sexta-feira, 19 de outubro de 2012

Patti Smith


Patricia Lee Smith nasceu em Chicago, Illinois e cresceu em Nova Jersey. Seu pai era ateu e sua mãe era testemunha de Jeová. A família não era abastada e Smith largou os estudos aos dezesseis anos para trabalhar numa fábrica - uma experiência que ela considerou excruciante. Ela também teve um filho, do qual ela abriu mão para adoção. Em 1967, mudou para Nova Iorque e conheceu Robert Mapplethorpe quando trabalhava numa livraria. Os dois foram amantes durante um certo tempo, apesar de Mapplethorpe ser homossexual e eles mantiveram uma grandes amizade até a morte de Robert em 1989, vítima da AIDS. Em 1969, Smith foi a Paris com sua irmã e passou a fazer exibições de rua e performances artísticas. Quando ela voltou a Nova Iorque, morou no Hotel Chelsea (localizado na 222 West 23rd Street entre a Seventh e Eighth Avenue) com Mapplethorpe (Entre outros amantes famosos de Smith, podem ser mencionados o poeta Jim Carroll e Tom Verlaine, membro da banda Television). Durante o início da década de 1970, ela pintou, escreveu e fez recitais - frequentemente junto ao St. Mark's Poetry Project. Em 1971, ela atuou - uma única vez - na peça Cowboy Mouth, em colaboração com o roteirista e ator Sam Shepard.

Smith sustentava sua carreira nessa época, publicando artigos sobre rock, especialmente na revista Cream. Ela também compôs canções junto com Allen Lanier do Blue Öyster Cult, que gravou muitas músicas com contribuição de Patti Smith, incluindo Career of Evil, Fire of Unknown Origin, The Revenge of Vera Gemini e Shooting Shark.

Em 1974, Patti Smith fazia shows, inicialmente com o guitarrista e arquivista de rock Lenny Kaye, e mais tarde com uma banda inteira que compreendia: Ivan Kral (guitarra), Jay Dee Daugherty (bateria) e Richard Sohl (piano). Financiada por Robert Mapplethorpe, a banda gravou o primeiro single, Piss Factory/Hey Joe, em 1974. O lado A descreve a fúria sem solução que Smith sentiu quando trabalhava na linha de produção de uma fábrica e a salvação que experimentou com um livro roubado, Iluminações do poeta francês do século XIX Arthur Rimbaud. O lado B é uma versão de Hey Joe com a adição de um trecho falado sobre a herdeira fugitiva Patty Hearst ("…Patty Hearst you're standing there in front of the Symbionese Liberation Army flag with your legs spread, I was wondering will you get it every night from a black revolutionary man and his women…").

The Patti Smith Group assinou contrato com Clive Davis da Arista Records, e em 1975 foi lançado o primeiro álbum de Smith, Horses, produzido em meio a certa tensão com John Cale, ex-Velvet Underground. O disco era uma fusâo de rock and roll e proto-punk rock com poesia recitada. É considerado por muitos como o melhor álbum de estréia já lançado por um artista. Ele começa com uma cover da música Gloria de Van Morrison e as palavras de abertura emitidas por Smith são umas das mais famosas na história do rock: "Jesus died for somebody's sins…but not mine" (Jesus morreu pelos pecados de alguém…mas não pelos meus). A foto austera da capa, tirada por Mapplethorpe, se tornou uma imagem clássica do rock.


Durante as turnês de Patti Smith pelos Estados Unidos e pela Europa, a popularidade do punk aumentou. O som mais cru do segundo álbum da banda, Radio Ethiopia, reflete isso. Consideravelmente menos acessível que Horses, Radio Ethiopia recebeu poucas críticas. Todavia, muitas de suas canções, notavelmente Pissing in a River, Pumping e Ain't It Strange, resistiram ao tempo e Smith ainda as interpreta em suas apresentações.

Em meio à turnê de Radio Ethiopia, Smith pisou em falso e caiu de um palco altíssimo em Tampa, Florida quebrando vértebras do pescoço. Depois do acidente, Patti teve que se submeter a um longo perído de repouso e de fisioterapia intensiva. Durante esse tempo, ela pôde reorganizar-se, recuperar energias e reavaliar sua vida, um luxo a que não se permitia desde que havia alcançado a fama.

The Patti Smith Group produziu mais dois álbuns antes do fim da década de 1970. Easter (1978) foi seu disco que obteve maior sucesso comercial, contendo o hit Because the Night - escrito em parceria com Bruce Springsteen - que chegou ao décimo-terceiro lugar na Billboard Hot 100. Wave, com Frederick e Dancing Barefoot não fez tanto sucesso, tendo sido pouco executado nas rádios.

Em seguida ao lançamento de Wave, Smith, então separada do parceiro de longa data, Jim Carroll, conheceu Fred "Sonic" Smith, ex-guitarrista da legendária banda de Detroit, MC5 que adorava poesia tanto quanto ela. A piada corrente na época era que ela só havia casado com Fred porque não precisaria mudar de sobrenome. Durante a maior parte da década de 1980, Smith esteve praticamente isolada da música, vivendo em um subúrbio de Detroit com sua família. Em 1988, ela lançou o álbum Dream of Life que foi bem-recebido, apesar de ela não ter excursionado para divulgá-lo e de ter ser bem mais mainstream do que seus trabalhos anteriores influenciados pelo movimento punk.

Fred, seu marido, sofreu um ataque cardíaco e morreu em 1994, e após a morte inesperada de seu querido irmão Todd no mesmo ano, Patti foi encorajada por John Cale e Allen Ginsberg a procurar ajuda. Ela assim o fez e logo tornou-se uma ativa apoiadora do tratamento psiquiátrico para doenças mentais e para a manutenção da saúde mental. Smith também defendeu a formação de serviços de atendimento pelo telefone a possíveis suicidas que não queriam buscar ajuda de outra forma. Refletindo sobre a morte de Mapplethorpe, de Fred e de Todd, Patti saiu em turnê brevemente junto a Bob Dylan em dezembro de 1995. Quando seu filho, Jackson, fez doze anos, Smith decidiu retornar a Nova Iorque.


