sexta-feira, 7 de maio de 2010

John Lennon


Do livro: 1001 Discos Para Ouvir Antes de Morrer

Depois das confissões existenciais de seu álbum de estréia, Plastic Ono Band, o ex-beatle precisava de um pouco de utopia, uma pitada de esperança. Isso, somado à variada musicalidade do disco, garantida por um elenco de estrelas - George Harrison, Klaus Woorman, Nicky Hopkins, Jim Keltner, Alan White, King Curtis e alguns integrantes do Badfinger -, fez de Imagine um enorme hit, que chegou ao primeiro lugar nas paradas dos EUA e da Inglaterra, exatamente quando Lennon e Yoko Ono estavam se mudando para a América.

Imagine, produzido por Phil Spector no estúdio que Lennon havia construído em sua mansão inglesa, Tittenhurst, traz a canção pela qual o mundo se lembra da personalidade mais interessante dos Beatles, um hino à fé do homem no mundo melhor, mesmo diante de uma realidade desesperadora. O álbum também contém algumas das mlhores canções de amor já feitas para uma mulher - "Oh My Love" e "Jealous Guy" - e, ainda, sua parcela de puro rock'n'roll, ao estilo de Lennon, como no protesto político de "Gimme Some Truth" e na diatribe contra McCartney, "How Do You Sleep?".

Algumas faixas lembram temas introspectivos do passado, como "Crippled Inside" e "How?", mas o novo eixo central de vida descoberto por John em Yoko e também a produção de Spector - orquestrada mas, ainda assim, áspera - fizeram de Imagine seu disco mais equilibrado e bem realizado.

Trata-se do auto-retrato de um homem sensível e, ao mesmo tempo, agressivo, inseguro e arrojado, introspectivo mas socialmente atento. Só a faixa-título, um trabalho de incrível simplicidade, vai chamar a atenção para esta obra-prima imortal por gerações e gerações.

1971 | IMAGINE

01 | Imagine
02 | Crippled Inside
03 | Jealous Guy
04 | It's So Hard
05 | I Don't Want To Be A Soldier
06 | Gimme Some Truth
07 | Oh My Love
08 | How Do You Sleep
09 | How
10 | Oh Yoko!

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Temple Of The Dog



No ano de 1990, o grupo Mother Love Bone preparava-se para lançar em julho: Apple, seu primeiro cd. No dia 19 de março, quatro meses antes do lançamento, o vocalista e líder Andrew Wood, faleceria aos 24 anos por overdose de heroína. Um incidente que pôs fim a uma carreira e uma banda promissoras de Seattle, cidade berço de Pearl Jam, Nirvana, Alice in Chains e Soundgarden, citando apenas as mais importantes do movimento grunge, que redefiniu os rumos do rock na década de 90, poderia elencar vários outros exemplos desta massa criativa.

A desoladora dor da morte serviu como mola propulsora para o cd intitulado Temple Of The Dog. Este tributo a Andrew Wood, é uma empreitada idealizada por Chris Cornell (Soundgarden), que conspirou na harmoniosa junção de membros do Pearl Jam (Jeff Ament – Baixo, Stone Gossard – Guitarra, Mike McCready – Guitarra e Eddie Vedder – Vocal) e do Soundgarden (Matt Cameron – Bateria e Chris Cornell – Vocal). Destes músicos, Stone Gossard e Jeff Ament (ambos do Pearl Jam) eram da formação do Mother Love Bone.

O tributo lançado quase um ano depois (1991), só estourou graças a consolidação da fama do Pearl Jam e Soundgarden, pelos seus respectivos álbuns Ten e Badmotorfinger. O cd Temple of The Dog além dos padrinhos de peso, encontrou na canção “Hunger Strike“ um sucesso imediato.

Nos arranjos, a ótima cozinha por Jeff Ament (baixo) e Matt Cameron (bateria) passeia sem problemas nas guitarras de Mike McCready e Stone Gossard. Chris Cornell além de escrever e compor em todas as canções, ainda dá a entonação necessária ao álbum com um vocal sem emendas. Eddie Vedder pouco fez, além de um dueto com Chris em “Hunger Strike” e dando a graça como backing vocal em “Pushin Forward Back“, “Your Saviour“, “Reach Down” e “Four Walled World“, mas nada que apagasse o brilho do frontman do Pearl Jam.

Temple Of The Dog é um álbum de puro rock, sem soar datado, agradando de forma rápida e fácil quem curte melodias simples e bem trabalhadas. Em suas letras, carrega as dores da sociedade com a morte, miséria, fé e religião.

Texto: Na Rota do Rock

1991 | Temple Of The Dog

Say Hello 2 Heaven
Reach Down
Hunger Strike
Pushin Forward Back
Call Me a Dog
Times of Trouble
Wooden Jesus
Your Saviour
Four Walled World
All Night Thing

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quinta-feira, 6 de maio de 2010

Led Zeppelin



Lançado em 2007, totalmente remasterizado e com a inclusão de algumas músicas que não constam no álbum original.

