sexta-feira, 20 de julho de 2012

Fats Domino


Fats Domino (26 de fevereiro de 1928 - Nova Orleans, Louisiana) é um dos mais importantes cantores, compositores e pianistas do rock e R&B em todos os tempos. Seu nome completo de batismo é Antoine Dominique Domino.

Domino atraiu a antenção do nacional com a música "The Fat Man" em 1949 gravada pela Imperial Records. Essa música é uma das primeiras gravações de rock and roll, apresentando piano ritimado e Domino cantando "wah-wah" acompanhado de uma batida forte. A gravação vendeu mais de um milhão de cópias, e é tida como a primeira gravação de rock n roll a fazer isso.

Fats Domino lançou uma série de hits com o produtor e co-compositor Dave Bartholomew, os saxofonistas Herbert Hardesty e Alvin "Red" Tyler e o baterista Earl Palmer. Outros músicos notáveis e companheiros de longa data na banda de Fats foram os saxofonistas Reggie Houston, Lee Allen, e Fred Kemp. Fats finalmente passou para o mainstream da música pop om "Ain't That a Shame" (1955), que alcançou o top 10, mais tarde Pat Boone alcançou a primeira posição com uma versão cover da música que obteve um alcance maior de audiência tocando em rádios na época da segregação racial. Domino teve 37 singles no Top 40.

O primeiro álbum de Fats Domino, "Carry on Rockin", foi lançado em novembro de 1955 e subsequentemente relançado como Rock and Rollin' with Fats Domino in 1956. Combinando uma quantidade de hits e algumas faixas que ainda não haviam sido lançadas como single o álbum alcançou com seu título alternativo o número 17 no Top 200 de álbums pop da Billboard. Sua versão para a música de 1940 de Vincent Rose, Al Lewis e Larry Stock, "Blueberry Hill" alcançou o segundo lugar no Top 40, foi primeiro lugar nas paradas R&B por 11 semanas, e foi seu maior hit. "Blueberry Hill" vendeu mais de 5 milhões de copias no mundo entre 1956 e 1957. A música havia sido gravada anteriormente por Gene Autry e Louis Armstrong entre outros. Ainda teve outros singles que viraram hits entre 1956 e 1959, incluindo "When My Dreamboat Comes Home" (#14 Pop), "I'm Walkin'" (#4 Pop), "Valley of Tears" (#8 Pop), "It's You I Love" (#6 Pop), "Whole Lotta Loving" (#6 Pop), "I Want to Walk You Home" (#8 Pop), e "Be My Guest" (#8 Pop).

Fats aparece em dois filmes lançados em 1956: Shake, Rattle & Rock! e The Girl Can't Help it.

Em 2 janeiro de 1956 um tumulto acabou com um show de Fats Domino em Fayetteville, NC, a polícia teve que utilizar bombas de gás para controlar a multidão. Fats pulou de uma janela para evitar a briga; ele e outros dois componentes da banda tiveram ferimentos superficiais.

Até o começo de 1962 Fats continuou lançando uma série de sucessos pela Imperial Records, incluindo "Walkin' to New Orleans" (1960) (#6 Pop), co-escrita por Bobby Charles, e "My Girl Josephine" (#14 Pop) no mesmo ano. Depois que a gravadora foi vendida no começo de 1963, Fats abandonou o selo. "Fiquei preso a eles até eles serem vendidos" foi o que declarou em 1979. Ao todo, Domino gravou mais de 60 singles pelo selo, colocando 40 músicas no top 10 das paradas R&B, e 11 singles no top 10 das paradas Pop. Vinte e dois dos singles por Fats na Imperial Records foram hits double-side.

Texto | Wikipédia


2007 - GOIN' HOME
A TRIBUTE TO FATS DOMINO

Disco 1
01. Ain't That a Shame (John Lennon)
02. I'm Walkin' (Tom Petty)
03. Goin' Home (B.B.King)
04. Blueberry Hill (Elton John)
05. My Girl Josephine (Taj Mahal)
06. Every Night About This Time (The Dirty Dozen & Buddy Guy)
07. I Want to Walk You Home (Paul McCartney)
08. Whole Lotta Loving (Lenny Kravitz)
09. Don't Leave Me This Way (Dr. John)
10. I'm in Love Again/All by Myself (Bonnie Raitt)
11. Please Don't Leave Me (Art Neville)
12. Going to the River (Robbie Robertson)
13. Blue Monday (Randy Newman)
14. It Keeps Rainin' (Robert Plant)
15. One Night (Of Sin) (Corinne Bailey Rae)

Disco 2
01. Walking to New Orleans (Neil Young)
02. Valley of Tears (Robert Plant)
03. My Blue Heaven (Norah Jones)
04. Honey Chile (Lucinda Williams)
05. Rising Sun (Marc Broussard)
06. When I See You (Olu Dara)
07. Be My Guest (Ben Harper)
08. Let the Four Winds Blow (Toots & The Maytals)
09. I Hear You Knockin' (Willie Nelson)
10. I Just Can't Get New Orleans Off My Mind (Irma Thomas & Marcia Ball)
11. Don't Blame It on Me (Bruce Hornsby)
12. I'm Gonna Be a Wheel Someday (Herbie Hancock)
13. The Fat Man (Los Lobos)
14. So Long (Big Chief Monk Boudreaux)
15. When the Saints Go Marching In (Preservation Hall Jazz Band)

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sexta-feira, 13 de julho de 2012

Joe Strummer & The Mescaleros

A banda The Mescaleros foi um projeto criado por Joe Strummer vários anos após o final do The Clash. Formada em 1999, chegou a fazer três álbuns antes da morte de Strummer, em 2002. Muitos dos membros da banda eram multi-instrumentistas.

