de Lincolnshire, “Horkstow Grange”), foi sugerido pelo respeitado guitarrista/violonista do circuito folk, Martin Carthy, e o álbum foi intitulado “Hark! The Village Wait”.



1970 - HARK! THE VILLAGE WAIT

01. A Calling-on Song
02. The Blacksmith
03. Fisher'man's Wife
04. Blackleg Miner
05. Dark-Eyed Sailor
06. Copshawholme Fair
07. All Things Are Quite Silent
08. The Hills Of Greenmore
09. My Johnny Was A Shoemaker
10. Lowlands Of Holland
11. Twa Corbies
12. One Night As I Lay On My Bed

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quarta-feira, 9 de junho de 2010

Eloy


Fundada no final dos anos 1960 pelo guitarrista Frank Bornemann, a banda sofreu várias mudanças, sendo Bornemann o único membro consistente do grupo. Foi inspirada por bandas como The Beatles, The Shadow e Pink Floyd, este último pelo tom de space rock que possuia na época. A princípio, a banda tocava hard rock, inspirada por temas políticos, mas logo passou para um som mais progressivo, com elementos de space. Baseado principalmente nos solos de guitarra de Bornemann, o som da banda também inclui o vasto uso de sintetizadores e coros.

1974 | FLOATING

01 | Floating
02 | The Light From Deep Darkness
03 | Castle In The Air
04 | Plastic Girl
05 | Madhouse

Bonus
06 | Future City
07 | Castle In The Air
08 | Flying High

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quarta-feira, 2 de junho de 2010

Bob Dylan & Neil Young

1975 | SAN FRANCISCO NIGHTS

Introduction
Are You Ready For The Country
Ain't That A Lot Of Love
Looking For A Love
Loving You Is Sweeter Than Ever
I Want You
The Weight
Helpless / Knockin' On The Heaven's Door
Will The Circle Be Unbroken

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sexta-feira, 28 de maio de 2010

The Cure

:: DISINTEGRATION ::


Disintegration é um dos melhores álbuns da banda.

É belo, sombrio, angustiante e necessário.

1989 - DISINTEGRATION

01 - Plainsong
02 - Pictures Of You
03 - Closedown
04 - Lovesong
05 - Last Dance
06 - Lullaby
07 - Fascination Street
08 - Prayers For Rain
09 - The Same Deep Water As You
10 - Disintegration
11 - Homesick
12 - Untitled

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terça-feira, 25 de maio de 2010

Suzanne Ciani

1986 | THE VELOCITY OF LOVE

Eighth Wave
Lay Down Beside Me
Velocity of Love
Malibuzios
History of My Heart

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domingo, 23 de maio de 2010

Jimi Hendrix



:: RASPANDO O TACHO ::
Por: Luiz Felipe Carneiro



Até que estava demorando um pouquinho para Janie Hendrix lançar mais algum CD póstumo com gravações de seu irmão. Quando colocou nas lojas o luxuoso box "The Jimi Hendrix Experience", os fãs pensaram que o tacho já havia sido todo raspado. Não. Janie falou que ainda tem material inédito para lançar pelos próximos dez anos.

A julgar por "Valleys of Neptune", álbum de sobras de Jimi Hendrix que chegou às lojas, muita coisa boa ainda pode aparecer por aí. Sob a batuta do engenheiro de som Eddie Kramer (que trabalhou nos álbuns originais de Jimi Hendrix), o álbum, embora não seja absolutamente inédito - diversas canções já são bem conhecidas, e foram lançadas em coletâneas póstumas anteriores do artista -, certamente, fará a festa dos órfão daquele que é considerado o maior guitarrista de todos os tempos.

Mesmo não sendo tão surpreendente como tem sido alardeado, "Valleys of Neptune" possui em suas faixas uma qualidade que faz jus a aura de Hendrix. As canções foram bem selecionadas, e nada está abaixo do selo de qualidade do guitarrista - o que é comum em trabalhos póstumos que são lançados diariamente por aí. Como exemplo, a faixa-título, um jazz-psicodélico que poderia estar presente em qualquer álbum lançado em vida por Jimi Hendrix. Aliás, um trecho da mesma gravação já havia sido lançado em 1990, no box "Lifelines", que foi retirado das lojas dois anos após o seu lançamento.

