terça-feira, 19 de junho de 2012

Sebastian Hardie


Sebastian Hardie, a lendária banda australiana de rock progressivo sinfônico liderada pelo guitarrista "Mario Millo", está de volta com um novo álbum intitulado "Blueprint". Este é o 3ª álbum de estúdio da banda, além dos agora clássicos, "Four Moments" (1975) e "Windchase" (1976).

Depois da sua dissolução no final de 1970, "Sebastian Hardie" foi convidado à retornar e realizar um show no Progfest 94 em Los Angeles. O show foi gravado e o CD "Live in LA" foi lançado.


Em julho de 2003 Sebastian Hardie retorna outra vez, desta feita para uma turnê no Japão e mais tarde nesse mesmo ano, foram convidados especiais nos concertos do "Yes" em Sydney e Melbourne.

Após shows no Japão e os shows com o grupo "Yes", entusiasmados com a excelente receptividade, os membros da banda decidiram gravar outro álbum e continuar com performances ao vivo. O único problema foi de logística. O baterista Alex Plavsic foi viver e trabalhar a cerca de 1000 quilómetros de distância, em Queensland, enquanto os outros membros estavam em Sydney com suas próprias responsabilidades pessoais e de trabalho. Isto proporcionou oportunidades limitadas para o grupo se reunir, ensaiar e gravar o novo material. Mas se eles tiveram pouco tempo, sobra-lhes qualidade e foi composto o material para um novo cd sem maiores problema.

2012 - BLUEPRINT

01. I Wish
02. Vuja de
03. Art of Life
04. I Remember
05. Another String
06. Shame


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segunda-feira, 18 de junho de 2012

Lô Borges

O famoso disco do tênis foi gravado logo em seguida ao lançamento de Clube da Esquina. Suas músicas foram compostas na correria, fato que ajudou a transformá-lo em uma obra única da música brasileira.

O vigoroso e distorcido blues rock “Você Fica Bem Melhor” abre o disco e até engana. O que segue, no entanto, é baseado em canções folk, com alguns delírios psicodélicos. “Canção Postal” parte de notas tristes ao violão e descamba em vocais influenciados por “Because” dos Beatles. A belíssima “O Caçador”, com seu lirismo e guitarras oitavadas, traz o parentesco com a doce melancolia de “Trem Azul”. Músicas completamente piradas como “Não Foi Nada”, “Pra Onde Vai Você” e “Aos Barões” se equilibram ao lado das pérolas sonhadoras “Pensa Você”, “Faça Seu Jogo” e “Não Se Apague Esta Noite”. Para completar, há ainda peças instrumentais (“Fio da Navalha”, “Calibre”, “Toda Essa Água”) e grandes momentos voz e violão (“Como o Machado” e “Eu Sou o Que Você É”).

É um disco que fala muito de sonhos, de estrada, da liberdade, da mesma forma que sempre traz à tona o sangue. Afinal, eram os anos mais tenebrosos da ditadura militar.

Texto: Revista Freakium

1972 | LÔ BORGES

01. Você fica melhor assim
02. Canção postal
03. O caçador
04. Homem da rua
05. Não foi nada
06. Pensa você
07. Fio da navalha
08. Pra onde vai você
09. Calibre
10. Faça seu jogo
11. Não se apague esta noite
12. Aos barões
13. Como o machado
14. Eu sou como você é
15. Toda essa água

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segunda-feira, 11 de junho de 2012

Kin Ping Meh


Não, ‘Kin Ping Meh’ não é uma banda chinesa, é alemã e embora seja rotulada como krautrock é uma banda de rock progressivo e hard rock formada em 1970 em Manheim, cujo embrião era o grupo escolar ‘Thunderbirds’ e tinha Werner Stephan nos vocais; Joachim Schafer na guitarra, piano e vocais; Fritz Schmitt no órgão e piano; Torsten Herzog no baixo e Kalle Weber na bateria. O gênero krautrock deriva da palavra krauts (chucrute) que era um termo depreciativo usado para os soldados alemães na Segunda Guerra Mundial, e foi criação de John Peel, apresentador de destaque de uma estação de rádio britânico em 1968, que o utilizava para designar as bandas de rock da Alemanha Ocidental que se destacavam internacionalmente.