Depois da morte de seu esposo e de seu irmão, seu amigo Michael Stipe do R.E.M. e Allen Ginsberg (que ela conhecia desde quando morou pela primeira vez em Nova Iorque) sugeriram que ela voltasse à atividade. Ela excursionou com Bob Dylan em dezembro de 1995 (registrado em um livro de fotografias de Michael Stipe). No ano seguinte, ela trabalhou com seus colegas na gravação de Gone Again que incluía About a Boy, um tributo a Kurt Cobain. Smith era uma grande fã de Cobain, mas ficou mais enfurecida do que triste a respeito de seu suicídio. Ela foi citada na revista Rolling Stone: "Enquanto vemos alguém com quem nos importamos enfrentar uma batalha tão dura para sobreviver, vemos outra que simplesmente joga sua vida fora, acho que eu tinha menos paciência com isso" (a comparação refere-se a Mapplethorpe). Naquele mesmo ano, ela colaborou com Stipe em E-Bow the Letter, uma música do R.E.M., contida no álbum New Adventures Hi-Fi, que ela também tocou ao vivo com sua banda. Nessa época ela voltou para Nova Iorque.

Depois do lançamento de Gone Away, o Patti Smith Group gravou três novos álbuns: Peace and Noise (com o single "1959", sobre a invasão chinesa no Tibete) em 1997, Gung Ho (com canções sobre seu falecido pai e Ho Chi Minh) em 2000 e Trampin' em 2004 (que incluía muitas músicas sobre maternidade, parcialmente devido à morte da mãe de Smith em 2002). Este último, o primeiro de Smith por uma nova gravadora, Sony, foi aclamado pela crítica e a pôs de volta à Billboard 200 pela primeira vez em muitos anos. Uma caixa-coletânea com seu trabalho foi lançada em 1996 e em 2002 houve o lançamento de Land, uma compilação em CD duplo que inclui uma memorável versão da música do Prince When Doves Cry.

Smith foi curadora do Meltdown Festival em Londres, Inglaterra durante junho de 2005. Esse foi um dos mais bem sucedidos festivais que Meltdown já produziu, com virtualmente todos os ingressos vendidos. Os participantes do evento, escolhidos a dedo por Smith, eram atores e músicos de vertentes extremamente diversas, de Tilda Swinton a Miranda Richardson, passando pela London Sinfonietta até o grupo Yah-Kha que tocou Purple Haze (como parte de um tributo a Jimi Hendrix). O penúltimo evento do festival foi uma performance de Patti Smith tocando por inteiro seu álbum de estréia, Horses. O guitarrista Tom Verlaine tomou o lugar de Oliver Ray. Essa performance ao vivo foi posteriormente lançada naquele mesmo ano sob o título Horses.

Em agosto de 2005, Smith e sua banda abriram o festival alemão RuhrTriennale e fizeram dois shows no Century of Song. Entre versões diferentes de seu próprio material, ela tocou de forma muito personalizada canções de Phil Spector e clássicos de Bob Dylan e Jimi Hendrix. Na manhã seguinte, Patti deu uma palestra literária sobre os poemas de Arthur Rimbaud e William Blake. Nessa ocasião, ela também falou a respeito das diferenças entre letras de música e poemas.
Em 10 de julho de 2005, Smith foi nomeada uma líder da Ordre des Arts et des Lettres pelo Ministro da Cultura na França. Além de sua influência na esfera do rock and roll, o ministro mencionou o apreço de Smith por Arthur Rimbaud.


No decorrer de sua carreira, Smith publicou um certo número de livros de poesia, incluindo Babel; Patti Smith Complete, uma coletânea de suas composições musicais; Early Work, que unia inúmeros volumes de poema menores, publicados por ela no começo da década de 1970; e The Coral Sea, uma extensa elegia a Mapplethorpe. Em 2003, suas obras de arte foram exibidas em Pittsburgh no Andy Warhol Museum.

Apesar de Smith nunca ter tido um disco certificado pela RIAA, apesar de ter lançado um único single que chegou ao Top 20 ela é reconhecida como uma das mais importantes e influentes artistas da história do rock. A revista Rolling Stone recentemente colocou-a no 47º lugar em sua lista dos cem maiores artistas de todos os tempos.

Smith foi uma ativa apoiadora da campanha presidencial em 2000 de Ralph Nader, excursionando com ele e tocando People Have the Power e Somewhere Over the Rainbow diante de multidões com milhares de pessoas em "show-mícios". Ela também tocou em muitos eventos posteriores de Nader.

Ela apoiou nominalmente John Kerry na eleição de 2004; mesmo não participando da turnê Vote for Change, People Have the Power foi tocada em todos os shows envolvendo Bruce Springsteen. Todavia, após a eleição, ela levantou verbas para ajudar na campanha de 2004 de Nader, afundado em dívidas de processos do Partido Democrata.

Ela também viajou com Ralph Nader no final de 2004 e início de 2005 para realizar comícios contra a Guerra no Iraque e a favor do impeachment do presidente George W. Bush. Suas menções a respeito de Nader em apresentações costumam ser seguidas por vaias de uma porção substancial dos espectadores (que o culpam pela derrota de Al Gore para Bush em 2000), às quais ela responde, "Eles também vaiaram Thomas Paine".


HORSES (1975)
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EASTER (1978)
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DREAM OF LIFE (1988)
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PATHS THAT CROSS (1995)
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GONE AGAIN (1996)
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GUNG HO (2000)
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TRAMPIN' (2004)
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TWELVE (2007)
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BANGA (2012)
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RADIO ETHIOPIA (1976)
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WAVE (1979)
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EXODUS (1994)
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DIVINE INTERVENTION (1996)
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PEACE AND NOISE (1997)
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LAND 1975-2002 (2002)
DOWNLOAD: CD 1 | CD 2


TRAMPIN'... LIVE AUX VIEILLES CHARRUES (2006)
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OUTSIDE SOCIETY (2011)
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LIVE IN GERMANY 1979 (2012)
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segunda-feira, 15 de outubro de 2012

Wishbone Ash


Os pioneiros do southern rock, como a banda dos irmãos Allman e o Lynyrd Skynyrd, tiveram papel fundamental na concepção e no desenvolvimento das guitarras gêmeas. Além deles, outras duas bandas foram essenciais nesse quesito: o Thin Lizzy e o Wishbone Ash. Enquanto a banda do vocalista e baixista Phil Lynott começou a desenvolver as twin guitars a partir da substituição de Eric Bell - até então único guitarrista do grupo - pela dupla formada por Scott Gorham e Brian Robertson, que estreou no quarto disco do grupo, "Night Life", de 1974, o Wishbone Ash já trazia essa característica desde sua formação, em agosto de 1969. Mas, ainda que os dois primeiros álbuns do grupo - "Wishbone Ash" de 1970 e "Pilgrimage" de 1971 - demonstrassem essa faceta, foi em "Argus", terceiro LP do conjunto, que ela se revelou por inteira, em toda sua beleza e complexidade.

