Miles Davis


Em 1972, o choque elétrico que Miles Davis tinha dado no Jazz com o duplo Bitches Brew (1970), começava a ser assimilado. Foi quando o Prince of Darkness ( apelido que havia recebido, em 1967), leva o jogo a outro patamar, com o hipnótico e denso On The Corner.

Em 72, Davis foi introduzido à música de Stockhausen por um jovem arranjador e violoncelista, e mais tarde ganhador do Grammy: Paul Buckmaster, que influenciaria profundamente as novas gravações . Segundo o biógrafo J.K. Chambers : "O efeito dos estudos de Stockhausen por Davis não poderiam ser contidos por muito tempo. …sua própria 'música espacial', mostrava composicionalmente a influência de Stockhausen”.

Suas performances ao vivo entre 1970-1972 eram verdadeiros laboratórios sonoros, onde Miles, muito bem acompanhado, inclusive contando com dois músicos brasileiros em sua banda, Airto Moreira e Hermeto Pascoal, criava novas linguagens e levava seus experimentos a extremos, antes impensáveis para o conservador Jazz.

Ao entrar em estúdio em junho de 1972, Miles resolveu experimentar até onde a mistura de Stockhausen e black music elétrica de Sly and The Family Stone, Funkadellic, Stevie Wonder e Isaac Hayes poderia chegar. Acabou explorando uma sonoridade altamente dançante, negra urbana, feita sob medida para agradar o jovem público afro-americano.

Chamou um time impecável de músicos, formado por Michael Henderson, Carlos Garnett, o percussionista Mtume, o guitarrista Reggie Lucas, o tocador de tabla Badal Roy, Khalil Balakrishna na cítara, o baterista Al Foster, e o pianista Herbie Hancock, que também estava trilhando um caminho parecido ao unir o jazz ao funk (que geraria outro marco no fusion, o álbum Head Hunters, lançado em 1973). Após rápidas jams sessions, pariu um de seus melhores trabalhos.

On The Corner, soa como se Exu tocasse trompete em uma encruzilhada de uma grande metrópole, ou a trilha sonora de uma versão Blackexpoitaiton do filme “2001”.

O álbum é uma longa jam, que não se prende a estrutura do jazz tradicional. A seção rítmica fornece um denso tapete polirrítmico sobre o qual os solos de trompete, encharcado de wha wha, e sax, se debruçam formando camadas de som, com elementos eletrônicos cheios de efeitos, que são adicionados e subtraídos, em meio a um transe sonoro, forrado por uma percussão afro sci fi.

Previsivelmente, o disco não foi entendido na época e despertou a ira da crítica de jazz, que já vinha estranhando a fase elétrica de Miles há um bom tempo. On the Corner foi chamado de "porcaria repetitiva" , "um insulto à inteligência das pessoas" e foi considerado anti-jazz, hostilidade resumida nas palavras nada amistosas do saxofonista Stan Getz- "Essa música é inútil. Não significa nada. Não há nenhuma forma, nem conteúdo. Quase não tem swing”.

Mas o tempo mostrou que Miles estava certo e o disco é apontado como influência no pós punk (convidado pelo produtor Bill Laswell, Davis gravou algumas partes com trompete durante as sessões do disco Album, do Public Image Ltd, contidas na compilação Plastic Box). Nas palavras de Lyndon, "foi esquisito, nós não usamos (suas contribuições)." De acordo com Lydon, Davis comparou sua voz com o som de seu trompete).

Mas foi Luis Fernando Veríssimo, em uma de suas crônicas no livro “Banquete
com os Deuses” quem melhor sintetiza essa fase da carreira de Miles, usando uma das maiores paixões do músico, o boxe: “Um homem tem direito a fazer quantas revoluções por vida? Há quem diga que a última revolução de Miles Davis acabou em farsa, que o quase careca de túnica colorida fazendo fusão com a rapaziada não era nem uma sombra, era a múmia do antigo Miles reduzido a espasmos de som. Mas também há quem diga que o Miles da última fase era de uma coerência fulgurante, o velho boxeador na ponta dos pés e ainda fazendo história”.

On The Corner foi um direto no queixo.

Nocaute.

Texto | Discoteca Básica da Bizz

1972 | ON THE CORNER

01. On The Corner
02. New York Girl
03. Thinkin’ One Thing and Doin Anot
04. Vote For Miles
05. Black Satin
06. One and One
07. Helen Butte
08. Mr Freedom X

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Gram Parsons


Gram Parsons foi um gauche na vida que partiu muito cedo — porém deixando uma indelével marca na história da música norte-americana moderna ao fundir o pop caipira do Bakersfield Sound (um oposto ao som conservador e sisudo de Nashville que nasceu com Buck Owens na Baixa California) com o rock'n roll, concebendo um híbrido que seria musicalmente um dos gêneros mais prolíficos a partir dos anos 70, o country-rock. é certo que, no começo dos anos 60, muitas bandas tentaram introduzir o hillibily e o bluegrass em sua sonoridade (como o Jim Kwensky e o Lovin' Spoonful, por exemplo) e os Byrds chegaram a elaborar um estilo diferenciado amalgamar o que se chamaria de folk-rock.

