segunda-feira, 10 de junho de 2013
sexta-feira, 3 de maio de 2013
Gang Of Four
Gang of Four é uma banda pós-punk de Leeds, Inglaterra. Faziam parte da formação original o cantor Jon King, o guitarrista Andy Gill, o baixista Dave Allen e o baterista Hugo Burnham. Estiveram totalmente ativos entre os anos de 1977 e 1984, reapareceram durante a década de 1990 por duas vezes com King e Gill. Em 2005 reuniram a formação inicial.
1984 | LIVE AT THE PALACE
We Live as We Dream, Alone
History Is Not Made by Great Men
Silver Lining
History of the World
I Love a Man in Uniform
Paralysed
Is It Love
Damaged Goods
At Home He's a Tourist
I Will Be a Good Boy
Call Me Up
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sexta-feira, 1 de março de 2013
Milton Nascimento & Lô Borges
Se Clube da Esquina fosse apenas a resposta brasileira à Sgt. Pepper..., já se destacaria como uma importante contribuição ao pop internacional. Mas esta magnífica coleção de canções, lançada originalmente como um álbum duplo, também transformou Milton Nascimento, Lô Borges, Beto Guedes e Toninho Horta em artistas de sucesso pelo seu próprio talento.
Embora Milton Nascimento - um cantor carismático com um falsete puro e cheio de espiritualidade - seja o centro de gravidade do álbum, ele ainda não era uma grande estrela, e Clube da Esquina é muito mais um trabalho de grupo, co-creditado também a Lô Borges. O disco mistura sons oníricos, letras surrealista se uma ampla variedade de influências sul-americanas. É um marco da música popular que abriu as portas da criação para outros artistas.
O Clube da Esquina era um grupo de amigos de Belo Horizonte-MG. Eles passaram seis meses, em 1971, numa casa alugada na Praia de Piratininga, em Niterói-RJ, compondo e compartilhando seu amor pelos Beatles. De volta ao estúdio, a música ganhou uma grandiosidade suntuosa com a orquestração de Eumir Deodato e Wagner Tiso. O álbum contém uma série de clássicos, como "Cravo e Canela" e "Nada Será Como Antes". A influência dos Beatles é particularmente forte no "rock mineiro" de Lô Borges, em faixas como "O Trem Azul" e "Nuvem Cigana", músicas delicadas, cheias de encanto e sutilezas.
Embora Milton Nascimento - um cantor carismático com um falsete puro e cheio de espiritualidade - seja o centro de gravidade do álbum, ele ainda não era uma grande estrela, e Clube da Esquina é muito mais um trabalho de grupo, co-creditado também a Lô Borges. O disco mistura sons oníricos, letras surrealista se uma ampla variedade de influências sul-americanas. É um marco da música popular que abriu as portas da criação para outros artistas.
O Clube da Esquina era um grupo de amigos de Belo Horizonte-MG. Eles passaram seis meses, em 1971, numa casa alugada na Praia de Piratininga, em Niterói-RJ, compondo e compartilhando seu amor pelos Beatles. De volta ao estúdio, a música ganhou uma grandiosidade suntuosa com a orquestração de Eumir Deodato e Wagner Tiso. O álbum contém uma série de clássicos, como "Cravo e Canela" e "Nada Será Como Antes". A influência dos Beatles é particularmente forte no "rock mineiro" de Lô Borges, em faixas como "O Trem Azul" e "Nuvem Cigana", músicas delicadas, cheias de encanto e sutilezas.
Disco 1:
01. Tudo Que Você Podia Ser
02. Cais
03. O Trem Azul
04. Saídas e Bandeiras nº 1
05. Nuvem Cigana
06. Cravo e Canela
07. Dos Cruces
08. Um Girassol da Cor de Seu Cabelo
09. San Vicente
10. Estrelas
11. Clube da Esquina nº 2
Disco 2:
01. Paisagem na Janela
02. Me Deixa em Paz
03. Os Povos
04. Saídas e Bandeiras nº 2
05. Um Gosto de Sol
06. Pelo Amor de Deus
07. Lilia
08. Trem de Doido
09. Nada Será Como Antes
10. Ao Que Vai Nascer
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terça-feira, 26 de fevereiro de 2013
The Kinks
Lola Versus Powerman and the Moneygoround, Part One é um álbum conceitual da banda de rock britânica The Kinks. Lançado em 1970, é uma análise satírica das diversas facetas da indústria da música, incluindo editoras, sindicatos, imprensa, contadores, empresários e a estrada. Musicalmente Lola é eclético, transitando entre os gêneros folk, hard rock e a tradicional música de salão britânica.
Embora tenha surgido em um período de transição para o Kinks, Lola Versus Powerman foi um sucesso tanto comercial quando de crítica, entrando para o Top 40 nos Estados Unidos e ajudando a resgatar a fama do grupo, o que acabou fazendo deste um álbum de "retorno". Deu origem também a dois hit singles, "Lola", que ficou entre as 10 mais nos Estados Unidos, e "Apeman", que alcançou a 5ª colocação nas paradas britânicas.
1970 | LOLA vs. POWERMAN AND THE MONEYGOROUND, PART ONE
01 | Introduction
02 | The Contenders
03 | Strangers
04 | Denmark Street
05 | Get Back in Line
06 | Lola
07 | Top of the Pops
08 | The Moneygoround
09 | This Time Tomorrow
10 | A Long Way From Home
11 | Rats
12 | Apeman
13 | Powerman
14 | Got to Be Free
15 | Lola" (Mono)
16 | Apeman" (Alternate)
17 | Powerman" (Demo Acoustic)
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quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013
America
America é uma banda britânica de folk rock muito popular no início e meio dos anos 1970 e agora mais conhecida por seus sucessos como A Horse with No Name e Sister Golden Hair. Embora eles não fossem muito aceitos pelos críticos, a banda teve excepcional sucesso comercial na venda de seus dois singles e álbuns. Apesar de cantores consagrados como James Taylor e Rod Stewart fazerem parte da Warner Brothers Records o grupo que mais vendeu discos neste selo na década de 70 foi America.
Gerry Beckley, Dan Peek e Dewey Bunnel eram três americanos muito jovens, que na época em que foram descobertos (por Jerry Lordan), em 1970, viviam em Londres. Seu som acústico, quieto, causou surpresa e fascínio. O America teve dois grandes hits internacionais seguidos, 'A Horse With No Name' e 'I Need You', ambos tirados de America, seu primeiro álbum, de 1971. Com este álbum, venceram o Grammy de banda revelação de 1972. A música do America, então, era uma versão refinada (não melhor, porém) do folkanglo-americano de Crosby, Stills & Nash. Beckley, Peek e Bunnel tocavam e cantavam imitando (talvez não intencionalmente) Neil Young. Até meados dos anos 70, pelo menos, America foi um nome sólido, com álbuns acima da média e hits de médio impacto, como 'Tin Man' e 'Sister Golden Hair'. No Final dos anos 90, o America, com a mesma formação, ainda estava ativo, vivendo de suas antigas glórias.