Lançado em 28 de abril de 1972, "Argus" é o mais conhecido disco do Wishbone Ash, além de ser considerado o melhor trabalho da banda pela imensa maioria dos fãs e críticos. Contando com seu line-up clássico - Martin Turner (vocal e baixo), Andy Powell (guitarra e vocal), Ted Turner (guitarra e vocal) e Steve Upton (bateria) -, o Wishbone Ash concebeu um dos mais belos registros dos anos setenta. O álbum foi gravado no De Lane Sea Studios, em Londres, em janeiro de 1972, e teve produção de Derek Lawrence, que havia produzido os três primeiros LPs do Deep Purple, e o engenheiro de som do disco foi Martin Birch, que mais tarde se tornaria famoso por trabalhos ao lado do Iron Maiden.

As sete faixas de "Argus" trazem uma alquimia entre o rock progressivo, o folk e o hard rock, resultando em um som ímpar. Mas a principal característica do play, indiscutivelmente, é o brilhante trabalho de Powell e Turner na construção de belíssimas melodias com suas guitarras, que se entrelaçam em arranjos complexos que progridem em harmonias arrepiantes, levando o ouvinte para outras dimensões. Na minha opinião, sem dúvida "Argus" é o ponto zero das guitarras gêmeas. Por mais que algumas bandas já tivessem experimentado essa característica em seus sons, foi neste disco que o conceito foi definido, de maneira sólida e definitiva.

O LP abre com "Time Was" e sua bela introdução acústica, que serve de base para os vocais de Martin e Ted Turner. Após esse trecho, a faixa evolui para uma empolgante levada, com cativantes linhas vocais e longos trechos instrumentais repletos de inspiração, antecipando o que estava por vir. A balada "Something World" é cantada por Martin Turner com uma forte carga de emoção, o que torna a faixa ainda mais arrepiante. Destaque para os delicados arranjos e solos de guitarra, mostrando que não é preciso tocar à velocidade da luz para ser considerado um grande instrumentista. A mudança de andamento no meio da faixa leva a um trecho muito mais animado, novamente com longas passagens instrumentais entrecortadas por ricas harmonias vocais. Sensacional!

"Blowin´ Free", uma das músicas mais conhecidas do Wishbone Ash, vem a seguir, e é impossível, mesmo passados quase quarenta anos do lançamento do disco original, não se arrepiar com o riff inicial da canção. Os vocais são divididos entre Martin Turner, Ted Turner e Andy Powell, em um resultado final sublime. Essa faixa é simplesmente um hino, perfeita para pegar a estrada sem rumo e sem destino.

Uma das minhas prediletas, "The King Will Come", dá sequência ao play. As guitarras dessa faixa são um show à parte, alternando-se entre riffs inspirados e solos furiosos, isso sem falar nos vocais, agora divididos entre Martin e Andy, quase espirituais em certos momentos. Resumindo: uma composição brilhante!

"Leaf and Stream" dá uma acalmada nas coisas, e aqui percebe-se claramente as influências celtas no som do Wishbone Ash, principalmente pelas linhas vocais de Martin Turner. Os solos esbanjam classe e delicadeza, mostrando todo o talento de Andy Powell e Ted Turner. Uma ótima canção acústica.

O disco fecha em grande estilo, com duas de suas melhores faixas. "Warrior" é um hard classudo com grandes melodias, alternância de andamentos e um refrão marcante. Já "Throw Down the Sword" surge nos alto-falantes evoluindo sobre uma bela harmonia de guitarras, culminando com um solo duplo sensacional em seu final, onde as duas guitarras se cruzam e se complementam.

Uma coisa que chama a atenção ainda hoje é o timbre alcançado por Andy Powell e Ted Turner no disco. Suas guitarras soam puras e limpas, sonoridade essa que realça ainda mais todos os detalhes dos riffs e arranjos presentes no álbum. Na minha opinião, "Argus" tem um dos mais belos timbres de guitarra já gravados, fácil, fácil.

O impacto de "Argus" foi imediato. O disco foi muito bem aceito pelos fãs e pela crítica. A revista inglesa Sounds Magazine elegeu "Argus" como álbum do ano. O sucesso foi tamanho que um público muito maior que o habitual começou a ir aos shows do Wishbone Ash, transformando a turnê de divulgação do LP em uma das mais concorridas do biênio 1972-1973.

Em 1991 "Argus" teve sua primeira edição em CD, e como atrativo extra para os fãs trouxe a faixa "No Easy Road", originalmente lançada como b-side do single de "Blowin´ Free", como bônus. Em 2002 o disco ganhou uma reedição remasterizada, que trouxe como bônus as três faixas lançadas originalmente no EP promocional "Live from Memphis", de 1972 - "Jail Bait", "The Pilgrim" e "Phoenix" -, gravadas ao vivo pela banda nos estúdios da WMC FM.

Finalmente, em 2007 foi lançada uma Deluxe Edition do álbum, com nada mais nada menos que onze faixas bônus. Além das já conhecidas "No Easy Road" e das versões de "The Pilgrim" e "Phoenix" do "Live from Memphis", o disco trouxe seis faixas gravadas ao vivo em um evento chamado BBC in Concert - "Time Was", "Blowin´ Free", "Warrior", "Throw Down the Sword", "The King Will Come" e "Phoenix" -, e duas registradas durante as famosas BBC sessions - "Blowin´ Free" e "Throw Down the Sword".

A tour de Argus gerou o estupendo duplo ao vivo "Live Dates", lançado em 1973, que traz quatro faixas do álbum - "The King Will Come", "Warrior", "Throw Down the Sword" e "Blowin´ Free" -, além de versões antológicas de "The Pilgrim" e "Phoenix", essa última com mais de dezessete minutos de duração. Se você curte discos ao vivo, anote a dica: "Live Dates" é um dos melhores registros ao vivo dos anos setenta, obrigatório em uma coleção de hard rock.

Além de ser o marco zero das guitarras gêmeas, que influenciariam inúmeros grupos no futuro, notoriamente os gigantes do metal britânico Judas Priest e Iron Maiden, "Argus" é o ápice da longa discografia do Wishbone Ash. Um dos mais belos discos dos anos setenta, mantém viva a sua capacidade de emocionar o ouvinte a cada nova audição. Só isso já diz muito sobre a qualidade da música que corre em seus sulcos.

Clássico e obrigatório, nesse caso, ainda é pouco.