Contudo, foi somente a partir da colaboração quase que acidental de Parsons no quinteto de David Crosby e Roger McGinn que, junto com músicos como Clarence White e John Hartford, influenciados por gente como Merle Haggard que os Byrds iriam estragar a festa do country.

E, como não poderia deixar de ser, eles acabaram pagando um proço caro pela ousadia. Gram convenceu-os a gravar o hoje clássico Sweetheart Of The Rodeo em território inimigo — Nashville. Conseguiram uma apresentação no mítico Grand Ole Opry em 1968 que acabou sendo desastrosa: foram duramente vaiados e banidos da cena musical de lá.

O público não admitia que um bando de hippies cantasse a música deles e quebrasse o rígido e draconiano protocolo do conservadoríssimo e secular Opry. O tiro saiu pela culatra, pois nem os mais velhos aceitaram aquele novo som, e a maioria dos fãs dos Byrds não entenderam o disco. Foi um desastre, mas todos saíram ilesos. Menos Gram, que a despeito de ter influenciado a direção musical de Sweetheart Of The Rodeo, colaborando com a lírica Hickory Wind, foi expulso da banda durante uma turnê dos Byrds pela África do Sul, por se recusar a tocar para um público que ele considerava segregacionista.

Parsons não saiu chamuscado — não havia esquentado o banco no conjunto, já que era apenas um músico contratado por Chris Hillmann, que o indicou para McGinn. No ano seguinte, o próprio Chris, já um byrd demissionário, aproveitou a deixa para formar os Flying Burrito Brothers, que seria o primeiro grupo de country-rock por excelência.


A trajetória foi curta, porém assim como aconteceria com todo o trabalho de Gram, seria uma semente para o futuro. Revolucionário para aqueles tempos, Parsons só conseguiria uma relativa visibilidade para si e para seu engenho e arte depois de conhecer um outro maluco beleza, o guitarrista dos Rolling Stones, Keith Richards: depois de mudar o som dos Byrds, ele iria fazer o mesmo com o quinteto inglês. Isso aconteceria justamente no momento em que Keith estava desplugando o rock da banda em busca de algo mais próximo do country & western. Com efeito, o rumo que Jagger e companhia seguiriam nos álbuns dos stones entre 1969 e 1972 (do Let It Bleed ao Exile On Main Street) pagam tributo à Parsons. exemplos não faltam: Country Honk, Dead Flowers, Sweet Virginia, Let It Bleed, etc).

Gram aliás chegou a participar diretamente das sessões de gravação do exile em Nelicôte, em 71, mas sua personalidade instável e o abuso de drogas prejudicaram tanto a sua passagem pelos Burrito quanto pelos Stones. De volta do exílio na França, ele passaria algum tempo tocando com Ric Grech; de volta à América, ele conheceu Emmylou Harris, que estava se lançando como cantora. Era a parceria musical perfeita: a versão da dupla para Love Hurts (de Felice e Bordileaux Bryant, mesmos autores de All I Have To Do Is Dream) é certamente a mais bela irretocável de todos os tempos.

Com uma excelente banda de apoio (incluindo James Burton, guitarrista de estúdio de Elvis, cuja excelência pode ser comparada a de Luther Perkins), ele lançou uma carreira solo promissora, com contrato de gravadora (a Reprise). Promissora sim, se não fosse o endêmico problema de Parsons com as drogas, em especial a heroína. Contudo, o que o matou com apenas 26 anos foi uma mistura letal de álcool e morfina (como ocorrera com Hank Williams, um dos patriarcas do country, no começo dos anos 50). Lançado postumamente, em 1974, o inacabado Grievous Angel foi o seu segundo disco pela Reprise.

Na verdade, ele é um apanhado de sobras de gravações ao vivo (Hickory Wind e Cash On The Barrelhead) e esquetes do que seria o sucessor de GP, de 1972.

Mesmo díspar por natureza, Grievous resume bem a música que Gram Parsons sempre buscou naquilo que ele paradigmaticamente concebia como 'Cosmic American Music', um country meio biruta que mistura o rural e urbano, o temporal e o atemporal, em suma, um country futurista e universalista, acima de rotulações beligerantes (algo que então era comum no ambiente musical conflagrado do gênero) e reducionistas. Nem a morte de Gram salvaria as pretensões do disco, que passou desapercebido na época — nem configurou nos charts. Só o tempo cuidaria de restituir à Parsons e ao subestimado Grievous Angel o devido lugar no panteão do rock.