2000 | HIGHWAY: 30 YEARS OF AMERICA
Disc: 1
01 | Riverside
02 | A Horse With No Name
03 | I Need You
04 | Rainy Day
05 | Here
06 | Three Roses
07 | Sandman
08 | Everyone I Meet Is From California
09 | Ventura Highway
10 | To Each His Own
11 | Don't Cross The River
12 | Cornwall Blank
13 | Only In Your Heart
14 | Saturn Nights
15 | Hat Trick
16 | Molten Love
17 | It's Life
18 | Submarine Ladies (Unedited, Alternate Mix)
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Disc: 2
01 | Muskrat Love
02 | Green Monkey
03 | She's Gonna Let You Down (Single Edit)
04 | Rainbow Song
05 | Tin Man
06 | Another Try
07 | Lonely People
08 | Hollywood
09 | Baby It's Up To You
10 | Old Man Took
11 | Simple Life
12 | Sister Golden Hair
13 | Daisy Jane
14 | Woman Tonight
15 | Who Loves You (Alternate Mix)
16 | Lovely Night
17 | Amber Cascades
18 | Can't You See
19 | Watership Down (Alternate Mix)
20 | Letter (Alternate Mix)
21 | Today's The Day
22 | Sarah
23 | Are You There
24 | God Of The Sun
25 | Sergeant Darkness
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Disc: 3
01 | California Dreamin'
02 | All My Life
03 | Only Game In Town
04 | 1960
05 | Survival
06 | The Last Unicorn
07 | You Can Do Magic
08 | Inspector Mills
09 | My Dear
10 | The Border
11 | She's A Runaway
12 | (Can't Fall Asleep To A) Lullaby
13 | Special Girl
14 | Nothing's So Far Away (As Yesterday)
15 | Young Moon
16 | Greenhouse
17 | Mitchum Junction (Demo)
18 | Satan (Demo)
19 | Ventura Highway (Demo)
20 | James Holladay (Demo)
21 | Riverside (Demo)
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sábado, 16 de fevereiro de 2013
Rush
Rush é uma banda canadense de rock formada em agosto de 1968 na cidade de Toronto, Ontário. A banda é composta pelo baixista, tecladista e vocalista principal Geddy Lee, pelo guitarrista e backing vocal Alex Lifeson e pelo baterista, percussionista e letrista Neil Peart. A formação original da banda passou por algumas modificações entre 1968 e 1974, alcançando sua formação definitiva com Peart em julho de 1974, duas semanas antes da primeira turnê nos Estados Unidos, devido a problemas de saúde de John Rutsey, antigo baterista da banda.
1997 | RETROSPECTIVE I (1974-1980)
01 | The Spirit of Radio
02 | The Trees
03 | Something for Nothing
04 | Freewill
05 | Xanadu
06 | Bastille Day
07 | By-Tor And The Snow Dog
08 | Anthem
09 | Closer to the Heart
10 | 2112 Overture
11 | The Temples Of Syrinx
12 | La Villa Strangiato
13 | Fly By Night
14 | Finding My Way
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01 | The Spirit of Radio
02 | The Trees
03 | Something for Nothing
04 | Freewill
05 | Xanadu
06 | Bastille Day
07 | By-Tor And The Snow Dog
08 | Anthem
09 | Closer to the Heart
10 | 2112 Overture
11 | The Temples Of Syrinx
12 | La Villa Strangiato
13 | Fly By Night
14 | Finding My Way
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Desde o lançamento do seu álbum de estreia em março de 1974, Rush tornou-se conhecido pelas habilidades instrumentais de seus membros, composições complexas e letras ecléticas, que abordam pesadamente a ficção-científica, fantasia e filosofia, dirigindo-se a assuntos humanitários, sociais, emocionais, e ambientais. Musicalmente, o estilo evoluiu ao longo dos anos, iniciando-se na inspiração do blues no rock em seus primeiros álbuns e, em seguida passando por fases em que predominaram as influências do hard rock, rock progressivo e sintetizadores. A banda e sua musicalidade têm sido citadas como influência por vários artistas musicais, incluindo Metallica, The Smashing Pumpkins e Primus, bem como as bandas de metal progressivo como Dream Theater e Symphony X.
1997 | RETROSPECTIVE II (1981-1987)
01 | The Big Money
02 | Red Barchetta
03 | Subdivisions
04 | Time Stand Still
05 | Mystic Rhythms
06 | The Analog Kid
07 | Distant Early Warning
08 | Marathon
09 | The Body Electric
10 | Mission
11 | Limelight
12 | Red Sector A
13 | New World Man
14 | Tom Sawyer
15 | Force Ten
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1997 | RETROSPECTIVE II (1981-1987)
01 | The Big Money
02 | Red Barchetta
03 | Subdivisions
04 | Time Stand Still
05 | Mystic Rhythms
06 | The Analog Kid
07 | Distant Early Warning
08 | Marathon
09 | The Body Electric
10 | Mission
11 | Limelight
12 | Red Sector A
13 | New World Man
14 | Tom Sawyer
15 | Force Ten
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A banda ganhou um número considerável de Juno Awards, e foi adicionada ao Canadian Music Hall of Fame em 1994. Ao longo de sua carreira, os membros foram reconhecidos como sendo alguns dos melhores em seus respectivos instrumentos, com cada membro ganhando vários prêmios em diversas publicações especializadas. Como um grupo, Rush possui vinte e quatro certificações de ouro e quatorze de platina (três multi-platina) registrados. Segundo a RIAA, o Rush é o terceiro colocado nas estatísticas de vendas de álbuns consecutivos de ouro ou platina por uma banda de rock, atrás apenas de The Beatles e The Rolling Stones. O grupo também se classifica na 78ª posição de números de vendas de CDs nos Estados Unidos, com mais de 25 milhões de unidades. Embora o número total de vendas não são calculadas por uma única entidade, a partir de 2004 várias fontes da indústria mundial estimaram as vendas em mais de 40 milhões de unidades.
2009 | RETROSPECTIVE III (1989-2008)
01 | One Little Victory [Remix]
02 | Dreamline
03 | Workin' Them Angels
04 | Presto
05 | Bravado
06 | Driven
07 | The Pass
08 | Animate
09 | Roll the Bones
10 | Ghost of a Chance [Live]
11 | Nobody's Hero
12 | Leave that Thing Alone
13 | Earthshine [Remix]
14 | Far Cry
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01 | One Little Victory [Remix]
02 | Dreamline
03 | Workin' Them Angels
04 | Presto
05 | Bravado
06 | Driven
07 | The Pass
08 | Animate
09 | Roll the Bones
10 | Ghost of a Chance [Live]
11 | Nobody's Hero
12 | Leave that Thing Alone
13 | Earthshine [Remix]
14 | Far Cry
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A banda terminou a turnê mundial que promoveu o seu álbum Snakes & Arrows em 2007 e a Time Machine Tour em 2011, turnê na qual tocaram o álbum Moving Pictures inteiro e estiveram no Brasil. Em julho de 2012, a banda lançou o seu mais recente álbum, chamado Clockwork Angels, que recebeu aclamação mundial de críticos e fãs. Clockwork Angels Tour, sua mais recente turnê, começou no dia 7 de setembro de 2012, e o seu setlist foi surpreendente.[8] A novidade foi a execução de muitas músicas dos álbuns Power Windows e Clockwork Angels.
