segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

Hipnoia

A banda Hipnoia nasceu em 2011, após o guitarrista Luiz Badia e o baterista Gilberto Cabral, amigos de longos anos, encontrarem o baixista Marcio CS, que se dispôs também a fazer testes para vocalista.

Tudo deu certo nos primeiros ensaios, o trio se firmou em estúdio, e conta hoje com mais de 20 músicas próprias, somando as composições de Luiz e Gilberto com as que Marcio trouxe quando entrou na banda.

Como os integrantes já passaram por muitas bandas e têm larga experiência de estúdio e palco, existe uma urgência de divulgação, por ser uma banda que recomeça do zero. A motriz musical se baseia no virtuosismo do baterista Gilberto Cabral, nas letras extravagantes de Luiz Badia, e na performance de Marcio CS. Todas as composições são em português.

O estilo musical da banda mistura o hard rock com o pós-punk, com letras que abordam temas pessoais e crônicas do cotidiano. A Hipnoia traz essa sonoridade para nossos tempos atuais, misturando com um rock mais contemporâneo, e pitadas de música brasileira.

Mais informações : SITE OFICIAL

Veja abaixo o clipe de "Os Astronautas (Ao Vivo)"

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

São Paulo Ska Jazz

"A partir de uma deliciosa “mistura” de bossa nova, frevo, baião, soul, jazz, salsa, reaggae e ska o SPSJ criou seu próprio repertório e promete ser a grande novidade da música instrumental brasileira." SPSJ - Site Oficial da Banda

"Jazz, mas também frevo e baião! A surpreendente aparição do SPSJ - com disco de estreia já pronto! - abre novos caminhos e perspectivas para o ska brasileiro. Jamais um grupo tupiniquim havia exibido lado a lado influências de papas do gênero (como New York Ska Jazz Ensemble e Jazz Jamaica All-Stars) e também boas referências de grupos instrumentais locais." Radiola Records

2009 - SÃO PAULO SKA JAZZ

01. São Paulo
02. 220
03. Alta Frequência
04. Sombrinha
05. Fim de Semana
06. Estação da Luz
07. Periferia
08. Em Algum Lugar da América
09. Samba de Uma Nota Só
10. Skaião
11. Rua Augusta
12. A Torre

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sábado, 21 de janeiro de 2012

Black Sabbath

BORN AGAIN
Por: Ronaldo Costa

Ser um álbum de destaque dentro de uma discografia como a do Black Sabbath não é tarefa fácil. Afinal, estamos falando de uma banda que gravou vários clássicos do heavy metal, alguns em seqüência, além de ter brilhado com diferentes formações. O que se poderia esperar de uma reunião de Tony Iommi, Geezer Butler e Bill Ward com aquele que é considerado um dos melhores vocalistas da história do rock (pra muita gente, o melhor)? Bem, a adição de Ian Gillan ao Sabbath criou um dos maiores ‘dream teams’ que o metal já viu e, por isso mesmo, o que se esperava era um sucesso estrondoso e absoluto.

As coisas não andavam muito boas para nenhum dos lados. O Black Sabbath perdera seu vocalista, ninguém menos que Ronnie James Dio, que deixava a banda após desentendimentos devido à mixagem e ao lançamento do ao vivo “Live Evil”, levando ainda o batera Vinny Appice na história. O grupo via-se então sem vocalista e sem baterista e precisaria encontrar alguém para ocupar os postos deixados pelos ex-integrantes. Para a bateria, acabaram optando pelo óbvio e convidaram Bill Ward para voltar à banda, sendo que o mesmo aceitou o convite de bate-pronto. Para o vocal, começaram a fazer algumas audições, só que substituir um monstro sagrado como Dio por alguém do mesmo nível era algo praticamente impossível. Diz a lenda que até Michael Bolton enviou fitas para uma possível audição com a banda. Muito se fala que Iommi queria muito que David Coverdale assumisse os vocais do Sabbath, só que a coisa toda era muito difícil pois David estava mais ocupado com o seu Whitesnake.

