sexta-feira, 30 de novembro de 2012

Kraftwerk


Texto: Priscilla Santos


Autobahn é o nome do disco lançado em 1974 pelo grupo alemão Kraftwerk, na época sob a liderança de Florian Schneider-Esleben e Ralf Hütter. Seria conhecido como a obra que colocaria os rapazes no mapa e que marcaria profundamente a música pop nos anos seguintes.

A primeira versão da música título do disco era longuíssima, tinha mais de 22 minutos e só pôde ser lançada nas rádios após uma edição que a levou para modestos 3:28 minutos, só assim poderia ser digerida por um público maior do que o interessado em perceber os meandros daquele álbum conceitual. "Autobahn" não era um hit como se acostuma empregar a palavra: era o primeiro encontro íntimo da música eletrônica com o público onde quase 30 anos de estudos matemáticos e sonoros finalmente produziam uma harmonia capaz de tocar as pessoas, independente do lugar que elas fossem, da cultura a que pertencessem.

A canção fala de um momento feliz em uma auto-estrada alemã. O sol, o horizonte, o passeio e o rádio tocando: wir fah'rn auf der autobahn (estamos dirigindo na auto-estrada).

Foi no governo Weimar e não no de Hitler, como apregoam, que as autobahns começaram a ser construídas. Em 1929, ano da grande depressão econômica global, o primeiro trecho começou a ser feito com a lentidão esperada de um projeto sem apoio político ou econômico, sendo entregue em 1931 o sonhado caminho que levaria automóveis e motocicletas de Colônia a Bonn sem a interferência de cruzamentos ou pedestres.

Em 1933, os nazistas começaram a executar um projeto dezenas de vezes mais ambicioso que o original, seguindo as megalomaníacas idéias arquitetônicas do chanceler Adolph Hitler. Servia ainda para objetivos econômicos e sociais do governo já que obras públicas, como se sabe, são uma forma rápida e inteligente de multiplicar as vagas de trabalho consequentemente diminuindo o desemprego e o plano funcionou primorosamente na Alemanha da época. Além disso, serviriam para ligar regiões estrategicamente interessantes na defesa militar e para a logística de ataque provocando, ato contínuo, as diferenças regionais - isso significava interligar o país e incentivar o nacionalismo pregado pelo ideal nazista. Nos anos anteriores e durante a Segunda Guerra, as estradas foram também usadas para dois outros importantes fins: pista de pouso para aviões e entreposto de trabalho escravo.


A grande guerra levou o mundo a um salto tecnológico jamais visto, ao menos não visto com aquela velocidade. Armas, aparelhos de telecomunicação, roupas, automóveis etc. foram aprimorados e, aproveitando os incentivos econômicos da reconstrução, novas possibilidades se abriram em áreas que nem tinham nada a ver com o conflito. As rádios começaram a dispor de estúdios bem equipados e dentro delas duas correntes disputavam pelo melhor conceito e melhor execução da chamada música eletroacústica: os franceses com a Musique concrète e os alemães com a Elektronische Musik.

Durante anos o grupo de Paris e o grupo de Colônia discutiram a respeito de métodos, cálculos, nomes, sinfonias e instrumentos, mas a verdade é que nenhum conseguia ser plenamente bem sucedido na harmonia daquelas execuções, nem torná-las realmente agradáveis. A entrada dos computadores na briga foi o início do entendimento entre os proto-DJs. Acadêmicos japoneses, poloneses, suíços, norte-americanos e italianos, capitalistas e comunistas, travavam embates em seus estúdios-laboratórios experimentais em uma concorrência sobre quem acharia os meios mais sofisticados de se produzir música algarítimica. Em 1963 surgiu o primeiro sintetizador, controlado por uma fita de papel perfurado. Vitória do bloco capitalista pois o americano Robert Moog seria o responsável por unir um teclado à calculadora gigante que eram os sintetizadores até então, e esse foi o passo decisivo para o acesso de outros àquela música visionária.

Na versão original de Autobahn encontramos um misto dos elementos já usados, até então, no Krautrock (rock-chucrute), mas tudo de modo nunca dantes visto ou ouvido. Esses são são elementos: a)um clássico sintetizador Moog executa toda a sessão de baixo da canção e determinados ecos; b) há um livre uso de phasing (a repetição de um determinado trecho), c) um vocoder, ou decodificador de voz, d) sistema de batidas 4/4 que cria uma impressão de ritmo parecida com a de estar dirigindo, e) flauta e guitarra acústicos e f) uma percussão eletrônica.

O resultado é uma imensa peça musical, quase monotônica de repetição contínua. A estrada, o passeio, a monotonia da paisagem, o vento e a experiência estão todos inclusos em cada pedaço de Autobanh, unidos por uma linha fina de ironia. O vídeo que se desenrola durante a sua execução não deixa dúvidas: imagens glamurosas, otimistas e romantizadas de famílias dirigindo felizes rumo ao sol... Ignorando os significados da estrada, hipnotizados pelos novos rumos da Alemanha Ocidental pré-queda do Muro de Berlim e pelas excitantes tecnologias que abarrotavam aquela parte da nação. Para Scheneider e Hütter , se via alí o início de uma existência semi-existência semi-humana.

Atualmente, as autobahnen ligam Alemanha, Áustria e Suíça por uma rede de 13,838 Km que cruza incríveis paisagens. São extremamente famosas já que, para além da musica e da história, não possuem limite de velocidade na maior parte de seus trechos.

1974 | AUTOBAHN

Autobahn
Kometenmelodie 1
Kometenmelodie 2
Mitternacht
Morgenspaziergang




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Chris Harwood


A história deste disco está muito bem contada aqui. Uma raridade no universo folk britânico, sempre muito cobiçado pelos colecionadores.

