segunda-feira, 19 de novembro de 2018

Atlantic Blues


O ano era 1986 e o mercado de discos dava pulos de alegria; o plano cruzado (não sabem o que foi isso? Vão conhecer história contemporânea do Brasil.) deixava as gravadoras de sorriso aberto, faltava até papel pra fazer as capas, discos eram prensados na Argentina, lançamentos inacreditáveis eram comprados em qualquer lojinha de esquina. Nesse ambiente, aparece por aqui a primeira das coleções comemorativas de 50 anos da Atlantic Records.

Atlantic Blues era uma série de 4 albuns duplos, com o que havia de mais influente no blues do pós guerra, apesar da Atlantic não ser uma gravadora de Chicago como a Chess Records.

Dividido de forma estilística (Piano, Vocal, Guitarra e Chicago), suas capas internas (em português, uma raridade) tinham mais informações sobre o estilo do que havia disponível na imprensa musical brasileira em 10 anos. É bom que fique claro que não se trata de uma coletânea pra iniciar incautos, mais uma boa forma de juntar singles a muito tempo fora de catálogo, que muitas vezes eram a única produção fonográfica daquele artista.

Há uma curiosidade engraçada sobre as versões em cd: todas tem músicas a menos, normalmente duas, pois os albuns tinham um pouco mais de 80 minutos, que é o tamanho de um compact disc, o que fez com que os lps originais se tornassem obrigatórios. Até porque, uma das minhas favoritas "It hurts love someone" de Guitar Slim, só aparece no disco duplo de vinil.

É uma aula em cada faixa, dividida em 4 "módulos" de fino trato.

Texto | Clash City Rockers

ATLANTIC BLUES: CHICAGO

01. Chicago Blues | Johnny Jones
02. Poor Man's Plea | Buddy Guy, Junior Wells
03. My Baby She Left Me (She Left Me a Mule to Ride) | Buddy Guy, Junior Wells
04. T-Bone Shuffle | Buddy Guy, Junior Wells
05. I Wonder Why | Freddie King
06. Play It Cool | Freddie King
07. Woke up This Morning | Freddie King
08. Gambler's Blues | Otis Rush
09. Feel So Bad | Otis Rush
10. Reap What You Sow | Otis Rush
11. Highway 49 | Howlin' Wolf
12. Honey Bee | Muddy Waters
13. Wang Dang Doodle | Koko Taylor
14. Dust My Broom | Johnny Shines
15. Please Send Me Someone to Love | Luther Allison
16. Walkin' the Dog | Luther "Guitar Junior" Johnson
17. I Feel So Good | J.B. Hutto

ATLANTIC BLUES: GUITAR

01. Broke Down Engine | Blind Willie McTell
02. Shake 'Em on Down | Mississippi Fred McDowell
03. My Baby Don't Love Me | John Lee Hooker
04. Tall Pretty Woman | Sticks McGhee
05. Blues Rock | Texas Johnny Brown
06. There Goes the Blues | Texas Johnny Brown
07. Bongo Boogie | Texas Johnny Brown
08. Two Bones and a Pick | Texas Johnny Brown
09. Let Me Know | Chuck Brown
10. Down Through the Years | Guitar Slim
11. Okie Dokie Stomp | Cornell Dupree
12. TV Mama | Big Joe Turner
13. Reconsider Baby | Al King
14. Midnight Midnight | Mickey Baker
15. I Smell Trouble | Ike & Tina Turner
16. Why I Sing the Blues | B.B. King
17. Crosscut Saw | Albert King
18. Born Under a Bad Sign | Albert King
19. Shake for Me | John Hammond, Jr.
20. Flood Down in Texas | Stevie Ray Vaughan

ATLANTIC BLUES: PIANO

01. Yancey Special | Jimmy Yancey
02. Talkin' Boogie | Little Brother Montgomery
03. Mournful Blues | Jimmy Yancey
04. Salute to Pinetop | Jimmy Yancey
05. Shave 'Em Dry | Jimmy Yancey
06. Frankie and Johnny | Champion Jack Dupree
07. T.B. Blues | Champion Jack Dupree
08. Strollin' | Champion Jack Dupree
09. Tipitina | Professor Longhair
10. Blue Sender | Harry Van Walls
11. After Midnight | Harry Van Walls
12. Roll 'Em Pete | Joe Turner
13. 'Fore Day Rider | Jay McShann
14. My Chile | Jay McShann
15. Cow Cow Blues | Meade "Lux" Lewis
16. Albert's Blues | Meade "Lux" Lewis
17. Honky Tonk Train Blues | Meade "Lux" Lewis
18. Low Society | Ray Charles
19. Hey Bartender | Floyd Dixon
20. Floyd's Blues | Floyd Dixon
21. After Hours Blues | Texas Johnny Brown
22. Junco Partner | Dr. John
23. I Don't Know | Willie Mabon

ATLANTIC BLUES: VOCALISTS

01. Suitcase Blues | Sippie Wallace
02. Trouble In Mind | Jimmy Witherspoon
03. In The Evenin' | Jimmy Witherspoon
04. Gimme A Pigfoot | Lavern Baker
05. How Long Blues | Mama Yancey
06. Oke-She-Make-Me-Pop | Joe Turner
07. I've Got That Feelin' | Lil Green
08. Every Time | Lil Green
09. Destination Love | Wynonie Harris
10. Tell A Whole Of A Tale | Wynonie Harris
11. Rain Is A Bringdown | Ruth Brown
12. Nothing Stays The Same Forever | Percy Mayfield
13. River's Invitation | Ted Taylor
14. Just Like A Fish | Esther Phillips
15. Pouring Water On A Drowning Man | Otis Clay
16. Did You Ever Love A Woman | Rufus Thomas
17. Baby Girl Parts 1&2 | Titus Turner
18. Ain't That Lovin' You | Bobby Bland
19. It's My Own Tears That's Being Wasted | Johnny Copeland
20. Cheatin' Woman | Eldridge Holmes
21. I Had A Dream | Johnny Taylor
22. Takin' Another Man's Place | Aretha Franklin
23. It's A Hang-Up Baby | Z.Z. Hill

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sexta-feira, 16 de novembro de 2018

Marc Bolan & T.Rex


Filho de um motorista de caminhão, Bolan cresceu no pós-guerra, Hackney, leste de Londres, no seio de uma família judaica, e mais tarde viveu em Wimbledon, sudoeste de Londres. Ele se apaixonou pelo rock and roll através de músicos como Gene Vincent, Eddie Cochran, Arthur Crudup e Chuck Berry. Ainda em tenra idade tornou-se um Mod, passando a frequentar bares, cafés e pubs. Ele apareceu em um episódio da série de televisão de Orlando como um figurante Mod[1].

Na idade de nove anos, Bolan recebeu de presente sua primeira guitarra e começou uma banda de skiffle, pouco depois, aos quinze anos, ele deixou a escola "por consentimento mútuo" (foi expulso). Entrou para uma agência de modelos, aparecendo em catálogos de roupas para a lojas de moda masculina, como modelo de ternos, e para os recortes de papelão que eram exibidos nas vitrines das lojas. A revista inglesa "TOWN" o caracterizado como um dos primeiros exemplos do movimento Mod em uma sessão de fotos com um par de outros "rostos".