1976 | THE SONG REMAINS THE SAME
(2007 | Remastered-Expanded)


# Disc 1
01 | Rock And Roll
02 | Celebration Day
03 | Black Dog
04 | Over The Hills And Far Away*
05 | Misty Mountain Hop*
06 | Since I've Been Loving You*
07 | No Quarter
08 | The Song Remains The Same
09 | The Rain Song
10 | The Ocean*

# Disc 2
01 | Dazed And Confused
02 | Stairway To Heaven
03 | Moby Dick
04 | Heartbreaker*
05 | Whole Lotta Love

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Bill Withers


O cantor e compositor William Withers, nascido no dia 4 de julho de 1938 em Slab Fork, West Virginia, teve sua grande chance através do tecladista Booker T. Jones, líder da banda Booker T. & The MG's. Os dois se conheceram em 1970, após um show dos MG's, e Jones ficou impressionado com a demo que Withers lhe mostrou, conseguindo para o cantor um contrato com a gravadora Sussex. Por essa época, Bill trabalhava como operário numa fábrica de aviões.

Em 1971, gravou dois discos, Man And Boy e Just As I Am. O segundo, produzido por Booker T. Jones e contando com a participação de Stephen Stills na guitarra, trazia a canção Ain't No Sunshine, que chegaria ao primeiro lugar do hit parade americano e daria a Withers o Grammy de melhor canção de rhythm & blues do ano. Still Bill, de 1972, incluiu o segundo grande sucesso de Bill Withers, Lean On Me.

No mesmo ano, Michael Jackson regravou Ain't No Sunshine. Na década seguinte, o músico continuou gravando, mas sem o mesmo sucesso. Seus discos passaram a trazer uma batida mais funkeada, em lugar da sonoridade típica do rhythn & blues dos anos 70.

A música de Bill Withers voltou a ser lembrada em 1999, com a inclusão de Ain't No Sunshine na trilha do filme Um Lugar Chamado Notting Hill (Notting Hill). Withers continua na ativa, fazendo muitos shows e gravando eventualmente.

1971 | JUST AS I AM

01. Grandma's Hands
02. Everybody's Talking
03. Harlem
04. Ain't No Sunshine
05. Do It Good
06. Hope She'll Be Happier
07. Let It Be
08. I'm Her Daddy
09. In My Heart
10. Better Off Dead
11. Moanin' And Groanin'
12. Sweet Wanomi

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1972 | STILL BILL

01. Lonely Town, Lonely Street
02. Let Me In Your Life
03. Who Is He And What Is He To You
04. Use Me
05. Kissing My Love
06. I Don't Know
07. Another Day To Run
08. I Don't Want You On My Mind
09. Take It All In And Check It All Out
10. Lean On Me

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terça-feira, 4 de maio de 2010

Sonic Youth


Sonic Youth foi uma das bandas mais inovadoras da década de 80. Tá certo, eles não inventaram o Noise Rock e nem nada na sua formula musical. O grande diferencial do Sonic Youth, que os tornou tão influencial e uma das mais importantes bandas de rock alternativo, foi justamente combinar suas influências em algo novo. Utilizando-se de feedback e do barulho característico do Noise Rock e transformando-os em músicas de rock de verdade. Sonic Youth pega carona no experimentalismo do Velvet Underground, porém da um passo à frente. Pega o barulho e transforma-o em pop. Pega a insanidade e transforma-a em canções de verdade. O rítmo punk do barulho desafinado.

Sister é um marco na história da banda. Embora não seja um cd tão bom quanto o "Daydream Nation", Sister com certeza foi mais importante. Esse cd resume tudo o que o Sonic Youth é. Dando mais um passo em direção à estruturas musicais mais consistentes que seu antecessor EVOL tinha provido, o uso de barulho, desafinações e distorções trazem uma textura profunda às musicas, o que é bastante complexo, original, e que funciona como a lei da gravidade nesse álbum.

Marcado, talvez não, com as melhores músicas do Sonic Youth, ou com suas mais famosas, Sister é recheado de ótimas músicas. A abertura, Schizophrenia, é a melhor do album. Embora não seja tão furiosa, é recheada do que o Sonic Youth faz de melhor, e sua atmosfera é com certeza uma das mais lindas que já experimentei musicalmente. Nela, todas as dissonâncias, barulhos e notas distorcidas são perfeitamente coladas, criando uma das músicas mais bem elaboradas do Sonic Youth. O álbum também marca destaque na Tuff Gnarl, desta vez uma música mais rápida, mais furiosa, e que explora bem mais o espírito desarmonico do Sister. Também temos a incrivelmente romântica Cotton Crown (Kotton Krown), uma prova de que Gordon e Moore deveriam cantar como dueto em mais músicas do Sonic Youth (o que, infelizmente, não acontece com frequência).

Sister tem uma atmosfera extremamente melancólica e negra. Ao mesmo tempo, quente e aconchegante. O fato de ter sido gravado inteiramente com equipamentos analógicos, dando a ele um espírito meio vintage. Com o uso inesperado de chaves de fenda, bastões de ferro enfiados no braço da guitarra, pisotear o baixo e outros tipos de bizarres, o Sonic Youth demonstra ser uma das bandas mais criativas da década, e no Sister e no seu sucessor Daydream Nation, eles provam o porquê de serem quem eles são.

