sexta-feira, 16 de julho de 2010

The Allman Brothers Band

Texto: Wikipédia

The Allman Brothers Band é uma banda de Southern rock formada em Macon, Geórgia, nos Estados Unidos da América, chamada pelo Hall da Fama do Rock and Roll como os principais arquitetos do rock sulista estadunidense.

A banda foi formada em 26 de março de 1969 na Jacksonville, Flórida com Duane Allman(eleito pela revista Rolling Stones em 2003, como o segundo melhor guitarrista de todos os tempos), Gregg Allman, Dickey Betts, Berry Oakley. Butch Trucks e Jai Johanny "Jaimoe" Johanson.

Formado originalmente em 1969, foram descritas dois anos depois por George Kimball, jornalista da revista Rolling Stone, como o "a melhor banda de rock and roll que este país produziu nos últimos cinco anos". Reconhecida por sua capacidade de improvisação impressionante, cujo melhor exemplo se encontra no álbum At Fillmore East, a banda foi premiada com onze discos de ouro e cinco de prata entre 1971-2005. A revista Rolling Stone listou o The Allman Brothers como um dos 100 Maiores Artistas de Todos os Tempos em 2004, e foi a banda mais representada na lista de melhores guitarristas feita pela mesma revista. A banda continua a gravar e realizar turnês até hoje.

1969 | THE ALLMAN BROTHERS BAND

01. Don’t Want You No More
02. It’s Not My Cross To Bear
03. Black Hearted Woman
04. Trouble No More
05. Dreams
06. Whipping Post

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quinta-feira, 15 de julho de 2010

Them Crooked Vultures


Them Crooked Vultures estreia com álbum matador e impecável

Por:
Stefanie Gaspar

Ao menos no mundo do rock, pode ter certeza: o álbum mais comentado do ano foi a estreia do badalado supergrupo Them Crooked Vultures, que já estava em todas as rodas de conversa antes mesmo de chegar às lojas ou de divulgar uma única música completa.

Formado por Dave Grohl (ex-Nirvana e atual Foo Figthers), Josh Homme (Queens of The Stone Age) e John Paul Jones (Led Zeppelin), o Them Crooked Vultures começou como uma lenda, um boato vago que apontava para a reunião do supergrupo em um futuro próximo. Bom, se ninguém levava a sério, 2009 foi o ano decisivo para que a banda saísse do papel (ou seja, da cabeça nada ortodoxa de Dave Grohl) para chegar aos palcos.

A partir de shows esparsos, como as apresentações nos festivais de Lolapalooza e Lowlands, o Them Crooked Vultures mostrou sua cara ao mundo e começou a despertar, em uma genial jogada de marketing, o interesse do público – afinal, quem não gostaria de ver grandes ícones do rock ‘n roll mostrando qual seria o resultado da união de seus talentos?

A expectativa era tanta que, pelo jeito, nem a banda agüentou: antes mesmo da data de lançamento, o grupo vazou todas as músicas em streaming no Youtube. O veredicto? Um dos melhores álbuns do ano, e provavelmente um dos mais incríveis da década. Mesmo com toda a expectativa, o Them Crooked Vultures não decepcionou e fez um álbum pesado, diversificado e digno do talento de seus três integrantes.

O álbum, homônimo, já começa com uma pedrada, No One Loves Me & Neither Do, faixa que traz o trecho matador que o grupo usou em seu primeiro teaser. Com Dave Grohl de volta à bateria, Josh Homme na guitarra e nos vocais e John Paul Jones no baixo, a primeira música já mostra qual a sonoridade adotada pelo Them Crooked Vultures: um ritmo que mescla o melhor do Queens Of The Stone Age com o repertório mais afiado do Led Zeppelin, passando pelo Foo Figthers e resgatando algumas influências do Nirvana, criando um rock ‘n roll que, embora pudesse ser mais pesado, reúne com perfeição o que há de mais afiado em cada um dos músicos da banda.

