terça-feira, 21 de novembro de 2017

King Crimson


DISCIPLINE, BEAT, THREE OF A PERFECT PAIR

DISCIPLINE | Após o encerramento de atividades do King Crimson em 1974, o fundador e guitarrista Robert Fripp não pretendia voltar com a banda. Em 1981, ele planejou uma banda com o baterista Bill Bruford (da formação de 1974 do King Crimson), o baixista Tony Levin e, como prova de sua intenção de rumos totalmente diferentes daqueles levados com o King Crimson, admitiu um segundo guitarrista, Adrian Belew (que também assumiu os vocais), sendo que até então Fripp jamais tinha tocado com um segundo guitarrista. A banda se chamaria Discipline.

Nos ensaios, Fripp percebeu semelhanças entre a sonoridade do Discipline e do King Crimson. Entrando em concordância com os outros membros, Fripp decidiu que a "nova" banda seria uma nova fase do King Crimson.

Belew, vindo do Talking Heads, influenciou a sonoridade da banda, que ficou próxima do new wave, mas ainda mantendo as características do King Crimson.

Cada estrofe de "Elephant Talk" apresenta sinônimos para conversar, cada qual apresentando as palavras com uma letra: a, b, c, d e e. Elephant Talk viria a ser o título de um newsletter da banda, do qual Fripp ocasionalmente faz parte.

A versão original de "Matte Kudasai" trazia uma parte de guitarra de Robert Fripp que foi removida. Essa versão viria a ser lançada como faixa-bônus de edições posteriores do CD de Discipline, com o título "Matte Kudasai (alternate version)".

Matte Kudasai significa "espere por mim" em japonês.

A letra de "Indiscipline" foi baseado em uma carta escrita por Adrian Belew para sua esposa na época, Margaret Belew. O objeto misterioso pelo o qual o personagem da letra esta obcecado seria uma escultura que ela fez.

Na primeira vez em que "Thela Hun Ginjeet" foi executada ao vivo, partes da letra eram baseadas em uma gravação ilicita feita por Fripp de seus vizinhos tendo uma conversa agressiva, quando ele estava morando em Nova York (essa gravação foi usada na faixa NY3 de um disco solo de Fripp, Exposure). Enquanto "Thela Hun Ginjeet" estava sendo gravado para Discipline, Adrian Belew estava passeando pela Notting Hill Gate em Londres com um gravador buscando inspiração, quando foi surpreendido por uma gangue e, depois, pela polícia. Ao voltar para o estúdio, ele contou de forma descontraída aos seus colegas de banda o que acabara de lhe acontecer.

Sua fala foi gravada, e a gravação foi usada na versão de "Thela Hun Ginjeet" no Discipline, no lugar da gravação de Fripp. Versões ao vivo subsequentes usam uma versão relativamente mais longa da gravação, e algumas partes ocasionalmente são faladas diretamente por Belew.

A frase Thela Hun Ginjeet é um anagrama de "heat in the jungle", "calor na selva".

"The Sheltering Sky" vêm de um livro homônimo escrito por Paul Bowles. Bowles é freqüentemente associado à geração Beat, movimento que seria de grande influência no trabalho posterior do King Crimson, Beat. A faixa instrumental desse outro disco, Sartori in Tangier, também é inspirada por Bowles.

1981 | DISCIPLINE

01. Elephant Talk
02. Frame by Frame
03. Matte Kudasai
04. Indiscipline
05. Thela Hun Ginjeet
06. The Sheltering Sky
07. Discipline


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BEAT | Lançado em 1982. O disco continua o estilo iniciado pelo anterior, Discipline, uma mistura de rock progressivo e new wave.

O disco apresenta várias referências sobre autores e obras da geração beat. "Neal and Jack and Me" é a faixa mais obviamente inspirada pela geração beat. O Jack do título é o escritor beat Jack Kerouac, e Neal é um amigo de Jack, Neal Cassady.

O título de "Sartori in Tangier" vêm de um livro de Jack Kerouac, Satori in Paris, sendo que Paris foi substítuida por Tangier (uma cidade em Marrocos) por ser uma cidade conhecida pela grande presença de escrtiores da geração beat. "The Sheltering Sky", uma composição instrumental presente no disco anterior, têm seu título baseado em um livro homônimo do escritor Paul Bowles, constantemente associado com a geração beat. A história no livro é parcialmente localizada em Tangier.

Muitos indicam "The Howler" como sendo inspirado pelo poema Howl de Allen Ginsberg.

1982 | BEAT

01. Neal and Jack and Me
02. Heartbeat
03. Sartori in Tangier
04. Waiting Man
05. Neurotica
06. Two Hands
07. The Howler
08. Requiem

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THREE OF A PERFECT PAIR | Lançado em 1984. Os dois lados do LP original traziam uma diferença bem óbvia: o Lado A trazia faixas mais acessíveis, enquanto o Lado B têm músicas mais experimentais. Isso foi considerado como se fosse meio que uma concessão aos fãs do lado não-experimental do King Crimson, que não precisariam pular faixas exóticas em busca de músicas de assimilação mais fácil, podendo simplesmente ouvir um lado do disco.

No entanto, esse disco encerrava a trilogia new wave, constituída por Discipline, Beat e Three of a Perfect Pair, e os trabalhos posteriores viriam a enfocar o lado experimental da banda.

Após a turnê de Three of a Perfect Pair (que rendeu o vídeo Three of a Perfect Pair: Live in Japan), a banda deu uma pausa em suas atividades, retornando apenas em 1994.

1984 -THREE OF A PERFECT PAIR

01. Three of a Perfect Pair
02. Model Man
03. Sleepless
04. Man with an Open Heart
05. Nuages
06. Industry
07. Dig Me
08. No Warning
09. Larks’ Tongues in Aspic Part III

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sábado, 18 de novembro de 2017

Louis Armstrong


Texto: Clube de Jazz

"Eu tive o meu trompete, uma vida linda, uma família, o Jazz. Agora estou completo."

Um dos mais importantes músicos do século XX, o pioneiro do jazz, Louis Armstrong, nasceu em New Orleans no dia quatro de julho de 1900. Teve uma infância pobre, quase sempre cantando nas ruas por sobrevivência.

