terça-feira, 17 de fevereiro de 2015

Ad Infinitum


Todd Braverman / keyboards
Craig Wall / guitarist
Iian Goldman / keyboards, vocals
Mike "Goose" Seguso / vocals


1998 | AD INFINITUM

Ad Infinitum
Immortality
Waterline
Physician Heal Thyself
A Winter's Tale
Rain Down
Overland
All Hallows Eve
Neither Here Nor There
Ad Infinitum (Reprise)

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Amy Winehouse


Segundo e último álbum de estúdio gravado por Amy Winehouse, Back to Black foi uma sensação geral no mundo da música. Lançado oficialmente em outubro de 2006, o disco alcançou progressivamente os números mais altos dos rankings musicais, as notas mais altas em revistas especializadas e críticas elogiosas, focando principalmente na evolução de Amy Winehouse e sua ousadia em guinar a criação musical para algo menos jazzístico-clássico, uma espécie de antônimo de Frank, o seu primeiro álbum.

A própria cantora, em entrevistas posteriores, disse que não queria seguir na mesma pegada do jazz “puro”, com acordes mais complexos, harmonias que precisavam de maior cuidado, retoques e revisões. Sua intenção era trazer algo mais despojado, mais… “popular”, e por isso mesmo percebemos que Back to Black se aproxima de ritmos, tons e melodias realmente mais diretas, embora ainda traga um excelente trabalho de musicalização.

O mix de estilos e a maior liberdade que Winehouse teve para trabalhar fez de Back to Black um grande acerto musical. Seus produtores permitiram maiores experimentações e até apoiaram o trilha mais soul/R&B que a cantora propunha. Também as composições sofreram uma sensível alteração. Enquanto o tom quase prepotente (alguns geniais) das letras de Frank apontavam para uma independência feminina em relação ao homem e uma “pouca importância” dada ao relacionamento; em Back to Black, o tom é de uma amargura genuína, algo vindo da vida pessoal da artista, que acabara de terminar um relacionamento e esteve, em meados de 2005, com sérios problemas relacionados a drogas pesadas e álcool.

Essa postura nada defensiva e mais ousada se faz sentir em todo o álbum. Já de início, o grande single do disco, Rehab, é uma canção visivelmente pessoal e impossível de não “viciar” que a ouve. Ritmo, cadência de notas, forte realismo e melodia tornaram Rehab um verdadeiro hit musical, e certamente serviu como cartão de visitas para a venda do disco, que em pouco tempo já era um dos maiores sucessos no Reino Unido, voltando ao topo de venda em 2011, quando a cantora morreu, aumentando também o número de downloads e alcançando o primeiro lugar no iTunes em diversos países.

Temos em seguida o pessimismo melódico e a verdade nua e crua de You Know I’m no Good, que apesar de maravilhosamente bem cantada traz algo na letra algo que pode ser contestado por muitos fãs de certos Bonds: uma citação elogiosa a Roger Moore.


Me and Mr Jones tem a cara de r&b dos anos 50-60, com vocal feminino durante toda a canção e forte toque na marcação de ritmos, mesmo com instrumentos melódicos. Just Friends foi um dos hits do álbum e uma das canções mais seguras, mais simples e mais poderosas. Na voz de Amy Winehouse a mensagem e a própria música tornaram-se ainda mais interessantes e chamativos. Assim é o caso de Back to Black, a música-título do álbum. Não se trata de algo simples como Just Friends, mas traz o meso poder na voz e a mesma potência musical encontrada em Rehab - mais compassada, dissonante e com vocal acompanhando alguns trechos.

Love is Losing Game se opõe a Tears Dry on Their Own. Duas canções com composições absolutamente fantásticas (embora eu goste muito mais da letra da primeira, por considerá-la mais poética) e com visões ou posições diferentes – talvez também momentâneas – em relação ao amor. No caso de Tears Dry, temos uma mudança no final, com tons ascendentes e maior exposição vocal da cantora. Wake Up Alone é outra canção musicalmente simples, onde o verdadeiro trabalho está na voz da intérprete, que no refrão volta com o vocal de acompanhamento, mais uma vez lembrando o soul sessentista.

O mesmo clima intimista é visto em Some Unholy War, uma canção bastante subestimada e que a cantora gostava bastante, tanto que sempre caprichava nos arranjos em suas performances na TV ou acústicas (para a BBC) quando ia cantá-la. He Can Only Hold Her é o tipo de música que eu chamo de “fim de álbum”, não no sentido negativo que parece, mas como um elogio mesmo, por ser bem escolhida para a posição, pela letra e composição musical, que fecha o ciclo melódico apresentado em todo o disco.

Back to Black também foi a sensação do 50º Grammy Awards, levando os prêmios de Gravação do Ano (Rehab), Canção do Ano (Rehab), Artista Revelação (Amy Winehouse), Melhor Álbum Pop e Melhor Interpretação Vocal Feminina (Rehab - Amy Winehouse).

Antes da morte de Amy Winehouse, muitos críticos de música e mesmo outros analistas falavam da promessa que a artista fizera: após a recaída que teve em seguida ao lançamento de Back to Black, conseguir se livrar das drogas, ter um filho e então gravar um álbum que ela já estava preparando. Hoje, ficamos imaginando o que poderia vir em seguida. Com o lançamento do primeiro álbum póstumo da cantora, Lioness: Hidden Treasures, tivemos contato com outras gravações suas, demos de canções que entraram com outro arranjo para Frank ou Back to Black, e algumas inéditas. É de se lamentar uma perda tão grande para a música, mas nunca deixar de apreciar tão potente trabalho.