Este disco de Chris Harwood é um portento. Algo que se estranha no tom algo modesto das canções, mas ouvido agora e comparado com a enxurrada de edições da última década é tão fácil distingui-lo e colocá-lo lá em cima, no topo.

É um disco de uma força sutil mas que não precisa de muito tempo para nos cativar. E se no seu alinhamento facilmente somos embalados para colocar "Nice To Meet Miss Christine" ao lado de outros discos dessa altura, basta chegar a "Question Of Time" para repensarmos tudo o que ouvimos até então.

O resto compõe-se com o tempo, paciência e a atenção que o disco de Harwood exige. É um disco fora do seu tempo. Uma pérola.

1970 | NICE TO MEET, MISS CHRISTINE

01 | Mama
02 | Crying to Be Heard
03 | Wooden Ships
04 | Ain't Gonna Be Your Slave
05 | Question of Time
06 | Gotta Do My Best
07 | Before You Right Now
08 | Never Knew What Love Was
09 | Flies Like a Bird

Bonus:
10 | Hear What I Have To Say
11 | When I Come Home
12 | Romance

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terça-feira, 27 de novembro de 2012

The Band

The Last Waltz foi um concerto de rock realizado pelo grupo canadense The Band no Dia de Ação de Graças, em 25 de novembro de 1976 no Winterland Ballroom em São Francisco. The Last Waltz foi divulgado como o final da ilustre carreira ao vivo do The Band, e durante o concerto o grupo se reuniu com mais de uma dúzia de convidados especiais, incluindo Paul Butterfield, Eric Clapton, Neil Diamond, Bob Dylan, Emmylou Harris, Ronnie Hawkins, Dr. John, Joni Mitchell, Van Morrison, Ringo Starr, Muddy Waters, Ronnie Wood e Neil Young.

O evento foi filmado pelo cineasta Martin Scorsese e transformado em um documentário de mesmo nome, lançado em 1978. O filme traz cenas do concerto, registros de estúdio e entrevistas de Scorsese com os integrantes da banda. Um álbum triplo foi lançado em 1978. O filme foi relançado em DVD em 2002, juntamente com uma caixa com quatro CDs com o concerto e gravações de estúdios relacionadas a ele.

The Last Waltz é considerado um dos melhores filmes de rock já feitos, apesar de criticado por seu foco em Robbie Robertson.

OrigensA idéia de um concerto de despedida surgiu no princípio de 1976, depois de Richard Manuel se ferir gravemente em um acidente de barco. Robbie Robertson então passou a cultivar o projeto de deixar de excursionar e transformar o The Band numa banda de estúdio, similar à decisão dos Beatles de parar de fazer shows em 1966.

Apesar de os outros integrantes não concordarem com a decisão de Robertson, o concerto foi organizado no Winterland Ballroom de Bill Graham, onde o The Band fez sua estréia ao vivo em 1969. Originalmente o grupo tocaria sozinho, até surgir a intenção de convidar Ronnie Hawkins e Bob Dylan, ambos importantes no surgimento do The Band; a lista de convidados então foi ampliada para incluir outros artistas.

Concerto
The Band, com Bob Dylan e convidados, durante "I Shall Be Released"Promovido e organizado por Bill Graham, o concerto foi um evento elaborado. Começando às cinco da tarde com um jantar de peru oferecido à platéia de 5,000 pessoas, a noite começou com um baile dançante com música pela Berkeley Promenade Orchestra. A seguir, os poetas Lawrence Ferlinghetti e Michael McClure subiram ao palco para uma leitura de suas obras.

A apresentação do The Band começou por volta das nove da noite, abrindo com "Up on Cripple Creek" e continuando com onze das canções mais populares do grupo, como "The Shape I'm In", "This Wheel's on Fire" e "The Night They Drove Old Dixie Down".

Uma sucessão de convidados passou então a subir ao palco, começando com Ronnie Hawkins em "Who Do You Love?". Sob o nome The Hawks, o The Band servira como banda de apoio de Hawkins no começo da década de 1960. Em seguida, Dr. John sentou-se ao piano para apresentar a canção "Such a Night", sua marca registrada. Ele então mudou para a guitarra e juntou-se a Bobby Charles em "Down South in New Orleans".

A seguir veio um set de blues com participações de Paul Butterfield na gaita, Muddy Waters nos vocais, Pinetop Perkins ao piano e Eric Clapton nos vocais e guitarra. Neil Young foi o próximo, cantando "Helpless" com vocais de apoio por Joni Mitchell, que permaneceu fora do palco. Segundo Robbie Robertson, isso se deu para que sua participação posterior não perdesse impacto. Mitchell veio depois de Young e cantou três músicas, com o apoio de Dr. John nas congas.

Neil Diamond veio em seguida. Apesar de ser o único a não ter uma ligação direta com o The Band e sua música, foi convidado por Robertson, que havia acabado de produzir seu álbum Beautiful Noise, com a intenção representar no concerto o grupo de compositores da Tin Pan Alley de Nova Iorque. Segundo consta, ao sair do palco Diamond comentou com Bob Dylan, "Faça melhor", no que Dylan respondeu, "O que eu preciso fazer, subir no palco e cair no sono?".

Van Morrison então apresentou duas canções, um arranjo especial de "Tura Lura Lural (That's an Irish Lullaby)" em dueto com Richard Manuel e "Caravan", número de destaque em seus próprios shows.

Os canadenses Young e Mitchell foram chamados de volta para ajudar a banda com "Arcadian Driftwood", uma ode aos acadianos da história do Canadá. O The Band então tocou um breve set com mais algumas de suas músicas antes de Bob Dylan subir ao palco para liderar sua antiga banda de apoio durante quatro canções.

O The Band e todos os seus convidados, com a inclusão de Ringo Starr na bateria e Ronnie Wood na guitarra, apresentou em seguida "I Shall Be Released" como número de encerramento. Dylan, compositor da música, e Manuel, cuja gravação em falsete tornou a composição famosa em Music from Big Pink, dividiram os vocais principais, embora Manuel não seja mostrado no filme e alterne entre sua voz normal e em falsete entre os versos.

