DESEJO
Desejo primeiro que você ame,
E que amando, também seja amado.
E que se não for, seja breve em esquecer.
E que esquecendo, não guarde mágoa.
Desejo, pois, que não seja assim,
Mas se for, saiba ser sem desesperar.
Desejo também que tenha amigos,
Que mesmo maus e inconseqüentes,
Sejam corajosos e fiéis,
E que pelo menos num deles
Você possa confiar sem duvidar.
E porque a vida é assim,
Desejo ainda que você tenha inimigos.
Nem muitos, nem poucos,
Mas na medida exata para que, algumas vezes,
Você se interpele a respeito
De suas próprias certezas.
E que entre eles, haja pelo menos um que seja justo,
Para que você não se sinta demasiado seguro.
Desejo depois que você seja útil,
Mas não insubstituível.
E que nos maus momentos,
Quando não restar mais nada,
Essa utilidade seja suficiente para manter você de pé.
Desejo ainda que você seja tolerante,
Não com os que erram pouco, porque isso é fácil,
Mas com os que erram muito e irremediavelmente,
E que fazendo bom uso dessa tolerância,
Você sirva de exemplo aos outros.
Desejo que você, sendo jovem,
Não amadureça depressa demais,
E que sendo maduro, não insista em rejuvenescer
E que sendo velho, não se dedique ao desespero.
Porque cada idade tem o seu prazer e a sua dor e
É preciso deixar que eles escorram por entre nós.
Desejo por sinal que você seja triste,
Não o ano todo, mas apenas um dia.
Mas que nesse dia descubra
Que o riso diário é bom,
O riso habitual é insosso e o riso constante é insano.
Desejo que você descubra ,
Com o máximo de urgência,
Acima e a respeito de tudo, que existem oprimidos,
Injustiçados e infelizes, e que estão à sua volta.
Desejo ainda que você afague um gato,
Alimente um cuco e ouça o joão-de-barro
Erguer triunfante o seu canto matinal
Porque, assim, você se sentirá bem por nada.
Desejo também que você plante uma semente,
Por mais minúscula que seja,
E acompanhe o seu crescimento,
Para que você saiba de quantas
Muitas vidas é feita uma árvore.
Desejo, outrossim, que você tenha dinheiro,
Porque é preciso ser prático.
E que pelo menos uma vez por ano
Coloque um pouco dele
Na sua frente e diga "Isso é meu",
Só para que fique bem claro quem é o dono de quem.
Desejo também que nenhum de seus afetos morra,
Por ele e por você,
Mas que se morrer, você possa chorar
Sem se lamentar e sofrer sem se culpar.
Desejo por fim que você sendo homem,
Tenha uma boa mulher,
E que sendo mulher,
Tenha um bom homem
E que se amem hoje, amanhã e nos dias seguintes,
E quando estiverem exaustos e sorridentes,
Ainda haja amor para recomeçar.
E se tudo isso acontecer,
Não tenho mais nada a te desejar.
quinta-feira, 30 de setembro de 2010
Victor Hugo
quarta-feira, 29 de setembro de 2010
Jackie-O Motherfucker
Veteranos em boa forma e título novo que mais se parece a seleção de grandes momentos da carreira, um salve para Tom Greenwood e seu enigmático (e incrivelmente batizado) coletivo Jackie-O Motherfucker.
São 15 anos de estrada e, com esse Ballads of the Revolution, aproximadamente dez álbuns com a assinatura dos improvisadores de Portland (vasta discografia alternativa). Trata-se de mais uma "experiência" proposta pela visionária banda, ocasionalmente mais acessível, ou menos hermética.
Com um pouco de tudo que os caracteriza: colagens/cut ups, turntablism, microeletrônica, ataques e sonoridades do tipo improv/free, blues, gospel, folk tudo a serviço de uma (trans)leitura idiossincrática e fantástica de certas tradições americanas. Estranha beleza emanando dos arquivos inclassificáveis.
Apesar do culto, continuam sua estranha saga como um dos segredos mais bem guardados e preciosos da marginália sônica americana.
Por | Fábio MassariSão 15 anos de estrada e, com esse Ballads of the Revolution, aproximadamente dez álbuns com a assinatura dos improvisadores de Portland (vasta discografia alternativa). Trata-se de mais uma "experiência" proposta pela visionária banda, ocasionalmente mais acessível, ou menos hermética.
Com um pouco de tudo que os caracteriza: colagens/cut ups, turntablism, microeletrônica, ataques e sonoridades do tipo improv/free, blues, gospel, folk tudo a serviço de uma (trans)leitura idiossincrática e fantástica de certas tradições americanas. Estranha beleza emanando dos arquivos inclassificáveis.
Apesar do culto, continuam sua estranha saga como um dos segredos mais bem guardados e preciosos da marginália sônica americana.
2009 - BALLADS OF THE REVOLUTION
01 | Nightingale
02 | Dark Falcons
03 | Skylight
04 | The Corner
05 | The Cryin’ Sea
06 | A Mania
DOWNLOAD
01 | Nightingale
02 | Dark Falcons
03 | Skylight
04 | The Corner
05 | The Cryin’ Sea
06 | A Mania
DOWNLOAD
terça-feira, 28 de setembro de 2010
Levitação
Pintura: Sr. do Vale
0,72m x 0,54m
Meus estágios:
além terra
além mar
além céu...
Sou muito mais
do que cabe em mim
por isso flutuo
levito
inspiro a fim de ter a força
que me leva acima
para observar meu infinito.
Lara Amaral
Do blog:
...::: Partículas do Sentido :::...
Garotos Podres
Primeiro álbum da banda Garotos Podres, editado em 1985.
Gravado e mixado em 12 horas em 8 canais no estúdio Vice-Versa em São Paulo, produzido por Redson, vocalista e guitarrista do Cólera. Inicialmente seria lançado em demo-tape, porém foi lançado pelo selo Rocker em formato LP.
A música "Johnny" foi censurada, sendo proibida a sua execução pelos meios de comunicação. As músicas "Papai-Noel Filho da Puta" e "Maldita Polícia" foram mudadas propositalmente pela banda para burlar a censura.
Em 1986 foi lançada uma segunda tiragem pelo selo Lup-Som. Em 1987 o selo Lup-Som lança uma terceira tiragem com o título Pisando na M..., e com outra capa. A origem do título se deve ao incidente em que os Garotos Podres, insatisfeitos com os trabalhos e o descaso da gravadora, pisaram em merda de cachorro pela rua e deram um passeio pelo escritório acarpetado desta gravadora.
Esse álbum chegou a marca das 50.000 cópias vendidas, um recorde de vendagem de discos independentes na época do lançamento.
Gravado e mixado em 12 horas em 8 canais no estúdio Vice-Versa em São Paulo, produzido por Redson, vocalista e guitarrista do Cólera. Inicialmente seria lançado em demo-tape, porém foi lançado pelo selo Rocker em formato LP.
A música "Johnny" foi censurada, sendo proibida a sua execução pelos meios de comunicação. As músicas "Papai-Noel Filho da Puta" e "Maldita Polícia" foram mudadas propositalmente pela banda para burlar a censura.