Texto retirado do blog | Vitrola

1973 | GP

01. Still Feeling Blue
02. We'll Sweep Out The Ashes In The Morning
03. A Song For You
04. Streets Of Baltimore
05. She
06. That's All It Took
07. The New Soft Shoe
08. Kiss The Children
09. Cry One More Time
10. How Much I've Lied
11. Big Mouth Blues

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1974 | GRIEVOUS ANGEL

01. Return of the Grievous Angel
02. Hearts on Fire
03. I Can't Dance
04. Brass Buttons
05. $1000 Wedding
06. Medley Live from Northern Quebec:
(a) Cash on the Barrelhead
(b) Hickory Wind
07. Love Hurts
08. Ooh Las Vegas
09. In My Hour of Darkness

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CéU


"O rótulo da MPB ficou limitado. Ele é bem abrangente, afinal é música popular brasileira. E me considero isso. Quando vou fazer um som, me alimento do que gosto e, como muitos outros da minha geração, me alimento não só de coisas específicas. Gostamos de ouvir música da Jamaica, agora estou escutando música etíope. Não penso que (tipo de) música estou fazendo. Simplesmente faço um som."

Maria do Céu Whitaker Poças, ou simplesmente CéU, cantora e compositora, iniciou a carreira artística em 2002. Seu trabalho traz influências tanto de música originalmente brasileira (particularmente o samba), como de hip hop, afrobeat, jazz, R&B etc. Ela já afirmou em entrevista que não rejeita o rótulo de MPB, mas considera que ele já ficou limitado:

A carreira de Céu começou em 2005, quando ela foi reconhecida como uma cantora que fugia dos padrões, seu primeiro disco “Céu”, foi influenciado pelo samba de raiz e música urbana e rendeu a cantora 03 indicações ao Grammy. Neste mesmo ano, Céu foi a primeira artista internacional convidada a integrar a série “Hear Music Debut” da rede norte-americana Starbucks. Seu disco de estreia vendeu mais de 200 mil cópias só nos Estados Unidos, a mais alta posição no Top 200 da Billboard.

Em seu segundo álbum “Vagarosa” (2009), Céu se inspirou na música jamaicana, o disco foi novamente aclamado pela crítica e emplacou o segundo lugar na parada de World Music da Billboard.

A estrada é o tema de seu terceiro álbum, Caravana Sereia Bloom, de 2012, aonde percorreu pelo mundo com mais de 300 shows e 20 países.

No ano de 2016 a cantora Céu lança seu novo álbum Tropix, um disco sintético, noturno e reluzente.

Nos últimos dez anos, Céu já se apresentou nos maiores festivais do mundo, como Montreal Jazz Festival, North Sea Jazz, Coachella, Roskilde, Rock in Rio, SF Jazz, JVC Jazz, entre outros.

Texto: Wikipédia | Site Oficial

2005 | CÉU

01. Vinheta Quebrante
02. Lenda
03. Malemolência
04. Roda
05. Rainha
06. 10 Contados
07. Vinheta Dorival
08. Mais um Lamento
09. Concrete Jungle
10. Véu da Noite
11. Valsa pra Biu Roque
12. Ave Cruz
13. O Ronco Da Cuí­ca
14. Bobagem
15. Samba na Sola

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2009 | CANGOTE (EP)

01. Cangote
02. Bubuia
03. Visgo de Jaca
04. Sonâmbulo





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2009 | VAGAROSA

01. Sobre O Amor e Seu Trabalho Silencioso
02. Cangote
03. Comadi
04. Bubuia (part. Anelis Assumpção e Thalma de Freitas)
05. Nascente
06. Grains de Beaute
07. Vira Lata (part. Luiz Melodia)
08. Papa
09. Ponteiro
10. Cordão da Insônia
11. Rosa Menina Rosa (part. Los Sebosos Postizos)
12. Sonâmbulo
13. Espaçonave

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2012 | CARAVANA SEREIA BLOOM

01. Falta De Ar
02. Amor De Antigos
03. Asfalto E Sal
04. Retrovisor
05. Teju Na Estrada
06. Contravento
07. Palhaço
08. You Won’t Regret It
09. Sereia
10. Baile De Ilusão
11. Fffree
12. Streets Bloom
13. Chegar Em Mim

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2014 | AO VIVO

01. Falta de Ar
02. Amor de Antigos
03. Contravento
04. Retrovisor
05. Grains de Beauté
06. Mil e uma Noites de Amor
07. Cangote
08. Baile de Ilusão
09. Streets Bloom
111. 10 Contados
12. Malemolência
13. Lenda
14. Concrete Jungle
15. Chegar Em Mim
16. Rainha

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DVD Audio | DOWNLOAD

2016 | TROPIX

01. Perfume do Invisível
02. Arrastar-te-ei
03. Amor Pixelado
04. Varanda Suspensa
05. Etílica/Interlúdio (feat. Tulipa Ruiz)
06. A Menina e o Monstro
07. Minhas Bics
08. Chico Buarque Song
09. Sangria
10. Camadas
11. A Nave Vai
12. Rapsódia Brasilis

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Iggy Pop


“Nesse exato momento, eu queria estar morto.
Eu simplesmente não aguento mais”.

texto do bilhete deixado por Ian Curtis,
encontrado enforcado em sua casa,
com o disco “The Idiot” de Iggy Pop ainda rodando no toca-discos.

