quinta-feira, 22 de novembro de 2012

Lily


1971 | ONION

Alone Am I
I Had A Dream
Train Window (Reminds Me Of Your Smile)
Woke Up Blues
Twelve Midnight
As I Can't Sleep
How Have You Been
My Movie
Calender With Just August
Life Is Repeating
Close Your Eyes
So Far Away

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quarta-feira, 21 de novembro de 2012

Criolo


Quando lançou seu primeiro disco em 1974, Cartola já contava com mais de sessenta anos de idade, embora participasse ativamente das rodas de samba cariocas e fosse um dos maiores compositores de seu tempo, ainda era uma pessoa presa ao seu circulo. Kleber Cavalcante Gomes, ou como é conhecido, o Criolo (ex-Criolo Doido) não levou o mesmo tempo para alcançar seu disco de estreia – Ainda Há Tempo (2006) – embora fosse, assim como Cartola, muito mais conhecido dentro do circuito do rap nacional do que além dele. Com seu novo álbum, uma espécie de segundo disco de estréia, o paulistano vai atrás de novas sonoridades, em busca de expansão do seu próprio território.

Nó na Orelha (2011) é um trabalho que se define logo em seu título, afinal é hip-hop, mas também é samba, transita por boleros, assim como se entrega ao funk, sem falar nas diversas referências regionais que vão se evidenciando ao longo do trabalho, uma miscelânea de ritmos, em sua maioria nacionais, que permitem a Gomes passear em diversos territórios, como se desbravasse cada uma das múltiplas tonalidades da música.

Quando rapper, Criolo, que é um dos criadores da conhecida Batalha dos MC’s, se aventura na descrição tanto de cenários, quanto nas situações que o rodeiam. A cidade de São Paulo se apresenta como a grande musa do poeta, servindo de tema para boa parte das composições, algo que torna-se evidente logo nas primeiras faixas do álbum, através de músicas como Não Existe Amor em SP ou mais à frente com Grajauex. Essa última, um brilhante jogo de palavras que funcionam como uma homenagem á região do Grajaú, mais populoso distrito paulista.

Já quando resolve cantar, o músico conta com uma boa vantagem em relação a outros rappers: a voz. Ao contrário de Kanye West, quando deu vida a 808 & Heartbreak (2008), saturando o trabalho com efeitos de autotune, ou mesmo Marcelo D2, em sua homenagem à Bezerra Da Silva, soando de forma imprecisa, Gomes se apresenta como um cantor hábil e que não requer de malabarismos para deixar que fluam seus vocais.

Límpida e cantada em bom tom, a voz de Criolo ecoa de forma agradável através de faixas como Bogotá, dando ginga ao ritmo já acalentador da composição. Lembrando de leve Curumin no disco Japan Pop Show (2008), o músico brinca com os vocais em Samba Sambei, faixa preenchida por toques de reggae e dub, além do funcional naipe de metais que acompanha o disco. Criolo se permite até a arriscar seus vocais no bolero Freguês da Meia-Noite. Soando como uma espécie de Reginaldo Rossi contemporâneo, o músico destila versos metafóricos repletos de sentimentalismos exagerados, porém sinceros.

Com produção de Marcelo Cabral e Daniel Ganjaman, que também assumem boa parte dos instrumentos e bases durante o álbum, Nó na Orelha pode até confundir por sua diversificada sequência de estilos e ritmos distintos, contudo finda-se como um disco inventivo. A pluralidade de formas que atuam como os pilares do trabalho ajudam Criolo a não desabar em redundâncias, evitando que caia nos repetitivos vícios do rap nacional. Um disco que deve levar o rapper para além do seu já conceituado circulo ou mesmo para além de Terras Brasilis.

Por: Fernanda Blammer

2011 | NÓ NA ORELHA

01 | Bogotá
02 | Subirusdoistiozin
03 | Não Existe Amor Em SP
04 | Mariô
05 | Freguês da Meia Noite
06 | Grajauex
07 | Samba Sambei
08 | Sucrilhos
09 | Lion Man
10 | Linha de Frente

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terça-feira, 20 de novembro de 2012

Kutomo


Músico finlandês de música experimental, folk e psicodélica.


2008 | LAULUJA SURUN KAARESTA

Univelkaisen Varityskirja
Kauas Vie
Hautuulehdon Puut
Runnelma Ja Ruumiin Esto
Orastava Syksy
Meidan Varjoinemme
Kauneudessa Kasvat
Usvan Runoja

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Robert Johnson

Robert Leroy Johnson (8 de maio, 1911 – 16 de agosto, 1938) foi um cantor e guitarrista norte-americano de blues. Johnson é um dos músicos mais influentes do Mississippi Delta Blues e é uma importante referência para a padronização do consagrado formato de doze compassos para o blues. Influenciou grandes artistas durante anos como Muddy Waters, Led Zeppelin, Bob Dylan, The Rolling Stones, Johnny Winter, Jeff Beck, e Eric Clapton, que considerava Johnson "o mais importante cantor de blues que já viveu". Foi considerado o 5º melhor guitarrista de todos os tempos pela revista norte-americana Rolling Stone.