A maioria dos supergrupos costuma depecionar. Não é o caso do Them Crooked Vultures, que conseguiu criar faixas já históricas, como No One Loves Me & Neither Do I, New Fang, Bandoliers, Caligulove e Gunman. É óbvio que o álbum traz um pouco da fanfarronice e da megalomania que se espera de um grupo que é a união de nomes que simbolizam a história do rock, mas a banda compensa os exageros com músicas incrivelmente competentes e que vão ficar na cabeça por muito tempo.


O Them Crooked Vultures não é um fantasma da sonoridade do Queen of The Stone Ages, não é uma cópia do trabalho de Dave Ghrol nem com o Nirvana nem com o Foo Fighters e não traz um John Paul Jones reproduzindo seu trabalho no Led Zeppelin. É algo original que, embora não consiga fugir da influência mestra do Led Zeppelin (afinal, tanto Grohl quanto Homme são fãs incondicionais e declarados do músico), vai além dos elementos consolidados pela banda e cria um novo paradigma para qualquer outro supergrupo que venha por aí. Vai ser difícil ter coragem de montar uma banda de rock depois desse álbum de estreia do Them Crooked Vultures.

2009 | THEM CROOKED VULTURES

01. No One Loves Me & Neither Do I
02. Mind Eraser, No Chaser
03. New Fang
04. Dead End Friends
05. Elephants
06. Scumbag Blues
07. Bandoliers
08. Reptiles
09. Interlude With Ludes
10. Warsaw or the First Breath You Take After You Give Up
11. Caligulove
12. Gunman
13. Spinning in Daffodils

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quarta-feira, 14 de julho de 2010

Adelbert von Deyen


Adelbert von Deyen é um artista relativamente obscuro. Seu estilo é muito parecido com o do famoso Klaus Schulze, até mesmo as capas dos álbuns são inspiradas na sua maior influência.

Sua carreira durou desde o final dos anos setenta para o início e meados dos anos oitenta, vindo a deixar a música, tornando-se pintor.

1980 | ATMOSPHERE

01 | Time Machine
02 | Silverrain
03 | Atmosphere Part 1
a. Sunrise
b. Altitude Flight
c. Astralis
04 | Atmosphere Part 2
a. Skywards
b. Spaces of Infinity
c. Crystal Clouds
d. Voices of Inifnity Dawn

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segunda-feira, 12 de julho de 2010

Alice Cooper

"A gente tinha uma espécie de visão satírica da vida americana"
Michael Bruce, 1996


::: SCHOOL'S OUT ::

Do livro: 1001 Discos Para Ouvir Antes de Morrer

Quando chegou a Los Angeles, vinda de Tucson, Arizona, a banda de Alice Cooper criou uma imagem controvertida e foi contratada pelo selo de Frank Zappa, Straight. Dois mal-afamados álbuns de pandemônio psicodélico depois, o grupo se mudou para Detroit e ficou amigo dos Stooges, para quem o rugido da cidade dos automóveis era tão vital em sua evolução quanto a produção de Bob Ezrin.

Quando a Warner comprou a Straight, a banda de Alice Cooper foi pressionada a fazer um novo disco. Depois de dois LP's de hard rock e alguns sucessos em singles, produzidos por Ezrin, Cooper e seu grupo encontraram seu som e reforçaram sua popularidade, fazendo, em seus shows para multidões, uma performance bizarra, como se fossem bufões do Grand Guignol.

O impacto visual de Alice Cooper foi completamente transferido para o vinil School's Out, o álbum precedido pelo single homônimo, de grande sucesso. Foi seu single mais popular até então - uma rebelião descrita por riffs mortais e slogans revoltados, que se tornou um hino do punk para qualquer adolescente contestador do início dos anos 70. A banda - guiada pela voz depravada de Cooper e o pop cruel do guitarrista Michael Bruce - trabalhou duro com Ezrin num álbum conceitual, inspirado no musical Amor, Sublime Amor. Esta fantasia sobre delinqüência juvenil trazia suntuosos arranjos no estilo das big bands de jazz ("Gutter Cat vs. The Jet", "Grand Finale", Blue Turk") e operístico ("My Stars"), imitação dos Beatles ("Alma Mater"), além de rocks maravilhosos ("Luney Tune" e "Public Animal # 9"). O rock vaudeville de Alice Cooper, superproduzido, mas ainda assim, um perfeito épico adolescente, seria referência para artistas como Marylin Manson e Turbonegro.


