quarta-feira, 21 de fevereiro de 2018

Hanói Hanói


Hanói-Hanói (também grafado Hanoi-Hanoi) foi uma banda de pop rock brasileira surgida em meados dos anos 1980.

Criado por Arnaldo Brandão (ex-A Bolha) a partir de uma parceria com o poeta Tavinho Paes e o baterista Pena, o "Hanói-Hanói" gravou seu primeiro LP em 1986, contendo os sucessos "Totalmente Demais" (posteriormente regravado por Caetano Veloso) e "Blá-Blá-Bla Eu Te Amo" (mais conhecido pela interpretação de Lobão). Em 1988, em seu segundo disco, o grupo lançaria outra música que ficaria famosa com outro intérprete: "O Tempo Não Pára", parceria de Brandão com Cazuza, que popularizou a própria versão. O terceiro disco, "O Ser e o Nada" (EMI), é de 1990 e tanto o título quanto o conceito do disco são empréstimos feitos ao papa do existencialismo, Jean-Paul Sartre. O grupo teve seu grande momento ao vivo durante o Rock In Rio II em 1991, quando substituíram o Barão Vermelho. No ano seguinte, foi lançado Coração Geiger, CD que não repetiu o sucesso dos lançamentos anteriores.

A banda ainda lançaria o CD "Credus" em 1995, contendo gravações feitas durante uma turnê em 1993. Importante: Tavinho Paes e Arnaldo Brandão continuaram a parceria que iniciaram nos anos 80, formando a dupla de criadores mais antiga do BRock, com mais de 50 canções editadas e gravadas após o fim da banda.

1988 | FANZINE

01. Felicidade Zen
02. Fanzine
03. Se A Gente Não Fosse…
04. Plic Plic
05. Ano Do Dragão
06. Fausto Brasil
07. Cheira Confusão
08. Duas Vidas
09. O Tempo Não Pára
10. O Sofisma

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domingo, 18 de fevereiro de 2018

Steve Winwood


Stephen Lawrence "Steve" Winwood (12 de maio de 1948 em Handsworth, Birmingham, Inglaterra) é um compositor e multi-instrumentista inglês que, além de sua carreira solo, foi membro das bandas Spencer Davis Group, Traffic, Go e Blind Faith.

Praticamente desconhecido da grande maioria dos fãs de música (principalmente daqueles de cabeça mais fechada), Steve Winwood entra facilmente no rol dos maiores compositores ingleses. Além disso, Winwood é multi-instrumentista com tendências virtuosas em mais de um deles, fantástico intérprete e dono de uma belíssima e arrebatadora voz.

Com apenas 14 anos, entrou para o o Spencer Davis Group, e aos 17 já tinha uma música no primeiro lugar das paradas. Muitas vezes relacionado com o que se convencionou chamar de blue eyed soul, principalmente no início de sua carreira, emprestou sua marcante voz para diversos clássicos durante mais de quarenta anos, unindo ao rock diversos estilos musicais além do soul, mas também funk, blues e jazz.

Texto | Fernando Bueno

1977 | STEVE WINWOOD

01. Hold On
02. Time Is Running Out
03. Midland Maniac
04. Vacant Chair
05. Luck’s In
06. Let Me Make Something In Your Life



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1980 | ARC OF DIVER

01. While You See a Chance
02. Arc of a Diver
03. Second-Hand Woman
04. Slowdown Sundown
05. Spanish Dancer
06. Night Train
07. Dust


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1982 | TALKING BACK TO THE NIGHT

01. Valerie
02. Big Girls Walk Away
03. And I Go
04. While There’s a Candle Burning
05. Still in the Game
06. It Was Happiness
07. Help Me Angel
08. Talking Back to the Night
09. There’s a River

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1986 | BACK IN THE HIGH LIFE AGAIN

01. Higher Love
02. Take It As It Comes
03. Freedom Overspill
04. Back in the High Life Again
05. The Finer Things
06. Wake Me Up on Judgment Day
07. Split Decision
08. My Love’s Leavin’

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1987 | CHRONICLES

01. Wake Me Up on Judgment Day
02. While You See a Chance
03. Vacant Chair
04. Help Me Angel
05. My Love’s Leavin’
06. Valerie
07. Arc of a Diver
08. Higher Love
09. Spanish Dancer
10. Talking Back To The Night

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1988 | ROLL WITH YOU

01. Roll With It
02. Holding On
03. The Morning Side
04. Put on Your Dancing Shoes
05. Don’t You Know What the Night Can Do?
06. Hearts on Fire
07. One More Morning
08. Shining Song

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1990 | REFUGEES OF THE HEART

01. You’ll Keep on Searching
02. Every Day (Oh Lord)
03. One and Only Man
04. I Will Be Here
05. Another Deal Goes Down
06. Running On
07. Come Out and Dance
08. In the Light of Day

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1997 | JUCTION SEVEN

01. Spy in the House of Love
02. Angel of Mercy
03. Just Wanna Have Some Fun
04. Let Your Love Come Down
05. Real Love
06. Fill Me Up
07. Gotta Get Back to My Baby
08. Someone Like You
09. Family Affair
10. Plenty Lovin’
11. Lord of the Street

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2003 | ABOUT TIME

01. Different Light
02. Cigano (For the Gypsies)
03. Take It to the Final Hour
04. Why Can’t We Live Together?
05. Domingo Morning
06. Now That You’re Alive
07. Bully
08. Phoenix Rising
09. Horizon
10. Walking On
11. Silvia (Who Is She?)