Johnson nasceu em Hazlehurst, Mississippi. Sua data de nascimento oficialmente aceita (1911) provavelmente está errada. Registros existentes (documentos escolares, certidões de casamento e certidão de óbito) sugerem diferentes datas entre 1909 e 1912, embora nenhum contenha a data de 1911.

Robert Johnson gravou apenas 29 músicas em um total de 40 faixas, em duas sessões de gravação em San Antonio, Texas, em Novembro de 1936 e em Dallas, Texas, em Junho de 1937. Treze músicas foram gravadas duas vezes. Suas músicas continuam sendo interpretadas e adaptadas por diversos artistas e bandas, como Led Zeppelin, Eric Clapton, The Rolling Stones, The Blues Brothers, Red Hot Chili Peppers e The White Stripes.

Em 1938 durante uma apresentação no bar "Tree Forks" Johnson bebeu whisky envenenado com estricnina, supostamente preparado pelo dono do bar, o qual estava enciumado por Jonhson ter flertado com sua mulher. Sonny Boy Williamson, que estava tocando junto com Jonhson, havia alertado-o sobre o whisky, porém este não lhe deu atenção. Johnson se recuperou do envenenamento, mas contraiu pneumonia e morreu 3 dias depois, em 16 de Agosto de 1938, em Greenwood, Mississippi. Há várias versões populares para sua morte: que haveria morrido envenenado pelo whisky, que haveria morrido de sífilis e que havia sido assassinado com arma de fogo. Seu certificado de óbito cita apenas "No Doctor" (Sem Médico) como causa da morte.

Outro mito popular recorrente sugere que Johnson vendeu sua alma ao diabo na encruzilhada das rodovias 61 e 49 em Clarksdale, Mississippi com seu violão e uma garrafa de whisky adulterado, quando um bend escandaloso de uma gaita cromada, era o diabo. Tomou seu violão e afinou um tom abaixo, devolveu para Johnson e tocou como toca nas gravações... fez isso em troca da proeza para tocar guitarra.

Este mito foi difundido principalmente por Son House, e ganhou força devido às letras de algumas de suas músicas, como "Crossroads Blues", "Me And The Devil Blues" e "Hellhound On My Trail". O mito também é descrito no filme de 1986 Crossroads, no episódio 8, da segunda temporada da série Supernatural e na faixa bônus da pág. 101 do livro Encruzilhada (Literata, 2011), do autor brasileiro Ademir Pascale. O mito ainda explica detalhes sobre ele ter saído desesperadamente do bar Tree Forks, sendo perseguido por cães pretos e foi encontrado com marcas de mordidas profundas, cortes em forma de cruz no rosto e seu violão intacto ao lado do corpo ensanguentado.Robert morreu de olhos abertos e uma expressão tranquila no rosto.

Johnson é freqüentemente citado como "o maior cantor de blues de todos os tempos", ou mesmo como o mais importante músico do Século XX, mas muitos ouvintes se desapontam ao conhecer o seu trabalho, pois o estilo peculiar do Delta Blues e o padrão técnico das gravações de sua época estão muito distantes dos padrões estéticos e técnicos atuais.

Embora Johnson certamente não tenha inventado o blues (há rumores de que foi Charley Patton a primeira estrela do delta blues), que já vinha sendo gravado 15 anos antes de suas gravações, seu trabalho modificou o estilo de execução, empregando mais técnica, riffs mais elaborados e maior ênfase no uso das cordas graves para criar um ritmo regular. Suas principais influências foram Son House, Leroy Carr, Kokomo Arnold, Charley Patton, e Peetie Wheatstraw. Johnson tocou com o jovem Howlin' Wolf e Sonny Boy Williamson (que afirma ter estado presente no dia do envenenamento de Johnson e ter alertado Johnson sobre a garrafa de whisky). Johnson influenciou Elmore James e Muddy Waters, e o blues elétrico de Chicago na década de 1950 foi criado em torno do estilo de Johnson. Há uma linha direta de influência entre a obra de Johnson e o Rock and roll que se tornaria popular no pós-guerra.

Anos após sua morte, o grupo de admiradores de Johnson cresceu e inclui astros do rock como Keith Richards e Eric Clapton.

Em 1999 os The White Stripes lançaram no seu álbum de estréia homônimo uma canção de Johnson; Stop Breaking Down.