Depois de ter produzido o último álbum dos pré-punk, The Stooges, David Bowie já renomado e prestigiado adotava o vocalista da banda, Iggy Pop, como pupilo e produzia seu álbum solo de estréia. Neste disco, “The Idiot”, de 1977, o Camaleão limpava o som ruidoso e retumbante dos Stooges, conferindo toda uma sofisticação e classe, acrescentava alguns toques tecnológicos e eletrônicos, dosando os elementos, sem contudo violentar a característica agressiva e selvagem do cantor.

Provas disso são “China Girl”, que viria a ser gravada por Bowie anos depois em um álbum próprio, exemplo claro de punk moderado, com todos os elementos ali, ritmo, força, distorção, voz rasgada, porém amenizados por um tema romântico e por um teclado agudo tipicamente oriental; ou “Funtime” cuja agressividade sonora fica contida pelos ecos e efeitos dando lhe inclusive um certo ar futurista.

“Sister Midnight”, a faixa que abre o disco e uma das grandes músicas dele, é notável com sua estrutura totalmente quebrada e pela versatilidade dos vocais de Iggy dentro da mesma canção; “Dum Dum Boys” mesmo na voz de Iggy é aquele tipo de balada tipicamente bowieana; o charmosíssimo pop de cabaré “Nightclubbing”, que mais tarde veio a ter uma versão igualmente admirável de Grace Jones, tem Iggy numa interpretação notável simulando uma certa embriaguez na voz; e o disco fecha com a lenta, minimalista e arrastada “Mass Production”, e seu apito de navio anunciando o fim do disco.

Texto retirado do blog | Cly-Blog

1977 | THE IDIOT

01. Sister Midnight
02. Nightclubbing
03. Funtime
04. Baby
05. China Girl
06. Dum Dum Boys
07. Tiny Girls
08. Mass Production


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Magazine


Magazine foi uma banda pós-punk inglesa, uma das pioneiras do gênero, formada por Howard Devoto após a saída dos Buzzcocks em 1976.

Devoto conheceu o guitarrista John McGeoch em abril de 1977, recrutaram Barry Adamson, Bob Dickinson e Martin Jackson para formar o primeiro line-up e começaram a escrever as músicas que viriam a dar origem ao primeiro álbum da banda, "Real Life" pela Virgin Records. Bob Dickinson deixou a banda pouco depois do lançamento do single "Shot By Both Sides" e foi substituído por Dave Formula. "Shot By Both Sides" alcançou o top 50 na lista de singles da Inglaterra.

O álbum foi aclamado pela crítica, na época o jornal Melody Maker declararou: "Ninguém que tenha o menor interesse no presente e futuro do rock'n'roll deve descansar até que ouça "Real Life". Canções como "Definitive Gaze", "My Tulpa" e "Parade" são fortemente influenciadas pelos teclados de Dave Formula e ajudam a definir o som do disco, junto com o jeito original de tocar guitarra de John McGeoch e letras muitas vezes acirradas e descritivas de Howard Devoto. O estilo de Howard e as preocupações líricas mais tarde influenciou muitos músicos.

Texto | Felipe Lima

1978 | REAL LIFE

01. Definitive Gaze
02. My Tulpa
03. Shot By Both Sides
04. Recoil
05. Burst
06. Motorcade
07. The Great Beautician In The Sky
08. The Light Pours Out Of Me
09. Parade

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Rival Sons


Rival Sons é uma banda de rock norte-americana de Long Beach, Califórnia. Formada em 2009 do que restou da antiga banda de Scott Holiday, Black Summer Crush, que tinha como vocalista Thomas Flowers, o baterista Michael Miley, e o baixista Robin Everhart.

Rival Sons nasceu quando Jay Buchanan foi persuadido a tentar cantar rock'n'roll e regravar "Before The Fire". Eles estão atualmente gravando seu quarto disco. O atual baixista da banda é David Beste, depois que Robin Everhart deixou a banda em Agosto de 2013. Assinados com a Earache Records, a banda lançou o quinto disco de estúdio intitulado Hollow Bones. Este álbum foi produzido por Dave Cobb, que já venceu um Grammy, e gravado em apenas três semanas.

Todos os membros do Rival são do cenário musical de Long Beach.

Antes da formação do Rival Sons, Jay Buchanan gravou álbuns projetos solos e com sua antiga banda Buchanan.

A banda Buchanan havia lançado o ‘'All Understood’' em 2004 e True Love EP em 2006. Scott Holiday teve seu primeiro sucesso na banda Human Lab que gravaram um álbum pela Atlantic Records que nunca foi lançado, então no Black Summer Crush, onde tinha a companhia de Michael Miley, que havia feito sucesso como músico de estúdio. Anteriormente ele também esteve na Veruca Salt (2005) e na Carson Daly TV band, e Miley conhecer Robin Everhart no Isaac Hayes, quando tocaram em um evento beneficente, Hurricane Katrina.