1987 | SISTER

Schizophrenia
Catholic Block
Beauty Lies in the Eye
Stereo Sanctity
Pipeline/Kill Time
Tuff Gnarl
Pacific Coast Highway
Hot Wire My Heart
Cotton Crown
White Cross

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sábado, 1 de maio de 2010

The Cult

Antes de caírem no rock pesado e virarem uma cópia do Guns N' Roses, o Cult era uma das bandas mais interessantes do anos 80. Começaram como uma banda meio gótica, de batida meio tribal. O vocalista Ian Astbury dizia-se influenciado pelos índios norte-americanos e junto com o fabuloso guitarrista Billy Duffy formou uma das parcerias mais simpáticas da nova fase psicodélica que assolou a Inglaterra nos anos 80. Após formarem o Southern Death Cult, Death Cult e depois finalmente o Cult, a banda arregimentou uma legião de fãs. Fizeram um excepcional disco de hard, Electric, e depois caíram de boca no som mais pesado e foram colocados como uma banda de segunda linha. Uma injustiça para um dos grupos mais promissores da década.

Ian começou com a idéia de montar uma banda de rock influenciado pelos anos 60, logo após largar o exército. Depois de montar o Southern Death Cult, que conquistou um certo público e deu espaço para o cantor, ele resolveu desmontar a banda. Conheceu Billly, montaram o Death Cult, que rendeu a dançante God´s Zoo nas paradas independentes.

A banda debutou com Dreamtime, que trazia "Spiritwalker". Após isso, foi lançado um disco ao vivo, chamado Dreamtime Live at the Lyceum, que chegou a ser lançado na época como um brinde do primeiro álbum. O grupo já tinha sua posição consolidada na Inglaterrra como um dos principais nomes do neo-psicodelismo que atingira a Grã-Bretanha. A letra dizia algo como: "Eu quero minha hora do sonho, eu quero minha hora do sonho, A única coisa intocável que é minha. Eu irei usar meu cabelo comprido, ele é uma extensão do meu coração" - embora na letra do encarte esteja escrita "extensão da minha alma".

A música subiu várias posições nas paradas independentes, já que tinham assinado com a Beggar's Banquet, mesma gravadora do Bauhaus. Ian Astbury deixava seu cabelo cada vez mais comprido. Juntaram o baixista Jamie Stewart e deixaram a bateria com vários membros, sem ter um fixo. O som era bebido dos Doors, Pink Floyd, Love, e outras coisas.

"O Cult era uma banda que te chamava atenção no palco. Ian todo de preto, sendo acompanhado pela selvagem guitarra de Billy, tocando com toda aquela energia saindo deles. O público era formado por góticos, punks, harders, todo tipo. Tinha gosto para tudo. E você saía simplesmente chapado do ginásio. Parecia que tinha acabado de ver uma cerimônia, um ritual", lembra Ian McCulloch, vocalista do Echo and the Bunnymen.

O grupo era simplesmente idolotrado na Inglaterra, sendo cultuado mais até do que o nome sugere. O auge surgiu com o lançamento do álbum Love. Ainda uma excentricidade para o mercado norte-americano, o Cult foi tomando as paradas de sucesso de assalto e ganhando rasgados elogios da mídia, que via naquele quarteto um novo Led Zeppelin, embora a comparação ficasse mais forte com o álbum posterior Electric.

"Não podemos esquecer que o Cult fez ressurgir em muito a volta do Led nos anos 80. Eles tinham uma energia e carisma parecidos em palco", relembra Bono, do U2.

O disco foi gravado em 1985, e o primeiro single "She Sells Sanctuary", foi gravado entre os dias 11 e 15 de março. A versão de 12 polegadas, por incrível que pareça, chegou a sair no Brasil na época, mas passou em branco para variar. Mas nenhuma casa noturna ficava indiferente quando tocava. Era botar todo mundo para dançar.

Texto: Mofo

1985 | LOVE

01 | Nirvana
02 | Big Neon Glitter
03 | Love
04 | Brother Wolf, Sister Moon
05 | Rain
06 | Phoenix
07 | Hollow Man
08 | Revolution
09 | She Sells Sanctuary
10 | Black Angel

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sexta-feira, 30 de abril de 2010

Damon Shulman

Damon Shulman é parte de uma longa tradição musical. Seu pai e tios foram membros fundadores da banda Simon Dupree & The Big Sound e, posteriormente, do grupo de rock progressivo Gentle Giant.

Damon começou a tocar em bandas muito cedo: Chaos, Band A Part (com participação de Phil Shulman), The Woking Stifs e Different Trains, obtendo reconhecimento da crítica e arrebentando um bom número de fãs

Em 2003, Damon lançou o CD "In Pieces". O álbum incluiu performances de seu pai, Phil. Em 2006, Damon lança seu próximo álbum através da Alucard Publishing: "A Brief Moment Of Panic". O álbum foi gravado e produzido no estúdio caseiro de Damon. "Vultures And Sheep", seu terceiro álbum, sai em 2008.