ROBERT JOHNSON | THE COMPLETE RECORDINGS

Disc: 1

01 | Kind Hearted Woman Blues
02 | Kind Hearted Woman Blues
03 | I Believe I'll Dust My Broom
04 | Sweet Home Chicago
05 | Rambling On My Mind
06 | Rambling On My Mind
07 | When You Got A Good Friend
08 | When You Got A Good Friend
09 | Come On In My Kitchen
10 | Come On In My Kitchen
11 | Terraplane Blues
12 | Phonograph Blues
13 | Phonograph Blues
14 | 32-20 Blues
15 | They're Red Hot
16 | Dead Shrimp Blues
17 | Cross Road Blues
18 | Cross Road Blues
19 | Walking Blues
20 | Last Fair Deal Gone Down

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Disc: 2

01 | Preaching Blues (Up Jumped The Devil)
02 | If I Had Possession Over Judgment Day
03 | Stones In My Passway
04 | I'm A Steady Rollin' Man
05 | From Four Till Late
06 | Hellhound On My Trail
07 | Little Queen Of Spades
08 | Little Queen Of Spades
09 | Malted Milk
10 | Drunken Hearted Man
11 | Drunken Hearted Man
12 | Me & The Devil Blues
13 | Me & The Devil Blues
14 | Stop Breakin' Down Blues
15 | Stop Breakin' Down Blues
16 | Traveling Riverside Blues
17 | Honeymoon Blues
18 | Love In Vain
19 | Love In Vain
20 | Milkcow's Calf Blues
21 | Milkcow's Calf Blues

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segunda-feira, 19 de novembro de 2012

Martha Veléz


Martha Carmen Josephine Hernandéz Rosario de Velez é um dos melhores segredos da música.

O seu álbum “Fiends and Angels” tem as colaborações tão relevantes de Eric Clapton, Jack Bruce, Mitch Mitchell, Jim Capaldi, Christine McVie, Brian Auger, Keef Hartley, Gary Thain, Paul Kossoff, Stan Webb, Chris Wood e muito mais.


1969 | FRIENDS & ANGELS

I'm Gonna Leave You
Swamp Man
Fool For You
In My Girlish Days
Very Good Fandango
Tell Mama
Feel So Bad
Drive Me Daddy
It Takes A Lot To Laugh, It Takes A Train To Cry
Come Here Sweet Man
Let The Good Times Roll

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Atlee

Quarteto californiano que lançou apenas esse disco Flying Ahead, também lançaram um single no mesmo ano, com as músicas "Rip You Up" e "Will Get Together".

Após a gravação desse disco a banda se separou, o vocalista e líder da banda Atlee Yeager gravaria um disco solo chamado "Plant Me Now & Dig Me Later" em 1973 e Don Francisco e Mike Stevens formariam o Highway Robbery.

O som se caracteriza em um Hard Rock com influências do Blues, guitarras potentes, vocais agressivos e rasgados. Uma ótima pedida para quem curte um bom hard rock dos anos 70.

Don Francisco: drums, vocals
Bruce Schaffer: keybords, vocals
Michael Stevens: guitar, vocals
Atlee Yeager: lead vocals, bass

1970 - FLYING AHEAD

Rip You Up
Swamp Rhythm
Painted Ladies
Jesus People
Let's Make Love
Will We Get Together
Dirty Old Man
Ain't That the Way
Dirty Sheets

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sexta-feira, 9 de novembro de 2012

Rotterdam Ska-Jazz Foundation


Rotterdam Ska-Jazz Foundation passou a ser conhecida por muitos após a regravação do jazz "A Night in Tunisia" composta por Dizzy Gillespie, mas já interpretado por diversos nomes como Miles Davis, Stefano di Battista, Bud Powell entre outros.

Como já entrega o nome da banda, ela é holandesa, sendo este o seu terceiro álbum. Tocam um mix Ska/Jazz/Rocksteady/Soul, com forte influência nos anos 60 (ao invés da costumeira década de 50), porém, não pode ser considerada um banda retrô.

Elementos como a bateria, guitarra e alguns recursos eletrônicos, tem presença poderosa nas músicas, dando um ar mais moderno em suas composições. Enfim, considero um puta disco, ótima pedida para quem gosta de ska instrumental com composições mais inovadoras.

Por: Música e Cerveja

2003 | SHAKE YOUR FOUNDATION

Night in Tunisia
Dreyfuss is Gone
Lonely Man
Pro Teba (a.k.a Slaviska)
Old Rocking Chair
The Sidewinder
Snake Tie
Road to Kingston
Shot in the Dark
Oublihorns
Lonely Dub
Dubwinder

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Malcolm McLaren


Malcolm McLaren (Londres, 22 de Janeiro de 1946 — Bellinzona, 8 de Abril de 2010) foi uma das personalidades mais importantes do rock, foi o empresário da banda Sex Pistols e de outras bandas, precursora do punk rock na Inglaterra[1]. Em 1980 foi editado The Great Rock'n'roll Swindle[2] que conta a história real dos Sex Pistols.