Fonte: Whiplash

1972 | ARGUS

01 | Time Was
02 | Sometime World
03 | Blowin' Free
04 | The King Will Come
05 | Leaf and Stream
06 | Warrior
07 | Throw Down the Sword


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quarta-feira, 10 de outubro de 2012

Scott McKenzie


“Quando San Francisco foi lançada na primavera de 1967, meu país vivia um caos. Além de sofrermos por assassinatos políticos, estávamos amargamente divididos pela escalada da Guerra do Vietnã e sangrando por atos internos de violência e ódio, muitos deles como reação a pacíficos protestos e demonstrações pelos direitos civis. Mesmo quando tantos de nós já havíamos perdido as esperanças, quando o Verão do Amor já estava se transformando num Inverno de Desespero, nossa música nos ajudou a manter-nos vivos e nos levar em frente num mundo que ainda tínhamos esperança de mudar. E ela ainda faz isso hoje." - Scott McKenzie

Scott McKenzie nasceu na Flórida, aos seis meses seus pais mudaram-se para Asheville, Carolina do Norte, onde seu pai faleceu em 1941, quando Mckenzie acabara de completar 2 anos. Após a morte do pai, a mãe de Scott mudou-se para Washington, DC em 1942 a fim de empregar-se no serviço público. Devido ao início da Segunda Guerra Mundial as viagens e alojamentos estavam muito caros, o que impossibilitou que Scott Mackenzie acompanhasse a mãe, dificultando também que lhe fizesse visitas, que aconteciam esporadicamente, normalmente uma vez ao ano. Até 1946 Scott viveu com o avô e depois com três outras famílias na Carolina do Norte, Kentucky e Rhode Island, quando sua mãe conseguiu alugar dois quartos e buscá-lo para morar com ela.

Em meados da década de 1950, Scott se interessou em cantar e tocar guitarra. Foi nesse período que conheceu o Papa John Phillips, que juntamente com ele formou o grupo "The Abstracts", mais tarde renomeado para "The Smoothies", que a princípio fazia apresentações em casas noturnas, chegando em 1960 à gravação dos primeiros singles, produzido por Milt Gabler. Então o grupo foi novamente renomeado para "The Journeymen" com a chegada de Dick Weissman, considerado então o melhor com o banjo de cinco cordas, tornado-se um trio folk. Com essa formação foram gravados três álbuns para a Capitol Records. Mais tarde John deixou o "The Journeymen" e tornou-se um dos Papas no grupo The Mamas and the Papas. Scott McKenzie seguiu carreira solo, mas após a gravação do segundo álbum, se retirou do cenário musical, fazendo apenas participações e aparições raras, onde normalmente executava a canção "San Francisco".

Conhecido como intérprete do hino da contracultura na década de 60, morreu em 18 de agosto de 2012, depois de lutar por anos contra uma doença no sistema nervoso, chamada síndrome de Guillain-Barré.

Texto: Wikipédia

1967 - THE VOICE OF SCOTT McKENZIE

01. San Francisco
02. Like an Old Time Movie
03. Twelve Thirty
04. No, No, No, No, No
05. Celeste
06. Rooms
07. Don't Make Promises
08. Reasons to Believe
09. It's Not Time Now
10. What's the Difference (Chapter 1)
11. What's the Difference (Chapter 2)

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1970 - STAINED GLASS MORNING

01. Look in the Mirror
02. Yves
03. Crazy Man
04. 1969
05. Dear Sister
06. Going Home Again
07. Stained Glass Morning
08. Illusion
09. Take a Moment

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segunda-feira, 8 de outubro de 2012

Sá & Guarabyra | Pirão de Peixe com Pimenta

"... Formada pelos cantores e compositores Luis Carlos Pereira Sá nascido no Rio de Janeiro em 15 de outubro de 1945 e Gutemberg Nery Guarabyra Filho, natural da cidade de Barra no oeste da Bahia, nascido em 20 de novembro de 1947, ambos já haviam desenvolvido uma carreira solo de sucesso antes de tomarem a iniciativa de formarem uma dupla. Luis Carlos Sá teve sua primeira canção intitulada Baleiro, gravada em 1965 por Peri Ribeiro, além de participar do show Samba pede passagem com Araci de Almeida, MPB 4 e outros artistas. Teve também atuação destacada no I Festival Internacional da Canção realizado em 1966 onde classificou as músicas Inaiá e Canção do quilombo que gravou num compacto simples. Gutemberg Guarabyra por ser do sertão baiano teve uma forte influencia da música nordestina, em 1966 mudou-se para o Rio de Janeiro, onde iniciou sua carreira, e em 1967 cantou na inauguração do Teatro Casa Grande e venceu a parte nacional do II Festival Internacional da Canção com a música Margarida.

Depois do sucesso de Margarida, produziu alguns musicais e continuou fazendo sucesso nos festivais, tendo vencido o Festival de Juiz de Fora, Minas Gerais em 1969 com a música Casaco Marrom feita em parceria com Renato Correa e Danilo Caymmi e gravada por Evinha. Em 1969 assinou contrato com a Odeon e formou com Zé Rodrix e Luis Carlos Sá o trio Sá, Rodrix e Guarabyra, gravando dois LPs. Com a saída de Zé Rodrix em 1973 surge então a dupla Sá e Guarabira iniciando uma bela trajetória de sucessos na música brasileira. Ainda em 1973 lançam o primeiro LP intitulado Nunca e em 1975 gravam mais um disco denominado Cadernos de Viagem onde predomina a temática rural ou como eles mesmo afirmavam um rock rural com características bem brasileiras.

Mas o grande êxito surge em 1977 com o lançamento pela Som Livre do LP Pirão de Peixe com Pimenta, com destaque para as canções Espanhola de Flavio Venturini e Guarabyra gravada posteriormente pelo Grupo 14 Bis com grande sucesso e Sobradinho, uma das mais conhecidas músicas da dupla. O disco é um marco pois se insere como referencia na consolidação de um gênero musical que aliava o rock progressivo com elementos do som rural brasileiro, resultando dessa fusão um trabalho de alta qualidade técnica e musical. Considerado também a melhor produção da dupla este disco proporcionou um amadurecimento e uma modernização no que concerne ao tratamento dado ao temas rurais onde o homem do campo não é mais visto de modo estereotipado, apesar de manter a sua essência. Alem das musicas já citadas o LP nos revela pérolas como a própria musica titulo Pirão de Peixe com Pimenta; Trem de Pirapora, João sem Terra, Marimbondo, Cinamono, Coração de Maçã, Canção dos Piratas e Águas Correntes, fechando um repertório que nos remete a um passeio encantado e belo pelas cercanias de nosso interior, sertão, navegando num navio gaiola jogando conversa fora ou simplesmente admirando extasiado as paisagens que se formam em nossa mente...."