Em dezembro de 2012 foi anunciado que a banda seria induzida ao Rock and Roll Hall of Fame.
Fonte: Wikipédia
Em dezembro de 2012 foi anunciado que a banda seria induzida ao Rock and Roll Hall of Fame.
Fonte: Wikipédia
quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013
Tedeschi Trucks Band
Em 2011, quando Adele e seu soul britânico ofuscaram a tudo e a todos, o casal Susan Tedeschi e Derek Trucks e outros nove músicos se uniram para compor um dos melhores discos do ano. Batizaram o grupo de Tedeschi Trucks Band e, em 7 de junho, lançaram nos Estados Unidos o álbum “Revelator”: blues e soul composto no sul dos Estados Unidos, berço do estilo.
Para quem já acompanhava a carreira deles não chega a ser uma revelação o fato de o disco ter alcançado a 12ª posição no top 200 da Billboard (dominada por Adele) e ter permanecido na lista por 14 semanas.
Na última semana de junho de 2011, 15 dias depois de ser lançado, “Revelator” liderou o ranking composto pelas vendas nas mais importantes lojas americanas. Também chegou ao primeiro lugar na lista dos álbuns de blues. Está a 32 semanas nesta lista e, atualmente, mais de seis meses depois do lançamento por lá, ainda é o quarto.
Susan e Derek têm carreiras solo enraizadas no gênero. Ela começou em Boston, onde formou sua primeira banda em 1991. O disco de estreia só veio em 1998. Ele, de Jacksonville (Flórida), começou a tocar aos nove. Aos 13 já tinha tocado no palco da The Allman Brother´s Band, na qual o tio Butch Trucks toca bateria. O primeiro lançamento veio em 1997, com a The Derek Trucks Band.
O casal se conheceu em 1999, ano em que ele ingressou como guitarrista na Allman Brother´s Band. Susan abriu um show da banda em New Orleans. Dois anos depois estavam casados. Ambos continuaram com suas carreiras. Susan lançou seis discos. Derek, oito. Em 2009 o casal concorreu ao Grammy de melhor álbum de blues contemporâneo; ele venceu.
Nesta época os dois já se apresentavam juntos num grupo chamado Soul Stew Revival, que variava o elenco de apoio com músicos convidados. Tocaram no Crossroads (evento beneficente idealizado por Eric Clapton) e colaboraram com o consagrado tecladista de jazz Herbie Hancock. Estava claro que a experiência deu certo. Com a química musical somada à vontade de passarem mais tempo juntos, resolveram oficializar a união musical, criando a Tedeschi Trucks Band.
Blues soul e gospel se revesam nas 12 músicas do disco, que conta ainda com uma faixa instrumental escondida. O potencial da voz de Susan Tedeschi; variável - como é natural nas grandes cantoras -, serve muito bem a todos os estilos presentes no disco. A melodia das músicas é conduzida de forma a dar destaque para as qualidades do casal que dá nome à banda. Derek é considerado atualmente um dos principais guitarristas slide.
A produção de “Revelator” ficou a cargo de Derek e de Jim Scott, que tem no currículo trabalhos de produção, mixagem e engenharia de som em discos de Johnny Cash, Rolling Stones, Red Hot Chilli Peppers, Foo Fighters e Wilco, entre outros artistas de sucesso. E é preciso uma coordenação especial para encaixar o trabalho de 11 músicos em uma faixa. Neste álbum, Trucks e Scott dão conta do recado.
A Tedeschi Trucks Band esteve no Brasil em novembro passado para se apresentar no Festival SWU, em Paulínia (SP). O show foi realizado no final da tarde do domingo, dia 13: dia e horário pouco privilegiados. A apresentação rendeu críticas positivas e empolgou o público mediano, mesmo debaixo de chuva. Trechos de apresentações ao vivo podem ser conferidos no Youtube. Os vídeos mostram a versatilidade dos instrumentistas da banda. Há solos - comedidos e sem risco de incorrerem em virtuosismo chato - para a maioria dos músicos.
Além das guitarras de Tedeschi e Trucks, o grupo conta com dois bateristas e percussionistas; dois backing vocals, responsáveis pelo contraponto à voz de Susan; um baixista, um tecladista e flautista e três metais: saxofone, trumpete e trombone. A profussão de elementos está perfeitamente organizado por Derek e Scott.
“Revelator” é composto em torno da superação e seus sinônimos. Do nome à capa do álbum - um sol que pode ser visto como a representação gráfica dos acordes e letras do disco - tudo é pensado para falar de dilemas pessoais, dor e separação, mas sob uma ótica positiva. Os problemas existem, mas não são intransponíveis.
A ponte para o gospel é feita por meio do soul. As músicas falam de Deus, de ensinamentos e sentimentos cristãos, mas sem soar como pregação. A execução instrumental dos profissionais e o alcance da voz de Susan têm grande parte nisto. A química entre eles faz com que, apesar da grande presença de mensagens religiosas, o disco não soe uma peça de propaganda.
O disco começa com “Come See About Me” e sua levada funk. Ali já é possível notar a potencialidade da banda. O groove da cozinha cria o ambiente perfeito para as guitarras de Derek e o poder da voz de Susan. A terceira faixa, “Midnight In Harlem”, é uma das mais belas do álbum. O grupo usa piano elétrico e órgão para incrementar melodia por onde caminha a letra: um passeio pela noite e por lembranças; um relato visual e sentimental.
“Don´t Let Me Slide” é um exemplo de como se pode falar de fé sem ser incisivo e chato. Susan conversa diretamente com O Senhor, mas numa audição desatenta poderia-se encaixar facilmente como trilha sonora de um romance. Já “Bound For Glory” e seus metais remonta aos coros das igrejas protestantes: berço de grandes cantoras de soul.
“Revelator” segue nesta linha, balanceando mensagens de fé, superação e, principalmente, música de primeira qualidade.
