sexta-feira, 17 de outubro de 2014

Charles Bradley

Ele faz um tipo de som ao estilo de artistas como Darondo, Spanky Wilson, Sharon Jones e outros ‘negões e negônas’ de respeito do soul jazz, mas o fato é que Charles Bradley era um ilustre desconhecido até pouquíssimo tempo atrás. Eis que um single da Menahan Street Band lançado em 2008 apresentou o cantor ao mundo, e o resto é história.

E que história de vida, não é mesmo, Charlie? No Time For Dreaming é um excepcional álbum de soul music para apaixonados pela old school do gênero. A sonoridade do CD é totalmente vinculada à era de ouro da música negra, e temos a impressão de que se trata de um álbum esquecido nos porões do tempo.

Olhando a estampa do coroa dá pra dizer que ele parece uma mistura de Tony Tornado com James Brown, e apesar de estar estreando em um álbum, o soul man de 62 anos é o que podemos chamar de veterano iniciante. A história é longa, mas vale a pena passar os olhos pelo texto abaixo.

Charles nasceu em Gainesville, Flórida, em 1948, mas foi criado no Brooklyn, em Nova York. Viveu boa parte da sua infância nas ruas. Um dos seus primeiros contatos com a música foi quando teve a oportunidade de ir a um show de James Brown no lendário Apollo. Em seu site, Charles diz que aquele show mudou sua vida. Mas como na vida nada são flores, as dificuldades levaram Charles a sair do Brooklyn, até encontrar emprego em um bar, no estado de Maine. Aprendeu a cozinhar, e até montou uma banda. Era o começo da sua perseguição ao sonho de ser um artista.

Na mesma época, Charles chegou a sentir o gosto dos palcos e fez algumas apresentações. Naquele momento ele sabia que estava destinado a ser um cantor. Porém, o destino tratou de impedir o seu sonho: seus companheiros foram para Guerra do Vietnã, enquanto ele foi forçado a encontrar um trabalho como chef de cozinha em um hospital para doentes mentais.

Quase uma década depois, Charles Bradley decidiu abandonar tudo e partiu para o oeste em busca de seu sonho musical. Percorreu os EUA, indo de Nova York para a Califórnia de carona, chegando até o Canadá. Foi parar no Alasca, onde encontrou emprego como chef de cozinha. Passado um tempo, decidiu fazer o caminho de volta, dessa vez de avião. Na Califórnia, ficou mais de vinte anos trabalhando como chef, e às vezes conseguia uma ou outra apresentação como músico, mas nada que o fizesse apostar sua fichas em uma carreira de verdade. Até que perdeu o emprego e decidiu retornar ao Brooklyn para ficar perto da sua família.

Com o dinheiro que economizou, Charles encheu um caminhão com seus equipamentos musicais, comprados ao longo dos anos, para novamente tentar a sorte na Big Apple. Fez várias apresentações em clubes locais, e um bom tempo depois, enquanto se apresentava como Black Velvet, foi visto por Gabriel Roth, co-produtor da Daptone Records, o qual instantaneamente reconheceu seu talento e o levou diretamente para os estúdios. Charles conseguiria então o seu primeiro single.

Depois, conheceu o compositor e guitarrista Thomas Brenneck. Juntos lançaram dois singles e montaram uma nova banda – a Menahan Street Band. Resumindo, Charles finalmente teve oportunidade de mostrar seu talento. Foi quando em 2008 lançou um single comemorativo, e entre os músicos presentes estava o então desconhecido Charles Bradley. A música “The World (Is Going Up In Flames)” ganhou forma e vida na sua voz, seu talento foi reconhecido e o lançamento do álbum era questão de tempo.

Da capa com visual retrô a aquilo que ouvimos vazar das caixas de som, No Time For Dreaming é um senhor disco de soul. Além das canções, rolam algumas vinhetas ou temas instrumentais pela Menahan Street Band, que faz interlúdios espertos e dá refresco e beleza ao contexto do trabalho.

Só preciso de dois sons pra convencer o leitor/ouvinte do requinte da obra: tasque no player “The World (Is Going Up In Flames” ou “Heartaches and Pain”, última faixa do CD, e você saberá do que estou falando.

Que Charles Bradley não pare por aí!

Por Márcio Grings

2010 | NO TIME FOR DREAMING

01 | The World (Is Going up in Flames)
02 | The Telephone Song
03 | Golden Rule
04 | I Believe in Your Love
05 | Trouble in the Land
06 | Lovin' You, Baby
07 | No Time for Dreaming
08 | How Long
09 | In You (I Found a Love)
10 | Why is it so Hard?
11 | Since Our Last Goodbye
12 | Heartaches and Pain

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quarta-feira, 15 de outubro de 2014

Arzachel


Entre 1966 a 1969, o movimento psicodélico vivia seu período áureo e diversos músicos aproveitavam a efervescência cultural da época para criarem projetos audaciosos e irreverentes que se tornaram ao longo do tempo obras relevantes e originais. Um nome que se destacou neste período foi o de Steve Hillage, que fez história com o Gong anos depois, mas que já em 1969 montou o Arzachel ao lado de Dave Stewart.

Surgido das cinzas do grupo Uriel, o Arzachel lançou seu primeiro álbum em 1969, um disco de rock progressivo com pitadas psicodélicas muito bem executadas. Todos os integrantes da banda usaram codinome para a gravação. Simon Sasparella e Steve Hillage (guitarra e vocais); Njerogi Gategaka e Mont Campbell (baixo e voz); Basil Dowling e Clive Brooks (bateria); Sam Lee-Uff é Dave Stewart (orgão).

“Arzachel” é um disco muito climático, francamente progressivo com destaque para o orgão de Sam Lee-Uff. Começa com “Garden of Earthly Delights”, uma canção típica do período psicodélico. Influências marcantes de Move e do Pink Floyd fase Sid Barret junto a uma boa dose de criatividade e talento fazem com que o álbum se destaque entre os grandes da época.