Mais informações:
damonshulman.co.uk
gentlegiantmusic.com

2003 | IN PIECES

01 | Everything
02 | No Control
03 | Walk On water
04 | Rats
05 | The Devil Wants A Ride
06 | Forever
07 | The Finest Feeling
08 | In My House

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2006 | A BRIEF MOMENT OF PANIC

01 | Scream
02 | Self Pity At The Guildhall
03 | While We're In Flight
04 | Pleasure
05 | She Fades Away
06 | Soul Seeks Rebellion
07 | Telead
08 | When We Were

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2008 | VULTURES AND SHEEP

01 | How You Want It
02 | I'll Break Your Heart
03 | Re-Animator
04 | Scum
05 | Vultures And Sheep
06 | Walk
07 | Wanted
08 | Wish I Was A

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sexta-feira, 2 de abril de 2010

Cocteau Twins


Do Livro: 1001 Discos Para Ouvir Antes de Morrer


Foi neste terceiro álbum que a beleza misteriosa dos Cocteau Twins começou a se revelar. O baixista Simon Raymonde, mais recente membro da banda, aos poucos foi se envolvendo cada vez mais com a composição, orquestração e produção musical. Junto com o guitarrista Robin Guthrie e a incomparável vocalista Liz Frazer, ele se enfurnou nos estúdios Palladium, em Londres, e criou uma obra-prima.

A reluzente teia abstrata da capa assim como os títulos das músicas inspirados em belos nomes mitológicos são um bom exemplo da influência estética do selo 4AD. Nada mais adequado, então, que a primeira música receba o nome do fundador do selo, Ivo. Com a delicada introdução vocal e a guitarra cortante que emerge ao longo da música "Ivo" inicia o álbum em alto e bom tom, literalmente.

Em seguida vem "Lorelei", a melhor música do álbum. Conduzindo os ouvintes com toques de sinos e camadas de sintetizadores, a música irrompe em ritmo persuasivo e uma interpretação vocal estupenda. A voz de Frazer se estende e sobe, suspira e plaina, flutuando acima da música. É difícil acreditar que seus refrões ascendentes e modulados estão saindo da mesma boca que os vibratos graves que estão na base da música.

"Persephone" dá ao álbum um toque industrial e um pouco grunge, enquanto "Pandora" desliza para uma vertente jazzística. "Domino" conclui o LP com a mesma intensidade do início com sua introdução ambiente e angelical de dois minutos que finalmente explode em um ritmo forte antes de se dissolver em silêncio. Treasure é inesquecível.

1984 - TREASURE

01. Ivo
02. Lorelei
03. Beatrix
04. Persephone
05. Pandora (For Cindy)
06. Amelia
07. Aloysius
08. Cicely
09. Otterley
10. Donimo

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quinta-feira, 11 de março de 2010

Paulinho Pedra Azul

Paulo Hugo Morais Sobrinho, o Paulinho Pedra Azul, é um cantor, poeta, artista plástico e compositor brasileiro.

Nascido em Pedra Azul, no Vale do Jequitinhonha, em Minas Gerais, no dia 3 de agosto de 1954.

Além de músico, também é autor de 200 telas a óleo e acrílico e de 15 livros.

Sua carreira artística teve início por volta dos 13 anos de idade, inicialmente com as artes plásticas. Enveredando pela música participou de um conjunto chamado “The Giants”, em que trabalhou com Rogério Braga, Mauro Mendes, Marivaldo Chaves, Salvador, Edmar Moreira e André, interpretando canções dos Beatles, The Fevers, Os Incríveis, Erasmo e Roberto Carlos, dentre outros.

A partir do final dos anos 1960 participou de festivais regionais de música e de poesia, tendo realizado inúmeros shows em cidades do interior de Minas Gerais. Nos anos 70, mudou-se para São Paulo onde morou por dez anos, período no qual trabalhou com o cantor, humorista e ator Saulo Laranjeira, também oriundo de Pedra Azul. Retornou depois para Minas, se fixando em Belo Horizonte onde até hoje reside.

Durante o tempo em que viveu em São Paulo gravou seus três primeiros discos. O LP de estréia fez grande sucesso com a canção que lhe dá o título: "Jardim da Fantasia", popularmente conhecida como "Bem-te-vi".

Com um estilo que varia do romântico à MPB, fortemente influenciada pelo Clube da Esquina, e com algumas composições de chorinhos, Paulinho Pedra Azul tem 21 discos gravados, a maioria deles independentes, tendo vendido cerca de 500 mil exemplares de toda a sua obra. É também autor de 200 telas a óleo e acrílico e de 15 livros, dentre eles “Delírio Habanero - Pequeno Diário em Cuba”, escrito durante visita à ilha de Fidel Castro.

Apesar de não ser um constante freqüentador da mídia de massa, Paulinho Pedra Azul consegue ser conhecido por um segmento específico que envolve principalmente universitários. Pesquisa feita pela AMAR (Associação de Músicos, Arranjadores e Regentes), o destacou como o segundo cantor mais conhecido de Minas Gerais, perdendo apenas para Milton Nascimento.

Texto: Wikipédia

1982 | JARDIM DA FANTASIA

01. Ave Cantadeira
02. Pobre Bichinho
03. Valsa do Desencanto
04. Voarás
05. Nascente
06. Cortinas de Ferro
07. Jequitinhonha
08. Cantar
09. Jardim da Fantasia
10. Vagando

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segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Cocteau Twins


1988 - BLUE BELL KNOLL

01. Blue Bell Knoll
02. Athol-Brose
03. Carolyn's Fingers
04. For Phoebe Still A Baby
05. The Itchy Glowbo Blow
06. Cico Buff
07. Suckling The Mender
08. Spooning Good Singing Gum
09. A Kissed Out Red Floatboat
10. Ella Megalast Burls Forever

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sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

Soundgarden


O Soundgarden, uma das bandas mais importantes da cena Grunge, nascida em Seattle, na década de 90. O som da banda era mais pesado que o dos outros grupos que faziam parte desse movimento como o Nirvana e Pearl Jam e suas músicas, tecnicamente superiores.