Duas jam sessions foram então apresentadas. "Jam #1" traz o The Band, menos Richard Manuel, tocando com Neil Young, Ronnie Wood e Eric Clapton na guitarra, Dr. John no piano, Paul Butterfield na gaita e Ringo Starr na bateria. A seguir veio "Jam #2", com os mesmos músicos menos Robertson e Danko. Stephen Stills, que chegou atrasado, tocou um solo de guitarra, enquanto Carl Radle ficou no baixo. O The Band voltou por volta das 2:15 da madrugada para um bis, encerrando o concerto com "Don't Do It".

Filmagem do concertoRobertson pretendia inicialmente registrar o concerto em 16 mm, e baseado em como a música foi utilizada no filme Mean Streets, decidiu convidar seu diretor Martin Scorsese para guiar o projeto. Sob a direção de Scorsese, o filme evoluiu para uma produção de estúdio completa, com sete câmeras 35 mm e diretores de arte, iluminação e fotografia.

As câmeras foram operadas por diversos cinematografistas, incluindo Michael Chapman (Raging Bull), Vilmos Zsigmond (Close Encounters of the Third Kind) e László Kovács (Easy Rider, Five Easy Pieces). O palco e a iluminação foram projetados por Boris Leven, diretor de arte de musicais como West Side Story e The Sound of Music. Com o auxílio de Bill Graham, o cenário da produção de La traviata da Ópera de São Francisco foi alugado e usado como pano de fundo do palco.

Scorsese fez storyboards detalhados de cada canção, definindo a iluminação e ângulos de câmera para se encaixarem em cada uma delas. Apesar de seus planejamentos os rigores de uma produção ao vivo, com a música em volume alto e as horas gastas filmando o show, acabaram provocando alguns contratempos, como câmeras defeituosas e a troca não planejada de rolos de filme. Consequentemente alguns momentos deixaram de ser registrados, como a execução de "Mannish Boy" por Muddy Waters. Todas as câmeras, exceto a de Kovács, estavam desligadas; frustrado pelas constantes instruções de Scorsese, ele havia removido seu fone de ouvido no começo do concerto, não recebendo portanto a ordem de parar de gravar. Enquanto Scorsese tentava desesperadamente reativar as outras câmeras, Kovács já estava filmando, sendo o único capaz de capturar a simbólica canção da lenda do blues.

Negociações com Bob DylanApesar de ter concordado em participar do concerto, Bob Dylan não queria que sua aparição fosse filmada, temendo que isso interferisse em Renaldo and Clara, seu próprio projeto cinematográfico. A Warner Bros havia concordado em financiar a gravação de The Last Waltz acreditando que Dylan estaria envolvido com o filme e sua trilha-sonora. As negociações prosseguiram até o dia do show, sendo discutidas inclusive durante um intervalo nas filmagens.

Robertson garantiu a Dylan que o lançamento do filme seria adiado até a estréia de Renaldo and Clara, e só então ele concordou em ser filmado. O promoter Bill Graham também se envolveu na discussão quando, já durante a apresentação, alguém da equipe de Dylan tentou interromper a gravação. "Saia já daí ou eu te mato", impediu Graham.

De acordo com Scorsese, Dylan estipulou que apenas duas de suas canções poderiam ser registradas: "Baby Let Me Follow You Down" e "Forever Young". O diretor relembrou mais tarde: "Quando Dylan subiu ao palco, o som estava tão alto que eu fiquei sem saber o que filmar. Bill Graham ficou perto de mim gritando, 'Grava! Grava! Ele vem das mesmas ruas que você. Não deixe ele te manipular'. Felizmente, seguimos nosso roteiro corretamente e conseguimos registrar as duas canções que foram usadas no filme".

Uso de drogasScorsese admitiu posteriormente que durante esta época estava viciado em cocaína. Drogas estavam presentes em grandes quantidades durante o concerto. Nos bastidores, um cômodo foi pintado de branco e decorado com narizes tirados de máscaras de plástico, enquanto uma fita de áudio com ruídos de inspiração era tocada ao fundo. Uma bolha de cocaína saindo do nariz de Neil Young foi capturada pelas câmeras e teve de ser editada através de rotoscopia durante o processo de pós-produção.

Pós-produção
Após o concerto, Scorsese continuou as filmagens por alguns dias em um estúdio da MGM com o The Band, os Staple Singers e Emmylou Harris. As versões de "The Weight" com os Staple e "Evangeline" com Emmylou foram incluídas no filme no lugar das versões ao vivo. Entrevistas com os integrantes do grupo foram conduzidas por Scorsese no Shangri-La, o estúdio do The Band situado em Malibu, Califórnia. Como complemento, Robertson compôs o tema "The Last Waltz Suite", utilizado como música incidental durante o filme.

Durante o processo de edição, Robertson e Scorsese ficaram amigos, e o compositor atuou eventualmente como produtor e consultor musical em projetos como Raging Bull, The King of Comedy, The Color of Money, Casino, Gangs of New York e The Departed.

Devido aos compromissos de Scorsese com as filmagens de New York, New York e American Boy: A Profile of Steven Prince, o lançamento de The Last Waltz foi adiado até 1978.

Reconhecimento da crítica
O filme foi um sucesso de crítica, sendo listado frequentemente entre os maiores registros já realizados de um concerto musical. Michael Wilmington, crítico de cinema Chicago Tribune, chamou-o de "melhor filme de rock ao vivo já feito—e provavelmente o melhor filme de rock já lançado, ponto final". Terry Lawosn do Detroit Free Press considerou-o uma das "melhores experiências cinematográficas", enquanto o Total Film chamou-o de "maior concerto musical em película". No Rotten Tomatoes, o filme apresenta um total de 97% de aprovação, com apenas uma resenha negativa entre 37.