Scott Holiday estava procurando por um vocalista depois de se separar do Black Summer Crush e viu Jay Buchanan no MySpace. Michael Miley havia tocado com Jay Buchanan em sua breve passagem pelo Buchanan.

Texto | Wikipédia

2009 | BEFORE THE FIRE

01. Tell Me Something
02. Lucky Girl
03. Memphis Sun
04. Angel
05. Pocketful of Stones
06. The Man Who Wasn't There
07. Pleasant Return
08. On My Way
09. I Want More
10. Flames of Lanka
11. Nanda-Nandana

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2010 | EP

01. Get What’s Coming
02. Torture
03. Radio
04. Sacred Tongue
05. Sleepwalker
06. Soul

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2011 | PRESSURE & TIME

01. All Over The Road
02. Young Love
03. Pressure And Time
04. Only One
05. Get Mine
06. Burn Down Los Angeles
07. Save Me
08. Gypsy Heart
09. White Noise
10. Face Of Light
11. Torture
12. Soul
13. Sleepwalker

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2012 | HEAD DOWN

01. Keep On Swinging
02. Wild Animal
03. You Want To
04. Until The Sun Comes
05. Run From Revelation
06. Jordan
07. All The Way
08. The Heist
09. Three Fingers
10. Nava
11. Manifest Destiny (Part 1)
12. Manifest Destiny (Part 2)
13. True

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2014 | GREAT WESTERN VALKYRIE

01. Electric Man
02. Good Luck
03. Secret
04. Play The Fool
05. Good Things
06. Open My Eyes
07. Rich And The Poor
08. Belle Starr
09. Where I've Been
10. Destination On Course

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2014 | ROCK'N ROLL EXCERPTS VOL. 1

01. Electric Man
02. Good Luck
03. Secret
04. Play The Fool
05. Good Things
06. Open My Eyes
07. Rich And The Poor
08. Belle Starr
09. Where I’ve Been
10. Destination On Course

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2016 | HOLLOW BONES

01. Hollow Bones Pt. 1
02. Tied Up
03. Thundering Voices
04. Baby Boy
05. Pretty Face
06. Fade Out
07. Black Coffee
08. Hollow Bones Pt. 2
09. All That I Want

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Fotheringay


Em 1969, influenciada por Trevor Lucas, Sandy Denny decide deixa o grupo Fairport Convention para formar a banda Fotheringay.

A banda conta com Trevor Lucas e Gerry Conway ex-membros da banda Eclection, Jerry Donahue e Pat Donaldson ex-membros da banda Poet and the One Man Band e Sandy Denny formando o quinteto. Em 1970 lançam o primeiro e único álbum da banda.

O disco teve cincos composições de Sandy, uma de Trevor e alguns covers, incluindo a canção Too Much of Nothing de Bob Dylan. O disco teve um ótimo resultado e foi bem recebido, mas com a vida tempestuosa do casal Sandy e Trevor – já casados – que envolvia drogas e álcool, e pressionados pela gravadora, decidem por fim ao grupo.

Fotheringay se separou em janeiro de 1971, durante as sessões do segundo álbum.

No século 21, o guitarrista Jerry Donahue, com a ajuda do baixista Pat Donaldson e o baterista Gerry Conway, únicos membros vivo, trabalharam nas fitas originais das gravações do que seria o segundo algum da banda. Cuidadosamente identificaram e montaram as melhores partes. Não foi dito explicitamente o uso de overdubbing durante a reconstituição do álbum, no entanto, sim, foi utilizado.

O Fotheringay 2 foi lançado em setembro de 2008.

Texto | Folk'n Blues

1970 | FOTHERINGAY

01. Nothing More
02. The Sea
03. The Ballad Of Ned Kelly
04. Winter Winds
05. Peace In The End
06. The Way I Feel
07. The Pond And The Stream
08. Too Much Of Nothing
09. Banks Of The Nile
10. Two Last Weeks In Summer (Bonus Track)
11. Gypsy Davey (Bonus Track)

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2008 | FOTHERINGAY 2

01. John The Gun
02. Eppie Moray
03. Wild Mountain Thyme
04. Knights Of The Road
05. Late November
06. Restless
07. Gypsy Davey
08. I Don't Believe You
09. Silver Threads And Golden Need
10. Bold Jack Donahue
11. Two Weeks Last Summer

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Bread


Bread foi uma banda norte-americana de rock, formada em 1968, em Los Angeles, na Califórnia. O grupo foi um dos mais populares do início da década de 1970, que se notabilizou por belas composições melódicas e harmonia bem trabalhada.

O Bread foi formado em 1968, a partir do encontro entre David Gates e Jimmy Griffin. Acrescidos da presença de Robb Royer, o grupo começou a tocar nos bares de Los Angeles e contratado pela gravadora Warner/Elektra - inicialmente apenas para ser uma banda de estúdio. O baterista Mike Botts se juntou a eles em seguida.