1972 | SCHOOL'S OUT

01 | School's Out
02 | Luney Tune
03 | Gutter Cat vs | The Jets
04 | Street Fight
05 | Blue Turk
06 | My Stars
07 | Public Animal #9
08 | Alma Mater
09 | Grand Finale

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sábado, 10 de julho de 2010

Stevie Winwood


Cantor, compositor e instrumentista, Steve Winwood nasceu em Birmingham, Inglaterra. Aos 15 anos formou, com seu irmão, sua primeira banda, Spencer Davis Group. Em 1967, surge a banda Traffic, com a qual obtém grande sucesso. Em 1975, após o fim da Traffic, Steve Winwood seguiu em carreira solo, lançando vários álbuns de sucesso como "Back in My High Life", que vendeu três milhões de cópias e "Roll With It", que atingiu o topo da tabela dos discos mais vendidos no Reino Unido.

1986 - BACK IN THE HIGH LIFE

01 | Higher Love
02 | Take It as It Comes
03 | Freedom Overspill
04 | Back in the High Life Again
05 | Finer Things, The
06 | Wake Me up on Judgment Day
07 | Split Decision
08 | My Love's Leavin'

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quarta-feira, 7 de julho de 2010

The Band

:: MUSIC FROM BIG PINK ::

"Era como um bar. A gente ia todos os dias... Bob (Dylan) gostava das vibrações."
Robbie Robertson, 2003



Do livro: 1001 Discos Para Ouvir Antes de Morrer

Em 1968, a The Band - que acompanhava Bob Dylan - estava pronta para entrar para a história da música sem sua estrela. Este álbum de estréia ainda soa como novo, três décadas depois de gravado.

Embora preparado por quatro canadenses, mais um filho de fazendeiros do Arkansas, Music From Big Pink é uma peça da cultura americana, um evento que marcou uma época e parecia sintetizar uma século da história de um país.

Batizado com o nome da famosa caa de Woodstock, Nova York, onde o quinteto havia se enfurando com Dylan em meados dos anos 60, Music From Big Pink estourou em meio à era psicodélica, oferecendo imagens concisas e bem delineadas como uma alternativa à ampla e abstrata tela do acid rock. O quinteto, com a colaboração do produtor John Simon, cavou bem fundo as raízes americanas para trazer à tona sua música e seus temas, utilizando órgãos, rabecas e bandolins no lugar de guitarras elétricas cheias de efeitos. O álbum capta a The Band como uma banda de verdade, antes de o guitarrista Robbie Robertson se tornar sua força criativa. Dylan, também participou de forma ativa do álbum, escrevendo o apelo clássico de "I Shall Be Released", e como parceiro do pianista Richard Manuel na torturante faixa de abertura, "Tears Of Range", e do baixista Richard Danko na vingativa "This Wheel's On Fire" (repaginada para servir como tema da sitcom inglesa Absolutely Famous).

A genialidade de Robertson já é evidente em "Caledonia Mission" e, em especial, em "The Weight", muito bem utilizada no ano seguinte, por Peter Fonda em seu filme Sem Destino. Alçado à condição de clássico antes mesmo de chegar às lojas, Music From Big Pink inspirou Eric Clapton a desmontar a superbanda Cream e ir em busca de um novo tipo de som.

1968 | MUSIC FROM BIG PINK

01 | Tears of Rage
02 | To Kingdom Come
03 | In a Station
04 | Caledonia Mission
05 | The Weight
06 | We Can Talk
07 | Long Black Veil
08 | Chest Fever
09 | Lonesome Suzie
10 | This Wheel’s on Fire
11 | I Shall Be Released
12 | Yazoo Street Scandal
13 | Tears of Rage
14 | Katie’s Been Gone
15 | If I Lose
16 | Long Distance Operator

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quinta-feira, 1 de julho de 2010

Ana Cañas

A MULTIDÃO QUE HABITA ANA CAÑAS

Texto: Tribuna do Norte

Multidão, esconderijos e meninas passeando com cachorros interessam a Ana Cañas. Ela que faz da voz um mundo, chamou a atenção - logo no primeiro disco “Amor e Caos” (2007) - de compositores importantes como Chico Buarque, Toquinho e Seu Jorge. É com seu segundo trabalho intitulado “Hein?” que ela chegará aos palcos do Mada ainda este mês.