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2008 | NINE LIVES

01. Im Not Drowning
02. Fly
03. Raging Sea
04. Dirty City
05. Were All Looking
06. Hungry Man
07. Secrets
08. As Times We Do Forget
09. Other Shore

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2009 | LIVE FROM MADISON SQUARE GARDEN
(with Eric Clapton)


CD 1
01. Had to Cry Today
02. Low Down
03. Them Changes
04. Forever Man
05. Sleeping in the Ground
06. Presence of the Lord
07. Glad
08. Well All Right
09. Double Trouble
10. Pearly Queen
11. Tell the Truth
12. No Face, No Name, No Number

CD 2
01. After Midnight
02. Split Decision
03. Rambling on My Mind
04. Georgia on My Mind
05. Little Wing
06. Voodoo Chile
07. Can't Find My Way Home
08. Dear Mr. Fantasy
09. Cocaine

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2017 | GREATEST HITS LIVE

CD 1
01. I’m A Man
02. Them Changes
03. Fly
04. Can’t Find My Way Home
05. Had To Cry Today
06. Low Spark of High Heeled Boys
07. Empty Pages
08. Back In The High Life Again
09. Higher Love
10. Dear Mr Fantasy
11. Gimme Some Lovin

CD 2
01. Rainmaker
02. Pearly Queen
03. Glad
04. Why Can’t We Live Together
05. 40,000 Headmen
06. Walking In The Wind
07. Medicated Goo
08. John Barleycorn
09. While You See A Chance
10. Arc Of A Diver
11. Freedom Overspill
12. Roll With It

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quinta-feira, 15 de fevereiro de 2018

Badfinger


No começo de 1970, o Badfinger parecia estar no caminho do sucesso. Contratados pela Apple Records, a gravadora dos Beatles, emplacaram seu primeiro hit - "Come and Get It", composta e produzida por Paul McCartney para o filme "The Magic Christian". Isto levou ao álbum "Magic Christian Music", que continha principalmente gravações antigas do Badfinger (quando o grupo ainda tinha outro nome).

No Dice

Este foi o primeiro álbum que o grupo gravou como Badfinger e com a formação que se tornaria clássica: Pete Ham (guitarra e vocais), Tom Evans (baixo e vocais), Joey Molland (guitarra e vocais) e Mike Gibbins (bateria). A produção foi inicialmente de Mal Evans (assistente dos Beatles a responsável pela contratação do grupo pela Apple). A direção da Apple não ficou totalmente satisfeita com os primeiros resultados e substituiu Evans por Geoff Emerick (que foi o engenheiro de som de vários álbuns dos Beatles).

O álbum abre com a enérgica "I Can't Take It", que é seguida pela balada "I Don't Mind" (com um leve toque psicodélico no eco dos vocais).

O Badfinger sempre se sentiu incomodado com as comparações com os Beatles, mas precisavam compor uma música chamada "Love Me Do"? Trata-se, entretanto, de uma música com raízes roqueiras e não bluseiras (como a música de mesmo nome dos Beatles). Segue-se uma nova balada, "Midnight Caller", com vocais competentes de Pete Ham.

"No Matter What", que toca nas rádios até hoje, é considerado o exemplo perfeito do "power pop": melodia forte, harmonias vocais e destaque para guitarras distorcidas. Os vocais lembram, é claro, os Beatles. A produção é de Mal Evans e é difícil acreditar que não foi considerada pelos executivos da Apple boa o suficiente para um single.

Você, saiba ou não, conhece "Without You". Provavelmente a versão mais orquestrada de Harry Nilsoon ou a regravação mais recente de Mariah Carey. A versão do Badfinger me parece mais pungente e tem um belo acompanhamento de órgão no final. A música foi composta por Ham e Evans, no melhor estilo Lenon & McCartney - juntando ideias de duas composições independentes.

Abrindo o lado dois (algum lembra que LP tem dois lados?), uma música mais para o country, "Blodwyn", que é a que gosto menos no disco. "Better Days" também não é muito do meu gosto mas tem guitarra solo legal.

"It Had To Be" é outra balada, desta vez composta por Gibbins. "Watford John" é um sólido rock and roll. "Believe Me"é mais uma balada.

O álbum original fecha com "We're for the Dark" uma bela balada marcada pelo violão e voz do Pete Ham.

O álbum foi mais recentemente remasterizado e acrescido de trilhas bônus.

1970 | NO DICE

01. I Can’t Take It
02. I Don’t Mind
03. Love Me Do
04. Midnight Caller
05. No Matter What
06. Without You
07. Blodwyn
08. Better Days
09. It Had To Be
10. Watford John
11. Believe Me
12. We’re For The Dark

Bonus Tracks
13. Get Down
14. Friends Are Hard To Find
15. Mean, Mean Jemima
16. Loving You
17. I’ll Be The One

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Straight Up

Este álbum também teve uma história complicada de produção. Uma primeira versão foi feita por Geoff Emerick, mas George Harrison achou que conseguiria fazer algo melhor. Entretanto, ele interrompeu a produção devido ao Concerto para Bangladesh. Para concluir o disco foi chamado Todd Rundgren. O disco final foi mixado por Rundgren mas usa gravações feitas pelos três produtores. O resultado é um álbum mais "pasteurizado" que No Dice, com uma maior uniformidade sonora.

A abertura é a balada "Take It All". "Baby Blue" é outro power pop clássico. "Money" e "Flying" são duas músicas ligeiramente psicodélicas. "I'd Die Babe" é um "roquinho" competente.

"Name of The Game" é uma balada dominada por um piano e belos vocais de Pete Ham. É daquelas que ficam grudadas no ouvido da gente.

"Suitcase" é outro rock competente. "Sweet Tuesday Morning" é uma bela balada.

"Day After Day" é, provavelmente, o ponto alto do disco. George Harrison participa com na guitarra slide, gravada junto com Pete Ham. O vocal é de Ham, com belas harmonias vocais.

O ritmo acelera um pouco com "Sometimes". "Perfection" é outra bela música com base no violão e na voz de Pete Ham. "It's Over" dá o fecho no álbum.

Novamente, o álbum está atualmente disponível em versão remasterizada, com faixas extras.

1971 | STRAIGHT UP

01. Take It All
02. Baby Blue
03. Money
04. Flying
05. I’d Die Babe
06. The Name Of The Game
07. Suitcase
08. Sweet Tuesday Morning
09. Day After Day
10. Sometimes
11. Perfection
12. It’s Over

Bonus Tracks
13. Money (Original Version)
14. Flying (Original Version)
15. Name Of The Game (Original Version)
16. Suitcase (Original Version)
17. Perfection (Original Version)
18. Baby Blue (US Single Mix)

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A Tragédia do Badfinger

O Badfinger nunca esteve totalmente satisfeito com a atenção dada a eles pela Apple e isto só piorou na confusão que se seguiu após a separação dos Beatles. Entre os dois álbuns, o Badfinger assinou com um novo empresário, Stan Polley, que acertou um contrato deles com a Warner Bros. Um primeiro resultado disto foi o lançamento do último álbum pela Apple (Ass) poucos meses antes do primeiro pela Warner (Badfinger); ambos os álbuns não tiveram boa repercussão na crítica.