Em 1986 foi lançada uma segunda tiragem pelo selo Lup-Som. Em 1987 o selo Lup-Som lança uma terceira tiragem com o título Pisando na M..., e com outra capa. A origem do título se deve ao incidente em que os Garotos Podres, insatisfeitos com os trabalhos e o descaso da gravadora, pisaram em merda de cachorro pela rua e deram um passeio pelo escritório acarpetado desta gravadora.
Esse álbum chegou a marca das 50.000 cópias vendidas, um recorde de vendagem de discos independentes na época do lançamento.
1985 - MAIS PODRES DO QUE NUNCA01. Não Devemos Temer
02. Johnny
03. Insatisfaçâo
04. Maldita Preguiça
05. Vou Fazar Cocô
06. Anarkia Oi
07. Eu Não Sei o Que Quero
08. Papai-Noel Velho Batuta
09. Miseráveis Ovelhas
10. Liberdade (Onde está?)
11. Führer
DOWNLOAD
terça-feira, 21 de setembro de 2010
domingo, 19 de setembro de 2010
Gueto
Por: Luiz Carlos Betenheuser Júnior
A banda Gueto surgiu em meados da década de 80, na zona norte paulistana, atingindo o sucesso no final dos 80 início dos 90, quando chegou a fazer dois shows em dias consecutivos em Curitiba, no antigo Aeroanta (que ficava na Rua Piquiri).
Tidos agora como visionários, a frente do seu tempo em tempo em se tratando de Brasil, por misturarem o rock, o rap, o funk, o heavy metal e o hip hop. Tudo misturado, criou um som funkly, dançante sem ser chato. Justamente por ser ao mesmo tempo dançante, sem ser xarope (pelo contrário), a banda agradava públicos de ambos os sexos.
O primeiro disco, “Estação Primeira”(1987), que tinha Márcio, Júlio César, Marcola e Edson-X na banda, contou com o trombonista Raul de Souza e o percussionista Luiz Batera. Desse primeiro trabalho, as músicas “G.U.E.T.O”, “Estação Primeira”, “A mesma dor“ e “Borboleta Psicodélica” foram os carros-chefes do disco, chegando a tocar bastante na rádio Estação Primeira.
A mistura de ritmos deixou ao Gueto o legado de ser uma banda de vanguarda em se tratando de bandas brasileiras, revolucionando conceitos muito utilizados mais de duas décadas depois.
Nos shows, a banda costumava tocar uma versão para “The Lady don’t Mind”, do Talking Heads, e “I Can See Clearly Now”, de Johnny Nash, com destaque para os falcetes de Júlio César, o JC.
A banda fez mais um disco que teve boa aceitação do público “E agora é pra dançar?”. Com a saída do vocalista, a banda perdeu força, lançou anos depois um disco fraquíssimo, que não foi bem aceito pelos fãs. No final do século passado, a Warner relançou os dois primeiros trabalhos do Gueto.
1987 | ESTAÇÃO PRIMEIRA01 | G.U.E.T.O.
02 | A mesma dor
03 | Uma estória
04 | Esse homem é você
05 | Emoção
06 | Borboleta psicodélica
07 | Você errou
08 | Estação primeira
09 | Ensaio geral
DOWNLOAD
1989 | E AGORA É PRÁ DANÇAR01 | Você sabe bem
02 | Eu quero ter você
03 | Balaio de gato
04 | Orgulho
05 | Estive aqui
06 | Não sou eu, é onde eu vivo
07 | Respeito
08 | Eu sinto
09 | Alma
10 | Um louco caso
DOWNLOAD
quinta-feira, 16 de setembro de 2010
Talk Talk
O Talk Talk é conhecido no Brasil apenas por uma música, “It’s My Life” (“It’s my life / don’t you forget / it’s my life / it never ends”). Apesar de ser uma grande canção, ela nos dá uma impressão errada sobre a banda. Por causa de sua sonoridade característica dos anos 80, muita gente acaba classificando o Talk Talk como uma banda imitação do Duran Duran. Isso pode até ser verdade se o Talk Talk parasse de gravar em 1985. O que muitos não sabem é que o Talk Talk é uma das bandas mais ousadas, visionárias e subestimadas de toda a história do rock.
O líder e mentor do Talk Talk é um cara chamado Mark Hollis, que, em 1977, resolveu largar o curso de psicologia infantil na universidade de Sussex, se mudar para Londres e formar a banda The Reaction. Seu irmão, Ed Hollis, que era bem conhecido no meio (ele era produtor da banda punk Eddie and the Hot Rods e, anos mais tarde, veio a trabalhar com os grandes The Damned e Stiff Little Fingers) ajudou o The Reaction a lançar o single “I Can’t Resist”. Depois deste único lançamento, o The Reaction se desintegrou e Mark passou dois anos escrevendo novas canções até, através de seu irmão Ed, ser apresentado ao baterista Lee Harris, ao baixista Paul Webb e ao tecladista Simon Brenner. Formava-se assim, em 1981, o Talk Talk.
Depois de ouvir algumas demos e ver algumas apresentações ao vivo, a EMI decide assinar com o Talk Talk. A gravadora tinha em mente lançar o Talk Talk como uma banda bem na linha do, na época, ultra-famosos Duran Duran. Por isso, até o mesmo produtor, Colin Thurston, é chamado para trabalhar no primeiro álbum, “The Party’s Over”, lançado em 1982. Apesar do sucesso do disco impulsionado pelos hits “Today” e “Talk Talk”, a banda se mostra bastante insatisfeita com o produtor do Duran Duran e com o tecladista Simon Brenner e resolve substituí-los por um só homem, Tim Friese-Greene, fato que veio mudar drasticamente os rumos do Talk Talk.
Em Friese-Greene, Mark Hollis encontra o parceiro ideal para realizar todas as suas ambições musicais. O segundo álbum, “It’s My Life”, lançado em 1984, mostra uma incrível evolução em relação ao primeiro álbum com a inclusão de canções mais introspectivas como “Renée” e “Tomorrow Started”. Apesar de ter atingido um sucesso menor do que o esperado no Reino Unido, “It’s My Life” conquista disco de ouro na Europa e o grupo também consegue certa notoriedade nos EUA.
Em 1986, o grupo dá mais um passo adiante, artística e comercialmente, e lança “The Colour of Spring”. Nesse disco, o Talk Talk finalmente decide largar a sonoridade enlatada característica de seus contemporâneos e faz uma obra ousada, com arranjos complexos, som mais orgânico e, ainda assim, pop. “Life’s What You Make It”, “Give It Up” e “Living in Another World” fazem de “The Colour of Spring” o disco mais vendido da carreira da banda. Assim, o Talk Talk ganha maior confiança de sua gravadora EMI, que dá à banda liberdade financeira para a gravação do álbum subseqüente.