O nome da banda, ‘Kin Ping Meh’, significa ‘um ramo de flor de ameixa em um vaso de ouro’ foi retirado de um romance chinês do século 16 que retrata a vida e os costumes da época. E os integrantes tinham como modelo as bandas inglesas ‘Deep Purple’, ‘Uriah Heep’ e ‘Spooky Tooth’. Em 1970, deram o primeiro concerto e nos meses seguintes participaram de sete concursos importantes. Foram descobertos pelos caçadores de talentos da ‘Polydor’ em 1971, e antes da gravação do primeiro álbum Joachim Schafer, que deixou a banda, foi prontamente substituído por Willie Wagner. O ano de 1972 foi um ano muito bom para ‘Kin Ping Meh’, participaram de um musical anti-drogas, compuseram a trilha sonora para um seriado, abriram os Jogos Olímpicos de Vela de Kiel, saíram em turnê com Rory Gallagher e lançaram o segundo álbum ‘Nº 2' que conta com um cover dos Beatles: Come Together. Mas o grupo pagou um alto preço por estar constantemente na estrada: Willie Wagner, Werner Stephan e Torsten Herzog saíram para serem substituídos por Gerhard ‘Gagey’ Mrozeck, Uli Gross, o baixista britânico Alan Joe Wroe e seu conterrâneo Geff Harrison. Com essa formação gravaram ‘Kin Ping Meh 3’ que contou com um coro feminino.

E foi principalmente por causa do vocalista Geff Harrison que a banda desenvolveu uma imagem de hard rock e apareceu em alguns programas de televisão com ‘Deep Purple’ e ‘Slade’. O quarto álbum ‘Virtues & Sins’ recebeu comparações com os ‘Rolling Stones’ e ‘Spooky Tooth’. Em 1976 lançaram ‘Concrete’, um álbum ao vivo. Após o término do contrato com a gravadora, Geff Harrison e Alan Joe Wroe deixaram a banda, os outros integrantes ainda tentaram um novo começo, mas foram incapazes de continuar a história de sucesso, principalmente por causa do fraco desempenho vocal. No verão de 1977, a banda finalmente foi extinta. Em novembro de 1982 aconteceu um show revival de ‘Kin Ping Meh’ na Universidade de Berlim, mas o grupo era constituído principalmente por membros da banda de Geff Harrison, Gerhard Mrozeck e Kalle Weber não participaram. Kalle Weber, da formação original da banda, morreu de um ataque cardíaco em 1995.

Texto: mara


1999 | FAIRY TALES & CRYPTIC CHATERS (4 CD BOX SET)

CD 1: TAKE FIVE DREAMS UNTIL KISSING TIME

01. Fantasy I
02. I Love You More Than You'll Ever Know
03. Something
04. You've Made Me So Very Happy
05. Light My Fire (Doors)
06. Spinning Wheel
07. My Future
08. Too Many People
09. Haze
10. In A Better Way
11. Old Man From Peru
12. Woman (Live)
13. Organ Intro
14. My Dove
15. Fairy Tales
16. Fantasy II

CD 2: LIVE LESSONS AT BIER'S DANCING SCHOOL

01. I Believe, that I'm a Winner
02. Help
03. Forget It, I Got It
04. Everyday (Live)
05. Don't You Know (Live)
06. I'm a Man (Live)
07. Progressive Blues Jam
08. Everything's My Way
09. Child in Time
10. Alexandra (Live)
11. Salty Dog
12. Happy Song
13. Killing Time