Mas a história do Soundgarden começou na verdade em Illinois, em 1981, quando Kim Thayil (guitarrista), Hiro Yamamoto (baixista) e Bruce Pavitt estudavam juntos. Após terminarem o colegial, resolvem dar continuidade aos estudos em Seattle, mas quando chegaram, foram atraídos pelo underground local e passaram a tocar em várias bandas.

Em 1984, Hiro conheceu o vocalista Chris Cornell e, junto a Thayil e o baterista Scott Sundquist formaram o Soundgarden. Bruce não entrou em nenhuma banda e sim, fundou um fanzine que viria a ser o selo Sub Pop.

Após dois anos tocando em pequenos lugares por toda a cidade, o baterista Scott deixa o grupo e é substituído por Matt Cameron (hoje no Pearl Jam). Já em 1987, o selo de Bruce, o Sub-Pop, estava começando a render bons resultados e ele assinou um contrato com seus amigos da época de colégio.

No mesmo ano, saiu o primeiro EP "Screaming Life" e, em 1988, o segundo "Fopp". Com esses primeiros lançamentos e os constantes shows, começam a ganhar fama dentro dos EUA, assinando com outro selo, o SST Records. Foi lançado então, ainda em 1988, o primeiro álbum, Ultraomega OK. Muitas gravadoras se interessaram pelo grupo e eles acabam aceitando uma proposta da A&M Records.

Em 1989, chegou Louder Than Love. Esse disco fez muito sucesso na época, chegando a receber uma indicação ao Grammy. O baixista Yamamoto abandona a banda e é substituído por Jason Everman. Após uma turnê com o Voivod e Faith No More, Everman é substituído por Ben Shepperd e ainda os dois primeiros EPs são relançados em um único álbum, chamado Fopp/Screaming Life.

Em 1991, alguns integrantes do Pearl Jam junto com Cornell e Cameron, montam um projeto paralelo batizado de Temple Of the Dog. As músicas são uma homenagem ao amigo Andy Wood, vocalista do Mother Love Bone, que havia morrido de overdose. A faixa "Hunger strike" vira hit, sendo tocada exaustivamente nas rádios e na MTV.

O Soundgarden entra em estúdio novamente e, ainda em 1991, é lançado Badmotorfinger. Esse álbum consolidou de vez a fama da banda. Fizeram grandes turnês, abrindo inclusive para o Guns N' Roses, sendo reconhecidos mundialmente. O grupo só voltou a lançar material inédito em 1994, no clássico Superunknow. A faixa "Black hole sun", virou um dos vídeos mais pedidos da MTV, inclusive no Brasil e o álbum faturou 3 Grammies.

Dois anos depois, chega Down on the Upside que, apesar de não ter feito tanto sucesso quanto os anteriores, foi muito bem aceito pelos fãs. Boatos sobre brigas internas e problemas com as cordas vocais de Cornell começaram a surgir e após a turnê desse, que acabou sendo o último disco da banda, o Soundgarden anuncia, em 1997, o fim de suas atividades. A gravadora ainda soltou uma coletânea intitulada A-Sides, com os maiores hits do grupo.

Texto: Kiss Fm

1988 | ULTRAMEGA OK

01 | Flower
02 | All Your Lies
03 | 665
04 | Beyond The Wheel
05 | 667
06 | Mood For Trouble
07 | Circle Of Power
08 | He Didn’t
09 | Smokestack Lightning
10 | Nazi Driver
11 | Head Injury
12 | Incessant Mace
13 | One Minute Of Silence

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1989 | LOUDER THAN LOVE

01 | Ugly Truth
02 | Hands All Over
03 | Gun
04 | Power Trip
05 | Get On The Snake
06 | Full On Kevin’s Mom
07 | Loud Love
08 | I Awake
09 | No Wrong No Right
10 | Uncovered
11 | Big Dumb Sex
12 | Full On (Reprise)

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1991 | BADMOTORFINGER

01 | Rusty Cage
02 | Outshined
03 | Slaves & Bulldozers
04 | Jesus Christ Pose
05 | Face Pollution
06 | Somewhere
07 | Searching With My Good Eye Closed
08 | Room A Thousand Years Wide
09 | Mind Riot
10 | Drawing Flies
11 | Holy Water
12 | New Damage

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1994 | SUPERUNKNOWN

01 | Let Me Drown
02 | My Wave
03 | Fell On Black Days
04 | Mailman
05 | Superunknown
06 | Head Down
07 | Black Hole Sun
08 | Spoonman
09 | Limo Wreck
10 | The Day I Tried To Live
11 | Kickstand
12 | Fresh Tendrils
13 | 4th Of July
14 | Half
15 | Like Suicide
16 | She Likes Surprises