Mark Hollis se muda de Londres para a pacata Suffolk e o Talk Talk leva catorze meses para gravar “Spirit of Eden”, lançado em 1988. Nesse meio tempo, Hollis se recusou a mandar qualquer demo para sua gravadora e ainda anunciou que não haveria singles nem turnês promocionais, já que era impossível recriar ao vivo a complexidade que a banda atingira em estúdio. Diz a lenda que quando o diretor artístico da EMI ouviu “Spirit of Eden” pela primeira vez, ele chorou. Se é por causa de sua beleza ou por que o disco não era nem um pouco parecido com o bem sucedido “The Colour of Spring”, ninguém sabe. O que é fácil identificar é o nível que a banda havia atingido. “Spirit of Eden” é um disco que rejeita qualquer classificação, mas, ao mesmo tempo, abrange todas: rock, blues, jazz, pop, erudito. Não é nem preciso dizer que o disco foi um fracasso de vendas, mas aclamado pela crítica. “Spirit of Eden” ainda é o disco favorito de muitos artistas como Sarah McLachlan, Rob Dickinson, do Catherine Wheel e Cliff Jones, do Gay Dad.
Para tentar compensar os gastos de “Spirit of Eden”, a EMI lança em 1990, a coletânea “Natural History: The Very Best Of Talk Talk”, que, surpreendentemente, vende mais de um milhão de cópias.
Em 1991, o Talk Talk, já sem o baixista Paul Webb, lança “Laughing Stock”pelo selo de jazz Verve da Polydoor. “Laughing Stock” é para muitos a obra-prima do Talk Talk, mas, infelizmente, o último disco da banda.
Paul Webb e Lee Harris juntaram forças novamente e formaram a banda ‘O’Rang, que lançou o primeiro disco “Herd of Instinct”, em 1995. A dupla também participa de “Out of Season”, primeiro disco solo da cantora do Portishead, Beth Gibbons, lançado em outubro de 2002. Mark Hollis desapareceu por sete anos e voltou só em 1998 com seu primeiro álbum solo. Em 1999, é lançado o disco ao vivo “London 1986”.
O líder e mentor do Talk Talk é um cara chamado Mark Hollis, que, em 1977, resolveu largar o curso de psicologia infantil na universidade de Sussex, se mudar para Londres e formar a banda The Reaction. Seu irmão, Ed Hollis, que era bem conhecido no meio (ele era produtor da banda punk Eddie and the Hot Rods e, anos mais tarde, veio a trabalhar com os grandes The Damned e Stiff Little Fingers) ajudou o The Reaction a lançar o single “I Can’t Resist”. Depois deste único lançamento, o The Reaction se desintegrou e Mark passou dois anos escrevendo novas canções até, através de seu irmão Ed, ser apresentado ao baterista Lee Harris, ao baixista Paul Webb e ao tecladista Simon Brenner. Formava-se assim, em 1981, o Talk Talk.
Depois de ouvir algumas demos e ver algumas apresentações ao vivo, a EMI decide assinar com o Talk Talk. A gravadora tinha em mente lançar o Talk Talk como uma banda bem na linha do, na época, ultra-famosos Duran Duran. Por isso, até o mesmo produtor, Colin Thurston, é chamado para trabalhar no primeiro álbum, “The Party’s Over”, lançado em 1982. Apesar do sucesso do disco impulsionado pelos hits “Today” e “Talk Talk”, a banda se mostra bastante insatisfeita com o produtor do Duran Duran e com o tecladista Simon Brenner e resolve substituí-los por um só homem, Tim Friese-Greene, fato que veio mudar drasticamente os rumos do Talk Talk.
Em Friese-Greene, Mark Hollis encontra o parceiro ideal para realizar todas as suas ambições musicais. O segundo álbum, “It’s My Life”, lançado em 1984, mostra uma incrível evolução em relação ao primeiro álbum com a inclusão de canções mais introspectivas como “Renée” e “Tomorrow Started”. Apesar de ter atingido um sucesso menor do que o esperado no Reino Unido, “It’s My Life” conquista disco de ouro na Europa e o grupo também consegue certa notoriedade nos EUA.
Em 1986, o grupo dá mais um passo adiante, artística e comercialmente, e lança “The Colour of Spring”. Nesse disco, o Talk Talk finalmente decide largar a sonoridade enlatada característica de seus contemporâneos e faz uma obra ousada, com arranjos complexos, som mais orgânico e, ainda assim, pop. “Life’s What You Make It”, “Give It Up” e “Living in Another World” fazem de “The Colour of Spring” o disco mais vendido da carreira da banda. Assim, o Talk Talk ganha maior confiança de sua gravadora EMI, que dá à banda liberdade financeira para a gravação do álbum subseqüente.
Mark Hollis se muda de Londres para a pacata Suffolk e o Talk Talk leva catorze meses para gravar “Spirit of Eden”, lançado em 1988. Nesse meio tempo, Hollis se recusou a mandar qualquer demo para sua gravadora e ainda anunciou que não haveria singles nem turnês promocionais, já que era impossível recriar ao vivo a complexidade que a banda atingira em estúdio. Diz a lenda que quando o diretor artístico da EMI ouviu “Spirit of Eden” pela primeira vez, ele chorou. Se é por causa de sua beleza ou por que o disco não era nem um pouco parecido com o bem sucedido “The Colour of Spring”, ninguém sabe. O que é fácil identificar é o nível que a banda havia atingido. “Spirit of Eden” é um disco que rejeita qualquer classificação, mas, ao mesmo tempo, abrange todas: rock, blues, jazz, pop, erudito. Não é nem preciso dizer que o disco foi um fracasso de vendas, mas aclamado pela crítica. “Spirit of Eden” ainda é o disco favorito de muitos artistas como Sarah McLachlan, Rob Dickinson, do Catherine Wheel e Cliff Jones, do Gay Dad.
Para tentar compensar os gastos de “Spirit of Eden”, a EMI lança em 1990, a coletânea “Natural History: The Very Best Of Talk Talk”, que, surpreendentemente, vende mais de um milhão de cópias.
Em 1991, o Talk Talk, já sem o baixista Paul Webb, lança “Laughing Stock”pelo selo de jazz Verve da Polydoor. “Laughing Stock” é para muitos a obra-prima do Talk Talk, mas, infelizmente, o último disco da banda.
Paul Webb e Lee Harris juntaram forças novamente e formaram a banda ‘O’Rang, que lançou o primeiro disco “Herd of Instinct”, em 1995. A dupla também participa de “Out of Season”, primeiro disco solo da cantora do Portishead, Beth Gibbons, lançado em outubro de 2002. Mark Hollis desapareceu por sete anos e voltou só em 1998 com seu primeiro álbum solo. Em 1999, é lançado o disco ao vivo “London 1986”.
01 | Dum Dum Girl
02 | Such a Shame
03 | Renée
04 | It's My Life
05 | Tomorrow Started
06 | The Last Time
07 | Call in the Night Boy
08 | Does Caroline Know?
09 | It's Youaney
DOWNLOAD
segunda-feira, 13 de setembro de 2010
Fernanda Takai
Adolescente no Rio de Janeiro, a primeira vez que vi e ouvi Nara Leão me apaixonei. Era um show de bossa nova – a nova moda recém-inventada por João Gilberto. Bossa nova não era só uma música, era um estado de espírito, dizia Ronaldo Bôscoli, apresentador do show e namorado de Nara. Ele sabia do que falava: ela era a encarnação da nova estética da bossa nova, com sua voz pequena e sua grande timidez, uma garota moderna de Copacabana com ares europeus e um look meio oriental, livre e independente, muito diferente de todas garotas que eu conhecia.