CD 3: SOMETIME BESIDE DRUGSON'S TRIP

01. Good Morning Kin Ping Meh
02. Everything's My Way (Live)
03. Everything's My Way (Alternate Instrumental)
04. My Future (Alternate Instrumental)
05. Too Many People (Alternate Instrumental)
06. Theme From Fairy Tales (Alternate Instrumental)
07. Don't You Know (Alternate Instrumental)
08. Final Blues (Alternate Instrumental)
09. The Ballad Of Drugson's Trip (Live)
10. Sometime (Live 1971)
11. Don't Get Confused (Live Early Fairy Tales)
12. Help (Live)
13. Too Many People
14. Do It Babe (Early Dove Version)
15. Drugson's Trip

CD 4: FINAL CUTS FROM "BIER" CONVENTIONS

01. Stage Announcements
02. Everything's my Way
03. Haze
04. Witch Craft
05. In a Better Time
06. Salty Dog
07. I'm a Man
08. Child in Time
09. Stage Announcement by Joachim Schafer
10. Everything's My Way
11. Salty Dog
12. Alexandra (Rehearsal for a Musical Called Rausch)

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segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

Hipnoia

A banda Hipnoia nasceu em 2011, após o guitarrista Luiz Badia e o baterista Gilberto Cabral, amigos de longos anos, encontrarem o baixista Marcio CS, que se dispôs também a fazer testes para vocalista.

Tudo deu certo nos primeiros ensaios, o trio se firmou em estúdio, e conta hoje com mais de 20 músicas próprias, somando as composições de Luiz e Gilberto com as que Marcio trouxe quando entrou na banda.

Como os integrantes já passaram por muitas bandas e têm larga experiência de estúdio e palco, existe uma urgência de divulgação, por ser uma banda que recomeça do zero. A motriz musical se baseia no virtuosismo do baterista Gilberto Cabral, nas letras extravagantes de Luiz Badia, e na performance de Marcio CS. Todas as composições são em português.

O estilo musical da banda mistura o hard rock com o pós-punk, com letras que abordam temas pessoais e crônicas do cotidiano. A Hipnoia traz essa sonoridade para nossos tempos atuais, misturando com um rock mais contemporâneo, e pitadas de música brasileira.

Mais informações : SITE OFICIAL

Veja abaixo o clipe de "Os Astronautas (Ao Vivo)"

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

São Paulo Ska Jazz

"A partir de uma deliciosa “mistura” de bossa nova, frevo, baião, soul, jazz, salsa, reaggae e ska o SPSJ criou seu próprio repertório e promete ser a grande novidade da música instrumental brasileira." SPSJ - Site Oficial da Banda

"Jazz, mas também frevo e baião! A surpreendente aparição do SPSJ - com disco de estreia já pronto! - abre novos caminhos e perspectivas para o ska brasileiro. Jamais um grupo tupiniquim havia exibido lado a lado influências de papas do gênero (como New York Ska Jazz Ensemble e Jazz Jamaica All-Stars) e também boas referências de grupos instrumentais locais." Radiola Records

2009 - SÃO PAULO SKA JAZZ

01. São Paulo
02. 220
03. Alta Frequência
04. Sombrinha
05. Fim de Semana
06. Estação da Luz
07. Periferia
08. Em Algum Lugar da América
09. Samba de Uma Nota Só
10. Skaião
11. Rua Augusta
12. A Torre

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sábado, 21 de janeiro de 2012

Black Sabbath

BORN AGAIN
Por: Ronaldo Costa

Ser um álbum de destaque dentro de uma discografia como a do Black Sabbath não é tarefa fácil. Afinal, estamos falando de uma banda que gravou vários clássicos do heavy metal, alguns em seqüência, além de ter brilhado com diferentes formações. O que se poderia esperar de uma reunião de Tony Iommi, Geezer Butler e Bill Ward com aquele que é considerado um dos melhores vocalistas da história do rock (pra muita gente, o melhor)? Bem, a adição de Ian Gillan ao Sabbath criou um dos maiores ‘dream teams’ que o metal já viu e, por isso mesmo, o que se esperava era um sucesso estrondoso e absoluto.