A canção que dá título ao álbum possui um acento pop, que é notado em várias das canções de "Valleys of Neptune", a começar pela sua primeira faixa, uma versão de "Stone free", gravada entre abril e maio de 1969, no Record Plant, com a presença de Billy Cox (baixo) e Mitch Mitchell (bateria). Aliás, 11 das 12 faixas do álbum foram gravadas em 1969, após o lançamento do álbum "Electric Ladyland", e antes de "Band of Gypsys" (1970).

Ou seja, essas gravações de 1969 representam um período interessante da carreira de Hendrix, o da transição da Experience para a Band of Gypsys. Inclusive, "Ships passing through the night" foi gravada na última sessão de estúdio do guitarrista com a Experience.Essa faixa, assim como as instrumentais "Lullaby for the summer" e "Crying blue rain" são inéditas em disco. Esta última - que conta com a adesão de Rocki Dzidzornu (o mesmo que tocou percussão na gravação de "Sympathy for the devil", dos Rolling Stones) -, ganhou novo baixo e nova bateria, gravados por Cox e Mitchell, em 1987. O mesmo processo de "revigoração" aconteceu com "Lover man" (em versão raivosa) e "Mr. Bad Luck", sendo que a última é a única faixa do álbum não gravada em 1969 - ela é de 1967, e chegou a ser testada por Hendrix nas sessões de gravação do álbum "Axis: Bold as Love", lançado no mesmo ano.

Canções já bastante conhecidas dos fãs de Jimi Hendrix, como "Fire", "Red house" (com mais de oito minutos de duração, e um solo fantástico de Hendrix) e "Hear my train a comin'", ganharam novas versões nesse "Valleys of Neptune". Versões diferentes das originais: as duas primeiras foram gravadas durante um ensaio para um show de Hendrix em Londres, enquanto que a segunda se destaca pelo solo arrasador do guitarrista, e pela bateria animal de Mitchell. "Sunshine of your love" ganhou uma versão mais pesada (e instrumental) do que a original do Cream, banda de seu "concorrente" Eric Clapton. Hendrix descontrói a canção, em solos rápidos e alucinantes.

"Valleys of Neptune" não deixa de ser mais uma forma de Janie Hendrix engordar as suas contas bancárias. Nada mal para quem viu o irmão uma vez ou outra. Mas o trabalho foi bem feito. Os fãs ficarão felizes. Tomara que os próximos lançamentos póstumos mantenham a mesma integridade de "Valleys of Neptune". Aliás, com o nome de Jimi Hendrix no meio, é o mínimo que se pode esperar.

2010 | VALLEYS OF NEPTUNE

01 | Stone Free
02 | Valleys of Neptune
03 | Bleeding Heart
04 | Hear My Train a Comin´
05 | Mr | Bad Luck
06 | Sunshine of Your Love
07 | Lover Man
08 | Ships Passing in the Night
09 | Fire
10 | Red House
11 | Lullaby for the Summer
12 | Crying Blue Rain

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sábado, 22 de maio de 2010

The Rolling Stones



Discoteca Básica - Capítulo Final

:: EXILE ON MAIN ST. ::

Do livro: 1001 Discos Para Ouvir Antes de Morrer

Em 1972, os Stones eram foras-da-lei - se bem que, agora, estavam fugindo dos impostos, e não dos demônios que os haviam perseguido três anos antes - e só aqueles de estômago forte conseguiam acompanhá-los. Quando a banda chegou à vila de Keef, no sul da França, levav junto apenas os amigos mais chegados, mas os 12 meses de gravação e mixagem de Exile On Main St. cobraram seu tributo. Havia, como sempre, o álcool e as drogas. Eles tinham escolhido morar e viver juntos numa mansão desconfortável - um antigo quartel-general dos nazistas -, o que acabou sendo um inferno. A decisão de Mick de desaparecer com Bianca só colaborou para o mal-estar geral.