O crítico musical Robert Christgau deu à trilha-sonora a classificação "B+", dizendo que "o filme é capaz de aprimorar o que só é escutado no álbum". Ele elogia os números de blues de Muddy Waters e Paul Butterfield, os arranjos de metais de Allen Toussaint, e o "furioso, ainda que confuso" dueto de guitarra de Robertson e Eric Clapton.

Desaprovação de Levon HelmEm sua autobiografia This Wheel's on Fire, lançada em 1993, Levon Helm expressa sérias ressalvas em relação ao filme, afirmando que Martin Scorsese e Robbie Robertson conspiraram para fazer o The Band parecer uma mera banda de apoio de Robertston. Ele afirma que o guitarrista, mostrado cantando potentes vocais de apoio, estava na verdade usando um microfone desligado (prática comum nas apresentações ao vivo do grupo, pois Robertson não se considerava um bom cantor).

Helm disserta sobre o tempo mínimo concedido às aparições de Manuel e Hudson, a situação mais absurda segundo ele sendo a hora que Manuel apresenta "I Shall Be Released"; os diversos convidados especiais são mostrados—inclusive Ronnie Hawkins, que não fazia nada no palco—exceto o próprio pianista, que cantava a música que se tornou célebre devido justamente a seus vocais em falsete. Durante o filme, no entanto, percebe-se um cameraman tentando filmar Manuel ao piano, que supostamente desiste devido a problemas técnicos ou por não conseguir obter um bom ângulo.

Helm chegou ao ponto de dizer que Last Waltz foi "a maior sacanagem que já aconteceu com o The Band", citando que ele, Manuel, Danko e Hudson jamais receberam um centavo das diversas versões do projeto lançadas em disco, CD, VHS e DVD pela Warner Bros.

No livro, o produtor John Simon também afirma que, com a exceção da bateria e dos vocais de Levon e da participação de Muddy Waters, toda a trilha-sonora sofreu overdubs em estúdio.

Lançamento em DVDPara o 25º aniversário do concerto em 2002, o filme foi remasterizado e uma nova versão cinematográfica produzida para uma exibição limitada em promoção ao lançamento do DVD e sua respectiva trilha-sonora em uma caixa de quatro CDs. Estreou em 5 de abril daquele ano no Castro Theatre, em São Francisco, com a exibição posteriormente expandida para quinze salas.

O DVD apresenta uma faixa de comentários por Robertson e Scorsese, o bônus Revisiting The Last Waltz e uma galeria de imagens do concerto, da filmagem em estúdio e da sessão de estréia original. Traz também como bônus as cenas de "Jam #2", que é interrompida pois a equipe de produção ficara sem sincronizadores de som para as câmeras após dez horas de filmagens ininterruptas.

Músicos

The BandRick Danko – baixo, violino, vocal
Levon Helm – bateria, bandolim, vocal
Garth Hudson – órgão, piano, acordeão, sintetizador, saxofone soprano
Richard Manuel – piano, órgão, bateria, clavinete, dobro, vocal
Robbie Robertson – guitarra, piano

Instrumentos de sopro
Rich Cooper – trompete, fliscorne
James Gordon – flauta, saxofone tenor, clarinete
Jerry Hey – trompete, fliscorne
Howard Johnson – tuba, saxofone barítono, fliscorne, clarinete baixo
Charlie Keagle – clarinete, flauta, saxofone
Tom Malone – trombone, eufônio, flauta alto
Larry Packer – violino elétrico
Arranjos por Henry Glover, Garth Hudson, Howard Johnson
Tom Malone, John Simon e Allen Toussaint

Outros músicosBob Margolin – guitarra (Muddy Waters)
Dennis St. John – bateria (Neil Diamond)
John Simon – piano em "Tura Lura Lural" e "Georgia On My Mind"

Convidados
Paul Butterfield – harmônica, vocal
Bobby Charles – vocal
Eric Clapton – guitarra, vocal
Neil Diamond – guitarra, vocal
Dr. John – piano, guitarra, congas, vocal
Bob Dylan – guitarra, vocal
Bill Graham – mestre de cerimônias
Emmylou Harris – violão, vocal
Ronnie Hawkins – vocal
Joni Mitchell – violão, vocal
Van Morrison – vocal
Pinetop Perkins – piano, vocal
Carl Radle – baixo
Cleotha Staples – vocal de apoio
Mavis Staples – vocal
Roebuck "Pops" Staples – guitarra, vocal
Yvonne Staples – vocal de apoio
Ringo Starr – bateria
Stephen Stills – guitarra
Muddy Waters – vocal
Ronnie Wood – guitarra
Neil Young – guitarra, harmônica, vocal

Fonte: Wikipédia
THE LAST WALTZ - BOX SET
DISC 1
01. Theme From the Last Waltz
02. Up on Cripple Creek
03. The Shape I'm In
04. It Makes No Difference
05. Who Do You Love? (with Ronnie Hawkins)
06. Life Is a Carnival
07. Such a Night (with Dr. John)
08. The Weight
09. Down South in New Orleans (with Bobby Charles)
10. This Wheel's on Fire
11. Mystery Train (with Paul Butterfield)
12. Caldonia (with Muddy Waters)
13. Mannish Boy (with Muddy Waters and Pul Butterfield)
14. Stage Fright

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DISC 2
01. Rag Mama Rag
02. All Our Past Times (with Eric Clapton)
03. Further on up the Road (with Eric Clapton)
04. Ophelia
05. Helpless (with Neil Young and Joni Mitchell)
06. Four Strong Winds (with Neil Young)
07. Coyote (with Joni Mitchell)
08. Shadows and Light (with Joni Mitchell)
09. Furry Sings the Blues (with Joni Mitchell)
10. Acadian Driftwood
11. Dry Your Eyes (with Neil Diamond and Dennis St. John)
12. W.S. The Walcott Medicine Show
13. Tura Lura Lura (That's an Irish Lullaby) (with Van Morrison)
14. Caravan (with Van Morrison)