O álbum seguinte, Wish You Were Here, foi melhor recebido pela crítica. Entretanto, foi recolhido das lojas pela Warner sete semanas após o lançamento, com acusações de desvio de verbas pelo Polley. Polley suspendeu então os pagamentos ao Badfinger (espertamente ele os pagava um salário fixo ao invés de uma parcela das vendas dos discos). O Badfinger não conseguia também fazer shows, devido ao enrosco legal e os contratos restritivos assinados com Polley.

Pete Ham tinha acabado de comprar uma casa e sua namorada estava grávida. A pressão financeira foi demais para ele e em abril de 1975 se suicidou na garagem da sua casa. Tom Evans nunca se recuperou totalmente disto e em 1983 também se suicidou em meio a complicações financeiras.

Texto | Daniel Quadros

terça-feira, 13 de fevereiro de 2018

Syd Barret


Você sabia quem foi o cara que batizou o Pink Floyd? Ao citar o grupo, a maioria das pessoas se lembra de The Dark Side Of The Moon (Discoteca Básica 21), lançado em 73. Notável recordista em permanência na parada da Billboard (303 semanas!). o disco ainda vende horrores até hoje.

Mas fãs radicais - entre os quais eu me incluo - dariam prioridade ao primeiro álbum, The Piper At The Gates Of Dawn, gravado em 67, no mesmo estúdio em que os Beatles estavam concebendo seu Sgt. Peppers ... Cada banda ia xeretar o que a outra fazia - e era comum fumarem alguns "baseados" juntos, No Pink Floyd, quem é que dava as cartas? Syd, líder do grupo e autor de dois singles clássicos: "Arnold Layne" e "See Emily Play".

Precursor do psicodelismo na aurora efervescente da Swinging London, foi um caso curioso: filho caçula de uma família numerosa - mas próspera - , ele cresceu amargando vários traumas,.Interessava-se por pintura e por cultos obscuros, porém se apaixonou pelo Rock. Foi dos primeiros a se ligar nos Beatles e nos Rolling Stones. No Pink Floyd, sua carreira foi curta. Em 68 - quatro anos após ter criado o grupo - foi "demitido". Motivos? Suas atitudes despirocadas, cada vez mais freqüentes, conseqüência óbvia para quem tomava de três a quatro pastilhas de LSD diariamente. Excesso vindo dos problemas anteriores de Syd - uma vez ele disse: "Todo mundo diz que se divertia quando era jovem; não sei por que, mas eu nunca consegui". Com tanta piração, a tragédia não tardaria.

Ao mesmo tempo em que o Pink Floyd virava sensação no meio underground, Syd parecia não ter mais controle de sua louca opção de vida. Exemplos? No show da TV britânica Top Or The Pops, eles iam dublar uma canção, Enquanto o som do playback rolava, Syd - em farrapos, como um mendigo - nem mexia os lábios para cantar, Em outra ocasião, ao dar uma entrevista ao astro brega Pat Boone, na TV americana, ele se limitou a responder às perguntas com seu olhar catatônico. sem pronunciar uma palavra sequer.Nos shows, era pior. Ora cismava em tocar apenas um acorde a noite inteira, ora parava para afinar sua guitarra durante as músicas. Certa vez subiu ao palco com a cabeça lambuzada com uma mistura de brilhantina e pílulas tranqüilizantes esmagadas. Sob o calor dos refletores, a gosma se derretia dando a impressão que seu rosto se desfazia.

David Gilmour, antigo colega de Syd, foi chamado - a princípio como segundo guitarrista - pelo baixista e "vice-líder" Roger Waters. Logo, ficou claro que o "louco" não podia continuar. Mas Syd - ao menos - daria a "última gargalhada".

Após ter sido afastado do "seu grupo" no início de 68, o cara pegou mais pesado nas drogas e acabou internado em uma clínica psiquiátrica, Foi quando Gilmour. Waters e outros nomes ligados ao staff do Pink Flovd resolveram bancar o resgate do mentor da banda, com um disco-solo.

Gravado em sessões esparsas ao longo de 69. The Madcap Laughs foi a prova definitiva da alma criativa ímpar de Syd. ainda que em processo de desintegração, Canções como "Terrapin" ou "Octopus" mereceriam estar em qualquer ABC do psicodelismo. Syd soava de forma impressionante em registros só com voz e violão (como no ritmo trincado de "Dark Globe", nas progressões com acordes inusitados de "Feel" e em "If It's In You". com início abortado, gaguejadas e desafinações). Sem contar jóias raras como "Long Gone" e "Golden Hair" - esta última com versos de James Joyce, musicados por Syd.

Depois ele fez apenas mais um disco, Mas não importa que tal visionário tenha só essas obras. Já dizia Rimbaud, "sejamos avaros como o oceano".

Texto | Celso Pucci
Discoteca Básica da Bizz | Edição 114, Janeiro de 1995

1970 | THE MADCAP LAUGHS

01. Terrapin
02. No Good Trying
03. Love You
04. No Man's Land
05. Dark Globe
06. Here I Go
07. Octopus
08. Golden Hair
09. Long Gone
10. She Took A Long Cold Look
11. Feel
12. If It's In You
13. Late Night
14. Octopus (Takes 1 & 2)
15. It's No Good Trying (Take 5)
16. Love You (Take 1)
17. Love You (Take 3)
18. She Took A Long Cold Look At Me (Take 4)
19. Golden Hair (Take 5)

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sábado, 10 de fevereiro de 2018

Earl Pickens & Family | The Josua Tree



2009 | THE JOSHUA TREE

01. Where the Streets Have No Name
02. I Still Haven't Found What I'm Looking For
03. With or Without You
04. Bullet the Blue Sky
05. Running to Stand Still
06. Red Hill Mining Town
07. In God's Country
08. Trip Through Your Wires
09. One Tree Hill
10. Exit
11. Mothers of the Disappeared

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quarta-feira, 7 de fevereiro de 2018

The New York Dolls


Bem-humorada, a simples imagem que ocupa a capa do primeiro álbum do New York Dolls resume não apenas o trabalho proposto pelo grupo norte-americano em 1973, mas também as principais marcas e exageros típicos do Glam Rock. Salto alto, perucas e batom.