Por: Pedro Palazzo
01 - Come See About Me
02 - Don't Let Me Side
03 - Midnight In Harlem
04 - Bound For Glory
05 - Simple Things
06 - Until You Remember
07 - Ball And Chain
08 - These Walls
09 - Learn How To Love
10 - Shrimp And Grits (Interlude)
11 - Love Has Something Else To Say
12 - Shelter
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sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013
Jeff Buckley
Cerca de seis anos de atividade e apenas um álbum de estúdio. Podemos resumir assim a curtíssima trajetória musical do cantor norte-americano Jeff Buckley, que morreu afogado em 1997, aos 30 anos de idade. Já em termos de significância, é difícil resumir tamanha qualidade musical presente em "Grace" (1994), seu único registro de estúdio.
Apesar de ter sido introduzido ao melhor do rock clássico ainda pequeno, Buckley preferiu apostar em um estilo único, uma sonoridade que até hoje pode provocar dor de cabeça em qualquer pessoa que tente rotular a sua música. Mas, falando por alto, seu estilo é um rock alternativo influenciado por gêneros diversos, que vão do folk ao blues. Além do mais, Buckley é dono de uma voz que pode ser facilmente reconhecida por qualquer pessoa que já tenha ouvido pelo menos uma de suas músicas.
Apesar de ter sido introduzido ao melhor do rock clássico ainda pequeno, Buckley preferiu apostar em um estilo único, uma sonoridade que até hoje pode provocar dor de cabeça em qualquer pessoa que tente rotular a sua música. Mas, falando por alto, seu estilo é um rock alternativo influenciado por gêneros diversos, que vão do folk ao blues. Além do mais, Buckley é dono de uma voz que pode ser facilmente reconhecida por qualquer pessoa que já tenha ouvido pelo menos uma de suas músicas.
Logo nos primeiros segundos da faixa de abertura "Mojo Pin", o ouvinte é transportado para o universo de Buckley, através de uma voz praticamente sussurrada (que, por sinal, é bem frequente neste álbum), e uma guitarra bastante suave, que eventualmente acaba ganhando força em pequenos trechos da música. Tais nuances sonoras também podem agradar bastante aquelas pessoas que normalmente prestam mais atenção nas letras, visto que há uma perfeita sintonia entre os arranjos de cada música e a temática das mesmas.
E falando em letras, é interessante observar como o tom "deprê" de Buckley soa realmente sincero em cada palavra dita, fazendo o ouvinte acreditar que o cantor viveu todas aquelas histórias, ou pelo menos histórias relacionadas ao tema de cada música. Sutilezas desse tipo ficam ainda mais evidentes a cada audição de "Grace", e fazem até o ouvinte esquecer que as maravilhosas "Lilac Wine", "Corpus Christi Carol" e "Hallelujah" são covers.
Tarefa praticamente impossível é citar a melhor ou a "pior" faixa do álbum. A faixa-título "Grace" traz boas e agradáveis variações ao longo da música, enquanto que "Last Goodbye" e "Lover, You Should've Come Over" se mostram um pouco mais "básicas", podendo agradar facilmente até aquele ouvinte adepto de sons mais acessíveis. Outros momentos mais alternativos e impecáveis residem nas "sombrias" "So Real" e "Dream Brother". E para não dizer que falta rock em "Grace", a pesada "Eternal Life" cumpre seu papel com maestria, sem soar deslocada da proposta do álbum.
Jeff Buckley nunca atingiu o sucesso comercial merecido, mas conquistou apreciadores de diversos estilos com a sua música única, sempre tocada com muita emoção e sinceridade. Temos aqui um caso raro de artista que conseguiu se destacar de uma forma tão impressionante com apenas um álbum de estúdio. Aspectos negativos? Simplesmente... nenhum!
Por | Fábio Cavalcanti
01 | Mojo Pin
02 | Grace
03 | Last Goodbye
04 | Lilac Wine
05 | So Real
06 | Hallelujah
07 | Lover, You Should've Come Over
08 | Corpus Christi Carol
09 | Eternal Life
10 | Dream Brother
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domingo, 27 de janeiro de 2013
T. Rex
Tente dissociar o T. Rex do glam rock. Isso é impossível, e a resposta é simples: poucos grupos na história do rock estão tão ligados a um estilo como a banda de Marc Bolan e o rock purpurinado. O grupo, formado em Londres em 1967, lançou as bases, definiu o glam e teve um impacto ainda maior que outro gigante que dava seus passos naquela época: o Ziggy Stardust de David Bowie.
Electric Warrior é o segundo disco do T. Rex (a banda já havia gravado quatro álbuns antes, mas como Tyranossaurus Rex) e foi lançado em 24 de setembro de 1971. Na época, a banda era formada por Bolan nos vocais e na guitarra, Steve Currie no baixo, Mickey Finn na percussão e Bill Legend na bateria. Produzido pelo lendário Tony Visconti, brother de Marc Bolan e um dos caras mais ativos e importantes do rock setentista, responsável por álbuns clássicos do Badfinger, Gentle Giant, Iggy Pop, Thin Lizzy e mais um monte de gente, Electric Warrior pode ser considerado o disco chave do glam rock. Basta colocar a bolacha para tocar para entender porque.
“Mambo Sun” abre o play com uma malícia e um balanço absolutamente irresistíveis. “Cosmic Dancer” é uma das mais belas canções dos anos setenta, dona de uma melancolia tocante e um arranjo de cordas excelente. “Jeepster”, lançada como single em 1 de novembro de 1971, alcançou o segundo lugar nas paradas britânicas, enquanto o boogie de “Bang a Gong (Get It On)”, o maior sucesso do álbum, se transformou em uma das canções mais conhecidas da carreira do grupo, chegando ao primeiro lugar da parada inglesa.
Há em Electric Warrior um equilíbrio entre canções mais pesadas e festivas com outras mais calmas e contemplativas, fazendo com que o disco leve o ouvinte em uma viagem colorida pelos sentimentos humanos.
Além das músicas, Electric Warrior marcou época também por sua capa, que traz Marc Bolan armado apenas de sua guitarra e por uma parede de amplificadores, como que mostrando seu cartão de visitas.
Em 1972 o T. Rex voltaria a voar alto com The Slider, outro excelente disco, mas o fato é que muito da lenda de Bolan e da força que o grupo possui até hoje provém de Electric Warrior.
arc Bolan faleceria às cinco horas da manhã do dia 16 de setembro de 1977 em um acidente de carro em Londres, deixando um legado de excelentes álbuns e uma influência enorme não apenas sobre o rock e o pop, mas também na moda e no comportamento da juventude dos anos setenta. Se o glam rock pode ser definido em um disco, ele é Electric Warrior.
Por: Ricardo Seelig
1971 | ELECTRIC WARRIORElectric Warrior é o segundo disco do T. Rex (a banda já havia gravado quatro álbuns antes, mas como Tyranossaurus Rex) e foi lançado em 24 de setembro de 1971. Na época, a banda era formada por Bolan nos vocais e na guitarra, Steve Currie no baixo, Mickey Finn na percussão e Bill Legend na bateria. Produzido pelo lendário Tony Visconti, brother de Marc Bolan e um dos caras mais ativos e importantes do rock setentista, responsável por álbuns clássicos do Badfinger, Gentle Giant, Iggy Pop, Thin Lizzy e mais um monte de gente, Electric Warrior pode ser considerado o disco chave do glam rock. Basta colocar a bolacha para tocar para entender porque.