As coisas não andavam muito boas para nenhum dos lados. O Black Sabbath perdera seu vocalista, ninguém menos que Ronnie James Dio, que deixava a banda após desentendimentos devido à mixagem e ao lançamento do ao vivo “Live Evil”, levando ainda o batera Vinny Appice na história. O grupo via-se então sem vocalista e sem baterista e precisaria encontrar alguém para ocupar os postos deixados pelos ex-integrantes. Para a bateria, acabaram optando pelo óbvio e convidaram Bill Ward para voltar à banda, sendo que o mesmo aceitou o convite de bate-pronto. Para o vocal, começaram a fazer algumas audições, só que substituir um monstro sagrado como Dio por alguém do mesmo nível era algo praticamente impossível. Diz a lenda que até Michael Bolton enviou fitas para uma possível audição com a banda. Muito se fala que Iommi queria muito que David Coverdale assumisse os vocais do Sabbath, só que a coisa toda era muito difícil pois David estava mais ocupado com o seu Whitesnake.

Ian Gillan estava se despedindo de sua carreira-solo, marcada por excelentes trabalhos mas que não obtiveram nenhum sucesso comercial e que não conseguiam atingir um público maior. O “Silver Voice” jamais escondera que sua real intenção era um retorno com o Deep Purple, difícil também àquela época, já que Ritchie Blackmore estava bem ocupado com o Rainbow. Eis que após um encontro num bar e alguns goles a mais (alguns não, vários goles a mais), Gillan, Iommi e Butler viram uma excelente possibilidade, que era o Black Sabbath com Gillan nos vocais. Após tudo acertado, a banda entra em estúdio e em agosto de 1983 lança o álbum “Born Again”. A princípio, não parecia que a coisa pudesse dar errado. O álbum já saiu direto no quarto lugar da parada britânica, melhor resultado comercial do Sabbath em muitos anos. Mas não foi exatamente o que aconteceu com o passar daqueles meses que se seguiram. Uma turnê não muito bem sucedida, o mal estar de Gillan no posto de vocal do Sabbath, críticas de vários fãs, sobretudo os mais radicais, fariam com que aquela reunião não tivesse continuidade e que os envolvidos passassem a considerar que aquilo tudo, incluindo-se o próprio “Born Again”, havia sido um grande equívoco.

Bom, após relembrar e entender o que rolou naquele período, vamos analisar o álbum em si. Existe uma corrente forte que afirma que “Born Again” tem poucos fãs pelo mundo e que, inclusive, boa parte deles estaria aqui no Brasil. Para alguns, tudo relacionado a esse trabalho serviria de motivo para críticas e implicâncias. A capa do disco é uma das mais criticadas e ridicularizadas da história do metal. Olhando ela hoje, realmente fica difícil defender aquela gravura. Mas se toda a crítica que se faz a esse álbum fosse resumida à capa, estaria tudo bem. O negócio é que muita gente criticava todo o resto: os videoclips gerados a partir de músicas do álbum que, pra muita gente, representaram algo ridículo e constrangedor para a banda. A turnê de divulgação, o setlist, a irritação que Gillan provocava em alguns, sobretudo nos mais radicais, com suas tentativas de impor o seu estilo pessoal às canções mais antigas da banda, principalmente nas da “fase Ozzy”, até mesmo o “sacrilégio”, na visão de alguns fãs, que foi incluírem “Smoke On The Water”, clássico do Purple, num setlist do Sabbath. Bill Ward, completamente impossibilitado de sair em turnê, acabou sendo substituído pelo competente Bev Bevan. Agora, se você reparar bem, tudo o que eu citei foram acontecimentos relativos àquele período. Mas e o principal? E as músicas do álbum em si? Afinal, não é isso o que realmente conta?