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DISC 3
01. The Night They Drove Old Dixie Down
02. The Genetic Method / Chest Fever (excerpt from movie soundtrack)
03. Baby Let Me Follow You Down (with Bob Dylan)
04. Hazel (with Bob Dylan)
05. I Don't Believe You (She Acts Like We Never Have Met) (with Bob Dylan)
06. Forever Young (with Bob Dylan)
07. Baby Let Me Follow You Down (Reprise) (with Bob Dylan)
08. I Shall Be Released (Finale)
09. Jam #1
10. Jam #2
11. Don't Do It
12. Greensleeves (from movie soundtrack)

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DISC 4
01. The Well
02. Evangeline (with Emmylou Harris)
03. Out of the Blue
04. The Weight (with The Staples)
05. The Last Waltz Refrain
06. Theme From the Last Waltz
07. King Harvest (Has Surely Come)
08. Tura Lura Lura (That's an Irish Lullaby) (with Van Morrison)
09. Caravan (with Van Morrison)
10. Such a Night (with Dr. John)

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Chikako | Leave The Flow






segunda-feira, 26 de novembro de 2012

Novos Baianos


“Os Novos Baianos foram um jeito novo de resolver problemas”, diz Paulinho Boca de Cantor em trecho do documentário Novos Baianos Futebol Clube, rodado em 1973 por Solano Ribeiro no Cantinho do Vovô, o sítio onde a mítica banda baiana viveu em Jacarepaguá, no Rio de Janeiro, no começo dos anos 1970.

Paulinho se referia à aposta contracultural que compartiu no período com os companheiros músicos e agregados: a de viver em comunidade, basicamente jogando futebol e criando música a maior parte do tempo, em pleno auge da ditadura militar. Sem quase nenhum dinheiro, mas com muito talento, Os Novos Baianos conceberam e registraram ali, entre outras belezas, Acabou Chorare, seu segundo disco, um dos maiores clássicos da música brasileira, que em 2012 completa 40 anos de idade.

E que não envelheceu nem sequer um dia, como indicaria pesquisa feita pela revista Rolling Stone Brasil em 2007 junto a 60 críticos. A bolacha, gravada em apenas quatro canais e com lendárias técnicas improvisadas – o galinheiro do sítio transformado em estúdio, Pepeu Gomes usando peças tiradas de televisores para distorcer a guitarra -, foi eleita como a número 1 entre os 100 melhores discos nacionais de todos os tempos, segundo a enquete.

De fato, mesmo diante de toda a riqueza musical que se encontra do Oiapoque ao Chuí, é difícil bater a inspiração e a energia de Acabou Chorare. Então jovens hippies vidrados no rock psicodélico pós-Jimi Hendrix, Paulinho, Pepeu, Jorginho, Baby Consuelo (depois Baby do Brasil), Galvão, Dadi, Jorginho e outros colaboradores passaram a pesquisar a fundo ritmos brasileiros ao conviver com João Gilberto, amigo e espécie de guru da turma. O nome do álbum, aliás, surgiu de uma expressão da filha do bossanovista, a futura cantora Bebel Gilberto, então uma criança.

Excelentes músicos e compositores, levaram a fusão de rock com samba, baião e choro, já experimentada antes por gente como Jorge Ben e Mutantes, a um outro nível. Dançante, intenso e alegre, praticamente irresistível.

No registro de Solano Ribeiro – que também serviu de arquivo para o recente documentário Filhos de João – Admirável Mundo Novo Baiano , de Henrique Dantas- , a banda toca, em seu habitat natural, os principais clássicos do disco: A Menina Dança,Mistério do Planeta, Preta Pretinha… é imperdível. Inclusive pelos divertidos depoimentos dos integrantes, seus visuais espetaculares e as cenas em que jogam pelo Novos Baianos Futebol Clube (que realmente existia e até chegou a ser convidado para jogar em Recife).

Por: Daniel Setti

1972 | ACABOU CHORARE

01. Brasil Pandeiro
02. Preta Pretinha
03. Tinindo Trincando
04. Swing de Campo Grande
05. Acabou Chorare
06. Mistério do Planeta
07. A Menina Dança
08. Besta é Tu
09. Um Bilhete Pra Didi
10. Preta Pretinha (reprise)

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quinta-feira, 22 de novembro de 2012

PJ Harvey

"PJ Harvey" nasceu Polly Jean Harvey no dia 9 de outubro de 1969. A menina cresceu na fazenda de sua família em Corscombe, Inglaterra. Seus pais fazendeiros (pai caçador e mãe artista) colocaram a menininha em contato com a música logo cedo, num tempo em que música de fazenda era blues. Assim ela logo se acostumou com o som da triste música dos corações sofredores. Alguns dos artistas mais presentes na infância musical de Polly eram Captain Beefheart e Bob Dylan. Quando adolescente, Polly começou a passar para o outro lado da música, o lado de quem a faz. Primeiro tocando saxofone num grupo de oito músicos, o Boulogne, e depois compondo para o trio Polekats, que tocava em pubs locais.

Após ter freqüentado um breve curso universitário de artes, e de sua retomada do saxofone em outro grupo musical (por 2 anos e meio), Polly muda-se para Londres no ano de 1991. Sua intenção inicial era conseguir a graduação em artes, mas em pouco tempo a música volta a ocupar lugar de louvor em sua carreira.