Por | Luiz Santiago

2006 | BACK TO BLACK

01 | Rehab
02 | You Know I'm No Good
03 | Me & Mr Jones
04 | Just Friends
05 | Back to Black
06 | Love Is a Losing Game
07 | Tears Dry on Their Own
08 | Wake Up Alone
09 | Some Unholy War
10 | He Can Only Hold Her
11 | Addicted

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segunda-feira, 16 de fevereiro de 2015

Karma


Esquecido num sítio na periferia do Rio, o compositor, guitarrista e fundador de O Terço e do Karma, Jorge Amiden, tenta recuperar a saúde abalada pelo uso de drogas e das (pouquíssimas) viagens que fez com LSD no início dos anos 1970. "Foram muito boas, mas custei a voltar delas", diz o nosso afável Syd Barrett. Jorge é o compositor da inesquecível 'Tributo ao Sorriso' (em parceria com Hinds) e de tantas outras canções geniais do repertório de O Terço (1970 a 1971) e do Karma (1972). Era ele o principal arquiteto dos vocais harmoniosos de ambas as bandas. Além do mais, gravou um antológico LP com o Karma, participou do disco 'Sonhos e Memórias' de Erasmo Carlos e integrou a banda de Milton Nascimento. Depois, com o cérebro golpeado, se afastou dos palcos. Seguiu-se, então, um longo e indesejável ostracismo. Mas Jorge quer voltar, quer a música "viva" de volta a sua vida. E nós, órfãos de sua brilhante musicalidade, torcemos para que ele encontre o fio da meada, a luz no fim do túnel, a glória de um final fez.

Após romper com O terço, Amiden logo encontrou novos parceiros. Com Luiz Mendes Junior (violão e vocal) e Alen Cazinho Terra (baixo e vocal), irmão de Renato Terra, o guitarrista daria início a sua trajetória de pouco mais de um ano como líder do Karma. Ramalho Neto, da RCA, não teve dúvidas em contratar a banda antes mesmo de ouví-la. Reconhecia o talento de Amiden e antevia um belo disco do Karma para a RCA.

E foi o que aconteceu. Pouco tempo depois, a RCA distribuía na praça o LP homônimo do Karma, uma obra antológica que merece constar de qualquer lista dos melhores discos da história do rock brasileiro. Com uma sonoridade predominantemente acústica servindo de base para a primorosa vocalização do trio, 'Karma' é recheado de canções brilhantes, como 'Do Zero Adiante' (Amiden e Mendes Junior), 'Blusa de Linho' (Amiden e Rodrix) e a revisitada 'Tributo Ao Sorriso' (Amiden e Hinds). Esta, levada quase até seu final em a capela, servia para realçar ainda mais a força vocal do conjunto. Vale destacar a participação do baterista Gustavo Schroeter (então integrante da Bolha), que ajudou a abrilhantar o disco com sua batida sempre consistente, arrojada e precisa.

E foi com Gustavo na bateria que o Karma fez o show de lançamento do disco no Grajaú Tênis Clube. Lamentavelmente, este pequeno tesouro concebido por Amiden jamais foi reeditado. Possivelmente hiberna nos arquivos da RCA desde o seu lançamento, em 1972, como hibernam tantas outras obras importantes nos arquivos das gravadoras brasileiras.

Em sua curta vigência sob a liderança de Amiden, o Karma ainda participou do VII Festival Internacional da Canção Popular, em setembro de 1972. Foi quando defendeu 'Depois do Portão' (Amiden e Mendes Junior). Em 1973, nos primeiros meses do ano, durante um show no Clube de Regatas Icaraí, em Niterói, depois de misturar bebida com drogas, Amiden perde o controle do próprio cérebro. O solo de guitarra parece interminável... Depois, sentado à beira da praia com Mário, se perde em plano existencial paralelo, vagando inseguro e solitário pelo lado escuro da lua.

Jorge só encontra a saída do enovelado e desconhecido labirinto no dia seguinte, quando percebe que o mundo não é mais o mesmo, o Karma não é mais o mesmo, a música não é mais a mesma...E nem sua vida seria mais a mesma. Dos palcos, se afasta...para na calma do tempo, quem sabe uma luz como guia, em dado momento, conceda algum dia seu retorno sereno.

Por | Som Barato

1972 | KARMA

01. Do Zero Adiante
02. Blusa de Linho
03. Você Pode Ir Além
04. Epílogo
05. Tributo ao Sorriso
06. O Jogo
07. Omissão
08. Venha Pisar na Grama
09. Transe Uma
10. Cara e Coroa

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sábado, 14 de fevereiro de 2015

A Bolha


A Bolha foi uma banda de rock brasileira formada em 1965 no Rio de Janeiro, com o nome The Bubbles. Participou ativamente do circuito de bailes, programas de rádio e de TV que existia na capital carioca naquela época. No início tocavam apenas covers ou versões de canções e bandas de sucesso da Europa e dos Estados Unidos, mas, no início dos anos 70, passaram a compor canções próprias e chegaram a gravar dois álbuns, em 1973 e 1977. Encerraram as atividades em 1978, mas voltaram a ativa em 2004, chegando a gravar um novo álbum, para então pararem novamente.

Tocaram como banda de apoio para Gal Costa, Leno, Márcio Greyck, Raul Seixas e Erasmo Carlos. Seus integrantes deram origem ou integraram várias bandas que fariam sucesso na década de 1970 e na década seguinte como Bixo da Seda, Herva Doce, A Cor do Som, Roupa Nova e Hanói-Hanói.