Marc Feld havia mudado seu nome para Toby Tyler quando conheceu e foi morar com o filho ator Allan Warren, que se tornou seu primeiro agente. Warren viu o potencial de Toby Tyler que passavam horas sentado de pernas cruzadas no chão tocando seu violão. Warren, em seguida, levou-o para o fotógrafo Michael McGrath e encomendou uma série de fotografias, contratou um estúdio de gravação e produziu o primeiro registro de Bolan, uma faixa com a canção "Blowing in the wind" de Bob Dylan. Também uma versão de Betty Everett da canção "You're No Good", que mais tarde foi apresentado à EMI para um teste de audição, mas eles recusaram o então Toby Tyler.

Warren mais tarde vendeu o contrato de Marc e suas gravações por £200,00 (duzentas libras) para o seu senhorio, o magnata David Kirch, em troca de três meses de aluguel. Kirch estava muito ocupado com seu império imobiliário para fazer qualquer coisa por Bolan. Um ano depois, a mãe de Marc o empurrou para dentro do escritório de Kirch e gritou com ele dizendo que não tinha feito nada por seu filho. Ela pediu para ele rasgar o contrato e de bom grado, ele rasgou.

As fitas produzidas durante a sessão de gravação de Toby Tyler desapareceram do pensamento e da mente por mais de vinte e cinco anos até ressurgirem em 1991 e serem vendidas por cerca de oito mil dólares. Sua eventual libertação em CD em 1993 disponibilizou a primeira gravação conhecida Marc Bolan.

Depois de mudar o seu nome novamente para Marc Bolan (via Mark Bowland), enquanto na Decca Records, lançou seu primeiro single, "The Wizard". No início de 1967 seu agente Simon Napier Bell o incluiu no grupo John's Children, que alcançou algum sucesso como uma banda ao vivo, mas vendeu poucos registros. A única música da John's Children escrito por Marc Bolan, "Desdemona", foi proibido pela BBC porque sua letra tinha o verso polêmico "levante sua saia e [deixe] voar". Seu período com a banda foi breve.

Bolan alegou ter passado tempo com um mago em Paris, que supostamente lhe passou conhecimentos secretos e o poder de levitar. O tempo gasto com ele foi muitas vezes aludido, mas permaneceu "mítico", na realidade, o mago foi provavelmente o ator amerciano Riggs O'Hara, com quem Bolan fez uma viagem a Paris em 1965. Pouco tempo depois, sua composição decolou e ele começou a escrever muitas das neo-canções românticas que iriam aparecer em seu primeiro álbum com o duo de folk rock Tyrannosaurus Rex.

O 16 de setembro de 1977, Bolan retornava de um restaurante a sua casa em Londres, em um Mini, que era dirigido por sua então namorada, Gloria Jones. Gloria perdeu o controle bruscamente e o carro colidiu com uma árvore. Ela sofreu ferimentos e Bolan faleceu. A causa do acidente foi que um pneu não tinha a pressão correta. Hoje, o local do acidente, em Barnes, Londres, é um abside a sua memoria.

Texto | Wikipédia

2002 | MARC BOLAN & T.REX | 20th CENTURY SUPERSTAR
(A Career Retrospective 1964 - 1977)


CD 1

01. Toby Tyler | The Road I'm On (Gloria)
02. Toby Tyler | Blowin' In The Wind
03. Marc Bolan | The Wizard
04. Marc Bolan | Beyond The Risin' Sun
05. Marc Bolan | The Third Degree
06. Marc Bolan | San Francisco Poet
07. Marc Bolan | Eastern Spell
08. Marc Bolan | Hippy Gumbo
09. Marc Bolan | Misfit
10. Marc Bolan | Jasper C. Debussy
11. John's Children | Desdemona
12. John's Children | Midsummer Night's Scene
13. John's Children | Sara Crazy Child
14. Marc Bolan | Lilac Hand Of Menthol Dan
15. Tyrannosaurus Rex | Sleepy Maurice
16. Tyrannosaurus Rex | Highways (Alias Misty Dust)
17. Tyrannosaurus Rex | Child Star
18. Tyrannosaurus Rex | Chateau In Virginia Waters
19. Tyrannosaurus Rex | Puckish Pan
20. Tyrannosaurus Rex | Lunacy's Back
21. Tyrannosaurus Rex | Debora
22. Tyrannosaurus Rex | Hot Rod Mama
23. Tyrannosaurus Rex | Scenescof
24. Tyrannosaurus Rex | One Inch Rock
25. Tyrannosaurus Rex | Salamanda Palaganda
26. Tyrannosaurus Rex | Conesuala
27. Tyrannosaurus Rex | Juniper Suction
28. Tyrannosaurus Rex | Nickelodeon
29. Tyrannosaurus Rex | Pewter Suitor
30. Tyrannosaurus Rex | The Seal Of Seasons
31. Tyrannosaurus Rex | Catblack (The Wizard's Hat)
32. Tyrannosaurus Rex | Chariots Of Silk
33. Tyrannosaurus Rex | Iscariot

CD 2

01. Tyrannosaurus Rex | King Of The Rumbling Spires
02. Tyrannosaurus Rex | Do You Remember (Alternate Vocal Edit)
03. Tyrannosaurus Rex | Do You Remember
04. Tyrannosaurus Rex | Once Upon The Seas Of Abyssinia
05. Tyrannosaurus Rex | Ill Starred Man
06. Tyrannosaurus Rex | Demon Queen
07. Tyrannosaurus Rex | By The Light Of A Magical Moon
08. Tyrannosaurus Rex | Lofty Skies
09. Tyrannosaurus Rex | Elemental Child
10. Tyrannosaurus Rex | Dove
11. David Bowie | The Prettiest Star
12. Dib Cochran & The Earwigs | Oh Baby
13. T.Rex | Ride A White Swan (Intro)
14. T.Rex | Ride A White Swan
15. T.Rex | Ride A White Swan (Outro)
16. Marc Bolan | Untitled Poem
17. T.Rex | Jewel
18. T.Rex | Diamond Meadows
19. T.Rex | Beltane Walk
20. T.Rex | Suneye
21. T.Rex | Childe
22. T.Rex | The Children Of Rarn
23. T.Rex | Hot Love
24. T.Rex | King Of The Mountain Cometh
25. T.Rex | Mambo Sun
26. T.Rex | Cosmic Dancer
27. T.Rex | Get It On
28. T.Rex | There Was A Time / Raw Ramp
29. T.Rex | Rip Off