Foi associando-se ao baixista Ian Olliver e ao bateirista Rob Ellis (que também tomava conta dos backing vocais) que PJ formou sua "banda", ou melhor, seu "trio", o "PJ Harvey". Com eles, ainda em 1991, ela gravou os demos "Dress" e "Sheela-na-Gig", ambos indie rock com refrões deliciosos e uma performance vocal que viriam a arrancar elogios rasgados da crítica. O selo londrino "Too Pure" interessou-se pelo trabalho da moça e contratou seu trio. Assim surgia o single de sucesso "Dress", gravado no estúdio "Icehouse", em Yeovil, Somerset. ...

Continue lendo em: Whiplash















THE PEEL SESSIONS 1991-2004

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Lily


1971 | ONION

Alone Am I
I Had A Dream
Train Window (Reminds Me Of Your Smile)
Woke Up Blues
Twelve Midnight
As I Can't Sleep
How Have You Been
My Movie
Calender With Just August
Life Is Repeating
Close Your Eyes
So Far Away

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quarta-feira, 21 de novembro de 2012

Criolo


Quando lançou seu primeiro disco em 1974, Cartola já contava com mais de sessenta anos de idade, embora participasse ativamente das rodas de samba cariocas e fosse um dos maiores compositores de seu tempo, ainda era uma pessoa presa ao seu circulo. Kleber Cavalcante Gomes, ou como é conhecido, o Criolo (ex-Criolo Doido) não levou o mesmo tempo para alcançar seu disco de estreia – Ainda Há Tempo (2006) – embora fosse, assim como Cartola, muito mais conhecido dentro do circuito do rap nacional do que além dele. Com seu novo álbum, uma espécie de segundo disco de estréia, o paulistano vai atrás de novas sonoridades, em busca de expansão do seu próprio território.

Nó na Orelha (2011) é um trabalho que se define logo em seu título, afinal é hip-hop, mas também é samba, transita por boleros, assim como se entrega ao funk, sem falar nas diversas referências regionais que vão se evidenciando ao longo do trabalho, uma miscelânea de ritmos, em sua maioria nacionais, que permitem a Gomes passear em diversos territórios, como se desbravasse cada uma das múltiplas tonalidades da música.

Quando rapper, Criolo, que é um dos criadores da conhecida Batalha dos MC’s, se aventura na descrição tanto de cenários, quanto nas situações que o rodeiam. A cidade de São Paulo se apresenta como a grande musa do poeta, servindo de tema para boa parte das composições, algo que torna-se evidente logo nas primeiras faixas do álbum, através de músicas como Não Existe Amor em SP ou mais à frente com Grajauex. Essa última, um brilhante jogo de palavras que funcionam como uma homenagem á região do Grajaú, mais populoso distrito paulista.

Já quando resolve cantar, o músico conta com uma boa vantagem em relação a outros rappers: a voz. Ao contrário de Kanye West, quando deu vida a 808 & Heartbreak (2008), saturando o trabalho com efeitos de autotune, ou mesmo Marcelo D2, em sua homenagem à Bezerra Da Silva, soando de forma imprecisa, Gomes se apresenta como um cantor hábil e que não requer de malabarismos para deixar que fluam seus vocais.

Límpida e cantada em bom tom, a voz de Criolo ecoa de forma agradável através de faixas como Bogotá, dando ginga ao ritmo já acalentador da composição. Lembrando de leve Curumin no disco Japan Pop Show (2008), o músico brinca com os vocais em Samba Sambei, faixa preenchida por toques de reggae e dub, além do funcional naipe de metais que acompanha o disco. Criolo se permite até a arriscar seus vocais no bolero Freguês da Meia-Noite. Soando como uma espécie de Reginaldo Rossi contemporâneo, o músico destila versos metafóricos repletos de sentimentalismos exagerados, porém sinceros.

Com produção de Marcelo Cabral e Daniel Ganjaman, que também assumem boa parte dos instrumentos e bases durante o álbum, Nó na Orelha pode até confundir por sua diversificada sequência de estilos e ritmos distintos, contudo finda-se como um disco inventivo. A pluralidade de formas que atuam como os pilares do trabalho ajudam Criolo a não desabar em redundâncias, evitando que caia nos repetitivos vícios do rap nacional. Um disco que deve levar o rapper para além do seu já conceituado circulo ou mesmo para além de Terras Brasilis.

Por: Fernanda Blammer

2011 | NÓ NA ORELHA

01 | Bogotá
02 | Subirusdoistiozin
03 | Não Existe Amor Em SP
04 | Mariô
05 | Freguês da Meia Noite
06 | Grajauex
07 | Samba Sambei
08 | Sucrilhos
09 | Lion Man
10 | Linha de Frente

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terça-feira, 20 de novembro de 2012

Kutomo


Músico finlandês de música experimental, folk e psicodélica.


2008 | LAULUJA SURUN KAARESTA

Univelkaisen Varityskirja
Kauas Vie
Hautuulehdon Puut
Runnelma Ja Ruumiin Esto
Orastava Syksy
Meidan Varjoinemme
Kauneudessa Kasvat
Usvan Runoja

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Robert Johnson

Robert Leroy Johnson (8 de maio, 1911 – 16 de agosto, 1938) foi um cantor e guitarrista norte-americano de blues. Johnson é um dos músicos mais influentes do Mississippi Delta Blues e é uma importante referência para a padronização do consagrado formato de doze compassos para o blues. Influenciou grandes artistas durante anos como Muddy Waters, Led Zeppelin, Bob Dylan, The Rolling Stones, Johnny Winter, Jeff Beck, e Eric Clapton, que considerava Johnson "o mais importante cantor de blues que já viveu". Foi considerado o 5º melhor guitarrista de todos os tempos pela revista norte-americana Rolling Stone.

Johnson nasceu em Hazlehurst, Mississippi. Sua data de nascimento oficialmente aceita (1911) provavelmente está errada. Registros existentes (documentos escolares, certidões de casamento e certidão de óbito) sugerem diferentes datas entre 1909 e 1912, embora nenhum contenha a data de 1911.