“Mambo Sun” abre o play com uma malícia e um balanço absolutamente irresistíveis. “Cosmic Dancer” é uma das mais belas canções dos anos setenta, dona de uma melancolia tocante e um arranjo de cordas excelente. “Jeepster”, lançada como single em 1 de novembro de 1971, alcançou o segundo lugar nas paradas britânicas, enquanto o boogie de “Bang a Gong (Get It On)”, o maior sucesso do álbum, se transformou em uma das canções mais conhecidas da carreira do grupo, chegando ao primeiro lugar da parada inglesa.
Há em Electric Warrior um equilíbrio entre canções mais pesadas e festivas com outras mais calmas e contemplativas, fazendo com que o disco leve o ouvinte em uma viagem colorida pelos sentimentos humanos.
Além das músicas, Electric Warrior marcou época também por sua capa, que traz Marc Bolan armado apenas de sua guitarra e por uma parede de amplificadores, como que mostrando seu cartão de visitas.
Em 1972 o T. Rex voltaria a voar alto com The Slider, outro excelente disco, mas o fato é que muito da lenda de Bolan e da força que o grupo possui até hoje provém de Electric Warrior.
arc Bolan faleceria às cinco horas da manhã do dia 16 de setembro de 1977 em um acidente de carro em Londres, deixando um legado de excelentes álbuns e uma influência enorme não apenas sobre o rock e o pop, mas também na moda e no comportamento da juventude dos anos setenta. Se o glam rock pode ser definido em um disco, ele é Electric Warrior.
Por: Ricardo Seelig
01 | Mambo Sun
02 | Cosmic Dancer
03 | Jeepster
04 | Monolith
05 | Lean Woman Blues
06 | Bang a Gong (Get it On)
07 | Planet Queen
08 | Girl
09 | The Motivator
10 | Life's a Gas
11 | Rip Off
12 | There Was a Time
13 | Raw Ramp
14 | Planet Queen (acoustic)
15 | Hot Love*
16 | Woodland Rock*
17 | King of The Mountain Cometh
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terça-feira, 22 de janeiro de 2013
The Doobie Brothers
Em 1972, a sacudida e contagiante Listen To The Music abriu as portas do sucesso em termos mundiais para os Doobie Brothers. Esse single, assim como o álbum que a contém, Toulouse Street, venderam milhões de cópias e apresentaram a muita gente o trabalho dessa banda oriunda da cidade de San Jose, no estado americano da California.
O início de tudo ocorreu no fim dos anos 60, quando o cantor, compositor e músico Skip Spence, ex-Jefferson Airplane e Moby Grape, conheceu o cantor, compositor e guitarrista Tom Johnston. Logo a seguir, ele apresentou ao novo amigo o baterista e percussionista John Hartman. A ideia inicial era montar uma nova versão do Moby Grape, mas logo Spence saiu de cena.
Após alguns meses, Johnston e Hartman conheceram o cantor, compositor e guitarrista Patrick Simmons, que se juntou ao time, assim como o baixista Dave Shogren. Com essa escalação, após tocarem em bares na chamada Bay Area, eles atraíram as atenções da Warner Brothers, e gravaram em 1971 um auto-intitulado álbum de estreia.
Embora contivesse uma música espetacular que ironicamente só fez sucesso aqui no Brasil, a contundente Nobody, o álbum não conseguiu obter a repercussão que merecia. Mesmo assim, a gravadora continuou acreditando na banda, e deu a eles a oportunidade de gravar um novo trabalho, em meio a mudanças em sua formação.
Dave Shogren participou de duas músicas do novo álbum, mas acabou saindo fora. Ele foi substituído por um antigo conhecido de Patrick Simmons, o baixista e vocalista Tiran Porter. De quebra, o time ganhou um segundo baterista, Michael Hossack, o que deu à banda uma de suas marcas registradas e aumentou o seu poder de fogo.
Graças ao estouro de Listen To The Music, Toulouse Street invadiu as paradas de sucesso e mostrou as armas da banda: um vocalista e guitarrista-solo carismático (Tom Johnston), vocalizações personalizadas, uma segura e criativa mistura de rock and roll, soul, country, folk e pop e um guitarrista, cantor e compositor que funcionava como ótimo contraponto à excelência de Johnston, o também ótimo Patrick Simmons.
O segundo álbum dos Doobies quase foi produzido por um amigo ilustre, Pete Townshend, mas o líder do The Who estava particularmente enrolado na época, e a tarefa acabou ficando nas mãos de Ted Templeman, que se incumbiu com extrema categoria da função, que exerceu posteriormente em vários outros trabalhos da banda.
O lado rock and roll do álbum aparece em petardos como Rockin’ Down The Highway e Disciple, enquanto o gospel rock é a marca de Jesus Is Just Alright, que já havia sido gravada anteriormente pelos Byrds no álbum Ballad Of Easy Rider (1969), mas que aqui encontra a sua versão definitiva.
A faceta folk da banda surge na animada Mamaloi e na introspectiva e belíssima Toulouse Street, enquanto o blues dá o tom nas releituras de Cotton Mouth, do duo Seals & Crofts, e Don’t Start Me To Talkin, de Sonny Boy Williamson.
Bom como um todo, Toulouse Street tem uma curiosidade: na parte interna do CD e da capa dupla da versão original em vinil, temos uma foto dos integrantes da banda pelados e envolvidos por um interessante elenco de legítimas “garotas da vida nada fácil”. Cada um esconde o “mr. dick” do seu jeito, com Johnston colocando um chapéu em cima do mesmo.
Por: Fabian Chacur
1972 | TOULOUSE STREETO início de tudo ocorreu no fim dos anos 60, quando o cantor, compositor e músico Skip Spence, ex-Jefferson Airplane e Moby Grape, conheceu o cantor, compositor e guitarrista Tom Johnston. Logo a seguir, ele apresentou ao novo amigo o baterista e percussionista John Hartman. A ideia inicial era montar uma nova versão do Moby Grape, mas logo Spence saiu de cena.
Após alguns meses, Johnston e Hartman conheceram o cantor, compositor e guitarrista Patrick Simmons, que se juntou ao time, assim como o baixista Dave Shogren. Com essa escalação, após tocarem em bares na chamada Bay Area, eles atraíram as atenções da Warner Brothers, e gravaram em 1971 um auto-intitulado álbum de estreia.
Embora contivesse uma música espetacular que ironicamente só fez sucesso aqui no Brasil, a contundente Nobody, o álbum não conseguiu obter a repercussão que merecia. Mesmo assim, a gravadora continuou acreditando na banda, e deu a eles a oportunidade de gravar um novo trabalho, em meio a mudanças em sua formação.