Antecipando uma série de conceitos do Punk Rock, o registro produzido pelo veterano Todd Rundgren sustenta no uso de guitarras rápidas e versos pegajosos a base para uma das peças mais icônicas da década de 1970. Em meio a temas urbanos, delírios adolescentes e sexualidade detalhada, David Johansen e Johnny Thunders, principais compositores da banda, transformaram faixas como Looking for a Kiss e Trash em um retrato cômico, ainda que realista, da Nova York de 1970.

Incapaz de atingir o grande público e interpretada como uma piada (sem graça) por parte da imprensa estadunidense, o banda levaria tempo conquistar o devido reconhecimento.

Queridinho de artistas como Morryssey, o New York Dolls serviria de base para o trabalho de bandas como Ramones e Kiss, sendo o principal esboço de Malcolm McLaren durante a “montagem” do Sex Pistols.

Texto | Miojo Indie

1973 | THE NEW YORK DOLLS

01. Personality Crisis
02. Looking for a Kiss
03. Vietnamese Baby
04. Lonely Planet Boy
05. Frankenstein
06. Trash
07. Bad Girl
08. Subway Train
09. Pills
10. Private World
11. Jet Boy

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domingo, 4 de fevereiro de 2018

Tavito


Tavito, nome artístico de Luís Otávio de Melo Carvalho (Belo Horizonte, 26 de janeiro de 1948) é um músico e compositor brasileiro. Algumas canções compostas por Tavito tornaram-se grandes sucessos, como "Rua Ramalhete" (com Ney Azambuja) e "Casa no Campo" (com Zé Rodrix).

Ganhou seu primeiro violão aos 13 anos. Autodidata, começou a participar de serenatas e festas. Foi companheiro de geração de Milton Nascimento e de outros músicos mineiros, tais como Toninho Horta, Tavinho Moura e Nelson Angelo.

Em 1965 conheceu Vinícius de Morais, que apreciou o estilo de Tavito[1] e o convidou a participar de suas apresentações na capital mineira. Mais tarde, participou do conjunto Som Imaginário e no final da década de 1970 seguiu carreira solo.

Produziu discos de alguns artistas (Marcos Valle, Renato Teixeira, Selma Reis e Sá & Guarabyra).

Texto | Wikipédia

1979 | TAVITO

01. Cowboy
02. Rua Ramalhete
03. Você Me Acende
04. Longe do Medo
05. Cravo e Canela
06. Naquele Tempo
07. Começo, Meio e Fim
08. A Ilha
09. Coração Remoçado
10. Casa no Campo

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1979 | TAVITO 2

01. O Maior Mistério
02. Aquele Beijo
03. Sou Eu
04. Dela
05. Balada Para Voz E Esperança
06. Enquanto O Dia Me Trouxer Você
07. Jamais, jamais
08. Companheira
09. Canção Do Sul
10. Olá

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quinta-feira, 1 de fevereiro de 2018

Cocteau Twins


O Cocteau Twins foi formado em 1979 na Escócia pelo guitarrista Robin Guthrie, o baixista Will Heggie - que saiu da banda em 1983, cedendo o lugar para Simon Raymonde -, e a vocalista Elizabeth Fraser (namorada de Guthrie) sob influências de artistas como Kraftwerk, David Bowie, Joy Division, Kate Bush e Siouxsie and the Banshees.

A música da banda ganhou repercussão no cenário independente devido ao pop sofisticado que o trio construiu em seus discos, principalmente a partir do disco 'Treasure'. A canções atmosféricas e a maravilhosa voz de Elizabeth Fraser - cantando letras indecifráveis - contribuíram para a bela e estranha música do grupo.

Cocteau Twins se tornou uma banda ícone da 4AD, e, com seu estilo etéreo, foi uma das percussoras do dream pop. Em 1982, já residindo em Londres, o trio assinou contrato com a gravadora 4AD e lançou o primeiro álbum, 'Garlands'. Na sequência saíram 'Head over Heels' (1983), 'Treasure' (1984) e 'Victorialand' (1986).

2000 | DARK TREASURES
A GOTHIC TRIBUTE TO THE COCTEAU TWINS


01. Rhea's Obsession - Cicely
02. Mephisto Walz - Iceblink Luck
03. Inertia (4) - Athol-Brose
04. Jennifer Hope - Seekers Who Are Lovers
05. Trance To The Sun - The Thinner The Air
06. Andrea Lane - Violaine
07. Absinthee - Shallow Then Halo
08. Faith And Disease - Amelia
09. The Machine In The Garden - Need Fire
10. The Autumns - Garlands
11. Diva Destruction - Persephone
12. Fear Of Dolls - Wax And Wane
13. Godbox - Blood Bitch
14. Oneiroid Psychosis & Kristy Venrick - Treasure Hiding
15. Stare (2) - In Our Angelhood

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Simon Raymonde, que foi convidado para trabalhar no segundo álbum do This Mortal Coil, não participou das gravação de 'Victorialand', um álbum predominantemente acústico que incluiu apenas Guthrie e Fraser. Raymonde retornou ao grupo para 'The Moon and the Melodies' (1986), uma colaboração do trio com o compositor americano Harold Budd.

'Blue Bell Knoll', o quinto álbum do Cocteau Twins foi lançado em 1988. Dois anos depois, em 1990, saiu 'Heaven or Las Vegas', o mais bem sucedido disco do grupo, atingindo o sétimo lugar na parada britânica. 'Heaven or Las Vegas' foi o último álbum de estúdio do trio lançada pela 4AD.

Em 1991, a banda se apresentou no Brasil, na cidade de São Paulo, no extinto Projeto SP.

