sábado, 26 de maio de 2018

Peter Tosh


Peter Tosh saiu da banda de Bob Marley por causa de diferenças ideológicas seguindo para uma bem sucedida carreira solo. Ele que foi um dos mentores do Wailers, por dez anos, criou um repertório paralelo lançado em 1976, no disco de estréia Legalize It. Na Jamaica, devido ao seu forte traço cultural de lidar com diferentes tipos de ervas, alguns jamaicanos cultivam e consomem maconha no dia a dia. Pensando nisso, bem como, em favor da liberação da “erva” para diferentes atividades, desde rituais religiosos a consumo recreativo, Peter Tosh crio canções envolto numa aura de ironia, liberdade e diversão. Que pelo visto foi gravado sob uma grande névoa de fumaça.

O disco conta com nove músicas e mostra um som muito original, além da criatividade de Tosh em arranjar e compor músicas, já que, apenas Why Must I Cry e Till Your Well Runs Dry foram feitas em parcerias com Bob Marley e Bunny Livingston, respectivamente.

A primeira faixa, que tem o mesmo nome do álbum, conta com uma fabulosa linha de contra-baixo.Com seu simples refrão que diz “legalize it, don’t criminalize it”, ou seja, legalize, não criminalize, esta música foi proibida de tocar nas rádios da Jamaica. Apesar disso, o álbum recebeu crítica favorável chegando ao 54o lugar na Inglaterra, elevando Tosh, a figurar ao lado de Marley, como um dos melhores cantor de reggae.

Uma marca da personalidade de Tosh era ser irônico, isso deu motivo para criar a música Whatcha Gonna Do, que conta a parábola de uma família do gueto, arruinada pela prisão de um deles por causa do uso de maconha. Uma outra canção, bastante interessante é No Sytmpathy, há um maravilhoso solo de guitarra de Al Anderson. Além disso, No Sytmpathy é rock, e conta com um jogo de palavra que é complementado pela poderosa seção rítmica da banda que gravou o disco.

A imagem da capa é fantástica e mostra Tosh numa fértil plantação de maconha. Em grau menor do que os trabalhos posteriores, esse disco tem menos foco político.

Os músicos que participaram da gravação foram: Al Anderson e Donald Kinsey nas guitarras, Aston Barret e Roberto Shakespeare nos baixos, nas vozes Rita Marley, Bunny Wailer e Judy Mowatt, Tyrone Downie no teclado e Robbie Lee na harmonica.

Esse álbum saiu pela gravadora Virgin, com produção do próprio Tosh. O projeto gráfico foi idealizado por Howard Fritzson. O disco tem duração de 38m19s.

Para quem não conhece e gosta de reggae vale apena ouvir para senti a magia.

1976 | LEGALIZE IT

01. Legalize It
02. Burial
03. Whatcha Gonna Do
04. No Sympathy
05. Why Must I Cry
06. Igziabeher (Let Jah Be Praised)
07. Ketchy Shuby
08. Till Your Well Runs Dry
09. Brand New Second Hand
10. Ketchy Shuby (version)

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quarta-feira, 23 de maio de 2018

Shuggie Otis


Shuggie Otis (nascido Johnny Alexander Veliotes, em 30 de Novembroe, 1953, Los Angeles, Califórnia) é um cantor, compositor, produtor e multi instrumentista de R&B, rock, blues e funk. Como Stevie Wonder e Allen Toussaint antes dele - e Prince e D’Angelo depois - Shuggie Otis foi um visionário musical, cujas gravações do início dos anos 1970 já indicavam seu enorme talento, que o situava em absolutamente todas as etapas do processo musical, compondo, arranjando, apresentando-se e produzindo algumas das mais satisfatórias, inovativas e, infelizmente, negligenciadas músicas da década.

Otis é filho do cantor de rhythm and blues, músico e empresário Johnny Otis. Começou a apresentar-se profissionalmente aos 12 anos, geralmente disfarçando-se com óculos escuros e um bigode falso para que pudesse entrar nos clubes e boates onde tocava.

Multi-talentoso, Otis tocava guitarra, piano, órgão, bateria e baixo.

Em 1970 lançou seu primeiro álbum solo.

Enquanto crescia rodeado por muitos dos mais criativos músicos da época como Sly Stone e Arthur Lee, da banda Love, Otis acabou gravando com vários outros artistas como Frank Zappa (para quem tocou baixo elétrico em “Peaches en Regalia” em 1969, no álbum Hot Rats), Cal Tjader, Etta James, Eddie Vinson, e mais recentemente Mos Def.