2000 - ROCK ART AND THE X-RAY STYLE

01. Tony Adams
02. Sandpaper Blues
03. X-Ray Style
04. Techno D-Day
05. The Road to Rock 'N' Roll
06. Nitcomb
07. Diggin' the New
08. Forbidden City
09. Yalla Yalla
10. Willesden to Cricklewood

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2001 - GLOBAL A GO-GO

01. Johnny Appleseed
02. Cool 'n' Out
03. Global a Go-Go
04. Bhindi Bhagee
05. Gamma Ray
06. Mega Bottle Ride
07. Shaktar Donetsk
08. Mondo Bongo
09. Bummed Out City
10. At the Border, Guy
11. Minstrel Boy (traditional)

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2003 - STREETCORE

01. Coma Girl
02. Get Down Moses
03. Long Shadow
04. Arms Aloft
05. Ramshackle Day Parade
06. Redemption Song
07. All in a Day
08. Burning Streets
09. Midnight Jam
10. Silver and Gold

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terça-feira, 10 de julho de 2012

Volkana

Por Celso Barbieri

Volkana foi umas das bandas líderes do Metal feminino no Brasil. A banda teve seu início em Brasília onde foi fundada em 1987. A sua primeira formação contava com Mila Menezes (baixo), Karla Carneiro (guitarra), Ana (bateria) e Eliane (vocal).

Ana e Eliane não permaneceram por muito tempo na banda e foram substituídas por Mariele Loyola (vocal) e Débora (bateria) vindas das bandas Detrito Federal e Arte no Escuro.

As garotas então, seguindo os passos do Sepultura e muitas outras bandas, mudaram-se da capital do país para a capital do rock pesado, São Paulo, onde gravaram uma demo de 2 faixas chamada Thrash Flowers. Esta demo fez a banda ser conhecida e com isso puderam gravar seu primeiro álbum chamado First em 1990 lançado pelo Studio Eldorado.

Antes de gravar o álbum First o grupo teve sérios problemas para encontrar uma baterista. Débora deixou a banda e Pat da banda Ozone esteve na bateria por um curto período.

Para a gravação, elas chamaram Sérgio Facci da recém acabada banda Vodu. Sergio não aparece na foto da capa do álbum First por não ser considerado, neste período, membro efetivo da banda e, à título de crédito, uma pequena foto dele é colocada no encarte deste álbum.

Este vinyl não foi lançado em CD no Brasil mas, curiosamente, foi lançado em USA, com uma capa diferente, através da gravadora Moving Targets. Isto mostrava que a banda já estava tornando-se conhecida, mas ainda existiam problemas. Como não conseguiram encontrar uma baterista, ele acabou se tornando membro oficial da banda. Aliás, depois de tocarem com um baterista do nível do Sergio Facci seria realmente difícil adaptarem-se à outro/a.

O som da Volkana à princípio poderia ser classificado como Thrash Metal mas após uma audição mais atenta percebe-se que as influências vão mais além. O uso do vocal Hap está presente em algumas faixas e a devoção pela seminar banda punk Ramones é evidente. A música Pet Cemetery tornou-se um cover obrigatório em todos os shows.

A vocalista Marielle deixou a banda, sendo substituída por Cláudia Franca e uma segunda guitarrista juntou-se à banda, Selma Moreira. No segundo álbum Mindtrips de 1994, elas tocam um Thrash mais extremo com algumas influências dos anos 90. Alguns anos depois a banda acabou.

1991 | FIRST

01 | Darkness
02 | To Die Is Not To Die
03 | Pet Sematary (Ramones cover)
04 | That's My Victory
05 | Descent To Hell
06 | Scratch Noise
07 | War? Where My Enemy Lies
08 | Silence City
09 | Hide
10 | Volkanas

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1992 | LIVE AT DAMA XOC

01 | War Where My Enemy Lies
02 | To Die Is Not To Die
03 | Hide
04 | Pet Cemetery (Ramones)
05 | Darkness
06 | Hi Hey Ho! Let´s Go (Ramones)
07 | Descent To Hell
08 | Volkanas
09 | That's My Victory

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1994 | MINDTRIPS

01 | Mindtrips
02 | Same Old
03 | When 2 R 1
04 | Off My Back
05 | Wake Up
06 | Keep On Trying
07 | On Your Own
08 | Goodbye
09 | Living Hell
10 | Whole Lotta Love

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segunda-feira, 9 de julho de 2012

Bauhaus | Mask

Em janeiro de 1981, dois meses após lançar seu primeiro álbum, o Bauhaus assina com o selo Beggars Banquet. Em março desse mesmo ano excursionam pelos EUA. Lançam em abril o primeiro single do álbum vindouro, ‘Kick in the Eye’, com a faixa ‘Satori’ no lado B. Essa versão do single é ligeiramente diferente da que viria a sair no álbum. Mostra o grupo com uma pegada funk, graças à linha de baixo dançante. ‘Satori’ é uma faixa instrumental essencialmente percussiva com um acento mais reggae no baixo e os efeitos de guitarra entrecortados típicos de Daniel Ash.

Curiosidade: nessa época, David J, sob o pseudônimo de Captain Jose da Silva, junto com Max Akopolis, e Alan Moore (pseudônimo de Translucia Baboon), mantinha um projeto em paralelo com o Bauhaus, chamado The Sinister Ducks, que chegou a abrir alguns shows do Bauhaus.