Jazz, rock, poemas e um tanto de influências fortes como Nina Simone, Billie Holiday, Sarah Vaughan, John Coltrane e Miles Davis vieram rodar em seus pensamentos depois que Ella Fitzgerald começou a girar na vitrola da sua existência. Isso aconteceu aos 22 anos, quando ainda imaginava que trabalhar com artes cênicas fosse o seu destino.

Com seus lábios quase sempre pintados de vermelho encarnado, Ana tem os olhos vivos e os ouvidos afinados. E ela transcende, carrega em sua força composições que mereceram prêmios e capas de jornais e revistas pelo Brasil afora. Paulistana de berço, a metrópole é sua inspiração e ela vai além. Faz do som dos pássaros e o cantarolar baixo de uma criança, mote de canções novas e futuras. É assim que Ana se constrói, entre um gole de vinho, a audição de Arnaldo Antunes, leituras de poemas e a lembrança de fazer dos palcos dos bares de São Paulo o seu impulso inicial. Contralto, 28 anos e um mundo pela frente, Ana não deseja muito. Apenas que as pessoas se interessem em ouvi-la.

2007 | AMOR E CAOS

01 | Mandinga Não
02 | A Ana
03 | Vacina na Veia
04 | Para Todas As Coisas
05 | ?
06 | Coração Vagabundo
07 | Cadê Você?
08 | Devolve, Moço
09 | Super Mulher
10 | Rainy Day Women #12 & 35

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2009 | HEIN

01 | Na Multidão
02 | Coçando
03 | Na Medida do Impossível
04 | Esconderijo
05 | Sempre com Você
06 | Chuck Berry Fields Forever
07 | Gira
08 | Problema Tudo Bem
09 | Aquário
10 | A Menina e o Cachorro
11 | Não Quero Mais
12 | O Amor É Mesmo Estranho
13 | Na Medida do Impossível

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domingo, 27 de junho de 2010

Stillwater


A banda fictícia Stillwater, que aparece no filme Almost Famous - Quase Famosos, é na verdade uma mistura de três grupos que o diretor Cameron Crowe adorava: Led Zeppelin, The Allman Brothers Band e Lynyrd Skynyrd.

Suas canções foram escritas, em sua maioria, por Cameron Crowe, mas ele não assina nenhuma delas. Algumas constam como composição de Peter Frampton e outros artistas. Algumas das outras músicas originais do filme foram compostas pela esposa de Crowe, Nancy Wilson (da banda Heart).

Fonte: Wikipédia

Stillwater 'Album' cover
2000 | STILLWATER

01. Fever Dog
02. Love Thing
03. Chance Upon You
04. Love Comes and Goes
05. Hour of Need
06. You Had To Be There

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sexta-feira, 25 de junho de 2010

Zéu Britto


Nascido em Jequié, Bahia em 19 de fevereiro de 1977, o cantor, compositor e ator Zéu Britto tem como marca registrada a irreverência.
Influenciado por nomes como João Gilberto, coleciona mais de 70 canções de sua autoria.

Sua trajetória artística em Salvador, no ano de 1995 com o espetáculo teatral “Língua de Fel”, composto por esquetes musicais. No ano seguinte, entrou para “Los Catedrásticos”.

Já bastante conhecido no circuito musical e teatral baiano, Zéu partiu para o Rio de Janeiro em 2002 com a missão de atuar no espetáculo infanto-juvenil “A ver Estrelas”, do diretor pernambucano João Falcão. Começou então a chuva convites que acabou levando Zéu para a televisão. Vieram as participações em programas como “Pastores da Noite”, “Homem Objeto”, “Sob Nova Direção”, “Carga Pesada”, “A Diarista” e “Cidade dos Homens”. No seriado “Sexo Frágil”, além de fazer parte do elenco, Zéu Britto dqava voz a algumas canções.