Em 1974 Otis lançou ‘Inspiration Information’. O álbum levou quase três anos para ser terminado e todas as músicas foram escritas e arranjadas por Otis que, quase exclusivamente, tocou todos os instrumentos no álbum. Entretanto Inspiration Information” estava longe de ser um sucesso comercial. Depois de seu lançamento, Otis foi contactado por Billy Preston, em nome dos Rolling Stones, convidando-o a juntar-se a banda em sua turnê mundial que estava para começar. Ele declinou a oferta, juntamente com a chance de trabalhar com Quincy Jones na produção de seu próximo álbum (que nunca foi gravado). Depois de uma série de recusas e incidentes em apresentações, Otis ganhou a fama de “prima dona”, e passou a ser menos vendido como músico e no final das contas perdeu seu contrato de gravação com a Epic Records.

No final dos anos 1970s seu status de estrela desapareceu. Desde então, suas músicas vem sendo regravadas, utilizadas em inúmeras compilações e sampleadas por um sem-número de produtores de hip-hop, incluindo J Dilla, que sampleou a música “Not Available” para o seu lançamento de 2006. Recentemente David Byrne relançou “Inspiration Information” através de seu selo Luaka Bop, incluindo as faixas bônus de Freedom Flight.

Seu filho, Lucky Otis, tocou baixo com a banda de Johnny Otis.
Shuggie Otis aparece no livro ‘Alligator Records Presents West Coast Blues’, publicado em Agosto de 1998, pela editora ‘Hal Leonard Corporation’, de Milwaukee, Wisconsin.

O padrasto de Otis é o trompetista e bandleader, Gerald Wilson.

Otis continua a gravar esporadicamente.

Mora no povoado de Sebastopol, no nordeste da Califórnia. Sua mais recente gravação foi no CD Novemberin’ (2008 - vários artistas) onde foi acompanhando pelo guitarrista Jimmy Vivino, do Late Night com Conan O’Brien.

Texto | Last.fm

1970 | HERE COMES SHUGGIE OTIS

01. Oxford Gray
02. Jennie Lee
03. Bootie Cooler
04. Knowing (That You Want Him)
05. Funky Thithee
06. Shuggie's Boogie
07. Hurricane
09. Baby, I Needed You
10. The Hawks

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1971 | FREEDOM FLIGHT

01. Ice Cold Daydream
02. Strawberry Letter 23
03. Sweet Thang
04. Me and My Woman
05. Someone's Always Singing
06. Purple
07. Freedom Flight


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1971 | INSPIRATION INFORMATION

01. Inspiration Information
02. Island Letter
03. Sparkle City
04. Aht Uh Mi Hed
05. Happy House
06. Rainy Day
07. XL-30
08. Pling!
09. Not Available

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domingo, 20 de maio de 2018

Stray Cats


Brian Setzer era um garoto apaixonado pelo estilo dos anos 50, especialmente pelo rockabilly imortalizado por Eddie Cochran, Gene Vincent e tantos outros ídolos mortos, ou esquecidos. Brian tinha uma banda com seu irmão Gary e Bob Beecher chamada de The Bloodless Brothers, em 1979. Gary era baterista e Bob era o baixista. O nome foi logo alterado para Tom Cats, mas a formação originou duro poucos meses, pois Brian quis fazer algo melhor e quando o pianista Ken Kinnaly entrou na banda, Brian deu adeus.

Com a companhia de Leon Drucker (conhecido como Lee Rocker), no baixo, e James McDonnell (ou Slim Jim Phantom), na bateria, nascia o Stray Cats. Mas o som dos anos 50 estava devidamente morto na América e saída mais fácil foi pelo aeroporto, e no dia 19 de junho resolveram morar na Inglaterra, onde um movimento de rockabilly ressurgia com vigor.

cartaz de um show de Elvis Costello tendo os Stray Cats como banda de aberturaO grupo começou a tocar por Londres e mostrava uma grande presença de palco, sendo destaque o topete platinado de Brian, além de seu estilo preciso na guitarra. Fizeram tanto barulho que chamaram a atenção de Dave Edmunds, então uma lenda do meio e mentor da banda Rockpile. Edmund ficou amigo do trio e propôs trabalharem juntos. Exatos três meses depois de chegarem na Inglaterra, assinam um contrato com a Arista. No dia 29 do mesmo mês, abrem um show para Elvis Costello no Rainbow Theatre.

Edmunds havia gostado muito do visual do trio, em especial de Setzer. Para ele, Brian era mais parecido com Eddie Cochran do que o próprio Eddie! "Quanto tempo você leva penteado seu topete?", perguntou, rindo, certa vez.