Em junho sai o segundo single, ‘The Passion of Lovers’, no lado B uma faixa com o nome de todos os integrantes. Essa nova canção do Bauhaus é também surpreendente, mostra a banda flertando com violões e teclados. Com dois singles que seguem direções tão díspares, antever o que viria em ‘Mask’ parece uma tarefa difícil, o que corrobora a dificuldade em “enquadrar” a música do grupo, que cada vez mais toma vertentes diversas, engana a crítica que não consegue rotular a música deles.

‘Mask’ ganha o mundo em outubro de 1981.

Com uma capa em preto e branco, a cargo de Daniel Ash, e um título bastante sugestivo, o Bauhaus tira/põe (?) sua máscara em seu segundo álbum, tomando um caminho diverso de outrora, reflexo do momento em que a banda se encontrava. Em ‘In the Flat Field’ a maior parte canções eram do início da carreira, dos primeiros ensaios. Natural que ‘Mask’ apresente uma “maturidade” musical e um abrandamento na crueza explícita de ‘In The Flat Field’. Essa tendência que já se insinuava nos singles, concretiza-se no álbum. Por essa época o grupo se inclinava inclusive pelo dub, vide ‘In Fear of Dub’, uma versão para ‘In Fear of Fear’, que mais tarde entraria como faixa bônus ou ‘Earwax’.

Ideias e estilo sempre estiveram primeiro plano na concepção do Bauhaus. ‘Mask’ reafirma isso, as ideias musicais tomam as mais variadas formas, e o baixo de David J (agora mais pontual e groove) e a bateria sempre inusitada de Kevin Haskins continuam sendo a matéria bruta das canções do grupo, que passa a incorporar teclados e sax, como em ‘Dancing’, com letra de David J (‘estamos dançando no lado negro dessa canção’) ou a pscótica ‘In Fear of Fear’ e seu sax alucinado. Em ‘Of Lillies and Remains’ (com um groove quase reggae) a cozinha faz uma “cama” para a declamação da letra que fala de alguém que descobre que acabou de morrer e precisa escalar um muro alto e cheio de buracos para voltar à vida.

Por ter obtido uma boa colocação nas paradas, é comum a afirmação de ser o álbum mais comercial do grupo. Vá lá que ‘Kick in the Eye’ é das canções mais acessíveis do grupo, mas ‘Mask’ não é um álbum de fácil assimilação, há uma clima denso, uma atmosfera carregada que percorre algums canções, como em ‘Mask’ ou ‘Hollow Hills’. Acrescente-se que a maior parte das letras não são nada palatáveis. ‘Passion of Lovers’, por exemplo, tem teclados de fundo com tons épicos/misteriosos, o baixo é profundo, Murphy canta que “a paixão dos amantes é pela morte”. ‘Muscle in Plastic’ segue uma melodia dissonante ao piano, linha de baixo com muitos espaços vazios e uma confissão: ‘Sou músculo em plástico, um mau movimento de Nijinski, uma peça branca do show e não tenho nada a perder’. As referências não param, ‘The Man With X-Ray Eyes’ toma emprestado o título do filme de Roger Corman, de 1963 e ‘Kick in the Eye’ fala da busca por Satori, um termo relacionado ao Budismo.

Após o lançamento e relativo sucesso alcançado por ‘Mask’, o Bauhaus seguiria por uma maratona de shows pela Europa, EUA e algumas apresentações para a TV.

Por: luciano

2010 - OMNIBUS EDITION

Disc 1 │ MASK

Hair Of The Dog
The Passion Of Lovers
Of Lilies And Remains
Dancing
Hollow Hills
Kick In The Eye 2
In Fear Of Fear
Muscle In Plastic
The Man With X-Ray Eyes
Mask

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Disc 2 │ SINGLES AND OUT-TAKES

Kick In The Eye-Original Single Version A Side
Satori │ Single B Side
In Fear Of Fear │ Original Version
In Fear Of Dub
Muscle In Plastic │ Rough Mix Version
Dancing │ Rough Mix Version
Hair Of The Dog │ Rough Mix Version
Monkey Poison Pen │ Rough Mix Version
Ziggy Stardust │ Rough Demo Version
Earwax │ Full Unedited Version
1-2-3-4 │ Single B Side
Muscle In Plastic │ Rejected Album Mix
Hollow Hills │ Rejected Album Mix
Hair Of The Dog │ Rejected Album Mix
Poison Pen*
Kick In The Eye │ Single Re-Mix Version
Dave And Danny´s Waspie Dub #2 *

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Disc 3 │ THIS IS FOR WHEN...
(Recorded Live At Hammersmith Palais, London - 9, November 1981)

This Is For When...
The Passion Of Lovers
In The Flat Field
Silent Hedges
In Fear Of Fear
Terror Couple Kill Colonel
The Man With X-Ray Eyes
Dancing
Mask
Rosegarden Funeral Of Sores
Hair Of The Dog
Kick In the Eye
A God In An Alcove
Hollow Hills
Stigmata Martyr
Dark Entries
Bela Lugosi´s Dead

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quinta-feira, 5 de julho de 2012

Patife Band


Tudo começou em 1983, quando Paulo Barnabé fundou uma banda de nome Paulo Patife Band.

Irmão do músico Arrigo Barnabé, que trazia uma proposta ousada de misturar o erudito com o popular, o dodecafônico com o pop, além da atonalidade, Paulo arregimentou, em pouco tempo, um grupo de músicos para o projeto.