Bem, o Sabbath sempre primou pelo peso em toda a sua obra. De todas as características da banda, a que mais salta aos olhos é que a banda sempre soou muito pesada. E se houvesse um campeonato para ver qual álbum da banda é o mais pesado, “Born Again” ganharia o primeiro lugar fácil, fácil... É de impressionar até hoje a agressividade desse disco. A pancadaria começa com “Trashed”, uma daquelas porradas em que se leva um tempo até entender o que aconteceu. A assustadora “Disturbing the Priest” pode pegar de surpresa aquele menos atento, com o peso da guitarra de Iommi e os berros desesperados de Gillan. Como não se lembrar e não se empolgar com “Zero the Hero”, além de outras porradas mais do que pavorosas e diretas, como “Digital Bitch” e “Hot Line”. A banda só pegaria mais leve em duas músicas, a belíssima e emocionante “Born Again” e em “Keep It Warm”. Completando o álbum com “Stonehange” e “The Dark”, o resultado final em termos de composições é um dos melhores trabalhos já realizados pelo Black Sabbath em todos os tempos. Não era simplesmente um bom resultado em termos de pegada, de agressividade, era também um grande disco em termos de arranjos, harmonias e melodias. Os músicos todos em um ótimo momento (mesmo com os problemas de Bill Ward) e Ian Gillan entregando ao mundo o que muita gente considera o melhor trabalho vocal de sua carreira. Calma, antes de se revoltar comigo, o que estou dizendo é apenas uma afirmação de vários fãs do Sabbath, do Purple e do próprio Ian. Se a afirmação procede, é uma questão de avaliação de cada um. Agora, que a performance de Gillan nesse álbum é uma das coisas mais impressionantes já vistas no heavy metal, isso não há como negar. O cara parecia estar possuído, executando vocais matadores, notas altíssimas e gritos absolutamente desesperados. Cantou tudo o que sabia e mais um pouco. O grande ponto baixo em termos de sonoridade nesse trabalho está na sua produção e mixagem, que deixou o som abafado e, em certas partes, até meio embolado. É sabido que um amplificador de Tony Iommi queimou já no início das gravações e ninguém se deu conta disso até o fim da mixagem. Entretanto, esses deslizes parecem até ter contribuído para o clima pesado e agressivo de “Born Again”.

Hoje, os músicos afirmam não gostar do álbum, dizem que aquela reunião não deu certo, que ‘não rolou a química’. Na minha opinião, esse álbum de 1983 foi um dos melhores momentos do metal oitentista e do heavy metal como um todo. Como seria bom se outros álbuns desse nível chegassem ao mercado nos dias atuais. “Born Again”, ainda que de maneira torta e com várias críticas no seu encalço, pode, e pode muito, ser considerado um clássico, coisa que muita gente já o considera, mas normalmente deixando-o num nível diferente e um pouco abaixo de outras obras clássicas do Black Sabbath. Por isso mesmo, ostentando o status de ‘clássico’ para muitos, de ‘cult’ para outros e de um equívoco para alguns, esse é um disco cuja qualidade supera em muito a receptividade que teve e a importância e reconhecimento que realmente sempre mereceu.

1983 | BORN AGAIN

Trashed
Stonehenge
Disturbing the Priest
The Dark
Zero the Hero
Digital Bitch
Born Again
Hot Line
Keep It Warm

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segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Far Out

O Far Out foi o embrião do gigante japonês Far East Family Band, ora King Crimson ora Pink Floyd, com pitadas de Eloy e uma sonoridade nipônica que da um toque único a este álbum, o único da banda.O quarteto era liderado pelo guitarrista e vocalista Fumio Miyashita que posteriormente fundaria o FEFB, além de Miyashita o Far Out contava com Eiichi Sayu na guitarra, órgão Hammond e vocais, Kei Ishikawa no baixo e vocais, Manami Arai na bateria e Nihon-daiko nos vocais.Recheado de atmosferas tensas e espaciais, este disco é um prato cheio para os amantes da guitarra, que por todo o álbum dita a cadencia da banda.