“Azathoth”, a segunda música, tem uma introdução próxima da musica clássica. Um órgão que se espalha de forma bastante interessante pela canção seguido de uma melodia quase bíblica mostra a versatilidade do Arzachel. Muito provavelmente idéias musicais de Hillage, aqui disfarçado de Simeon Sasparella. “Queen St. Gang”, a terceira faixa, é um bonito número instrumental caracterizado por uma melodia bem gostosa, principalmente pelo acompanhamento do orgão. O lado A do vinil ainda traz “Leg”, um poderoso do blues executado com levada pesada e totalmente psicodélica.

O lado B é ótimo, apenas duas canções de tirar o fôlego, onde os caras simplesmente detonam. Os dez minutos de “Clean Innocent Fun” exibem toda a força musical e criativa do quarteto. Psicodelismo, hard rock e progressivo se misturam numa introdução simplesmente fantástica. O trabalho das guitarras já mostra o quão bom era Steve Hillage, que faria muito sucesso nos anos seguintes com seus projetos paralelos.

Com 16 minutos de duração, “Metempsychosis”, a sexta é última música, lembra bastante algumas passagens de “Interestelar Overdrive”, canção do primeiro álbum do Pink Floyd, e fecha o único disco do Arzachel. Steve Hillage e Dave Stewart se juntariam mais tarde na banda Khan e gravariam ainda mais um excepcional disco de progressivo na década de 1970.

“Arzachel” foi relançando em 2002 pela Akarma Records. Um detalhe curioso pode ser encontrado no encarte, que além da apresentação de cada músico da banda, traz informações, como por exemplo, sobre o time que o baterista torce (no caso, Totthemham), crenças sobre como a musica pode influenciar no desempenho sexual ou ainda falar sobre as qualidades pessoais de cada um dos instrumentistas. Definitivamente, um rock raro.

Por: Wagner Xavier

1969 | ARZACHEL

01 | Garden of Earthly Delights
02 | Azathoth
03 | Queen St | Gang
04 | Leg
05 | Clean Innocent Fun
06 | Metempsychosis


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terça-feira, 14 de outubro de 2014

André Christovam

André Christovam ser considerado o principal artista de blues do Brasil é uma possibilidade a ser discutida, mas ele foi sem dúvida o primeiro. É acima de tudo um músico exemplar que traz na bagagem mais de 29 anos de estrada. Um estudioso da história e um profundo conhecedor dessa linguagem musical. Uma vida de muita dedicação à guitarra e a experiência de ter divido o palco com algumas das maiores lendas da música popular no século vinte.

André descobre o músico dentro dele quando ouve no Natal de 1972 a canção Sunshine of Your Love do grupo inglês Cream e inicia um romance com a guitarra através do violão erudito poucos dias depois essa experiência. Seu momento de definição ocorre em 1974, quando ganha uma aposta que fez com o fotógrafo Sérgio Amaral em uma partida de futebol de botões. O pagamento foi o disco "The London Howlin' Wolf Session", que tinha a participação dos guitarristas Eric Clapton e Hubert Sumlin. Um disco tão especial que acabaria sendo a maior influência em sua decisão de seguir o caminho do blues.

No início do ano de 1976 inicia com Nelson Brito e Paulo Zinner o Fickle Pickle, um trio com um som pesado, mas com um interessante tempero bluseiro. GIT

Percorre com esse time todas as agruras que os músicos noviços precisam percorrer: centenas de horas de ensaio e depois noites e mais noites tocando em todos os espaços imagináveis da cidade de São Paulo muitas vezes a troco de nada!

Com doze anos de carreira musical e uma longa temporada de estudos no Guitar Institute of Technology na Califórnia seguida de uma outra mais curta com o Fickle Pickle pela Europa, além de uma bem sucedida carreira como “sideman” após ter gravado e excursionado com Kid Vinil e Os Heróis do Brasil, Rita Lee & Roberto de Carvalho, Raul Seixas e Marcelo Nova, André começa a gravar no final de 1988 o álbum "Mandinga", seu primeiro disco pelo selo Eldorado. Um trabalho que pelo ineditismo de ter todas as suas letras em português, torna-se um marco da discografia do blues nacional.

O lançamento e o início da tour brasileira foram em maio do ano seguinte. O palco de estréia foi o do Festival Internacional de Blues de Ribeirão Preto, um evento inesquecível que pela primeira vez trazia ao país a nata do Blues mundial, entre eles Albert Collins, guitarrista Texano que foi uma de suas maiores influências principalmente após a experiência de ter sido seu roadie, durante sua estada nos Estados Unidos. Sucesso instantâneo? Sabemos que essas coisas nem sempre acontecem... Mas as portas começariam a se abrir... E como de costume a primeira oportunidade apareceu por meio de um convite do mesmo Albert Collins para que André seguisse com ele rumo ao Texas para tocar no "Benson & Hedges Blues Festival", em Dallas, sendo assistido por mais de 12 mil pessoas. Esse evento foi uma autêntica congregação de estrelas que trouxe ao mesmo palco numa única noite além de Albert Collins, John Lee Hooker, Etta James, The Fabulous Thunderbirds e B.B. King. E a boa repercussão de sua passagem pelo Texas lhe proporcionou a participação na quarta edição do Free Jazz Festival, ao lado de John Lee Hooker e John Mayall no Rio de Janeiro.