Criada em 1965 pelos irmãos César e Renato Ladeira, filhos da atriz Renata Fronzi e do radialista César Ladeira, que tocavam guitarra solo e ritmo, respectivamente, juntamente com Ricardo no baixo e Ricardo Reis na bateria. A participação de Ricardo no baixo durou apenas algumas semanas devido a diferenças de visão sobre a banda. Lincoln Bittencourt foi recrutado para o baixo e, com essa formação, são convidados pela gravadora Musidisc a registrar um compacto simples com duas versões de músicas de sucesso: Não Vou Cortar o Cabelo, versão de "Break It All" da banda uruguaia Los Shakers, no lado A e Por Que Sou Tão Feio, versão do hit "Get Off Of My Cloud" dos Rolling Stones, no lado B. O convite se deu nos bastidores da gravação de um programa de TV e o compacto que se seguiu não fez muito sucesso devido a falta de divulgação por parte da gravadora e da banda.

Em 1968, são convidados por seu amigo Márcio Greyck para serem a banda de apoio na gravação de um álbum. O álbum é lançado em agosto de 1968 e abre portas para a banda, gerando o interesse da PolyGram em lançar um compacto com versões de duas canções dos Beatles extraídas do álbum branco, Ob-La-Di, Ob-La-Da e Honey Pie.3Esse compacto, assim como outros gravados entre 1966 e 1969 para as gravadoras Musidisc e PolyGram, não foi lançado na época, vindo a luz apenas em 2010 através de uma coletânea lançada no mercado europeu pela Groovie Records.

Ainda em 1968, César decide deixar a banda para se dedicar aos estudos, abandonando a carreira artística. Também Lincoln e, posteriormente, Ricardo deixariam a banda. Para o lugar deles, entram na banda Pedro Lima na guitarra solo, Arnaldo Brandão no baixo e Johnny na bateria. Com essa formação, o som da banda fica mais pesado, passeando por Cream, Jimi Hendrix, Led Zeppelin, Grand Funk Railroad e Black Sabbath mas, ainda assim, continuam como uma das grandes sensações do circuito de bailes de fim de semana carioca, chegando a tocar para mais de cinco mil pessoas.

César Ladeira, que havia deixado a banda em 1968, passou a estudar cinema e trabalhar junto com o avô, o diretor Adhemar Gonzaga, como assistente de direção. César, então, chama o The Bubbles para tocar no filme Salário Mínimo, de 1970. A banda participa com a canção de abertura do filme, dublando outra em uma cena e, ainda, com uma canção que toca numa boate em outra cena, todas de autoria do guitarrista Pedro Lima. Em 1970 ainda ocorreria mais uma mudança de formação: Johnny sai e dá lugar a Gustavo Schroeter na bateria.

Em 1970, foram convidados por Jards Macalé para acompanhar Gal Costa em um show que ela iria fazer na boate Sucata. O show tinha cenário de Hélio Oiticica, contava com a participação de um naipe de metais e de grandes músicos, como: Naná Vasconcelos, Márcio Montarroyos, Íon Muniz e Zé Carlos. A recepção de público e crítica para a banda foi excelente, sendo classificada, anos depois, como "inesperada" por Renato Ladeira.

Este sucesso renderia um convite para que Pedro, Arnaldo e Gustavo acompanhassem Gal em apresentações ao vivo e aparições na TV em Portugal, como o programa de Raúl Solnado gravado no teatro Monumental de Lisboa. Depois do programa, os três acompanharam Gal Costa até Londres para visitar Caetano Velloso e Gilberto Gil que estavam exilados e morando na capital inglesa. Ficaram uns dias na casa de um brasileiro que conheceram por lá, até se encontrarem todos de novo para participar do Festival da Ilha de Wight. Foram todos para assistir aos shows, mas, no acampamento do local, faziam jams acústicas que chamavam a atenção de todos a volta. Gustavo gravava tudo com um gravador de bolso e, um dia, Pedro pegou as fitas e mostrou para o pessoal da organização do festival. Todos foram convidados para tocar em um dos palcos alternativos ao principal, de forma acústica mesmo. Assistiram a The Who, The Doors, Sly and the Family Stone, Ten Years After (grupo de Alvin Lee), Chicago, Jethro Tull e Jimi Hendrix. Ainda passariam por Paris alguns dias depois e veriam Rolling Stones e Eric Clapton.

Após essa experiência na Europa, os três voltam para o Brasil e contam para Renato a decisão de seguir outro caminho, fazer música própria, em português, e parar de fazer covers e versões já que, segundo Gustavo, "não dava para fazer igual" a esses caras. Passam a compor e ensaiar um novo repertório, próprio, e mudam o nome para A Bolha. Emblemático foi um show que fizeram logo que voltaram do festival (no ginásio do clube Tamoios em Niterói ou no Clube Mauá em São Gonçalo), no qual tocaram apenas o repertório próprio e o público foi saindo no decorrer do show. A partir desse evento decidem fazer uma mudança mais paulatina, inserindo músicas próprias no repertório antigo.

O primeiro grande teste para o novo repertório foi a participação da banda no Festival de Verão de Guarapari, em fevereiro de 1971. A apresentação deles, assim como todo o festival, foi recheada de problemas. A mesa de som foi instalada atrás do palco, houve problemas com o governo militar da época e a banda experenciou problemas com os técnicos de som que desligavam o som toda vez que Renato Ladeira girava o microfone imitando o Roger Daltrey do Who.

Com a fama adquirida no show com Gal Costa e também no festival, são chamados por um produtor da CBS pra tocar no novo LP de Leno. Este produtor era ninguém menos do que Raul Seixas que trabalhava na gravadora nesta época. Eles foram a banda da gravação do álbum Vida e Obra de Johnny McCartney, que teve várias faixas censuradas pelo governo militar, acabando sendo lançado na época apenas um compacto duplo com 4 faixas. Apenas em 1995, Leno lançou o álbum como fora previsto na época.