A música da banda seria mais rock do que a de Arrigo, com um pé no punk e no new wave, com elementos experimentais, jazz, além das letras provocativas, satíricas e até nonsense de Paulo. O Patife Band tinha um estilo próprio, sem similares no país. Um bom exemplo, por exemplo, seria o grupo norte-americano Pere Ubu.

Logo, a banda teria o nome reduzido para Patife Band e a formação traria, além de Paulo, André Fonseca (guitarra e voz), Sidney Giovenazzi (baixo e voz) e James Müller (bateria).

Segundo a pequena biografia do grupo no site myspace, "Paulo Barnabé tem influência das técnicas de composição erudita contemporânea de onde surgem ritmos assimétricos, células atonais, séries dodecafônicas. Há também assumida influência de punk-rock, do jazz e ritmos brasileiros, o que torna a 'brincadeira' ainda mais interessante!"

Após muito ensaio, em 1984, a banda prepara um repertório para o primeiro lançamento do grupo, um EP apenas com o nome Patife Band.

Curto em duração, longo em criatividade, o Patife mostrava porque foi considerado um dos expoentes da vanguarda paulistana, nos anos 80.

Letras irônicas, mudança de andamento e de estilo repentinos, muita técnica e inteligência fizeram o EP - lançado pelo selo Lira Paulistana - um achado. O trabalho abre com uma regravação da Jovem Guarda, "Tijolinho", de Wagner Benatti e traz o maior clássico do grupo, a feroz "Tô Tenso", além de uma divertida regravação do clássico natalino "Noite Feliz".

Tanto talento chamou a atenção da Warner, que os contrata para um LP. Assim, nasce uma das mais belas gemas obscuras do rock brasileiro dos anos 80, Corredor Polonês.

Mesmo gravando em uma major, o Patife manteve sua linguagem ousada. Corredor Polonês não difere muito do EP de estréia. O disco traz uma regravação de "Tô Tenso" - que posteriormente seria gravada pelos Ratos de Porão, além da faixa-título e "Teu Bem".

O grupo saiu em uma excursão para a promoção, onde se destacava Paulo Barnabé, com suas apresentações maníacas e que não parava um segundo sequer no palco.

Texto: Mofo

1985 | PATIFE BAND

01. Tijolinho
02. Pregador Maldito
03. Pesadelo
04. Tô Tenso
05. Noite Feliz
06. Peiote


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1987 | CORREDOR POLONÊS

01. Corredor Polonês
02. Pesadelo
03. Chapeuzinho Vermelho (Lil' Red Riding Hood)
04. Tô Tenso
05. Poema em Linha Reta
06. Teu Bem
07. Três por Quatro
08. Pregador Maldito
09. Vida de Operário
10. Maria Louca

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2003 | AO VIVO EM LONDRINA

01. To Tenso
02. O veneno
03. Pigs & Blaaarghhh!
04. Big Stomach
05. Pesadelo
06. Ready to Die
07. Pregador Maldito
08. Tudo Claro
09. Teu Bem
10. Três Por Quatro
11. Vida de Operário
12. Corredor Polonês
13. Poema em Linha Reta
14. Velho Oeste Paulista
15. Ready to Die 2

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segunda-feira, 25 de junho de 2012

B.B. King & Eric Clapton


Amigos desde 1967, King e Clapton realizam um antigo sonho e gravam este disco em dupla, no qual investem em releituras vibrantes de standards do blues, canções mais recentes e um clássico do soul.

2000 | RIDING WITH THE KING

Riding With The King
The Long Years
Key To The Highway
Marry You
Three O'Clock Blues
Help The Poor
I Wanna Be
Worried Life Blues
Days of Old
When My Heart Beats Like A Hammer
Hold On I'm Coming
Come Rain Or Come Shine

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James Taylor


Conhecido por baladas românticas e melosas de rádios tipo “vitrolão” de freqüência modulada, como Only a Dream In Rio (ainda mais aqui), James Taylor começou como músico clássico e, no auge da boemia do nova-iorquino Village dos anos 60, virou um roqueiro da pesada.

Formou uma banda – a Flying Machine que não desandou. Taylor começou a se afundar em seu primeiro contato com heroína. Quando a barra de fato piorou, ele decidiu mudar de ares: foi para Londres. Lá, conheceu o músico e produtor Peter Asher, através de contatos com ex-produtores seus. Asher era irmão da namorada de Paul McCartney (e parte do duo Peter And Gordon) e acreditou no trabalho do músico norte-americano. Quando os Beatles fundaram o seu próprio selo (a Apple), eles resolveram apostar em um artista não britânico. O disco, apesar de interessante, não vendeu bem.

A carreira desandou, ele teve uma recaída com drogas em fins de 1968, a Apple começou a fazer água junto com o ânimo do quarteto de Liverpool e James voltou para os Estados Unidos, fixando-se no cenário musical californiano. Ainda sofreu um grave acidente de moto, fraturando as duas mãos, fato que o fez permanecer recluso por vários meses. A maré de eventos funestos só iria mudar quando ele conseguiu um contrato novinho em folha com a Warner.

Contando com o auxílio de Asher, que também se mudara para a América, ele compôs Sweet Babe James, que seria as suas boas vindas ao universo do disco. O álbum deslanchou — ainda mais com o sucesso do single Fire And Rain, e a mudança do seu estilo musical, mais introspectivo e suave, com arranjos acústicos de extrema qualidade. A música-tema, uma berceuse, é uma triste canção que fala de um cara solitário, à margem do misantropismo, perdido no tempo, como lágrimas na chuva, tendo por companhia um cavalo pastando. “Verdes profundos e azuis/são asa cores que eu escolhi/você não vai me deixar triste em meus sonhos”).