CD 3

01. T.Rex | Jeepster
02. T.Rex | Life's A Gas
03. T.Rex | Sailors Of The Highway
04. T.Rex | Telegram Sam
05. T.Rex | Cadillac
06. T.Rex | Baby Strange
07. T.Rex | Metal Guru
08. T.Rex | Thunderwing
09. T.Rex | Spaceball Ricochet
10. T.Rex | Children Of The Revolution
11. T.Rex | Jitterbug Love
12. T.Rex | Xmas Flexi Message
13. T.Rex | Solid Gold Easy Action
14. T.Rex | Born To Boogie
15. T.Rex | 20th Century Boy
16. T.Rex | Highway Knees
17. T.Rex | Electric Slim & The Factory Hen
18. T.Rex | Left Hand Luke & The Beggar Boys
19. T.Rex | The Groover
20. Big Carrot | Blackjack
21. T.Rex | Truck On (Tyke)
22. Pat Hall | City Port
23. T.Rex | Teenage Dream


CD 4

01. Marc Bolan & T.Rex | Venus Loon
02. Marc Bolan & T.Rex | Painless Persuasion V. The Meathawk Immaculate
03. Marc Bolan & T.Rex | Change
04. T.Rex | Till Dawn
05. T.Rex | Light Of Love
06. T.Rex | Zip Gun Boogie
07. T.Rex | Think Zinc
08. T.Rex | Solid Baby
09. T.Rex | New York City
10. T.Rex | Chrome Sitar
11. T.Rex | Dreamy Lady
12. T.Rex | Christmas Bop
13. T.Rex | Jupiter Liar
14. T.Rex | Dawn Storm
15. T.Rex | London Boys
16. T.Rex | I Love To Boogie
17. T.Rex | Laser Love
18. T.Rex | Life's An Elevator
19. Marc Bolan & Gloria Jones | To Know Him Is To Love Him
20. T.Rex | Teen Riot Structure
21. T.Rex | The Soul Of My Suit
22. T.Rex | Dandy In The Underworld
23. T.Rex | Celebrate Summer

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terça-feira, 13 de novembro de 2018

Yes


Sempre que alguém chega para mim e diz: “Não consigo entender teu amor pelo Yes, que bandinha bem chata!”, eu coloco uma faixa que resume o que é o Yes para mim e explico para o cidadão/ã a tal faixa, e após os 15’38” de “Awaken”, ou a pessoa já foi embora ou então deu a mão a palmatória e finalmente foi batizado pelo Espírito Prog.

“Awaken” não é apenas uma canção, é uma ode a Deus. O Yes sempre foi uma banda que primou por letras fantásticas, que falavam sobre o ser humano, Deus e contos mirabolantes como poucos. Ao lado da Van der Graaf Generator (onde Peter Hammill comandava letras assombrosas e enormemente enormes para falar sobre a vida como poucos), o Yes possui “n” canções que se encaixam perfeitamente na proposta desta seção. Até mesmo na época mais pop do grupo, canções como “Endless Dream” (do álbum Talk, de 1994) ou “I’m Running” (Big Generator, de 1987) traziam um tema que falava sobre os assuntos citados acimas, mas “Awaken” foi aquela canção onde a ideia da letra se encaixou perfeitamente com a música.

Registrada no excepcional Going for the One (1977), que marcou o retorno da segunda formação clássica do Yes, com Jon Anderson (voz, percussão, harpa, flautas), Steve Howe (guitarras, voz), Chris Squire (baixo, voz, harmônica, percussão), Alan White (bateria, piano) e Rick Wakeman (teclados), “Awaken” é dividida em três partes, as quais foram todas construídas no genial cérebro de Anderson, que apesar de ser um ótimo compositor, não tinha o mesmo talento para tocar os instrumentos, e assim, encarregou os demais membros do Yes a darem corpo ao que estava na mente do vocalista.

Anderson sempre foi um entusiasta das religiões orientais, vide o espetacular disco duplo Tales From Topographic Oceans (1973), o qual foi concebido totalmente em cima do livro de mantras Autobiography of Yogi, de Paramahansa Yogananda, e manteve todo o clima viajante em “Awaken”.

Tudo começa com uma introdução apenas ao piano de Wakeman, que prepara o terreno para os minutos seguintes. Teclados surgem como formando um universo de várias dimensões, e a voz celestial de Anderson surge falando sobre as vibrações humanas e o poder que o Sol (como um Deus) tem sobre os seres humanos, que vivem apenas em um mero planeta, a Terra.

Logo após, em uma explosão, a guitarra de Howe surge estourando os alto falantes junto com Squire e White, e entramos na canção em si, onde palavras são jogadas ao vento de forma aleatória, parecendo não fazer nenhum sentido. Mas não! Pegando o encarte e lendo como elas estão disponibilizadas, você ve que a forma como você lê as palavras (seja na horizontal ou na vertical), as frases vão fazendo sentido, que é apresentar o mundo onde a personagem principal da canção está vivendo os fatos que estão sendo narrados.

Essa personagem não tem nome, não tem sexo, não tem idade, mas pelo andar da carruagem se percebe claramente que o objetivo dela é chegar no despertar (“Awaken”), o qual é o tema central da canção. Esse despertar não é explícito dentro da letra, o que torna tudo mais interessante, pois tanto pode ser o despertar de apenas se acordar como pode ser o despertar do tipo “te liga magrão, o mundo não é como parece!”, e principalmente, implícito está o despertar para uma força maior que a da humanidade, ou seja, Deus.


Após essa primeira parte, entramos em uma longa sessão instrumental, onde Anderson assume a harpa junto com o órgão de Wakeman (o qual é realmente o órgão de uma igreja suíça onde Wakeman fez peripécias que quase o levaram a virar o organista oficial da igreja). Aqui a viagem dentro do consciente da personagem é feita de forma única. Lentamente, o tempo passa (percussão e harpa) enquanto a personagem “pensa” sobre a vida (órgão).

À medida que a personagem vai se dando de conta que ela é uma pessoa como toda qualquer, o órgão vai aumentando o ritmo das notas, enquanto o tempo passa de forma igual (mostrando que basta apenas querermos ser conscientes de nossos atos para agir da forma que é correta. O tempo é medido da mesma forma sempre).

Entramos então na terceira e última parte, onde a personagem encontra a Deus, o qual é apresentado como o Mestre das Imagens, Mestre da Luz, Mestre da Alma e Mestre do Tempo, uma rápida referência ao livro Bhagavad Gita (de onde Raul Seixas construiu a clássica canção “Gitâ”, que tem em suas frases a ideia de Deus/Gitâ estar presente em tudo na natureza) tendo ao fundo uma sonoridade grandiosa, quase que como uma orquestra inteira tocando, até chegarmos novamente ao tema inicial.

Ali, a frase “no momento em que fugia, me virei e vi que você estava parado perto de mim“, revela toda a moral da história: o perdão. A personagem cometera um ato falho, abandonando uma pessoa em um momento de dificuldade, e teve que passar por todo um processo divino para se dar conta de que a pessoa era um ser igual a ela, e que não importava onde ela estivesse, essa pessoa iria perdoá-la por que simplesmente a amava e a respeitava como um semelhante!