O primeiro single da banda, "Make It With You", alcançou o primeiro lugar da parada norte-americana da Billboard, em 1970. O sucesso inesperado com o álbum "Bread", de 1969, fez com que a banda começasse a realizar apresentações ao vivo pelos Estados Unidos.

O soft-rock de fácil assimilação conquistou as paradas norte-americanas, com destaque para "If", "Everything I Own", "Baby I'm-A Want You", "Guitar Man,"Diary e "Aubrey". Ao mesmo tempo, criou-se um choque de egos entre seus componentes Gates e Griffin. A banda iria acabar em 1973.

Três anos mais tarde, reencontraram-se para lançar um último trabalho, "Lost Without Your Love", também bem recebido pela crítica e público.

Texto | Som 13

1969 | BREAD

01. Dismal Day
02. London Bridge
03. Could I
04. Look At Me
05. The Last Time
06. Any Way You Want Me
07. Move Over
08. Don't Shut Me Out
09. You Can't Measure The Cost
10. Family Doctor
11. It Don't Matter To Me
12. Friends And Lovers

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1970 | ON THE WATERS

01. Why Do You Keep Me Waiting
02. Make It With You
03. Blue Satin Pillow
04. Look What You've Done
05. I Am That I Am
06. Been Too Long on the Road
07. I Want You With Me
08. Coming Apart
09. Easy Love
10. In the Afterglow
11. Call on Me
12. Other Side of Life

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1971 | MANNA

01. Let Your Love Go
02. Take Comfort
03. Too Much Love
04. If
05. Be Kind To Me
06. He's A Good Lad
07. She Was My Lady
08. Live In Your Love
09. What A Change
10. I Say Again
11. Come Again
12. Truckin'

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1972 | BABY I'M-A WANT YOU

01. Mother Freedom
02. Baby I'm-A Want You
03. Down On My Knees
04. Everything I Own
05. Nobody Like You
06. Diary
07. Dream Lady
08. Daughter
09. Games Of Magic
10. This Isn't What The Governmeant
11. Just Like Yesterday
12. I Don't Love You

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1972 | GUITAR MAN

01. Welcome To The Music
02. The Guitar Man
03. Make It By Yourself
04. Aubrey
05. Fancy Dancer
06. Sweet Surrender
07. Tecolote
08. Let Me Go
09. Yours For Life
10. Picture In Your Mind
11. Don't Tell Me No
12. Didn't Even Know Her Name

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1977 | LOST WITHOUT YOUR LOVE

01. Hooked On You
02. She’s The Only Love
03. Lost Without Your Love
04. Change Of Heart
05. Belonging
06. Fly Away
07. Lay Your Money Down
08. The Chosen One
09. Today’s The First Day
10. Hold Tight
11. Our Lady Of Sorrow

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2006 | DEFINITIVE COLLECTION

CD 1
01. Dismal Day
02. London Bridge
03. Any Way You Want Me
04. The Last Time
05. Friends And Lovers
06. Make It With You
07. Look What You've Done
08. I Want You With Me
09. Why Do You Keep Me Waiting
10. Call On Me
11. It Don't Matter To Me
12. Let Your Love Go
13. If
14. Too Much Love
15. He's A Good Lad

CD 2
16. Take Comfort
17. Truckin'
18. Mother Freedom
19. Baby I'm-A Want You
20. Down on My Knees
21. Daughter
22. Everything I Own
23. Diary
24. The Guitar Man
25. Aubrey
26. Fancy Dancer
27. Sweet Surrender
28. Lost Without Your Love
29. She's The Only One
30. Hooked On You

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Malo


O Malo conseguiu uma certa reputação na primeira metade dos anos 70 graças a três motivos. Primeiro: o líder da banda era Jorge Santana, irmão de Carlos Santana. Segundo: emplacaram um hit: “Suavecito”, faixa presente nesse álbum de estréia dos rapazes. Terceiro: a maravilhosa capa desse disco em questão.

Amor Índio é o nome dessa pintura do mexicano Jesus Helguera, criada em 1954. Aqui um guerreiro asteca é flagrado no momento em que se prepara para beijar sua amada. O cenário é pesado e ao mesmo tempo belo. O céu por trás do casal está tempestuoso, enquanto a garota está abraçada num cervo bebê. No chão, um pássaro recém abatido pelo guerreiro agoniza, se contrapondo com a ternura dos olhos fechados da garota.

Jesus Helguera nasceu em 1910 e logo cedo se destacou nas aulas de arte. Morou na Espanha e lá foi contratado para ilustrar vários livros de arte com suas pinturas dramáticas. De volta ao México (fugindo de uma guerra civil na Espanha), Helguera passou a estudar a fundo a história de seu país, suas origens e a mitologia Asteca. Tudo isso passou a refletir nos seus trabalhos. Muitos calendários mexicanos estampavam as ilustrações de Helguera. Inclusive na América, quase todos os jovens descendentes de mexicanos passaram suas vidas mudando as folhas de calendários ilustrados com as pinturas de Helguera.