Ainda em 1971, participam do VI Festival Internacional da Canção defendendo a música 18:30 de Eduardo Souto Neto e Geraldo Carneiro. Como era comum na época, era lançado um compacto com as músicas concorrentes no festival e a banda aproveitou e incluiu Sem Nada no lado A e ainda Os Hemadecons Cantavam em Coro Chôôôô no lado B. O compacto foi lançado pela gravadora Top Tape. Também participaram da gravação do compacto duplo de Gal Costa, Gal, em duas músicas: Zoilógico e Vapor Barato.

Após quase um ano sem tocar em lugar nenhum, em 1973 lançam seu primeiro álbum, Um Passo à Frente, pela gravadora Continental. O álbum traz músicas com um toque mais progressivo, chegando algumas a ter dez minutos de duração. O álbum não foi bem recebido pelo público, tendo vendagem pequena.

No ano seguinte, participam da gravação do primeiro compacto duplo de Raul Seixas com Não Pare na Pista, Trem das Sete, Como Vovó já Dizia e Se o Rádio Não Toca, tocando em Não Pare na Pista e Como Vovó já Dizia. Como as coisas esfriaram e ficaram meio fracas, Gustavo Schroeter foi para o Veludo e Arnaldo Brandão saiu da banda. Entram Serginho Herval, na bateria, e Roberto Ly, no baixo. Com esta formação, participam do festival Banana Progressiva, em 1975. Ainda em 1975, Renato Ladeira deixa a banda para tocar no Bixo da Seda e para o seu lugar é escolhido Marcelo Sussekind.

Em 1977 gravam o seu segundo disco, É Proibido Fumar cujo som marca uma volta ao rock clássico e ao hard rock, mais próximo do som da Jovem Guarda. Renato Ladeira participaria do disco apenas como compositor. A seguir realizam uma turnê abrindo para Erasmo Carlos sendo que, na sequência, tocavam como banda de apoio do artista. Esta turnê contou com a volta de Renato Ladeira nos teclados, tornando a banda um quinteto. Durante a turnê a banda grava o álbum novo de Erasmo, Pelas Esquinas de Ipanema, que sairia em julho de 1978. Logo após o fim da turnê, a banda encerra as suas atividades.

Vários componentes de A Bolha tocaram com músicos famosos da MPB, como Caetano Veloso e Raul Seixas. Além disso outros grupos surgiram a partir da desfragmentação, como A Cor do Som, Herva Doce, Outra Banda da Terra (que acompanhou Caetano Veloso), Roupa Nova e Hanói-Hanói, entre outros.

Em 2004, o diretor José Emílio Rondeau convidou Renato Ladeira para ser diretor artístico do seu novo filme, 1972. Renato mostrou algumas músicas que haviam sido censuradas no início dos anos 70 e o diretor se interessou, então ele chamou seus velhos companheiros de banda para gravarem aquelas músicas para o filme. Da reunião acabou surgindo a vontade de gravar um novo disco com aquele material e mais alguns covers, gerando o álbum É Só Curtir, de 2006, pela gravadora Som Livre. Apesar do lançamento do disco, a banda não chegou a sair em turnê.

Em 2010, saiu uma coletânea com todos os singles da banda no mercado europeu, tanto os dois lançados como outros que apenas foram gravados, The Bubbles - Raw and Unreleased, pela Groovie Records

Texto | Wikipédia

1973 | UM PASSO À FRENTE

01. Um Passo A Frente
02. Razão de Existir
03. Bye My Friend
04. Epitáfio (Epitaph)
05. Tempos Constantes
06. A Esfera
07. Neste Rock Forever
08. 18.30 - Parte I (Bonus)
09. Os Hemadecons Cantavam Em Coro (Bonus)

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1977 | É PROIBIDO FUMAR

01. Deixe Tudo de Lado
02. Difícil é Ser Fiel
03. É Proibido Fumar
04. Estações
05. Sai do Ar
06. Consideração
07. Torta de Maçã
08. Luzes da Cidade
09. Clímax
10. Vem Quente Que Eu Estou Fervendo
11. Talão de Cheques

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2006 | É SÓ CURTIR

01. É Só Curtir
02. Não Sei
03. Cinema Olimpia
04. Sem Nada
05. Sub Entendido
06. Não Pare na Pista
07. Matermatéria
08. Cecília
09. Você Me Acende (You Turn Me On)
10. Rosas
11. Desligaram os Meus Controles

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2010 | RAW AND UNRELEASED

01. Não Vou Cortar O Cabelo (Break It All-Stereo 66)
02. Porque Sou Tão Feio (Get Off My Cloud-Stereo 66)
03. Trabalhar (For Your Love-66)
04. Ob-La-Di, Ob-La-Da (68)
05. Honey Pie (68)
06. Get Out Of My Land (Salario Minimo Ost-69)
07. The Space Flying Horse And Me (Salario Minimo Ost-69)
08. Não Vou Cortar O Cabelo (Break It All-Mono 66)
09. Porque Sou Tão Feio (Get Out Of My Cloud-Mono 66)
10. Trabalhar (For Your Love-66)
11 - Sem Nada (A Bolha-71)
12. Os Hemadecons Cantavam Em Coro Chôôôô (A Bolha-71)

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2018 | AO VIVO 1971

01. Apresentação
02. Rosas - interrompida
03. Rosas - versão 2
04. Rosas - reprise
05. Sem Nada
06. Não Sei
07. Não Sei - reprise
08. Irmãos Alfa
09. Cecília
10. Matermatéria
11. Sub Entendido - versão 1
12. Sub Entendido - versão 2
13. Sub Entendido - reprise

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quinta-feira, 12 de fevereiro de 2015

Linn County

Linn County foi formado em 1968 no Condado Linn, Iowa, EUA, com o nome “Linn County Blues Band”. A formação inicial da banda contava com Stephen Miller (órgão e vocal), Fred Walk (guitarra e sitar), Larry Easter (saxofones e flauta), Dino Long (baixo) e Ray “Snake’ McAndrew (bateria).