A profundidade de “Awaken” pode ser conferida nas apresentações ao vivo do Yes. Squire utiliza um baixo de três braços para conseguir fazer todas as partes da canção (utiliza mesmo). Fora isso, o desgaste de Howe e Wakeman fazendo os temas para dar o clima da canção, bem como a marcação precisa de White, faziam dessa uma das últimas a serem apresentadas nos shows.

No show de encerramento da turnê Union Tour, tem-se outra grande prova. Todo o show é feito em clima de festa, com Wakeman brincando e debochando o tempo todo do guitarrista Trevor Rabin e com Steve Howe totalmente insatisfeito em cima do palco. Mas na hora de “Awaken”, o clima no palco muda. Seriedade e concentração a mil, e uma execução soberba de mais uma maravilha do mundo prog é assistida pelos presentes.

Como detalhe adicional, e que poucos conhecem, a capa original de Going for the One foi proibida pela gravadora Atlantic, por achar que uma mulher nua pegaria muito mal no mercado americano. Assim, ficou a famosa capa com o homem nu de costas, mas para aqueles que não conhecem a versão original, segue a mesma.

Texto | Consultoria do Rock

1977 | GOING FOR THE ONE
(Expanded & Remastered 2003)


01. Going For The One
02. Turn Of The Century
03. Parallels
04. Wonderous Stories
05. Awaken
Bonus Tracks
06. Montreux's Theme
07. Vevey (Revisited)
08. Amazing Grace
09. Going For The One (Rehearsal)
10. Parallels (Rehearsal)
11. Turn Of The Century (Rehearsal)
12. Eastern Numbers

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sábado, 10 de novembro de 2018

Kin Ping Meh


Não, ‘Kin Ping Meh’ não é uma banda chinesa, é alemã e embora seja rotulada como krautrock é uma banda de rock progressivo e hard rock formada em 1970 em Manheim, cujo embrião era o grupo escolar ‘Thunderbirds’ e tinha Werner Stephan nos vocais; Joachim Schafer na guitarra, piano e vocais; Fritz Schmitt no órgão e piano; Torsten Herzog no baixo e Kalle Weber na bateria. O gênero krautrock deriva da palavra krauts (chucrute) que era um termo depreciativo usado para os soldados alemães na Segunda Guerra Mundial, e foi criação de John Peel, apresentador de destaque de uma estação de rádio britânico em 1968, que o utilizava para designar as bandas de rock da Alemanha Ocidental que se destacavam internacionalmente.

O nome da banda, ‘Kin Ping Meh’, significa ‘um ramo de flor de ameixa em um vaso de ouro’ foi retirado de um romance chinês do século 16 que retrata a vida e os costumes da época. E os integrantes tinham como modelo as bandas inglesas ‘Deep Purple’, ‘Uriah Heep’ e ‘Spooky Tooth’. Em 1970, deram o primeiro concerto e nos meses seguintes participaram de sete concursos importantes. Foram descobertos pelos caçadores de talentos da ‘Polydor’ em 1971, e antes da gravação do primeiro álbum Joachim Schafer, que deixou a banda, foi prontamente substituído por Willie Wagner. O ano de 1972 foi um ano muito bom para ‘Kin Ping Meh’, participaram de um musical anti-drogas, compuseram a trilha sonora para um seriado, abriram os Jogos Olímpicos de Vela de Kiel, saíram em turnê com Rory Gallagher e lançaram o segundo álbum ‘Nº 2' que conta com um cover dos Beatles: Come Together. Mas o grupo pagou um alto preço por estar constantemente na estrada: Willie Wagner, Werner Stephan e Torsten Herzog saíram para serem substituídos por Gerhard ‘Gagey’ Mrozeck, Uli Gross, o baixista britânico Alan Joe Wroe e seu conterrâneo Geff Harrison. Com essa formação gravaram ‘Kin Ping Meh 3’ que contou com um coro feminino.

E foi principalmente por causa do vocalista Geff Harrison que a banda desenvolveu uma imagem de hard rock e apareceu em alguns programas de televisão com ‘Deep Purple’ e ‘Slade’. O quarto álbum ‘Virtues & Sins’ recebeu comparações com os ‘Rolling Stones’ e ‘Spooky Tooth’. Em 1976 lançaram ‘Concrete’, um álbum ao vivo. Após o término do contrato com a gravadora, Geff Harrison e Alan Joe Wroe deixaram a banda, os outros integrantes ainda tentaram um novo começo, mas foram incapazes de continuar a história de sucesso, principalmente por causa do fraco desempenho vocal. No verão de 1977, a banda finalmente foi extinta. Em novembro de 1982 aconteceu um show revival de ‘Kin Ping Meh’ na Universidade de Berlim, mas o grupo era constituído principalmente por membros da banda de Geff Harrison, Gerhard Mrozeck e Kalle Weber não participaram. Kalle Weber, da formação original da banda, morreu de um ataque cardíaco em 1995.

Texto: mara


1999 | FAIRY TALES & CRYPTIC CHATERS (4 CD BOX SET)

CD 1: TAKE FIVE DREAMS UNTIL KISSING TIME

01. Fantasy I
02. I Love You More Than You'll Ever Know
03. Something
04. You've Made Me So Very Happy
05. Light My Fire (Doors)
06. Spinning Wheel
07. My Future
08. Too Many People
09. Haze
10. In A Better Way
11. Old Man From Peru
12. Woman (Live)
13. Organ Intro
14. My Dove
15. Fairy Tales
16. Fantasy II

CD 2: LIVE LESSONS AT BIER'S DANCING SCHOOL

01. I Believe, that I'm a Winner
02. Help
03. Forget It, I Got It
04. Everyday (Live)
05. Don't You Know (Live)
06. I'm a Man (Live)
07. Progressive Blues Jam
08. Everything's My Way
09. Child in Time
10. Alexandra (Live)
11. Salty Dog
12. Happy Song
13. Killing Time

CD 3: SOMETIME BESIDE DRUGSON'S TRIP

01. Good Morning Kin Ping Meh
02. Everything's My Way (Live)
03. Everything's My Way (Alternate Instrumental)
04. My Future (Alternate Instrumental)
05. Too Many People (Alternate Instrumental)
06. Theme From Fairy Tales (Alternate Instrumental)
07. Don't You Know (Alternate Instrumental)
08. Final Blues (Alternate Instrumental)
09. The Ballad Of Drugson's Trip (Live)
10. Sometime (Live 1971)
11. Don't Get Confused (Live Early Fairy Tales)
12. Help (Live)
13. Too Many People
14. Do It Babe (Early Dove Version)
15. Drugson's Trip

CD 4: FINAL CUTS FROM "BIER" CONVENTIONS

01. Stage Announcements
02. Everything's my Way
03. Haze
04. Witch Craft
05. In a Better Time
06. Salty Dog
07. I'm a Man
08. Child in Time
09. Stage Announcement by Joachim Schafer
10. Everything's My Way
11. Salty Dog
12. Alexandra (Rehearsal for a Musical Called Rausch)

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quarta-feira, 7 de novembro de 2018

Bauhaus


Em 1978, na cidade de Northampton na Inglaterra. Os irmãos David Jay (baixista e vocalista) e Kevin Haskins (baterista) decidiram montar uma banda - The Craze - que iniciou suas atividades com uma sonoridade próxima ao punk rock. Juntamente com os amigos Daniel Ash e Dave Exton, fizeam o debut na cidade. Porém, a formação se completaria com a entrada de Peter Murphy um amigo de Daniel Ash que foi convidado para ser vocalista, mesmo sem nunca ter cantado em nenhuma banda.