E se o grupo tinha um bom apelo visual, possuía um apelo sonoro muito superior.A prova disso veio em fevereiro do de 1981, quando lançam o primeiro álbum intitulado somente como Stray Cats. Um disco clássico e que trazia três dos maiores hits da banda, "Runaway Boys", "Rock This Town" e "Stray Cat Strut". O disco fez bonito nas paradas de sucessos e alguns clips das canções mostravam toda o bom humor e a picardia do trio.

“Runaway Boys” vira o primeiro compacto do disco e “Rock This Town”, o segundo e parece que os anos 50 estavam de volta. (continua...)

Texto | Mofo

19811 | STRAY CATS

01. Runaway Boys
02. Fishnet Stockings
03. Ubangi Stomp
04. Jeanie, Jeanie, Jeanie
05. Storm The Embassy
06. Rock This Town
07. Rumble In Brighton
08. Stray Cat Strut
09. Crawl Up And Die
10. Double Talking Baby
11. My One Desire
12. Wild Saxophone

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quinta-feira, 17 de maio de 2018

Camisa de Vênus


No início dos anos 80, na contra mão das tradições baianas, surge uma banda que se destacaria no cenário musical brasileiro e se tornaria uma das bandas mais tocadas e respeitadas dos anos 80, o “Camisa de Vênus”.

No melhor estilo de punk rock, um movimento de ganhava força em São Paulo e comandada por Marcelo Nova, que com sua personalidade forte e voz marcante, impôs seus conceitos e bateu de frente com as gravadoras, o Camisa de Vênus logo se tornaria sucesso alavancado pela polêmica e autenticidade.

Marcelo Nova não se enquadrava no conceito baiano, não curtia carnaval, não gostava de MPB e após assistir a um show de Raulzito e os Panteras (Conjunto que tornaria famoso o grande Raul Seixas), se rendeu a esse estilo musical e também influenciado pelo rock de Led Zeppelin, Judas Priest, Chuck Berry formou o Camisa De Vênus, nome sugerido por Marcelo depois de ouvir comentários que o som da banda era barulhento e incômodo, assim como o preservativo.

Após a gravação de um compacto, a banda começa a fazer shows e se destacar, foi quando em 1983 a Som Livre os convida para gravação do seu primeiro álbum, o “Camisa De Vênus”. Logo após seu lançamento e com o sucesso “Bete Morreu” nas paradas, a gravadora, pressionada pela censura, sugere a troca do nome da banda, pois sua distribuição estava sendo prejudicada por seu nome muito ofensivo. Marcelo sugere então a mudança do nome para “Capa de Pica”!!! Como não houve acordo entre as partes, a banda foi expulsa da gravadora e a execução de suas músicas proibidas nas rádios.

Tarde demais, pois o Camisa de Vênus já havia caído no gosto musical dos jovens e o disco se tornou um sucesso de vendas.

O disco reúne músicas com letras fortes e sonoridade pesada, no melhor estilo punk rock.

Texto | Projeto Autobahn

1983 | CAMISA DE VÊNUS

01. Passamos Por Isso
02. Metastase 4:13
03. Bete Morreu
04. Correndo Sem Parar
05. Negue
06. O Adventista
07. Dogmas Tecnofacistas
08. Homen Não Chora
09. Passatempo
10. Pronto Pro Suicídio
11. Meu Primo Zé

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segunda-feira, 14 de maio de 2018

The Toasters


The Toasters é uma banda de ska. Fundada en 1982, foi a primeira banda desse estilo dos Estados Unidos, formada pelo inglês Rob "Bucket" Hingley que vivia há pouco em Nova York.

São uma banda da segunda onda do ska, onde se encontram bandas como The Specials, The Selecter, Madness, The Beat e outras. Embora algumas vezes sejam considerados como uma banda da terceira onda, na verdade foram a principal influência dela, que tem sua força na variedade e mistura de ritmos como reggae, jazz, soul, dancehall, rap e rock, pois já faziam essa mistura de ritmos na época da segunda onda.

Texto | Wikipédia

1987 | SKABOOM

01. Talk Is Cheap
02. Pool Shark
03. Weekend In L.A.
04. Shocker!
05. Toast On The Coast
06. Manipulator
07. Mr. Trouble
08. ABC's
09. East Side Beat
10. Now Or Never
11. So Loong, Back
12. Renee
13. Matt Davis
14. Ideal Man
15. Naked City
16. Recrimination
17. Razor Cut
18. Run Rudy Run
19. Radiation Skank

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sexta-feira, 11 de maio de 2018

Tokyo Ska Paradise Orchestra


Tokyo Ska Paradise Orchestra, muitas vezes abreviado por seus seguidores como "Skapara" é uma banda de música jazz e ska formada em 1985 pelo percussionista Asa-Chang . Inicialmente, foi composto por mais de 10 músicos, veteranos da cena underground de Tóquio . Naquela época, o som da banda era muito diferente do das outras bandas do novo ska japonês, e no tempo decorrido desde então, eles passaram a influenciar a música japonesa em geral.