O impacto foi tão grande que, junto com Sweet Baby James, foram exumados tanto o seu debut fonográfico quando os tapes que ele gravara com a Flying Machine e marcaria o seu estilo com a sua voz marcante e seu estilo ímpar de dedilhar o violão. Fire And Rain fala de sua experiência em clínicas de reabilitação para dependentes químicos e dos tempos em que ele procurava alguma saída para toda aquela ciranda de insucessos e frustrações que o cercava, é triste de doer — ainda mais quando ele fala e solidão, depressão e da perda de sua amiga mais próxima, Suzanne Schnerr.

A parceria com Danny Kortchmar rendeu uma seção acústica sublime, como no blues Oh Baby, Don't You Loose Your Lip on Me e uma das versões mais bonitas do clássico do compositor americano Stephen Forster, Oh Suzannah, em forma de uma doce balada para ninar gente grande. Suite For 20 G é a que mais destoa do disco, por ser experimental (tem 3 seções, rápida-lenta-rápida), e mistura elementos de jazz e um naipe de metais. Consta que a idéia não é proposital.

Taylor precisava de uma última faixa para a mixagem final e lhe ocorreu que seria mais interessante se ele juntasse pedaços de três canções inacabadas — e o resultado foi surpreendente.

Texto: 1001 albuns

1970 | SWEET BABY JAMES

Sweet Baby James
Lo and Behold
Sunny Skies
Steamroller
Country Road
Oh, Susannah
Fire and Rain
Blossom
Anywhere Like Heaven
Oh Baby, Don't You Loose Your Lip On Me
Suite For 20G

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terça-feira, 19 de junho de 2012

Sebastian Hardie


Sebastian Hardie, a lendária banda australiana de rock progressivo sinfônico liderada pelo guitarrista "Mario Millo", está de volta com um novo álbum intitulado "Blueprint". Este é o 3ª álbum de estúdio da banda, além dos agora clássicos, "Four Moments" (1975) e "Windchase" (1976).

Depois da sua dissolução no final de 1970, "Sebastian Hardie" foi convidado à retornar e realizar um show no Progfest 94 em Los Angeles. O show foi gravado e o CD "Live in LA" foi lançado.


Em julho de 2003 Sebastian Hardie retorna outra vez, desta feita para uma turnê no Japão e mais tarde nesse mesmo ano, foram convidados especiais nos concertos do "Yes" em Sydney e Melbourne.

Após shows no Japão e os shows com o grupo "Yes", entusiasmados com a excelente receptividade, os membros da banda decidiram gravar outro álbum e continuar com performances ao vivo. O único problema foi de logística. O baterista Alex Plavsic foi viver e trabalhar a cerca de 1000 quilómetros de distância, em Queensland, enquanto os outros membros estavam em Sydney com suas próprias responsabilidades pessoais e de trabalho. Isto proporcionou oportunidades limitadas para o grupo se reunir, ensaiar e gravar o novo material. Mas se eles tiveram pouco tempo, sobra-lhes qualidade e foi composto o material para um novo cd sem maiores problema.

2012 - BLUEPRINT

01. I Wish
02. Vuja de
03. Art of Life
04. I Remember
05. Another String
06. Shame


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segunda-feira, 18 de junho de 2012

Lô Borges

O famoso disco do tênis foi gravado logo em seguida ao lançamento de Clube da Esquina. Suas músicas foram compostas na correria, fato que ajudou a transformá-lo em uma obra única da música brasileira.

O vigoroso e distorcido blues rock “Você Fica Bem Melhor” abre o disco e até engana. O que segue, no entanto, é baseado em canções folk, com alguns delírios psicodélicos. “Canção Postal” parte de notas tristes ao violão e descamba em vocais influenciados por “Because” dos Beatles. A belíssima “O Caçador”, com seu lirismo e guitarras oitavadas, traz o parentesco com a doce melancolia de “Trem Azul”. Músicas completamente piradas como “Não Foi Nada”, “Pra Onde Vai Você” e “Aos Barões” se equilibram ao lado das pérolas sonhadoras “Pensa Você”, “Faça Seu Jogo” e “Não Se Apague Esta Noite”. Para completar, há ainda peças instrumentais (“Fio da Navalha”, “Calibre”, “Toda Essa Água”) e grandes momentos voz e violão (“Como o Machado” e “Eu Sou o Que Você É”).

É um disco que fala muito de sonhos, de estrada, da liberdade, da mesma forma que sempre traz à tona o sangue. Afinal, eram os anos mais tenebrosos da ditadura militar.

Texto: Revista Freakium

1972 | LÔ BORGES

01. Você fica melhor assim
02. Canção postal
03. O caçador
04. Homem da rua
05. Não foi nada
06. Pensa você
07. Fio da navalha
08. Pra onde vai você
09. Calibre
10. Faça seu jogo
11. Não se apague esta noite
12. Aos barões
13. Como o machado
14. Eu sou como você é
15. Toda essa água

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segunda-feira, 11 de junho de 2012

Kin Ping Meh


Não, ‘Kin Ping Meh’ não é uma banda chinesa, é alemã e embora seja rotulada como krautrock é uma banda de rock progressivo e hard rock formada em 1970 em Manheim, cujo embrião era o grupo escolar ‘Thunderbirds’ e tinha Werner Stephan nos vocais; Joachim Schafer na guitarra, piano e vocais; Fritz Schmitt no órgão e piano; Torsten Herzog no baixo e Kalle Weber na bateria. O gênero krautrock deriva da palavra krauts (chucrute) que era um termo depreciativo usado para os soldados alemães na Segunda Guerra Mundial, e foi criação de John Peel, apresentador de destaque de uma estação de rádio britânico em 1968, que o utilizava para designar as bandas de rock da Alemanha Ocidental que se destacavam internacionalmente.