Exile On Main St. foi, portanto, uma criação de Richards, mas ele não teria feito nada sem o melhor time de músicos de apoio com o qual havia tocado: Jimmy Miller (produção e percursão), Bobby Keyes (saxofone), Jim Pierce (trompete e trombone) e Nicky Hopkins (piano) estão presentes em todo o disco, fazendo um som relaxado que tanto esconde quanto valoriza a música. O conhecido fotógrafo Robert Frank foi contratado para criar a capa do álbum, seguindo a linha "e nós que somos esquisitos?". Depois ele acompanhou a turnê da banda pelos Estados Unidos para fazer um road movie, Cocksucker Blues, mas, quando os Stones viram o copião, perceberam claramente a diferença entre ser sexy e ser machista, e cancelaram o trabalho.

E a música? A banda odiou o álbum, mas, para quem gosta de rock, DNA do gênero está todo ali, espalhado por aqueles quatro lados muito melhores que The White Album. Nem tudo o que se ouve falar do disco é verdade, mas é melhor acreditar na lenda. Os Stones nunca mais seriam tão bons.

1972 | EXILE ON MAIN ST.

01 | Rocks Off
02 | Rip This Joint
03 | Shake Your Hips
04 | Casino Boogie
05 | Tumbling Dice
06 | Sweet Virginia
07 | Torn and Frayed
08 | Sweet Black Angel
09 | Loving Cup
10 | Happy
11 | Turd on the Run
12 | Ventilator Blues
13 | I Just Want to See His Face
14 | Let It Loose
15 | All Down the Line
16 | Stop Breaking Down
17 | Shine a Light
18 | Soul Survivor

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quinta-feira, 20 de maio de 2010

The Rolling Stones


Discoteca Básica - Capítulo III

:: STICKY FINGERS ::

"Usamos metais pela primeira vez em Sticky Fingers - por influência 
de gente como Otis Redding e James Brown."
Charlie Watts, 2003


Do livro: 1001 Discos Para Ouvir Antes de Morrer

Sticky Fingers foi o primeiro LP lançado pelos Rolling Stones por seu próprio selo e o primeiro a apresentar ao mundo a famosa logomarca da língua de fora, desenhada por John Pasce - e o primeiro a chegar ao topo das paradas dos Estados Unidos e Inglaterra ao mesmo tempo.

As raízes do álbum estão no início de 1969, quando os Stones gravaram a base musical de "Brown Sugar", "Wild Horses" e do blues rural You Gotta Move, no Muscle Shoals Sound Studios. Essas faixas dão ao álbum um tom relaxado, numa mistura de blues, country e soul no estilo do Sul.

A música que abre o disco, "Brown Sugar", gira em torno de um irresitível riff de guitarra que tornou a canção um megassucesso mundial e um ítem obrigatório em festas, apesar de sua letra extremamente controvertida. "Bitch" entrelaça o sax de Bobby Keyes e o trompete de Jim Pierce com outro emocionante riff de guitarra. O naipe de metais se destaca novamente em "I Got The Blues", que evoca a paixão da banda pelas baladas de Otis Redding, enquanto Billy Preston acrescenta um toque de gospel com o órgão. O álbum está cheio de referências explícitas a drogas - como em "Sister Morphine", uma parceria com Marianne Faithful, que conta uma história sombria sobre o vício. A influência de Gram Parsons, amigo de Keith Richards, pode ser sentida nas duas canções country do álbum - a linda balada "Wild Horses" e a irônica "Dead Flowers".

O guitarrista Mick Taylor brilha, num estilo que lembra Carlos Santana, em "Can't You Hear me Knocking". "Moonlight Mile" traz um vocal emocionante de Jagger, ancorado por um generoso arranjo de cordas de Paul Buckmaster.

A capa de Andy Warhol, que mostra uma pélvis masculina envolta em jeans, vinha originalmente com um zíper, num arremate obsceno perfeito para um álbum dos Stones.

1971 | STICKY FINGERS

01 | Brown Sugar
02 | Sway
03 | Wild Horses
04 | Can’t You Hear Me Knocking
05 | You Gotta Move
06 | Bitch
07 | I Got the Blues
08 | Sister Morphine
09 | Dead Flowers
10 | Moonlight Mile

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quarta-feira, 19 de maio de 2010

The Cult


Pure Cult: The Singles 1984-1995 é uma compilação de singles de The Cult, autorizado pela banda para substituir a anterior não autorizada High Octane Cult. É também uma reedição da colectânea de 1993, Pure Cult: for Rockers, Ravers, Lovers, and Sinners, com algumas pequenas alterações.