Seu som, o produto da mistura de influências musicais de todos os seus componentes, resulta em algo comum ao ska ,jazz e rock.

Em sintonia com a ska mais tradicional, muitas das músicas do grupo são instrumentais. Desde os seus inícios, a banda fez muitos passeios cobrindo a geografia do país e muitos países em todo o mundo.

Skapara colaborou com muitos cantores fora da banda, incluindo Shiina Ringo , Yusuke Chiba de Thee Michelle Gun Elephant , Takao Tajima , Puffy AmiYumi , Takeshi Tsuruno e Tamio Okuda .

Texto | Wikipédia

2009 | PARADDISE BLUE

01. Routine Melodies
02. Paradise Blue
03. Lightning Sword
04. Heaven's Door
05. Witching Hour
06. Silent By Your Side
07. Like Jazz On Fire
08. Farewell Waltz
09. Already Steady
10. You'll Never Walk Alone
11. Carnaval
12. Sugar Fountain

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terça-feira, 8 de maio de 2018

Krautrock | Music For Your Brain Vol. 2


2007 | KRAUTROCK - MUSIC FOR YOUR BRAIN
Vol. 2


CD 1
01. Scorpions | Im Going Mad
02. Eloy | Today
03. Cravinkel | Sitting in the Forrest
04. Silberbart | Chub Chub Cherry
05. Guru Guru | Tango Fango
06. Embryo | Warm Canto
07. Electric Sandwich | Devils Dream
08. Atlantis | Living at the End of Time
09. Walpurgis | My Last Illusion
10. Kraan | Mind Quake
11. Kin Pin Meh | Drugsons Trip

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CD 2
01. Amon Duull II | Dem Guten, Schonen, Wahren
02. My Solid Ground | BBB
03. Mythos | Oriental Journey
04. Novalis | High Evolution
05. Os Mundi | Ouverture
06. Liliental | Adel
07. Faust | No Harm
08. Epitaph | Crossroads
09. Rufus Zuphall | Schupfner
10. Triumvirat | Spartacus
11. Kravetz | Ann Toormuch
12. Popul Vuh | Ich Mache Einen Spiegel...

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CD 3
01. Emtidi | Die Reise
02. Broselmaschine | Schmetterling
03. Witthuser & Westrupp | Der Rat der Motten
04. Novalis | Laughing
05. Jane | Spain
06. Grobschnitt | Symphony
07. Agitation Free | Haunted Island
08. Annexus Quam | Osmose III

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CD 4
01. Klaus Schulze | Stardancer
02. Liliental | Stresemannstrasse
03. Os Mundi | Kyrie
04. Tangerine Dream | Stratosfear
05. Faust | Its a Rainy Day Sunshine Girl
06. Wallenstein | Mother Universe
07. Wonderland Band | The Hill
08. Cornucopia | Spot on You. Kids
09. Improved Sound Limited | Doctor Bob Dylan

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CD 5
01. Gomorrha | Opening of a Sealed Book
02. Silberbart | Brain Pain
03. Topas | Lemon Boy
04. Lucifers Friend | Thus Spoke Oberon
05. Scorpions | Lonesome Crow
06. Professor Wolfff | Das Zimmer
07. Frumpy | Im Afraid Big Moon
08. Cravinkel | Garden of Loneliness
09. Epitaph | Stop, Look and Listen
10. Guru Guru | Salto Mortadella

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CD 6
01. Jane | Here We Are
02. Made in Germany | The Arrow and the Song
03. Os Mundi | Sanctus
04. Kollektiv | Rapunzel | Live
05. Kravetz | Id Like to Be a Child Again
06. Randy Pie | Luie
07. Hallelujah | Sings of Strange
08. Eloy | Something Yellow
09. Sitting Bull | Trip Away

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sábado, 5 de maio de 2018

Cherry Choke


A Cherry Choke é uma banda roqueira inglesa, formada em 2007 por Mathew Bethancourt, frontman dos grupos Josiah e Kings Of Frog Island. Há rumores de que o nome da banda derivou de uma prostituta vitoriana muito habilidosa. Pense! Blue Cheer duelando com a Black Keys, e a Jimi Hendrix Experience assistindo à refrega num bar. Pense! Guitarras misturadas pirando em furiosa distorção. Pense! Graves pesados do baixo Gibson e arrebatadas levadas de bateria.