Dali em diante virei seu fã e, pouco depois e até o final, também seu amigo e parceiro de aventuras musicais. Acompanhei de perto a sua trajetória única na música brasileira, primeiro como musa da bossa nova, depois como fundadora da MPB e voz da oposição à ditadura, Nara doce guerreira, tropicalista de primeira hora, revelando talentos, quebrando preconceitos, renovando o samba e o chôro, a bossa nova e a MPB, Nara eternamente moderna, a voz mais inteligente do Brasil. Além disso, como raras artistas de seu tempo, Nara conduziu sua vida e sua carreira com liberdade, integridade e independência e sempre fez o que queria, como queria e quando seu coração de leão mandava.
40 anos depois, ouvi o Pato Fu e Fernanda Takai, vi seus clipes. Adorei. Minha primeira impressão foi um alto elogio: puxa, essa garota é a Nara Leão do pop rock. O oposto da exuberância e vulgaridade das estrelas pop, Fernanda era discreta e original, cool e elegante, tinha um look meio oriental e cantava letras inteligentes e irônicas com doçura e firmeza, uma garota tão moderna, tímida e talentosa quanto Nara em 1959.
Quando finalmente conheci Fernanda, em 2006, não resisti e sugeri que ela seria a cantora ideal para fazer um grande disco com releituras modernas das músicas que marcaram a carreira de Nara. Para minha surpresa, ela conhecia várias, e gostava muito, o pai tocava os discos de Nara para ela desde criança. Me pediu uma lista de sugestões e disse que faria alguma coisa com John em seu estúdio de casa e me mandaria. E logo veio uma, ótima, depois outra, bonitíssima, diferentona, e mais uma, beleza ! Tudo em mp3 por email, eu respondia com elogios e sugestõezinhas, e quando olhamos, e ouvimos, estávamos com um disco pronto ! E muito lindo, que com certeza Nara ouviria com prazer, alegria e orgulho, um disco que honra a sua memória e a revive e renova. Simples assim, quase sem querer, querendo muito. A cara de Fernanda, a cara de Nara.
O mais interessante desse disco feito em casa e co-produzido à distância é que, por sua geração e formação pop rock, Fernanda e John tinham pouca familiaridade com o universo rítmico do samba, chôro e bossa nova de Nara, o que resultou em leituras surpreendentes e renovadoras de todas as canções, escolhidas entre as mais importantes da carreira de Nara. O pop, o rock, o folk, o jazz, o dixieland, o baião-techno, o soul branco de John e Fernanda (com o auxílio luxuoso dos teclados polivalentes de Lulu Camargo) renovam e reinventam grandes canções de mestres como Chico Buarque, Zé Kéti, Roberto e Erasmo Carlos, Caetano Veloso, Tom Jobim e Vinicius de Moraes, Ernesto Nazareth e Nelson Cavaquinho, com beats, loops, grooves, timbres, solos e arranjos do terceiro milênio. A graça e o bom gosto, a elegância e a discrição – além de um look meio oriental – unem a delicadeza e a inteligência da música de Nara e Fernanda.
Dali em diante virei seu fã e, pouco depois e até o final, também seu amigo e parceiro de aventuras musicais. Acompanhei de perto a sua trajetória única na música brasileira, primeiro como musa da bossa nova, depois como fundadora da MPB e voz da oposição à ditadura, Nara doce guerreira, tropicalista de primeira hora, revelando talentos, quebrando preconceitos, renovando o samba e o chôro, a bossa nova e a MPB, Nara eternamente moderna, a voz mais inteligente do Brasil. Além disso, como raras artistas de seu tempo, Nara conduziu sua vida e sua carreira com liberdade, integridade e independência e sempre fez o que queria, como queria e quando seu coração de leão mandava.
40 anos depois, ouvi o Pato Fu e Fernanda Takai, vi seus clipes. Adorei. Minha primeira impressão foi um alto elogio: puxa, essa garota é a Nara Leão do pop rock. O oposto da exuberância e vulgaridade das estrelas pop, Fernanda era discreta e original, cool e elegante, tinha um look meio oriental e cantava letras inteligentes e irônicas com doçura e firmeza, uma garota tão moderna, tímida e talentosa quanto Nara em 1959.
Quando finalmente conheci Fernanda, em 2006, não resisti e sugeri que ela seria a cantora ideal para fazer um grande disco com releituras modernas das músicas que marcaram a carreira de Nara. Para minha surpresa, ela conhecia várias, e gostava muito, o pai tocava os discos de Nara para ela desde criança. Me pediu uma lista de sugestões e disse que faria alguma coisa com John em seu estúdio de casa e me mandaria. E logo veio uma, ótima, depois outra, bonitíssima, diferentona, e mais uma, beleza ! Tudo em mp3 por email, eu respondia com elogios e sugestõezinhas, e quando olhamos, e ouvimos, estávamos com um disco pronto ! E muito lindo, que com certeza Nara ouviria com prazer, alegria e orgulho, um disco que honra a sua memória e a revive e renova. Simples assim, quase sem querer, querendo muito. A cara de Fernanda, a cara de Nara.
O mais interessante desse disco feito em casa e co-produzido à distância é que, por sua geração e formação pop rock, Fernanda e John tinham pouca familiaridade com o universo rítmico do samba, chôro e bossa nova de Nara, o que resultou em leituras surpreendentes e renovadoras de todas as canções, escolhidas entre as mais importantes da carreira de Nara. O pop, o rock, o folk, o jazz, o dixieland, o baião-techno, o soul branco de John e Fernanda (com o auxílio luxuoso dos teclados polivalentes de Lulu Camargo) renovam e reinventam grandes canções de mestres como Chico Buarque, Zé Kéti, Roberto e Erasmo Carlos, Caetano Veloso, Tom Jobim e Vinicius de Moraes, Ernesto Nazareth e Nelson Cavaquinho, com beats, loops, grooves, timbres, solos e arranjos do terceiro milênio. A graça e o bom gosto, a elegância e a discrição – além de um look meio oriental – unem a delicadeza e a inteligência da música de Nara e Fernanda.