Em 1968 a banda assinou com a Mercury Records, se mudaram para San Francisco, Califórnia, e mudaram o nome para “Linn County”. Pela Mercury eles gravaram seu debut, “Proud Flesh Soothseer” e tocaram junto com bandas como Albert King, Led Zeppelin, Sly & the Family Stone, Eric Burdon & the Animals e Ten Years After.

No ano seguinte lançaram seu segundo disco “Fever Shot”, uma mistura de Blues, Hard, Soul e Jazz, destaque para faixa título e para a viajada “Suspended”. Logo após, a banda trocou a Mercury pela Philips, lançando por este selo seu álbum final “Till The Break Of Dawn”, com Clark Pierson na bateria, e que conta com uma vibrante releitura de “Boogie Chillen” de Jonh Lee Hooker.

Por | Alex Sala & João Lucas

1968 | PROUD FLESH SOOTHSEER

01 | Think
02 | Lower Lemons
03 | Moon Food
04 | Cave Song
05 | Protect And Serve/Bad Things
06 | Fast Days

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1969 | FEVER SHOT

01 | Girl Can't Help It
02 | Elevator Woman
03 | Too Far Gone
04 | Suspended
05 | Fever Shot
06 | Lonely Avenue
07 | Ground Hog Blues

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1970 | TILL THE BREAK OF DAWN

01 | Tell The Truth
02 | Monkey Man
03 | TV Free
04 | Wine Take Me Away
05 | Next Time You See Me
06 | Let The Music Begin
07 | Black Nights
08 | Boogie Chillun
09 | Further Up Till The Break

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sábado, 7 de fevereiro de 2015

Terreno Baldio


Considerado por muitos como o Gentle Giant brasileiro, o Terreno Baldio é um dos mais importantes grupos nacionais no estilo. Formado no início dos anos 70, o grupo estréia em 1975 com "Terreno Baldio", que sai pela gravadora Pirata em tiragem de 3000 cópias.

As fitas-master do álbum desapareceriam nesta mesma época impedindo novas prensagens. O grupo lançaria ainda mais um álbum, "Além das lendas...", antes de debandar, em 1978. Interessante o fato do tema do LP ter sido uma imposição da gravadora para fechar o contrato. A formação era ligeiramente diferente, com Ayres Braga (ex-Joelho de Porco) no lugar de Ascenção.

O Terreno voltaria a se reunir em 1993 para regravar o primeiro LP, dessa vez em inglês, para um (re)lançamento pela Progressive Rock Worldwide (com direito a faixas-extras). Ou seja, trata-se, na verdade, de um terceiro dico do grupo. A formação do Terreno "versão 93" é Kurk, Mello e Lazzarini.

1975 | TERRENO BALDIO

01 | Pássaro azul
02 | Loucuras de amor
03 | Despertas
04 | Água que corre
05 | A volta
06 | Quando as coisas ganham vida
07 | Este é o lugar
08 | Grite

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segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015

Pannonia Allstars Ska Orchestra


Pannonia Allstars Ska Orchestra ou P.A.S.O. é uma banda de ska húngara formada em Budapeste em 2003. A banda faz uma fusão do reggae e ska jamaicanos com elementos de jazz e música tradicional húngara.

Feel the Riddim! é o quarto álbum da banda e foi lançado em 2009.


2009 | FEEL THE RIDDIM!

Hungarian Dish
Do The Rocka Style
Baw Out Fi We
Miu Miújság? feat, Harcsa Veronika
Budapest
Pon Di Corner
Big Bamboo
Vampires
River Of Life
Lucky Vacation
What Is Our Love For?
Skattila
New Generation
Tell It On The Mountains, feat. Sena
Rank With We
Melodica Man
Backstage Dub

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quarta-feira, 28 de janeiro de 2015

Banco Del Mutuo Soccorso


Pedra fundamental da carreira de um dos grupos mais apreciado de todos os tempos, esse primeiro trabalho do Banco é antológico, para muitos imbatível na sólida discografia setentista da banda.

Vittorio Nocenzi esbanja virtuosismo e a inspiração ronda todas as músicas, desde a introdução "In Volo" narrada em tintas medievais, passando pela clássica e desconcertante "Metamorfosi" e desaguando no mais tradicional cancioneiro italiano com a bela "Traccia".

Difícil não repetir a audição ao término desse monumental disco.

Por | ProgBrasil

1972 | BANCO DEL MUTUO SOCCORSO

01 | In Volo
02 | R.I.P. (Requiescant In Pace)
03 | Passaggio
04 | Metamorfosi
05 | Il Giardino Del Mago
      a) ... Passo Dopo Passo ...
      b) ... Chi Ride E Chi Geme ...
      c) ... Coi Capelli Sciolti Al Vento ...
      d) Compenetrazione
06 | Traccia

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sexta-feira, 23 de janeiro de 2015

Chick Shannon & The Last Exit Band




1975 | TEARS ON THE CONSOLE

The Stealers
Cornflower Blues
Tears On The Console
Peach On A Love
Brand New Day
Living In The City
No | 5 Along From Reds
Get Down To It
Call The Shots
Play Like A Band
No Point At All
Dust Blues
The Bully
Like Decent Folks Do
White Knight
Heart Of The Storm
Echoes Of Holyground

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domingo, 18 de janeiro de 2015

Mercedes Sosa


Esta é uma edição pessoal, de um lançamento da PHONOGRAM-BRASIL em LP de vinil, nos meados dos anos '70. Ela é particularmente interessante pois contém canções antigas de Sosa (anos '60 e '70), muitas delas dificilmente são encontradas, ou não disponíveis em nenhuma mídia (LP, CD, Cassete) desde o seu lançamento, tanto na Argentina, como nos Estados Unidos e Europa e somente algumas músicas dessa coleção estão disponíveis em LPs antigos, CDs coletâneas, ou em algumas reedições.