Coninue lendo em: andrechristovam.com.br

1989 | MANDINGA

01 | Sebo Nas Canelas
02 | Confortável
03 | Duvido (Mas Tô Tentando)
04 | Blind Dog
05 | Mandinga
06 | So Long Boemia
07 | Genuíno Pedaço Do Cristo
08 | Dados Chumbados
09 | Palhaço De Gesso

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1990 | A TOUCH OF GLASS

01 | Wolf & Sheep
02 | Leave My Money Alone
03 | Santa Cecília
04 | The Stumble -
05 | Love Jar Blues
06 | Edo
07 | Flag Pole
08 | Tintagel
09 | One Kind Favor
10 | Oh! Captain My Captain
11 | Brown Candles
12 | Oh! Captain My Captain (Reprise)

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segunda-feira, 6 de outubro de 2014

The Beach Boys


Shut Down Volume 2 é o quinto álbum de estúdio da banda de rock americana The Beach Boys, e o primeiro dos quatro que a banda lançaria em 1964. O volume "2" do álbum refere-se à compilação de hot rod, Shut Down, lançada pelo selo da banda, Capitol Records em 1963. O disco incluía "409" e "Shut Down", mas não era um álbum do The Beach Boys.

Gravado quando a "Beatlemania" estava começando a chegar ao território americano (e em breve afetar profundamente o líder Brian Wilson), Shut Down Volume 2 foi feito para consolidar a posição da banda como a maior banda na América. Em vez disso, a invasão do The Beatles foi tão avassaladora que o álbum atingiu # 13 nos Estados Unidos (embora, eventualmente, tenha ganhado disco de ouro).

Parte da culpa pelo fato do álbum não ter chegado ao "Top 10" deveu-se possivelmente ao fato dele possuir algumas faixas bem fracas, algumas delas sendo consideradas, por comum acordo, puro "enchimento". A adição da homorística "Cassius" Love Vs. "Sonny" Wilson" (uma "luta" entre Brian e Mike) serve para ilustrar a necessidade de encher o álbum.

No entanto, os pontos altos do Shut Down Volume 2 estão, indiscutivelmente, entre os mais fortes momentos da banda até agora: "Fun Fun, Fun", "Don't Worry Baby" (resposta de Brian a sua música predileta "Be My Baby", de Phil Spector, gravada por The Ronettes)," The Warmth of the Sun" (escrita em apenas algumas horas depois assassinato de JFK) e um cover de Frankie Lymon, Why Do Fools Fall In Love ". "Pom, Pom Play Girl" apresenta Carl Wilson em seu primeiro vocal principal numa canção dos Beach Boys.

Shut Down Volume 2 foi comercializado como "hot rod" após o sucesso do antecessor Little Deuce Coupe, mas os Beach Boys não foram capazes de manter o tema da forma consistente com que conseguiram anteriormente, sinalizando que Brian Wilson e Mike Love já estavam esgotando o repertório de canções sobre automóveis e teriam que mudar de marcha em breve.

A fotografia da capa, tirada pelo fotógrafo da Capitol George Jerman, mostra a banda (agora com Al Jardine fazendo sua estréia) posando ao lado de uma seleção de carros - nomeadamente, Corvette Sting Ray possuído por Dennis Wilson e Pontiac Grand Prix, de propriedade por Carl.

Texto | Wikipédia

1964 | SHUT DOWN VOLUME 2

01 | Fun, Fun, Fun
02 | Pom Pom Play Girl
03 | This Car Of Mine
04 | In The Parkin' Lot
05 | Cassius Love Vs. Sonny Wilson
06 | Shut Down, Part II
07 | Why Do Fools Fall In Love
08 | The Warmth Of The Sun
09 | Don't Worry Baby
10 | Denny's Drums
11 | Keep An Eye On Sum­mer
12 | Louie Louie

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quinta-feira, 25 de setembro de 2014

The Many Faces of Pink Folyd | A Journey Through The Inner World of Pink Floyd


THE MANY FACES OF PINK FOLYD
A Journey Through The Inner World Of Pink Floyd


CD1 | THE DARK SIDE OF THE MOON REVISITED

Speak To Me / Breathe | Adrian Belew (King Crimson) & Alan White (Yes)
On The Run | Larry Fast (Peter Gabriel) & Alan White (Yes)
Time | Robbie Krieger (The Doors) & Garry Green (Gentle Giant)
The Great Gig In The Sky | Rick Wakeman (Yes) & Steve Howe (Yes)
Money | Edgar Winter, Bill Bruford (King Crimson) & Tony Levin (King Crimson)
Us And Them | Dweezuk Zappa & John Wetton (King Crimson)
Any Colour You Like | Robben Ford, Steve Porcaro (Toto) & Aynsley Dunbar (Frank Zappa)
Brain Damage | Geoff Downes (Asia) & Robbie Krieger (The Doors)
Eclipse | Peter Banks (Yes), Tony Kaye (Yes) & John Wetton (Asia)

CD2 | THE WALL AND OTHER CLASSICS

In The Flesh? | Adrian Belew (King Crimson) & Keith Emerson (Elp)
The Thin Ice | Ian Anderson (Jethro Tull)
Another Brick In The Wall (Part 1) | Steve Morse (Deep Purple)
Another Brick In The Wall (Part 2) | Fee Waybill (The Tubes)
Mother | John Wetton (King Crimson/asia)
Goodbye Blue Sky | Steve Howe (Yes/asia)
Young Lust | Glenn Hughes (Deep Purple) & Elliot Easton (The Cars)
Hey You | Tommy Shaw (Styx) & Steve Lukater (Toto)
Comfortably Numb | Chris Squire (Yes) & Alan White (Yes/john Lennon)
Run Like Hell | Dweezil Zappa & Keith Emerson (Elp)
Shine On You, Crazy Diamond | Steve Lukater (Toto)
Welcome To The Machine | Derek Sherinian (Dream Theater)
Set The Controls To The Heart Of The Sun | Psychic Tv
Careful With That Axe, Eugene | Nik Turner (Hawkwind)

CD3 | ROOTS, VERSIONS AND RELATIVES

Good Question | Snowy White
Celestine | Banco De Gaia Feat Dick Parry
Love For Living | Clare Torry
See Emily Play | The Chemistry Set
Birds Of Paradise | Snowy White
Arnold Layne | Ss-20
The Music Attracts Me | Clare Torry
Who Was It? | Hurricane Smith
Oh Babe, What Would You Say? | Hurricane Smith
Year Of The Cat | Al Stewart
Scream Thy Last Scream | The Green Telescope
The Boll Weevil | Pink Anderson
Runaway Man Blues | Floyd Council

Pink Floyd Interview | Norman “Hurricane” Smith Talks About His Recording Sessions With Pink Floyd

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Pt. I | Pt. II | Pt. III

segunda-feira, 22 de setembro de 2014

The O'Jays | Collection 1969-2013

The O’Jays foram um grupo representante do chamado “soul da Filadélfia” (Philadelphia soul) nos anos 70, originalmente composta por Walter Williams, Bill Isles, Bobby Massey, William Powell e Eddie Levert. Eles formaram a banda na cidade de Canton, Ohio em 1958 na época em que cursavam o ensino médio.