Dave Shogren participou de duas músicas do novo álbum, mas acabou saindo fora. Ele foi substituído por um antigo conhecido de Patrick Simmons, o baixista e vocalista Tiran Porter. De quebra, o time ganhou um segundo baterista, Michael Hossack, o que deu à banda uma de suas marcas registradas e aumentou o seu poder de fogo.
Graças ao estouro de Listen To The Music, Toulouse Street invadiu as paradas de sucesso e mostrou as armas da banda: um vocalista e guitarrista-solo carismático (Tom Johnston), vocalizações personalizadas, uma segura e criativa mistura de rock and roll, soul, country, folk e pop e um guitarrista, cantor e compositor que funcionava como ótimo contraponto à excelência de Johnston, o também ótimo Patrick Simmons.
O segundo álbum dos Doobies quase foi produzido por um amigo ilustre, Pete Townshend, mas o líder do The Who estava particularmente enrolado na época, e a tarefa acabou ficando nas mãos de Ted Templeman, que se incumbiu com extrema categoria da função, que exerceu posteriormente em vários outros trabalhos da banda.
O lado rock and roll do álbum aparece em petardos como Rockin’ Down The Highway e Disciple, enquanto o gospel rock é a marca de Jesus Is Just Alright, que já havia sido gravada anteriormente pelos Byrds no álbum Ballad Of Easy Rider (1969), mas que aqui encontra a sua versão definitiva.
A faceta folk da banda surge na animada Mamaloi e na introspectiva e belíssima Toulouse Street, enquanto o blues dá o tom nas releituras de Cotton Mouth, do duo Seals & Crofts, e Don’t Start Me To Talkin, de Sonny Boy Williamson.
Bom como um todo, Toulouse Street tem uma curiosidade: na parte interna do CD e da capa dupla da versão original em vinil, temos uma foto dos integrantes da banda pelados e envolvidos por um interessante elenco de legítimas “garotas da vida nada fácil”. Cada um esconde o “mr. dick” do seu jeito, com Johnston colocando um chapéu em cima do mesmo.
Por: Fabian Chacur
01 | Listen To The Music
02 | Rockin' Down The Highway
03 | Mamaloi
04 | Toulouse Street
05 | Cotton Mouth
06 | Don't Start Me To Talkin'
07 | Jesus Is Just Alright
08 | White Sun
09 | Disciple
10 | Snake Man
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quinta-feira, 10 de janeiro de 2013
Flower Travellin' Band
Esse é o caso da Flower Travellin’ Band. Formado no início de 1970 pelo compositor, vocalista e guitarrista Yuya Uchida, Akira “Joe” Yamanaka (Vocais), Hideki Ishima (guitarra) e George Wada (bateria), o quarteto teve uma carreira muito curta, de apenas três álbuns, mas que modificaram para sempre o destino da música no Japão. As origens da Flower Travellin’ Band estão no jurássico grupo The Flowers, responsável por uma das mais impressionantes maravilhas do mundo prog (que será tratado na próxima semana). Contando com sete membros, o The Flowers deixou de existir justamente pelos custos para se manter o pessoal da banda, deixando aos mortais apenas um álbum, o não tão expressivo Challenge (1969), que traz diversas covers e incapaz de mostrar toda a sonoridade que o grupo exaltava nos shows.
Com o término dos The Flowers, Uchida passou a vagar pelos subúrbios de Tóquio a fim de encontrar novos membros que alavancassem suas ideias, fortemente influenciadas pelo rock britânico de bandas como Black Sabbath, Led Zeppelin, Experience e Cream. Foi durante a versão japonesa de Hair que Uchida conheceu Yamanaka, o qual já havia participado do grupo Four Nice Ace. Junto aos remanescentes do The Flowers Ishima e Uwada, participam de um festival chamado Rock’n’Roll Jam 70, onde se consagraram como principal atração.
Decidido a não ser mais um músico, concentrando-se na produção musical do grupo, Uchida levou os novos Flowers a serem convidados pela Capitol Records para ser banda de apoio do tecladista Kuni Kawachi, o que foi registrado no álbum Kirikyogen (1970), um espetáculo sonoro à parte dentro do rock progressivo japonês. Apesar disso, Uchida não ficou agrado com as experiências progressivas, e com a adição do baixista Jun Kosuki, transformou o The Flowers na The Flower Travellin’ Band.
O bastismo do grupo foi ainda em 1970, com o álbum Anywhere, apresentando covers estonteantes para quatro clássicos do mundo da música: “Black Sabbath” (do Black Sabbath), “Louisiana Blues” (Muddy Waters), “House of the Rising Sun” (Animals) e “21th Century Schizoid Man” (King Crimson), além das vinhetas “Anywhere”. A polêmica capa com todos os membros nus, chamou mais atenção do que a pesada musicalidade do grupo, que apresentava um repertório ainda desconhecido para os japoneses, já que essas canções haviam acabado de sair do forno na Inglaterra (com exceção de Louisiana Blues).
Mesmo assim, o grupo cresceu, passando a fazer um show atrás do outro e criando uma legião de fãs por toda a ilha asiática. Isso os levou a assinar contrato com a Atlantic Records, que decidiu investir pesado nos garotos. Uchida, assim, passou a elaborar sua obra-prima, que misturaria o peso rock ocidental com sutilezas da música oriental. Assim, nasce “Satori”. ... (continua)
Por | Mairon Machado
1970 | ANYWHERE01 | Anywhere
02 | Louisiana Blues
03 | Black Sabbath
04 | House Of The Rising Sun
05 | Twenty-First Century Schizoid Man
06 | Anywhere
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segunda-feira, 7 de janeiro de 2013
Spiritual Beggars
O culto ao hard rock setentista cresceu tanto em todo o mundo que deu origem até a um estilo musical, o chamado stoner metal, que tem nos suecos do Spiritual Beggars, indiscutivelmente, o seu maior representante. Capitaneado pelo multiuso Michael Amott (Carcass e chefão do Arch Enemy), o grupo lançou em 2010 seu sétimo álbum, "Return to Zero", cujo título sistemático aponta para uma significativa mudança de formação: o competente Janne “JB” Christofferson deixou a banda para se dedicar ao seu grupo principal, o igualmente ótimo Grand Magus, sendo substituído por Apollo Papathanasio, vocalista do Firewind.
As desconfianças naturais em relação à performance de Apollo se apagam com o simples toque no botão de play. Assim que o CD começa a rodar somos levados através de uma viagem vertiginosa pelo que de melhor o hard rock setentista produziu. Guitarras com muito peso, riffs inspirados, passagens instrumentais ricas e viajantes, grandes melodias e um vocal que honra a tradição dos monstros sagrados que fizeram a história do gênero são condensados nas doze faixas do disco – que tem como faixa bônus a cover ao vivo de “Time to Live”, do Uriah Heep.