Ian Gillan estava se despedindo de sua carreira-solo, marcada por excelentes trabalhos mas que não obtiveram nenhum sucesso comercial e que não conseguiam atingir um público maior. O “Silver Voice” jamais escondera que sua real intenção era um retorno com o Deep Purple, difícil também àquela época, já que Ritchie Blackmore estava bem ocupado com o Rainbow. Eis que após um encontro num bar e alguns goles a mais (alguns não, vários goles a mais), Gillan, Iommi e Butler viram uma excelente possibilidade, que era o Black Sabbath com Gillan nos vocais. Após tudo acertado, a banda entra em estúdio e em agosto de 1983 lança o álbum “Born Again”. A princípio, não parecia que a coisa pudesse dar errado. O álbum já saiu direto no quarto lugar da parada britânica, melhor resultado comercial do Sabbath em muitos anos. Mas não foi exatamente o que aconteceu com o passar daqueles meses que se seguiram. Uma turnê não muito bem sucedida, o mal estar de Gillan no posto de vocal do Sabbath, críticas de vários fãs, sobretudo os mais radicais, fariam com que aquela reunião não tivesse continuidade e que os envolvidos passassem a considerar que aquilo tudo, incluindo-se o próprio “Born Again”, havia sido um grande equívoco.

Bom, após relembrar e entender o que rolou naquele período, vamos analisar o álbum em si. Existe uma corrente forte que afirma que “Born Again” tem poucos fãs pelo mundo e que, inclusive, boa parte deles estaria aqui no Brasil. Para alguns, tudo relacionado a esse trabalho serviria de motivo para críticas e implicâncias. A capa do disco é uma das mais criticadas e ridicularizadas da história do metal. Olhando ela hoje, realmente fica difícil defender aquela gravura. Mas se toda a crítica que se faz a esse álbum fosse resumida à capa, estaria tudo bem. O negócio é que muita gente criticava todo o resto: os videoclips gerados a partir de músicas do álbum que, pra muita gente, representaram algo ridículo e constrangedor para a banda. A turnê de divulgação, o setlist, a irritação que Gillan provocava em alguns, sobretudo nos mais radicais, com suas tentativas de impor o seu estilo pessoal às canções mais antigas da banda, principalmente nas da “fase Ozzy”, até mesmo o “sacrilégio”, na visão de alguns fãs, que foi incluírem “Smoke On The Water”, clássico do Purple, num setlist do Sabbath. Bill Ward, completamente impossibilitado de sair em turnê, acabou sendo substituído pelo competente Bev Bevan. Agora, se você reparar bem, tudo o que eu citei foram acontecimentos relativos àquele período. Mas e o principal? E as músicas do álbum em si? Afinal, não é isso o que realmente conta?

Bem, o Sabbath sempre primou pelo peso em toda a sua obra. De todas as características da banda, a que mais salta aos olhos é que a banda sempre soou muito pesada. E se houvesse um campeonato para ver qual álbum da banda é o mais pesado, “Born Again” ganharia o primeiro lugar fácil, fácil... É de impressionar até hoje a agressividade desse disco. A pancadaria começa com “Trashed”, uma daquelas porradas em que se leva um tempo até entender o que aconteceu. A assustadora “Disturbing the Priest” pode pegar de surpresa aquele menos atento, com o peso da guitarra de Iommi e os berros desesperados de Gillan. Como não se lembrar e não se empolgar com “Zero the Hero”, além de outras porradas mais do que pavorosas e diretas, como “Digital Bitch” e “Hot Line”. A banda só pegaria mais leve em duas músicas, a belíssima e emocionante “Born Again” e em “Keep It Warm”. Completando o álbum com “Stonehange” e “The Dark”, o resultado final em termos de composições é um dos melhores trabalhos já realizados pelo Black Sabbath em todos os tempos. Não era simplesmente um bom resultado em termos de pegada, de agressividade, era também um grande disco em termos de arranjos, harmonias e melodias. Os músicos todos em um ótimo momento (mesmo com os problemas de Bill Ward) e Ian Gillan entregando ao mundo o que muita gente considera o melhor trabalho vocal de sua carreira. Calma, antes de se revoltar comigo, o que estou dizendo é apenas uma afirmação de vários fãs do Sabbath, do Purple e do próprio Ian. Se a afirmação procede, é uma questão de avaliação de cada um. Agora, que a performance de Gillan nesse álbum é uma das coisas mais impressionantes já vistas no heavy metal, isso não há como negar. O cara parecia estar possuído, executando vocais matadores, notas altíssimas e gritos absolutamente desesperados. Cantou tudo o que sabia e mais um pouco. O grande ponto baixo em termos de sonoridade nesse trabalho está na sua produção e mixagem, que deixou o som abafado e, em certas partes, até meio embolado. É sabido que um amplificador de Tony Iommi queimou já no início das gravações e ninguém se deu conta disso até o fim da mixagem. Entretanto, esses deslizes parecem até ter contribuído para o clima pesado e agressivo de “Born Again”.