Robert Johnson gravou apenas 29 músicas em um total de 40 faixas, em duas sessões de gravação em San Antonio, Texas, em Novembro de 1936 e em Dallas, Texas, em Junho de 1937. Treze músicas foram gravadas duas vezes. Suas músicas continuam sendo interpretadas e adaptadas por diversos artistas e bandas, como Led Zeppelin, Eric Clapton, The Rolling Stones, The Blues Brothers, Red Hot Chili Peppers e The White Stripes.

Em 1938 durante uma apresentação no bar "Tree Forks" Johnson bebeu whisky envenenado com estricnina, supostamente preparado pelo dono do bar, o qual estava enciumado por Jonhson ter flertado com sua mulher. Sonny Boy Williamson, que estava tocando junto com Jonhson, havia alertado-o sobre o whisky, porém este não lhe deu atenção. Johnson se recuperou do envenenamento, mas contraiu pneumonia e morreu 3 dias depois, em 16 de Agosto de 1938, em Greenwood, Mississippi. Há várias versões populares para sua morte: que haveria morrido envenenado pelo whisky, que haveria morrido de sífilis e que havia sido assassinado com arma de fogo. Seu certificado de óbito cita apenas "No Doctor" (Sem Médico) como causa da morte.

Outro mito popular recorrente sugere que Johnson vendeu sua alma ao diabo na encruzilhada das rodovias 61 e 49 em Clarksdale, Mississippi com seu violão e uma garrafa de whisky adulterado, quando um bend escandaloso de uma gaita cromada, era o diabo. Tomou seu violão e afinou um tom abaixo, devolveu para Johnson e tocou como toca nas gravações... fez isso em troca da proeza para tocar guitarra.

Este mito foi difundido principalmente por Son House, e ganhou força devido às letras de algumas de suas músicas, como "Crossroads Blues", "Me And The Devil Blues" e "Hellhound On My Trail". O mito também é descrito no filme de 1986 Crossroads, no episódio 8, da segunda temporada da série Supernatural e na faixa bônus da pág. 101 do livro Encruzilhada (Literata, 2011), do autor brasileiro Ademir Pascale. O mito ainda explica detalhes sobre ele ter saído desesperadamente do bar Tree Forks, sendo perseguido por cães pretos e foi encontrado com marcas de mordidas profundas, cortes em forma de cruz no rosto e seu violão intacto ao lado do corpo ensanguentado.Robert morreu de olhos abertos e uma expressão tranquila no rosto.

Johnson é freqüentemente citado como "o maior cantor de blues de todos os tempos", ou mesmo como o mais importante músico do Século XX, mas muitos ouvintes se desapontam ao conhecer o seu trabalho, pois o estilo peculiar do Delta Blues e o padrão técnico das gravações de sua época estão muito distantes dos padrões estéticos e técnicos atuais.

Embora Johnson certamente não tenha inventado o blues (há rumores de que foi Charley Patton a primeira estrela do delta blues), que já vinha sendo gravado 15 anos antes de suas gravações, seu trabalho modificou o estilo de execução, empregando mais técnica, riffs mais elaborados e maior ênfase no uso das cordas graves para criar um ritmo regular. Suas principais influências foram Son House, Leroy Carr, Kokomo Arnold, Charley Patton, e Peetie Wheatstraw. Johnson tocou com o jovem Howlin' Wolf e Sonny Boy Williamson (que afirma ter estado presente no dia do envenenamento de Johnson e ter alertado Johnson sobre a garrafa de whisky). Johnson influenciou Elmore James e Muddy Waters, e o blues elétrico de Chicago na década de 1950 foi criado em torno do estilo de Johnson. Há uma linha direta de influência entre a obra de Johnson e o Rock and roll que se tornaria popular no pós-guerra.

Anos após sua morte, o grupo de admiradores de Johnson cresceu e inclui astros do rock como Keith Richards e Eric Clapton.

Em 1999 os The White Stripes lançaram no seu álbum de estréia homônimo uma canção de Johnson; Stop Breaking Down.


ROBERT JOHNSON | THE COMPLETE RECORDINGS

Disc: 1

01 | Kind Hearted Woman Blues
02 | Kind Hearted Woman Blues
03 | I Believe I'll Dust My Broom
04 | Sweet Home Chicago
05 | Rambling On My Mind
06 | Rambling On My Mind
07 | When You Got A Good Friend
08 | When You Got A Good Friend
09 | Come On In My Kitchen
10 | Come On In My Kitchen
11 | Terraplane Blues
12 | Phonograph Blues
13 | Phonograph Blues
14 | 32-20 Blues
15 | They're Red Hot
16 | Dead Shrimp Blues
17 | Cross Road Blues
18 | Cross Road Blues
19 | Walking Blues
20 | Last Fair Deal Gone Down

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Disc: 2

01 | Preaching Blues (Up Jumped The Devil)
02 | If I Had Possession Over Judgment Day
03 | Stones In My Passway
04 | I'm A Steady Rollin' Man
05 | From Four Till Late
06 | Hellhound On My Trail
07 | Little Queen Of Spades
08 | Little Queen Of Spades
09 | Malted Milk
10 | Drunken Hearted Man
11 | Drunken Hearted Man
12 | Me & The Devil Blues
13 | Me & The Devil Blues
14 | Stop Breakin' Down Blues
15 | Stop Breakin' Down Blues
16 | Traveling Riverside Blues
17 | Honeymoon Blues
18 | Love In Vain
19 | Love In Vain
20 | Milkcow's Calf Blues
21 | Milkcow's Calf Blues

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segunda-feira, 19 de novembro de 2012

Martha Veléz


Martha Carmen Josephine Hernandéz Rosario de Velez é um dos melhores segredos da música.

O seu álbum “Fiends and Angels” tem as colaborações tão relevantes de Eric Clapton, Jack Bruce, Mitch Mitchell, Jim Capaldi, Christine McVie, Brian Auger, Keef Hartley, Gary Thain, Paul Kossoff, Stan Webb, Chris Wood e muito mais.