Em 1912 ele foi preso por dar tiros de pistola na festa de ano novo e portanto, conduzido a um reformatório. Apesar do infortúnio, foi nesse instituição que Armstrong aprendeu a tocar corneta e quando saiu do reformatório em 1914 ele começou a tocar nas bandas de jazz.

Como demonstrava talento, acabou nas graças do grande jazzista da época, o seu padrinho King Oliver, tocando em diversas formações, tanto em New Orleans quanto em Chicago.

No início dos anos vinte, Armstrong depois de gravar com Oliver seus primeiros discos, mudou para New York e lá trabalhou na orquestra de Fletcher Henderson. Durante esse período, Amstrong uma série de clássicos, tanto com os grupos de Henderson quanto com cantores de jazz e blues.

Através da interferência de sua mulher, a pianista Lil Hardin, Louis formou seus famosos Hot Five e Hot Seven, e durante essa época foi apelidado de "Satchmo" – abreviação de "Satchel Mouth" – devido às grande volume das bochechas obtido quando tocava trompete.

Em 1927 Armstrong trocou a corneta pelo trompete e nesse mesmo ano ele popularizou o estilo "scat" cantando "Heebies Jeebies". Com o passar do tempo, a popularidade de Armstrong cresceu muito, como seu estilo único de suingar, com sua voz grave dominando as ondas do rádio, tudo isso fazendo dele o músico de jazz mais famoso de sua época.

Em meados dos anos trinta ele fez sua primeira excursão na Europa, entre as inúmeras que realizou para difundir a cultura americana através de uma música única e vibrante. O estilo de tocar e cantar de Armstrong se tornou uma grande referência tanto para músicos quanto para cantores, como Bing Crosby e Ella Fitzgerald.

Seus poderosos solos transformaram o jazz de conjuntos que tocavam a música uniformemente para outras formações centradas nos solos e improvisos. Desafortunadamente, na metade dos anos 40, o jazz passou a ser comandado pelo bebop tornando o estilo de Armstrong ultrapassado, deixando de ser uma referência para os novos músicos.

Armstrong fundou um sextet denominado de All-Stars, um conjunto que se baseava nos estilos New Orleans e swing, grupo esse que tinha sempre a sua presença cativante e bem humorada. Continuou a excursionar com o seu grupo, como embaixador do jazz, até a sua morte ocorrida no dia seis de julho de 1971.

1999 | LOUIS ARMSTRONG
Essential Masters Of Jazz


01. West End Blues
02. Dinah
03. When It's Sleepy Time Down South
04. Weather Bird
05. Nobody Knows The Trouble I've Seen
06. Cornet Shop Suey
07. Solitude
08. When The Saints Go Marching In
09. I Can't Give You Anything But Love
10. Tight Like This
11. Lazy River
12. Willie The Weeper
13. Dear Old Southland
14. Swing That Music
15. I Wonder
16. St Louis Blues
17. Basin Street Blues
18. Stardust
19. Where The Blues Were Born In New Orleans
20. What Did I Do To Be So Black And Blue

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quarta-feira, 15 de novembro de 2017

Tropicalia In Furs

Joel Stones, brasileiro radicado em Nova Iorque, dono da Tropicalia in Furs, loja de discos especializada em raridades psicodélicas e afins (fechada provisoriamente, segundo o próprio Joel), compilou e lançou em 2010 essa preciosidade chamada Brazilian Guitar Fuzz Bananas: Tropicalista Psychedelic Masterpieces, 1967–1976.

O disco traz 16 faixas pra lá de obscuras da lisergia garageira tupiniquim gravadas entre 1967 e 1976, de nomes conhecidos – o insano Serguei; Fábio, parceiro de Tim Maia; 14 Bis – e outros de quem nunca ouvi falar, como o sensacional Célio Balona ou a Banda de 7 Léguas.

O garimpo feito pelo cara trouxe à tona verdadeiras pérolas do rock nacional, e além de desenterrar esses artistas ele realizou um grande trabalho na versão física do álbum: tanto o CD simples quanto o vinil duplo vêm acompanhados por um livro em inglês e português, poster em 3D (com óculos) e um vídeo com comentários sobre a realização.

Então é isso. Como canta Ely Barros em “As turbinas ligadas”, ‘vamos decolar para um estranho paraíso, onde é preciso fugir da realidade…’

Essencial!

Texto retirado do blog | Pequenos Clásssicos Perdidos

2010 | BRAZILIAN GUITAR FUZZ BANANAS
Tropicalista Psychedelic Masterpieces 1967-1976


01. Célio Balona | Tema de Batman
02. Loyce e Os Gnomos | Era Uma Nota de 50 Cruzeiros
03. The Youngsters | I Want To Be Your Man
04. Serguei | Ouriço
05. Fábio | Lindo Sonho Delirante (L.S.D.)
06. Tony e Som Colorido | O Carona
07. 14 Bis | God Save The Queen
08. Banda de 7 Léguas | Dia de Chuva
09. Ton e Sérgio | Vou Sair do Cativeiro
10. Ely | As Turbinas Estão Ligadas
11. Os Falcões Reais | Ele Século XX
12. Marisa Rossi | Cinturão de Fogo
13. The Pops | Som Imaginário de Jimmi Hendrix
14. Loyce E Os Gnomos | Que é Isso?
15. Piry | Herói Moderno
16. Mac Rybell | The Lantern

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sexta-feira, 10 de novembro de 2017

Rodrigo Zanc


“Rodrigo Zanc, mais que um intérprete de canções, é a expressão espontânea dos sentimentos Quando canta uma canção que fala de saudade, nos vêm à tona todas as saudades que temos acumuladas no peito. Quando canta a natureza nos arremessa para campos virgens, regatos puros e límpidos como o cristal. Quando canta com alegria enche nossos lábios de sorrisos que há muito estavam encolhidos. Nos liberta das amarras emocionais, e nos faz desejar sermos felizes… Rodrigo Zanc, homem do mato, da cidade, homem das cavernas desconhecidas do nosso coração.”
Por Isaias Andrade

UM “CANTADÔ”

Araraquarense, filho de pais e avós criados no sítio, aos oito anos Rodrigo iniciou estudos de violão, por influência do avô, Juca Teixeira. Aos 17 migrou definitivamente para a viola brasileira e, desde então, amadureceu pesquisando e desenvolvendo a própria identidade: um cantador liberto de rótulos e tendências, dono de voz marcante e de enorme carisma, atributos que somados à responsabilidade e ao profissionalismo com os quais baliza a carreira, levaram-no a se tornar nome de destaque na cena musical independente.