Pela Mercury Records, o grupo lançou seus dois últimos álbuns de estúdio: 'Four-Calendar Café' (1993) e 'Milk and Kisses' (1996). Em 1997, durante as gravações do que seria o nono disco, o trio se desfez. Em parte, a separação de Guthrie e Fraser foi o principal motivo do fim do Cocteau Twins.

Texto retirado de | Muzplay


1982 | GARLANDS

01. Blood Bitch
02. Wax and Wane
03. But I'm Not
04. Blind Dumb Deaf
05. Shallow Then Halo
06. The Hollow Men
07. Garlands
08. Grail Overfloweth
John Peel Radio Sessions Selections from 1982-1983
09. Dear Heart
10. Hazel
11. Hearsay Please
12. Blind Dumb Deaf
Bonus Tracks (from unreleased first single)
13. Speak No Evil
14. Perhaps Some Other Aeon

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1983 | HEAD OVER HILLS

01. When Mama Was Moth
02. Five Ten Fiftyfold
03. Sugar Hiccup
04. In Our Angelhood
05. Glass Candle Grenads
06. In the Gold Dust Rush
07. The Tinderbox (of a heart)
08. Multifoiled
09. My Love Paramour
10. Musette and Drums

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1984 | TREASURE

01. Ivo
02. Lorelei
03. Beatrix
04. Persephone
05. Pandora (for Cindy)
06. Amelia
07. Aloysius
08. Cicely
09. Otterley
10. Donimo

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1985 | THE PINK OPAQUE

01. The Spangle Maker
02. Millimillenary
03. Wax and Wane
04. Hitherto
05. Pearly-Dewdrops' Drops
06. From the Flagstones
07. Aikea-Guinea
08. Lorelei
09. Pepper-Tree
10. Musette and Drums

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1986 | THE MOON AND THE MELODIES

01. Sea, Swallow Me
02. Memory Gongs
03. Why Do You Love Me?
04. Eyes are Mosaics
05. She Will Destroy You
06. The Ghost Has No Home
07. Bloody and Blunt
08. Ooze Out and Away, Onehow

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1986 | VICTORIALAND

01. Lazy Calm
02. Fluffy Tufts
03. Throughout the Dark Months of April and May
04. Whales Tails
05. Oomingmak
06. Little Spacey
07. Feet-Like Fins
08. How to Bring a Blush to the Snow
09. The Thinner the Air

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1988 | BLUE BELL KNOLL

01. Blue Bell Knoll
02. Athol-Brose
03. Carolyn's Fingers
04. For Phoebe Still a Baby
05. The Itchy Glowbo Blow
06. Cico Buff
07. Suckling the Mender
08. Spooning Good Singing Gum
09. A Kissed Out Red Floatboat
10. Ella Megalast Burls Forever

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1990 | HEAVEN OR LAS VEGAS

01. Cherry-coloured funk
02. Pitch the baby
03. Iceblink luck
04. Fifty-Fifty Clown
05. Heaven or Las Vegas
06. I Wear Your Ring
07. Fotzepolitic
08. Wolf in The Breast
09. Road, River and Rail
10. Frou-Frou Foxes in Midsummer Fires

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1993 | FOUR-CALENDAR CAFE

01. Know Who You Are at Every Age
02. Evangeline
03. Bluebeard
04. Theft, and Wandering Around Lost
05. Oil of Angels
06. Squeeze Wax
07. My Truth
08. Essence
09. Summerhead
10. Pur

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1996 | MILK & KISSES

01. Know Who You Are at Every Age
02. Evangeline
03. Bluebeard
04. Theft, and Wandering Around Lost
05. Oil of Angels
06. Squeeze Wax
07. My Truth
08. Essence
09. Summerhead
10. Pur

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1999 | BBC SESSIONS

DISC 1

(From John Peel Radio Session, 15 July 1982)
01. Wax and Wane
02. Garlands
03. Alas Dies Laughing
04. Feathers-Oar-Blades
(From John Peel Radio Session, 31 January 1983)
05. Hearsay Please
06. Dear Heart
07. Blind Dumb Deaf
08. Hazel
(From John Peel Radio Session, 4 October 1983)
09. The Tinderbox (of a heart)
10. Strange Fruit
11. Hitherto
12. From the Flagstones
(From John Peel Radio Session, 10 October 1983)
13. Sugar Hiccup
14. In Our Angelhood
15. My Hue and Cry
16. Musette and Drums

DISC 2

(From Saturday Night Live, 3 December 1983)
01. Hitherto
02. From the Flagstones
03. Musette and Drums
(From John Peel Radio Session, 5 September 1984)
04. Pepper-Tree
05. Beatrix
06. Ivo
07. Otterley
(From Mark Radcliffe Radio Show, 12 March 1996)
08. Serpentskirt
09. Golden-vein
10. Half-Gifts
11. Seekers Who Are Lovers
(From Robert Elms GLR, 10 April 1996)
12. Calfskin-Smack
13. Fifty-fifty clown
14. Violaine

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2000 | STARS AND TOPSOIL

01. Blind Dumb Deaf
02. Sugar Hiccup
03. My Love Paramour
04. Pearly-Dewdrops' Drops
05. Lorelei
06. Pandora
07. Aikea-Guinea
08. Pink Orange Red
09. Pale Clouded White
10. Lazy Calm
11. The Thinner the Air
12. Orange Appled
13. Cico Buff
14. Carolyn's Fingers
15. Fifty-Fifty Clown
16. Iceblink Luck
17. Heaven or Las Vegas
18. Watchlar

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2005 | LULLABIES TO VIOLANE

Disc 1

01. Feathers-Oar-Blades
02. Alas Dies Laughing
03. It's All But an Ark Lark
04. Peppermint Pig (7" version)
05. Laugh Lines
06. Hazel
07. Sugar Hiccup (12" version)
08. From the Flagstones
09. Hitherto
10. Because of Whirl-Jack
11. The Spangle Maker
12. Pearly-Dewdrops' Drops (Alternate version)
13. Pepper-Tree
14. Aikea-Guinea (Alternate version)
15. Kookaburra
16. Quisquose
17. Rococo