Hoje, os músicos afirmam não gostar do álbum, dizem que aquela reunião não deu certo, que ‘não rolou a química’. Na minha opinião, esse álbum de 1983 foi um dos melhores momentos do metal oitentista e do heavy metal como um todo. Como seria bom se outros álbuns desse nível chegassem ao mercado nos dias atuais. “Born Again”, ainda que de maneira torta e com várias críticas no seu encalço, pode, e pode muito, ser considerado um clássico, coisa que muita gente já o considera, mas normalmente deixando-o num nível diferente e um pouco abaixo de outras obras clássicas do Black Sabbath. Por isso mesmo, ostentando o status de ‘clássico’ para muitos, de ‘cult’ para outros e de um equívoco para alguns, esse é um disco cuja qualidade supera em muito a receptividade que teve e a importância e reconhecimento que realmente sempre mereceu.

1983 | BORN AGAIN

Trashed
Stonehenge
Disturbing the Priest
The Dark
Zero the Hero
Digital Bitch
Born Again
Hot Line
Keep It Warm

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segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Far Out

O Far Out foi o embrião do gigante japonês Far East Family Band, ora King Crimson ora Pink Floyd, com pitadas de Eloy e uma sonoridade nipônica que da um toque único a este álbum, o único da banda.O quarteto era liderado pelo guitarrista e vocalista Fumio Miyashita que posteriormente fundaria o FEFB, além de Miyashita o Far Out contava com Eiichi Sayu na guitarra, órgão Hammond e vocais, Kei Ishikawa no baixo e vocais, Manami Arai na bateria e Nihon-daiko nos vocais.Recheado de atmosferas tensas e espaciais, este disco é um prato cheio para os amantes da guitarra, que por todo o álbum dita a cadencia da banda.

1973 - FAR OUT

01 | Too Many People
02 | Nihonjin

+ 7 Bônus
03 | Birds Flying To The Cave
04 | Saying To The Land
05 | Moving, Looking, Trynig, Jumping
06 | Wa Wa
07 | The Cave Down To The Earth
08 | Four Minds
09 | Transmigration

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quarta-feira, 19 de outubro de 2011

Delirium

2007 - DELIRIUM LIVE

Palavras de Gäel:

Não é preciso fazer comentário algum sobre esse disco.
Ettore Vigo e seus camaradas são como vinho.
A medida que o tempo passa eles ganham mais força, paladar,harmonia e emoção.
Sensacional !

Opening
Villaggio
Movimento I: Egoismo
Preludio: Paura
Culto Disarmonico
è L'Ora
Dolce Acqua: Speranza
Gioia, Disordine, Risentimento
Medley Jethro Tull (incl. Bourée & Living In The Past)
Notte A Bagdad
Johnny Sayre: Il Perdono
Jesahel
With A Little Help From My Friends

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quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Klaus Schulze

Klaus Schulze (Berlim, 4 de agosto de 1947) é um compositor e músico de alemão de música eletrônica. Após uma breve carreira nas bandas Tangerine Dream e Ash Ra Tempel, tornou-se artista solo, lançando mais de quarenta álbuns.

Em 1969, Klaus Schulze era o baterista de umas primeiras formações do Tangerine Dream para o álbum de estréia da banda, Electronic Meditation. No ano seguinte ele deixou o grupo para formar o Ash Ra Tempel com Manuel Göttsching. Em 1971, após um álbum com a banda ele a deixou para tornar-se um artista solo. Klaus lançou seu álbum de estréia Irrlicht em 1972, com órgão e a gravação de uma orquestra. Apesar da falta de sintetizadores, esse trabalho é considerado como um marco na música eletrônica. Em seguida foi lançado Cyborg, similar mas com a adição de um sintetizador EMS Synthi A.

Schulze produz um som mais orgânico que outros artistas eletrônicos de sua época. Frequentemente ele produziu sons não eletrônicos como o violão usado no álbum Blackdance, ou o violoncelo usado em Dune e Trancefer.

Na década de 1980 ele trocou os equipamentos analógicos para os digitais, tornando seu som mais acessível e menos experimental.

Recentemente, o músico vem incorporando elementos de jazz e música clássica, trabalhando com música eletrônica dançante através de gêneros como o trance.