A dupla Daniel Ash e Peter Murphy deu início as composições. Ao mesmo tempo, os convites e os primeiros shows na cidade incentivavam os jovens que se apresentavam já com o nome S.R, neste momento, com Chris Barber no lugar de David Haskins. Pouco tempo depois, David voltou a ocupar seu lugar e Chris deixou a banda. Então o nome também foi alterado para Bauhaus 1919 (como referência à Escola de Arquitetura e Desenho Industrial da Alemanha) inaugurada em 1919, e logo depois fechada pelos nazistas em 1933. Passaram a se chamar apenas Bauhaus.

O primeiro single foi gravado com um ano de banda, no estúdio Small Wonder, intitulado Bela Lugosi's Dead. Uma referência a morte do ator Bela Lugosi em 1956, que se tornou conhecido após sua interpretação no filme Drácula de 1931. A capa do single trazia o cartaz publicitário do filme, e na contracapa foi colocada uma cena de O Gabinete do Doutor Caligari, de 1919. Motivos mais do que suficientes para que fossem rotulados como góticos. Porém, Peter Murphy declarou: "Nós nunca fomos góticos.

Fizemos uma música de brincadeira, uma ironia e um monte de idiotas no mundo começou a nos chamar de góticos, nunca fomos, era uma ironia, uma única música com o tema, achamos esses caras loucos, nós nunca fomos e nunca seremos góticos. Além disso, a faixa título deste single durava mais de nove minutos. Uma verdadeira afronta as rádios".

Em 1980 a banda lançou três singles: Dark Entries, Telegram Sam e Terror Couple Kill Colonel, pela Axis Records. Sua primeira apresentação nos EUA aconteceu em setembro. O primeiro álbum veio em seguida “In The Flat Field” foi um marco na carreira. Os temas diversificados das músicas incluíam a crucificação de Cristo, como na faixa Stigmata Martyr com citações em latim.

Em 1981 o Bauhaus mudou de gravadora. A Beggars Baquet com um esquema de divulgação mais sólido, através da B.B., a banda lançou dois singles: Kick in the Eye e Passion of Lover. Logo após o segundo álbum da carreira, denominado Mask. Neste disco, a música de destaque é Of Lillies and Remains com uma atmosfera surreal e mórbida. Neste momento ficou evidente o amadurecimento musical dos rapazes ingleses.

A popularidade era tanta que no ano seguinte, foram convidados a compor a trilha sonora do filme The Hunger (Fome de Viver), e atuaram ao lado de David Bowie, Catherine Deneuve e Susan Sarandon. Seguem mais dois singles que fortalecem a discografia: Searching for Satori e Spirit.

Press the Eject and Give Me that Tape foi o primeiro álbum ao vivo gravado em Londres. O single que trazia a faixa Ziggy Stardust, de David Bowie, confirmou a ascensão que o Bauhaus conseguia a cada lançamento. Em 1982 The sky's gone out foi lançado.

No início de 1983, foi realizada uma turnê pela França, Grécia, Israel e Japão. Mais dois singles foram lançados: Lagartja Nick e She's in Parties. Alguns meses depois, o Bauhaus emplacou o álbum Burning from the inside e o anunciaram o fim da banda. Kevin, David e Daniel Ash prosseguiram com outra banda chamada The Love & Rockets. O vocalista Peter Murphy seguiu carreira solo. Logo após, a gravadora lançou uma coletânea intitulada Bauhaus The Singles 1981-1983.

Em 1997 os ex-integrantes voltaam a se encontrar para lançar o disco Live in Studio, para comemorar os vinte anos de Bauhaus. Em 1998 foi realizada a turnê Ressurrection Tour, que deu origem ao disco Crackle. Ainda em 1998 surgiu mais uma coletânea chamada Gotham. Entre singles e álbuns, a discografia do Bauhaus contém mais de vinte trabalhos. Porém, os cinco discos lançados quando a banda ainda estava ativa, somados aos três lançados em seu breve retorno nos anos 90, compõem a base da carreira do Bauhaus.

Texto | Projeto Autobahn

1980 | IN THE FLAT FIELD
(Remastered 2009)

CD 1 | IN THE FLAT FIELD

01. Double Dare
02. In The Flat Field
03. A God In An Alcove
04. Dive
05. The Spy In The Cab
06. Small Talk Stinks
07. St. Vitus Dance
08. Stigmata Martyr
09. Nerves

CD 2 | SINGLES AND OUT-TAKES

01. Dark Entries
02. A God In An Alcove
03. Untitled
04. Terror Couple Kill Colonel
05. Telegram Sam
06. Terror Couple Kill Colonel
07. Scopes
08. Terror Couple Kill Colonel
09. Crowds
10. Dive
11. The Spy In The Cab
12. Stigmata Martyr
13. Rosegarden Funeral Of Sores
14. Double Dare
15. Telegram Sam
16. Untitled #2

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1981 | MASK
(Remastered 2009)


CD 1 | MASK

01. Hair Of The Dog
02. The Passion Of Lovers
03. Of Lilies And Remains
04. Dancing
05. Hollow Hills
06. Kick In The Eye 2
07. In Fear Of Fear
08. Muscle In Plastic
09. The Man With X-Ray Eyes
10. Mask

CD 2 | SINGLES AND OUT-TAKES

01. Kick In The Eye
02. Satori
03. In Fear Of Fear
04. In Fear Of Dub
05. Muscle In Plastic
06. Dancing
07. Hair Of The Dog
08. Monkey (Poison Pen)
09. Ziggy Stardust
10. Earwax
11. 1-2-3-4
12. Muscle In Plastic
13. Hollow Hills
14. Hair Of The Dog
15. Poison Pen
16. Kick In The Eye
17. Dave And Danny's Waspie Dub #2

CD 3 | THIS IS FOR WHEN
(Live at Hammersmith Palais, 9th November 1981)


01. This Is For When
02. The Passion Of Lovers
03. In The Flat Field
04. Silent Hedges
05. In Fear Of Fear
06. Terror Couple Kill Colonel
07. The Man With X-Ray Eyes
08. Dancing
09. Mask
10. Rosegarden Funeral Of Sores
11. Hair Of The Dog
12. Kick In The Eye
13. A God In An Alcove
14. Hollow Hills
15. Stigmata Martyr
16. Dark Entries
17. Bela Lugosi's Dead

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1982 | ODISSEA 2001
Live In Milano