Participou de diversas trilhas sonoras de sucesso como as de “Lisbela e o Prisioneiro” de Guel Arraes com a canção “Dama de Ouro” e a de “Meu Tio Matou Um Cara” de Jorge Furtado com a canção “Soraya Queimada”, seu maior sucesso e mais recentemente de A máquina, de João Falcão.

Com seu enorme carisma logo formou uma legião de fãs que lotaram as apresentações de seus shows, “Voz, violão e Ousadia”, “Merendando com os Amigos” e “Saliva-me”, todos pontuados pelo tom erótico e tragicômico de sua obra.

Depois de dois anos de esforços, saí o cd Saliva-me, com direção musical de André Moraes e Produção Executiva de Cíntia Oliveira para Tudo de Bom Produções, trata-se do primeiro cd de Zéu.

2007 | SALIVA-ME

01 | Vou Queimar seu Peito com Isqueiro
02 | Hino em Louvor à Raspada
03 | Soraya Queimada
04 | Noite de Motel
05 | Mirabel
06 | Brega de Leila
07 | A Dama de Ouro
08 | Ousadia no Fundo do Mar
09 | Lençol de Casal
10 | Azia
11 | Maria vai com as Ondas
12 | Acabou

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quarta-feira, 23 de junho de 2010

Aretha Franklin

::: ARETHA: LADY SOUL :::

"Quando fui para a Atlantic, pude fazer as coisas do meu jeito.
E os sucessos vieram..."
Aretha Franklin, 1989


Do livro: 1001 Discos Para Ouvir Antes de Morrer

Filha do cantor de gospel C. L. Franklin, ela tinha pedigree. Mas só ao ser contratada pela Atlantic Records, depois de 12 anos de carreira, Aretha Franklin foi coroada como Lady Soul. Sua antiga gravadora, a Columbia, queria que ela cantasse um pop insosso, mas Jerry Wexley, produtor da Atlantic, combinou sua voz poderosa com o Muscle Shoals Rhythm Section, de Memphis, e o soul radioso da cantora foi posto em liberdade.

Lady Soul foi o terceiro álbum deles juntos, e o melhor de todos. Aretha havia ficado mais segura desde a estréia na Atlantic com I Never Loved A Man The Way I Love You, e seu disco seguinte, Aretha Arrives, mais eclético, destacou a força de seu talento. Lady Soul aciona essa força ao exibir a dupla paixão da cantora pelo R&B - "Chain Of Fools", de Don Conway, um hino contra a cretinice, e "Since You've Been Gone", em que as cantoras do The Sweet Inspirations fazem um coro furioso contra o namorado ausente do título - e pelo gospel (a gravação oerquestrada de "People Get Ready", de Curtis Mayfield, arranjada por Arif Martin).

Ao mesmo tempo que o solo de Eric Clapton no blues "Good To Me As I Am To You" é uma aproximação como o rock'n roll da época, Lady Soul canta os mestres do gênero (Mayfield, James Brown, Ray Charles) com talento e autoridade. "A Natural Woman" é o destaque: a peregrinação dos músicos do Muscle Shoals aos estúdios da Atlantic, em Nova York, para três sessões de gravação espelha a própria jornada de Aretha, imbuindo a rica canção de Carole King e Gerry Goffin da honestidade e paixão que a cantora adquiriu em Memphis e dando a ela a chance de mostrar sua verdadeira voz.