O nome da banda, ‘Kin Ping Meh’, significa ‘um ramo de flor de ameixa em um vaso de ouro’ foi retirado de um romance chinês do século 16 que retrata a vida e os costumes da época. E os integrantes tinham como modelo as bandas inglesas ‘Deep Purple’, ‘Uriah Heep’ e ‘Spooky Tooth’. Em 1970, deram o primeiro concerto e nos meses seguintes participaram de sete concursos importantes. Foram descobertos pelos caçadores de talentos da ‘Polydor’ em 1971, e antes da gravação do primeiro álbum Joachim Schafer, que deixou a banda, foi prontamente substituído por Willie Wagner. O ano de 1972 foi um ano muito bom para ‘Kin Ping Meh’, participaram de um musical anti-drogas, compuseram a trilha sonora para um seriado, abriram os Jogos Olímpicos de Vela de Kiel, saíram em turnê com Rory Gallagher e lançaram o segundo álbum ‘Nº 2' que conta com um cover dos Beatles: Come Together. Mas o grupo pagou um alto preço por estar constantemente na estrada: Willie Wagner, Werner Stephan e Torsten Herzog saíram para serem substituídos por Gerhard ‘Gagey’ Mrozeck, Uli Gross, o baixista britânico Alan Joe Wroe e seu conterrâneo Geff Harrison. Com essa formação gravaram ‘Kin Ping Meh 3’ que contou com um coro feminino.

E foi principalmente por causa do vocalista Geff Harrison que a banda desenvolveu uma imagem de hard rock e apareceu em alguns programas de televisão com ‘Deep Purple’ e ‘Slade’. O quarto álbum ‘Virtues & Sins’ recebeu comparações com os ‘Rolling Stones’ e ‘Spooky Tooth’. Em 1976 lançaram ‘Concrete’, um álbum ao vivo. Após o término do contrato com a gravadora, Geff Harrison e Alan Joe Wroe deixaram a banda, os outros integrantes ainda tentaram um novo começo, mas foram incapazes de continuar a história de sucesso, principalmente por causa do fraco desempenho vocal. No verão de 1977, a banda finalmente foi extinta. Em novembro de 1982 aconteceu um show revival de ‘Kin Ping Meh’ na Universidade de Berlim, mas o grupo era constituído principalmente por membros da banda de Geff Harrison, Gerhard Mrozeck e Kalle Weber não participaram. Kalle Weber, da formação original da banda, morreu de um ataque cardíaco em 1995.

Texto: mara


1999 | FAIRY TALES & CRYPTIC CHATERS (4 CD BOX SET)

CD 1: TAKE FIVE DREAMS UNTIL KISSING TIME

01. Fantasy I
02. I Love You More Than You'll Ever Know
03. Something
04. You've Made Me So Very Happy
05. Light My Fire (Doors)
06. Spinning Wheel
07. My Future
08. Too Many People
09. Haze
10. In A Better Way
11. Old Man From Peru
12. Woman (Live)
13. Organ Intro
14. My Dove
15. Fairy Tales
16. Fantasy II

CD 2: LIVE LESSONS AT BIER'S DANCING SCHOOL

01. I Believe, that I'm a Winner
02. Help
03. Forget It, I Got It
04. Everyday (Live)
05. Don't You Know (Live)
06. I'm a Man (Live)
07. Progressive Blues Jam
08. Everything's My Way
09. Child in Time
10. Alexandra (Live)
11. Salty Dog
12. Happy Song
13. Killing Time

CD 3: SOMETIME BESIDE DRUGSON'S TRIP

01. Good Morning Kin Ping Meh
02. Everything's My Way (Live)
03. Everything's My Way (Alternate Instrumental)
04. My Future (Alternate Instrumental)
05. Too Many People (Alternate Instrumental)
06. Theme From Fairy Tales (Alternate Instrumental)
07. Don't You Know (Alternate Instrumental)
08. Final Blues (Alternate Instrumental)
09. The Ballad Of Drugson's Trip (Live)
10. Sometime (Live 1971)
11. Don't Get Confused (Live Early Fairy Tales)
12. Help (Live)
13. Too Many People
14. Do It Babe (Early Dove Version)
15. Drugson's Trip

CD 4: FINAL CUTS FROM "BIER" CONVENTIONS

01. Stage Announcements
02. Everything's my Way
03. Haze
04. Witch Craft
05. In a Better Time
06. Salty Dog
07. I'm a Man
08. Child in Time
09. Stage Announcement by Joachim Schafer
10. Everything's My Way
11. Salty Dog
12. Alexandra (Rehearsal for a Musical Called Rausch)

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segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

Hipnoia

A banda Hipnoia nasceu em 2011, após o guitarrista Luiz Badia e o baterista Gilberto Cabral, amigos de longos anos, encontrarem o baixista Marcio CS, que se dispôs também a fazer testes para vocalista.

Tudo deu certo nos primeiros ensaios, o trio se firmou em estúdio, e conta hoje com mais de 20 músicas próprias, somando as composições de Luiz e Gilberto com as que Marcio trouxe quando entrou na banda.

Como os integrantes já passaram por muitas bandas e têm larga experiência de estúdio e palco, existe uma urgência de divulgação, por ser uma banda que recomeça do zero. A motriz musical se baseia no virtuosismo do baterista Gilberto Cabral, nas letras extravagantes de Luiz Badia, e na performance de Marcio CS. Todas as composições são em português.