1973 - FAR OUT

01 | Too Many People
02 | Nihonjin

+ 7 Bônus
03 | Birds Flying To The Cave
04 | Saying To The Land
05 | Moving, Looking, Trynig, Jumping
06 | Wa Wa
07 | The Cave Down To The Earth
08 | Four Minds
09 | Transmigration

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quarta-feira, 19 de outubro de 2011

Delirium

2007 - DELIRIUM LIVE

Palavras de Gäel:

Não é preciso fazer comentário algum sobre esse disco.
Ettore Vigo e seus camaradas são como vinho.
A medida que o tempo passa eles ganham mais força, paladar,harmonia e emoção.
Sensacional !

Opening
Villaggio
Movimento I: Egoismo
Preludio: Paura
Culto Disarmonico
è L'Ora
Dolce Acqua: Speranza
Gioia, Disordine, Risentimento
Medley Jethro Tull (incl. Bourée & Living In The Past)
Notte A Bagdad
Johnny Sayre: Il Perdono
Jesahel
With A Little Help From My Friends

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quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Klaus Schulze

Klaus Schulze (Berlim, 4 de agosto de 1947) é um compositor e músico de alemão de música eletrônica. Após uma breve carreira nas bandas Tangerine Dream e Ash Ra Tempel, tornou-se artista solo, lançando mais de quarenta álbuns.

Em 1969, Klaus Schulze era o baterista de umas primeiras formações do Tangerine Dream para o álbum de estréia da banda, Electronic Meditation. No ano seguinte ele deixou o grupo para formar o Ash Ra Tempel com Manuel Göttsching. Em 1971, após um álbum com a banda ele a deixou para tornar-se um artista solo. Klaus lançou seu álbum de estréia Irrlicht em 1972, com órgão e a gravação de uma orquestra. Apesar da falta de sintetizadores, esse trabalho é considerado como um marco na música eletrônica. Em seguida foi lançado Cyborg, similar mas com a adição de um sintetizador EMS Synthi A.

Schulze produz um som mais orgânico que outros artistas eletrônicos de sua época. Frequentemente ele produziu sons não eletrônicos como o violão usado no álbum Blackdance, ou o violoncelo usado em Dune e Trancefer.

Na década de 1980 ele trocou os equipamentos analógicos para os digitais, tornando seu som mais acessível e menos experimental.

Recentemente, o músico vem incorporando elementos de jazz e música clássica, trabalhando com música eletrônica dançante através de gêneros como o trance.

2005 - MOONLAKE

01. Playmate in Paradise
02. Artemis in Jubileo
03. Same Thoughts Lion
04. Mephisto



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quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Sérgio Sampaio


Sérgio Moraes Sampaio, um cantor e compositor brasileiro e, no dizer do cantor Lenine, um nome marginalizado que equipara a Tim Maia e Raul Seixas, como um dos "malditos" da música popular brasileira. Suas composições variam por vários estilos musicais, indo dos folclóricos samba e choro, ao rock'n roll, blues e balada.

Sobre a poética de suas composições, em que se vê elementos de Kafka e Augusto dos Anjos, que lia e apreciava, declarou num estudo Jorge Luiz do Nascimento: "A paisagem urbana em geral, e a carioca em particular, na poética de Sérgio Sampaio, possui a fúria modernista. Porém, o espelho futurista já é um retrovisor, e o que o presente reflete é a impossibilidade de assimilação de todos os índices e ícones da paisagem urbana contemporânea."

Mais sobre Sérgio Sampaio: AQUI

1973 | EU QUERO BOTAR MEU BLOCO NA RUA

01 | Lero e Leros e Boleros
02 | Filme de Terror
03 | Cala a Boca Zébedeu
04 | Pobre Meu Pai
05 | Labirintos Negros
06 | Eu Sou Aquele Que Disse
07 | Viajei de Trem
08 | Não Tenha Medo, Não (Rua Moreira, 65)
09 | Dona Maria de Lourdes
10 | Odete
11 | Eu Quero é Botar Meu Bloco na Rua
12 | Raulzito Seixas

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domingo, 10 de julho de 2011

The Jeff Beck Group


The Jeff Beck Group foi uma banda de rock britânica formada em Londres em fevereiro de 1967 pelo guitarrista Jeff Beck.