Rodrigo canta explorando a sonoridade da viola brasileira de forma moderna e singular. Quem ouve pela primeira vez suas letras que passeiam pelos temas do cotidiano urbano e por influências rurais, prontamente torna-se admirador. Estas marcas já eram presentes e cativava plateias nos inúmeros festivais dos quais participou para tornar sua obra conhecida. Dentre eles, destacam-se cinco edições consecutivas do “Viola de Todos os Cantos” (EPTV/GLOBO), conquistando prêmios importantes.

Com o lançamento do CD “Pendenga” (2006), a carreira artística ganhou o devido impulso. Rodrigo passou a apresentar, então, uma identidade recheada de histórias, canções e “causos”, apoiada em um repertório de composições cristalinas, poéticas, com temáticas que começam na cidade e rondam o universo caipira, embaladas pelo som da viola brasileira.

Seus espetáculos, desde então, têm percorrido as inúmeras unidades dos circuitos SESC/SESI, já foram atração do CCBB (Circuito Cultural Banco do Brasil), bem como em eventos e festas promovidos pela Secretaria de Estado da Cultura, nos diversos municípios do interior de São Paulo.

As andanças com o primeiro disco levaram-no à Europa, em 2010. Por aqui, proporcionaram a oportunidade de dividir o palco com grandes representantes de nossa música, como Pena Branca e Zé Mulato e Cassiano.

Destas experiências, extraiu a inspiração e a motivação para lançar “Fruto da Lida”, em 2013. Álbum integralmente produzido por meio de Financiamento Coletivo (crowdfunding), conta com a participação de importantes compositores da Música Regional Brasileira e é recheado de histórias. Materializa a compilação de experiências vividas ao longo do “estradar” com a viola. Em 2014 o álbum foi selecionado para o 26º Prêmio da Música Brasileira.

No repertório do novo CD canções inéditas com os parceiros Fernando Mori, Isaias Andrade e Murilo Romano. Trabalho que deixa mais evidente o desapego do artista com modismos e tendências constantemente impostos pelo mercado. O trato com as composições, as harmonias, os arranjos, a colocação da voz nos remetem a um campo novo, belíssimo, porém pouco visitado.

Paralelamente à carreira, desenvolve, ainda, dois belos projetos: integra o grupo vocal do “Projeto 4 Cantos“, com Luiz Salgado, Cláudio Lacerda e Wilson Teixeira, e, também ao lado de Cláudio Lacerda, forma dupla em shows de Tributo à Pena Branca e Xavantinho, com concorridas apresentações que incluem o auditório do antigo Cine Olido, em São Paulo.

O grupo de quatro ases está na ativa desde 2011 e já realizou vários shows em unidades do SESC São Paulo, com excelente repercussão, interpretando apenas canções autorais. Ganhou as bênçãos de Rolando Boldrin em agosto de 2013, chegando ao palco do “Sr. Brasil”, programa exibido há anos pela TV Cultura. Em 2014, o Projeto 4 Cantos realizou itinêrancia patrocinada pelo Governo do Estado de São Paulo, através do ProAC. Em maio de 2014, Rodrigo tornou a participar do programa, desta vez, para contar e cantar seu álbum “Futo da Lida”.

Para 2016, além dos projetos já citados, Rodrigo prepara o show “Violas para Dominguinhos”. Neste, Zanc colocará todas as violas à disposição do mestre apresentando sua leitura dessa importante obra. De um lado a autoralidade do músico e intérprete, de outro os surgimentos dos novos sentidos em canções que foram imortalizadas por Dominguinhos, sertanejo por natureza.

Texto | Site Oficial

2006 | PENDENGA

01. Viola Enfeitiçada
02. Roda
03. Lobo – Homem
04. Grande Ser
05. Caipira Absoluto
06. Véio Cemitério
07. Rios
08. Coração Andante
09. Fumaça no Vento
10. Homem de Palavras
11. É Sempre Assim
12. Reflexão

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2013 | FRUTO DA LIDA

01. Poema em Canção
02. Eu Sou da Roça
03. Bons Amigos
04. Luz das Candeias
05. Ehu
06. Entalhes da Vida
07. Congada
08. Sítio Paraíso
09. Quem Saberia Perder
10. Santo Rei
11. Correr D'Água (Instrumental)

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domingo, 5 de novembro de 2017

Colosseum


Um disco revolucionário de uma banda revolucionária. Primeiro lançamento do selo Vertigo, o Colosseum era um time de egressos da Graham Bond Organisation e dos Bluesbreakers, junto com os novatos Dave Greenslade (teclados) e James Litherland (guitarra).

Jon Hiseman foi o fundador da banda e sua bateria tinha a inscrição “Jon Hiseman’s Colosseum”, tamanho prestígio que ele já desfrutava na época, exercendo naturalmente uma liderança no grupo. A banda foi essencialmente um grupo fusion, pelas suas aventuras portentosas nos territórios do blues, do jazz e do nascente rock pesado, dando espaço e protagonismo para o saxofone de Dick Heckstall-Smith e os teclados de Greenslade, e obviamente, com a bateria em primeiro plano.

O lado B do disco contém a suíte que dá nome ao disco, “Valentyne Suite” uma faixa extremamente envolvente e complexa, que merece dignamente ser rotulada como progressiva e de pioneira nessa denominação para o rock. A capa foi feita por Markus Keef, o mesmo artista gráfico responsável pela famosa estreia do Black Sabbath.