Originalmente conhecidos como The Triumphs, posteriormente mudando o nome para The Mascots, a primeira gravação do grupo foi Miraclesem 1961, que teve um pequeno sucesso na região de Cleveland. O nome “The O’Jays” é um tributo ao disc-jóquei Eddie O’Jay.

O grupo – que atualmente é um quarteto, após a saída de Isles – teve como primeiro grande sucesso a música I’ll Be Sweeter Tomorrow (Than I Was Today). Apesar do sucesso, cogitaram deixar a música, até que os famosos produtores Kenneth Gamble e Leon Huff tiveram interesse por eles. Com Gamble e Huff, os O’Jays emergiram como pioneiros do Philadelphia soul com as músicas Back Stabbers e Love Train, em 1972. Durante o resto da década, continuaram a lançar músicas que alcançaram os primeiros lugares, incluindo For the Love of Money, Let Me Make Love to You, Give the People What They Want, e o sucesso disco’ I Love Music. Powell morreu de câncer em 1977.

Depois da entrada de Sammy Strain, os O’Jays continuaram a gravar, porém com sucesso muito limitado. Em 1978 tiveram algum êxito com Use Ta Be My Girl, e também nas paradas de R&B em 1987, com a música Lovin’ You.

A canção For The Love of Money ficou conhecida como tema de abertura do reality show The Apprentice (O Aprendiz), tanto em sua versão americana, comandada pelo empresário Donald Trump, quanto em várias versões internacionais, especialmente a versão brasileira, comandada pelo publicitário Roberto Justus (entre 2004 e 2009) e pelo empresário João Dória Júnior (a partir de 2010).

THE O'JAYS COLLECTION

1969 | The O'Jays in Philadelphia | Remastered 2013
1972 | Back Stabbers | Reissue 2013
1973 | Ship Ahoy | Expanded & Remastered 2013
1973 | Live in London | Remastered 1999
1975 | Family Reunion | Reissue 1988
1975 | Survival
1976 | Message in the Music | Reissue 1998
1977 | Collectors' Items
1977 | Travelin' at the Speed of Thought | Reissue 1998
1979 | Identify Yourself | Reissue 1993
1979 | So Full of Love
1980 | The Year 2000 | Reissue 1999
1982 | My Favorite Person | Reissue 1999
1983 | When Will I See You Again
1984 | Greatest Hits
1984 | Love And More
1985 | Love Fever | Reissue 1992
1987 | Let Me Touch You | Reissue 2006
1989 | Serious
1991 | Emotionally Yours
1994 | Love Train: The Best Of The O'Jays
1997 | Love You To Tears
1998 | The Very Best Of (1972-84)
2001 | The Ultimate O'Jays
2001 | For the Love...
2003 | Anthology
2004 | Imagination
2008 | Playlist: The Very Best of the O'Jays
2008 | The Essential O'Jays

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quinta-feira, 18 de setembro de 2014

Aniversário 9 anos | Blog Lágrima Psicodélica



:: TARANTINO EXPERIENCE ::

Urge Overkill | Girl, You'll Be a Woman Soon
The Hurricanes | Out of Limits
Geater Davis | Sad Shades of Blue
Joe Cocker | Woman to Woman
Billie Jo Spears | Fever
Chris Farlowe | Paint It Black
Screaming Lord Sutch | Murder in the Graveyard
Duane Eddy | Rebel Rouser
Dick Dale and His Del-Tones | Misirlou
Classics IV | Spooky

The Meters | Look-Ka-Py-Py
Wilson Pickett | Something You Got
The Grass Roots | Midnight Confessions
John Fred & His Playboy Band | Judy in Disguise
Richard Twang & His Cadillacs | Apache
Al Green | Let's Stay Together
Clarence Carter | Backstabbers
The Surfaris | Wipe Out
The Kingsmen | Louie Louie
John Lee Hooker | Boom Boom

Cowboy Junkies | Sweet Jane
Duane Eddy | Cannonball
The Clovers | Love Potion N° 9
Eddie Hoidges | I'm Gonna Knock On Your Door
Lynn Anderson | Stand By Your Man
Howlin' Wolf | Somedody In My Home
Joe Tex | I Gotcha
Billy Preston | Billy's Bag
Aaron Neville | Hercules
Richard Berry | Doin'it

The Ventures | Walk Don'r Run
Guy Mitchell | Singing The Blues
The Meteors | Johnny Remember Me
Louis Jordan | Choo Choo Ch'boogie
Fuzztones | Ward 81
The Surf Coronados | Pipeline
The Polecats | John, I'm Only Dancing
Wanda Jackson | Mystery Train
The Ladybug Transistor | Always on the Telephone
Santa Esmeralda | Don't Let Me Be Misunderstood

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Baixe a coleção completa no post do mano Cacá | AQUI

Buddy Guy & Junior Wells


Em 1965, Eric Clapton era Deus na Inglaterra, tocando guitarra no Yardbirds. Naquele ano, assistindo a um show do guitarrista Buddy Guy, ele teve a ideia de criar um trio de blues pesado. Formou então o Cream, precursor da cena hard rock e heavy metal das décadas seguintes. “Buddy Guy foi para mim o que Elvis foi para os outros’’, disse certa vez.