Esta compilação nos mostra uma Mercedes com o vigor e a ternura de sempre, mas com a voz jovem e sem dividir a atenção com outros astros da música internacional. Algumas músicas, por mais que fossem processadas digitalmente, não têm um som muito bom, mas valem pelo documento.

Por | GPS SONORO

1977 | A ARTE DE MERCEDES SOSA

VOLUME 1
Para Cantarle A Mi Gente
Canción Del Derrumbe Indio
Canción Para Un Niño En La Calle
Gracias A La Vida
Volver A Los 17
Balderrama
Tristeza
Canción Para Mi America
Alfonsina Y El Mar
Canción Con Todos
Duerme Negrito
Me Gustan Los Estudantes
La Carta

VOLUME 2
Los Hermanos
Violin De Becho
Hermano, Dame Tu Mano
Cuanto Trabajo
Azul Provinciano
Marrón
Te Recuerdo Amanda
Plegaria A Un Labrador
Hasta La Vitoria
Canta Tu Canción
Cuanto Tenga La Tierra
A Que Florezca Mi Pueblo
Si Se Calla El Cantor

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quinta-feira, 8 de janeiro de 2015

Lula Côrtes e Zé Ramalho


AGRESTE PSICODÉLICO

A trilha em busca das origens de Paêbirú, o disco maldito de Lula Côrtes e Zé Ramalho,
hoje o vinil mais caro do Brasil


Por | Cristiano Bastos

No dia 29 de dezembro de 1598, os soldados liderados pelo capitão-mor da Paraíba, Feliciano Coelho de Carvalho, encalçavam índios potiguares quando, em meio à caatinga, nas fraldas da Serra da Copaoba (Planalto de Borborema), um imponente registro de ancestralidade pré-histórica se impôs à tropa. Às margens do leito seco do rio Araçoajipe, um enorme monólito revelava, aos estupefatos recrutas, estranhos desenhos esculpidos na rocha cristalina.

O painel rupestre se encontrava nas paredes internas de uma furna (formada pela sobreposição de três rochas), e exibia, em baixo-relevo, caracteres deixados por uma cultura há muito extinta. Os sinais agrupavam-se às representações de espirais, cruzes e círculos talhados, também, na plataforma inferior do abrigo rochoso.

Inquietado com a descoberta, Feliciano ordenou minuciosa medição, mandando copiar todos os caracteres. A ocorrência está descrita em Diálogos das Grandezas do Brasil, obra editada em 1618. O autor, Ambrósio Fernandes Brandão (para quem Feliciano Coelho confiou seu relato), interpretou os símbolos como "figurativos de coisas vindouras". Não se enganara. O padre francês Teodoro de Lucé descobriu, em 1678, no território paraibano, um segundo monólito, ao se dirigir em missão jesuítica para o arraial de Carnoió. Seus relatos foram registrados em Relação de uma Missão do rio São Francisco, escrito pelo frei Martinho de Nantes, em 1706.

Em 1974, quase 400 anos depois da descoberta do capitão-mor da Paraíba, os tais "símbolos de coisas vindouras" regressariam. Dessa vez, no formato e silhueta arredondada de um disco de vinil. A mais ambiciosa e fantástica incursão psicodélica da música brasileira - o LP Paêbirú: Caminho da Montanha do Sol, gravado de outubro a dezembro daquele ano por Lula Côrtes e Zé Ramalho, nos estúdios da gravadora recifense Rozemblit.

Contar a história do álbum, longe da amálgama das pessoas, vertentes sonoras e, especialmente, da chamada Pedra do Ingá que o inspirou, é impossível. Irônico é que o LP original de Paêbirú também tenha se convertido em "achado arqueológico", assim como a pedra, 33 anos depois de seu lançamento. As histórias sobre a produção do disco, como naufragou na enchente que submergiu Recife, em 1975 e, por fim, se salvara, são fascinantes.

A prensagem de Paêbirú foi única: 1.300 cópias. Mil delas, literalmente, foram por água abaixo. A calamidade levou junto a fita master do disco para que a tragédia ficasse quase completa. Milagrosamente a salvos ficaram somente 300 exemplares. Bem conservado, o vinil original de Paêbirú (o selo inglês Mr Bongo o relançou em vinil este ano) está atualmente avaliado em mais de R$ 4 mil. É o álbum mais caro da música brasileira. Desbanca, em parâmetros monetários (e sonoros: é discutível), o "inatingível" Roberto Carlos. O Rei amarga segundo lugar com Louco por Você, primeiro de sua carreira, avaliado na metade do preço do "excêntrico" Paêbirú.