Sua primeira formação consistia de Jeff Beck (guitarra), Rod Stewart (vocais), Ron Wood (baixo) e Aynsley Dunbar (bateria).

A banda se separou em 1969. Wood e Stewart foram para o Small Faces, que então passou a ser chamado The Faces. Beck reformou o grupo em 1971 com o vocalista Bob Tench, o tecladista Max Middleton, o baixista Clive Chaman e o baterista Cozy Powell. Esta formação lançaria mais dois álbuns, até sua dissolução em 1972.

Fonte: Wikipédia


1971 - ROUGH AND READY

01 | Got the Feeling
02 | Situation
03 | Short Business
04 | Max's Tune
05 | I've Been Used
06 | New Ways Train Train
07 | Jody


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sábado, 9 de julho de 2011

Van Morrison

MOONDANCE

Astral Weeks, o LP de 1968 de Van Morrison, o tornou um herói cult. Mas Moondance foi seu primeiro álbum a entrar no Top 30 e também o primeiro a ganhar o disco de platina.

Morrison estava vivendo no paraíso rural de Woodstock quando compôs boa parte das músicas do disco, mas acabou saindo dali por conta da invasão de novos moradores depois do famoso festival. Alguns dos músicos reunidos para este álbum continuaram com ele durante anos, como o guitarrita John Platania, o trompetista Jack Schorer e o tecladista Jeff Labes.

Moondance mostra o talento de mestre de Van Morrison como compositor e vocalista. Em contraponto ao acústico Astral Weeks, o álbum apresenta um som maior, mais robusto, com um naipe de metais que acrescenta potência à música; as canções são mais bem estruturadas, com menos improvisação. O lado A do LP é quase perfeito. "And It Stoned Me" traça um quadro detalahado da adolescência, enquanto a jazzística faixa-título é, até hoje, uma das músicas mais importantes da carreira de Morrison. Uma etérea balada de marinheiros, "Into The Mystic" é uma reflexão emocionada sobre o esplendor do amor, na qual o arrepiante naipe de cordas combina maravilhosamente com os vocais. No mais, um ar comemorativo, quase de alegria espiritual, permeia várias faixas - como as três últimas: "Brand New Day", Everyone" e "Glad Things".

Em 1971, Helen Raddy fez sucesso nos EUA com "Crazy Love" e a versão de Johnny Rivers para "Into The Mystic" chegou às paradas em 1970. O próprio Van ficou entre os Top 40 com "Come Running".

Sua carreira solo estava em ascensão.

1970 | MOONDANCE

01 | And It Stoned Me
02 | Moondance
03 | Crazy Love
04 | Caravan
05 | Into the Mystic
06 | Come Running
07 | These Dreams of You
08 | Brand New Day
09 | Everyone
10 | Glad Tidings

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Texto: 1001 discos para ouvir antes de morrer.

sexta-feira, 1 de julho de 2011

Soneto 22

o espelho não me prova que envelheço
enquanto andares par com a mocidade;
mas se de rugas vir teu rosto impresso,
já sei que a morte a minha vida invade.

pois toda essa beleza que te veste
vem de meu coração, que é teu espelho;
o meu vive em teu peito, e o teu me deste:
por isso como posso ser mais velho?

portanto, amor, tenhas de ti cuidado
que eu, não por mim, antes por ti, terei;
levar teu coração, tão desvelado
qual ama guarda o doce infante, eu hei.

e nem penses em volta, morto o meu,
pois para sempre é que me deste o teu.

william shakespeare

...::: para ana paula :::...

terça-feira, 7 de junho de 2011

Carlos Drummond de Andrade


:: VERDADE ::

Carlos Drummond de Andrade

A porta da verdade estava aberta,
mas só deixava passar
meia pessoa de cada vez.

Assim não era possível antigir toda a verdade,
porque a meia pessoa que entrava
só trazia o perfil de meia verdade.
E sua segunda metade
voltava igualmente com meio perfil.
E os meios perfis não coincidiam.