Em 1970, Clapton entrou em um estúdio na Flórida para produzir um disco de seu ídolo, que acabara uma longa turnê dividindo o palco com o gaitista Junior Wells, abrindo shows dos Stones. As gravações conturbadas (Clapton brigou com os outros produtores, Tom Dowd e Ahmet Ertegun) geraram um álbum genial, que é lançado agora no Brasil com CD extra.

Quem escuta as poderosas faixas de Buddy Guy & Junior Wells Play the Blues, uma verdadeira cartilha de como se toca o gênero, não imagina o caminho tortuoso até a edição final. Clapton deixou só oito faixas acabadas. Para o lançamento do disco, em 1972, duas canções foram incluídas a partir de uma sessão de gravações de Buddy Guy com a roqueira J. Geils Band. A nova edição do disco traz um belo encarte e mais 13 faixas extraídas do material gravado com Clapton.

Guy e Wells formam a melhor representação do “blues de Chicago’’, uma cena que influenciou gerações de bluesmen e, principalmente, músicos de rock, de Jimmy Page a Jack White.

Junior Wells nasceu em 1934 e morreu em 1998, deixando o som de sua harmônica em mais de 80 álbuns. Ele despontou aos 19 anos, substituindo Little Walter na banda da lenda Muddy Waters. No início dos anos 60, começou a parceria com Buddy Guy. Diz a lenda do blues que os dois teriam dividido o palco em mais de 300 shows. Guy nasceu em 1936 e hoje assiste a shows de rock da garotada sabendo que não existiriam sem sua essencial contribuição na ponte entre rock branco e blues negro.

A guitarra de Guy, lânguida, sensual até, percorre de forma hipnótica as faixas de Buddy Guy & Junior Wells Play the Blues. Ela dá corpo às canções, enquanto a harmônica de Wells incendeia um clima de celebração. Eles dividem os vocais. O tom de Guy é mais grave e se presta melhor às letras típicas do blues: mulheres que atiçam os caras para depois largá-los e muito bourbon para que eles as esqueçam.

Se é possível destacar faixas num disco tão impactante, que sejam My Baby She Left Me (She Left Me a Mule to Ride), em que Wells paga tributo à gravação de 1941 de seu mestre, Sonny Boy Williamson, ou Last Night, com o som arrepiante de Clapton na slide guitar. De vez em quando, algum crítico classifica o álbum como a mais refinada gravação de blues elétrico. É verdade.

Por | LUÍS BISSIGO


Personnel:

Buddy Guy (vocals, guitar)
Junior Wells (vocals, harmonica)
J. Geils (guitar)
Eric Clapton (guitar, bottleneck guitar)
Magic Dick (harmonica)
A.C. Reed (tenor saxophone)
Dr. John, Mike Utley, Seth Justman (piano)
Carl Radle, Leroy Stewart, Danny Klein (bass)
Roosevelt Shaw, Jim Gordon, Stephen Bladd (drums)

1972 | BUDDY GUY & JUNIOR WELLS
PLAY THE BLUES


01. A Man Of Many Words
02. My Baby She Left Me (She Left Me A Mule To Ride)
03. Come On In This House / Have Mercy Baby
04. T-Bone Shuffle
05. Poor Man's Plea
06. Messin' With The Kid
07. This Old fool
08. I Don't Know
09. Bad Bad Whiskey
10. Honeydripper

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quinta-feira, 7 de agosto de 2014

Ian Anderson

"...Rupi’s Dance é genialmente simples, ou se preferem, simplesmente genial. O álbum soa como um testemunho da vida cotidiana de Anderson. As musicas soam leves, não como a leveza artificial de uma música comercial, mas uma leveza quase espiritual. As qualidades deste álbum não se apresentam para agradar nossos cérebros “regressivos”.

Desta feita Mr. Anderson não contou em larga escala com o apoio de seu comparsa Andrew Giddings. Contratou um quarteto de cordas húngaro e mais alguns ilustres desconhecidos (ao menos para mim), que fizeram um ótimo trabalho, e como sempre tocou uma penca de instrumentos. A sonoridade de Rupi's Dance não difere muito de Secret Language Of Birds (penúltimo álbum de Ian), mas na opinião deste cúmplice que vos escreve Rupi's esta ainda melhor. As influências de musica celta, renascentistas e de rock estão presentes, mas estão todas diluídas na flauta mágica de Anderson, tornando a sonoridade do álbum original como sempre.

É impossível tornar-se fã de Anderson ouvindo este álbum.(isto é muito claro para os fanáticos). Porém, é muito possível tornar-se um cúmplice de sua simples genialidade. Percebo claramente com “Rupi´s” que a razão do Tull ser uma das minhas bandas favoritas não é somente os grandes arranjos de Passion Play, o peso de Aqualung, ou a precisão de “Thick as a Brick”. Tem algo nas composições de Anderson que transcende isso tudo."

Resenha | Tiago Lucas Garcia

2003 | RUPI'S DANCE

01. Calliandra Shade (The Cappuccino Song)
02. Rupi's Dance
03. Lost in Crowds
04. A Raft of Penguins
05. A Week of Moments
06. A Hand of Thumbs
07. Eurology
08. Old Black Cat
09. Photo Shop
10. Pigeon Flying Over Berlin Zoo
11. Griminelli's Lament
12. Not Ralitsa Vassileva
13. Two Short Planks
14. Birthday Card at Christmas

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terça-feira, 5 de agosto de 2014

Tales From The Edge | A Tribute To The Music Of The Yes



2012 | TALES FROM THE EDGE
(A Tribute To The Music Of The Yes)

CD1

01. The Samurai of Prog - Starship Trooper
02. Periplo - To Be Over
03. Aquael - Run Through the Light
04. Zero the Hero - The Fish (Schindleria Praematurus)
05. SETI - Machine Messiah
06. The Opium Cartel - Clear Days
07. Vanilla Project - Heart of the Sunrise
08. Ten Midnight - Tempus Fugit
09. Yessongs - Siberian Kathru
10. B612 - Long Distance Runaround
11. Aurora Lunare - Don't Kill the Whale
12. Greenwall - Onward
13. Yesterdays - White Car