2005 - MOONLAKE

01. Playmate in Paradise
02. Artemis in Jubileo
03. Same Thoughts Lion
04. Mephisto



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quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Sérgio Sampaio


Sérgio Moraes Sampaio, um cantor e compositor brasileiro e, no dizer do cantor Lenine, um nome marginalizado que equipara a Tim Maia e Raul Seixas, como um dos "malditos" da música popular brasileira. Suas composições variam por vários estilos musicais, indo dos folclóricos samba e choro, ao rock'n roll, blues e balada.

Sobre a poética de suas composições, em que se vê elementos de Kafka e Augusto dos Anjos, que lia e apreciava, declarou num estudo Jorge Luiz do Nascimento: "A paisagem urbana em geral, e a carioca em particular, na poética de Sérgio Sampaio, possui a fúria modernista. Porém, o espelho futurista já é um retrovisor, e o que o presente reflete é a impossibilidade de assimilação de todos os índices e ícones da paisagem urbana contemporânea."

Mais sobre Sérgio Sampaio: AQUI

1973 | EU QUERO BOTAR MEU BLOCO NA RUA

01 | Lero e Leros e Boleros
02 | Filme de Terror
03 | Cala a Boca Zébedeu
04 | Pobre Meu Pai
05 | Labirintos Negros
06 | Eu Sou Aquele Que Disse
07 | Viajei de Trem
08 | Não Tenha Medo, Não (Rua Moreira, 65)
09 | Dona Maria de Lourdes
10 | Odete
11 | Eu Quero é Botar Meu Bloco na Rua
12 | Raulzito Seixas

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domingo, 10 de julho de 2011

The Jeff Beck Group


The Jeff Beck Group foi uma banda de rock britânica formada em Londres em fevereiro de 1967 pelo guitarrista Jeff Beck.

Sua primeira formação consistia de Jeff Beck (guitarra), Rod Stewart (vocais), Ron Wood (baixo) e Aynsley Dunbar (bateria).

A banda se separou em 1969. Wood e Stewart foram para o Small Faces, que então passou a ser chamado The Faces. Beck reformou o grupo em 1971 com o vocalista Bob Tench, o tecladista Max Middleton, o baixista Clive Chaman e o baterista Cozy Powell. Esta formação lançaria mais dois álbuns, até sua dissolução em 1972.

Fonte: Wikipédia


1971 - ROUGH AND READY

01 | Got the Feeling
02 | Situation
03 | Short Business
04 | Max's Tune
05 | I've Been Used
06 | New Ways Train Train
07 | Jody


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sábado, 9 de julho de 2011

Van Morrison

MOONDANCE

Astral Weeks, o LP de 1968 de Van Morrison, o tornou um herói cult. Mas Moondance foi seu primeiro álbum a entrar no Top 30 e também o primeiro a ganhar o disco de platina.

Morrison estava vivendo no paraíso rural de Woodstock quando compôs boa parte das músicas do disco, mas acabou saindo dali por conta da invasão de novos moradores depois do famoso festival. Alguns dos músicos reunidos para este álbum continuaram com ele durante anos, como o guitarrita John Platania, o trompetista Jack Schorer e o tecladista Jeff Labes.

Moondance mostra o talento de mestre de Van Morrison como compositor e vocalista. Em contraponto ao acústico Astral Weeks, o álbum apresenta um som maior, mais robusto, com um naipe de metais que acrescenta potência à música; as canções são mais bem estruturadas, com menos improvisação. O lado A do LP é quase perfeito. "And It Stoned Me" traça um quadro detalahado da adolescência, enquanto a jazzística faixa-título é, até hoje, uma das músicas mais importantes da carreira de Morrison. Uma etérea balada de marinheiros, "Into The Mystic" é uma reflexão emocionada sobre o esplendor do amor, na qual o arrepiante naipe de cordas combina maravilhosamente com os vocais. No mais, um ar comemorativo, quase de alegria espiritual, permeia várias faixas - como as três últimas: "Brand New Day", Everyone" e "Glad Things".

Em 1971, Helen Raddy fez sucesso nos EUA com "Crazy Love" e a versão de Johnny Rivers para "Into The Mystic" chegou às paradas em 1970. O próprio Van ficou entre os Top 40 com "Come Running".

Sua carreira solo estava em ascensão.