1969 | FRIENDS & ANGELS

I'm Gonna Leave You
Swamp Man
Fool For You
In My Girlish Days
Very Good Fandango
Tell Mama
Feel So Bad
Drive Me Daddy
It Takes A Lot To Laugh, It Takes A Train To Cry
Come Here Sweet Man
Let The Good Times Roll

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Atlee

Quarteto californiano que lançou apenas esse disco Flying Ahead, também lançaram um single no mesmo ano, com as músicas "Rip You Up" e "Will Get Together".

Após a gravação desse disco a banda se separou, o vocalista e líder da banda Atlee Yeager gravaria um disco solo chamado "Plant Me Now & Dig Me Later" em 1973 e Don Francisco e Mike Stevens formariam o Highway Robbery.

O som se caracteriza em um Hard Rock com influências do Blues, guitarras potentes, vocais agressivos e rasgados. Uma ótima pedida para quem curte um bom hard rock dos anos 70.

Don Francisco: drums, vocals
Bruce Schaffer: keybords, vocals
Michael Stevens: guitar, vocals
Atlee Yeager: lead vocals, bass

1970 - FLYING AHEAD

Rip You Up
Swamp Rhythm
Painted Ladies
Jesus People
Let's Make Love
Will We Get Together
Dirty Old Man
Ain't That the Way
Dirty Sheets

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sexta-feira, 9 de novembro de 2012

Rotterdam Ska-Jazz Foundation


Rotterdam Ska-Jazz Foundation passou a ser conhecida por muitos após a regravação do jazz "A Night in Tunisia" composta por Dizzy Gillespie, mas já interpretado por diversos nomes como Miles Davis, Stefano di Battista, Bud Powell entre outros.

Como já entrega o nome da banda, ela é holandesa, sendo este o seu terceiro álbum. Tocam um mix Ska/Jazz/Rocksteady/Soul, com forte influência nos anos 60 (ao invés da costumeira década de 50), porém, não pode ser considerada um banda retrô.

Elementos como a bateria, guitarra e alguns recursos eletrônicos, tem presença poderosa nas músicas, dando um ar mais moderno em suas composições. Enfim, considero um puta disco, ótima pedida para quem gosta de ska instrumental com composições mais inovadoras.

Por: Música e Cerveja

2003 | SHAKE YOUR FOUNDATION

Night in Tunisia
Dreyfuss is Gone
Lonely Man
Pro Teba (a.k.a Slaviska)
Old Rocking Chair
The Sidewinder
Snake Tie
Road to Kingston
Shot in the Dark
Oublihorns
Lonely Dub
Dubwinder

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Malcolm McLaren


Malcolm McLaren (Londres, 22 de Janeiro de 1946 — Bellinzona, 8 de Abril de 2010) foi uma das personalidades mais importantes do rock, foi o empresário da banda Sex Pistols e de outras bandas, precursora do punk rock na Inglaterra[1]. Em 1980 foi editado The Great Rock'n'roll Swindle[2] que conta a história real dos Sex Pistols.

Malcolm McLaren morreu em um hospital, na cidade de Bellinzona, Suíça, na manhã de 8 de Abril de 2010. Malcolm lutava contra mesotelioma, um tipo de câncer, havia anos e não resistiu devido às suas condições físicas.[4] Foi enterrado em Highgate Cemetery em Londres[5]. Por uma bizarra coincidência, Vivienne Westwood, estilista inglesa que ajudou a popularizar a moda punk, completou 64 anos na mesma data.

Mr McLaren também marcou época ao lançar Buffalo Gals, Worlds Famous, Hobo Scrath, Hey DJ ("break") - entre outras.

Segundo um porta-voz de McLaren declarou ao Independent: "Sua saúde deteriorou rapidamente e ele morreu esta manhã em Nova York. Seu corpo deverá ser enterrado no cemitério de Highgate, em Londres". Entretanto, conforme sua namorada, Young Kim, McLaren "faleceu em um hospital da Suíça onde estava sendo tratado de um câncer".

PARIS (1994)

Disc One
Mon Dié Sénié
Walking With Satie
Père Lachaise
Miles And Miles Of Miles Davis
Jazz Is Paris
Rue Dauphine
Paris Paris (with Catherine Deneuve)
Je T'Aime... Moi Non Plus
Club le Narcisse
La Main Parisienne
Driving Into Delirium
Revenge Of The Flowers (with Françoise Hardy)
In The Absence Of The Parisienne
Anthem
Who The Hell Is Sonia Rykiel?

Disc Two, The Largest Movie House In Paris (The Instrumental Mixes)
Paris Un
Paris Deux
Paris Trois
Paris Quatre
Paris Cinq
Paris Six
Paris Sept
Paris Huit
Paris Lutece Paname

DOWNLOAD:
Disc One | Disc Two

quinta-feira, 8 de novembro de 2012

Airbag


Banda norueguesa de rock progressivo formada em 2005 e que tem na formação atual: Asle Tostrup (vocals) Bjørn Riis (guitars, vocals), Jørgen Hagen (keyboards), Anders Hovdan (bass) and Joachim Slikker (drums).

2009 - IDENTITY

01. Prelude
02. No Escape
03. Safe Like You
04. Steal My Soul
05. Feeling Less
06. Colours
07. How I Wanna Be
08. Sounds That I Hear

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2011 - ALL RIGHTS REMOVED

01. All Rights Removed
02. White Walls
03. The Bridge
04. Never Coming Home
05. Light Them All Up
06. Homesick I-III

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2013 - THE GREATEST SHOW ON EARTH

01. Surveillance (Part 1)
02. Redemption
03. Silence Grows
04. Call Me Back
05. The Greatest Show on Earth
06. Surveillance (Part 2-3)

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