2000 | PURE CULT
The Singles 1984-1995


01 | She Sells Sanctuary
02 | Fire Woman
03 | Lil' Devil
04 | Spiritwalker
05 | The Witch
06 | Revolution
07 | Love Removal Machine
08 | Rain
09 | In The Clouds
10 | Coming Down (Drug Tongue)
11 | Edie (Ciao Baby)
12 | Heart of Soul
13 | Wild Flower
14 | Star
15 | Resurrection Joe
16 | Go West
17 | Sun King
18 | Wild Hearted Son
19 | Sweet Soul Sister

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terça-feira, 18 de maio de 2010

The Rolling Stones


Discoteca Básica - Capítulo II

:: LET IT BLEED ::

"É uma época muito dura, muita violência. A Guerra do Vietnã, 
a violência nas telas, a pilhagem, os incêndios."
Mick Jagger, 1995


Do livro: 1001 Discos Para Ouvir Antes de Morrer

"Este é um disco que eu salvaria de um incêndio", declarou, enusiasmada Sheryl Crow. Era mais fácil comprar outro exemplar numa loja de discos usados, mas o sentimento é o que importa. Alguns álbuns dos Stones são importantes-e-interessantes-mas-nem-tão-bons-assim, e outros são cheios de músicas maravilhosas que agradam a qualquer um que tenha orelhas - e Let It Bleed é um dos melhores.

De fato, esse é o recheio de um sanduíche triplo. Beggars Banquet, Let It Bleed e Sticky Fingers eram a cereja do bolo de gravações feitas entre 1968 e 1970 - e o plano era lançar Sticky Fingers e um outro LP, em 1969.

Complicações contratuais impediram que isso acontecesse. Let It Bleed acabou se tornando um fecho visceral da década, com seu tom apocalíptico determinado por "Gimme Shelter" (o documentário sobre os Stones, com o mesmo título, mostra um fã sendo esfaqueado, em 1968, durante uma apresentação no Altamont Speedway).

O Contraste com os velhos rivais, os Beatles, não podia ser mais agudo: Let It Be é composto por blues chatíssimos e cordas melosas; Let It Bleed contém (como se queixou um crítico) "sexo sujo, sadomasoquismo, drogas pesadas e violência gratuita". Esses ingredientes tornam irresistível mesmo o que não é rock, como "Country Hook", "Let It Bleed" e "Love In Vain".

Mas também há hard rock. É difícil acreditar que a arrasadora "Midnight Gambler" e a tensa "Monkey Man" tenham sido compostas durante umas férias na Itália. E o disco ainda traz "You Can't Always Get What You Want", que começa como um hino e termina aos gritos.

Mick Jagger - que, em geral, fala mal de seu próprio trabalho - admite que Let It Bleed é "um bom disco, um de meus preferidos". O bom e velho Mick disse tudo.

1969 | LET IT BLEED

01 | Gimme Shelter
02 | Love in Vain
03 | Country Honk
04 | Live with Me
05 | Let It Bleed
06 | Midnight Rambler
07 | You Got the Silver
08 | Monkey Man
09 | You Can’t Always Get What You Want

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Triumph

Triumph é uma banda de rock/heavy metal do Canadá, que fez sucesso de meados da década de 1970 até o final dos anos 80. A banda começou sua carreira fazendo pequenos shows e apresentações em sua cidade natal, Toronto. Foi formada por Gil Moore, baterista e vocalista, Mike Levine, baixista e tecladista, e pelo famoso Rik Emmett, guitarrista, violonista, vocalista e compositor, que se conheceram em 1975. Hoje a banda não tem tanto reconhecimento, exceto no Canadá e no estado americano do Texas, onde possui um fã-clube muito numeroso.

O power trio, formado em 1975, frequentemente comparado ao também canadense Rush por seu estilo musical, começou tocando um hard rock muito particular, musicalmente bem estruturado, ao mesmo tempo em que deixava de lado os álbuns conceituais (em “moda” na época) e o experimentalismo.