O primeiro disco da banda, homônimo, de 2009, ousado, barato e autoproduzido (selo Elektrohasch), contou com Bethancourt (guitarra e vocais), Gregg Hunt (baixo) e Daniel Lockton (bateria) – Hunt e Lockton tocaram anteriormente na banda garageira psicodélica Dérailleurs. A Choke excursionou pelo Reino Unido e pela Europa até Hunt sair após o lançamento, em 2011, do segundo álbum do grupo, "A Nigh In The Arms Of Venus" (selo Elektrohasch), gravado no estúdio Amphibia II, com Mark Buteux, da Kings Of Frog Island.

Simon Beasley, ex-baixista da Josiah, juntou-se ao grupo em 2013 para participar de faixas do terceiro disco da Cherry Choke, "Raising The Waters", lançado em 2015 (selo Elektrohasch). O álbum foi gravado e produzido por Stefan Koglek (Colour Haze), no estúdio da Colour Haze, em Munique, Alemanha, com o auxílio de Super Mario Man (nota minha: Mario Oberpucher). E promete ser o melhor trabalho feito até agora, tanto da Cherry Choke quanto de Mathew Bethancourt.

Texto retirado do blog | Melofilia

2009 | CHERRY CHOKE

01. She Turns Me On
02. The Lie
03. Ride My Black Balloon
04. Reflections In Black
05. Jezebel
06. Cheetah
07. I Can See The Girls Grow
08. The Need
09. In My Mind
10. Fridays In June

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2011 | A NIGHT IN THE ARMS OF VENUS

01. Crying Out Loud
02. The Day She Came To Play
03. Winchester Geese
04. Domino
05. Evol
06. Blue Mass
07. Silver Crossed My Mind
08. I Need Not Know Redemption

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2015 | RAISING THE WATERS

01. Rage On
02. Mindbreaker
03. Black Annis
04. Used To Call You Friend
05. Hypnotize Me
06. Where The Sun Rises
07. 6ix & 7even
08. My Mind To Lose
09. Discarted Hearts
10. Where The Drums Set

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quarta-feira, 2 de maio de 2018

Dick Dale & His Del-Tones


A surf-music é um estilo musical que nasceu nos EUA no começo dos anos 60, tendo como base o blues, o country e as primeiras manifestações de rock and roll, provenientes de artistas como Chuck Berry e Elvis Presley. Apesar de predominantemente instrumental, o gênero possuia ritmo mais balançante, as músicas animadas em tempo 4/4 e guitarras ágeis e destacadas, todas estas características que serviram de base para o rock se consolidar. Logo, os surfistas americanos não faziam pouca merda não! Foram eles que criaram as raízes para o que viria a se tornar o estilo musical mais famoso e mais ouvido na face da terra.

Dick Dale foi um dos pioneiros no gênero.

Desde 1960, junto com seu grupo, os Del-Tones, o guitarrista já trabalhava em músicas maravilhosas que vieram a se tornar grandes sucessos, como é o clássico da peça tradicional grega "Misirlou", que virou inclusive tema de abertura do filme Pulp Fiction (aliás, cuja trilha sonora é um resgate precioso do surf rock). A coletânea King Of Surf Guitar, lançada em fins da década de 80, resgata os maiores feitos do grupo e junta-os num disco bem bacana.

É uma sonzeira que agrada aos ouvidos.

Tem um ritmo bem dançante, perfeito pra festas de twist (ah, se isso ainda existisse!). Dentre as faixas escolhidas, constam alguns dos maiores êxitos dos Del-Tones, incluindo "Misirlou". Se destacam também "Riders In The Sky", "Let's Go Trippin'", "Surf Beat", "Banzai Washout" e "Tidal Wave". Deve-se prestar atenção na releitura do clássico hebraico "Hava Nagila", que ficou realmente bem interessante quando misturado às guitarras e saxofones praianos de Dick Dale.

Há também faixas vocais dignas de um surfista da Califórnia, como "Mr. Peppermint Man" e "King Of The Surf Guitar", todas elas seguindo o mesmo naipe de agito sessentista! Pode cansar um pouco, mas é um disco bem gostoso de se ouvir, vale a pena dar uma conferida, nem que seja pra dar uma escutada ocasional de uma faixa ou outra.

Afinal, o balanço do mar também é música!