"Return to Zero" tem uma dose maior de melodia em relação aos álbuns anteriores do Spiritual Beggars. O timbre de Apollo, mais limpo que o de JB, faz com que o novo cantor soe como uma amálgama entre David Coverdale e Ronnie James Dio – e isso é um elogio! Os solos de Amott mostram toda a versatilidade do músico inglês, já que soam totalmente diferentes dos que ele executa com o Arch Enemy, carregados de feeling e melodias que bebem no infinito oceano setentista. Outro destaque são as intervenções certeiras de Per Wiberg (Opeth), seja no Hammond ou no piano, como é o caso de “The Road Less Travelled”.
As músicas soam como se o Black Sabbath da primeira metade da década de 1970 tivesse gravado um disco de inéditas em 2010. Após uma breve introdução, “Lost in Yesterday” abre os trabalhos com um riff que é puro Tony Iommi, e parece saída de "Master of Reality", de 1971. “Star Born” traz Apollo soltando a voz de maneira deslumbrante, e é uma das melhores do álbum.
Os bons momentos se sucedem em verdadeiras cascatas sonoras. Os riffs pesadíssimos de Amott dão as cartas em “We Are Free”, enquanto “Spirit of Mind” é uma viagem atmosférica que poucas bandas seriam capazes de conceber hoje em dia.
“Coming Home” conta com grandes melodias de guitarra e um ótimo refrão. Já “Concrete Horizon” parece saída de qualquer um dos três clássicos discos que Dio gravou com o Rainbow de Ritchie Blackmore nos anos setenta. Excelente é pouco! O mesmo vale para “A New Day Rising”, onde o Hammond de Wiberg divide os holofotes com a sempre ótima guitarra de Amott. Enfim, ficar elencando as faixas é um puro exercício em busca de adjetivos que as apresentem ao leitor. O recomendado é ouvir o disco e sentir na pele todo o poder da música do quinteto.
"Return to Zero" marca um recomeço para o Spiritual Beggars, e esse novo ponto de partida é simplesmente sensacional. Um retorno espetacular, que compensa os longos cinco anos desde o álbum anterior, "Demons", de 2005. Agora é torcer para que o sangue novo de Apollo Papathanasio e o fogo que ele injetou na banda façam com que Michael Amott e seus asseclas arrumem um espaço na agenda de suas bandas principais para gravar logo mais um ótimo disco como "Return to Zero".
Por: Whiplash
2010 | RETURN TO ZERO
01 | Return to Zero
02 | Lost in Yesterday
03 | Star Born
04 | The Chaos of Rebirth
05 | We Are Free
06 | Spirit of the Wind
07 | Coming Home
08 | Concrete Horizon
09 | A New Dawn Rising
10 | Believe in Me
11 | Dead Weight
12 | The Road Less Travelled
13 | Time to Live
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quarta-feira, 2 de janeiro de 2013
Beto Guedes, Danilo Caymmi, Novelli, Toninho Horta
Um grande disco de música brazuka com elementos de samba e música barroca mineira com Rock Progressivo/Psicodélico, Jazz e Folk.
Músicos do mais alto nível, alguns conhecidos mundialmente como Toninho Horta- guitarrista muito respeitado no Jazz mundial e Robertinho Silva um dos maiores bateristas do Brasil.
Música e Poesia de qualidade.
Músicos Participantes: Beto Guedes, Flavio Venturini, Frederiko, Lô Borges, Mauricio Maestro, Novelli, Toninho Horta, Vermelho, Danilo Caymmi, Fernando Leporace, Lena Horta, Nelson Angelo, Robertinho Silva, Tenorio Jr., Everaldo Ferreira, Paulo Guimaraes and Paulo Jobim.
1973 | BETO GUEDES, DANILO CAYMMI, NOVELLI, TONINHO HORTA
01. Caso Você Queira Saber
02. Meu Canário Vizinho azul
03. Viva Eu
04. Belo Horror
05. Ponta Negra
06. Meio a meio
07. Manuel, o Audaz
08. Luíza
09. Serra do Mar
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Músicos do mais alto nível, alguns conhecidos mundialmente como Toninho Horta- guitarrista muito respeitado no Jazz mundial e Robertinho Silva um dos maiores bateristas do Brasil.
Música e Poesia de qualidade.
Músicos Participantes: Beto Guedes, Flavio Venturini, Frederiko, Lô Borges, Mauricio Maestro, Novelli, Toninho Horta, Vermelho, Danilo Caymmi, Fernando Leporace, Lena Horta, Nelson Angelo, Robertinho Silva, Tenorio Jr., Everaldo Ferreira, Paulo Guimaraes and Paulo Jobim.
1973 | BETO GUEDES, DANILO CAYMMI, NOVELLI, TONINHO HORTA01. Caso Você Queira Saber
02. Meu Canário Vizinho azul
03. Viva Eu
04. Belo Horror
05. Ponta Negra
06. Meio a meio
07. Manuel, o Audaz
08. Luíza
09. Serra do Mar
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segunda-feira, 31 de dezembro de 2012
Feliz Ano Novo
"Não existem sonhos impossíveis para aqueles que realmente acreditam que o poder realizador reside no interior de cada ser humano, sempre que alguém descobre esse poder algo antes considerado impossível se torna realidade." (Albert Einstein)
Feliz Ano Novo a todos !
sexta-feira, 28 de dezembro de 2012
Serge Gainsbourg
Filme sobre a vida de Serge Gainsbourg resgata o estilo de Brigitte Bardot e Jane Birkin
Por: Maíra Liguori
Ele era franzino, orelhudo, fumante inveterado e se autointitulava “o homem da cabeça de repolho”. Ainda assim, o cantor e compositor Serge Gainsbourg foi capaz de conquistar algumas das mulheres mais belas de sua época e protagonizou, junto com elas, a liberação sexual francesa dos anos 1970. Sua história boêmia, seus romances polêmicos e suas canções irônicas estão no filme “Gainsbourg – O Homem que Amava as Mulheres”, do diretor Joann Sfar.
No centro da narrativa estão a atriz francesa Brigitte Bardot, com quem Gainsbourg viveu um tórrido romance em 1967, e a atriz inglesa Jane Birkin, sua principal musa e esposa por mais de 13 anos. Dois ícones de estilo, cujas contribuições à moda, à beleza e ao comportamento feminino permanecem até hoje. “Estamos falando de exemplos de mulheres que transcendem épocas e gerações. São ícones que surgem de tempos em tempos e vão diretamente ao encontro das aspirações femininas de suas épocas”, diz a consultora de moda e jornalista Erika Palomino, em entrevista ao UOL Estilo.