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1996 | DOWN ON THE UPSIDE

01 | Pretty Noose
02 | Rhinosaur
03 | Zero Chance
04 | Dusty
05 | Ty Cobb
06 | Blow Up The Outside World
07 | Burden In My Hand
08 | Never Named
09 | Applebite
10 | Never The Machine Forever
11 | Tighter & Tighter
12 | No Attention
13 | Switch Opens
14 | Overfloater
15 | An Unkind
16 | Boot Camp

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2012 | KING ANIMAL

01 | Been Away Too Long
02 | Non-State Actor
03 | By Crooked Steps
04 | A Thousand Days Before
05 | Blood on the Valley Floor
06 | Bones of Birds
07 | Taree
08 | Attrition
09 | Black Saturday
10 | Halfway There
11 | Worse Dreams
12 | Eyelid’s Mouth
13 | Rowing

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domingo, 20 de dezembro de 2009

U2

Primeiro registro em vídeo da banda, Live At Red Rocks foi gravado em 1983, no Red Rocks Amphitheatreme, Colorado.

O EP Under A Blood Red Sky, lançado no mesmo ano, contém músicas de três shows da banda durante a War Tour registrados na Europa e EUA.

O disco abaixo é o áudio retirado do DVD, e que traz cinco músicas que não estavam na fita original à época de seu lançamento. O U2 encontra-se na sua melhor forma, com suas influências do pós-punk.

1983 | LIVE AT RED ROCKS
"Under a Blood Red Sky"

(DVD áudio)


01 | Openning: "Clannad | Theme From Harry's Game"
02 | Out of Control
03 | Twilight
04 | An Cat Dubh
05 | Into the Heart
06 | Surrender
07 | Two Hearts Beat As One
08 | Seconds
09 | Sunday Bloody Sunday
10 | Cry/The Electric Co.
11 | October
12 | New Years Day
13 | I Threw a Brick Through a Window
14 | A Day Without Me
15 | Gloria
16 | Party Girl
17 | 11 O'Clock Tick Tock
18 | I Will Follow
19 | "40"
20 | End Titles: "Clannad | Theme From Harry's Game"

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quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

Elton John

HONKY CHATEAU

Dia desses, eu estava saindo de casa para ir à aula, e fui procurar algum disco que combinasse com chuva para ouvir enquanto dirigia (fazer isso em Brasília é uma delícia), já que tenho dessa coisa de achar que um disco combina com determinado clima ou hora do dia. Vasculhando o iPod encontrei o “Honky Château”, do Elton John, que eu havia baixado, mas ouvido uma única vez. Mal me lembrava do disco.

Não lembrava, por exemplo, se esse disco de 1972 (quinto da carreira do cantor) podia ser ouvido sob chuva e a oitenta quilômetros por hora, limite de velocidade da via L4. Também não lembrava que é um clássico, um caso raro de aclamação de crítica e público (foi número 1 nas paradas americanas por cinco semanas), ou qualquer outra coisa. “Honky Château” é tudo isso.

Mas nem precisaria lembrar, bastava ouvir: mal começou “Honky Cat” e eu já estava encantado dentro do carro. Não consegui pegar a letra muito bem enquanto a música tocava, mas parecia interessante. Quando voltei para casa, descobri que ela termina dizendo “viver na cidade, garoto, vai partir seu coração / mas como você pode ficar, quando seu coração diz ‘não’/ como você pode parar quando seus pés dizem ‘vá’?”.

Como qualquer pessoa deveria saber, esse tal de Elton John faz umas melodias de te partir ao meio. Mas logo de cara, e com uma letra dessas acompanhando, é covardia. Tamanha covardia que “Mellow”, a segunda música, nem é memorável, talvez até um pouco chatinha, e não me importei com isso.

A terceira, em compensação, é uma porrada que se explica já no título: “I Think I’m Going To Kill Myself”. Mas por que, Elton? “I’m getting bored being part of mankind / there’s not a lot to do no more, this race is a waste of time”. Obra de Bernie Taupin, letrista parceiro de Elton John, um cara que escreve letras como se fosse um terno sob medida para mim, e para você. Mas Bernie, além de grande letrista, é um espertinho: como condição para não se matar, o suicida pede que Brigitte Bardot o visite todo dia, e o sacrifício não aconteça.

Depois vem “Susie (Dramas)”, e ele fala da linda e pequena Susie, uma garota de olhos negros que brinca com o coração dele o tempo todo - um drama que só. Ela fez com que ele congelasse patinando no gelo ao lado dela e com que ele comprasse novos sapatos, mas ele não liga para nenhum dos dramas, porque ela está ali com ele. Talvez pela imagem da patinação, talvez pela imagem dos dramas, sempre me lembro das tiras do Snoopy (”Peanuts”) na imagem que tenho dessa música.

Ok, melhor segurar. Não vamos chorar agora, porque é a vez de “Rocket Man”, o sucesso do disco. A vida no espaço pode ser uma metáfora para drogas ou para o estrelato, como já li em vários lugares alguém falando sobre o sentido dessa balada, mas o sentimento de solidão é o mesmo… seja num avião entre uma cidade e outra, seja num ônibus espacial entre um planeta e outro. O golpe de misericórdia vem nos versos “and all this science I don’t understand / it’s just my job five days a week”. Reconheceu o seu emprego burocrático aí?