Malcolm McLaren morreu em um hospital, na cidade de Bellinzona, Suíça, na manhã de 8 de Abril de 2010. Malcolm lutava contra mesotelioma, um tipo de câncer, havia anos e não resistiu devido às suas condições físicas.[4] Foi enterrado em Highgate Cemetery em Londres[5]. Por uma bizarra coincidência, Vivienne Westwood, estilista inglesa que ajudou a popularizar a moda punk, completou 64 anos na mesma data.

Mr McLaren também marcou época ao lançar Buffalo Gals, Worlds Famous, Hobo Scrath, Hey DJ ("break") - entre outras.

Segundo um porta-voz de McLaren declarou ao Independent: "Sua saúde deteriorou rapidamente e ele morreu esta manhã em Nova York. Seu corpo deverá ser enterrado no cemitério de Highgate, em Londres". Entretanto, conforme sua namorada, Young Kim, McLaren "faleceu em um hospital da Suíça onde estava sendo tratado de um câncer".

PARIS (1994)

Disc One
Mon Dié Sénié
Walking With Satie
Père Lachaise
Miles And Miles Of Miles Davis
Jazz Is Paris
Rue Dauphine
Paris Paris (with Catherine Deneuve)
Je T'Aime... Moi Non Plus
Club le Narcisse
La Main Parisienne
Driving Into Delirium
Revenge Of The Flowers (with Françoise Hardy)
In The Absence Of The Parisienne
Anthem
Who The Hell Is Sonia Rykiel?

Disc Two, The Largest Movie House In Paris (The Instrumental Mixes)
Paris Un
Paris Deux
Paris Trois
Paris Quatre
Paris Cinq
Paris Six
Paris Sept
Paris Huit
Paris Lutece Paname

DOWNLOAD:
Disc One | Disc Two

quinta-feira, 8 de novembro de 2012

Airbag


Banda norueguesa de rock progressivo formada em 2005 e que tem na formação atual: Asle Tostrup (vocals) Bjørn Riis (guitars, vocals), Jørgen Hagen (keyboards), Anders Hovdan (bass) and Joachim Slikker (drums).

2009 - IDENTITY

01. Prelude
02. No Escape
03. Safe Like You
04. Steal My Soul
05. Feeling Less
06. Colours
07. How I Wanna Be
08. Sounds That I Hear

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2011 - ALL RIGHTS REMOVED

01. All Rights Removed
02. White Walls
03. The Bridge
04. Never Coming Home
05. Light Them All Up
06. Homesick I-III

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2013 - THE GREATEST SHOW ON EARTH

01. Surveillance (Part 1)
02. Redemption
03. Silence Grows
04. Call Me Back
05. The Greatest Show on Earth
06. Surveillance (Part 2-3)

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domingo, 28 de outubro de 2012

A Barca do Sol

"Eu andava só por essa estrada...


... com um grito preso na garganta".

Não há palavras que expressem a qualidade dessa grandiosa e incomparável banda.

Integrantes da 1ª formação (1973-75)
Jacques Morelebaum - violoncelo, piano e voz
Nando Carneiro - violão e voz
Muri Costa - violão
Marcelo Costa - bateria, percussão
Beto Rezende - percussão, viola, violão e guitarra
Marcelo Bernardes - flauta
Marcos Stull - baixo
Richard Court (Ritchie) - flauta
Rui Motta - bateria

Integrantes da 2ª formação (1976-81)
Jacques Morelebaum - violoncelo, piano e voz
Nando Carneiro - violão e voz
Muri Costa - violão
Marcelo Costa - bateria, percussão
Beto Rezende - percussão, viola, violão e guitarra
Alan Pierre - baixo
David Ganc - flauta

1974 | A BARCA DO SOL

01. A Primeira Batalha
02. Brilho da Noite
03. Arremesso
04. As Boas Consciências
05. Caminhão
06. Lady Jane
07. Dragão da Bondade
08. Alaska
09. Fantasma da Ópera
10. Corsário Satã
11. A Barca do Sol

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1976 | DURANTE O VERÃO

01. Durante o Verão
02. Hotel Colonial
03. A Língua e a Bainha
04. Os Pilares da Cultura
05. Karen
06. Memorial Day
07. Banquete
08. Belladonna, Lady Of The Rocks
09. Outros Carnavais