01. Double Dare
02. In the Flat Field
03. Silent Hedges
04. In Fear of Fear
05. Of Lilies and Remains
06. Rose Garden Funeral of Sores
07. Sanity Assassin
08. Terror Couple Kill Colonel
09. Spirit
10. Kick in the Eye
11. Hollow Hills
12. Stigmata Martyr
13. Dark Entries

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1982 | THE SKY'S GONE OUT
(Reissue)


01. Third Uncle
02. Silent Hedges
03. In The Night
04. Swing The Heartache
05. Spirit
06. The Three Shadows Part 1
07. The Three Shadows Part 2
08. The Three Shadows Part 3
09. All We Ever Wanted Was Everything
10. Exquisite Corpse
11. Ziggy Stardust
12. Party Of The First Part
13. Spirit
14. Watch That Grandad Go

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1983 | 4AD

01. Dark Entries
02. Terror Couple Kill Colonel
03. Telegram Sam
04. Terror Couple Kill Colonel (version)
05. Rosegarden Funeral of Sores
06. Crowds



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1983 | BURNING FROM THE INSIDE
(Reissue)


01. She's In Parties
02. Antonin Artaud
03. Wasp
04. King Volcano
05. Who Killed Mr. Moonlight
06. Slice of Life
07. Honeymoon Croon
08. Kingdom's Coming
09. Burning From the Inside
10. Hope
11. Lagartija Nick
12. Here's the Dub
13. Departure
14. The Sanity Assassin

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1986 | 1979-1983

VOLUME ONE

01. Double Dare
02. In The Flat Field
03. Dark Entries
04. Stigmata Martyr
05. Bela Lugosi's Dead
06. God In An Alcove
07. Telegram Sam
08. St. Vitus Dance
09. A Spy In The Cab
10. Terror Couple Kill Colonel
11. Dancing
12. Hair Of The Dog
13. The Passion Of Lovers
14. Mask

VOLUME TWO

01. Kick In The Eye
02. Hollow Hills
03. In Fear Of Fear
04. Ziggy Stardust
05. Silent Hedges
06. Lagartija Nick
07. Paranoia, Paranoia
08. Swing The Heartache
09. Third Uncle
10. Spirit
11. All We Ever Wanted
12. Slice Of Life
13. She's In Parties
14. The Sanity Assassin
15. Who Killed Mr. Moonlight?
16. Satori
17. Crowds

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1988 | PRESS THE EJECT AND GIVE ME THE TAPE

01. In The Flat Field
02. Rose Garden Funeral Of Sores
03. Dancing
04. The Man With X-Ray Eyes
05. Bela Lugosi Is Dead
06. The Spy In The Cab
07. Kick In The Eye
08. In Fear Of Fear
09. Hollow Hills
10. Stigmata Martyr
11. Dark Entries
12. Terror Couple Kill Colonel
13. Double Dare
14. In The Flat Field
15. Hair Of The Dog
16. Of Lillies And Remains
17. Waiting For The Man

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1989 | SWING THE HEARTACHE
The BBC Sessions


01. A God In An Alcove
02. Telegram Sam
03. Double Dare
04. The Spy In The Cab
05. In The Flat Field
06. St. Vitus Dance
07. In Fear Of Fear
08. Poison Pen
09. Party Of The First Part
10. Departure
11. The Three Shadows Part 2
12. Silent Hedges
13. Swing The Heartache
14. Third Uncle
15. Ziggy Stardust
16. Terror Couple Kill Colonel
17. Night Time
18. She's In Parties

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1992 | REST IN PEACE
The Final Concert


CD 1

01. (Introduction) Satori
02. Burning from the Inside
03. In Fear of Fear
04. Terror Couple Kill Colonel
05. The Spy in the Cab
06. Kingdom's Coming
07. She's in Parties
08. Antonin Artaud
09. King Volcano
10. Passion of Lovers
11. Slice of Life
12. In Heaven
13. Dancing
14. Hollow Hills
15. Stigmata Martyr
16. Kick in the Eye
17. Dark Entries

CD 2

01. Double Dare
02. In the Flat Field
03. Boys
04. God in an Alcove
05. Hair of the Dog
06. Bela Lugosi's Dead

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1997 | LIVE IN THE STUDIO 1979

01. In The Night
02. A God In An Alcove
03. Dark Entries
04. Telegram Sam
05. Nerves
06. Honeymoon Croon
07. Kamikazi Dive
08. Shows (Fragment)

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1998 | CRACKLE
The Best Of

01. Double Dare
02. In The Flat Field
03. The Passion Of Lovers
04. Bela Lugosi's Dead
05. The Sanity Assassin
06. She's In Parties
07. Silent Hedges
08. Hollow Hills
09. Mask
10. Kick In The Eye
11. Ziggy Stardust
12. Dark Entries
13. Terror Couple Kill Colonel
14. Spirit
15. Burning From The Inside
16. Crowds

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1999 | GOTHAM

CD 1

01. Double Dare
02. In The Flat Field
03. A God In An Alcove
04. In Fear Of Fear
05. Hollow Hills
06. Kick In The Eye
07. Terror Couple Kill Colonel
08. Silent Hedges
09. Severance
10. Boys
11. She's In Parties
12. Passion Of Lovers
13. Dark Entries

CD 2

01. Telegram Sam
02. Ziggy Stardust
03. Bela Lugosi's Dead
04. All We Ever Wanted Was Everything
05. Spirit
06. Severence

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2005 | LIVE IN LOS ANGELES, CA

CD 1

01. Bela Legosi's Dead
02. In the Flat Field
03. God in An Alcove
04. In Fear of Fear
05. Terror Couple Kills Colonel
06. Swing the Hearthache
07. She's in Parties
08. The Passion of Lovers

CD 2

01. Silent Hedges
02. Kick in the Eye
03. Hollow Hills
04. Rosegarden Funeral of Sores
05. Stigmata Martyr
06. Hair of the Dog
07. Dark Entries
08. Slice of Life
09. Telegram Sam
10. Ziggy Stardust

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2008 | GO AWAY WHITE

01. Too Much 21st Century
02. Adrenalin
03. Undone
04. International Bullet Proof Talent
05. Endless Summer of the Damned
06. Saved
07. Mirror Remains
08. Black Stone Heart
09. The Dog's a Vapour
10. Zikir
11. Endless Summer of the Damned (Live)

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2009 | ...AND REMAINS

01. Bela Lugosi's Dead
02. Terror Couple Kill Colonel
03. Double Dare
04. A God In An Alcove
05. Poison Pen
06. Hollow Hills
07. Poem

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2013 | SINGLES
(Remastered Edition)


01. Rosegarden Funeral of Sores
02. Poison Pen
03. Telegram Sam
04. Ziggy Stardust
05. Dark Entries
06. Scopes
07. The Sanity Assassin
08. Spirit
09. Lagartija Nick
10. Earwax
11. Watch That Grandad Go
12. Third Uncle (Single Edit)
13. Terror Couple Kill Colonel
14. In Fear of Dub
15. Kick in the Eye (Remix Single Version)
16. She’s in Parties (Single Edit)
17. Crowds
18. Paranoia, Paranoia
19. Spirit in the Sky
20. Bela Lugosi’s Dead (Tomb Raider Mix)

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domingo, 4 de novembro de 2018

Jimi Hendrix


JIMI HENDRIX, SUA GUITARRA, SUA MAGIA E SEU LEGADO

Há 45 anos, Hendrix deixava o mundo após uma overdose de comprimidos para dormir, mas até hoje continua despertando emoções e inspirando músicos do mundo todo.