O estilo musical da banda mistura o hard rock com o pós-punk, com letras que abordam temas pessoais e crônicas do cotidiano. A Hipnoia traz essa sonoridade para nossos tempos atuais, misturando com um rock mais contemporâneo, e pitadas de música brasileira.

Mais informações : SITE OFICIAL

Veja abaixo o clipe de "Os Astronautas (Ao Vivo)"

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

São Paulo Ska Jazz

"A partir de uma deliciosa “mistura” de bossa nova, frevo, baião, soul, jazz, salsa, reaggae e ska o SPSJ criou seu próprio repertório e promete ser a grande novidade da música instrumental brasileira." SPSJ - Site Oficial da Banda

"Jazz, mas também frevo e baião! A surpreendente aparição do SPSJ - com disco de estreia já pronto! - abre novos caminhos e perspectivas para o ska brasileiro. Jamais um grupo tupiniquim havia exibido lado a lado influências de papas do gênero (como New York Ska Jazz Ensemble e Jazz Jamaica All-Stars) e também boas referências de grupos instrumentais locais." Radiola Records

2009 - SÃO PAULO SKA JAZZ

01. São Paulo
02. 220
03. Alta Frequência
04. Sombrinha
05. Fim de Semana
06. Estação da Luz
07. Periferia
08. Em Algum Lugar da América
09. Samba de Uma Nota Só
10. Skaião
11. Rua Augusta
12. A Torre

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sábado, 21 de janeiro de 2012

Black Sabbath

BORN AGAIN
Por: Ronaldo Costa

Ser um álbum de destaque dentro de uma discografia como a do Black Sabbath não é tarefa fácil. Afinal, estamos falando de uma banda que gravou vários clássicos do heavy metal, alguns em seqüência, além de ter brilhado com diferentes formações. O que se poderia esperar de uma reunião de Tony Iommi, Geezer Butler e Bill Ward com aquele que é considerado um dos melhores vocalistas da história do rock (pra muita gente, o melhor)? Bem, a adição de Ian Gillan ao Sabbath criou um dos maiores ‘dream teams’ que o metal já viu e, por isso mesmo, o que se esperava era um sucesso estrondoso e absoluto.

As coisas não andavam muito boas para nenhum dos lados. O Black Sabbath perdera seu vocalista, ninguém menos que Ronnie James Dio, que deixava a banda após desentendimentos devido à mixagem e ao lançamento do ao vivo “Live Evil”, levando ainda o batera Vinny Appice na história. O grupo via-se então sem vocalista e sem baterista e precisaria encontrar alguém para ocupar os postos deixados pelos ex-integrantes. Para a bateria, acabaram optando pelo óbvio e convidaram Bill Ward para voltar à banda, sendo que o mesmo aceitou o convite de bate-pronto. Para o vocal, começaram a fazer algumas audições, só que substituir um monstro sagrado como Dio por alguém do mesmo nível era algo praticamente impossível. Diz a lenda que até Michael Bolton enviou fitas para uma possível audição com a banda. Muito se fala que Iommi queria muito que David Coverdale assumisse os vocais do Sabbath, só que a coisa toda era muito difícil pois David estava mais ocupado com o seu Whitesnake.

Ian Gillan estava se despedindo de sua carreira-solo, marcada por excelentes trabalhos mas que não obtiveram nenhum sucesso comercial e que não conseguiam atingir um público maior. O “Silver Voice” jamais escondera que sua real intenção era um retorno com o Deep Purple, difícil também àquela época, já que Ritchie Blackmore estava bem ocupado com o Rainbow. Eis que após um encontro num bar e alguns goles a mais (alguns não, vários goles a mais), Gillan, Iommi e Butler viram uma excelente possibilidade, que era o Black Sabbath com Gillan nos vocais. Após tudo acertado, a banda entra em estúdio e em agosto de 1983 lança o álbum “Born Again”. A princípio, não parecia que a coisa pudesse dar errado. O álbum já saiu direto no quarto lugar da parada britânica, melhor resultado comercial do Sabbath em muitos anos. Mas não foi exatamente o que aconteceu com o passar daqueles meses que se seguiram. Uma turnê não muito bem sucedida, o mal estar de Gillan no posto de vocal do Sabbath, críticas de vários fãs, sobretudo os mais radicais, fariam com que aquela reunião não tivesse continuidade e que os envolvidos passassem a considerar que aquilo tudo, incluindo-se o próprio “Born Again”, havia sido um grande equívoco.

Bom, após relembrar e entender o que rolou naquele período, vamos analisar o álbum em si. Existe uma corrente forte que afirma que “Born Again” tem poucos fãs pelo mundo e que, inclusive, boa parte deles estaria aqui no Brasil. Para alguns, tudo relacionado a esse trabalho serviria de motivo para críticas e implicâncias. A capa do disco é uma das mais criticadas e ridicularizadas da história do metal. Olhando ela hoje, realmente fica difícil defender aquela gravura. Mas se toda a crítica que se faz a esse álbum fosse resumida à capa, estaria tudo bem. O negócio é que muita gente criticava todo o resto: os videoclips gerados a partir de músicas do álbum que, pra muita gente, representaram algo ridículo e constrangedor para a banda. A turnê de divulgação, o setlist, a irritação que Gillan provocava em alguns, sobretudo nos mais radicais, com suas tentativas de impor o seu estilo pessoal às canções mais antigas da banda, principalmente nas da “fase Ozzy”, até mesmo o “sacrilégio”, na visão de alguns fãs, que foi incluírem “Smoke On The Water”, clássico do Purple, num setlist do Sabbath. Bill Ward, completamente impossibilitado de sair em turnê, acabou sendo substituído pelo competente Bev Bevan. Agora, se você reparar bem, tudo o que eu citei foram acontecimentos relativos àquele período. Mas e o principal? E as músicas do álbum em si? Afinal, não é isso o que realmente conta?