DISC 2

01. Pink Orange Red
02. Ribbed and Veined
03. Plain Tiger
04. Sultitan Itan
05. Great Spangled Fritillary
06. Melonella
07. Pale Couded White
08. Eggs and Their Shells
09. Love's Easy Tears
10. Those Eyes, That Mouth
11. Sigh's Smell of Farewell
12. Orange Appled
13. Iceblink Luck
14. Mizake the Mizan
15. Watchlar

DISC 3

01. Evangeline
02. Mud and Dark
03. Summer-Blink
04. Winter Wonderland
05. Frosty the Snowman
06. Bluebeard
07. Three-Swept
08. Ice-Pulse
09. Bluebeard (Acoustic version)
10. Rilkean Heart (Acoustic version)
11. Golden-Vein
12. Pink Orange Red (Acoustic version)
13. Half-Gifts (Acoustic version)

DISC 4

01. Feet-Like Fins (Ambient Remix)
02. Seekers Who Are Lovers (Ambient Remix)
03. Violaine (Ambient Remix)
04. Cherry-Coloured Funk (Ambient Remix)
05. Tishbite (Edit)
06. Primitive Heart
07. Flock of Soul
08. Round
09. An Elan
10. Violaine
11. Smile
12. Tranquil Eye
13. Circling Girl
14. Alice

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segunda-feira, 29 de janeiro de 2018

The Pentagle


Na década de 1960, foram muitos os artistas que buscaram a modernização da música Folk na fusão com o Rock, vide a eletrificação do Bob Dylan. Embora não dispensasse essa tendência, o Pentangle buscou no Jazz e na música medieval o seu diferencial. Entre ótimos resultados, Basket Of Light (1969), disco lançado pela Transatlantic, foi o trabalho melhor sucedido artisticamente e comercialmente.

Formado pelos lendários Danny Thompson (baixo acústico), John Renbourn (voz e violão) e o influente - que diga o Jimmy Page - Bert Jansch (violão/banjo), o grupo é um dos grandes nomes do Folk Inglês. Eles souberam justamente captar no passado europeu a sonoridade que tanto fazia falta no Folk Americano. Daí vieram as influencias medievais e barrocas, seja nos arranjos ou nas linhas melódicas. Tudo isso pode ser representado na ótima versão pra "Lyke-Wake Dirge", uma clássica composição tradicional inglesa.

A instrumentação em alguns momentos também escapa do convencional, vide o carrilhão em "Hunting Song" e a cítara em "Once I Had A Sweetheart". Esses timbres somados a delicadeza das composições embalaram muitas viagens psicodélicas daquele período.

A canção que mais rendeu sucesso ao grupo foi "Light Flight", isso graças a BBC britânica (que incluiu a faixa no seriado Take Three Girls), já que seu arranjo pouco convencional, que propunha mudanças da fórmula compasso e tons, não era dos mais fáceis de assimilar.

É possível encontrar os violões com afinações alternativas, técnica difundida por Bert Jansch, nas ótima "Springtime Promises" e "Sally Go Round The Roses".

Trazendo na capa uma emblemática foto tirada no Royal Albert Hall, Basket Of Light é um belo registro de um período mágico da música.

Texto | País do Baurets

1969 | BASKET OF LIFE

01. Light Flight
02. Once I Had A Sweetheart
03. Spring Time Promises
04. Lyke-Wake Dirge
05. Train Song
06. Hunting Song
07. Sally Go Round The Roses
08. The Cuckoo
09. House Carpenter
10. Sally Go Round The Roses 1
11. Sally Go Round The Roses 2
12. Cold Mountain
13. I Saw An Angel

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sexta-feira, 26 de janeiro de 2018

Roger Waters


Gravado ao vivo em 1999 e 2000 durante a turnê norte-americana, "In The Flesh" registra composições de todas as épocas de sua carreira, desde "Set The Controls For The Heart Of The Sun" (lançada originalmente em 1968) até a inédita e atualíssima "Each Small Candle".

Acompanhado por uma excelente equipe de apoio, Waters resgata a essência perdida pelo Floyd, através de versões emocionantes (e totalmente Progressivas) de obras esquecidas como "Dogs" (de 1977), "Welcome To The Machine" (de 75), "Pigs On The Wing" (de 77), "Mother" (de 79) e a já citada "Set The Controls...".

Profundamente marcantes são também as versões de músicas de sua carreira solo, particularmente das faixas "Perfect Sense (parts 1 and 2)", "It's a Miracle" e "Amused To Death", ambas do album "Amused To Death".

Belíssima também é a sua nova composição (a já mencionada "Each Small Candle"), um verdadeiro hino antibélico e com melodia e interpretações de grande profundidade emocional.

Ao escolher sua equipe, Waters procurou selecionar pessoas realmente experientes, que tivessem ligação com o estilo das músicas que seriam executadas e com a própria história do Pink Floyd.

Assim sendo, recrutou os seguintes músicos:

Snowy White | Guitarrista que já participara do Floyd durante a turnê de "The Wall". Também atuou com nomes como Richard Wright (outro membro do Floyd), Thin Lizzy, Jim Capaldi e Peter Green;

Jon Carin | Tecladista que participou das turnês de "Delicate Sound Of Thunder" e "Pulse" e também das gravações de estúdio de "Division Bell";

Andy Fairweather Low | Guitarrista, baixista e vocalista que pertence ao cenário rock desde os anos 60, quando integrava o Amen Corner. Trabalhou como músico de estúdio durante muitos anos, tendo atuado com personalidades como Eric Clapton, George Harrison e as bandas The Who e Foghat;

Graham Broad | Eclético baterista que trabalhou com nomes tão díspares quanto Mike Oldfield e Tina Turner ou Alexis Korner e Beach Boys;

P.P. Arnold | Famosa cantora de Soul atuante desde a decada de 60. Trabalhou com artistas como Peter Gabriel, Eric Burdon, Freddie King, Stephen Stills e Graham Nash, além de bandas como The Nice, Humble Pie, Nektar e Small Faces;

Katie Kissoon | Outra tradicional cantora de estúdio, tendo atuado com, entre muitos outros, George Harrison, Eric Clapton e o próprio Waters;

Completam o time o guitarrista e vocalista Doyle Bramhall II, o tecladista Andy Wallace, a cantora Suzannah Melvoin e, principalmente, o Produtor e Engenheiro de Som James Guthrie, companheiro de Roger desde os tempos de "The Wall" (onde trabalhou como engenheiro e co-produtor) e responsável pela remasterização de toda a discografia do Pink Floyd.