Ele tocava guitarra com a boca e tirava o som que quisesse dela. Durante os 27 anos de sua existência, criou solos incríveis e continua despertando emoções e inspirando músicos do mundo todo.

James Marshall “Jimi” Hendrix nasceu em Seattle, em novembro de 1942. Ao longo de sua vida, enchia bares com seu blues inconfundível, incendiava seus próprios instrumentos e se reinventava a cada faixa.

Foi paraquedista do exército americano, afastado por machucar o tornozelo em um salto. Fora das Forças Armadas, fundou duas bandas com as quais alcançou seu mais monstruoso sucesso: Jimi Hendrix Experience e Band of Gypsys. Nessa fase lançou três de seus maiores hits e teve um disco no primeiro lugar das paradas de sucesso americanas.

Toda força e o talento de sua guitarra levaram Hendrix a fazer, em uma única turnê, 120 shows; e as aparições em festivais como o histórico Woodstock, em 1969, arrastavam multidões hipnotizadas pela relação de amor e cumplicidade estabelecida entre ele e o instrumento.

A guitarra de Hendrix tornou-se tão famosa quanto a música: uma Fender Stratocaster. Sua música era chamada por ele mesmo de electric church – igreja elétrica. E a personalidade forte marcou toda a sua vida: episódios de explosões raivosas em hotéis, o sexo e o assassinato da guitarra no palco, e a execução emblemática de Star Spangled Banner – o hino nacional dos Estados Unidos – em claro protesto contra a Guerra do Vietnã.

Há 45 anos, ele deixava o mundo numa overdose de comprimidos para dormir (talvez cumprindo a regra de outros gênios da música cometendo suicídio aos 27) e foi eternizado entre os amantes e profissionais da música. Abriu caminhos para guitarristas, provando que o som não tem barreiras e não pode existir sem magia.

A importância da música dele para o mundo é percebida na sonoridade das distorções em cada solo e nas experiências com microfonias e tremolos.

Texto | Monise Berno

2010 | VALLEYS OF NEPTUNE

01. Stone Free
02. Valleys of Neptune
03. Bleeding Heart
04. Hear My Train a Comin’
05. Mr. Bad Luck
06. Sunshine of Your Love
07. Lover Man
08. Ships Passing Through The Night
09. Fire
10. Red House
11. Lullaby For The Summer
12. Crying Blue Rain

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2013 | PEOPLE, HELLS AND ANGELS

0. Earth Blues
02. Somewhere
03. Hear My Train a Comin’
04. Bleeding Heart
05. Let Me Move You
06. Izabella
07. Easy Blues
08. Crash Landing
09. Inside Out
10. Hey Gypsy Boy
11. Mojo Man
12. Villanova Junction Blues

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2018 | BOTH SIDES OF THE SKY

01. Mannish Boy
02. Lover Man
03. Hear My Train a Comin’
04. Stepping Stone
05. $20 Fine
06. Power of Soul
07. Jungle
08. Things I Used to Do
09. Georgia Blues
10. Sweet Angel
11. Woodstock
12. Send My Love to Linda
13. Cherokee Mist

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quinta-feira, 1 de novembro de 2018

Jimi Hendrix


MONTEREY POP 1967 | UM SHOW QUE MUDOU O ROCK

Diz a lenda que naquela noite do festival, o The Who era a atração principal, mas escolheu entrar antes de Hendrix, pois Pete Townsend andava incomodado com o fato de ele copiar sua mania de quebrar a guitarra nos shows. Considerou que ele se apropriou de sua arte. Hendrix tinha um relativo sucesso na Inglaterra e já era bastante admirado (e invejado) no meio artístico, mas ainda era um desconhecido do grande público. Entrando depois, ele não causaria o mesmo impacto e seria visto apenas como um mero imitador, calculou Townsend. E assim foi feito. O The Who dá um grande espetáculo e, ao final, destrói seu equipamento. Naquela noite, a catarse seria dele.

Agora era a vez de Hendrix. Ele entra com um ataque de guitarras em “Killing Floor”, seguida de um desfile de hits de seu primeiro e recém lançado álbum Are You Experienced, recebendo boa resposta do público. Simpático, conversava com a plateia, enquanto afinava a guitarra entre uma música e outra. Parecia relaxado, lépido, senhor de si. Tocou de costas, com os dentes e impressionou a todos com seu som e fúria. De qualquer maneira, para Townsend, a situação parecia “controlada”. Mas aí veio a última música.

Depois de todo o mise-en-scène com o feedback, ele emendou uma versão raivosa de “Wild Thing”. Através dos acordes simples e da letra quase ingênua da música, Hendrix mostrava ao mundo que uma guitarra não serve apenas para roçar acordes e que fazer um show não é apenas subir no palco e tocar. Ele improvisou, solou, se jogou no chão, tocou de costas. Não satisfeito, “sodomizou” a guitarra, violentando-a contra o amplificador. Depois jogou a guitarra no chão e “masturbou-a”, como se ela tivesse clitóris… Uma total profanação para os costumes daquela época. Mas ainda não tinha terminado.

Grand-finale: guitarra no chão, Hendrix se ajoelha e prepara uma espécie de culto. Esguicha fluido de isqueiro, dá-lhe um beijo de despedida e risca o fósforo. Genial. A guitarra ardendo em chamas, como que num ritual de sacrifício. O fogo e a destruição não era jogo de cena, querendo parecer cool para a câmera. Àquelas alturas, eu já tinha visto um monte de metaleiros posers na MTV, com cara de mau, destruindo seus equipamentos, mas já conseguia perceber o quanto aquilo era fake. Hendrix era o contrário. Não tinha como ser mais visceral e verdadeiro do que aquilo. Esse sim era o grande momento de catarse da noite. Atônito no backstage, Pete Townsend ainda ouve o deboche do baterista Keith Moon: “Seu idiota, porque você não pensou nisso antes? Ele colocou fogo, fogo!”.

O impacto dessa performance foi tão demolidor, que pôde ser notado de imediato na plateia. A câmera flagrou pessoas chocadas com o furor de Hendrix, o que só aumentou ainda mais o seu feito. Sim, o mundo se ajoelhou diante de Jimi Hendrix a partir daquele show. Um show que, definitivamente, mudou o curso da história do rock. Depois que mergulhei em sua discografia, passei a entender o significado do todo aquele mito que tinha se criado. Percebi como ele foi pioneiro em algumas coisas, inovador em outras, e genial sempre. Enfim, a partir daquele dia, entendi porque a guitarra — e o rock — se dividem em a.H. e d.H..