A banda é considerada um dos pilares do heavy metal, mas os próprios integrantes rejeitam essa denominação. Certa vez, Gil Moore definiu o som da banda como um misto de Emerson Lake & Palmer com The Who. No entanto, as composições de Emmett, um eclético por natureza, mostraram uma banda tocando músicas cada vez mais próximas do rock progressivo. Além disso, cada álbum do Triumph trazia uma faixa solo de violão, frequentemente um “destaque” no meio de outras músicas mais pesadas e algumas baladas.

Uma vantagem do baterista Gil Moore era a sua capacidade de cantar e tocar bateria ao mesmo tempo, o que ocorreu em muitas faixas, como em "When the Lights Go Down" e "Allied Forces", por exemplo, apesar de sua técnica vocal nunca ter atingido um patamar muito elevado. Já Mike Levine, além de seus arranjos no teclado, foi importante para a banda por ter produzido os primeiros álbuns da banda e ser uma espécie de organizador das apresentações.

1979 - JUST A GAME

01. Movin' On
02. Lay It On The Line
03. Young Enough To Cry
04. American Girls
05. Just A Game
06. Fantasy Serenade
07. Hold On
08. Suitcase Blues

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1980 - PROGRESSIONS OF POWER

01. I Live for the Weekend
02. I Can Survive
03. In the Night
04. Nature's Child
05. Woman in Love
06. Take My Heart
07. Tear the Roof Off
08. Fingertalkin'
09. Hard Road

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1981 - ALLIED FORCES

01. Fool for Your Love
02. Magic Power
03. Air Raid
04. Allied Forces
05. Hot Time (In This City Tonight)
06. Fight the Good Fight
07. Ordinary Man
08. Petite Etude
09. Say Goodbye

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domingo, 16 de maio de 2010

The Rolling Stones


Discoteca Básica - Capítulo I

:: BEGGARS BANQUET ::

"Era uma época mágica, porque eu realmente consegui transformar minhas fantasias juvenis num estilo de vida."
Keith Richards, 1987


Do livro: 1001 Discos Para Ouvir Antes de Morrer

Os dois anos anteriores não tinham sido particularmente bons para os Stones. Mick Jagger e Keith Richards foram presos na casa de Keith em Sussex, o que resultou num processo judicial nocivo para sua imagem. O uso de drogas e repetidas detenções transformaram Brian Jones, o primeiro líder da banda, numa sombra do músico multitalentoso que havia sido. E Eles havia perdido o bonde da história psicodélica com o desorientado Their Satanic Majesty's Request.

Desse caos nasceu Beggars Banquet. Os Stones deixaram de lado a parafernália psicodélica dos estúdios e voltaram às suas raízes no blues e no country para produzir um disco acústico clássico, que também dava pistas do caminho mais sombrio que sua música tomaria um pouco mais tarde. A elegante "Jumpin' Jack Flash" os levou ao seu primeiro lugar nas paradas em dois anos e nela está um de seus riffs mais famosos. "Street Fighting Man" aderiu ao movimento de 1968, um gesto de apoio aos protestos estudantis e à desobediência civil. A épica "Simpathy For The Devil" une uma letra infame a uma despojada batida de samba. Há que se destacar a ausência de Jones no disco, embora sua slide guitar em "No Expectations" seja uma lembrança de glórias passadas.

A capa do álbum é um convite simples ao banquete do título, apesar de o fundo branco, infelizmente, remeter à obra-prima dos Beatles, conhecida com Álbum Branco, lançada algumas semanas antes. Mas isso não interferiu. O disco dos Stones vendeu aos milhares nos Estados Unidos e Inglaterra.

O sombrio country blues de Beggars Banquet se tornou a marca registrada do grupo, que os Rolling Stones exploraram à exaustão nos três álbuns posteriores. Os quatro anos seguintes, até o lançamento de Exile On Main St., de 1972, ainda permanecem como sua época de ouro.

1968 - BEGGARS BANQUET

01 | Sympathy for the Devil
02 | No Expectations
03 | Dear Doctor
04 | Parachute Woman
05 | Jigsaw Puzzle
06 | Street Fighting Man
07 | Prodigal Son
08 | Stray Cat Blues
09 | Factory Girl
10 | Salt of the Earth

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