A expedição no rastro dos mistérios e fábulas de Paêbirú se inicia em Olinda (Pernambuco). O artista plástico paraibano Raul Córdula me recebe em seu ateliêr. Na parede do sobrado histórico, uma cobra pictográfica serpenteia no quadro pintado por ele. A insígnia foi decalcada da mesma inscrição que, há milênios, permanece entalhada na Pedra do Ingá. ... (continua)

1975 | PAÊBIRÚ

01 | Trilha de Sumé
02 | Culto à Terra
03 | Bailado das Muscarias
04 | Harpa dos Ares
05 | Não Existe Molhado Igual ao Pranto
06 | O M M
07 | Raga dos Raios
08 | Nas Paredes da Pedra Encantada
09 | Marácas de Fogo
10 | Louvação a Iemanjá
11 | Regato da Montanha
12 | Beira Mar
13 | Pedra Templo Animal
14 | Trilha de Sumé

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quarta-feira, 7 de janeiro de 2015

Duke Ellington


O compositor e bandleader Ellington conduziu um das orquestras mais notáveis e autodefinidas do jazz durante 50 anos. Não só manteve uma visão musical consistente onde pode desenvolver o seu trabalho como um compositor, mas se sustentou durante décadas com um núcleo leal de solistas que construiram suas próprias marcas na história do jazz.

Dentro do contexto de direção de uma banda, Ellington se tornou figura única no mundo do jazz ao produzir um songbook da canção popular americana comparável em amplitude e profundidade ao que foi gerado por Gershwin, Rodgers, Berlim e Arlen.

Canções como "Mood Indigo", "Solitude", "In A Sentimental Mood", "Don't Get Around Much Anymore" e muitos outros foram executados amplamente e se tornaram standards americanos.

Ellington nasceu em 29 de abril de 1899, e cresceu em um ambiente de classe-média em Washington, D.C. Ele começou a tocar piano com sete anos nos estilos de ragtime e stride. Ele veio para New York com os Washingtonians, e logo assumiu liderança quando Snowden partiu.

Ellington ficou com um grupo de instrumentistas que permaneceriam com ele durante anos e o seguiriam até o topo: Sonny Greer, Otto Hardwick, Arthur Whetsol e Fred Guy. Antes do final dos anos vinte, entraram para o grupo: Harry Carney, Johnny Hodges e Cootie Williams, cada um permanecendo com Ellington até nos anos sessenta.

Os anos de formação da banda de Ellington cobrem de 1924 até 1935. Na seção rítmica a tuba e o banjo foram substituídos pelo baixo e violão e Lawrence Brown trouxe um som único para o trombone. O período também rendeu uma combinação de sucessos para Ellington, como "Rockin'In Rhythm", "Black And Tan Fantasy", "Creole Love Call, que permaneceriam no seu repertório até o fim.

O período de maturidade começa em meados dos anos trinta e atinge o auge no período de 1940-45. As presenças de Jimmy Blanton no baixo e de Ben Webster no sax-alto foram fundamentais na construção de "Ko Ko", "Concerto For Cootie", "Jack The Bear", "Cotton Tail", "Harlem Airshaft" e "Take The A Train", todas gravadas pela RCA.

Este período de intensa criatividade estende até sua composição mais ambiciosa de Ellington, o épico "Black, Brown And Beige", concebido em 1943. Depois da guerra, seu som sobreviveu, mas a intensidade compositional caiu muito até o final da década, Ellington perdeu muito das suas distintas vozes.

O período moderno, ou a Era de Newport começa em 1951 quando Sonny Greer foi substituído por Louis Bellson e a banda ganhou uma nova agilidade rítmica. Bellson ficou durante aproximadamente três anos, no final sendo substituído por Sam Woodyard.

Mas a flutuação rítmica da banda sempre era fixa com um rasto moderno e melhorias sutis inspiradas em sua musicabilidade. Quando Johnny Hodges voltou depois de uma ausência de cinco anos, Ellington sentiu-se revigorado e pronto para seguir adiante.

O desempenho histórico de "Diminuendo And Crescendo In Blue" no Newport Jazz Festival de 1956 abriu uma era nova de prosperidade para Ellington que reavivou a composição e produziu uma sucessão de trabalhos estimulantes, de "Such Sweet Thunder" (1957) para "The Far East Suite" (1966).

Durante os anos finais da banda, início de 60 até 1974, a morte cortou fora o que tinha parecia ser imutável. Duke Ellington morreu de câncer no dia 24 de maio de 1974, mas a banda continuou de forma irregular, sob a direção de seu filho Mercer Ellington.

Por: Clube de Jazz

2001 | CONCERT OF SACRED MUSIC (1965)

01. In The Beginning God
02. Tell Me It's The Truth
03. Come Sunday
04. The Lord's Prayer
05. Come Sunday
06. Will You Be There - Ain't But The One
07. New World A-Coming
08. David Danced Before The Lord With All His Might

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The Early Blues Roots Of Led Zeppelin



2000 | THE EARLY BLUES ROOTS OF LED ZEPPELIN

01 | Memphis Minnie | When The Levee Breaks
02 | Sonny Boy Williamson | Sugar Mama
03 | Josh White | Jesus Gonna Make Up My Dying Bed
04 | Blind Willie Johnson | Nobody's Fault But Mine
05 | Robert Johnson | Travelling Riverside Blues
06 | Sleepy John Estes | The Girl I Love She Got Long Curly Hair
07 | Bukka White | Shake 'Em On Down
08 | Blind Boy Fuller | I Want Some Of Your Pie
09 | Leadbelly | Gallis Pole
10 | Arthur Crudup | My Mama Don't Allow Me
11 | Sonny Boy Williamson | My Baby I've Been Your Slave
12 | Bukka White | Fixin' To Die
13 | John Lee Hooker | Boogie Chillen
14 | Oscar Woods | Lone Wolf Blues
15 | Sonny Boy Williamson | Got The Bottle Up And Gone
16 | Big Bill Broonzy | Truckin' Little Woman
17 | St | Louis Jimmy Oden | Going Down Slow

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sábado, 3 de janeiro de 2015

Suricato | Prá Sempre Primavera


Lançado de modo independente, "Pra Sempre Primavera" é a estreia do trio Suricato, formado por Rodrigo Nogueira (voz, guitarra), Diogo Gameiro (bateria) e Mário Vargas (baixo). No disco, o baixo foi gravado por Lancaster Lopes.