CD2

01. Luca Scherani - Holy Lamb
02. Jay Tausig - Wonderous Stories
03. Raven Sad - Soon
04. Supernal Endgame - Parallels
05. Subterra - Shock to the System
06. Stefano Vicarelli - Mood for a Day
07. Conqueror - Lift Me Up
08. Armalite - Time and a Word
09. Spirits Burning - South Side of the Sky
10. 3r Degree - Going for the One
11. Alessandro Corvaglia featuring Matteo Nahum - And You And I
12. Marco Masoni - Show Me
13. Din Within - Changes






CD 1: DOWNLOAD
CD 2: DOWNLOAD

domingo, 1 de dezembro de 2013

Marvin Gaye


Marvin Gaye era a gema da Motown: carismático, boa-pinta e excelente cantor e compositor (ele é quem criou a genial e contagiante Dancing In The Street, clássico da Martha Reeves And The Vandellas, por exemplo). Não era a toa que ele era chamado de simeplesmente o Príncipe do Soul. No famoso selo de Detroit, ele emplacou dezenas de sucessos memoráveis pelos anos 60 afora, como I Heard It Trough The Grapevine , Hitch Hike, Pride And Joy, Your Precious Love, How Sweet It Is (To Be Loved by You), Ain't That Peculiar.

O auge foi o duo que ele criou com a bela Tammi Terrell: Ain’t No Mountain High se tornaria um dos maiores êxitos de odos os tempos pela Motown. A parceria, no entasnto, terminou de forma patética e trágica. Diagnosticada com tumor no cérebro, Tammi morreria meses depois, com apenas 24 anos. Seu passamento significou o fim do episódio 1 da carreira de Gaye. Arrasado, ele ficou mais de dois anos longe do disco e dos palcos. Ao mesmo tempo, decidiu repensar a vida. Não queria mais cantar músicas românticas. Para ele, o mundo estava de cabeça para baixo, e ele precisava fazer alguma coisa. Escreveu um punhado de canções, que retratavam o seu ponto-de-vista perante problemas na sociedade, como abuso de drogas, racismo, violência policial e a Guerra do Vietnã.

Inicialmente, ele queria gravá-las coma colaboração de Al Cleveland e Renaldo Banson, dos Four Tops. Eles sugeriram que Marvin as gravasse ele mesmo. No fim, teria que tomar uma decisão corajosa e defender com unhas e dentes What's Going On. Não era um álbum de canções pop, mas sim um disco com letras de protesto. Barry Gordy Jr, o todo-poderoso manda-chuva da Motown, não gostou nada da idéia. Achou que era ousadia demais abordar essa temática, ainda mais, num disco da Tamla. Gaye bateu pé: queria gravar What’s Going On, e ponto final. Ambos ficaram num impasse, até que o cantor deu o ultimato ou Gordy, que naturalmente queria um disco na velha fórmula de sucessos da Motown. Ou ele aprovava o projeto ou ele pediria demissão. Gordy, por sua vez, teve que engolir o seu preclaro artista principal. Por mais desastroso que fosse permitir o disco, ele não podia perder Gaye para a concorrência.

Contudo, o que mais chateou o dono da Motown foi o fato de que o disco não tinha, em sua opinião, nenhuma viabilidade comercial e, que diabos, não iria tocar em nenhuma rádio, de jeito nenhum. Todas as músicas eram um ciclo de nove partes, que contam uma história contínua — mais ou menos como no famoso (!) álbum conceitual Watertown, de Frank Sinatra. Nesse caso, por melhor que seja, ele se tornaria o melhor disco do The Voice menos ouvido da história. Gordy achava que se What’s Going On não encalhasse, reria mais por causa de Gaye que das faixas em si.

Para sorte e azar de Gordy, ele se enganou redondamente (não seria a primeira vez: por exemplo, se dependesse do seu aval, Marvin e Tammi jamais teriam gravado a adorável Ain’t No Mountain High) e provou a máxima de que você “não precisa de metereologista para saber qual é a direção do vento” A faixa que dá no me ao álbum, por exemplo, lançda como compacto (contra as ordens de Gordy, novamente) foi o maior sucesso de Marvin desde I Heard It Trough The Grapevine, vendendo quase três milhões de cópias.

1971 WHAT'S GOING ON

01. What's Going On
02. What's Happening Brother
03. Flyin' High (In The Friendly Sky)
04. Save The Children
05. God Is Love
06. Mercy Mercy Me (The Ecology)
07. Right On
08. Wholy Holy
09. Inner City Blues (Make Me Wanna Holler)

Bônus Tracks:
10. God Is Love (B-side)
11. Sad Tomorrows (B-side)

sexta-feira, 1 de novembro de 2013

Picassos Falsos

CARNE E OSSO
Texto: Mofo

Os anos 80 foram fundamentais para o rock brasileiro se consolidar. E, além das grandes bandas do período - RPM, Legião Urbana, Titãs - surgiram bandas menos famosas, mas extremamente criativas. Uma delas foi o grupo carioca Picassos Falsos, que foi um dos pioneiros ao tentar adaptar o samba, ou soul e o funk ao rock. A principal figura da banda era o vocalista Humberto Effe, que deixou sua marca nos dois discos lançados no final da década de 80. Uma carreira curta, porém, marcante.

Os Picassos Falsos começaram em 1985, no bairro da Tijuca, mas com outro nome: O Verso. O grupo era formado por Humberto Effe (voz e violão), Gustavo Corsi (guitarra, violão e cavaquinho), Caíca (baixo) e Abílio Rodrigues (bateria). Caíca ficou até 1987, quando entrou Zé Henrique Romanholli. Nesse período O Verso deixou de existir, sendo rebatizado pelo vocalista Alvin L. como Picassos Falsos.