Quando o álbum do Malo foi lançado em 1972, ficou fácil associar aquela capa com a tradição e os costumes mexicanos, que era obviamente o intuito do grupo de Jorge Santana. A gravadora (Warner) sacou a bela jogada e todo o material promocional que acompanhava o álbum, como anúncios, cartazes e camisetas, traziam a pintura de Helguera, um artista que através de sua obra imortalizou a mitologia Asteca, a Virgem de Guadalupe e uma banda de rock chamada Malo.

Texto | Bento Araújo

1972 | MALO

01. Pana
02. Just Say Goodbye
03. Cafe
04. Nena
05. Suavecito
06. Peace

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The Ship


No final de 1970, Mark Hamby e seu amigo Steve Reinwand (Billy Panda) conheceram a Steve Melshenker e Steve Cowan no Red Herring Folk Festival. A princípios de 1971, Cowan convida Billy, Hamby e seu outro amigo Todd Bradshaw para se juntar ao projeto "The Ship" que Melshenker e Cowan estavam preparando.

Em abril de 1971, Melshenker e Cowan terminam as composições e o grupo realiza as primeiras apresentações do "The Ship" no Channing-Murray. Depois das apresentações, o grupo decide trabalhar mais nos arranjos instrumentais e vocais para só depois realizar mais alguns concertos. No início de 1972 a Elektra Records contrata o lendário produtor Gary Ushe, que já havia trabalhado com The Byrds e Beach Boys para assumir o projeto, e em outubro do mesmo ano, The Ship é lançado oficialmente pela Elektra Records.

O álbum se trata de uma opera folk que narra as diferentes etapas e emoções de um marinheiro em suas viagens pelo oceano. Toda uma epopéia interpretadas em lindas composições. No ano seguinte o grupo sofreu grandes modificações, os cabeças Melshenker e Cowan deixaram o grupo, Mark Hamby assumiu a banda e James Barton entrou para o grupo.

No começo de 1974, o grupo começa a trabalhar em canções com guitarras elétricas e Bobby Carlin entra para a banda como o primeiro bateristas do grupo, mas só permanece na banda por alguns meses e depois dá lugar a Jeff James. Em 1975 o grupo decide produzir um novo álbum, mas em agosto do mesmo ano, a banda sofre outra modificação, Todd Bradshaw deixa e banda e da lugar Rick Frank para assumir o baixo.

As gravações do Tornado progrediram até a primavera de 1976 e logo em seguida foi lançado. Em abril de 1977 a banda decide fazer uma pequena pausa, como algumas bandas costumam fazer, esta pausa teve uma duração de 31 anos. A banda só veio a se reunir novamente em 2008.

Texto | Folk'n blues

1972 | CONTEMPORARY FOLK MUSIC JOURNEY

01. The Ship
02. The Order
03. Innocence
04. The Man
05. The Calm
06. The Storm
07. Lost
08. The Island
09. The Reason
10. The Return
11. The Ship

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1976 | TORNADO

01. Midnight Madness
02. Minnesota Dawn
03. Gwin
04. Hold On To Love
05. Lost Weekend Farewell
06. Three Days
07. Balboa
08. Tornado
09. Mile After Mile
10. Over My Love
11. Your Backyard

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Sá & Guarabyra e O Terço | Nunca


Primeiro disco da dupla, após os dois discos exitosos com Zé Rodrix. O LP mantêm o vigor do rock rural, com temas de viagem, de partida e retorno entre a cidade e o campo, indo da balada e chegando até a pitadas do rock progressivo.

Claro que a participação de O Terço, com a sua formação áurea, e as orquestrações de Rogério Duprat e Eduardo Souto Neto, dão um brilho a mais ao trabalho.

Texto | Criatura de Sebo

1974 | NUNCA

01. As Canções Que Eu Faço
02. Segunda Canção Da Estrada
03. Justo Momento
04. São Nicolau
05. Verão Do Cometa
06. Esses Cabides Vazios
07. Nuvens D´ Água
08. Divina Decadência
09. Voar É Como O Passarinho
10. Apreciando A Cidade
11. Terras Do Sul
12. Coisa A Toa

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Linda Hoyle

Extremamente bom, um clássico ro rock progressivo

Excelente álbum, o único registro de Linda após deixar os vocais do Affinity.

Pouco após a sua saída da banda, ela entrou em contato com o tecladista Karl Jenkins (futuro membro do Soft Machine), e passaram meses compondo material juntos. As fortes influências de Linda por jazz, blues e soul, casaram perfeitamente com a competência de Karl como músico de jazz.

Juntando-se a ambos um excelente time de músicos, o resultado só poderia ter sido mesmo bom. Pieces of Me é um mergulho de Linda no fundo de sua identidade, tanto musical como pessoal (as letras falam muito de sua vida). E o instrumental é um arraso, além da produção ter sido excelente, deixando o som muito limpo. É um dos melhores discos de jazz-rock da época, embora seja muito pouco conhecido.