2007 | ONDE BRILHEM OS OLHOS SEUS
01 | Diz Que Fui Por Ai
02 | Lindoneia
03 | Com Açúcar, Com Afeto
04 | Luz Negra
05 | Debaixo dos Caracóis dos Seus Cabelos
06 | Insensatez
07 | Odeon
08 | Seja o Meu Céu
09 | Estrada do Sol
10 | Trevo de Quatro Folhas
11 | Descansa Coração
12 | Canta, Maria
13 | Ta-hi
DOWNLOAD
2009 | LUZ NEGRA
01 | Intro: Luz Negra
02 | Diz que Fui por Aí
03 | There Must Be an Angel (Playing With My Heart)
04 | Com Açúcar, com Afeto
05 | Insensatez
06 | Kobune (O Barquinho)
07 | Você Já Me Esqueceu
08 | Odeon
09 | Ordinary World
10 | Debaixo dos Caracóis dos Seus Cabelos
11 | 5 Discos
12 | Ben
13 | Trevo de Quatro Folhas
14 | Sinhá Pureza
DOWNLOAD
01 | Diz Que Fui Por Ai
02 | Lindoneia
03 | Com Açúcar, Com Afeto
04 | Luz Negra
05 | Debaixo dos Caracóis dos Seus Cabelos
06 | Insensatez
07 | Odeon
08 | Seja o Meu Céu
09 | Estrada do Sol
10 | Trevo de Quatro Folhas
11 | Descansa Coração
12 | Canta, Maria
13 | Ta-hi
DOWNLOAD
2009 | LUZ NEGRA
01 | Intro: Luz Negra
02 | Diz que Fui por Aí
03 | There Must Be an Angel (Playing With My Heart)
04 | Com Açúcar, com Afeto
05 | Insensatez
06 | Kobune (O Barquinho)
07 | Você Já Me Esqueceu
08 | Odeon
09 | Ordinary World
10 | Debaixo dos Caracóis dos Seus Cabelos
11 | 5 Discos
12 | Ben
13 | Trevo de Quatro Folhas
14 | Sinhá Pureza
DOWNLOAD
domingo, 5 de setembro de 2010
John Lennon
Mind Games consegue ser leve como o álbum Imagine, porém sem a orquestração e produção típica de Phil Spector, o que neste caso, faz bem ao trabalho. O álbum é também repleto de trocadilhos e expressões idiomáticas inglesas e americanas.
Encontra-se aqui rocks filosóficos, composições acústicas e baladas românticas, ao mesmo tempo em que se oferece letras interessantes, sempre associados ao amor e ideologias pacifistas. O tema central é essencialmente a conscientização da sociedade da necessidade de homens e mulheres dividirem igualmente as responsabilidades do mundo e de suas vidas, em harmonia.
Por: Márcio Ribeiro
01 | Mind Games
02 | Tight A$
03 | Aisumasen (I'm Sorry)
04 | One Day (At a Time)
05 | Bring on the Lucie (Freda Peeple)
06 | Nutopian International Anthem
07 | Intuition
08 | Out the Blue
09 | Only People
10 | I Know (I Know)
11 | You Are Here
12 | Meat City
DOWNLOAD
terça-feira, 31 de agosto de 2010
Os Mutantes
"Vejo que no fim nada mudou
O mundo ainda gira e ninguém parou
Tudo que foi nunca nos deixou
Nós somos a história que o mundo contou"
'Nada Mudou' - Vitor Trida
O mundo ainda gira e ninguém parou
Tudo que foi nunca nos deixou
Nós somos a história que o mundo contou"
'Nada Mudou' - Vitor Trida
E então chega às lojas o mais novo registro de estúdio em 35 anos d’Os Mutantes, “Haih... or Amortecedor”. Nas lojas do mundo todo, menos do Brasil, e é por aí que começa a estranheza do novo trabalho. Uma banda que vai além de ser brasileira, uma banda que exala brasilidade, não ter seu trabalho lançado na terra natal. Europeus, norte-americanos, japoneses, australianos e canadenses já podem conferir “Haih”, mas os brasileiros não.
Como todo fã de Mutantes, resisti um pouco, cheguei a pensar que seria melhor não ouvir para evitar decepção. Seria melhor não ser lançado, existem bandas que acabam e pronto. Mas, como todo fã, não resisti, e talvez pela desconfiança é que o disco surpreende tanto. Engana-se, claro, quem espera encontrar Os Mutantes de 1968 nas novas composições, mas como disse Sérgio Dias, o último mutante original na banda, é um disco honesto e não tem nada a ver com nenhum trabalho anterior, é um trabalho novo.
O disco começa e termina com uma colagem, “Hymns of the World Pt.1 (Intro)” e “Hymns of the World Pt.2 (Final)”. Na primeira parte, Vladimir Putin dirige-se ao exército soviético, na segunda, o hino brasileiro mesclado com o soviético. Soa enigmático.
“Querida Querida” é a segunda faixa do disco, e impressiona pelas altas notas alcançadas pela vocalista Bia Medes. A composição e o ritmo também agradam, denunciam o inegável passado mutante e dão fôlego para seguir a audição, já sem aquele ‘pé atrás’.
O companheiro tropicalista Tom Zé é co-autor de seis faixas e ainda divide com Bia Mendes os vocais de “Anagrama”, uma balada bem melosa e provavelmente a mais pop do disco.
Outra colaboração é do também companheiro de outras datas Jorge Ben Jor, com a inédita “O Careca”. A fórmula parece a mesma de “A Minha Menina”, de 1968: um rock com uma pitada grande de samba, uma letra repetitiva e grudenta, bem menos agradável do que a irmã de 1968.
“2000 e Agarrum” é uma mistura que soa um tanto difícil, talvez a mais estranha do disco. Mistura ritmos latinos com nordestinos e ainda algo que parece uma fanfarra. Francamente, experimentalismo demais e até bem gratuito. Experimentalismo que lembra muito os trabalhos do já citado Tom Zé.
“Bagdad Blues” carrega também um certo experimentalismo, mas não é nada exagerado. Essa sim me parece bem dosada, bem composta e bem cantada. Sim, Sérgio até grita, e fica ótimo!
Ainda nas comparações inevitáveis, “Samba do Fidel” também tem uma irmã de décadas atrás, muito parecida com “El Justiciero” de 1971, menos divertida, porém bem crítica e ácida. “Nada Mudou” também lembra a sonoridade antiga, principalmente o instrumental a la Beatles e os vocais mais adocicados de Sérgio Dias.
“Teclar”, “O Mensageiro”, “Gopala Krishna Om” e “Neurociência do Amor” têm uma cara bem atual, com a pitada certa de saudosismo. Essas realmente me parecem bem ‘honestas’, como foi citado no início.
Todas mostram a pegada de quem viveu e transformou os tempos áureos do tropicalismo, da experimentação, mas que entende que disso só se pode trazer a lembrança, a influência, impossível fazer tudo como era antes. Quem entender isso, essa localização de um álbum d’Os Mutantes no século XXI e não comparar com os loucos anos 70, com certeza vai desfrutar de um belo trabalho.
Como todo fã de Mutantes, resisti um pouco, cheguei a pensar que seria melhor não ouvir para evitar decepção. Seria melhor não ser lançado, existem bandas que acabam e pronto. Mas, como todo fã, não resisti, e talvez pela desconfiança é que o disco surpreende tanto. Engana-se, claro, quem espera encontrar Os Mutantes de 1968 nas novas composições, mas como disse Sérgio Dias, o último mutante original na banda, é um disco honesto e não tem nada a ver com nenhum trabalho anterior, é um trabalho novo.
O disco começa e termina com uma colagem, “Hymns of the World Pt.1 (Intro)” e “Hymns of the World Pt.2 (Final)”. Na primeira parte, Vladimir Putin dirige-se ao exército soviético, na segunda, o hino brasileiro mesclado com o soviético. Soa enigmático.
“Querida Querida” é a segunda faixa do disco, e impressiona pelas altas notas alcançadas pela vocalista Bia Medes. A composição e o ritmo também agradam, denunciam o inegável passado mutante e dão fôlego para seguir a audição, já sem aquele ‘pé atrás’.