Texto retirado do blog | Saqueando a Cidade

1989 | KING OF THE SURF GUITAR: THE BEST OF

01. Let’s Go Trippin’
02. Shake ‘N’ Stomp
03. Misirlou
04. Mr. Peppermint Man
05. Surf Beat
06. Take It Off
07. King Of The Surf Guitar
08. Hava Nagilal
09. Riders in the Sky
10. The Wedge
11. Night Rider
12. Mr. Eliminator
13. The Victor
14. Taco Wagon
15. Tidal Wave
16. Banzai Washout
17. One Double One Oh!
18. Pipeline

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domingo, 29 de abril de 2018

The Fall


Mark E. Smith nunca foi interessado na natureza óbvia da literatura, cinema e muito menos dos sons, tanto que ao dar início ao trabalho do The Fall na segunda metade da década de 1970, o músico britânico fez do experimento sua única certeza. Exemplar mais completo e desafiador daquilo que o músico e os parceiros de banda encontraram nos anos 1980, This Nation’s Saving Grace trabalha quase cinquenta minutos de colagens e influências alihadas dentro da mentalidade torta de Smith.

Doses assumidas de Can, The Velvet Underground, The Stooges, além de uma variedade de preferência literárias (como Laranja Mecânica, de Anthony Burgess) e televisivas (vide as passagens pela série Além da Imaginação) passeiam livremente pelo álbum. Flutuando em uma medida caótica e melódica na mesma proporção, o álbum parece assumir um propósito distinto em relação a tudo o que ocupava a cena inglesa do período. Uma leitura particular do que o Pós-Punk, o Art Rock e as bases do rock alternativo pareciam predispostas.

Acompanhado de um time mutável de instrumentistas, Smith queria apenas brincar com os sons, e é exatamente isso que ele alcança com o disco.

Texto retirado do blog | Miojo Indie

1985 | THIS NATION'S SAVING GRACE

01. Mansion
02. Bombast
03. Barmy
04. What you need
05. Spoilt Victorian child
06. L.A.
07. Gut of the quantifier
08. My new house
09. Paint work
10. I am Damo Suzuki
11. To Nk roachment: Yarbles

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quinta-feira, 26 de abril de 2018

Bob Marley & The Wailers


1977 foi um ano turbulento para a música mundial, e não poderia ter um disco que melhor representasse a força do reggae nesse contexto do que Exodus, que mostra uma abordagem mais política do jamaicano. Bob criou um diálogo musical interessante com o punk rock da Inglaterra (“Punky Reggae Party”, que só foi lançada na versão deluxe), o groove universal de “Exodus”, a psicodelia de “The Heathen” e o roots meio pop de “Three Little Birds”, uma de suas canções mais conhecidas.

Este disco marcou uma espécie de desprendimento de Bob às raízes jamaicanas. No ano anterior, Bob sofreu um atentado em sua terra natal que quase tirou sua vida. Há especulações de que a CIA ou mesmo o governo interino do país estariam envolvidos nessa tentativa de assassinato. Contudo, a mensagem ainda foi positivista. Afinal, como sugere a canção “So Much Things To Say”, ele ainda tinha muito o que dizer. Destaque, também, para “Three Little Birds” e o medley de “One Love/People Get Ready”, exemplos de que a busca pela paz era o melhor protesto diante das turbulências de seu país natal.

Texto | Tiago Ferreira

1977 | EXODUS

01. Natural Mystic
02. So Much Things To Say
03. Guiltiness
04. The Heathen
05. Exodus
06. Jamming
07. Waiting In Vain
08. Turn Your Lights Down Low
09. Three Little Birds
10. One Love | People Get Ready
11. Jamming (Long Version)
12. Punky Reggae Party (Long Version)

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segunda-feira, 23 de abril de 2018

Public Image Ltd.


Apesar de causar um rebuliço na cultura pop, os Sex Pistols eram uma banda tão cáustica — em qualquer perspectiva — que era improvável que durassem mais do que o primeiro registro.

Dito e feito. Com o desmanche dos Pistols após uma turnê fracassada pelos Estados Unidos, Johnny Rotten resolveu apostar toda a fúria lírica que empregava nos Pistols travestido de uma sonoridade mais bem resolvida do que apenas 4 acordes. Seu First Issue é realmente uma quebra com a simplicidade de sua banda anterior.

O que temos aqui é um som muito mais denso e arrisco dizer, até mais perigoso do que Never Mind The Bollocks. Ficou estabelecido informalmente as regras básicas para se fazer um disco de post-punk. O baixo encorpado que pulava a frente do restante da banda, as guitarras criando sons de ambientação, auxiliando mais nas bases do que na criação de melodias, o emprego de samples e os vocais que passam a desesperança e sarcasmo através de sua tonalidade e de suas letras subversivas. Resumidamente, todas as regras básicas do estilo estão compiladas no primeiro registro de Johnny Rotten — agora John Lydon — junto ao PiL.