E foi com essa formação que o grupo gravou a primeira demo, contendo "Carne e Osso", "Quadrinhos" e "Idade Média". A fitinha teve maciço apoio da rádio Fluminense FM, e acabou chamando a atenção do jornalista e produtor José Emílio Rondeau, o mesmo do primeiro LP da Legião Urbana. O grupo acabou assinando com a RCA, que havia montado um selo chamado Plug, para promover novas bandas. Uma delas foi o Violeta de Outono. Lançado em 1987, Picassos Falsos foi uma estréia inovadora e recebeu elogios por parte da crítica. Os maiores sucessos foram "Quadrinhos" e "Carne e osso", sendo que a primeira fez parte do programa Armação Ilimitada, da Rede Globo.

Os Picassos inovavam ao usar músicas incidentais; "Carne e osso", por exemplo, trazia trechos de "Se você Jurar", de Ismael Silva, além de "Cristina (Carlos Imperial-Tim Maia)", sucesso na voz de Tim.

1987 | PICASSOS FALSOS

01. Carne e Osso
(Mus. Inc. "Se Você Jurar/Cristina")
02 | Quadrinhos
03 | Que Horas São?
04 | Bater À Porta
05 | Últimos Carnavais
06 | Constrastes
07 | Bonnie e Clyde
08 | Um Bêbado
09 | Idade Média
10 | Olhos Mudos

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Com o lançamento, a banda teve uma lotada agendada de shows, onde se destacavam pelo ótimo nível dos músicos e a presença carismática de Humberto Effe, um dos letristas mais subestimados dos anos 80, além de ser um excelente performer. O grupo abusava de suas influências no palco, abusando dos ritmos regionais como ritmos nordestinos, samba, soul e funk.

Se Picassos Falsos foi uma ótima estréia, o próximo LP seria a grande obra da banda. Supercarioca é um disco ainda mais ousado e visionário, mesclando todos os ritmos regionais com Jimi Hendrix. O LP radicaliza os conceitos iniciais da banda, mas teve vendas inferiores ao disco de estréia.

Se as vendas foram mais modestas, o grupo tinha atingido o seu ápice artístico e o shows eram cada vez mais interessantes e cheios de referências. Na faixa "Bolero", a banda citava "Third Stone from the sun", do primeiro LP do The Jimi Hendrix Experience, Are You Experienced.

1988 | SUPERCARIOCA

01 | Retinas
02 | Bolero
(Mus. Inc. "Third Stone From The Sun")
03 | Marlene
(Mus. Inc. "Último desejo")
04 | Verões
05 | Wolverine
06 | Sangue
07 | O Homem Que Não Vendeu Sua Alma
08 | Fevereiro
09 | Fevereiro 2
10 | Rio de Janeiro
11 | Supercarioca

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A banda continuou na estrada, até o adeus, em 1990. Humberto tentou uma carreira solo, lançando um dico em 1990. Gustavo Corsi tocou com Ivo Meireles, Gabriel o Pensador, Marina Lima e Cláudio Zoli, e também com o Rio Sound Machine. Romanholi tentou a vida no Cruela Cruel (que contava com o guitarrista Feranando Magalhães, do Barão Vermelho), até abandonar a música e tentar a vida no jornalismo. Abílio trabalhou com Belchior e Ivo Meireles, abriu um estúdio e uma loja de instrumentos e formou-se em filosofia.

Segundo Gustavo Corsi, a banda se separou porque a gravadora exigia um novo LP e como eles atravessavam uma fase de pouca criativa, aliada com a pressão, resolveram terminar. Após ficar toda a década de 90 sumidos, eis que a banda volta no primeiro ano do Século XXI. O grupo tinha duas idéias: gravar um novo trabalho, Novo mundo, que foi editado apenas em 2005, pelo selo Psicotronica e o show Hipercariocas, onde tocavam músicas de Paulo da Portela, João Donato, Chico Buarque e João Nogueira.

Nessas apresentações contavam com a presença do percussionista francês David Villefort. Segundo Effe, em entrevista ao jornal O Globo, em 2001, "sempre usamos percussão nos disco, mas no palco éramos um quarteto. Não tínhamos esta preocupação."

2004 | NOVO MUNDO

01 | Você Não Consegue Entender
02 | Porta-Bandeira
03 | Presidente Vargas
04 | Rua do Desequilíbrio
05 | Zig Zag 2
06 | O Filme
07 | Novo Mundo
08 | Até Onde For Seguir
09 | Pra Deixar de Ficar Só
10 | Me Diga Seu Nome
11 | Eletricidade

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O grupo acabou chamando novamente a atenção e foram um dos destaques do TIM Festival, em novembro de 2004, o mais importante evento de música do país, na noite do dia 6. Eles abriram para a cantora PJ Harvey e o Primal Scream. Dividir o palco, no entanto, não animou muito os músicos. Ou como disse disse Romanholi, em uma entrevista ao Globo, em 2001: "O público ainda é ligado no que é produzido lá fora. Eu que já fui roqueiro radical, hoje não troco dez Strokes por um Mestre Ambrósio."

Desde então, a banda reuniu-se ocasionalmente, com planos de lançar um quarto disco jamais concretizado. Os dois discos se encontram fora de catálogo, mas eles foram reunidos na coletânea Picassos Falsos Hot 20, ainda que com as faixas fora de ordem.

sábado, 5 de outubro de 2013

Beto Guedes

Oriundo do Clube da Esquina, nesta página sua, Beto Guedes parece reinventar seu próprio clube, depois de tanto frequentar o clube dos irmãos mais velhos, Milton e Lô Borges. Com produção de Ronaldo Bastos e a participação de diversos músicos do antigo clube (Toninho Horta, Flávio Venturini, Vermelho), Beto Guedes acrescenta uma página elétrica ao som dos clubes mineiros de esquina, como num relâmpago. O disco, o som da banda e, principalmente, a voz de Beto Guedes, tem um pouco daquele ar de Minas Gerais, que, mesmo radicado em Belo Horizonte (Beto é de Montes Claros) faz tudo parecer meio de interior, de além das montanhas, de longe do mar. Seu timbre de voz é único, uma recriação tupiniquim de Bob Dylan ou Neil Young, mas com uma certa melancolia que lembra o mar distante, do outro lado da serra.