Guthrie foi o responsável direto pela excelente qualidade sonora que se apresenta em "In The Flesh", pois conseguiu reproduzir em qualidade digital todo o "feeling" analógico que foi registrado naquelas mágicas apresentações.

Apesar disso tudo, no entanto, ocorreram alguns pontos negativos, causados fundamentalmente pela ausência da voz característica de David Gilmour em músicas como "Wish You Were Here", "Breathe", "Time", "Money" e "Comfortably Numb".

Ficamos todos, então, a imaginar como seria se a mais revolucionária banda de rock de todos os tempos se reunisse novamente...

Texto | Claudio Fonzi

2000 | IN THE FLESH

01. Intro
02. In The Flesh
03. The Happiest Days Of Our Lives
04. Another Brinck In The Wall
05. Mother
06. Get Your Filthy Hands Off My Desert
07. Southampton Dock
08. Pigs On The Wing (Part 1)
09. Dogs
10. Welcome To The Machine
11. Wish You Were Here
12. Shine on You Crazy Diamond (Parts 1-8)
13. Set The Controls for The Heart Of The Sun
14. Breathe (In The Air)
15. Time
16. Money
17. The Pros And Cons Of Hitch Hiking (Part 11)
18. Perfect Sense (Parts 1 And 11)
19. The Bravery Of Being Out Of Range
20. It’s A Miracle
21. Amused to Death
22. Brain Damage
23. Eclipse
24. Comfortably Numb
25. Each Small Candle
26. Finale-Eclipse

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terça-feira, 23 de janeiro de 2018

Glass Harp


Só para provocar o chifrudo, aquele que se intitula “o pai do rock”, Deus costuma privilegiar determinados músicos com um talento excepcional e alistá-los na legião de missionários que espalha a palavra de Seu filho por aí. Realmente, o rock cristão não costuma empolgar os adeptos do lado negro do rock’n’roll, mas fico imaginando o tinhoso querendo seduzir um ou outro desses talentos não só para fazer desfeita ao rival, mas porque gostaria muito de tê-los no som ambiente que embala os cômodos quentinhos de sua morada.

Philip Tyler Keaggy, ou Phil Keaggy, guitarrista do power trio norte americano Glass Harp, é uma dessas figuras que valeriam qualquer esforço satânico. Não que sua vida tenha sido virtuosa a ponto de merecer um texto no verso de um desses santinhos que se distribuem nas igrejas. Muito pelo contrário: Phil foi uma típica criança americana nos anos 50 e um clichê de adolescente nos 60.

Nascido em 1951 na cidade de Youngstown, Ohio, aos quatro anos de idade perdeu metade do dedo médio da mão direita em um acidente com a bomba d’água que abastecia a casa da fazenda onde morava. E crescer com nove dedos nas mãos não encoraja ninguém a empunhar uma guitarra, não é mesmo? Por isso Phil pediu ao pai uma bateria no seu aniversário de 10 anos. Ao invés disso, ganhou uma guitarra Sears Silvertone e penou até aprender a tocá-la. Poucos anos depois trocou por uma Stratocaster e lá pela metade dos anos 60 já tocava nas bandas de garagem locais e tinha como concorrente outro futuro guitar hero: Joe Walsh (James Gang, Eagles).

Em 1965, na escola, Phil começou sua amizade e parceria com o baterista, guitarrista e compositor John Sferra. Ao voltar cheio de idéias de uma curta estadia na Califórnia com a banda The New Hudson Exit, em 1968, Phil convidou John e o baixista Steve Markulin para formarem o Glass Harp. Passaram então a rodar o circuito colegial e de clubes da região de Youngstown, ganhando entrosamento e uma certa notoriedade, além de gravarem várias demos. Uma delas, “Where Did My World Come From” acabou virando um single lançado pelo selo United Label.

Glass Harp, Human Beinz, Raspberries e o James Gang de Joe Walsh eram as bandas mais populares do nordeste de Ohio nessa época. E após a saída de Markulin para se juntar ao Beinz, o Glass Harp recrutou o baixista e flautista Daniel Pecchio para o seu lugar. A crescente fama do grupo, no entanto, começou a trazer problemas para seus membros que, ainda no final da adolescência, tiveram que abandonar a escola e estudarem por correspondência para darem conta dos compromissos. O ano era 1969 e eles não apenas ganharam uma edição da “Battle of the Bands” da região, como também a atenção de um dos jurados que estava lá como olheiro do produtor Lewis Merenstein, votado na época como produtor do ano pela Rolling Stone pelo seu trabalho no disco Moondance, de Van Morrison.

Bastou uma ouvida nos demos e uma olhadinha na banda ao vivo para convencer Merenstein a apadrinhar o grupo, oferecendo inclusive um contrato para alguns discos no prestigiado selo Decca. Bom, eu não tenho os ouvidos de um produtor musical nem sou músico, minha ignorância musical também me impossibilita afirmar se o Phil Keaggy glissandeia, arpejeia ou simplesmente embuceteia na guitarra, mas pelo que a gente lê de quem ouviu o Glass Harp ao vivo nesses idos de 69 e comecinho dos 70, os garotos impressionavam. A guitarra ágil de Keaggy soava carregada de lirismo e a cozinha de Sferra e Pecchio não era apenas competente, era versátil e poderosa. Em suma, eles prometiam.

O entusiasmo pela banda era tamanho que um gaiato qualquer chegou a espalhar um boato de que Jimi Hendrix, ao ser entrevistado em um programa de TV ou nas páginas da Rolling Stone, teria afirmado que Phil Keaggy era o melhor guitarrista do mundo. Essa historinha corre solta até hoje, mesmo depois dos vários desmentidos de Keaggy, já que Hendrix dificilmente conhecera a banda ao vivo e seu disco de estréia, embora gravado no Electric Lady Studios, de Jimi, em Nova York, e produzido por Merenstein, ficaria pronto duas semanas após a morte do guitarrista.