Texto | Diogo Salles

1967 | JIMI PLAYS MONTEREY: LIVE 1967 (1986)

01. Killing Floor
02. Foxy Lady
03. Like a Rolling Stone
04. Rock Me Baby
05. Hey Joe
06. Can You See Me
07. The Wind Cries Mary
08. Purple Haze
09. Wild Thing

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1967 | LIVE AT MONTEREY (2007)

01. Introduction By Brian Jones
02. Killing Floor
03. Foxey Lady
04. Like a Rolling Stone
05. Rock me Baby
06. Hey Joe
07. Can You See me
08. The Wind Cries Mary
09. Purple Haze
10. Wild Thing

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1968 | MIAMI POP FESTIVAL (2013)

01. Introduction
02. Hey Joe
03. Foxey Lady
04. Tax Free
05. Fire
06. Hear My Train A Comin'
07. I Don't Live Today
08. Red House
09. Purple Haze
10. Fire (Afternoon Show)
11. Foxey Lady (Afternoon Show)

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1969 | LIVE AT WOODSTOCK (1999)

CD 1
01. Introduction
02. Message To Love
03. Hear My Train A Comin’
04. Spanish Castle Magic
05. Red House
06. Lover Man
07. Foxey Lady
08. Jam Back At The House

CD 2
01. Izabella
02. Fire
03. Voodoo Child (Slight Return)
04. The Star Splangled Banner
05. Purple Haze
06. Woodstock Improvisation
07. Villanova Junction
08. Hey Joe

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1970 | FREEDOM: ATLANTA POP FESTIVAL (2015)

CD 1
01. Fire
02. Lover Man
03. Spanish Castle Magic
04. Red House
05. Room Full Of Mirrors
06. Hear My Train A Comin’
07. Message To Love

CD 2
01. All Along The Watchtower
02. Freedom
03. Foxey Lady
04. Purple Haze
05. Hey Joe
06. Voodoo Child (Slight Return)
07. Stone Free
08. Star Spangled Banner
09. Straight Ahead

Link.

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1970 | BLUE WILD ANGEL
LIVE AT THE ISLE OF WIGHT FESTIVAL (2002)


CD 1
01. God Save the Queen
02. Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band
03. Spanish Castle Magic
04. All Along The Watchtower
05. Machine Gun
06. Lover Man
07. Freedom
08. Red House
09. Dolly Dagger
10. Midnight Lighting

CD 2
01. Foxey Lady
02. Message to Love
03. Hey Baby (New Rising Sun)
04. Ezy Ryder
05. Hey Joe
06. Purple Haze
07. Voodoo Child (Slight Return)
08. In From The Storm

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terça-feira, 30 de outubro de 2018

Bob Dylan


“Bob Dylan é um artista de relevância quase inigualável na música popular moderna”, diz o biografo Howard Sounes na primeira frase de seu livro lançado em 2001 (no Brasil, no ano seguinte pela Conrad) sobre Robert Allen Zimmerman. O documentário “No Direction Home” (2005), de Martin Scorsese, jogou mais luz sobre um dos artistas menos compreendidos daquilo que se convencionou chamar de música pop, e se serviu para apresentá-lo a novas gerações, não explicou o mito (se pudesse, Dylan diria aqui que não há nada para explicar).

O fato é que Dylan representa um fenômeno cultural e social que permite vislumbres maiores sobre a música como partícula de uma sociedade. Um cara que começou escrevendo canções simples inspiradas em Woody Guthrie e folk singers do começo do século (muitos apresentados a ele pela coletânea “Anthology of American Folk Music”) até criar sua própria persona estética escrevendo canções políticas e arranjar, em 1965/1966, uma briga com os puristas ao amplificar suas canções, o que o aproximou da ala rock and roll conquistando tanto admiração quanto repulsa dos artistas folk.

Em 1965, no auge da polêmica conversão à eletricidade, Bob Dylan respondeu quando perguntado sobre o seu papel: “Sou um cara que canta e dança”. Nada mais certo. Existem vários Dylan: o pai de família, o pregador católico, o guardião da música tradicional americana, mas nenhum supera o Bob Dylan dos anos 60. A imagem de iconoclasta, hipster, descolado, todo de preto, com óculos Ray Ban, chapado de maconha e anfetaminas, ainda persiste. E olha que ele se acidentou quase que mortalmente, converteu-se ao cristianismo, retornou ao judaísmo, casou-se, separou-se, pariu filhos e viu amigos partirem, mas continua “andando em ruas que estão mortas”.

Em quase 50 anos de carreira, Dylan tem mais de 450 composições originais, sendo que uma delas é o hino dos direitos civis (“Blowin The Wind”) e a outra é praticamente a Cidadão Kane do rock (“Like a Rolling Stone”). Com quatro discos de inéditas lançados nos anos 2000, um livro escrito (“Crônicas”), além do documentário feito por Martin Scorsese, o melhor documentarista de rock da história, e de um pretensioso longa feito por Todd Haynes, Bob Dylan continua na ativa, sempre em movimento, como uma pedra que rola.

E o que é melhor: sem viver do passado, sem turnês de despedida, sem sujar seu nome. Raros são os artistas que seguem a sua visão interior de forma tão radical na indústria da música. De todos, Robert Allen Zimmerman é o maior.

Texto | Gabriel Innocentini

2007 | DYLAN
(Deluxe Edition)


DISC 1

01. Song to Woody
02. Blowin' In the Wind
03. Masters of War
04. Don't Think Twice, It's All Right
05. A Hard Rain's A-Gonna Fall
06. The Times They Are A-Changin'
07. All I Really Want to Do
08. My Back Pages
09. It Ain't Me Babe
10. Subterranean Homesick Blues
11. Mr. Tambourine Man
12. Maggie's Farm
13. Like a Rolling Stone
14. It's All over Now, Baby Blue
15. Positively 4th Street
16. Rainy Day Women #12 & 35
17. Just Like a Woman
18. Most Likely You Go Your Way (And I'll Go Mine)
19. All Along the Watchtower

DISC 2

01. You Ain't Goin' Nowhere - Bob Dylan & The Band
02. Lay, Lady, Lay
03. If Not for You
04. I Shall Be Released
05. Knockin' On Heaven's Door
06. On a Night Like This
07. Forever Young
08. Tangled up in Blue
009. Simple Twist of Fate
10. Hurricane
11. Changing of the Guards
12. Gotta Serve Somebody
13. Precious Angel
14. The Groom's Still Waiting at the Altar
15. Jokerman
16. Dark Eyes

DISC 3

01. Blind Willie McTell
02. Brownsville Girl
03. Silvio
04. Ring Them Bells
05. Dignity
06. Everything Is Broken
07. Under the Red Sky
08. You're Gonna Quit Me
09. Blood In My Eyes
10. Not Dark Yet
11. Things Have Changed
12. Make You Feel My Love
13. High Water (For Charley Patton)
14. Po' Boy
15. Someday Baby
16. When the Deal Goes Down

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