Texto | Consultoria do Rock

1978 | FIRST ISSUE

01. Theme
02. Religion I
03. Religion II
04. Annalisa
05. Public Image
06. Low Life
07. Attack
08. Fodderstompf

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sexta-feira, 20 de abril de 2018

Al Jarreau


Alwyn Lopez Jarreau, conhecido popularmente como Al Jarreau, foi um cantor estadunidense. Versátil em seu estilo de cantar, foi premiado sete vezes com o Grammy, sendo o único a vencer o prêmio em três categorias distintas: jazz, pop e R&B.

Filho de um vigário, Al Jarreau começou a cantar no coro de sua igreja aos quatro anos de idade, ao mesmo tempo em que se apresentava em uma variedade de eventos em Milwaukee, sua cidade natal, ao lado dos irmãos ou sozinho. Mas a música não foi a única atividade a qual se dedicou nessa época; sobressaiu, também, nos esportes e nos estudos, onde, por suas notas, foi considerado um aluno acima da média. Na juventude, já estudando no respeitado Ripon College, em Wisconsin, e continuou a cantar nos finais de semana e feriados para se divertir, associando-se nessa época a um grupo local chamado The Indigos. Em 1975, após uma pequena temporada estendida no Bla Bla Cafe, ainda em Los Angeles, ele foi descoberto por olheiros da Warner Bros Records e assinou um contrato de gravação. Seu primeiro álbum lançado pelo selo, We Got By, foi aclamado pelos críticos e alavancou sua fama internacional, chegando a receber um Grammy na Alemanha, fato que se repetiu com o lançamento de seu segundo álbum, Glow. Seu quarto álbum, All Fly Home, foi lançado em 1978 com muitos elogios na mídia, o que lhe rendeu um segundo Grammy nos Estados Unidos como melhor vocalista de Jazz. Nos anos de 1980, seu álbum Breakin 'Away (1981), que inclui seu hit "We're in This Love Together", foi campeão de vendas e lhe rendeu mais dois Grammy como o de Melhor Vocalista Pop Masculino e Melhor Vocalista Masculino de Jazz.

Em 1985, esteve no Rock in Rio e cantou na mesma noite que James Taylor e George Benson, para um público recorde naquela edição do festival. Em 1992, com o álbum Heaven and Earth, ele recebeu seu quinto Grammy como Melhor Vocal de R&B.

O ano de 1996 trouxe um novo desafio para sua carreira: aceitou permanecer três meses na Broadway protagonizando o musical Grease com muito sucesso. Pela sua carreira, foi distinguido com uma estrela no Hollywood Walk of Fame.

Jarreau morreu em 12 de fevereiro de 2017.

Texto | Guen Yokoyama

1977 | LOOK TO THE RAINBOW

01. Letter Perfect
02. Rainbow In Your Eyes
03. One Good Turn
04. Could You Believe
05. Burst In With The Dawn
06. Better Than Anything
07. So Long Girl
08. Look To The Rainbow
09. You Don't See Me
10. Take Five
11. Loving You
12. We Got By

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terça-feira, 17 de abril de 2018

Crimson Jazz Trio


Quando King Crimson é jazz

Cada fã fervoroso do King Crimson tem seu disco e sua época preferida. Tenho amigos que “descobriram” a banda chefiada por Robert Fripp com Islands, lançado em 1971. Sem ser unanimidade pelos crimsonmaníacos da época, era daquele tipo “ame-o ou odeie-o”.

Sons de contrabaixo no arco, o piano etéreo de Keith Tippett e a flauta melíflua de Mel Collins, a entrada da voz de Boz e a batida marcante do baixo, tudo trazia uma expectativa um tanto estranha do que poderia ser o resto do álbum. Sons esparsos do sax, cordas, percussão e vozes fantasmagóricas sob a a marcação do baixo, fazem de Formentera Lady uma canção inacabada que serve de ponte para o início de Sailor’s Tale, agora sob um mood jazzístico com solos do saxofone tenor de Collins, o baixo de Boz e um solo fenomenal de Robert Fripp a partir de uma súbita mudança de clima. Lá pelo quarto minuto sobressai a bateria de Ian Wallace e um colchão climático de mellotron. Tudo estranho, e para ser um tanto mais, a próxima é The Letter, delicadamente lúgubre na voz de Boz, meio barroca com o som que deve der o de uma celesta.