Por | Luiz Américo Lisboa Junior

1977 | PIRÃO DE PEIXE COM PIMENTA

01 | Sobradinho
02 | Marimbondo
03 | Trem de Pirapora
04 | João sem Terra
05 | Pirão de Peixe com Pimenta
06 | Coração de Maçã
07 | Cianamono
08 | Espanhola
09 | Canção dos Piratas
10 | Água Corrente

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segunda-feira, 17 de setembro de 2012

Belchior | Alucinação

Um disco indispensável para quem quer conhecer Belchior e entender sua ideologia, sem duvida, é o disco Alucinação de 1976, o segundo disco do cantor...

Nesse disco você vai encontrar musicas como Apenas um rapaz Latino Americano, Como nossos pais, Alucinação, A Palo Seco e varias outras que sem duvida expressam bem o sentimento da juventude de esquerda da época e as que viriam nas gerações seguintes.

Um disco totalmente atual na sua abordagem, com uma visão pessimista de mundo porem realista e pragmática.

Quem não conhece Belchior e quer conhecer o artista esta ai a oportunidade...

1976 | ALUCINAÇÃO

01 | Apenas Um Rapaz Latino-Americano
02 | Velha Roupa Colorida
03 | Como Nossos Pais
04 | Sujeito De Sorte
05 | Como O Diabo Gosta
06 | Alucinação
07 | Não Leve Flores
08 | A Palo Seco
09 | Fotografia 3 X 4
10 | Antes Do Fim

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terça-feira, 7 de agosto de 2012

Rufus Wainwright


Rufus McGarrigle Wainwright (Nova Iorque, 22 de julho de 1973) é um cantor e compositor canadense-americano. Desde 1998, Rufus Wainwright gravou cinco álbuns de canções originais, alguns EPs e várias canções que fizeram parte da trilha-sonora de populares filmes.

Rufus Wainwright nasceu em Rhinebeck, Nova Iorque, filho dos cantores e músicos folk, Loudon Wainwright III e Kate McGarrigle, que se divorciaram quando ele ainda era uma criança. Rufus começou a tocar piano aos seis anos de idade, e aos 13 já fazia turnês com sua irmã Martha Wainwright (também cantora e compositora). Martha, sua mãe Kate, e sua tia Anna McGarrigle, como as "Irmãs McGarrigle e família." (“McGarrigle Sisters and Family”). Ruz viveu em Montreal com a sua mãe a maior parte da sua infância, e freqüentou por algum tempo a McGill University, onde estudou piano clássico e moderno. Algumas de suas canções foram escritas em Francês. Wainwright ainda mantém sua residência no Canadá.

Após se tornar atração fixa em Montreal tocando no Cafe Sarajevo toda semana, Rufus gravou uma série de demos, que foram produzidas por Pierre Marchand (que também produziu "Poses"). As fitas acabaram nas mãos do executivo da DreamWorks, Lenny Waronker, e a marca assinou com ele. Rufus se mudou para Nova Iorque na primavera de 1996 e começou a tocar no clube Fez para conquistar público. Depois de tocar lá por um tempo, ele se mudou para Los Angeles no outono de 1996 para gravar seu primeiro álbum com o produtor Jon Brion. Ele lançou o álbum auto-intitulado Rufus Wainwright na primavera de 1998; a gravadora recebeu uma série de críticas aclamando, e foi reconhecido pela Rolling Stone magazine como um dos melhores álbuns do ano.

Ele também foi nomeado pela Rolling Stone Magazine como “melhor novo artista" do ano. Wainwright saiu em turnê com Sean Lennon no verão de 1998, e mais tarde no mesmo ano saiu em sua própria turnê. Em dezembro de 1998, ele apareceu em um comercial da Gap tocando piano e cantando "What Are You Doing New Year's Eve?". A promoção trouxe muito mais atenção para sua carreira, e aumentou drasticamente as vendas de seu álbum. No dia 1º de março de 1999 em Hoboken, Nova Jersey, no Maxwell's, Rufus começou uma turnê que levou até o meio de maio. No verão de 1999 ele tirou ferias para descansar e compor. Ele viveu no Chelsea Hotel em Nova Iorque por seis meses, e durante este tempo escreveu a maioria das canções de seu próximo álbum. Em 5 de junho de 2001, Poses, o Segundo álbum de Rufus, foi lançado trazendo uma quantidade de aclamações comparável ao seu primeiro álbum, embora Rufus não tenha ficado satisfeito com as vendas.

De 2001 a 2004, ele fez uma turnê com Tori Amos, Sting, Ben Folds, e Guster, ele também fez uma turnê solo entre 2001 e 2002 para lançar o "Poses". Rufus também toca com sua irmã, Martha Wainwright.

Apesar de um crescente grupo de fãs e da grande aclamação da crítica, Ruz alcançou somente um pequeno sucesso comercial.

2000 | POSES

01 | Cigarettes and Chocolate Milk
02 | Greek Song
03 | Poses
04 | Shadows (Alex Gifford, Wainwright)
05 | California
06 | The Tower of Learning
07 | Grey Gardens
08 | Rebel Prince
09 | The Consort
10 | One Man Guy (Loudon Wainwright III)
11 | Evil Angel
12 | In a Graveyard
13 | Cigarettes and Chocolate Milk (reprise)
14 | Across the Universe

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2003 | WANT ONE

01 | Oh What a World
02 | I Don't Know What It Is
02 | Vicious World
04 | Movies of Myself
05 | Pretty Things
06 | Go or Go Ahead
07 | Vibrate
08 | 14th Street
09 | Natasha
10 | Harvester of Hearts
11 | Beautiful Child
12 | Want
13 | 11:11
14 | Dinner at Eight

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2004 | WANT TWO

01 | Agnus Dei
02 | The One You Love
03 | Peach Trees
04 | Little Sister
05 | The Art Teacher
06 | Hometown Waltz
07 | This Love Affair
08 | Gay Messiah
09 | Memphis Skyline
10 | Waiting for a Dream
11 | Crumb by Crumb
12 | Old Whore's Diet

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sexta-feira, 20 de julho de 2012

Fats Domino


Fats Domino (26 de fevereiro de 1928 - Nova Orleans, Louisiana) é um dos mais importantes cantores, compositores e pianistas do rock e R&B em todos os tempos. Seu nome completo de batismo é Antoine Dominique Domino.