O companheiro tropicalista Tom Zé é co-autor de seis faixas e ainda divide com Bia Mendes os vocais de “Anagrama”, uma balada bem melosa e provavelmente a mais pop do disco.
“2000 e Agarrum” é uma mistura que soa um tanto difícil, talvez a mais estranha do disco. Mistura ritmos latinos com nordestinos e ainda algo que parece uma fanfarra. Francamente, experimentalismo demais e até bem gratuito. Experimentalismo que lembra muito os trabalhos do já citado Tom Zé.
“Bagdad Blues” carrega também um certo experimentalismo, mas não é nada exagerado. Essa sim me parece bem dosada, bem composta e bem cantada. Sim, Sérgio até grita, e fica ótimo!
Ainda nas comparações inevitáveis, “Samba do Fidel” também tem uma irmã de décadas atrás, muito parecida com “El Justiciero” de 1971, menos divertida, porém bem crítica e ácida. “Nada Mudou” também lembra a sonoridade antiga, principalmente o instrumental a la Beatles e os vocais mais adocicados de Sérgio Dias.
“Teclar”, “O Mensageiro”, “Gopala Krishna Om” e “Neurociência do Amor” têm uma cara bem atual, com a pitada certa de saudosismo. Essas realmente me parecem bem ‘honestas’, como foi citado no início.
Todas mostram a pegada de quem viveu e transformou os tempos áureos do tropicalismo, da experimentação, mas que entende que disso só se pode trazer a lembrança, a influência, impossível fazer tudo como era antes. Quem entender isso, essa localização de um álbum d’Os Mutantes no século XXI e não comparar com os loucos anos 70, com certeza vai desfrutar de um belo trabalho.
2009 - HAIH... OR AMORTECEDOR
01 | Hymns Of The World P | 1 (Intro)
02 | Querida Querida
03 | Teclar
04 | 2000 e Agarrum
05 | Baghdad Blues
06 | O Careca
07 | O Mensageiro
08 | Anagrama
09 | Samba Do Fidel
10 | Neurociência Do Amor
11 | Nada Mudou
12 | Gopala Krishna Om
13 | Hymns Of The World P | 2 (Final)
DOWNLOAD
01 | Hymns Of The World P | 1 (Intro)
02 | Querida Querida
03 | Teclar
04 | 2000 e Agarrum
05 | Baghdad Blues
06 | O Careca
07 | O Mensageiro
08 | Anagrama
09 | Samba Do Fidel
10 | Neurociência Do Amor
11 | Nada Mudou
12 | Gopala Krishna Om
13 | Hymns Of The World P | 2 (Final)
DOWNLOAD
sexta-feira, 27 de agosto de 2010
Pão com Manteiga

Banda paulista de rock psicodélico formada em 1976.
Infelizmente a banda lançou apenas um álbum. Um disco homônimo com um tema interessante, estilo medieval. O disco é conceitual e aborda o mundo fantasioso de Avalon e faz criticas a sociedade moderna.
Uma musicalidade muito agradável e com músicos competentes o Pão com Manteiga não recebeu a devida atenção do publico.
INTEGRANTES:
Johnny - vocal e guitarra
Edison - bateria e efeitos
Paulo Som - viola, violão e vocal
Pierre - baixo e vocal
Gilberto - teclados e banjo
1976 | PÃO COM MANTEIGA
Mister Drá
Merlin
Flor Felicidade
Micróbio do Universo
Montanha Púrpura
Multi-Átomos
Serzinho Sem Medo
Cavaleiro Lancelot
História do Futuro
A Feiticeira
Fugindo do Planeta
Virgem de Andrômeda
DOWNLOAD
Johnny - vocal e guitarra
Edison - bateria e efeitos
Paulo Som - viola, violão e vocal
Pierre - baixo e vocal
Gilberto - teclados e banjo
1976 | PÃO COM MANTEIGA
Mister Drá
Merlin
Flor Felicidade
Micróbio do Universo
Montanha Púrpura
Multi-Átomos
Serzinho Sem Medo
Cavaleiro Lancelot
História do Futuro
A Feiticeira
Fugindo do Planeta
Virgem de Andrômeda
DOWNLOAD
Pink Floyd
"Shine on You Crazy Diamond" é uma composição de nove partes do Pink Floyd, com letras escritas por Roger Waters, em tributo ao ex-membro da banda Syd Barrett, e melodia escrita por Waters, Richard Wright, e David Gilmour. Ela foi tocada pela primeira vez na sua turnê pela França em 1974. Foi gravada em 1975 para o álbum-conceito Wish You Were Here.
A intenção era de uma música para um lado completo do vinil como "Atom Heart Mother" e "Echoes", mas a música cresceu tanto que dois lados do disco tiveram de ser usados. Ela foi separada em duas partes e usada para abrir e finalizar o álbum.
A intenção era de uma música para um lado completo do vinil como "Atom Heart Mother" e "Echoes", mas a música cresceu tanto que dois lados do disco tiveram de ser usados. Ela foi separada em duas partes e usada para abrir e finalizar o álbum.
2009 | SHINE ON LIVECD 1:
01 | Shine On You Crazy Diamond
02 | Sings Of Life
03 | Learning To Fly
04 | Sorrow
05 | The Dogs Of War
06 | On The Turning Away
07 | One Of These Days
08 | Time
CD 2:
01 | On The Run
02 | The Great Gig In The Sky
03 | Wish You Were Here
04 | Us And Them
05 | Money
06 | Comfortably Numb
07 | One Slip
08 | Run Like Hell
09 | Shine On You Crazy Diamond (Reprise)
DOWNLOAD
domingo, 22 de agosto de 2010
Erik Satie
Erik-Alfred-Leslie Satie nasceu em Honfleur, Calvados, França, em 17 de maio de 1866. Quando era ainda pequeno, seu pai mudou-se para Paris e deixou-o aos cuidados dos avós, na cidade natal. Seu excêntrico tio Adrien teve provavelmente grande influência sobre a personalidade do menino nesses anos de formação. Aos 12 anos reencontrou o pai, então editor musical em Paris, e em 1879 entrou para o conservatório de música naquela cidade, que depois abandonou. A repulsa aos ensinamentos acadêmicos levou-o a ganhar a vida como pianista de cafés. Seus primeiros trabalhos importantes, Trois gymnopédies (1888) e Trois gnossiennes (1890), expressam sua reação contra a grandiloqüência e o sentimentalismo românticos, por meio de profunda austeridade e da alteração das formas e estruturas tonais tradicionais.
Por volta de 1890, conheceu Debussy -- com quem manteria íntima amizade por mais de trinta anos, até o rompimento, alguns anos antes da morte do músico impressionista -- e tornou-se rosacruz. Escreveu inúmeros trabalhos sob influência da doutrina, como a Messe des pauvres (1895; Missa dos pobres), em que mostrou seu interesse pela espiritualidade medieval mediante o contraste de harmonias cromáticas requintadas com a simplicidade e impessoalidade do cantochão.