“Je t’aime....moi non plus”
Na primeira parte do filme, Brigitte ganha vida na pele da atriz Laetitia Casta. Vivendo romance escandaloso e proibido com o compositor, ela participa de uma das fases mais criativas de sua carreira e compõe, ao seu lado, algumas canções, entre elas “Je t'aime... moi non plus”. A música, de conteúdo considerado erótico – a letra é como um diálogo entre dois amantes -, foi lançada alguns anos depois e chegou a ser condenada pelo Vaticano e proibida nos Estados Unidos, na Itália, na Espanha e no Reino Unido.
Além de linda e ousada, Brigitte era também uma artista múltipla. Era dançarina de balé clássico desde pequena e foi modelo precoce (estampou uma capa da revista Elle com apenas 16 anos), atuou como atriz em mais de 40 filmes e lançou, entre os anos 1960 e 1970, 14 discos como intérprete e compositora. Seu corpo curvilíneo impactou os padrões estéticos da época ao evidenciar decotes ousados, saias curtas e roupas muito justas. “Bardot tinha uma sensualidade decodificável, com um forte impacto no imaginário masculino”, afirma Erika.
Brigitte Bardot popularizou o biquíni em célebres aparições em Búzios (RJ) - ela teve um namorado brasileiro - e em Saint-Tropez, na França, e provocou reações moralistas ao se casar com um minivestido com pernas à mostra. “Bardot é uma das mulheres mais sensuais que já existiram. É a representação perfeita de ‘E Deus criou a mulher’”, afirma a jornalista e apresentadora Lorena Calábria, referindo-se ao filme de 1956 estrelado pela francesa. “Suas curvas e sua boca são ícones máximos da feminilidade de todos os tempos”, conta. O lado musa de Brigitte serviu de inspiração ainda para outros artistas, como Bob Dylan, Andy Warhol, John Lennon e Stevie Wonder.
Cabelos ondulados, lábios carnudos e olhos marcados transformaram Bardot em “sex kitten”, frágil e provocante ao mesmo tempo. Para a maquiadora Vanessa Rozan, do Liceu de Maquiagem, “Brigitte Bardot é uma das principais referências de beleza de todos os tempos, ao lado de Farrah Fawcet”. “Os olhos bem pintados conferem um ar misterioso e fazem contraponto com a boca quase nude, que junto com os dentes separados davam um ar infantil. Era um jogo perfeito entre a mulher fatal e a menina ingênua”, diz ela. Cílios postiços, sombra esfumada e o penteado colmeia (com volume no topo da cabeça), sua marca registrada, são hoje clássicos da beleza.
“I love you, me neither”
Após alguns meses do fim do romance com Bardot, Jane Birkin surgiu na vida do cantor e com ele viveu um casamento turbulento de mais de 13 anos, que resultou ainda em uma filha: Charlotte Gainsbourg. Interpretada por Lucy Gordon, Jane aparece no filme como uma inglesa frágil, chorando às margens do rio Sena, mas que logo se apropria de uma postura icônica para se equiparar à imagem de Gainsbourg.
JANE BIRKIN E A HERMÈS
O estilo de Jane Birkin se concretizou como produto com a grife francesa Hermès, que criou uma bolsa com seu nome em 1980. A peça, de couro e com design elegante, se tornou um clássico da marca e pode custar até R$ 200 mil. Hoje, a Birkin, bolsa, é um dos principais símbolos de status e costuma ser vista nas mãos de celebridades como Victoria Beckham, Katie Holmes e Kim Kardashian.
Em entrevista ao jornal “New York Times”, Jane contou como a peça foi criada: “Estava em um vôo de Paris a Londres, quando a sacola de plástico que carregava se rompeu e espalhou todas as minhas coisas pelo chão. Naquele momento, pensei em voz alta como adoraria que a Hermès fizesse uma bolsa na qual pudesse guardar todas aquelas coisas. Coincidentemente, o homem que se sentava ao meu lado era Jean-Louis Dumas, o coordenador de estilo da marca. Eles já haviam lançado a bolsa Kelly, em homenagem a Grace Kelly, e então começaram a desenhar uma para mim. Fiz algumas visitas ao ateliê, discutimos os desenhos, dei sugestões, pedi bolsos maiores e ela ganhou esta forma que tem hoje”.
“Birkin tinha uma beleza sofisticada, nada vulgar. Soube explorar seu tipo físico em função do que os homens projetavam sobre seu corpo, sem jamais perder a elegância”, acredita Erika.
Se Brigitte Bardot ajudou a compor “Je t’aime.... moi non plus”, foi na voz de Jane Birkin que a música ganhou força, transformou-se em hit e chegou a ocupar as primeiras posições das listas de canções mais tocadas da Europa. Suas fotos estampam as primeiras páginas dos jornais, Jane é convidada a protagonizar com o marido editoriais de moda e se consagra como ícone de estilo - anos mais tarde seu nome vira sinônimo de uma das bolsas mais cobiçadas, a Birkin, da Hermès.
Diferente de Brigitte, sua beleza tinha um apelo natural, com mais charme e menos exuberância. “Birkin veio para mostrar que a sensualidade independe de curvas. Era longilínea, suave, linda sem pretensão. Parecia uma fada”, disse Lorena Calábria. “Fazendo um paralelo com uma personalidade atual, acho que ela se compararia a Kate Moss, que é dona de uma beleza selvagem, sem artifícios”, completou. Erika Palomino concorda com a comparação: “Kate Moss é, como Jane Birkin, uma mulher verdadeira, fiel ao seu estilo e às suas convicções. Ela já não é mais uma garotinha e ainda assim continua interessante. Consegue usar peças que podem ser consideradas até de gosto duvidoso, mas que ganham outra leitura com sua força e estilo”.
A jovem Jane Birkin tinha um estilo natural e era linda ao seu jeito, fosse descalça ou apenas com uma camiseta branca. “Ela era clean, simples, sexy quase sem querer. Maquiagem nada, um cabelo meio despenteado, com aquela franjona hit dos 1960, uma verdadeira lolita”, disse a maquiadora Vanessa Rozan. “Adoro a Charlotte Gainsbourg, que além de carregar os mesmos genes, herdou o estilo da mãe e o aprimorou”, completa.
SERGE GAINSBOURG
Les Annees Psychedeliques 1966-1971
01 | Requiem Pour Un Con
02 | Requiem Pour Un Con Bonus Beats
03 | Je Navais Qu Un Seul Mot a Lui Dire
04 | Sous Le Soleil Exactement
05 | Chanson Du Forcat
06 | Pas Mal Pas Mal Du Tout
07 | New Delire
08 | Bonnie and Clyde
09 | Premiere Blessure
10 | Danger
11 | Danger Bonus Beats
12 | Generique Pop 2
13 | Photographes Et Religieuses
14 | Boomerang
15 | Psychastenie
16 | Cadavres En Serie
17 | La Horse
18 | La Horse Bonus Beats
19 | L'Alouette
20 | Breakdown Suite
21 | No No Yes Yes
22 | En Melody
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