Bem, o Sabbath sempre primou pelo peso em toda a sua obra. De todas as características da banda, a que mais salta aos olhos é que a banda sempre soou muito pesada. E se houvesse um campeonato para ver qual álbum da banda é o mais pesado, “Born Again” ganharia o primeiro lugar fácil, fácil... É de impressionar até hoje a agressividade desse disco. A pancadaria começa com “Trashed”, uma daquelas porradas em que se leva um tempo até entender o que aconteceu. A assustadora “Disturbing the Priest” pode pegar de surpresa aquele menos atento, com o peso da guitarra de Iommi e os berros desesperados de Gillan. Como não se lembrar e não se empolgar com “Zero the Hero”, além de outras porradas mais do que pavorosas e diretas, como “Digital Bitch” e “Hot Line”. A banda só pegaria mais leve em duas músicas, a belíssima e emocionante “Born Again” e em “Keep It Warm”. Completando o álbum com “Stonehange” e “The Dark”, o resultado final em termos de composições é um dos melhores trabalhos já realizados pelo Black Sabbath em todos os tempos. Não era simplesmente um bom resultado em termos de pegada, de agressividade, era também um grande disco em termos de arranjos, harmonias e melodias. Os músicos todos em um ótimo momento (mesmo com os problemas de Bill Ward) e Ian Gillan entregando ao mundo o que muita gente considera o melhor trabalho vocal de sua carreira. Calma, antes de se revoltar comigo, o que estou dizendo é apenas uma afirmação de vários fãs do Sabbath, do Purple e do próprio Ian. Se a afirmação procede, é uma questão de avaliação de cada um. Agora, que a performance de Gillan nesse álbum é uma das coisas mais impressionantes já vistas no heavy metal, isso não há como negar. O cara parecia estar possuído, executando vocais matadores, notas altíssimas e gritos absolutamente desesperados. Cantou tudo o que sabia e mais um pouco. O grande ponto baixo em termos de sonoridade nesse trabalho está na sua produção e mixagem, que deixou o som abafado e, em certas partes, até meio embolado. É sabido que um amplificador de Tony Iommi queimou já no início das gravações e ninguém se deu conta disso até o fim da mixagem. Entretanto, esses deslizes parecem até ter contribuído para o clima pesado e agressivo de “Born Again”.

Hoje, os músicos afirmam não gostar do álbum, dizem que aquela reunião não deu certo, que ‘não rolou a química’. Na minha opinião, esse álbum de 1983 foi um dos melhores momentos do metal oitentista e do heavy metal como um todo. Como seria bom se outros álbuns desse nível chegassem ao mercado nos dias atuais. “Born Again”, ainda que de maneira torta e com várias críticas no seu encalço, pode, e pode muito, ser considerado um clássico, coisa que muita gente já o considera, mas normalmente deixando-o num nível diferente e um pouco abaixo de outras obras clássicas do Black Sabbath. Por isso mesmo, ostentando o status de ‘clássico’ para muitos, de ‘cult’ para outros e de um equívoco para alguns, esse é um disco cuja qualidade supera em muito a receptividade que teve e a importância e reconhecimento que realmente sempre mereceu.

1983 | BORN AGAIN

Trashed
Stonehenge
Disturbing the Priest
The Dark
Zero the Hero
Digital Bitch
Born Again
Hot Line
Keep It Warm

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segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Far Out

O Far Out foi o embrião do gigante japonês Far East Family Band, ora King Crimson ora Pink Floyd, com pitadas de Eloy e uma sonoridade nipônica que da um toque único a este álbum, o único da banda.O quarteto era liderado pelo guitarrista e vocalista Fumio Miyashita que posteriormente fundaria o FEFB, além de Miyashita o Far Out contava com Eiichi Sayu na guitarra, órgão Hammond e vocais, Kei Ishikawa no baixo e vocais, Manami Arai na bateria e Nihon-daiko nos vocais.Recheado de atmosferas tensas e espaciais, este disco é um prato cheio para os amantes da guitarra, que por todo o álbum dita a cadencia da banda.

1973 - FAR OUT

01 | Too Many People
02 | Nihonjin

+ 7 Bônus
03 | Birds Flying To The Cave
04 | Saying To The Land
05 | Moving, Looking, Trynig, Jumping
06 | Wa Wa
07 | The Cave Down To The Earth
08 | Four Minds
09 | Transmigration

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quarta-feira, 19 de outubro de 2011

Delirium

2007 - DELIRIUM LIVE

Palavras de Gäel:

Não é preciso fazer comentário algum sobre esse disco.
Ettore Vigo e seus camaradas são como vinho.
A medida que o tempo passa eles ganham mais força, paladar,harmonia e emoção.
Sensacional !

Opening
Villaggio
Movimento I: Egoismo
Preludio: Paura
Culto Disarmonico
è L'Ora
Dolce Acqua: Speranza
Gioia, Disordine, Risentimento
Medley Jethro Tull (incl. Bourée & Living In The Past)
Notte A Bagdad
Johnny Sayre: Il Perdono
Jesahel
With A Little Help From My Friends

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