1968 | ARETHA: LADY SOUL

01 | Chain of Fools
02 | Money Won’t Change You
03 | People Get Ready
04 | Niki Hoeky
05 | (You Make Me Feel Like) A Natural Woman
06 | (Sweet Sweet Baby) Since You’ve Been Gone
07 | Good to Me As I Am to You
08 | Come Back Baby
09 | Groovin’
10 | Ain’t No Way

Bônus tracks:
11 | Chain Of Fools (Unedited Version)
12 | (You Make Me Feel Like) A Natural Woman (Mono Single Version)
13 | Since You've Been Gone (Sweet Sweet Baby) (Mono Single Version)
14 | Ain't No Way (Mono Single Version)

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sexta-feira, 18 de junho de 2010

Manassas

Texto: 1001 albuns


Assim como o seu parceiro musical, Neil Young, Stephen Stills era genioso demais para compartilhar seu talento com outros músicos. Isso em parte explica o fato de sua participação em conjuntos seja tão efêmera. Aliás, a convivência dele com Neil no Buffalo Springfield era por demais problemática, e foi um milagre que eles chegassem a se reconciliar para compor, junto com David Crosby e Graham Nash, uma obra-prima da envergadura de Deja Vu. Contudo, como não podia deixar de ser, a parceria acabou, e Stills finalmente partiu para uma carreira-solo.

O irônico nisso tudo é que, a despeito de todo o seu trabalho individual não tinha a mística dos seus discos lançados 'coletivamente'. Tanto que, dois anos depois de deixar o CSNY, Stephen compôs a sua grande obra-prima mas, no entanto, como não podia deixar de ser, ele estava — mais uma vez — envolvido num projeto com outros músicos numa banda — o Manassas. Seu segundo álbum, com exceção de Change Partners (não confundir com a canção de Cole Porter de mesmo nome), passou ligeiramente batido.

E o Manassas surgiu da idéia de juntar os antigos colaboradores do CSN junto com o ex-Byrds Chris Hilmann que, naquele momento, havia recém se demitido do Flying Burrito Brothers, junto com Gram Parsons. Enquanto o intrépido "Grevious Angel" partiu para a Riviera Francesa ficar doidão com Keith Richards, Hilman foi reforçar o ensamble de Stills.

O resultado desa reunião, um álbum duplo do mesmo nome, é um trabalho temático perfeitamente enfeixado em seções bem divididas (a saber, The Raven, The Wilderness, Consider e Rock & Roll is Here to Stay) passando a limpo tanto o country-rock do CSNY (Colorado, Hide It So Deep), hillybilly (Don't Look At My shadow), o rock pop do Buffalo Springfield (Bound To Fall) e influências latinas (Both Of Us, It Doesn't Matter), honky tonk (a divertidíssima Falen Eagle), gospel (Jesus Gave Love Away) e blues (Jet Set).

Alguém falou em Rolling Stones? Pois enquanto Keith e Mick Taylor gravavam o que seria o Exile On Main Street em Vilefranche-Sur-Mer, o entediado Bill Wymann fez o caminho inverso: atravessou o Atlântico para uma participação especial no Manassas, mais precisamente na faixa The Love Gangster, em parceria com Stills.

1972 | MANASSAS

01 | Song of Love
02 | Medley
03 | Jet Set (Sigh)
04 | Anyway
05 | Both of Us (Bound to Lose)
06 | Fallen Eagle
07 | Jesus Gave Love Away for Free
08 | Colorado
09 | So Begins the Task
10 | Hide It So Deep
11 | Don’t Look at My Shadow
12 | It Doesn’t Matter
13 | Johnny’s Garden
14 | Bound to Fall
15 | How Far
16 | Move Around
17 | The Love Gangster
18 | What to Do
19 | Right Now
20 | The Treasure
21 | Blues Man

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quinta-feira, 17 de junho de 2010

Malcolm McLaren

Ex-empresário dos Sex Pistols, Malcolm McLaren morre aos 64 anos

Folha Online

O ex-empresário da banda punk Sex Pistols, Malcolm McLaren, 64, morreu hoje, informa o site especializado em música NME.

McLaren enfrentava uma batalha contra o câncer e morreu nesta manhã em uma clínica na Suiça. O corpo do ex-empresário será enviado a Londres para ser enterrado no cemitério Highgate.

McLaren nasceu em 1946 em Londres, e estudou na escola de arte do St Martin's College Of Art e no Goldsmiths College.

Antes de se tornar o empresário dos Sex Pistols, função que ocupou de 1975 a 1977, McLaren fundou a loja de roupas Let It Rock, também na capital britânica, com a estilista Vivienne Westwood, com quem era casado e tinha um filho, Joseph, nascido em 1967.