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1978 | CORRA O RISCO

01. Fantasma da Ópera
02. Lady Jane
03. Corra o Risco
04. Jardim de Infância
05. Banda dos Corações Solitários
06. Cavalo Marinho
07. Lobo do Mar
08. Água e Vinho
09. Brilho da Noite
10. Minha Pena Minha Dor
11. Luz do Tango

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1979 | PIRATA

01. Vô Mimbora Pru Sertão
02. Tereza Boca do Rio
03. Mercado das Flores
04. Cavalo Marinho
05. Jando
06. Jardim de Infância
07. Desecontro
08. Estrela
09. Manuel
10. Rio Preto
11. Canção Pra Ela

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Spiritualized


Spiritualized é uma banda de space rock inglesa formada em Warwickshire, Inglaterra, em 1991, por Jason Pierce (que muitas vezes usa o pseudônimo de J. Spaceman) após o termino de sua banda anterior, o Spacemen 3. As composições dos Spiritualized mudaram de álbum para álbum, com Pierce, que escreve, compõe e canta todo o material da banda, sendo o único membro constante.

SONGS IN A&E

Ladies and Gentlemen We Are Floating in Space
*(I Can't Help Falling in Love)
Come Together
I Think I'm in Love
All of My Thoughts
Stay with Me
Electricity
Home of the Brave
The Individual
Broken Heart
No God Only Religion
Cool Waves
Cop Shoot Cop...

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sexta-feira, 26 de outubro de 2012

Black Country Communion

BLACK COUNTRY (2010)
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A expectativa era grande. Houve até a ameaça de não sair mais, graças a fatores externos. Mas aqui está o Black Country Communion, o novo dream team do rock. A ideia nasceu em 2009, após uma jam session envolvendo Glenn Hughes e Joe Bonamassa durante o Guitar Center’s King of the Blues, na cidade de Los Angeles. Para completar o line-up de feras, foram chamados ninguém menos que o tecladista Derek Sherinian, com sua folha corrida mais que extensa, e o baterista Jason Bonham, simplesmente o “filho do homem”. Após alguns ensaios, ficou provado o potencial para criar músicas próprias. Para ajudá-los, o produtor também deveria ser algum craque. Sendo assim, Kevin “Caveman” Shirley foi convocado.

Uma introdução de baixo seguida de uma verdadeira pedrada tipicamente setentista apresenta o poder de fogo da turma em “Black Country”, som que traz aquele clima nostálgico na cabeça automaticamente. O clima vintage prossegue em “One Last Soul”, com uma pegada simplesmente absurda de Jason em um hard rock dos bons. A veia black do grupo dá as caras em “The Great Divide”, música que é a cara de Glenn Hughes, que dá um show de interpretação, nos remetendo a tempos longínquos. Um riff aparentemente composto às margens do rio Mississipi dá a partida em “Down Again”, com Sherinian realizando sua primeira participação de efeito maior, além de uma sincronia vocal perfeita entre Glenn e Joe.

O peso das primeiras reaparece em “Beggarman”, com um riff sincronizado entre guitarra e baixo de cair o queixo. “Song of Yesterday” começa como uma balada e explode em uma levada funkeada de primeira linha, mostrando que o baterista tem “sangue de zepelim” nas veias. Lá pelo meio vira uma jam cheia de feeling, mostrando o porquê desse projeto ser tão aguardado pelos fãs dos bons sons. E o melhor, sem egocentrismo barato. Quando menos se espera, o rock pesado vem à tona na ótima “No Time”, que poderia facilmente se passar por um dos momentos mais hards do MKIII do Deep Purple. E já que o negócio é vasculhar o passado, nada melhor que uma releitura para “Medusa”, do Trapeze. Aí, a gente tem que ressaltar que mesmo após tanto tempo, Glenn ainda consegue driblar as dificuldades impostas pelo tempo e usar sua categoria na interpretação.

Bonamassa toma conta em “The Revolution in Me”, que poderia muito bem estar em um de seus trabalhos solo, apesar das viagens instrumentais mais elaboradas no meio da faixa. “Stand (At the Burning Tree)” é um ótimo exemplo de como fazer uma batida pulsante, quase dançante, sem perder a veia roqueira de foco - algo que Glenn Hughes sempre gostou de fazer. Uma entrada à la AC/DC chega a assustar no começo de “Sista Jane”. Mas logo entra uma levada mais condizente com o que foi feito até aqui, além de uma alternância vocal excelente entre Hughes e Joe. Hardão com alma negra. Para encerrar, a mais longa de todas. Os onze minutos de “Too Late for the Sun” funcionam como uma espécie de resumo de tudo que se ouviu no álbum, com direito a longa parte instrumental, como era de se esperar.