1970 | MOONDANCE

01 | And It Stoned Me
02 | Moondance
03 | Crazy Love
04 | Caravan
05 | Into the Mystic
06 | Come Running
07 | These Dreams of You
08 | Brand New Day
09 | Everyone
10 | Glad Tidings

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Texto: 1001 discos para ouvir antes de morrer.

sexta-feira, 1 de julho de 2011

Soneto 22

o espelho não me prova que envelheço
enquanto andares par com a mocidade;
mas se de rugas vir teu rosto impresso,
já sei que a morte a minha vida invade.

pois toda essa beleza que te veste
vem de meu coração, que é teu espelho;
o meu vive em teu peito, e o teu me deste:
por isso como posso ser mais velho?

portanto, amor, tenhas de ti cuidado
que eu, não por mim, antes por ti, terei;
levar teu coração, tão desvelado
qual ama guarda o doce infante, eu hei.

e nem penses em volta, morto o meu,
pois para sempre é que me deste o teu.

william shakespeare

...::: para ana paula :::...

terça-feira, 7 de junho de 2011

Carlos Drummond de Andrade


:: VERDADE ::

Carlos Drummond de Andrade

A porta da verdade estava aberta,
mas só deixava passar
meia pessoa de cada vez.

Assim não era possível antigir toda a verdade,
porque a meia pessoa que entrava
só trazia o perfil de meia verdade.
E sua segunda metade
voltava igualmente com meio perfil.
E os meios perfis não coincidiam.

Arrebentaram a porta. Derrubaram a porta.
Chegaram ao lugar luminoso
onde a verdade esplendia seus fogos.
Era dividida em metades
diferentes uma da outra.

Chegou-se a discutir qual a metade mais bela.
Nenhuma das duas era totalmente bela.
E carecia optar. Cada um optou conforme
seu capricho, sua ilusão, sua miopia.

sábado, 16 de abril de 2011

Tame Impala

Na biologia, espécie endêmica é aquela que só ocorre em uma determinada região do planeta. O Tame Impala é de Perth, na Austrália e parece que o seu som – espaçoso, supersônico e psicodélico - só poderia ser feito por quatro sujeitos que habitam uma região tão remota e isolada do planeta, mesmo para os padrões globalizantes. A origem dessa espécie ajuda um pouco a explicar o modo como ela soa no seu disco de estréia, “Innerspeaker”.

Na sua própria definição, o que a banda faz é “psychedelic hypno groove melodic rock music”. Não precisa traduzir: basta ouvir as 11 músicas do disco para perceber que os caras realmente gostam muito de rock psicodélico, sejam os campos floridos dos Beatles em sua fase “ácida” ou as pesadas viagens instrumentais do Cream. O importante, u-hu, é drop out.

É uma trilha interessante e que, apesar de bastante percorrida, ainda serve como inspiração para muita gente boa, como o Spiritualized já provou há algum tempo, quando nos levou para flutuar no espaço. O lance é que a psicodelia do Tame Impala – nome lindo para uma banda – parece diferente de todas as outras. Talvez seja a distância e o isolamento que façam com que o grupo liderado por Kevin Parker (voz, guitarra) pareça com tantos outros, mas nunca deixe de ser, paradoxalmente, tão original e avançado.

“Innerspeaker” reflete, de certa forma, o desenho de sua capa: uma vasta e exuberante floresta, levemente alterada por um campo de força (ou só eu que vi isso?). Na psicodelia do Tame Impala e seus mágicos de Oz, há áreas de atração ao stoner rock (também um filho da psicodelia) e ao pop britânico (via Stone Roses). O que faz com que essa mistura não desande ou soe ordinária é a exuberância técnica dos integrantes da banda – alémde Parker, Dominic Simper (guitarra), Nick Allbrook (baixo) e Jay Watson (bateria) – e sua postura progressista, privilegiando texturas e riffs, em vez de exibições de virtuose.

Além da mixagem de Dave Fridman (Mercury Rev, Flaming Lips), deve ter ajudado também a dar um clima especial/espacial ao disco o fato de ele ter sido gravado em um estúdio em frente ao mar, em Injidup, uma cidade de praia, a quatro horas de Perth. Entenderam? Os caras moram em Perth! Na Austrália!! E foram se isolar ainda mais para fazer “Innerspeaker”!!!