Mais tarde, a loja passou a se chamar Too Fast To Live Too Young To Die, e então se tornou a famosa SEX. Foi neste local que John Lydon, mais conhecido como Johnny Rotten, que viria a ser o líder dos Sex Pistols, realizou o seu primeiro teste.

Durante o tempo em que foi empresário dos Pistols, McLaren foi acusado pelos membros da banda, principalmente Rotten, de se recusar a pagá-los. Em 1987, o caso foi a tribunal e Rotten venceu. Desde que a banda se separou, os dois deixaram de se falar.

McLaren também foi empresário da banda New York Dolls antes de lançar os Pistols.

Ele também lançou seus próprios projetos musicais, sendo que seu primeiro álbum, "Duck Rock", saiu em 1983 e alcançou grande sucesso no Reino Unido com os hits "Buffalo Gals", "Double Dutch" e "Madame Butterfly".

McLaren continuou lançando álbuns durante as décadas de 90 e 2000, sendo que o mais recente deles foi lançado no ano passado, chamado "Shallow - Musical Paintings".

1983 | DUCK ROCK

01 | Obatalá
02 | Buffalo Gals
03 | Double Dutch
04 | Merengue
05 | Punk It Up
06 | Legba
07 | Jive My Baby
08 | Song for Chango
09 | Soweto
10 | World's Famous
11 | Duck for the Oyster

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terça-feira, 15 de junho de 2010

Steeleye Span


Após o lançamento do antológico álbum “Liege And Leaf”, Ashley “Tyger” Hutchings, baixista do Fairport Convention, ficou desapontado com os caminhos que seus companheiros decidiram trilhar e saiu para montar seu próprio grupo, onde pudesse continuar a misturar a música folk britânica com o rock.

Para isso começou por chamar uma dupla da cidadezinha de St. Albans (Inglaterra), Tim Hart e Maddy Prior. Logo após veio o casal galês Terry e Gay Woods. O grupo começou a preparar o material para seu primeiro disco, com Gay e Maddy revezando-se nos vocais, apoiadas por Tim e Terry. O nome da banda, Steeleye Span (personagem central de uma velha balada de Lincolnshire, “Horkstow Grange”), foi sugerido pelo respeitado guitarrista/violonista do circuito folk, Martin Carthy, e o álbum foi intitulado “Hark! The Village Wait”.



1970 - HARK! THE VILLAGE WAIT

01. A Calling-on Song
02. The Blacksmith
03. Fisher'man's Wife
04. Blackleg Miner
05. Dark-Eyed Sailor
06. Copshawholme Fair
07. All Things Are Quite Silent
08. The Hills Of Greenmore
09. My Johnny Was A Shoemaker
10. Lowlands Of Holland
11. Twa Corbies
12. One Night As I Lay On My Bed

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quarta-feira, 9 de junho de 2010

Eloy


Fundada no final dos anos 1960 pelo guitarrista Frank Bornemann, a banda sofreu várias mudanças, sendo Bornemann o único membro consistente do grupo. Foi inspirada por bandas como The Beatles, The Shadow e Pink Floyd, este último pelo tom de space rock que possuia na época. A princípio, a banda tocava hard rock, inspirada por temas políticos, mas logo passou para um som mais progressivo, com elementos de space. Baseado principalmente nos solos de guitarra de Bornemann, o som da banda também inclui o vasto uso de sintetizadores e coros.

1974 | FLOATING

01 | Floating
02 | The Light From Deep Darkness
03 | Castle In The Air
04 | Plastic Girl
05 | Madhouse

Bonus
06 | Future City
07 | Castle In The Air
08 | Flying High

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quarta-feira, 2 de junho de 2010

Bob Dylan & Neil Young

1975 | SAN FRANCISCO NIGHTS

Introduction
Are You Ready For The Country
Ain't That A Lot Of Love
Looking For A Love
Loving You Is Sweeter Than Ever
I Want You
The Weight
Helpless / Knockin' On The Heaven's Door
Will The Circle Be Unbroken

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