Finda a primeira metade do disco, no lado 2 temos “Salvation”, mas não, não é a salvação, e sim mais uma melodia que deveria ser exposta em algum lugar, como referência para quem queira fazer música nos dias de hoje. “Slave”, em seguida, é o momento politizado, uma prima de “Southern Man”, música do Neil Young lançada dois anos antes. Não é ruim, mas não é como Elton John cantando sobre seus sentimentos.

Por isso mesmo, melhor falar da oitava canção, chamada “Amy”, em homenagem a alguma mulher-tsunami. Conhece esse tipo? São aquelas mulheres que varrem da sua vida tudo aquilo que você mais preza: seu sossego, sua honra, seus amigos, seu dinheiro. Daquelas que te fazem vender seu Honda Civic para comprar dois Fiestas, e um ficar com ela. “Meu pai disse que seu nome é Amy / E que me quebra o pescoço se eu jogar seu jogo / Mas ele não pode fazer isso porque eu te amo do mesmo jeito”, canta Elton, antes de dizer que apanha na rua por gostar dela. E liquida: “Amy, posso não ser o James Dean / Amy, posso não ter dezenove anos / E eu posso ainda usar botas e jeans / Mas você é a mulher que destrói meus sonhos”.

Essa música tem um clima country, o mesmo clima country que você encontra em “Amy”, do Ryan Adams, presente no disco de estreia do matuto de Jacksonville, “Heartbreaker”. Aí começa uma troca de figurinhas: Ryan já disse, numa entrevista, que adora o “Honky Château”, enquanto é sabido que seu “Heartbreaker” fez Elton John pirar e sair de um período de oito anos sem gravar nada. E, só por causa de um disco inspirador, acabou fazendo os dois dividirem um especial de TV um tempo depois, com direito até a um dueto em “Mona Lisas and Mad Hatters”, que sucede “Amy”.

O disco acaba com “Hercules”, uma melodia acolhedora como um abraço e que fala sobre perder a namorada (ou paixão platônica, você escolhe) para um bombado: “and it hurts like hell / to see my gal / messin’ with a mus cle boy / no superman gonna ruin my plans / playin’ with my toys”.

Não conheço muito mais da carreira de Sir Elton, mas também acho “Madman Across The Water” um disco lindo (”Tiny Dancer”, momento cantando junto do filme “Quase Famosos”, saiu daqui) e sei que “Goodbye Yellow Brick Road” não vendeu mais de 30 milhões de cópias à toa. Mas felizmente chove em Brasília durante seis meses seguidos e tenho gasolina no tanque para ir daqui a Uberlândia ouvindo os discos do cara. Bora pegar a estrada?

Por | Eduardo Palandi

Eduardo Palandi é colaborador do S&Y desde a Idade Média e assina o blog Life In Slow Motion

1972 | HONKY CHATEAU

01 | Honky Cat
02 | Mellow
03 | I Think I'm Going to Kill Myself
04 | Suzie (Dramas)
05 | Rocket Man (I Think It's Going to Be a Long Long Time)
06 | Salvation
07 | Slave
08 | Amy
09 | Mona Lisas and Mad Hatters
10 | Hercules

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quarta-feira, 18 de novembro de 2009

Heitor Villa-Lobos

Passados 50 anos de sua morte, Heitor Villa-Lobos mantém seu lugar no panteão dos gênios da música.

Hoje (ontem) se completam 50 anos da morte de Heitor Villa-Lobos. Maestro e compositor, foi um gênio que ao longo de 72 anos imprimiu uma nova linguagem à música brasileira, ao incorporar elementos das canções folclóricas, populares e indígenas, com combinações inusitadas de instrumentos e imitação do canto de pássaros.

Villa-Lobos é um dos poucos compositores que conseguiu derrubar as barreiras entre o popular e o erudito ao fazer com que os dois gêneros conversassem entre si. Difícil? Não para ele, que percorreu o Brasil recolhendo toda a riqueza de sons ao desbravar florestas e sertões.

– É admirável o poder de absorção, catalização e síntese em Villa-Lobos. Dizem que muitas vezes compunha com o rádio ligado... Ele faz questão que o mundo que o circunda penetre em sua criação. Villa-Lobos foi um orquestrador magistral: impressionam até hoje as sonoridades que ele criou através da orquestra – diz o pianista e pesquisador Alberto Andrés Heller.

O resultado das viagens pelo interior do país foi um repertório com 1,2 mil peças. Para o pianista, a principal contribuição de Villa-Lobos foi a sistemática utilização da música folclórica em suas composições, aliando-a à estética modernista.

Por volta de 1915, a Europa estava na moda e a cultura popular não era valorizada no Brasil. O cenário muda em 1922, com a Semana de Arte Moderna, quando o trabalho de Villa tem grande repercussão junto a intelectuais. O modernismo de caráter nacionalista de Villa-Lobos se deve em grande parte à influência de Mário de Andrade, um dos principais articuladores ideológicos da Semana de 1922.

– Quer-se fugir do Brasil “romantizado” (como em Iracema, de José de Alencar, por exemplo) e ao mesmo tempo abrir-se a um futuro vanguardista e renovador. Trata-se, portanto, de criar uma identidade para o Brasil – comenta Heller.