Domino atraiu a antenção do nacional com a música "The Fat Man" em 1949 gravada pela Imperial Records. Essa música é uma das primeiras gravações de rock and roll, apresentando piano ritimado e Domino cantando "wah-wah" acompanhado de uma batida forte. A gravação vendeu mais de um milhão de cópias, e é tida como a primeira gravação de rock n roll a fazer isso.

Fats Domino lançou uma série de hits com o produtor e co-compositor Dave Bartholomew, os saxofonistas Herbert Hardesty e Alvin "Red" Tyler e o baterista Earl Palmer. Outros músicos notáveis e companheiros de longa data na banda de Fats foram os saxofonistas Reggie Houston, Lee Allen, e Fred Kemp. Fats finalmente passou para o mainstream da música pop om "Ain't That a Shame" (1955), que alcançou o top 10, mais tarde Pat Boone alcançou a primeira posição com uma versão cover da música que obteve um alcance maior de audiência tocando em rádios na época da segregação racial. Domino teve 37 singles no Top 40.

O primeiro álbum de Fats Domino, "Carry on Rockin", foi lançado em novembro de 1955 e subsequentemente relançado como Rock and Rollin' with Fats Domino in 1956. Combinando uma quantidade de hits e algumas faixas que ainda não haviam sido lançadas como single o álbum alcançou com seu título alternativo o número 17 no Top 200 de álbums pop da Billboard. Sua versão para a música de 1940 de Vincent Rose, Al Lewis e Larry Stock, "Blueberry Hill" alcançou o segundo lugar no Top 40, foi primeiro lugar nas paradas R&B por 11 semanas, e foi seu maior hit. "Blueberry Hill" vendeu mais de 5 milhões de copias no mundo entre 1956 e 1957. A música havia sido gravada anteriormente por Gene Autry e Louis Armstrong entre outros. Ainda teve outros singles que viraram hits entre 1956 e 1959, incluindo "When My Dreamboat Comes Home" (#14 Pop), "I'm Walkin'" (#4 Pop), "Valley of Tears" (#8 Pop), "It's You I Love" (#6 Pop), "Whole Lotta Loving" (#6 Pop), "I Want to Walk You Home" (#8 Pop), e "Be My Guest" (#8 Pop).

Fats aparece em dois filmes lançados em 1956: Shake, Rattle & Rock! e The Girl Can't Help it.

Em 2 janeiro de 1956 um tumulto acabou com um show de Fats Domino em Fayetteville, NC, a polícia teve que utilizar bombas de gás para controlar a multidão. Fats pulou de uma janela para evitar a briga; ele e outros dois componentes da banda tiveram ferimentos superficiais.

Até o começo de 1962 Fats continuou lançando uma série de sucessos pela Imperial Records, incluindo "Walkin' to New Orleans" (1960) (#6 Pop), co-escrita por Bobby Charles, e "My Girl Josephine" (#14 Pop) no mesmo ano. Depois que a gravadora foi vendida no começo de 1963, Fats abandonou o selo. "Fiquei preso a eles até eles serem vendidos" foi o que declarou em 1979. Ao todo, Domino gravou mais de 60 singles pelo selo, colocando 40 músicas no top 10 das paradas R&B, e 11 singles no top 10 das paradas Pop. Vinte e dois dos singles por Fats na Imperial Records foram hits double-side.

Texto | Wikipédia


2007 - GOIN' HOME
A TRIBUTE TO FATS DOMINO

Disco 1
01. Ain't That a Shame (John Lennon)
02. I'm Walkin' (Tom Petty)
03. Goin' Home (B.B.King)
04. Blueberry Hill (Elton John)
05. My Girl Josephine (Taj Mahal)
06. Every Night About This Time (The Dirty Dozen & Buddy Guy)
07. I Want to Walk You Home (Paul McCartney)
08. Whole Lotta Loving (Lenny Kravitz)
09. Don't Leave Me This Way (Dr. John)
10. I'm in Love Again/All by Myself (Bonnie Raitt)
11. Please Don't Leave Me (Art Neville)
12. Going to the River (Robbie Robertson)
13. Blue Monday (Randy Newman)
14. It Keeps Rainin' (Robert Plant)
15. One Night (Of Sin) (Corinne Bailey Rae)

Disco 2
01. Walking to New Orleans (Neil Young)
02. Valley of Tears (Robert Plant)
03. My Blue Heaven (Norah Jones)
04. Honey Chile (Lucinda Williams)
05. Rising Sun (Marc Broussard)
06. When I See You (Olu Dara)
07. Be My Guest (Ben Harper)
08. Let the Four Winds Blow (Toots & The Maytals)
09. I Hear You Knockin' (Willie Nelson)
10. I Just Can't Get New Orleans Off My Mind (Irma Thomas & Marcia Ball)
11. Don't Blame It on Me (Bruce Hornsby)
12. I'm Gonna Be a Wheel Someday (Herbie Hancock)
13. The Fat Man (Los Lobos)
14. So Long (Big Chief Monk Boudreaux)
15. When the Saints Go Marching In (Preservation Hall Jazz Band)

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sexta-feira, 13 de julho de 2012

Joe Strummer & The Mescaleros

A banda The Mescaleros foi um projeto criado por Joe Strummer vários anos após o final do The Clash. Formada em 1999, chegou a fazer três álbuns antes da morte de Strummer, em 2002. Muitos dos membros da banda eram multi-instrumentistas.

2000 - ROCK ART AND THE X-RAY STYLE

01. Tony Adams
02. Sandpaper Blues
03. X-Ray Style
04. Techno D-Day
05. The Road to Rock 'N' Roll
06. Nitcomb
07. Diggin' the New
08. Forbidden City
09. Yalla Yalla
10. Willesden to Cricklewood

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2001 - GLOBAL A GO-GO

01. Johnny Appleseed
02. Cool 'n' Out
03. Global a Go-Go
04. Bhindi Bhagee
05. Gamma Ray
06. Mega Bottle Ride
07. Shaktar Donetsk
08. Mondo Bongo
09. Bummed Out City
10. At the Border, Guy
11. Minstrel Boy (traditional)

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2003 - STREETCORE

01. Coma Girl
02. Get Down Moses
03. Long Shadow
04. Arms Aloft
05. Ramshackle Day Parade
06. Redemption Song
07. All in a Day
08. Burning Streets
09. Midnight Jam
10. Silver and Gold

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terça-feira, 10 de julho de 2012

Volkana

Por Celso Barbieri

Volkana foi umas das bandas líderes do Metal feminino no Brasil. A banda teve seu início em Brasília onde foi fundada em 1987. A sua primeira formação contava com Mila Menezes (baixo), Karla Carneiro (guitarra), Ana (bateria) e Eliane (vocal).

