The Allman Brothers Band talvez seja a banda de maior talento em capacidade de improvisação do rock de todos os tempos, e também a mais propensa a desgraceiras e roubadas, carregando uma maldição ancestral, onde mortes violentas, overdoses, traições e muita barra pesada se misturam com solos de guitarra inesquecíveis e intermináveis improvisos, sem lugar para a mínima encheção de lingüiça ou enrolação.
Duanne Allman e seu irmão caçula Gregg nasceram em Nashville, no fim dos anos 40 e começaram a sina desgracenta com a morte de seu Pai dando uma carona prum sujeito em 49. Com sólida formação musical os irmãos se criaram ouvindo muito jazz, o que explica muita coisa, com Duanne se entupindo de Kenny Burrel, Django Reinhardt, Coltrane etc... e Greeg ouvindo muito Jimmy Smith, tudo isso misturado com muito blues tradicional tipo BBKing, Muddy Waters, Howlin Wolf e toda aquela gama de sujeitos que faz a gente sofrer como se estivesse num campo de algodão ao ouvi-los.
Chegaram a gravar como Allman Joys alguns covers do Cream e dos Yardbyrds, e depois como Hourglass gravaram dois lps de pouco sucesso. Depois disso Gregg foi pra Califórnia e Duanne se tornou um dos músicos de estúdio mais famosos e requisitados colocando sua guitarra a serviço de astros do soul como Wilson Pickett e Aretha Franklin, ganhando uma reputação enorme como um dos mais criativos músicos de sua época. Numa dessas sessões de gravação com o magistral saxofonista de soul jazz King Curtis, conheceu o percursionista Jaimoe e o baixista virtuose Berry Oakley, formando um trio a lá Cream que, com a soma da guitarra de Dick Betts e a segunda bateria de Butch Trucks, viria a ser a base da banda.
Depois de muita insistência, os executivos da gravadora aceitaram o óbvio, ou seja, a entrada da alma blues na voz e no órgão Hammond de Gregg, e estava pronta a banda que criou uma identidade sonora pro rock sulista com muita improvisação com qualidade, uma forte base de jazz e blues, e gravaram entre outros clássicos o melhor álbum ao vivo de rock de todos os tempos: "Live at Fillmore East".
Texto: Whiplash
Duanne Allman e seu irmão caçula Gregg nasceram em Nashville, no fim dos anos 40 e começaram a sina desgracenta com a morte de seu Pai dando uma carona prum sujeito em 49. Com sólida formação musical os irmãos se criaram ouvindo muito jazz, o que explica muita coisa, com Duanne se entupindo de Kenny Burrel, Django Reinhardt, Coltrane etc... e Greeg ouvindo muito Jimmy Smith, tudo isso misturado com muito blues tradicional tipo BBKing, Muddy Waters, Howlin Wolf e toda aquela gama de sujeitos que faz a gente sofrer como se estivesse num campo de algodão ao ouvi-los.
Chegaram a gravar como Allman Joys alguns covers do Cream e dos Yardbyrds, e depois como Hourglass gravaram dois lps de pouco sucesso. Depois disso Gregg foi pra Califórnia e Duanne se tornou um dos músicos de estúdio mais famosos e requisitados colocando sua guitarra a serviço de astros do soul como Wilson Pickett e Aretha Franklin, ganhando uma reputação enorme como um dos mais criativos músicos de sua época. Numa dessas sessões de gravação com o magistral saxofonista de soul jazz King Curtis, conheceu o percursionista Jaimoe e o baixista virtuose Berry Oakley, formando um trio a lá Cream que, com a soma da guitarra de Dick Betts e a segunda bateria de Butch Trucks, viria a ser a base da banda.
Depois de muita insistência, os executivos da gravadora aceitaram o óbvio, ou seja, a entrada da alma blues na voz e no órgão Hammond de Gregg, e estava pronta a banda que criou uma identidade sonora pro rock sulista com muita improvisação com qualidade, uma forte base de jazz e blues, e gravaram entre outros clássicos o melhor álbum ao vivo de rock de todos os tempos: "Live at Fillmore East".
Texto: Whiplash

01. Statesboro Blues
02. Done Somebody Wrong
03. Stormy Monday
04. You Don't Love Me
05. Hot 'Lanta
06. In Memory Of Elizabeth Reed
07. Whipping Post
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