Heitor Villa-Lobos nasceu no Rio de Janeiro e traz em sua formação toda a sonoridade dos cariocas. A mãe queria que fosse médico, o pai o incentivou para a música. Aos 12 anos, começou a tocar violoncelo em teatros, cafés e bailes. Interessou-se pelo choro e passou a conviver com representativos nomes da música popular. Entre suas composições mais conhecidas estão Trenzinho Caipira e As Bachianas, Uirapurú e choros para piano e orquestra.

O maestro Jeferson Della Rocca considera o compositor como um dos principais do cenário musical erudito, no Brasil e no exterior.

– Conseguiu, assim como Carlos Gomes, receber grande reconhecimento internacional e ter suas músicas na programação da maior parte das orquestras e cameristas de todo o mundo _ diz Jeferson.

Para a maestrina Mércia Ferreira Villa-Lobos tinha uma fertilidade incrível, tanto vocal quanto instrumental.

– Passadas cinco décadas de sua morte, sua música soa de outra forma aos ouvidos da crítica especializada. E a visão de nacionalistas e vanguardistas converge na mesma direção.

JACQUELINE IENSEN
jacqueline.iensen@diario.com.br

HEITOR VILLA LOBOS | BACHIANAS BRASILEIRAS

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quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Michael Jackson | Dangerous


Lançado por Michael Jackson pela Epic em 1991 que figura como o segundo melhor desempenho de vendas da carreira do cantor. Até 2002, havia sido adquirido por 32 milhões de pessoas no mundo, segundo estimativas da gravadora. O álbum marca o término da parceria de 12 anos entre Jackson e Quincy Jones na produção, que nesse disco fica a cargo, essencialmente, de Teddy Riley - considerado um dos criadores de um então-novo tipo de som chamado 'new jack swing'.

Dangerous figura como o álbum de um artista masculino mais vendido da década de 90.É a primeira coleção de músicas inéditas lançada pelo astro nos Anos 90 e o primeio álbum distribuído como parte do contrato recorde de 890 milhões de dólares firmado entre Jackson e a Sony em 1990. Dangerous reúne 14 canções e gerou nove compactos, incluindo três números um: "Black Or White" (Hard Rock), "Remember The Time" (R&B) e "In The Closet" (R&B). Outras canções, como "Heal The World" e "Will You Be There", tema do filme Free Willy (1993), também se tornaram imeditamente reconhecidas.A turnê Dangerous consagrou definitivamente Michael Jackson como ícone pop. No dia 10 de fevereiro de 1993, uma entrevista de Michael com Oprah Winfrey é assistida por 100 milhões de pessoas, sendo o quarto evento mais assistido ao mesmo tempo na história da televisão.Como já estava se tornando hábito para Michael, os video clips ficaram entre os mais caros e inovativos de sua época.

Give in to Me teve Slash, da banda Guns N' Roses, participando do clip. O clip foi filmado alguns dias antes do início da turnê de Dangerous, em 1992 em Munique. Os diretores foram os austríacos Rossacher e Dolezal, responsáveis por muitos (senão todos) os videos e especiais de Freddie Mercury e do Queen. O video de Heal the World mostrou crianças e adultos ao redor do mundo, em alusão à campanha de caridade de Michael de mesmo nome. Will You Be There mostou Michael cantando em frente a cenas do filme Free Willy, do qual a música foi tema. Muitos dos outros clips têm histórias e seqüencias de dança complexas, e a presença de celebridades fazendo pontas. O clip de Jam, dirigido por David Kellogg, mostou Michael dançando e jogando basquete junto com Michael Jordan, enquanto Remember the Time se passava num palácio do Antigo Egito e estrelava Eddie Murphy e Iman Abdulmajid como o faraó e sua rainha, e Magic Johnson também fez uma ponta. In the Closet mostrava Michael Jackson e Naomi Campbell como amantes.

O diretor do clip foi o fotógrafo Herb Ritts, que também foi responsável por uma série de fotos promocionais para o álbum Dangerous.Black or White provavelmente perdura como o clip mais visto e lembrado de Dangerous. Originalmente tinha 10 minutos e foi estreado simultaneamente em 14 de novembro de 1991 nos canais MTV, VH1, BET e FOX em Dolby Surround, tornando-se uma das estréias mais assistidas de todos os tempos. O clip é tecnicamente relevante por mostrar uma das primeiras metamorfoses geradas em computador. Os últimos 4 minutos do clip geraram muita controvérsia por mostrarem um agressivo Michael quebrando vitrines de lojas e destruindo um carro com um pé-de-cabra.

A MTV e outras emissoras decidiram cortar esses últimos 4 minutos, e Michael escreveu um termo desculpando-se a todos os que houvessem se sentido ofendidos, e explicando que ele havia tentado personificar os instintos selvagens da pantera que aparece no clip. O então ator-mirim Macaulay Culkin também aparece no clip, que foi dirigido por John Landis, o diretor do curta-metragem Thriller.

1991 | DANGEROUS

01 | Jam
02 | Why You Wanna Trip On Me
03 | In The Closet
04 | She Drives Me Wild
05 | Remember the Time
06 | Can't Let Her Get Away
07 | Heal The World
08 | Black Or White
09 | Who Is It
10 | Give In To Me
11 | Will You Be There
12 | Keep The Faith
13 | Gone Too Soon
14 | Dangerous


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