O disco – daqueles para ouvir ALTO e em boas caixas de som - é encharcado de reverb, aquele efeito que dá “espaço” às gravações, fazendo com que, às vezes, elas soem como se tivessem sido feitas em uma grande catedral. Nos vitrais, imagens do Animal Collective, Jimi Hendrix Experience, MGMT (com quem o TI excursionou recentemente), Kyuss e Love. Dentro desse contexto todo, dá para entender o poder e o estranho encanto de músicas como “Arrow time”(que parece que vai virar “I want you”, dos Beatles, a qualquer hora), “Jeremy´s Storm” e, a preferida da casa, “Alter ego”, pesada, grandiosa, ventilada, com todas as suas janelas e dimensões abertas à nossa visitação.

Texto | O Globo

2010 | INNERSPEAKER

It's Not Meant To Be
Desire Be Desire Go
Alter Ego
Lucidity
Make Up Your Mind
Solitude Is Bliss
Jeremy's Storm
Expectations
Bold Arrow Of Time
Runway Houses City Clouds
I DonT Really Mind

terça-feira, 8 de março de 2011

Five Horse Johnson

Five Horse Johnson é uma banda de blues-rock americana, formada em 1995 de Toledo, Ohio. A banda combina hard rock, o blues e outras influências em uma mistura de stoner rock / blues.

2003 - LAST MEN ON EARTH

Cry Rain
Cherry Red
Soul Digger
Three at a Time
Blood Don't Pay
Love 2 Lose
Sweetwater
B.C. Approved
Sawhill
Yer Mountain

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quarta-feira, 2 de março de 2011

Foghat


Foghat é uma banda de rock britânica que teve o auge de seu sucesso na segunda metade da década de 1970. Seu estilo pode ser descrito como blues-rock, dominados por guitarras e guitarras slide. A banda conseguiu cinco discos de ouro, e conseguiu se manter popular durante a era da música disco; a popularidade do grupo, no entanto, entrou em declínio no início dos anos 80.

A banda contava inicialmente com Dave Peverett ("Lonesome Dave") na guitarra e vocal, Tony Stevens no baixo e Roger Earl na bateria. Após os três saírem do Savoy Brown em dezembro de 1970, Rod Price foi chamado para a guitarra e a guitarra slide, e o Foghat foi formado oficialmente em janeiro de 1971. Seu álbum de 1972, Foghat, foi produzido por Dave Edmunds, e tinha um cover de "I Just Want to Make Love to You", de Willie Dixon, que foi muito tocada nas estações de rádio FM da época.

Mais sobre Foghat: ::AQUI ::

1972 | FOGHAT

01 | I Just Want to Make Love to You
02 | Trouble,Trouble
03 | Leavin' Again (Again!)
04 | Fool's Hall of Fame
05 | Sarah Lee
06 | Highway (Killing Me)
07 | Maybellene
08 | A Hole to Hide In
09 | Gotta Get to Know You

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segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Gary Moore

O LEGADO DE GARY MOORE

O rock perdeu um de seus grandes guitarristas. O irlandês Gary Moore morreu na madrugada de domingo, aos 58 anos. Embora as causas da morte ainda não tenham sido confirmadas, a autópsia aponta para morte natural.

Moore foi um dos grandes guitarristas do rock e um dos maiores bluesmen contemporâneos. Começou sua carreira no grupo Skid Row (uma banda de blues-rock influenciada pelos Bluesbreakers de John Mayall, muito diferente da banda de hair metal), com quem gravou três discos entre 1970 e 1971.

Fez amizade com o baixista e vocalista Phil Lynott, do Thin Lizzy, e participou da banda esporadicamente. Em 1979, Moore gravou o disco Black Rose: A Rock Legend, um dos melhores registros do grupo.

Seu grande sucesso comercial veio com o disco Still got the blues, de 1990. Nesse disco, fica claro o talento de Moore na guitarra, unindo sentimento e técnica de uma maneira única. Em sua carreira solo, o guitarrista ainda gravou outros álbuns importantes, como After hours, de 1993, e Live at Monsters of Rock, um disco ao vivo impecável lançado em 2003.

Moore ainda colaborou com os Traveling Wilburys (o supergrupo de Jeff Lynne, Tom Petty, Bob Dylan, Roy Orbison e George Harrison), tocando o solo de “She’s my baby”, música do disco Traveling Wilburys Vol. 3, gravado após a morte de Orbison.

Por: André Sollitto

1990 | STILL GOT THE BLUES

Moving On
Oh, Pretty Woman
Walking by Myself
Still Got the Blues
Texas Strut
Too Tired
King of the Blues
As the Years Go Passing By
Midnight Blues
That Kind of Woman
All Your Love
Stop Messin' Around

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