Ana e Eliane não permaneceram por muito tempo na banda e foram substituídas por Mariele Loyola (vocal) e Débora (bateria) vindas das bandas Detrito Federal e Arte no Escuro.

As garotas então, seguindo os passos do Sepultura e muitas outras bandas, mudaram-se da capital do país para a capital do rock pesado, São Paulo, onde gravaram uma demo de 2 faixas chamada Thrash Flowers. Esta demo fez a banda ser conhecida e com isso puderam gravar seu primeiro álbum chamado First em 1990 lançado pelo Studio Eldorado.

Antes de gravar o álbum First o grupo teve sérios problemas para encontrar uma baterista. Débora deixou a banda e Pat da banda Ozone esteve na bateria por um curto período.

Para a gravação, elas chamaram Sérgio Facci da recém acabada banda Vodu. Sergio não aparece na foto da capa do álbum First por não ser considerado, neste período, membro efetivo da banda e, à título de crédito, uma pequena foto dele é colocada no encarte deste álbum.

Este vinyl não foi lançado em CD no Brasil mas, curiosamente, foi lançado em USA, com uma capa diferente, através da gravadora Moving Targets. Isto mostrava que a banda já estava tornando-se conhecida, mas ainda existiam problemas. Como não conseguiram encontrar uma baterista, ele acabou se tornando membro oficial da banda. Aliás, depois de tocarem com um baterista do nível do Sergio Facci seria realmente difícil adaptarem-se à outro/a.

O som da Volkana à princípio poderia ser classificado como Thrash Metal mas após uma audição mais atenta percebe-se que as influências vão mais além. O uso do vocal Hap está presente em algumas faixas e a devoção pela seminar banda punk Ramones é evidente. A música Pet Cemetery tornou-se um cover obrigatório em todos os shows.

A vocalista Marielle deixou a banda, sendo substituída por Cláudia Franca e uma segunda guitarrista juntou-se à banda, Selma Moreira. No segundo álbum Mindtrips de 1994, elas tocam um Thrash mais extremo com algumas influências dos anos 90. Alguns anos depois a banda acabou.

1991 | FIRST

01 | Darkness
02 | To Die Is Not To Die
03 | Pet Sematary (Ramones cover)
04 | That's My Victory
05 | Descent To Hell
06 | Scratch Noise
07 | War? Where My Enemy Lies
08 | Silence City
09 | Hide
10 | Volkanas

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1992 | LIVE AT DAMA XOC

01 | War Where My Enemy Lies
02 | To Die Is Not To Die
03 | Hide
04 | Pet Cemetery (Ramones)
05 | Darkness
06 | Hi Hey Ho! Let´s Go (Ramones)
07 | Descent To Hell
08 | Volkanas
09 | That's My Victory

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1994 | MINDTRIPS

01 | Mindtrips
02 | Same Old
03 | When 2 R 1
04 | Off My Back
05 | Wake Up
06 | Keep On Trying
07 | On Your Own
08 | Goodbye
09 | Living Hell
10 | Whole Lotta Love

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segunda-feira, 9 de julho de 2012

Bauhaus | Mask

Em janeiro de 1981, dois meses após lançar seu primeiro álbum, o Bauhaus assina com o selo Beggars Banquet. Em março desse mesmo ano excursionam pelos EUA. Lançam em abril o primeiro single do álbum vindouro, ‘Kick in the Eye’, com a faixa ‘Satori’ no lado B. Essa versão do single é ligeiramente diferente da que viria a sair no álbum. Mostra o grupo com uma pegada funk, graças à linha de baixo dançante. ‘Satori’ é uma faixa instrumental essencialmente percussiva com um acento mais reggae no baixo e os efeitos de guitarra entrecortados típicos de Daniel Ash.

Curiosidade: nessa época, David J, sob o pseudônimo de Captain Jose da Silva, junto com Max Akopolis, e Alan Moore (pseudônimo de Translucia Baboon), mantinha um projeto em paralelo com o Bauhaus, chamado The Sinister Ducks, que chegou a abrir alguns shows do Bauhaus.

Em junho sai o segundo single, ‘The Passion of Lovers’, no lado B uma faixa com o nome de todos os integrantes. Essa nova canção do Bauhaus é também surpreendente, mostra a banda flertando com violões e teclados. Com dois singles que seguem direções tão díspares, antever o que viria em ‘Mask’ parece uma tarefa difícil, o que corrobora a dificuldade em “enquadrar” a música do grupo, que cada vez mais toma vertentes diversas, engana a crítica que não consegue rotular a música deles.

‘Mask’ ganha o mundo em outubro de 1981.

Com uma capa em preto e branco, a cargo de Daniel Ash, e um título bastante sugestivo, o Bauhaus tira/põe (?) sua máscara em seu segundo álbum, tomando um caminho diverso de outrora, reflexo do momento em que a banda se encontrava. Em ‘In the Flat Field’ a maior parte canções eram do início da carreira, dos primeiros ensaios. Natural que ‘Mask’ apresente uma “maturidade” musical e um abrandamento na crueza explícita de ‘In The Flat Field’. Essa tendência que já se insinuava nos singles, concretiza-se no álbum. Por essa época o grupo se inclinava inclusive pelo dub, vide ‘In Fear of Dub’, uma versão para ‘In Fear of Fear’, que mais tarde entraria como faixa bônus ou ‘Earwax’.

Ideias e estilo sempre estiveram primeiro plano na concepção do Bauhaus. ‘Mask’ reafirma isso, as ideias musicais tomam as mais variadas formas, e o baixo de David J (agora mais pontual e groove) e a bateria sempre inusitada de Kevin Haskins continuam sendo a matéria bruta das canções do grupo, que passa a incorporar teclados e sax, como em ‘Dancing’, com letra de David J (‘estamos dançando no lado negro dessa canção’) ou a pscótica ‘In Fear of Fear’ e seu sax alucinado. Em ‘Of Lillies and Remains’ (com um groove quase reggae) a cozinha faz uma “cama” para a declamação da letra que fala de alguém que descobre que acabou de morrer e precisa escalar um muro alto e cheio de buracos para voltar à vida.