A abertura com Backleash Blues, de Nina Simone, é um show vocal de Linda e da guitarra de Chris Spedding, numa irresistível levada de blues pesado. Depois, a bela balada Paper Tulips, com orquestra, e Karl no oboé.

O disco segue assim, como uma música mais agitada intercalando com uma lenta. Black Crow é um belo rock, com um instrumental bem hard. A faixa título é uma tijolada, pesadíssima, anárquica mesmo, que irá surpreender muito fã de rock experimental, tem até alguns fraseados de guitarra que lembram Robert Fripp.


Um dos grandes momentos é Hymn to Valerie Solanas (onde Linda fala de problemas que teve no meio musical - vide a citação "it's a mans' world" no refrão), um blues hipnótico, levado no piano elétrico de Karl, no qual Linda faz uma das mais perfeitas interpretações de sua carreira. A música ainda tem uma gaita, não creditada no encarte.

Mas as duas melhores do disco, na minha opinião, são The Ballad of Morty Mole (uma delicada balada, onde uma voz suave de Linda parece flutuar por sobre o piano e a contida, mas excelente cozinha baixo-bateria) e Journey's End (um rock com uma melodia belíssima e emocionante, e uma letra que fala dos problemas que Linda teve com drogas). Ao ouvir músicas como esta, é difícil se conformar com o fato de que, após este excelente disco, Linda sumiu do meio musical.

E, olha, ela faz muita falta. Quem sabe a atual onda de revival dos anos 70 não a traga de volta ao show business?

Só nos resta torcer.

Texto | Marcello Rothery

1971 | PIECE OF ME

01. Backlash Blues
02. Paper Tulips
03. Black Crow
04. For My Darling
05. Pieces Of Me
06. Lonely Women
07. Hymn To Valerie Solanas
08. The Ballad Of Morty Mole
09. Journey's End
10. Morning For One
11. Barrel House Music

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Folque


Jenn Mortensen | vocals
Lars Heljesen | vocals, guitar
Øyvind Rauset | fiddle
Morten Bing | mandolin, dulcimer, guitar
Eilif Amundsen | bass, banjo
Morten Jacobsen | drums


1978 | DANS, DANS, OLAV LILJEKRANS

01. Dans, Dans, Olav Liljekrans
02. Holterilen
03. Blind-Fredriks Vise
04. Liti Kari
05. Beire Ti'e No?
06. Kjalstadguten
07. Margjit Og Tarjei Risvollo
08. Sol Bakom Skyan
09. St. Stefans Vise

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Fito Paez | Circo Beat

Circo Beat é o álbum sucessor do El amor después del amor, que é o álbum mais vendido da história do rock argentino. Assim, as expectativas eram grandes antes mesmo do lançamento deste álbum. Com hits de ampla difusão nas radios, como "Mariposa Tecknicolor" e "Tema de Piluso", o álbum teve uma vendagem de 350.000 copias, tornando-o assim o segundo álbum com maior exito no ano de 95, na Argentina.

A faixa "Tema de Piluso" foi escrita pelo Fito Páez em homenagem ao seu conterrâneo, o falecido humorista Alberto Olmedo.

Nesse álbum, Fito parece fazer uso da mesma fórmula conceitual de Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band, disco antológico dos Beatles lançado em 1967. Além de canções que se emendam e se articulam, o disco traz referências à obra dos Beatles e também à Commedia dell'arte. A canção Circo Beat, por exemplo, abre o disco imitando o anfitrião da Commedia dell'arte e, ao mesmo tempo, é similar às boas-vindas que a "Banda dos Corações Solitários do Sargento Pimenta" faz na abertura do disco dos Beatles.

Já ao final da penúltima canção o anfitrião retorna, encerrando a apresentação – tal como acontece em Sgt. Peppers (reprise) no disco dos Beatles. E ambos os álbuns são concluídos com canções reflexivas, Nada del mundo real no caso de Fito e a genial A Day in the Life pelos Beatles. Além disso, outras referências podem ser encontradas no naipe de metais em El jardin donde vuelan los mares, no caleidoscópio citado em Si Disney despertase, nos fragmentos de letras em inglês usados por Fito, no tom memorialista de Normal 1 e Lo que el viento nunca se llevo e ainda no fato de Mariposa Tecknicolor estar na mesma posição de With a Little Help from My Friends e poder ser lida como uma resposta a essa canção dos Beatles.

Outro fato interessante a se perceber, é que ambos os discos possuem 13 faixas.

Por fim, o nome do disco (Circo Beat), que parece ser um jogo de palavras que aludem a atmosfera circense de ambos os álbuns, junto a uma referência aos Beatles (chamados aqui carinhosamente de 'Beat').

Texto | Wikipédia

1994 | CIRCO BEAT

01. Gotta Find a Way
02. Castle of Thoughts
03. Fatback
04. Double Cross
05. Timepiece
06. Wicked Truth
07. Gimmie Your Head
08. Fantastic Piece of Architecture
09. Melvin Laid an Egg

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