A partir de 1898, Satie levou vida solitária e excêntrica em Arcueil, subúrbio de Paris, onde não permitia que ninguém entrasse em seu apartamento. Em 1905 retomou os estudos na Schola Cantorum, onde foi discípulo de Vincent d'Indy e Albert-Charles-Paul-Marie Roussel por três anos. Seu temperamento sarcástico manifestou-se nos títulos de suas composições, como Embryons desséchés (1913; Embriões dissecados), e nas indicações ao intérprete, tais como "leve como um ovo", em que parodiava os impressionistas. O balé Parade (1917), com cenário de Jean Cocteau e figurinos de Pablo Picasso, incluía entre os instrumentos objetos insólitos como sirenes, máquinas de escrever e uma roda de loteria, e introduziu na música as concepções revolucionárias do surrealismo e do dadaísmo.
O grupo Les Six, que reunia jovens compositores decididos a criar uma música autenticamente francesa, tomou Satie como patrono espiritual. Sua obra-prima, o drama sinfônico Socrate (1918), para quatro sopranos e orquestra de câmara, baseia-se nos diálogos de Platão. Suas últimas obras para piano, completamente sérias, são cinco noturnos de 1919. Erik Satie morreu em Paris, em 1º de julho de 1925.
©Encyclopaedia Britannica do Brasil Publicações Ltda.
quinta-feira, 19 de agosto de 2010
Sonny Terry & Brownie McGhee
Saunders Terrell, mais conhecido como Sonny Terry, nasceu em Greensboro, na Carolina do Norte no dia 24 de outubro de 1911. Seu pai, um fazendeiro o ensinou as primeiras notas na harmônica quando ele ainda era jovem. Ele perdeu a visão de um dos olhos em um acidente quando tinha cinco anos e um outro acidente aos dezoito tiraria a visão quase completa do outro olho. Essa deficiência o impedia de executar os trabalhos na fazenda, então ele logo foi para as ruas, armado de suas harmônicas, para ganhar a vida. Terry desenvolveu seu próprio estilo de tocar, imitando trens e uivos de raposa.
Logo após a morte de seu pai ele conheceu Blind Boy Fuller, um dos pioneiros do Piedmont-style blues, e eles começaram a tocar juntos. Terry gravou com ele pela primeira vez em 1937, pela Vocalion Records. Essa parceria terminaria em 1941 com a morte de Fuller, e ele logo em seguida formaria uma nova parceria, agora com Brownie McGhee.
Logo após a morte de seu pai ele conheceu Blind Boy Fuller, um dos pioneiros do Piedmont-style blues, e eles começaram a tocar juntos. Terry gravou com ele pela primeira vez em 1937, pela Vocalion Records. Essa parceria terminaria em 1941 com a morte de Fuller, e ele logo em seguida formaria uma nova parceria, agora com Brownie McGhee.
Walter "Brownie" McGhee nasceu em Kingsport, no Tennessee, no dia 30 de novembro de 1930. Quando criança contraiu poliomielite, o que incapacitou uma de suas pernas. Ele passou boa parte de sua juventude envolvido com a música, cantando no coral "Golden Voices Gospel Quartet". Aos 22 anos ele se tornou um músico viajante e nessa época conheceu Blind Boy Fuller, que influenciou profundamente sua maneira de tocar. Depois da morte de Fuller, J.B Long da Columbia Records fez com que McGhee adotasse o nome de seu tutor e ele passou a se apresentar como Blind Boy Fuller II. Porém o sucesso só viria em 1942, quando ele foi para Nove Iorque em companhia de Sonny Terry.
Brownie conheceu Terry na Carolina do Norte, em 1938, mas só viriam a gravar juntos em 1940. stava formada uma longa e duradoura parceria, que renderia muitos discos. Eles partiriam para Nova Iorque, onde a cena folk estava em ascensão. Lá eles trabalharam com Leadbelly, Josh White e Woody Guthrie. Entre 1942 e 1950, McGhee também trabalhou em sua própria escola de música, a "Home of the Blues, no Harlem. Depois do fim da Segunda Guerra, McGhee fez inúmeras gravações, com e sem Terry, para vários selo R&B como Savoy, Alert, London, Derby, Dot, e Harlem. Sonny Terry fez o mesmo, com gravações para os selos Jackson, Red Robin, RCA Victor, Groove, Harlem, Old Town, e Ember, muitas vezes com McGhee no violão.
Sonny Terry & Brownie McGhee estão entre os primeiros artistas de blues a excursionar pela Europa, durante a década de 50. Eles também viajaram com vários festivais de folk e blues, por toda América, Canadá e Europa, aparecendo em programas de tv e filmes. Eles só se separariam em 1970, para cuidarem de seus problemas pessoais. Terry continuou tocando e gravando até falecer em 1986. Brownie passou os próximos 10 anos tocando em festivais e gravando. Sua última aparição foi no Chicago Blues Festival de 1995, pouco antes de falecer, aos 80 anos, no dia 16 de janeiro de 1996.
Sonny Terry & Brownie McGhee estão entre os primeiros artistas de blues a excursionar pela Europa, durante a década de 50. Eles também viajaram com vários festivais de folk e blues, por toda América, Canadá e Europa, aparecendo em programas de tv e filmes. Eles só se separariam em 1970, para cuidarem de seus problemas pessoais. Terry continuou tocando e gravando até falecer em 1986. Brownie passou os próximos 10 anos tocando em festivais e gravando. Sua última aparição foi no Chicago Blues Festival de 1995, pouco antes de falecer, aos 80 anos, no dia 16 de janeiro de 1996.
Texto retirado de: Blues Everyday
1978 | MIDNIGHT SPECIAL
01 | Sonnys Squall
02 | Red River Blues
03 | Gone Gal
04 | Blues Before Sunrise
05 | Sweet Lovin Kind
06 | Midnight Special
07 | Take This Hammer Whup
08 | Too Nicey Mama
09 | Meet Me Down The Bottom
10 | Tryin To Win
11 | Blues All Around My Head
12 | East Coast Blues
13 | Muddy Water
14 | Beggin And Cryin
15 | My Plan
16 | Trying To Destroy Me
17 | Everything I had Is Gone
18 | Jealous Man
19 | Understand Me
20 | Blues Of Happiness
DOWNLOAD
01 | Sonnys Squall
02 | Red River Blues
03 | Gone Gal
04 | Blues Before Sunrise
05 | Sweet Lovin Kind
06 | Midnight Special
07 | Take This Hammer Whup
08 | Too Nicey Mama
09 | Meet Me Down The Bottom
10 | Tryin To Win
11 | Blues All Around My Head
12 | East Coast Blues
13 | Muddy Water
14 | Beggin And Cryin
15 | My Plan
16 | Trying To Destroy Me
17 | Everything I had Is Gone
18 | Jealous Man
19 | Understand Me
20 | Blues Of Happiness
DOWNLOAD
quarta-feira, 18 de agosto de 2010
Gershwin, Ella & Louis
ELLA FITZGERALD
Ella Fitzgerald nasceu a 25 de abril de 1917 em Newport News, Virginia. Vivendo dentro de uma família pobre, Fitzgerald foi uma sem-teto durante algum tempo antes de se lançar na carreira profissional em 1934, com sua vitória numa competição amadora no Apolo Theater.
Contratada pelo baterista e líder de banda Chick Webb, Fitzgerald se tornou a parte mais importante da orquestra de Webb com a magnífica interpretação de "A-Tisket, A-Tasket" entre outros sucessos. Quando Webb morreu em 1939 Fitzgerald assumiu liderança da sua banda durante os próximos dois anos.