Texto retirado do blog | Consultoria do Rock

1969 | VALENTYNE'S SUITE

01. The Kettle
02. Elegy
03. Butty’s Blues
04. The Machine Demands a Sacrifice
05. Valentyne’s Suite
a. Theme One - January's Search
b. Theme Two - February's Valentyne
c. Theme Three - The Grass Is Always Greener

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segunda-feira, 30 de outubro de 2017

Cat Stevens | Yusuf Islam


Steven Demetre Giorgiou, mais conhecido como Cat Stevens, outro astro brilhante do folk rock, nasceu em Londres, filho de um casal interessante culturalmente: pai grego e mãe sueca, ele começou a carreira musical ainda no colégio, em 1965. Suas primeiras performances foram no Hammersmith College, com o nome artà­stico de Stevie Adams. Numa de suas apresentações foi ouvido pelo produtor musical Mike Hurst, e convidado a ir ao estúdio para gravar a música, 'I Love My Dog'. Essa demo resultou no primeiro contrato com a Decca Records, já com o nome Cat Stevens. Em 1966, a canção entrou para a parada inglesa, entre as 40 melhores da época.

Seu próximo single, 'Matthew and Son', foi lançado em janeiro de 1967, e ficou em segundo na Inglaterra, também fezendo algum sucesso nos EUA.

A fama de Stevens como compositor também ficava conhecida, 'Here Comes My Baby', que foi gravada pelos The Tremeloes, chegou ao Top Five na Inglaterra e entre as dez melhores nos EUA. Logo em seguida ele decidiu produzir seu primeiro álbum Matthew and Son, que foi seu primeiro passo para um lugar entre os dez melhores no mesmo ano.

O quarto single, 'A Bad Night', de agosto de 1967, ficou entre as 20 do ranking das mais ouvidas, um lugar não tão bom, se comparado aos sucessos anteriores. Seguindo a linha, o segundo álbum, New Masters, lançado no final do mesmo ano, não foi nada bem. Para piorar toda a situação, em março de 1968, Cat ficou doente, estava com tuberculose. O cantor ficou internado por três meses, e levou um ano para se recuperar totalmente.

Voltou a produzir em 1970 e como sentia-se completamente desiludido com o corporativismo do mercado artà­stico, suas composições refletiam um som mais introspectivo e personalizado, assinou contrato com a Island Records, e lançou seu terceiro álbum, Mona Bone Jakon, em abril de 1970. Junto com o álbum, Stevens lançou o single 'Lady D'Arbanville', que em junho de 70, tornou-se top 3 na Inglaterra, obtendo mais sucesso do que havia conquistado com Mona Bone...

O talento para compor, felizmente não tinha sido abalado pelos altos e baixos pelos quais passou. Em agosto de 70, o cantor de reggae Jimmy Cliff, gravou 'Wild World', música de Stevens que ficou entre as 10 melhores na Inglaterra. Sentindo-se mais confiante, ele lançou o segundo álbum pela nova gravadora em novembro do mesmo ano, Tea for the Tillerman, que ficou no Top 20 inglês, e americano de 1971, seu ano de lançamento. A partir deste ano, Cat se transformaria em uma estrela. Já figurava entre um dos cantores/compositores, mais populares de folk-rock da época, entre James Taylor, Carole King e outros.

Em junho de 1971, outro single, 'Moon Shadow', foi Top 40 nos dois paà­ses, seguido por 'Peace Train', que ficou entre as mais ouvidas nos Estados Unidos. A popularidade turbinou a divulgação do quinto álbum de sua carreira Teaser and the Firecat, logo se tornou recordista de vendas.

O álbum contém, além de 'Peace Train' e 'Moon Shadow', 'Morning has Broken', canção que fez de Stevens um artista de renome mundial. Na rabeira, chegava à s lojas, a coletânea Very Young and Early songs, ainda em 71. Em janeiro de 1972, o single 'Where are You', já era o mais ouvido dos EUA.

Em novembro de 1972, o sexto álbum, Catch Bull at Four, com um toque mais rock e comercial, logo chegou à s paradas. No ano seguinte, o caminho estava mais do que livre para que Cat fizesse ainda mais sucesso, mas, além de não estar muito bem de saúde, estava em dà­vida com o fisco.

Mudou-se para o Brasil por um ano. Resolveu doar o dinheiro que devia em impostos para caridade. Ele aparecia cada vez menos na mà­dia e deixou de dar entrevistas. Em junho, outro single 'Hurt', figurou no Top 40, e em agosto, estava pronto seu sétimo álbum, Foreigner. Foi um sucesso comercial maciço, que chegou ao Top 5 na América e na Inglaterra ganhou disco de ouro, logo de cara de cara.

Seu oitavo álbum, veio em 1974, com tà­tulo intrigante: Buddah and the Chocolate Box (Buda e a caixa de chocolates), o disco foi um Top Ten hit como de costume. Em junho de 75, mais um disco - Greatest Hits, vendeu mais de 3 milhões de cópias somente nos EUA. O nono álbum, Numbers, ficou pronto em novembro, e, inexplicavelmente, o sucesso ficou pra trás novamente.

O trabalho seguinte, demorou 18 meses, em maio de 1977, com décimo álbum, Izitso, ele recuperou o sucesso comercial, chegando ao disco de ouro em apenas um mês. Enquanto isso, na Grã-Bretanha, o single '(Remenber the Days of The) Old School Yard', era um dos hits, que também foi Top 40 nos Estados Unidos.

No dia 23 de dezembro de 1977, como resultado do que pareceu uma decisão pensada há tempos, devido aos acontecimentos de sua vida e uma necessidade pessoal, Stevens se tornou oficialmente muçulmano e mudou o nome para Yusuf Islam. Depois da mudança radical, Yusuf lançou seu último álbum, Back to Earth, em dezembro de 1978, que teve uma vendagem modesta. Ele se retirou do mercado da música pop, se dedicou a um casamento arranjado na nova religião, e teve cinco filhos. Destitui-se de todos os seus bens, e fundou uma escola muçulmana perto de Londres. Ninguém ouviu falar do "habib" por cerca de dez anos, quando ele reaparece, chocando seus antigos fãs, no final de década de 80. Na época ele levantou muita polêmica ao apoiar abertamente a pena de morte imputada ao escritor Salman Rushdie, pelo livro Versà­culos Satânicos uma crà­tica ácida ao islamismo. Quem havia pedido a cabeça de Salman na época, foi o là­der islâmicoAyatollah Khomeini.