Não é um disco de fácil assimilação. Logo, não é para todos. Mas quem conseguir absorver a atmosfera proposta pelo quarteto tem tudo para colocá-lo na lista dos melhores trabalhos do ano. Portanto, ouçam com seus espíritos preparados para jams e viagens variadas. Partindo desse pressuposto, temos aqui um excelente trabalho, digno dessa união de feras. Interessante notar que, embora sejam gêneros diferentes, há uma semelhança facilmente perceptível com o novo do Iron Maiden. O fato de quase todas as faixas mais diretas estarem no começo, enquanto as mais complexas ficaram pra depois. Não deve ser mera coincidência o produtor ser o mesmo.

2 (2011)
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A fórmula deu tão certo em sua primeira tentativa que o Black Country Communion não demorou a repetir a dose. E essa é a real sensação que temos. Sendo assim, quem gostou do debut pode conferir o segundo álbum sem hesitar. Glenn Hughes continua sendo o fio condutor de todo o processo. E o principal: segue cantando muito! Os outros três integrantes não ficam atrás, especialmente Joe Bonamassa, que parece ter encontrado uma variação maior de timbres, explorando a pegada rocker com mais segurança. Derek Sherinian aparece um pouco mais e Jason Bonham mostra mais uma vez que é de linhagem superior. A grande vantagem de 2 em relação a seu antecessor fica por conta do maior número de melodias grudentas, o que é um fator decisivo.

Para abrir com gás total, “The Outsider”, verdadeira paulada nas fuças alheias, com Glenn lembrando que não apenas é "A" voz, mas um baixista de técnica invejável, com seu instrumento pulsando nos alto-falantes. E tome hard rock mesclando peso e groove em “Man in the Middle”, para ouvir acompanhando a fenomenal pegada de Bonham, que segue ditando o ritmo em “I Can See Your Spirit”, sonzeira com a marca de quem conhece o caminho. Um clima acústico pontuado por um Hammond marca “The Battle for Hadrian's Wall”, com DNA 'zeppeliniano' (vai remeter a vários momentos da terceira obra-prima) e belo jogo de vozes.


Falando no veículo voador de chumbo, “Save Me” é uma faixa que Jason declarou ter composto na época da reunião com os ex-parceiros de seu pai. E ela traz uma interessante batida funkeada misturada com aquelas passagens orquestradas que John Paul Jones tanto gosta. Sete minutos do mais puro deleite para os saudosistas! “Smokestack Woman” é rock and roll com cara da melhor safra, em um clima garageiro anos 1960. A calmaria aparece em “Faithless”, som que começa de maneira mais branda e vai crescendo aos poucos, muito graças a sua interpretação dramática na medida certa.

A mais longa de todas é “An Ordinary Son”, faltando um segundo para cravar os oito minutos. Por conta disso, espere variações de andamento, o que dá um sabor todo especial, especialmente nas passagens mais agitadas. E a emoção pega pra valer em “Little Secret”, um fantástico blues carregado de emoção, cantado por Hughes com coração e alma. “Crossfire” deixa no ar aquela impressão de rock estradeiro, com os vocais mais orgânicos e o balanço rítmico de primeira. A já conhecida “Cold”, que Glenn Hughes executou recentemente em formato acústico, fecha o trabalho. Ouvi-la sendo executada pela banda inteira afirma ainda mais sua força, mas ao mesmo tempo soa como uma música totalmente diferente, com um toque mais progressivo em sua estrutura.

Se ainda havia alguma dúvida sobre o poder de fogo do Black Country Communion, ela está definitivamente encerrada. Adeptos de um som menos complexo podem sentir o mesmo estranhamento sentido no debut, mas não dá para negar que já se trata de um dos maiores supergrupos da história do rock. Que ainda nos ofereçam muitas e muitas obras como essa.

LIVE OVER EUROPE (2012)
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Após gravar dois discos quase sem excursionar, a banda agendou uma extensa turnê européia, com shows varrendo o velho continente. Segundo Kevin Shirley (produtor dos dois discos de estúdio da banda e também deste ao vivo), a idéia era a banda gravar dois álbuns para ter um repertório mais variado e longo que sustentasse um show completo (após o lançamento do primeiro álbum, a banda somente tocou umas poucas vezes, também na Europa). Antes desta turnê, alguns shows nos EUA como aquecimento e preparação para a turnê a ser gravada. A gravação dos shows, segundo a Wikipedia, ocorreu em apresentações feitas na Alemanha, mais especificamente, nas cidades de Munique, Hamburgo e Berlim. Foram utilizadas 14 câmeras de alta definição para a gravação.