Não tenho o costume de prestar atenção em letras. Só se alguém disser algo como: “você viu que letra bonita!” Aí, sim. Quando comecei a gostar de música, tanto fazia que a letra fosse em inglês ou javanês. Tudo era som, simplesmente. Parece que a letra de Ladies of the Road, de autoria de Pete Sinfield, tem um conteúdo pouco simpático às mulheres. É o que dizem, mas não faz muita diferença. Importa que é boa. É a mais vigorosa do álbum. Para que ninguém fique muito animado, Song of the Seagulls é uma peça que pode ser classificada como sendo erudita. É um prelúdio para abrir uma das mais belas composições do King Crimson: Island. Uma crítica da época descreveu-a como a melhor canção para dormir do ano, acho que, na Rolling Stone. Soporífera? Nem tanto. É uma grande viagem por paisagens misteriosas como num sonho em que não conseguimos perceber se é um sonho mesmo ou um pesadelo . Hoje, ao contrário do que aconteceu ao ser lançado, tenho a certeza de que está reservado um lugar especial na discografia do King Crimson.

Crimson Jazz Trio
Island é o único disco em que Ian Wallace participa no King Crimson. O baterista resolveu formar um trio com o pianista Jody Sardine e o baixista Tim Landers, com o objetivo de realizar releituras de temas de sua ex-banda. Por que não King Crimson em formato mais próximo do jazz? Afinal, muitos dizem que o KC incorpora música erudita e jazz e que rotulá-los como art-rock ou rock progressivo é limitador.

Pouco tempo antes de Ian reunir o trio, alguém já tinha gravado uma composição da banda inglesa. É possível que tenha sido ideia de Tony Levin, ex-King Crimson, Rachel Z tocar One Time, já que era seu baixista em Everlasting, disco lançado em 2004. A pianista, em vez de clássicos antigos, é conhecida por tocar temas do rock e do pop, como Wild Horses, de Mick Jagge e Richards, Kiss from a Rose, de Seal, Red Rain, de Peter Gabriel, e Here Comes the Sun, de George Harrison.

Ian, Jody e Tim gravaram King Crimson Songbook volume One em menos de uma semana durante o mês de maio de 2005. Entraram em estúdio novamente em junho de 2006 para gravarem um segundo volume. Meses depois, em agosto, Ian Wallace teve diagnosticado um câncer no esôfago. Relatou a agonia em um blogue criado especificamente. Morreu em fevereiro do ano seguinte. Foi sua última gravação em estúdio. O KC3, durou dois álbuns.

O volume 1 começa com 21st Century Schizoid Man, talvez a canção mais conhecida do KC. As demais são Three of a Perfect Pair, Catfood, Starless, Ladies of the Road, I Talk to the Wind, Red e Matte Kudasai.

O volume 2 começa com outro clássico, também do primeiro disco do KC: The Court of the Crimson King. Segue com Pictures of a City, One Time, Frame by Frame, Inner Garden, Heartbeat, Island Suite (Press Gang, Zero Dark Thirty, Formentera Lady, Sailor’s Tale, The Plank) e Lament. Press Gang, Zero Dark Thirty e The Plank não são originais do KC. A primeira é de Ian Wallace, a segunda, de Jody Nardone, e a última, de Tim Landers. Curiosamente, na suite estão incluídas Formentera Lady e Sailor’s Tale e a música-título, não. A dominância é de temas dos álbuns Discipline, Beat, Three of a Perfect Pair e de Thrak, fase em que Adrian Belew fez parte da banda.

Texto | Guen Yokoyama

2005 | KING CRIMSON SONGBOOK, VOLUME 1

01. 21st Century Schizoid Man
02. Three Of A Perfect Pair
03. Catfood
04. Starless
05. Ladies Of The Road
06. I Talk To The Wind
07. Red
08. Matte Kudasai

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2009 | KING CRIMSON SONGBOOK, VOLUME 2

01. The Court Of The Crimson King
02. Pictures Of A City
03. One Time
04. Frame By Frame
05. Inner Garden
06. Heartbeat
07. Press Gang
08. Zero Dark Thirty
09. Formentera Lady
10. Sailor's Tale
11. The Plank
12. Lament

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sábado, 14 de abril de 2018

Dizzy Gillespie & Lalo Schiffrin


Eis aqui uma boa oportunidade de ver Dizzy tocando seu trompete em uma base de fusion, mais especificamente em cima dos arranjos do tecladista belga Lalo Schifrin.

A bateria e o baixo soam como uma banda de funk soul, no entanto a guitarrinha base de Lalo puxa para um lado pop, lógico que sem se prender a isso em improvisos virtuosos. Temas quentes neste disco, destaque para "Unicorn" e "Wrong Number".

Texto | Piro

1977 | FREE RIDE

01. Unicorn
02. Fire Dance
03. Incantation
04. Wrong Number
05. Free Ride
06. Ozone Madness
07. Love Poem For Donna
08. The Last Stroke Of Midnight

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