É claro que, com isso, Cat, ou melhor, Yusuf ganhou antipatia de algumas rádios que passaram a boicotar a obra do artista. Até outras bandas, que haviam regravado sucessos do cantor sofreram com sua posição. Os 10 Thousand Maniacs, que gravaram 'Peace Train' de autoria de Stevens, viram-se obrigados a apagar a música de seu disco de 1987, My Tribe, por exemplo. Yussuf reclamou, dizendo que suas declarações foram manipuladas pela mà­dia, mas não adiantou muito.


Mesmo assim, suas canções ainda continuavam populares, principalmente as da época pré-islamismo.

Em 1990, a compilação, The Very Best of Cat Stevens, ficou em quinto lugar na Inglaterra. Em 2000, Yussuf Islam, fez uma turnê, tocando antigos sucesso da época de Stevens e algumas músicas novas.

Em Março de 2005 ele lançou "Indian Ocean", sobre o tsunami de 2004 no Oceano àndico, que em 26 de Dezembro de 2004 atingiu vários paà­ses, com o objetivo de ajudar os órfãos de Banda Aceh, na Indonésia, uma das áreas mais afetadas pelo tsunami.

Em 2006, anunciou a sua volta à música pop, com o disco An Other Cup, lançado em 28 de novembro, coincidindo com o 40º aniversário de lançamento do seu primeiro álbum.

Em janeiro de 2009, Yusuf gravou uma música de George Harrison chamada The Day the World Gets Round, em colaboração a Klaus Voormann. O dinheiro arrecadado com a música foi doado à s pessoas và­timas da guerra na Faixa de Gaza. Para promover o novo single Voormann redesenhou um famoso álbum dos Beatles, o Revolver, sendo que a nova edição veio com o desenho de Yusuf mais novo, o próprio Voorman e George Harrison.

Em maio de 2009, foi lançado o novo álbum de Yusuf, Roadsinger. A principal música, Thinking 'Bout You, saiu na rádio BBC em março.

Texto | Antena 1

1966 | MATTHEW & SON

01. Matthew & Son
02. I Love My Dog
03. Here Comes My Baby
04. Bring Another Bottle Baby
05. Portobello Road
06. I’ve Found a Love
07. I See a Road
08. Baby Get Your Head Screwed On
09. Granny
10. When I Speak to the Flowers
11. The Tramp
12. Come on and Dance
13. Hummingbird
14. Lady
15. School is Out
16. I’m Gonna Get Me a Gun

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1967 | NEW MASTERS

01. Kitty
02. I'm So Sleepy
03. Northern Wind
04. The Laughing Apple
05. Smash your heart
06. Moonstone
07. The First Cut Is The Deepest
08. I'm Gonna Be King
09. Ceylon City
10. Blackness Of The Night
11. Come On Baby (Shift That Log)
12. I Love Them All
13. Image of Hell
14. Lovely City (When Do You Laugh?)
15. The View From The Top
16. Here Comes My Wife
17. It's A Super (Dupa) Life
18. Where Are You
19. A Bad Night

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1970 | MONA BONE JAKON

01. Lady D'arbanville
02. Maybe You're Right
03. Pop Star
04. I Think I See The Light
05. Trouble
06. Mona Bone Jakon
07. I Wish, I Wish
08. Katmandu
09. Time
10. Fill My Eyes
11. Lilywhite

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1970 | TEA FOR THE TILLERMAN

01. Where Do The Children Play
02. Hard Headed Woman
03. Wild World
04. Sad Lisa
05. Miles From Nowhere
06. But I Might Die Tonight
07. Long Boats
08. Into White
09. On The Road To Find Out
10. Father And Son
11. Tea For The Tillerman

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1971 | TEASER & THE FIRECAT

01. The Wind
02. Rubylove
03. If I Laugh
04. Changes IV
05. How Can I Tell You
06. Tuesday's Dead
07. Morning Has Broken
08. Bitterblue
09. Moonshadow
10. Peace Train

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1972 | CATCH BULL AT FOUR

01. Sitting
02. The Boy with a Moon & Star on His Head
03. Angelsea
04. Silent Sunlight
05. Can't Keep It In
06. 18th Avenue
07. Freezing Steel
08. O Caritas
09. Sweet Scarlet
10. Ruins

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1972 | HAROLD AND MAUDE

01. Don't Be Shy
02. On The Road To Find Out
03. I Wish, I Wish
04. Miles From Nowhere
05. Tea For The Tillerman
06. I Think I See The Light
07. Where Do The Children Play
08. If You Want To Sing Out
09. Trouble

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1973 | FOREIGNER

01. Foreigner Suite
02. The Hurt
03. How Many Times
04. Later
05. 100 I Dream




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1974 | BUDDHA AND THE CHOCOLATE BOX

01. Music
02. Oh Very Young
03. Sun/C79
04. Ghost Town
05. Jesus
06. Ready
07. King of Trees
08. A Bad Penny
09. Home in the Sky

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1975 | NUMBERS

01. Whistlestar
02. Novim's Nightmare
03. Majik Of Majiks
04. Drywood
05. Banapple Gas
06. Land O'Freelove & Goodbye
07. Jzero
08. Home
09. Monad's Anthem

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1977 | IZITSO

01. (Remember The Days Of The) Old Schoolyard
02. Life
03. Killin' Time
04. Kypros
05. Bonfire
06. (I Never Wanted) To Be A Star
07. Crazy
08. Sweet Jamaica
09. Was Dog A Doughnut?
10. Child For A Day

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1978 | BACK TO EARTH

01. Just Another Night
02. Daytime
03. Bad Brakes
04. Randy
05. The Artist
06. Last Love Song
07. Nascimento
08. Father
09. New York Times
10. Never

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2001 | ON THE ROAD TO FIND OUT
(Box Set)