O disco mostra o show de uma banda extremamente coesa, bem entrosada e com qualidades em cada instrumento. Glenn Hughes é o destaque, claro, com seu visual rock star, caras, bocas e trejeitos, cortesia de mais de quarenta anos de experiência no mundo do rock. E a voz dele está perfeita, o cara está cantando como nunca. Pra completar, além de estar cantando muito, também está matando no baixo... Joe Bonamassa, o caçula da turma, tem aquele visual meio nerd, meio agente Matrix, mas toca guitarra como poucos atualmente e nos traz riffs, solos e performances memoráveis.

Jason Bonham mostra que seu pai deve estar todo orgulhoso lá em cima, tocando sua bateria com extrema competência e qualidade. Derek Sherinian pode ser chamado de "patinho feio" da turma; fica mais escondido, até mesmo mais contido, mas adiciona suas camadas de teclados e fecha o ciclo, trazendo unidade ao grupo.

O repertório da turnê foi basicamente o mesmo em todos os shows, com pequenas alterações na ordem de execução das canções, mas sempre com o começo arrasador das duas primeiras músicas do primeiro disco - "Black Country" e seu riff de baixo matador por Hughes, mais "One Last Soul" pra manter o pique. A seguir a banda passeia por algumas canções do segundo disco, com grande destaque para as canções "Save Me", com seu estilo kashmiriano (mais uma palavra inventada...) e "The Battle For Hadrian's Wall", onde um Bonamassa inspirado em Jimmy Page até usa uma guitarra de dois braços. Ainda com Bonamassa nos vocais, "Song Of Yesterday" é outro destaque. A banda dá espaço para uma canção de sua carreira solo, a boa "The Ballad Of John Henry".

Na reta final do show, temos uma sequência excelente, começando com o single do segundo disco "The Outsider", a bela "The Great Divide", "Sista Jane" estendida no final com uma bela referência a "Won't Get Fooled Again", do The Who, "Man In The Middle" e o final simplesmente fantástico com o grande clássico do Deep Purple "Burn" (não podia faltar!). Um showzaço desta nova grande banda, que está arrebatando o público roqueiro.


Resenhas por: João Renato Alves e Whiplash

quarta-feira, 24 de outubro de 2012

Marcio CS


Marcio CS - músico, vocalista, letrista e compositor. A faixa "Nada Faz Sentido" é o 1o. lançamento do trabalho solo de Marcio CS, com produção de Franklin Vilaça, e participação especial de Luiz Badia.

Paralelo ao seu trabalho na banda Hipnoia, Marcio CS se lança como artista solo, buscando explorar ainda mais seus atributos como letrista, músico, vocalista e compositor.

Ele vem disposto a diversificar em suas novas composições, enquanto nos convida à reflexão com abordagens de fatos atuais, ou ainda nos apresentando algumas de suas inquietações pessoais, que proporcionam fácil identificação, pois envolvem dúvidas comuns ao ser humano e suas angústias.

Com a força e determinação próprias da paixão pelo que faz, composições originais e covers cuidadosamente selecionados, Marcio CS colabora com um cenário ávido de artistas realmente envolvidos com o rock e suas vertentes.

A faixa "Nada Faz Sentido", lançada em outubro de 2012, é o primeiro lançamento desse projeto. A produção é de Franklin Vilaça, e a música tem a participação especial de Luiz Badia, guitarrista da banda Hipnoia, na guitarra solo.

Ouça "Nada Faz Sentido"

terça-feira, 23 de outubro de 2012

The Carpet Knights


Oriundos da cidade de Malmö (Noruega) o grupo formou-se em 1998. Após diversas alterações na formação, em 2002 o grupo estabeleceu-se de forma mais sólida.

O processo criativo do grupo passa por diversas influências que dão à banda um caráter experimental, passando por rock, psicodélico, rock básico e folk. Enfim, tudo isto se mistura no repertório do grupo. O trabalho do grupo é caracterizado por uma dinâmica nos andamentos e também por trechos mais melódicos e sem muitas alterações, com climas mais meditativos. As letras seguem o clima da música e abordam emoções diversas.

2005 | LOST AND SO STRANGE IS MY MIND

01. All Be The Same
02. No Space To Spare
03. Zonked
04. The Mist
05. Fools And Silent Callers
06. Sad Soul
07. Feel It
08. Dab Nekan
09. Last Of Many

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2009 | ACCORDING TO LIFE...

01. Headcase
02. Gaze Through The Days I'll Hide
03. Without A Past
04. Eternal Sleep
05. Cosmical Mind
06. Lost
07. If Soon I Will Be You
08. Magical Space-Style
09. Why Am I

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segunda-feira, 22 de outubro de 2012

The Cure


The Cure. Uma banda com mais de 30 anos de história, influente e inspiradora, que trilhou sempre seus próprios caminhos, experimentou e moldou seu som por parâmetros próprios, sem abrir concessão à sua arte e se render a modismos, épocas e à crítica. Criou um universo paralelo para si e seus discípulos, ora derramando melancolia em doses cavalares, desesperos existenciais, viagens cósmicas ou alegrias juvenis. Dançou também, chacoalhou em funks e arrematou corações por todo o globo com um romantismo quase obsessivo.