Acreditando naquele poder que o termo 'power trio' pode carregar, o Suricato faz um folk rock por vezes bem suave e pop, como em "Diante de qualquer nariz" e às vezes mais ruidoso, como em "Inseparáveis".

"Talvez", com seu jeitão anos 80; a melancólica "Justo Logo Quem"; e "Conceitos e Nomes", com sua bela letra, merecem destaque no repertório. O grupo não se prende a rótulos, ainda que o som seja fácil, mas a banda experimenta, inserindo no repertório a curta faixa "My baby macumba", contando apenas com ukelele e voz.

"Por aí", uma música que pode passar batida na primeira audição, vale ser mencionada. Ela mostra um lado irônico do grupo e faz referência, ainda que torta, à bossa nova e ao samba, nos versos "Não vou de samba, muito menos de avião. Bom sujeito nunca fui e não vou ser" e na linha de guitarra lá pelo meio da faixa.

A pesada e arrastada "De amor não morro", que encerra o disco, tem uma estranha melodia que me lembrou "Asa Branca" de Luiz Gonzaga. O que, aliás, ficou um tanto estranho quando ouvi os versos "Quando olhei a terra ardente / fugi consciente, não ser meu lugar". Humor? Homenagem? Você decide, mas coincidência não é.

A produção de Jr. Tostoi é boa mas sem firulas. A própria banda, em sua página no Facebook, disse que abriu mão "dos excessivos overdubs e barulhinhos". Assim, "Pra Sempre Primavera" é direto e soa honesto e inteligente.

Estas aliás são as melhores palavras para definir a banda. É claro que se ouve ecos de bandas e artistas dos anos 1980 e 90 na música do trio, revelando as influências de seus integrantes. Mas o Suricato mantém uma impressionante honestidade sem imitar este ou aquele e, especialmente, sem se preocupar com o que está na moda nos dias de hoje.

Por | Lizandra Pronin

2012 | PRÁ SEMPRE PRIMAVERA

01. Talvez
02. Justo logo quem
03. Diante de qualquer nariz
04. Conceitos e nomes
05. Inseparáveis
06. My babe macumba
07. Superfície da gente
08. Não Precisa falar
09. Por aí
10. De amor não morro

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Supersister

Supersister foi uma banda holandesa de Haia que fazia um rock progressivo que ia do jazz ao pop. Os membros da banda mais predominantes foram Robert Jan Stips (teclados, vocais), Sacha van Geest (flauta), Marco Vrolijk (bateria) e Ron van Eck (baixo).

Começaram as atividades usando o nome de “Sweet OK Sister” em 1968, atuando como uma banda escolar, liderada pelo cantor e compositor Rob Douw, que logo se desligaria do grupo. Os membros remanescentes continuaram como um quarteto musical mais sério, com o nome de Supersister. Seu estilo era o rock progressivo (estilo Canterbury), em que a execução do teclado de Stips tinha o papel dominante.

Debutaram com o álbum de 1970, “Present from Nancy”, emplacando sucessos como “She Was Naked", "A Girl Named You" e "Radio”. Depois de três álbuns, “Present From Nancy” (1970), “To The Highest Bidder” (1971), e “Pudding En Gisteren” (1972), Van Geest e Vrolijk resolveram deixar a banda. Reagruparam novamente com novos membros, Charlie Mariano (instrumentos de sopro) e Herman van Boeyen (bateria) e lançaram o álbum “Iskander” em 1973, trabalho orientado e conceitual de jazz/rock, com base na vida de Alexandre, o Grande. Em 1974, Stips e Van Geest lançaram ainda um outro álbum, “Supersister Ok Sweet”, que por sinal, marcaria o fim da banda.

Após um pedido do festival Progfest, eles se reuniram novamente em 2000, para uma apresentação em Los Angeles. Os quatro membros da banda do período 70-73 decidiram ir mais longe e o resultado foi, além da participação no festival, também a realização de uma pequena turnê pela Holanda no final de 2000 e no início de 2001. Para marcar a ocasião, lançaram um álbum de raridades, “M.A. A”, contendo gravações ao vivo e de estúdio da era 1969-1973. Infelizmente, devido a morte inesperada de Van Geest por insuficiência cardíaca, no verão de 2001, a banda desfez-se novamente. Um show decorrente dessa reunião, gravado no Paradiso em Amsterdam foi lançado em 2001 em CD, “Supersisterious” e em 2006 em DVD, “Supersister OK Sweet”, que incluía também, vários documentários novos e antigos, fotografias e material inédito da banda.

Eles se encontraram mais uma vez como um trio, em 2010, para apresentar duas músicas em um show televisionado em celebração dos 50 anos da música popular holandesa. Após isso, foram convidados para participar do festival Nearfest 2011, iniciaram os ensaios, mas sua apresentação teve que ser cancelada quando Ron Van Eck ficou seriamente doente (ele já estava lutando contra a leucemia por um tempo) vindo a falecer em julho de 2011.

Texto: Wikipédia, traduzido por: Francisco Eduardo.

1970 | ANYWHERE

01 | Anywhere
02 | Louisiana Blues
03 | Black Sabbath
04 | House Of The Rising Sun
05 | Twenty-First Century Schizoid Man
06 | Anywhere



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