CD 1 | The City
01. Back to the Good Old Times
02. I Love My Dog
03. Portobello Road
04. Here Comes My Baby
05. Matthew & Son
06. The Tramp
07. I'm Gonna Get Me a Gun
08. School Is Out
09. A Bad Night
10. The Laughing Apple
11. Kitty
12. Blackness of the Night
13. The First Cut Is the Deepest
14. Northern Wind
15. Moonstone
16. Come on Baby (Shift That Log)
17. Lovely City (When Do You Laugh?)
18. Here Comes My Wife
19. The View From the Top
20. Where Are You?
21. If Only Mother Could See Me Now (Demo Version)
22. Honey Man
23. The Joke

CD 2 | The Search
01. Time/Fill My Eyes (Demo Version)
02. Lady d'Arbanville
03. Trouble
04. Pop Star
05. Katmandu
06. Lilywhite
07. I've Got a Thing About Seeing My Grandson Grow Old (Mix)
08. Where Do the Children Play?
09. Wild World
10. Sad Lisa
11. On The Road To Find Out
12. Father And Son
13. Love Lives in the Sky
14. Don't Be Shy
15. If You Want to Sing Out, Sing Out
16. The Day They Make Me Tsar (Demo Version)
17. The Wind
18. Moonshadow
19. Morning Has Broken
20. How Can I Tell You
21. Peace Train
22. I Want to Live in a Wigwam

CD 3 | The Hurt
01. Crab Dance
02. Sitting
03. Silent Sunlight
04. Angelsea
05. Can't Keep It In
06. 18th Avenue (Kansas City Nightmare)
07. The Hurt
08. Foreigner Suite
09. Oh Very Young
10. Music
11. Sun/C79
12. King of Trees
13. Bad Penny (Live)
14. Lady d'Arbanville (Live)
15. Another Saturday Night

CD 4 | The Last
01. Whistlestar
02. Novim's Nightmare
03. Majik of Majiks
04. Banapple Gas
05. Blue Monday
06. Doves (Majikat Earth Tour Theme Song)
07. Hard Headed Woman (Live)
08. Tuesday's Dead (Live)
09. Ruins (Live)
10. (Remember the Days of the) Old School Yard
11. Life
12. (I Never Wanted) To Be a Star
13. Child For a Day
14. Just Another Night
15. Daytime
16. Last Love Song
17. Never
18. Father and Son (Live)
19. God Is the Light

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2006 | ONE ANOTHER CUP
(Yusuf Islam)


01. Midday (Avoid City After Dark)
02. Heaven/Where True Love Goes
03. Maybe There's a World
04. One Day at a Time
05. When Butterflies Leave
06. In the End
07. Don't Let Me Be Misunderstood
08. I Think I See the Light
09. Whispers from a Spiritual Garden
10. The Beloved
11. Green Fields, Golden Sands

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2009 | ROADSINGER
(Yusuf Islam)


01. Welcome Home
02. Thinking ‘Bout You
03. Everytime I Dream
04. The Rain
05. World O’ Darkness
06. Be What You Must
07. This Glass World
08. Roadsinger
09. All Kinds of Roses
10. Dream On (Until...)
11. Shamsia

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2014 | TELL 'EM I'M GONE
(Yusuf Islam)


01. I Was Raised in Babylon
02. Big Boss Man
03. Dying to Live
04. You Are My Sunshine
05. Editing Floor Blues
06. Cat and the Dog Trap
07. Gold Digger
08. The Devil Came from Kansas (Gary Brooker-Keith Reid)
09. Tell 'Em I'm Gone
10. Doors

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quarta-feira, 25 de outubro de 2017

The O'Jays


The O'Jays foram um grupo representante do chamado "soul da Filadélfia" (Philadelphia soul) nos anos 70, originalmente composta por Walter Williams, Bill Isles, Bobby Massey, William Powell e Eddie Levert. Eles formaram a banda na cidade de Canton, Ohio em 1958 na época em que cursavam o ensino médio.

Originalmente conhecidos como The Triumphs, posteriormente mudando o nome para The Mascots, a primeira gravação do grupo foi Miracles em 1961, que teve um pequeno sucesso na região de Cleveland. O nome "The O'Jays" é um tributo ao disc-jóquei Eddie O'Jay.

O grupo - que atualmente é um quarteto, após a saída de Isles - teve como primeiro grande sucesso a música I'll Be Sweeter Tomorrow (Than I Was Today). Apesar do sucesso, cogitaram deixar a música, até que os famosos produtores Kenneth Gamble e Leon Huff tiveram interesse por eles. Com Gamble e Huff, os O'Jays emergiram como pioneiros do Philadelphia soul com as músicas Back Stabbers e Love Train, em 1972. Durante o resto da década, continuaram a lançar músicas que alcançaram os primeiros lugares, incluindo For the Love of Money, Let Me Make Love to You, Give the People What They Want, e o sucesso disco' I Love Music. Powell morreu de câncer em 1977.

Depois da entrada de Sammy Strain, os O'Jays continuaram a gravar, porém com sucesso muito limitado. Em 1978 tiveram algum êxito com Use Ta Be My Girl, e também nas paradas de R&B em 1987, com a música Lovin' You.

Texto | Wikipédia

1975 | SURVIVAL

01. Give the People What They Want
02. Let Me Make Love to You
03. Survival
04. Where Did We Go Wrong
05. Rich Get Richer
06. How Time Flies
07. What Am I Waiting For
08. Never Break Us Up

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sexta-feira, 20 de outubro de 2017

Marvin Gaye


Stevie Wonder e Smokey Robinson eram muito mais paqueradores, mas são raras as vezes em que igualaram Marvin Gaye em interpretação e sensualidade. Trocando em miúdos, Let's Get it On é o primeiro disco da Motown a exalar sexo.

Na biografia Divided Soul, o americano David Ritz revela que o cantor apanhara tanto do pai - um pastor chegado em se vestir de mulher logo após o culto, que, adulto, desenvolveu problemas como timidez com as garotas e ejaculação precoce. Talvez por isso, o cantor tenha se casado com a maternal Anna Gordy, irmã do dono da Motown, muitos anos mais velha que ele.

Porém, logo depois do sucesso de What's Going On (1971), o casamento havia terminado. Gaye afastou-se dos estúdios da Motown para trabalhar com músicos de Jazz.