Bandas e artistas tão distintos como Linkin Park, Green Day, Red Hot Chili Peppers, Mogway, Placebo, Interpol, The Killers, Arcade Fire, Nine Inch Nails, Marylin Manson, Frank Back, Scarlet Johnson, Chris Cornell e até Mettalica já assumiram sua admiração por Robert Smith e seus asseclas. Mestre David Bowie se diz fã de carteirinha. Os geniais Neil Gaiman e Tim Burton também já prestaram suas homenagens. No Brasil, influenciou absurdamente toda nossa emergente cena rock. De Legião à Zero até Pato Fu (”The Head on The Door” é o disco predileto de todos os tempos de Fernanda Takai). Jornalistas importantes como Zeca Camargo, Kid Vinil e Fábio Massari também são grandes fãs. Até minisséries televisivas usam suas músicas como temas de episódios.

Com toda essa relevância, é injusto se referir a eles apenas como uma banda dos “anos 80″. Claro, foi a época dourada, com sucesso comercial estrondoso, mas também sobreviveram aos anos 90 e atravessaram o milênio com dignidade e integridade trafegando com a mesma desenvoltura pelo “mainstream” e pelo “alternativo”. A quem for aventurar e aprofundar-se na obra da banda, boa viagem! A quem parou de acompanhar, por algum motivo, vale uma boa escutada nos trabalhos mais recentes. E como vale…

The Cure Trilogy: Pornography, Disintegration, Bloodflowers

PORNOGRAPHY (1982)
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À essa altura, a já doentia mente de Robert Smith, aliada a alucinógenos diversos e depressão toma caminhos ainda mais obscuros. Os climas são de desolação, paranóia e solidão. As letras, ácidas e agressivas, versando principalmente pelos temas citados e a hipocrisia moral da sociedade são cantadas de forma quase indiferente. Trilhas sonoras de um pesadelo crescente comandadas por linhas de baixo tortuosas de Simon Gallup e baterias tribais. Todas as faixas seguem linearmente completando uma a outra. Um disco clássico e um dos mais admirados pelos fãs fervorosos. Nesse momento, a banda coleciona uma legião de fãs obsessivos pela Europa. Faixas como “One Hundred Years”, “Hanging Garden”, “A Strange Day” e “A Short Term Effect” entram fácil numa coletânea desta primeira fase da banda. Na edição de luxo (também lançada em 2005), 14 faixas raras completam o álbum.

DISINTEGRATION (1989)
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Após três álbuns “alegres”, o Cure novamente passa por problemas e Robert Smith parece voltar às batalhas com seus demônios internos. A diferença é que aqui a banda já está bem mais experiente e madura. O resultado é um disco mais homogêneo e quase temático onde os climas etéreos de álbuns como “Faith” e “Pornography” tomam formas exuberantes numa viagem gelada e romântica. Smith usa e abusa de sua Fender Jazz Bass 6 cordas buscando novos timbres e estilos. Com as linhas de baixo marcantes e bem colocadas de Simon Gallup, baterias milimetricamente bem coladas, guitarras inspiradas ao fundo e teclados e synths celestiais, letras ora existenciais, românticas ou amargas, o Cure fecha a década com sua obra prima, recebendo prêmios de melhor banda inglesa e tocando para multidões no Wembley Arena. Impossível destacar uma só faixa. Todas são altamente recomendadas. De “Pictures of You” a “The Same Deep Water As You”, de “Homesick” a “Last Dance”. Sem contar os singles “Love Song” e “Lullaby”, a melhor hit-pop-dark-song de todos os tempos.

BLOODFLOWERS (2000)
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Após outras longas férias (que parecem fazer bem à banda), o Cure volta em grande estilo e ótima fase em um álbum épico. Se “Disintegration” pode ter sido uma evolução de “Pornography”, podemos dizer que “Bloodflowers” é a continuação natural da seqüência. Com arranjos inspirados e exuberantes, “Bloodflowers” mostra o Cure dos primeiros trabalhos em pleno ano 2000. Não é um disco “fácil”, com faixas longas repletas de detalhes e atmosferas. As autobiográficas “39″, “Watching Me Fall” e a faixa título são as típicas histórias musicadas tão bem feitas pela banda. A balada “Last Day of Summer” cumpre seu papel e emociona assim como “There Is No If… “. A mais conhecida com certeza é “Maybe Someday”, bom rock, mas que destoa um pouco das demais canções do disco.

Por: Samuel Martins
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