Arrebentaram a porta. Derrubaram a porta.
Chegaram ao lugar luminoso
onde a verdade esplendia seus fogos.
Era dividida em metades
diferentes uma da outra.

Chegou-se a discutir qual a metade mais bela.
Nenhuma das duas era totalmente bela.
E carecia optar. Cada um optou conforme
seu capricho, sua ilusão, sua miopia.

sábado, 16 de abril de 2011

Tame Impala

Na biologia, espécie endêmica é aquela que só ocorre em uma determinada região do planeta. O Tame Impala é de Perth, na Austrália e parece que o seu som – espaçoso, supersônico e psicodélico - só poderia ser feito por quatro sujeitos que habitam uma região tão remota e isolada do planeta, mesmo para os padrões globalizantes. A origem dessa espécie ajuda um pouco a explicar o modo como ela soa no seu disco de estréia, “Innerspeaker”.

Na sua própria definição, o que a banda faz é “psychedelic hypno groove melodic rock music”. Não precisa traduzir: basta ouvir as 11 músicas do disco para perceber que os caras realmente gostam muito de rock psicodélico, sejam os campos floridos dos Beatles em sua fase “ácida” ou as pesadas viagens instrumentais do Cream. O importante, u-hu, é drop out.

É uma trilha interessante e que, apesar de bastante percorrida, ainda serve como inspiração para muita gente boa, como o Spiritualized já provou há algum tempo, quando nos levou para flutuar no espaço. O lance é que a psicodelia do Tame Impala – nome lindo para uma banda – parece diferente de todas as outras. Talvez seja a distância e o isolamento que façam com que o grupo liderado por Kevin Parker (voz, guitarra) pareça com tantos outros, mas nunca deixe de ser, paradoxalmente, tão original e avançado.

“Innerspeaker” reflete, de certa forma, o desenho de sua capa: uma vasta e exuberante floresta, levemente alterada por um campo de força (ou só eu que vi isso?). Na psicodelia do Tame Impala e seus mágicos de Oz, há áreas de atração ao stoner rock (também um filho da psicodelia) e ao pop britânico (via Stone Roses). O que faz com que essa mistura não desande ou soe ordinária é a exuberância técnica dos integrantes da banda – alémde Parker, Dominic Simper (guitarra), Nick Allbrook (baixo) e Jay Watson (bateria) – e sua postura progressista, privilegiando texturas e riffs, em vez de exibições de virtuose.

Além da mixagem de Dave Fridman (Mercury Rev, Flaming Lips), deve ter ajudado também a dar um clima especial/espacial ao disco o fato de ele ter sido gravado em um estúdio em frente ao mar, em Injidup, uma cidade de praia, a quatro horas de Perth. Entenderam? Os caras moram em Perth! Na Austrália!! E foram se isolar ainda mais para fazer “Innerspeaker”!!!

O disco – daqueles para ouvir ALTO e em boas caixas de som - é encharcado de reverb, aquele efeito que dá “espaço” às gravações, fazendo com que, às vezes, elas soem como se tivessem sido feitas em uma grande catedral. Nos vitrais, imagens do Animal Collective, Jimi Hendrix Experience, MGMT (com quem o TI excursionou recentemente), Kyuss e Love. Dentro desse contexto todo, dá para entender o poder e o estranho encanto de músicas como “Arrow time”(que parece que vai virar “I want you”, dos Beatles, a qualquer hora), “Jeremy´s Storm” e, a preferida da casa, “Alter ego”, pesada, grandiosa, ventilada, com todas as suas janelas e dimensões abertas à nossa visitação.

Texto | O Globo

2010 | INNERSPEAKER

It's Not Meant To Be
Desire Be Desire Go
Alter Ego
Lucidity
Make Up Your Mind
Solitude Is Bliss
Jeremy's Storm
Expectations
Bold Arrow Of Time
Runway Houses City Clouds
I DonT Really Mind

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