Muito do refinamento sonoro de Let's Get It On foi produzido nesses encontros. Mas a verdadeira inspiração apareceu tempos quando, no dia 13 de março de 1973, Marvin Gaye se deparou com Janis Hunter, uma garota de dezessete anos. Ali, ele superou qualquer problema que tivesse com o sexo oposto.

Let's Get it On, a princípio, nasceu como um disco dedicado a Jesus Cristo.

Gaye era fanático por religião, desses capazes de passar horas discutindo sobre Jesus. Por isso é que em boa parte das letras do álbum, ele fala de como é bom estar unido a alguém e da necessidade de se entender. Mas bastou Janis entrar na sua vida que o foco do disco mudou.

Hoje, se você presentear alguém com Let's Get it On corre o risco de ser processado por assédio sexual. Um fato triste na carreira do disco é que ele tornou a vida do cantor insustentável do ponto de vista amoroso. Um cara que tinha problemas com as mulheres passou a ser encarado como o sedutor irresistível, aquele que ganhava todas as garotas da parada. E, claro, Gaye queria era ser reconhecido apenas por valor artístico.

Do riff de guitarra da faixa-título à promessa contida em "Just Keep You Satisfied" ("apenas para te satisfazer", outra religiosa que foi distorcida na interpretação de Gaye), Let's Get It On é uma obra-prima e de múltiplas utilidades.

Os românticos podem usá-lo como trilha para acasalamento - os sussurros e o sax de motel de "You Sure to Ball" são altamente recomendáveis. Os músicos irão se deliciar com as linhas de baixo criadas por Wilton Felder. Já os mais religiosos poderão sonhar com a ideia de que Marvin Gaye foi o melhor pregador que a igreja jamais teve. E todos podem se deliciar com um tempo em que a música negra era muito mais do que um bando de gente berrando "yo!" e andando de calças arriadas.

Texto |
Sérgio Martins
Discoteca básica da Bizz | Edição 194, Outubro de 2005

1973 | LET'S GET IT ON

01. Let's Get It On
02. Please Stay (Once You Go Away)
03. If I Should Die Tonight
04. Keep Gettin' It On
05. Come Get To This
06. Distant Lover
07. You Sure Love To Ball
08. Just To Keep You Satisfied

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quarta-feira, 18 de outubro de 2017

Black Mountain


O Black Mountain é uma banda canadense liderada por Stephen McBean e que tem no seu som elementos do folk rock e do stoner rock. O grupo faz uma espécie de revival do rock psicodélico dos anos 60/70 com pitadas de modernidade, sob influências de artistas como Neil Young, Led Zeppelin, The Doors, Jimi Hendrix, Pink Floyd, The Velvet Underground e Black Sabbath.

Além de Stephen McBean (vocais/guitarra), Amber Webber (vocais), Matt Camirand (baixo), Jeremy Schmidt (teclados) e Joshua Wells (bateria) integram o grupo.

2005 | BLACK MOUNTAIN

01. Modern Music
02. Don't Run Our Hearts Around
03. Druganaut
04. No Satisfaction
05. Set Us Free
06. No Hits
07. Heart Of Snow
08. Faulty Times

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2008 | IN THE FUTURE

01. Stormy High
02. Angels
03. Tyrants
04. Wucan
05. Stay Free
06. Queens Will Play
07. Evil Ways
08. Wild Wind
09. Bright Lights
10. Night Walks

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2010 | WILDERNESS HEART

01. The Hair Song
02. Old Fangs
03. Radiant Hearts
04. Rollercoaster
05. Let Spirits Ride
06. Buried By The Blues
07. The Way To Gone
08. Wilderness Heart
09. The Space Of Your Mind
10. Sadie

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2012 | YEAR ZERO
The Original Soundtrack


01. Phosphorescent Waves
02. Bright Lights
03. Mary Lou
04. Embrace Euphoria
05. Tyrants
06. Modern Music
07. In Sequence
08. Wilderness Heart
09. Breathe

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2016 | IV

01. Mothers Of The Sun
02. Florian Saucer Attack
03. Defector
04. You Can Dream
05. Constellations
06. Line Them All Up
07. Cemetery Breeding
08. (Over And Over) The Chain
09. Crucify Me
10. Space To Bakersfield

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segunda-feira, 16 de outubro de 2017

Steely Dan


Eles detestam os palcos, as entrevistas e os fotógrafos. Amam Jazz, literatura Beat, perfeccionismo e sexo.

O nome foi afanado dos dildos de borracha que povoavam o livro The Naked Lunch (Almoço Nu, aqui. no Brasil), de William Burroughs. E a ideia inicial era fazer um Pop simples, que se tornaria sofisticado com o passar dos anos.

Dito e feito: quando em meados de 72 iniciaram as gravações de Can't Buy A Thrill, já possuíam um grau de sofisticação pouco comum aos grupos de caráter Pop da época - como The Grass Roots e Three Dog Night, além de já terem tocado em várias bandas e composto para muita gente.

O Steely Dan - que voltou após um hiato de treze anos - é uma verdadeira instituição musical. Os donos do império são Donald Fagen (teclados/vocais) e Walter Becker (guitarra/baixo/vocais ocasionais), dois caras excêntricos que recrutaram caros e respeitados músicos de estúdio para o grupo.

Numa discografia composta somente por quinze singles e sete álbuns, eles conseguiram vender mais de 50 milhões de discos e Can't Buy A Thrill não foi apenas.o pontapé inicial deste sucesso, como também a obra que veio a definir a concepção musical do duo.

Ou seja, a subversão de incorporar harmonias jazzísticas a tessituras Pop, adicionando pitadas de som latino, ecos de Soul Music e sombras de Traffic e de The Band. Assim, geraram uma técnica muito específica de tornar viável o que poderia ser insólito.

A arte da transfiguração comandada por Becker e Fagen contou com a ajuda preciosa das guitarras de Jeff Baxter (ex-The Fugs, ex-The Ultimate Spinach) e de Denny Dias (que mesclava Santana com Bebop), mais a precisão rítmica da bateria de Jim Hodder (ex-The Bead Game) - que emprestou seus vocais a uma das canções, "Midnight Cruiser", um tributo ao jazzista Thelonious Monk.