De toda forma, antes de gravarem esse disco, um fato influenciaria e muito o som do jovem guitarrista e de sua banda: a mãe de Phil, grande entusiasta e apoiadora incansável do Glass Harp, morreu em fevereiro de 1970. Keaggy tinha apenas 19 anos e havia sido um adolescente nômade em função de sua vida de músico, mas muito apegado à família. Como músico em plena era hippie, começava a se envolver com drogas e todos os excessos do psychedelic way of life. Inconformado com a morte da mãe e confortado pelas palavras de fé de uma de suas irmãs, fez uma reflexão de vida e resolveu se converter ao cristianismo, usando a música como expressão de sua crença.

1970 | GLASS HARP

01. Can You See Me
02. Children's Fantasy
03. Changes
04. Village Queen
05. Black Horse
06. Southbound
07. Whatever Life Demands
08. Look In The Sky
09. Garden
10. On Our Own
11. Voice Of God Cry Out (Previously Unreleased)

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Não pense com isso que o homônimo LP de estréia do Glass Harp seja trilha sonora de missa de domingo. Longe disso, mas que tem o dedo do Homem lá, isso tem. Para começar, é belíssimo, com harmonias tão ricas que nem o mais iluminado dos beatos conseguiria descrever. No entanto, é power rock. E dos bons, daqueles de arrepiar. O que dão um pouco de bandeira são as letras: “Can You See Me” e “Look In The Sky” são verdadeiros hinos de fé e mesmo as músicas compostas por Sferra ou Pecchio são carregadas de soul. A produção magnífica de Merenstein, recheada por belíssimas intervenções de cordas e pontuada aqui e ali pela flauta etérea de Pecchio, chega a ser deslumbrante. E olha que nem citei ainda a guitarra de Keaggy, lírica, comovente, inventiva, muitas vezes celestial. O álbum é foda.

O Glass Harp é hoje considerado um dos pioneiros do rock cristão contemporâneo, mas nem por isso seus membros eram coroinhas de plantão. Ao vivo, esse power trio era diabólico, na mais pura tradição creamniana, com ferozes jams que se prolongavam acima dos 30 minutos e toneladas de peso martelando os ouvidos. Como contratados do selo Decca, tocaram do Fillmore ao Winterland Ballroom e abriram para Yes, Alice Cooper, Traffic, Chicago, Grand Funk Railroad e mais um monte de super bandas. E convenhamos que não dava para ser muito bonzinho ao encarar a platéia de tia Alice.

1971 | SINERGY

01. Can You See Me
02. Children's Fantasy
03. Changes
04. Village Queen
05. Black Horse
06. Southbound
07. Whatever Life Demands
08. Look In The Sky
09. Garden
10. On Our Own
11. Voice Of God Cry Out (Previously Unreleased)

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Em 1971, com seus integrantes na faixa dos 20 anos apenas, o Glass Harp já prometia ser the next big thing, carregando de tinta a imprensa musical e caindo nas graças do público americano e dos críticos, impressionados com a ousadia camaleônica de suas apresentações ao vivo. Seu segundo disco, Synergy, ainda mantinha as estruturas harmoniosas da estreia, mas desta vez arriscava um pouco de folk, abusava do hard rock e se aventurava no progressivo. As músicas “Mountains”, “Never Is A Long Time” e “One Day At A Time” devem ter feito muito big star procurar seu médico atrás de uma boa receita de analgésico para dor de cotovelo.

Reunidos com Merenstein e os executivos da Decca, começaram a traçar planos para o primeiro registro ao vivo da banda, que deveria ser lançado como o próximo LP. A oportunidade chegou quando o Glass Harp foi convidado para ser a banda de abertura do concerto do Kinks, a ser realizado em 1972 no Carnegie Hall. Três verdadeiros desafios para três garotos: tocar no maior templo da música americana, abrir para uma das mais lendárias bandas do rock inglês e reverter a costumeira indiferença do público novaiorquino. O que se ouve dessa gravação, tirando os primeiros minutos de natural nervosismo, é uma verdadeira celebração ao rock’n’roll, quase uma hora de energia pura, incontida, impiedosa. Cinco músicas apenas no set list: a poderosa “Look In The Sky”, a paquidérmica “Never Is A Long Time”, a adaptação do clássico hino gospel “Do Lord”, a pirotécnica “Changes” e a épica “Can You See Me”, esta última com 30 minutos de improvisos fantásticos e um medley da então inédita “David And Golliath” e “One Day At A Time”. Uma merecida ovação da platéia encerra o show.

1972 | IT MAKES ME GLAD

01. See Saw
02. Sailing On A River
03. La Da Da
04. Colt
05. Sea And You
06. David & Goliath
07. I'm Going Home
08. Do Lord
09. Song In The Air
10. Let's Live Together
11. Little Doggie (Previously Unreleased)

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Inexplicavelmente, esse registro só viria a público na forma de CD vinte e cinco anos depois. No lugar dele foi lançado em 1972 o terceiro álbum de estúdio da banda: It Makes Me Glad. Um disco mais contemplativo, mas ainda assim maravilhoso. Ele contém as três músicas que os fãs apelidaram “The Trilogy”: uma suíte épica de 10 minutos composta das músicas “David and Golliath”, “I’m Going Home” e “Do Lord”.

Logo após o lançamento desse LP e no auge da fama, Phil Keagy decide abandonar a banda e abraçar de vez o gospel, iniciando uma carreira solo coroada com algumas dezenas de álbuns, prêmios e indicações para o Grammy de melhor álbum na sua categoria. A banda ainda tentou seguir em frente, recrutando o guitarrista Tim Burks e o violinista Randy Benson. O som do grupo enveredou para o progressivo, mas nenhum registro dessa nova fase viu a luz do dia. O grupo encerrou de vez suas atividades em 1973. Os três membros originais da banda se reuniram novamente em 1997 e desde então têm lançado CDs e excursionado regularmente. Vários vídeos de suas novas apresentações podem ser vistos no YouTube.

1997 | LIVE AT CARNEGIE HALL 1972

01. Look In The Sky
02. Never Is A Long Time
03. Do Lord
04. Changes
05. Can You See Me




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