Em 1941 ela começou uma carreira de solo, ao mesmo tempo em que se tornava uma das vocalistas mais populares dos anos quarenta graças a uma série de standards lançados pela gravadora Decca.
No final dos anos 40 Fitzgerald começou a deixar o swing e o popular para voltar às raízes do jazz adotando o bop, muito em voga na época. Ela começou a utilizar o scat singing, estilo de canto popularizado por Louis Armstrong, o que aumentou sua credibilidade no cenário de jazz.
No final de 50 Fitzgerald começou a gravar Para a Verve várias séries de álbuns dedicados às canções de artistas como George Gershwin, Cole Porter, Jerome Kern e Duke Ellington.
Fitzgerald entava em seu período "clássico", sendo melhor conhecida do que já era. Para o fim da década de 60 ela adotou material popular mais contemporâneo, seguindo para a Pablo de Norman Granz onde ela se voltaria mais uma vez para o jazz.
Na década de 80 Fitzgerald estava sofrendo de problemas de saúde e com declínio vocal ela deixou de gravar em 1989, vindo a falecer em 14 de junho de 1996.
GEORGE GERSHWIN
Nascido no Brooklyn, Nova York, com o nome de Jacob Gershowitz, filho de pais imigrantes judeus, oriundos da Rússia, aos 15 anos George já era um talentoso pianista e deixou o colégio para trabalhar como sonoplasta no New YorkŽs Tin Pan Alley (onde se encontravam os mais importantes editores de música).
George compôs a maioria das suas obras em parceria com o seu irmão Ira Gershwin. Entre 1920 e 1924, escreveram canções para as revistas de teatro e conheceram Paul Whiteman, que contratou George para escrever uma peça de jazz para um concerto. O resultado foi "Rapsody in Blue".
Depois fez outros trabalhos voltados para o clássico, como "Um americano em Paris" (1928) e "Segunda Rapsódia" (1931). Com seu irmão Ira, compôs os musicais "Lady Be Good" (1924), "Strike Up The Band" (1927), "Girl Crazy" (1930) e "Of Thee I Sing" (1931), a primeira comédia musical a ganhar o prêmio Pulitzer.
Gershwin compôs para a Broadway e para o teatro de concerto clássico e a sua música reúne elementos destes distintos universos. Conheceu igualmente o sucesso na autoria de canções populares. Entre as suas composições, muitas foram para o cinema e algumas se tornaram clássicos do jazz, em particular as gravadas por Ella Fitzgerald, com Louis Armstrong.
Uma das ambições de Gershwin era a criação de uma ópera, e a realizou com "Porgy and Bess", em 1935, baseada num livro de DuBose Hayward, com letras do próprio autor e de Ira Gershwin.
1998 | ELLA FITZGERALD & LOUIS ARMSTRONG
Our Love Is Here To Stay: Ella & Louis Sing Gershwin
01 | I Got Plenty O' Nuttin'
02 | He Loves And She Loves
03 | A Woman Is A Sometime Thing
04 | They Can't Take That Away From Me
05 | Let's Call The Whole Thing Off
06 | Strike Up The Band
07 | Things Are Looking Up
08 | They All Laughed
09 | A Foggy Day
10 | How Long Has This Been Going On?
11 | Summertime
12 | Love Is Here To Stay
13 | There's A Boat Dat's Leavin' Soon For New York
14 | 'S Wonderful
15 | I Was Doing All Right
16 | Oh, Lady Be Good
DOWNLOAD
Ella Fitzgerald nasceu a 25 de abril de 1917 em Newport News, Virginia. Vivendo dentro de uma família pobre, Fitzgerald foi uma sem-teto durante algum tempo antes de se lançar na carreira profissional em 1934, com sua vitória numa competição amadora no Apolo Theater.
Contratada pelo baterista e líder de banda Chick Webb, Fitzgerald se tornou a parte mais importante da orquestra de Webb com a magnífica interpretação de "A-Tisket, A-Tasket" entre outros sucessos. Quando Webb morreu em 1939 Fitzgerald assumiu liderança da sua banda durante os próximos dois anos.
Em 1941 ela começou uma carreira de solo, ao mesmo tempo em que se tornava uma das vocalistas mais populares dos anos quarenta graças a uma série de standards lançados pela gravadora Decca.
No final dos anos 40 Fitzgerald começou a deixar o swing e o popular para voltar às raízes do jazz adotando o bop, muito em voga na época. Ela começou a utilizar o scat singing, estilo de canto popularizado por Louis Armstrong, o que aumentou sua credibilidade no cenário de jazz.
No final de 50 Fitzgerald começou a gravar Para a Verve várias séries de álbuns dedicados às canções de artistas como George Gershwin, Cole Porter, Jerome Kern e Duke Ellington.
Fitzgerald entava em seu período "clássico", sendo melhor conhecida do que já era. Para o fim da década de 60 ela adotou material popular mais contemporâneo, seguindo para a Pablo de Norman Granz onde ela se voltaria mais uma vez para o jazz.
Na década de 80 Fitzgerald estava sofrendo de problemas de saúde e com declínio vocal ela deixou de gravar em 1989, vindo a falecer em 14 de junho de 1996.
GEORGE GERSHWINNascido no Brooklyn, Nova York, com o nome de Jacob Gershowitz, filho de pais imigrantes judeus, oriundos da Rússia, aos 15 anos George já era um talentoso pianista e deixou o colégio para trabalhar como sonoplasta no New YorkŽs Tin Pan Alley (onde se encontravam os mais importantes editores de música).
George compôs a maioria das suas obras em parceria com o seu irmão Ira Gershwin. Entre 1920 e 1924, escreveram canções para as revistas de teatro e conheceram Paul Whiteman, que contratou George para escrever uma peça de jazz para um concerto. O resultado foi "Rapsody in Blue".
Gershwin compôs para a Broadway e para o teatro de concerto clássico e a sua música reúne elementos destes distintos universos. Conheceu igualmente o sucesso na autoria de canções populares. Entre as suas composições, muitas foram para o cinema e algumas se tornaram clássicos do jazz, em particular as gravadas por Ella Fitzgerald, com Louis Armstrong.
Uma das ambições de Gershwin era a criação de uma ópera, e a realizou com "Porgy and Bess", em 1935, baseada num livro de DuBose Hayward, com letras do próprio autor e de Ira Gershwin.
Our Love Is Here To Stay: Ella & Louis Sing Gershwin
01 | I Got Plenty O' Nuttin'
02 | He Loves And She Loves
03 | A Woman Is A Sometime Thing
04 | They Can't Take That Away From Me
05 | Let's Call The Whole Thing Off
06 | Strike Up The Band
07 | Things Are Looking Up
08 | They All Laughed
09 | A Foggy Day
10 | How Long Has This Been Going On?
11 | Summertime
12 | Love Is Here To Stay
13 | There's A Boat Dat's Leavin' Soon For New York
14 | 'S Wonderful
15 | I Was Doing All Right
16 | Oh, Lady Be Good
DOWNLOAD
Assinar:
Postagens (Atom)