De certa forma, o clube da esquina e esta página elétrica seriam quase um... Novos Mineiros... Ao som de minas, agrega-se a guitarra fuzz de Beto sem que isso torne o relâmpago um disco de rock'n'roll, como disse, é uma página. E a página do relâmpago elétrico, faixa título que abre o lado A , é uma linda canção de amor na forma de raio, frases curtas e soltas que nunca caem no mesmo lugar, mas que são prenúncio de chuva forte.

Outra página da página é uma leve influência de rock progressivo em canções tanto quanto em faixas instrumentais (Chapéu de Sol) provavelmente devido a presença de Flávio eVenturini, que já tocava com o Terço e estava por formar o 14 bis. A presença de teclados é extensa, ora com Flávio, ora com Vermelho, oras com ambos. Mas a instrumentação não para aí: no mesmo formato do Clube, as seções de gravação incluíam muitos músicos e outro elemento importante é uma percussão variada que se agrega na receita do trovão. Trovão bem temperado, uma vez que com o excesso de sons, muitas vez a textura da massa se sobrepõe ao sabor, o que não é o caso aqui: esta é uma página de canções.

Texto: 1001 discos nacionais

1977 | A PÁGINA DO RELÂMPAGO ELÉTRICO

01. A Página Do Relâmpago Elétrico
02. Maria Solidária
03. Choveu
04. Chapéu de Sol
05. Tanto
06. Lumiar
07. Bandolim
08. Nascente
09. Salve Rainha
10. Belo Horizonte

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quarta-feira, 2 de outubro de 2013

ZERØ


Após ver o vocalista Guilherme Isnard reformular o grupo em 2002 e lançar o CD Electroacústico, o público do Zero comemora agora a reedição em CD do EP Passos no Escuro e do álbum Carne Humana.

Com o título Obra Completa, o CD reúne as dezesseis músicas que o Zero lançou pela gravadora EMI, entre 1986 e 1988. Ficam inéditos em CD a estréia do grupo, ainda em compacto, com 100% Paixão e Heróis, está última disponível no site oficial do grupo para download (http://www.bandazero.com/).

Formado em 1983, o Zero conseguiu seu maior sucesso com a canção Agora Eu Sei, balada romântica que conta com a participação de Paulo Ricardo, na época com o RPM batendo recordes de vendas de seu segundo disco, Rádio Pirata Ao Vivo.

Logo depois, as rádios começaram a tocar Formosa, um rock elegante na linha do Roxy Music e do Duran Duran. Agora Eu Sei e Formosa faziam parte do EP Passos no Escuro, tentativa fracassada da EMI em colocar nas lojas um produto mais barato para o público. A gravadora imaginava que ao lançar um "mini-lp" de sete músicas, cobrando menos por isso, as vendas aumentariam. O plano dos executivos esbarrou nos lojistas que vendiam o tal do "mini-lp" com o mesmo preço de um disco completo.

Mesmo assim, o formato abriu as portas do mercado para bandas como Plebe Rude (que estreou com O Concreto Já rachou) e do Zero.

Pouco tempo depois, Guilherme Isnard e cia estavam em estúdio para gravar Carne Humana. Seguindo na linha tecnopop do disco de estréia, o grupo colocou nas paradas o rock Quimeras e a balada A Luta e o Prazer.

Por divergências musicais, a banda se separou na virada da década de 90, voltando a se reunir em 2002 para o lançamento de Electroacústico, CD que traz vários dos hits do grupo em novas versões.

A capa de Obra Completa homenageia um trabalho do pintor Norman Rockwell, The Conaisseur, que retrata um observador diante de uma tela de Pollock, questionando a arte abstrata.

2003 | OBRA COMPLETA

Cada Fio Um Sonho
Agora Eu Sei
Formosa
Os Olhos Falam
Passos No Escuro
Quero Te Contar
Algum Vício
Quimeras
Linha da Vida
Abuso de Poder
Medo de Voar
Carne Humana
Seu Planeta
Game Over
Sem Pudor
A Luta e o Prazer

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quinta-feira, 5 de setembro de 2013

Muzak

Power-trio paulista de post punk, criado em 1984 e formado por Osmar (baixo e voz), Nivaldo (guitarras), Victor Leite (bateria) e Régis (bateria - substituindo Victor). Surgiram dentro da cena underground em São Paulo, influenciados primeiramente, pelas bandas inglesas Killing Joke e Gang of Four. As letras de suas canções tinham como característica o caos urbano e suas consequências e o som produzido era muitas vezes propositalmente assimétrico e hardcore (Ilha Urbana) servindo de trilha sonora para suas divagações existenciais e críticas.

Em 1985 foram convidados a participar de uma coletãnea do selo Baratos Afins chamada Não São Paulo, onde foram gravadas as músicas Ilha Urbana e Jovem Ateus.

Em 1986 foram contratados pela EMI-Odeon e lançaram o mini-lp Muzak, contendo as musicas: Onde Estou, Pés no Vazio, Céu Escuro, Teu Coração, Longe Demais e Rosto Humano.

Em 2004 a dupla Tétine juntamente com a gravadora inglesa Soul Jazz Records lançou na Europa a coletânea The Sexual Life of Savages - Underground Post-Punk from São Paulo, com a faixa Ilha Urbana, no mesmo ano outra coletânea semelhante é lançada na Alemanha pelo selo Man Recordings com o título No Wave, contendo a musica Ilha Urbana…

Texto: Last.fm

1986 | MUZAK

01 | Onde Estou?
02 | Pés no Vazio
03 | Rosto Humano
04 | Longe de Mais
05 | Teu Coração
06 | Céu Escuro


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