Neste álbum apareciam alguns dos maiores hits do Steely Dan: canções como "Do It Again", "Reelin' In The Years" e "Dirty Work" (onde os vocais principais ficaram com o tecladista David Palmer, pois Fagen morria de medo de ser um cantor). Quanto às letras deles, eram imagéticas e bizarras - Becker explicou, na época, que "elas evocavam sensações esquecidas". Que tal então despertar arrepios dos anos 70 ao reouvir Can't Buy A Thrill - e também todos os seus geniais sucessores que foram lançados pelo Steely Dan?

Texto |
Fernando Naporano
Discoteca básica da Bizz | Edição 111, Outubro de 1994

1972 | CAN'T BUY A THRILL

01. Do It Again
02. Dirty Work
03. Kings
04. Midnight Cruiser
05. Only a Fool Would Say That
06. Reelin' in the Years
07. Fire in the Hole
08. Brooklyn (Owes the Charmer Under Me)
09. Change of the Guard
10. Turn That Heartbeat Over Again

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segunda-feira, 25 de setembro de 2017

Latin Ska Jazz


2000 | LATIN SKA JAZZ
(Tributo A La Essencia de Un Estilo)


Els Penjats |- Amstrumental
Skalariak | Klub Ska
La Wassah Band | The Preacher
Amusic Skazz Band | Tango Para Marcello
Dr. Calypso | Cineccitá
The Starlites | Naranja
Mr. Fly | Christine Keeler
TTAK!/Ttaki | Oroitzen
Alpha Boys School | Blue Whale
The Bishops | Rude Boy
Malarians | Talkin' Dirty
La Thorpe Brass | A Second After Postmodernity
La Jeta Band | Jah Save Mr. Nice
Moonrakers | Huracán
Skamot Roig | El Padrino
Skaks | A Night In Tunisia
Dr. Cotomodongo | Nuages
Los Psico Rude Boys | La Primera Vez

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quarta-feira, 20 de setembro de 2017

Arrigo Barnabé


Arrigo Barnabé (Londrina, 14 de setembro de 1951) é um músico e ator brasileiro. Seu reconhecimento para o grande público veio logo com o primeiro disco, Clara Crocodilo, em 1980, quando foi recebido pela imprensa como a maior novidade na música brasileira desde a Tropicália. Em suas composições, Arrigo mistura elementos e procedimentos da música erudita do século XX a letras ferinas sobre a vida na grande cidade. É comum a utilização de séries dodecafônicas, aliada a uma prosódia muito próxima da fala urbana de seu tempo.

A música de Arrigo Barnabé e sua banda Sabor de Veneno está muito ligada a outros artistas, como Itamar Assumpção (e a banda Isca de Polícia), e grupos, como Rumo, Premeditando o Breque e Língua de Trapo. Esses artistas e grupos estavam inseridos num contexto que acabou conhecido como Vanguarda Paulista.

Além das canções do disco Clara Crocodilo, outras músicas, como "Uga Uga" - hit dos anos 80 com participação de Eliete Negreiros e Vânia Bastos nos vocais - foram sucessos prestigiados.

O compositor escreveu várias composições para trilhas sonoras de filmes brasileiros e a faixa-título de seu álbum Tubarões Voadores é baseada em uma história em quadrinhos de Luiz Gê.

Atualmente apresenta um programa de rádio na Rádio Cultura de São Paulo: o Supertônica.

Texto | Wikipédia

1980 | CLARA CROCODILO

01. Acapulco Drive-In
02. Orgasmo Total
03. Diversões Eletrônicas
04. Instante
05. Sabor de Veneno
06. Infortúnio
07. Office-Boy
08. Clara Crocodilo

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1984 | TUBARÕES VOADORES

01. Tubarões Voadores
02. Crotalus Terríficus
03. Mística
04. Neide Manicure Pedicure
05. Canção Do Astronauta Perdido
06. Kid Supérfluo, O Consumidor Implacável
07. Papai Não Gostou
08. Lenda
09. A Europa Curvous-Se Ante O Brasil
10. Mirante

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sexta-feira, 15 de setembro de 2017

The Fraternity Of Man


Banda americana formada em Los Angeles, California, em 1967, quando Elliot Ingber (guitarra, ex-Mothers Of Invention) uniu-se a três da banda Factory: Warren Klein (guitarra e cítara), Martin Kibbee (baixo) e Richie Hayward e Lawrence "Stash" Wagner (vocal principal e guitarra) completou o lineup que gravou o álbum "The Fraternity Of Man", que abrangia desde o melodioso flower power ("Wispy Paisley Skies") até a retórica política ("Just Doin' Our Job").

O disco também apresentou uma versão de "Oh No I Don't Believe It", de Frank Zappa, mas é mais lembrado por "Dont' Bogart Me", hino dos doidões, posteriormente imortalizado no filme "Easy Rider".

O álbum bluseiro "Get It On!" carecia do charme do seu predecessor, embora tivesse as participações do pianista Bill Payne e do guitarrista Lowell George (ex-membro da Factory), futuros integrantes, juntamente com Hayward, da Little Feat. Ingber também envolveu-se com a Little Feat, na sua fase embrionária, mas optou pelo grupo de Captain Beefheart, que o apelidou de Winged Fingerling Eel.

Nos anos seguintes, Ingber pertenceu à Grandmothers, grupo derivado da Mothers Of Invention.

Muito tempo depois, Ingber e Wagner reuniram-se brevemente, usando o nome Fraternity Of Man, para gravar o atroz EP "X", de 1995.

Texto retirado do blog | Discófilos Anônimos

1968 | THE FRATERNITY OF MAN

01. In The Morning
02. Plastic Rat
03. Don't Bogart Me
04. Stop Me, Citate Me
05. Bikini Baby
06. Oh No I Don't Believe It
07. Wispy Paisley Skies
08. Field Day
09. Just Doin' Our Job
10. Blue Guitar
11. Last Call For Alcohol
12. Candy Striped Lion's Tails

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1969 | GET IT ON!

01. Boo Man
02. Don't Start Me Talkin'
03. Pool Of Tears
04. The Throbber
05. Cat's Squirrel
06. Too High To Eat
07. Forget Her
08. Coco Lollipop
09. Trick Bag
10. Mellow Token

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