Por ter obtido uma boa colocação nas paradas, é comum a afirmação de ser o álbum mais comercial do grupo. Vá lá que ‘Kick in the Eye’ é das canções mais acessíveis do grupo, mas ‘Mask’ não é um álbum de fácil assimilação, há uma clima denso, uma atmosfera carregada que percorre algums canções, como em ‘Mask’ ou ‘Hollow Hills’. Acrescente-se que a maior parte das letras não são nada palatáveis. ‘Passion of Lovers’, por exemplo, tem teclados de fundo com tons épicos/misteriosos, o baixo é profundo, Murphy canta que “a paixão dos amantes é pela morte”. ‘Muscle in Plastic’ segue uma melodia dissonante ao piano, linha de baixo com muitos espaços vazios e uma confissão: ‘Sou músculo em plástico, um mau movimento de Nijinski, uma peça branca do show e não tenho nada a perder’. As referências não param, ‘The Man With X-Ray Eyes’ toma emprestado o título do filme de Roger Corman, de 1963 e ‘Kick in the Eye’ fala da busca por Satori, um termo relacionado ao Budismo.

Após o lançamento e relativo sucesso alcançado por ‘Mask’, o Bauhaus seguiria por uma maratona de shows pela Europa, EUA e algumas apresentações para a TV.

Por: luciano

2010 - OMNIBUS EDITION

Disc 1 │ MASK

Hair Of The Dog
The Passion Of Lovers
Of Lilies And Remains
Dancing
Hollow Hills
Kick In The Eye 2
In Fear Of Fear
Muscle In Plastic
The Man With X-Ray Eyes
Mask

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Disc 2 │ SINGLES AND OUT-TAKES

Kick In The Eye-Original Single Version A Side
Satori │ Single B Side
In Fear Of Fear │ Original Version
In Fear Of Dub
Muscle In Plastic │ Rough Mix Version
Dancing │ Rough Mix Version
Hair Of The Dog │ Rough Mix Version
Monkey Poison Pen │ Rough Mix Version
Ziggy Stardust │ Rough Demo Version
Earwax │ Full Unedited Version
1-2-3-4 │ Single B Side
Muscle In Plastic │ Rejected Album Mix
Hollow Hills │ Rejected Album Mix
Hair Of The Dog │ Rejected Album Mix
Poison Pen*
Kick In The Eye │ Single Re-Mix Version
Dave And Danny´s Waspie Dub #2 *

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Disc 3 │ THIS IS FOR WHEN...
(Recorded Live At Hammersmith Palais, London - 9, November 1981)

This Is For When...
The Passion Of Lovers
In The Flat Field
Silent Hedges
In Fear Of Fear
Terror Couple Kill Colonel
The Man With X-Ray Eyes
Dancing
Mask
Rosegarden Funeral Of Sores
Hair Of The Dog
Kick In the Eye
A God In An Alcove
Hollow Hills
Stigmata Martyr
Dark Entries
Bela Lugosi´s Dead

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quinta-feira, 5 de julho de 2012

Patife Band


Tudo começou em 1983, quando Paulo Barnabé fundou uma banda de nome Paulo Patife Band.

Irmão do músico Arrigo Barnabé, que trazia uma proposta ousada de misturar o erudito com o popular, o dodecafônico com o pop, além da atonalidade, Paulo arregimentou, em pouco tempo, um grupo de músicos para o projeto.

A música da banda seria mais rock do que a de Arrigo, com um pé no punk e no new wave, com elementos experimentais, jazz, além das letras provocativas, satíricas e até nonsense de Paulo. O Patife Band tinha um estilo próprio, sem similares no país. Um bom exemplo, por exemplo, seria o grupo norte-americano Pere Ubu.

Logo, a banda teria o nome reduzido para Patife Band e a formação traria, além de Paulo, André Fonseca (guitarra e voz), Sidney Giovenazzi (baixo e voz) e James Müller (bateria).

Segundo a pequena biografia do grupo no site myspace, "Paulo Barnabé tem influência das técnicas de composição erudita contemporânea de onde surgem ritmos assimétricos, células atonais, séries dodecafônicas. Há também assumida influência de punk-rock, do jazz e ritmos brasileiros, o que torna a 'brincadeira' ainda mais interessante!"

Após muito ensaio, em 1984, a banda prepara um repertório para o primeiro lançamento do grupo, um EP apenas com o nome Patife Band.

Curto em duração, longo em criatividade, o Patife mostrava porque foi considerado um dos expoentes da vanguarda paulistana, nos anos 80.

Letras irônicas, mudança de andamento e de estilo repentinos, muita técnica e inteligência fizeram o EP - lançado pelo selo Lira Paulistana - um achado. O trabalho abre com uma regravação da Jovem Guarda, "Tijolinho", de Wagner Benatti e traz o maior clássico do grupo, a feroz "Tô Tenso", além de uma divertida regravação do clássico natalino "Noite Feliz".

Tanto talento chamou a atenção da Warner, que os contrata para um LP. Assim, nasce uma das mais belas gemas obscuras do rock brasileiro dos anos 80, Corredor Polonês.

Mesmo gravando em uma major, o Patife manteve sua linguagem ousada. Corredor Polonês não difere muito do EP de estréia. O disco traz uma regravação de "Tô Tenso" - que posteriormente seria gravada pelos Ratos de Porão, além da faixa-título e "Teu Bem".

O grupo saiu em uma excursão para a promoção, onde se destacava Paulo Barnabé, com suas apresentações maníacas e que não parava um segundo sequer no palco.

Texto: Mofo

1985 | PATIFE BAND

01. Tijolinho
02. Pregador Maldito
03. Pesadelo
04. Tô Tenso
05. Noite Feliz
06. Peiote


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1987 | CORREDOR POLONÊS

01. Corredor Polonês
02. Pesadelo
03. Chapeuzinho Vermelho (Lil' Red Riding Hood)
04. Tô Tenso
05. Poema em Linha Reta
06. Teu Bem
07. Três por Quatro
08. Pregador Maldito
09. Vida de Operário
10. Maria Louca

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2003 | AO VIVO EM LONDRINA

01. To Tenso
02. O veneno
03. Pigs & Blaaarghhh!
04. Big Stomach
05. Pesadelo
06. Ready to Die
07. Pregador Maldito
08. Tudo Claro
09. Teu Bem
10. Três Por Quatro
11. Vida de Operário
12. Corredor Polonês
13. Poema em Linha Reta
14. Velho Oeste Paulista
15. Ready to Die 2

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